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O modelo de gestão torto do DNIT

Modelo de gestão do Dnit é caótico, com mais de 150 sistemas e falta de controle - O Globo

BRASÍLIA - Por trás de dirigentes e servidores acusados de corrupção, prospera no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) uma engrenagem azeitada para impedir o controle e engavetar toda e qualquer proposta moralizadora. Consultores terceirizados emitem projetos de engenharia apócrifos e de baixa qualidade, que resultam em obras com múltiplos termos aditivos para ampliar custos e prazos. Há mais de 150 sistemas de informação na sede e nas 23 superintendências regionais, e eles são incompatíveis. A estrutura é coroada com a indicação de apadrinhados para coordenadorias vitais, subordinadas às diretorias ocupadas por partidos: Planejamento, Rodoviária, Ferroviária e Aquaviária.

As falhas estruturais são conhecidas há tempos. O Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) já cansaram de emitir alertas, mas a adoção de propostas moralizadoras engatinha. Um plano de Gestão e Ética, elaborado pelos funcionários, chegou a ser encaminhado ao diretor-geral afastado Luiz Antonio Pagot. Entre as sugestões, identificar áreas suscetíveis a desvios, nomear comissões de ética nos estados e julgar todos os procedimentos disciplinares abertos, estabelecendo metas e controle como na iniciativa privada. O material chegou às mãos de Pagot em junho de 2010, mas não saiu do gabinete.

No Dnit, órgão técnico com orçamento de R$ 13 bilhões este ano, os cursos de capacitação para gerência de pavimentos e gestão de projetos são substituídos por aulas de qualidade de vida, "entusiasmo" e Língua Brasileira de Sinais (Libras), segundo o plano de capacitação de servidores, aprovado pela diretoria colegiada do órgão.

A multiplicação de termos aditivos em obras bilionárias - usual meio de desvios que deflagrou a crise das últimas semanas - deve-se, em parte, ao fracasso na gestão de projetos. Não há softwares ou escritório de gerenciamento dos estudos que fundamentam as obras. "Não se utilizam ferramentas consagradas, como o método do valor agregado, eficaz no monitoramento de prazos e custos de projeto. Hoje, o Dnit atua de forma compartimentada, havendo desconexão entre seus diferentes setores", pontua um diagnóstico sobre o Dnit elaborado pelo governo e obtido com exclusividade pelo GLOBO.

Especialista em engenharia da Universidade de Brasília (UnB), Dikran Berberian diz que a combinação entre comando político e governança capenga só interessa a quem deseja lucrar com dinheiro público:

- Eles nomeiam um vassalo do capeta para ser um gestor de um pedaço do céu. O diabo é hábil. É astuto e hábil.

Auditorias do TCU sobre a gestão do Dnit mostram que a Diretoria de Planejamento e Pesquisa, responsável pelos projetos, não interage com aquela que deveria ser sua irmã siamesa: a Diretoria Rodoviária, que toca as licitações. Com isso, inúmeros canteiros são instalados a partir de pleitos "alheios", não raro políticos, sem origem nos setores responsáveis pelo planejamento.

Nada menos que 66% dos projetos elaborados entre 2003 e 2008 não tinham provocado licitações para obras em 2009, ficando nas prateleiras. O estoque de estudos engavetados é imenso, mas eles faltam na hora de lançar editais para obras prioritárias, segundo os auditores do TCU.

O engenheiro de uma empreiteira que tem contratos com o Dnit contou que essa é a senha para a multiplicação de preços. O Dnit contrata projetos a toque de caixa e, depois, os empreiteiros ganham com os reajustes provocados pelos "nós" estruturais que aparecem no meio da obra. Exemplos estão espalhados pelo país, como nas obras da Rio-Santos ou da BR-101 Sul, entre Palhoça (SC) e Osório (RS).

- Eles não fiscalizam o canteiro de obras. Indiscutivelmente, esse é o sistema propício para ocorrer falcatruas - disse o consultor de projetos, na condição do anonimato.

Também é imenso o número de investimentos, fruto de pressões políticas, iniciados sem garantia orçamentária. O diretor-geral demissionário do Dnit, Luiz Antonio Pagot, admite que pelo menos cem obras que começaram a partir de emendas de parlamentares ao Orçamento da União estão paradas, pois o governo não autorizou a liberação total do dinheiro.

