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O papel da PGR com a denúncia de Marcos Valério

A Doutora está sempre me atazanando com observações de bom senso e informações sobre os meandros de algumas burocracias públicas, especialmente do sistema judiciário – STF (Supremo Tribunal Federal), Ministério Público Federal e afins.

Presa no trânsito, está particularmente inspirada. Começa a conversa com uma frase de Victor Hugo: “Não há nada tão poderoso quanto uma ideia cujo tempo chegou”. E a ideia nova é justamente a nova mídia, as redes sociais, o contraponto da Internet à mídia convencional.

 “Parem vocês de superdimensionar o poder da imprensa, achar que manipulam o Ministério Público ou o Supremo. Ela tem ainda poder de influenciar a opinião pública mais leiga, sim, mas não tem nem credibilidade nem a a Inteligência necessária para articular essas conspirações de que se fala tanto”. Ninguém bem informado a leva a sério, nem no MPF nem no Supremo, diz ela. Mas ainda tem bom poder de criar marola. É pela marola que atuam junto a esses órgãos, não pela articulação política.

Refere-se, primeiro, ao caso Marcos Valério e ao papel do Procurador Geral da República Roberto Gurgel.

“É enorme bobagem achar que Gurgel articulou para prejudicar o Lula”, diz ela. “Se quisesse atuar politicamente bastaria ter aceitado a delação premiada do Marcos Valério, porque a prova teria que ser feita no âmbito do Supremo. Com o Supremo aceitando ou não a delação, o carnaval seria muito maior e antes das eleições. Dependia apenas da PGR aceitar ou não e ele não aceitou”.

Se não aceitou, indago eu, qual a lógica de abrir um inquérito, que poderá devassar as contas de Freud e até de Lula, se as próprias procuradoras não viram consistência nem provas no depoimento?

É simples entender, me diz a Doutora. Nesse caso, as armas da mídia funcionam. Por alguma razão Marcos Valério decidiu recorrer à delação premiada. As procuradoras entenderam que não trazia informações novas para o “mensalão”, daí não ser beneficiado. Mas trouxe outras informações que precisam ser apuradas. Quando percebeu que a delação não iria prosperar, botou a boca no trombone para a imprensa.

Mas qual seu interesse, se já sabia que não seria beneficiado no processo? Qual a lógica de trazer informações referentes a outros episódios?

A Doutora não quer avançar em suposições. Mas imagina que ou foi por desespero ou por outras intenções. Tendo atrás de si advogados preparados, dificilmente cederia ao desespero. Houve outra motivação no vazamento do depoimento, diz ela, mas não adianta suas suspeitas.

Digo que um especialista escreveu na Folha que só poderia ser motivação pecuniária. Que sua delação colocou no foco do MPF o tal Freud Godoy, da copa e cozinha de Lula, ao mesmo tempo que a Operação Farol invadia a sala de Rosemary Noronha. E, agora, de acordo com reportagem da “IstoÉ”, Gurgel já estaria indicando o procurador para abrir o inquérito.

“Você precisa entender melhor a natureza do MPF, me diz a Doutora. “A Operação Porto Seguro foi conduzida com tal discernimento que a procuradora responsável jamais pensou em indiciar Lula, por falta de elementos, não houve um vazamento sequer do lado dela, assim como do delegado da Polícia Federal, considerado ótimo profissional”. Do mesmo modo que no “mensalão”, aliás, onde não se viu nenhum indício capaz de envolver Lula e ele não foi indiciado.

Os vazamentos de peças de e-mails e gravações não diretamente ligadas às acusações é prova da politização da Polícia Federal de São Paulo, digo eu. Ela não diz nem sim, nem não. Apenas reforça que o inquérito foi mantido em sigilo enquanto esteve sob responsabilidade da procuradora e do delegado. Vazou depois que foi entregue à chefia da PF.

A partir do momento que se faz o carnaval – é ela voltando ao caso Marcos Valério -, não tem como não propor uma investigação. Caso contrário a PGR ganharia a fama de omisso, como ocorria com Brindeiro. Além disso, abrir inquérito não significa condenar.