Deputados, senadores e prefeitos colheram dividendos políticos com a promessa dos empreendimentos, mas a população não desfruta dos benefícios. Exemplos são o Anel Viário de Ji-Paraná (RO), orçado em R$ 28,8 milhões; a construção de ponte sobre o Rio Itajaí-Açu na BR-470, em Santa Catarina (R$ 38,8 milhões); e a implantação de um trecho da BR-070 na cidade goiana de Aragarças (R$ 9 milhões).

Embora projete, em média, R$ 4 bilhões em obras por ano, o Dnit só contrata o equivalente a R$ 1,8 bilhão, aponta o TCU. Mesmo assim, peca ao fiscalizar a execução de seus recursos limitados. Atualmente, faltam 600 engenheiros no quadro para supervisionar o trabalho de empreiteiras. Com isso, resta ao órgão terceirizar essas funções, nem sempre desempenhadas a contento.

A "falta de atenção" que impera no setor de projetos se estende para outro centro nevrálgico na estrutura do órgão: o monitoramento das licitações no âmbito da Diretoria Executiva, ocupada até semana passada por José Henrique Sadok de Sá, o diretor demitido porque direcionava obras para a empreiteira da mulher.

Relatório da Controladoria Geral da União (CGU), elaborado em 2010, afirma que é "praticamente inviável" a análise adequada de 114 licitações - o volume avaliado pelo órgão em 2009. E que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) só faz aumentar a saturação da comissão de licitações.

Desde terça-feira, O GLOBO solicita entrevista com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para ouvi-lo sobre a gestão do Dnit. Mas o ministério informou que ele não poderia atender. A pasta limitou-se a informar que a reestruturação dos Transportes passa também pela gestão de processos do Dnit.

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Para acompanhar pelo Twitter: http://twitter.com/luisnassif

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Com uma governança destas ainda tem gente que acredita no sucesso do PAC contra todos os dados...

 

Universidades federais têm 53 obras paradasProjeto de expansão do ensino superior federal do Ministério da Educação esbarra em construções incompletas e licitações refeitas24 de julho de 2011 | 0h 00 Lisandra Paraguassu - O Estado de S.PauloO Ministério da Educação tem hoje quase 2 milhões de metros quadrados em obras nas universidades federais. A expansão e renovação das instituições, no entanto, está com 53 obras paradas em 20 diferentes universidades, segundo levantamento do próprio ministério.Marcos de Paula/AEMarcos de Paula/AEFalta de sintonia. Na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, construção de salas de aula não acompanhou crescimento do número de alunosSão moradias estudantis, laboratórios e salas de aula que consumiram alguns milhões de reais, mas ainda não estão prontas. De acordo com o ministério, porque construtoras e empreiteiras abandonaram canteiros, faliram e ficaram sem recursos para cumprir seus compromissos.Como consequência, estudantes assistem às aulas em espaços improvisados, avançam em suas graduações sem laboratórios prontos, sofrem com falta de bibliotecas e locais para moradia.A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) é a que está com o maior número de obras paradas. São nove, que incluem de prédios de salas de aula no câmpus de Garanhuns a laboratórios, auditórios e bibliotecas do câmpus de Serra Talhada. Todas foram iniciadas, nenhuma delas foi inaugurada.A empresa Erdna Engenharia Ltda, responsável pelo trabalho, teria abandonado as obras e falido. A empresa trabalhava para a UFRPE desde 2005. De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, recebeu R$ 11,6 milhões até 2010 para tocar a expansão dos câmpus das duas cidades. O sistema não informa nem o ministério sabe dizer quanto foi pago pelas obras que não foram finalizadas.O pró-reitor de Administração da UFRPE, Francisco Carvalho, afirma que o maior prejuízo foi a paralisação da construção dos laboratórios, necessários para o bom desempenho dos alunos dos cursos oferecidos pela unidade de Serra Talhada: Agronomia, Zootecnia, Biologia e Química. No total, o câmpus recebe 2,5 mil alunos.A Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é a segunda com mais obras paradas. A Engepar Construtora atrasou e não cumpriu os contratos de salas de aula nos câmpus de Santa Mônica, Pontal e em Uberlândia, além da ampliação da reitoria e dos prédios de moradia.A empresa teria alegado falta de capital de giro e a própria universidade rescindiu quatro dos contratos com base na "precária situação financeira da contratada". Em outra obra, o contrato ainda não foi rescindido.A Engepar também tem um longo histórico de trabalhos para a UFU, iniciados em 2006. Desde então, recebeu R$ 23,6 milhões do governo. Em 2010 foram R$ 2,2 milhões e neste ano, apesar da paralisação, recebeu R$ 9 mil. Segundo o reitor Alfredo Júlio Fernandes Neto, as aulas em Ituiutaba, por exemplo, vão começar no mês que vem sem que o edifício esteja pronto.O problema se repete na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que tem quatro obras paradas, entre elas uma biblioteca, um hospital veterinário e laboratórios. "As construtoras que vencem as concorrências abandonam a obra logo depois de iniciá-la", explica o superintendente de Implantação e Planejamento da instituição, Vital Pedro da Silva Paz.A construção da biblioteca, na cidade de Cruz das Almas, é a mais atrasada. Começou há três anos e seria concluída, segundo a projeção inicial, em um ano. Hoje, o andamento da construção não chegou a 15% - e está na terceira licitação. Com isso, o valor da obra saltou de R$ 3,5 milhões para R$ 4,5 milhões. A última a abandonar a obra, a Construtora Macadame, de Feira de Santana, havia vencido a concorrência, em 2009, projetando o preço em R$ 4 milhões.O caso que causa mais preocupação é o do hospital. "Existe um impacto acadêmico com a falta dessa estrutura", admite Paz. "Os alunos precisam ser encaminhados a outras instituições para ter acesso a essa parte prática de seus cursos."A Universidade Federal de Goiás também tem quatro construções problemáticas. As Federais de Grande Dourados (MS), Alagoas e Espírito Santo estão com três obras paradas (mais informações nesta página).As construtoras envolvidas nas obras não foram localizadas para falar sobre os problemas.Justificativas. O ministro da Educação, Fernando Haddad, reclama das dificuldades que o governo federal e as instituições têm para cancelar os contratos quando há abandono ou paralisia das obras por qualquer motivo. Ele afirma que há orçamento, que foi feito um cronograma e os pagamentos estão sendo feitos em dia, mas mesmo assim as obras atrasam ou param."A legislação é muito desfavorável ao setor público. O mau empresário que ganha uma licitação tem penas muito pequenas. Ele não se incomoda de abandonar um canteiro, de atrasar uma obra e colocar a faca no pescoço do reitor em busca de um aditivo", afirmou em entrevista ao Estado. Haddad afirma que há casos recorrentes de empreiteiras que ganham uma licitação, iniciam um trabalho, mas quando vencem outro contrato, mais lucrativo, tiram a mão de obra do canteiro."A legislação deve ser aperfeiçoada no sentido de punir os empreiteiros que realmente não têm compromisso com a causa pública. Ganham licitações e depois não entregam as obras prontas." / COLABORARAM ANGELA LACERDA, MARCELO PORTELA e TIAGO DÉCIMOhttp://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110724/not_imp749170,0.php 

 

Alguém aqui nesse forum já imaginou como seria o governo do psdb se essa mesma imprensa tivesse a mesma preocupação como ela tem com o governo do PT?

Não sobrava pedra sobre pedra. Mas isso nunca irá acontecer...ou alguem aqui se engana.

Como disse o PHA, sem a imprensa o psdb não passaria de resende...

 

Esta desorganização acontece em todos os setores do serviço público brasileiro, acho que em menor parter na educação e na saúde. O resto é podre.

Tem que acabar de vez com os cargos em comissão, incrementar o adicional de produtividade e resultados positivos. Outra coisa abominável é a paralização da obra feita pelo TCU (punindo a população). Se a mesma possui indícios de superfaturamento, o contrato está assinado, cumpre-se o contrato apura-se a denuncia e faz o julgamento. 

A Dilma começou a faxina, tem que continuar durante todo o seu mandato para dar o exemplo. O novo presidente continua, o outro continua, até limpar toda a sujeira encrustada no serviço público federal neste 30 anos. Se começar agora a limpeza terminará somente daqui a uns 20 anos.  

 

Alguém tem alguma informação sobre a declaração de que os 18 milhões que a mulher do Sadok ganhou foi um contrato direto entre a Esposa e o Governo de Roraima?

 

Toda desorganização na Administração Pública só tem uma função: facilitar o roubo.

Quanto mais complicado, mais difícil de fiscalizar, então, é aqui que o gatuno entra.