Explico que o próprio inquérito é um ato político ao abrir espaço para uma devassa tanto nas contas de Freud quanto de Lula. O próprio Gilmar Mendes já deu a senha, ao sugerir que as ações de primeira instância levassem em conta a tal denúncia –repasses de Valério a Freud em 2002, antes da própria posse de Lula.

Ela fiz que o inquérito é a maneira do acusado se defender. Explico que inocente ou culpado, o próprio inquérito em si será um álibi para a exploração de qualquer fato, irrelevante ou não, levantado por ele.

Política não é bem a praia da Doutora.

Faço a ela uma pergunta que a blogosfera repete exaustivamente: qual a razão para não ter sido aberto nenhum inquérito em relação às denúncias contidas no livro “A privataria tucana”.

“É simples entender”, diz ela. “Hoje em dia nenhum procurador age “de ofício” – fazer uma denúncia sem ser provocado -, nem mesmo o PGR. Essa cautela tornou-se bem maior depois da fase de Luiz Francisco e Guilherme Schelb, de intenso ativismo. De lá para cá criou-se a ideia de que o procurador que age “de ofício”, quer aparecer”.

Continua a Doutora: Seria muito simples testar a disposição do MPF em investigar a “Privataria” ou outros temas: formalizem a denúncia, resumam o livro em algumas páginas com os pontos centrais da denúncia e encaminhem ao MPF. Duvido que a denúncia não seja acolhida. Mas sem a provocação, não sairá nada.

O trânsito começa a andar, mas ainda dá tempo para algumas observações finais.

“Quem está interessado no bom jornalismo verá que o MPF é um aliado. É o único órgão que tem se insurgido contra abusos da mídia, seja no campo dos direitos humanos, dos direitos das crianças, dos incluídos. Vira e mexe abre-se uma denúncia que muitas vezes terminam com Termos de Ajustamento de Conduta com as emissoras”.

Na conversa, tentou me convencer de que são normais mudanças de opinião – como o caso dos Ministros do Supremo que um ano atrás defendiam que cassação é prerrogativa do Congresso e agora externam ideia oposta.

Decididamente, não me convenceu.

Antes de desligar, uma última observação: a sofreguidão da mídia para acelerar o julgamento do “mensalão” não teve nada a ver com as eleições. O motivo foi jogar para segundo plano a CPI de Cachoeira. As eleições vieram como bônus para a mídia.

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Comentários

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Refiro-me à doutora. Quem só convive com conservadores, só lê os seus jornais e frequenta sua sociedade, mesmo tendo bom discernimento, certamente tenderá a ter dúvidas quanto ao comportamento do MP. O Nassif não perguntou por que o PGR engavetou por anos a Operação Monte Carlo com a convivência de Cachoeira, Demóstenes e Policarpo Jr, Eumano, Leréia etc porque não cabia. Como ela não deve ler este site nem nenhum blog sujo ou jornal alternativo também não deve saber que o Ministério Público distribui, a rodo, autorizações para escutas telefônicas e que a PM de SP controla uma destas centrais de escuta (não se sabe quantas existem e quem escutam), tudo no intuito de controlar as investigações.

 

O autor da citação feita, Victor Hugo, certamente teria se posicionado ao lado dos alternativos.

 

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Não pq o Nassif mudou o nome do personagem,que antes se chamava de Maritaca e agora virou  "Doutora", o nome era bem apropriado para a visão torta da "bacharela"

 

Também percebi isso.rsrssr, vai ver ela reclamou ! kkkk

 

@DanielQuireza

Não me surpreende a conduta do Dr. Gurgel, sabendo de quem se trata. O que me intriga mesmo é saber por onde anda aquela parcela do Ministério Público que por tanto tempo, desde a Constituinte de 88, nos fez acreditar numa nova instituição com quadros profissionalizados, comprometidos com a causa da justiça, infensos às querelas politico-partidárias e, sobretudo, dotados de destemor na defesa da legalidade. Porque nenhum douto procurador veio a público, até agora, pelo menos dizer que não compactua com toda essa canalhice em que se tornou a dita ação 470?

 

 

Não me surpreende a conduta do Dr. Gurgel, sabendo de quem se trata. O que me intriga mesmo é saber por onde anda aquela parcela do Ministério Público que por tanto tempo, desde a Constituição de 88, nos fez acreditar numa nova instituição, com quadros renovados, profissionalizados, infensos às querelas político-partidárias e destemidos na defesa da legalidade. Porque nenhum douto procuraror veio a público, até agora, pelo menos dizer que não compactua com toda essa canalhice que virou a chamada Ação 470?