Um colega meu que trabalhava no almoxarifado da repartição certa vez deu um puxão de orelhas no chefe sem o querer. O chefe fez que não viu, claro. É que meu colega, hoje aposentado, tem manias de organizar tudo. Certa feita fez uma compra de sabonetes e os empilhou sobre uma mesa ao seu modo; parecia que tinha usado laser pra conseguir tal precisão na pilha. Eis que chega o chefe, pega um dos sabonetes, olha-o, faz algumas indagações e  repõe no mesmo lugar. No mesmo lugar? Meu colega tomou duas tabuinhas que providencialmente guardava e com elas 'nivelou' corretamente a 'unidade 'sabonetária' mexida.  Daquela forma, não há ladrão que mexa em alguma coisa sem ser notado. Já jogado numa ruma, somente olhos atentos poderão perceber alguma falta, depois de surripiado ao menos uns dez por cento.

Repito: desorganização na administração pública é preparo para o roubo. Mesmo que tenha sido feito por algum funcionário relapso, já o foi permitido justo por que alguém acima dele tem interesse em roubar a seguir. É como esse monte de sistemas no Ministério dos Transportes... quer ver graça é na Saúde; Deus do céu! Especialmente no que é repassado ao Estados e Municípios... Jesus!

 

 

A casa, com quinhentos anos de corrupção, está mudando.Ainda bem que nesses últimos anos(a partir do governo Lula), não surgiu um engavetador.O duro esta sendo enfrentar a mídia que acobertou tudo e agora quer posar de santa.Vejam, os casos apontados pela mídia corrupta, são pontuais, porque eles sabem, exatamente, onde está a corrupção que nunca permitiu que esse país avançasse com dignidade.Já pegaram dono de mídia internacional, agora falta que se pegue as nossas mídias que não vivem sem o dinheiro público.Eta gente pequena!Aqui no RS, a mídia está desesperada porque não elegeu o governo que queria(sangrador dos cofres públicos).Convida para dar explicações em rádios e canais de tv, vereadores e deputados do pt, querendo deixar no ar, o nome do partido como se fosse eles os culpados pelos desgovernos gaúchos eleitos pela própria mídia.Mídia essa que está responde processo por lavagem de dinheiro e outros crimes.O silêncio midiático sobre esses crimes, é absoluto.

 

Tá aí uma boa ocupação para a ministra Gleise, especialista em gestão. Ajudar a reestruturar e organizar essa proveitosa, para os empreiteiros, bagunça.           

 

 

Bem...

 Parece que já restou claro a existencia  de "problemas" no MT.

 Agora importa usar a estrategia do "todos fazem". Daí as perguntas sobre os DERs e as Secretarias municipais...

Pois é... O governo anterior não teve tempo, vontade ou capacidade para tentar - ao menos tentar, ressalto - corrigir os "problemas"

( um parentesis: Os governos anteriores ao anterior nem me interessam aqui. Nunca duvidei que fossem incentivadores e beneficiarios do sistema que desaguou nos "problemas"... Imaginava que o anterior não se submeteria, mas parece que se submeteu. E completo: Até com um prazer inesperado nessa submissão!!!).

Torço para que a Presidente Dilma tenha força e condições para essa limpeza ( ao menos vontade ela já demonstrou ter, o que,  por si só,  já a distancia do governante anterior. Aquele que qualificou o Sarney como uma pessoa "incomum" e considerou o Severino Caalcanti um "bom companheiro"...).

 

 Bem... Mas só de estar vendo que agora já se aceita ( Embora não expressamente. Sei que seria pedir muito...) que a corrupção no governo petista não era mera "invenção da imprensa golpista" já serve de conforto, embora nada conserte.

Vamos em frente....

 

Pernambuco falando para o mundo!

E, por falar em software livre, um post interessante da Esfera (ONG responsável pelo projeto Transparência Hacker):

 

 

 

A história de um pedido de informações – Parte 2

 

Lembram daquela história sobre o pedido que fizemos à Prefeitura de São Paulo para que liberasse, em dados abertos, as informações sobre serviços de manutenção da cidade?

Pois é, como dissemos, o pedido foi negado por despacho do próprio prefeito, o que impossibilita entrar com um recurso na própria Administração Municipal. Isso significa que nos resta uma ação judicial.

Fomos atrás de cópia do parecer que embasou a decisão de negar o pedido. Tivemos que solicitar por escrito, protocolar e esperar que a autorização para ter acesso ao documento fosse publicada no diário oficial! Detalhe: é uma decisão pública e que, por lei, deve ser justificada, justificativa que o requisitante tem o direito de conhecer – até porque não havia nada sigiloso. Alguém me diz por que tivemos que esperar essa autorização?

Enfim, eis a transcrição da parte principal (destaquei as palavras mais instigantes):

(…) não seria possível deferir-lhes o pretendido acesso ao banco de dados municipal porque ausente justificativa adequada para tanto. As informações pretendidas já são públicas, visualizáveis no portal da cidade. O que pretendem é outra coisa: manejar livremente os dados públicos para propósito pouco esclarecido.

Por fim, o requerimento se fundamenta em dispositivo de projeto de lei da Câmara n° 41/2010, ora em trâmite no Senado, e não de lei em vigor. Não bastasse, o art. 11 do referido projeto facultaria o “acesso imediato à informação disponível” (coisa que já ocorre). Não determina, como parece crer a requerente, aincrível disponibilização de banco de dados públicos para uso privado.

 

Bem, quem já viu a petição que fizemos percebeu que apenas usamos o projeto de lei para mostrar que a tendência mundial de fornecer dados governamentais abertos, da qual falamos no pedido, está começando a ganhar formas no Brasil. Usamos como referência para os pedidos, não porque achamos que já tem força de lei, mas para reforçar a seriedade da requisição.

Mas o interessante mesmo é que o parecer transborda indignação! Algo do tipo: “Como assim essas pessoas querem acesso livre a dados públicos? E nem explicaram para que!”. Qualificou a petição como algo incrível.

Vamos ver se conseguimos evitar essa impressão no juiz. Pelo visto, nossos agentes públicos tem muito a ser educados…

 

http://blog.esfera.mobi/a-historia-de-um-pedido-de-informacoes-parte-2/

 

 

Como podemos ver, o exemplo precisa vir de cima: o Governo pode usar o exemplo do DNIT para promover a abertura e transparência de dados públicos.

 

Outra comunidade que vem trabalhando no sentido de promover a transparência de dados públicos é o São Paulo Perl Mongers, que publicaram uma série de artigos sobre o tema:

 

http://sao-paulo.pm.org/principal

 

 

Dá para ver que tem muita gente interessada em mudar o Brasil, até mesmo trabalhando voluntariamente -- que tal dar apoio a eles, convidá-los para compartilhar suas experiências e dificuldades?

 

 

 

Sera que a DERSA passa pelo mesmo modelo de gestão?

Uma boa reportagem poderia ser feita...

Quem se habilita?

 

"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio

Por essa razão todo software desenvolvido com recursos públicos deveriam ser disponibilizado como software público: isso permitiria que os sistemas pudessem ser compartilhado pela entre governo federal, estadual e municipal.

Obviamente, não se trata apenas de uma questão de tecnologia: existe também o aspecto cultural. Por isso é importante trazer a comunidade do software livre para o Governo, em palestras, seminários e eventos.

 

"Há mais de 150 sistemas de informação na sede e nas 23 superintendências regionais, e eles são incompatíveis."

 

Ao invés de uma miríade de pequenos sistemas desenvolvidos isoladamente, um conjunto de softwares planejados para trabalhar juntos, e com licença aberta para que possam ser reutilizados em todo o Brasil.

Basta dar apoio a iniciativas como o Transparência Hacker [1], o OpenData-BR [2] e o Portal do Software Publico Brasileiro [3], entre tantos outros. 

Uma vez que o Governo tenha desenvolvido uma solução, ela deveria estar aberta para todos.

 

[1] http://blog.esfera.mobi/

[2] http://opendatabr.org/

[3] http://www.softwarepublico.gov.br/

 

 

 

O problema dos mais de 150 sistemas de informação no ministério dos transportes é um pouco mais complicado do que isso. A questão não é somente software ou quem o produz, mas sim a falta de uma arquitetura corporativa, um modelo de governança corporativa e a falta de um planejamento estratégico. Sem qualquer estratégia, a instituição com o apoio das chamadas fábricas de software, geram modelos nefastos o qual contribuiem para a automação da ineficiência. Sem contar com o modelo de contratação de produção de software que tem o objetivo de comprar algo chamado de "ponto de função" e não software funcionando. Uma empresa pode entregar 3000 pontos de função e não entregar um sistema funcionando que cumprirá o contrato.

Um conhecido me reportou essa mesma questão (do ministério do transporte). Não há processos de negócio mapeados e sistemas em diversas linguagens de programação sem qualquer integração. Certa vez, um determinado ministério precisava gastar 2 milhões de qualquer forma com TI em menos de 3 meses. O motivo? se não gastasse, o dinheiro voltaria para o orçamento e no ano seguinte a verba seria menor. Como eles gastaram? produziram documentação de vários sistemas do governo. A documentação como foi gerada, poderia servir de bom propósito para ajudar na integração dos vários sistemas, porém, ela acabou servindo somente para um propósito: gastar a grana que sobrou.

 

Acredito cada vez mais que o maior desejo da Dilma era esse e aproveitou uma denúncia sem vontade para passar o rodo. É agora ou nunca.

É tão deprimente. Mesmo que perca apoio, não haveria outra saída. É estratégico. A falta de apoio na base deve ser compensada com apoio da população.

O PR pode tirar o apoio, mas certamente vai vestir a carapuça da corrupção. O melhor que tinha a fazer é apoiar irrestritamente.

 

 

Ainda não ouvi nbinguém me responder:

- PORQUE nenhum nome de empreiteira foi divulgado até hoje?

- Porque NUNHUM engenheiro do DNIT, que deveriam fiscalizar as obras, foicitado até agora?

Quem ajuda a roiubar, ou, quem sabe do roubo e não denuncia, LADRÃO É.

Amém...

 

É verdade. Falam tanto em desvios, desvios, mas que desvios são esses ? Quem está desviando e em benefício de quem ? Isso que eu queria saber. Qual engenheiro que aprovou os aditivos ? E se nenhum aprovou, porque não ? O Dnit já respondeu aos apontamentos do TCU ? Não é melhor aguardar ele a responder ?

O resto é conversa mole.

 

fiz a curva na estradinha esburacada e ví a placa: via devidamente mantida por... tomei uns pontos com cobertura do seguro obrigatório + SUS. então, são o seguro obrigatório e o SUS meio que tapam os buracos?

 

Se fosse só na esfera federal esta farra nos deptos de transportes e obras. Ah se fosse, estaríamos bem. Penso aliás, que em termos de moralidade na construção de grandes obras, a União seja uma santa perto de certos estados e municípios...

 

O trabalho deveria ser a partir de agora do ministro pois a presidenta ja deu o tom, resta saber se ele ou os que passaram por lá antes dele tem a capacidade para desenrolar tantos nós, sistemas que não se cruzam, setores que não se falam funcionarios que tudo veem e nada sabem, termos aditivos etc e tal. O Waldemar da costa neto nadava de braçada neste meio. Falaram aqui que faltam 600 engenheiros se forem contratados como terceirizados o custo fica astronômico, se forem contratados por concurso publico o PIG vai cair de pau. Terá que haver  uma gestão seria e comprometida neste ministério. Se depender da presidenta o pau vai comer dando em chico e em francisco.

 

 

 

 

 

Quem se junta aos porcos farelo come.

 

E essa farra correu solta por todo o Governo Lula contribuindo para a fama do "" melhor Presidente da Historia do Pais"", com os santelmos de sempre dataendo palmas de alegria.

 
 

Santelmo é quem bate palmas para a limpissima direita que, como se sabe, sob tais governos a podridão nunca vem à tona e vc sabe muito bem disso AA uma vez que vc já fez parte de tais governos cuja linha de atuação é defendida de forma tão árdua por v.sa mesmo que se saiba que sob tais governos o povo fica no miserê

 

Não sei se ele foi o melhor presidente da história, mas só por ter havido problemas na administração ja significa que não foi ? Se for assim, não tivemos melhor presidente, porque esse tipo de coisa sempre houve. Provavelmente foi daí pra pior, a não ser nas épocas de estagnação que não tinha nem dinheiro para desviar...

 

hehehe

 

daqui a pouco você evocar a máxima de Ademar de Barros.

 

Rouba mas faz.

 

 

Certas passagens não tem defesa, é melhor ficar quieto ou parodiar Paulo Bety.

 

Governar é ter que colocar a mão na merda.

 

Nada a ver. Voca ta viajando na maionese. Voce acha que é possível que um Presidente exerca dois mandatos com uma maquina administrativa como a do Brasil e nao aconteca nenhum desvio nessa maquina ? Claro que nao.

Um ex: Se voce contrata uma empregada e ela rouba, voce acha que a culpa é sua ? Claro que nao.

Evidentemente que a partir dos diagnosticos feitos pela Dilma da maquina administrativa brasileira, no caso do Dnit em especial, devem ser feitas melhorias com vistas a dar mais eficiencia e eficácia e também mais controles aos possíveis desvios.

 

Você sabe melhor do que ninguém que este exemplo da empregada é uma forçação de barra sua.

 

Nada a haver.

 

O presidente é o fiador do Ministro e responde por ele.

 

Em qualquer empresa o chefe responde pelos desvios de seus subordinados.

 

Quando você coloca um ministro numa pasta você está dizendo ao povo brasileiro.

 

Esta é uma figura ilibada e realizará um bom trabalho com probidade.

 

E ele jura isto  junto ao senado e demais instituíções.

 

Não me venha com este papo da empregada.

 

Conversando com um amigo ao telefone sobre a faxina da Dilma ele me disse que está gostou de ver a presidenta vai tirar todo mundo, independentemente do partido ao qual pertença o gestor.  Apontou ainda o meu amigo Fiterman, que o problema todo foi causado pela sistema "porteira fechada", que consiste em se dar um ministério com todos os cargos, do primeiro, segundo e terceiro escalões, a um determinado partido. Que os tais contratos aditivos são inevitáveis mas que tem que ser bem justificados. Que as obras precisam ser bem fiscalizadas, pois ocorre que o governo contrata, por exemplo, asfalto de uma qualidade e as empreitas entregam de um tipo inferior. Como se vê, Dilma tem muito trabalho pela frente. Ah, que bom se esta postagem se aplicassem aos governos estaduais e municipais, afinal de contas a imprensa só se preocupa em vigiar o governo federal, o que é lamentável, pois é nos municipios e estados que a roubalheira corre solta, que o diga SP

 

 

...spin

 

 

Pois é AVATAR, por isso votei em DILMA. Durante 38 anos, todas as Tesourarias e/ou Contas a Pagar sob minha subordinação foram comandadas por mulheres.

LULA preocupou-se demais com os venezuelanos, bolivianos, palestinos, Israelenses, líbios e outros tais e não viu o gigantesco elefante passar por cima dele. Enquanto o gato olhava as formiguinhas e fazia mini-comícios diários os "ratos" trabalhava, com afinco. Falou demais e não ouviu. Assim não podia ver e não acabou (como todos esperavam do "reto, Lula") com um centro de propina de mais de meio século.

Causa-me surpresa, entretanto, o tarimbado jornalista Nassif, surpreende-se com issso; é sinal que não me lê, mesmo. Há alguns dias, contei que, lá para os idos dos anos 60, por ocasião do Natal, uma grande empreiteira mineira, solicitou, a débito de uma determinada conta, "por ela administrada", dezenas de cheques "ao Portador", em valores (como se fosse em moeda de hoje), entre R$ 5.000,00 e 100.000,00. Como eu comandava o funcionário que transportava valores, fui solicitado a mandar fazer a entrega. Equivoquei-me; pensei ser gratificações para seus funcionários mais graduados da empreiteira, mas, não. Foram endereçados a uma pessoa, na sede do antigo DNER, na Av. Presidente Vargas, no Rio.  Por que a surpresa, hoje ?

 

Fuhg,

Concordo com você. Essa prática das empreiteiras enviarem dinheiro para gestores de obras públicas e políticos é antiga, vem desde a década de 50 quando começou a formação de grandes empresas na área de engenharia, com a construção de grandes obras como Brasília, hidrelétricas, Ponte Rio-Niteroi, estradas de rodagem, indústrias, Hospitais, conjuntos habitacionais etc...      

 

webster franklin

Rapaz, há algum tempo comentei que você deveria escrever um livro falando de tuas histórias (pode ser digital) tenho certeza que leitores não faltarão. Mas por favor, não se esqueça de dar nome aos bois. Abraços.

 

Dilma/Lula estão de parabéns, afinal só demoraram oito anos e meio para descobrir as mazelas no Ministério dos Trasnportes. E ainda a reboque de uma denúnica numa revista que dá arrepio em petista. Espero que na próxima denúncia, qdo o Ministro for do PT, a rapidez na faxina seja a mesma.

 

Que Dilma siga seu caminho. É o que ela tem feito, apesar do PIG que, lamento, não é tão vigilante com a roubalheira que ocorrem em SP, Estado e município

 

 

...spin