 

 

Não me surpreende a conduta do Dr. Gurgel, sabendo de quem se trata. O que me intriga mesmo é saber por onde anda aquela parcela do Ministério Público que por tanto tempo, desde a Constituição de 88, nos fez acreditar numa nova instituição, com quadros renovados, profissionalizados, infensos às querelas político-partidárias e destemidos na defesa da legalidade. Porque nenhum douto procuraror veio a público, até agora, pelo menos dizer que não compactua com toda essa canalhice que virou a chamada Ação 470?

 

bom dia caro Nassif.

Em relação a investigação da privataria tucana, o argumento da "doutora" é falacioso...

Vejamos, porque:

1- o Mp pode agir de oficio e pedir a abertura de inquerito Policial (fase pré-processual)ao delegado (federal ou estadual) para apurar crime de ação penal pública (interesse geral da sociedade), é claro, nesta fase as provas ainda não observam o contraditório, mas podem embasar a denúncia do MP.

A base legal do item acima está no código de Processo Penal, art. 5º, inciso II (segue abaixo o artigo completo do CPP:

Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado:
I - de ofício;
II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.
§ 1o O requerimento a que se refere o no II conterá sempre que possível:
a) a narração do fato, com todas as circunstâncias;
b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer;
c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência.
§ 2o Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia.
§ 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar inquérito.

2- O MP tem os mesmos "privilégios" e garantias constitucionais que os magistrados, portanto, é falta de coragem (ou vontade ideológica) de investigar a privataria tucana (com provas documentais em abundância descritas no livro do Amaury R. J.), vejamos o que diz a constituição da República:

Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

(...)

Art. 128

(...)

§ 5º - Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público, observadas, relativamente a seus membros:
I - as seguintes garantias:
a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado;
b) inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
c) irredutibilidade de subsídio, fixado na forma do art. 39, § 4º, e ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 150, II, 153, III, 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Abraços...

Lucas

 

Nhem, nhem, nhem
Nhem, nhem, nhem
Dessa maneira
Não se pode viver bem
Toda vez que eu chego
Em casa você vem
Com nhem, nhem, nhem
Se eu vou pro quarto
Você vai
Volto pra sala
Você vem
Nos meus ouvidos, perturbando
Nhem, nhem, nhem
Nhem, nhem, nhem
Mulher pior do que a minha
Ninguém tem
A sua língua é maior do que um trem
E a minha sogra também não vale um vintém
Laia raia, laralaiá, nhem, nhem, nhem

 

Luís Nassif não disse, mas o nome dela é Poliana e é neta daquela velhinha lá de Taubaté.

 

Kid Prado

Repito comentário feito a outro post sobre o mesmo assunto: por que a PGR, ao ser procurada, ão interroga Marcos Valério também sobre a outra ação penal, em tudo semelhante à 470, na qual ele já é acusado, a do "Mensalão Mineiro"? Essa AP já recebeu tratamento diferenciado por parte do STF, que a desmembrou, permitindo que acusados sem direito a foro especial sejam julgados com possibilidade de apelação a instâncias inferiores. Pelo visto, o mesmo acontece de parte da PGR que, à semelhança da mídia, age como se o mundo tivesse sido criado na posse de Lula, em 2004 e o que ocorreu anteriormente não merecesse maior atenção. Agora, a mídia está explorando o pretenso pagamento de R$ 100 mil à empresa de Freud Godoy, para posterior repasse a Lula. Será que ninguém se pergunta como o "pied à terre" de FHC em Paris foi comprado? E não me venham dizer que "se trata de imóvel emprestado por amigos do ex-presidente" (em minúsculas mesmo, pois é o tratamento que ele merece, na minha opinião).

 

Concordo com a "doutora" quando diz que a coincidência do julgamento do mensalão e da eleição não foi obra da mídia, mas articulação para intimidar o PT (como se precisasse) na CPMI do governador de fato de Goiás, o Carlinhos Cachoeira.

Quanto à delação premiada, discordo da avaliação que ela faz sobre a simples falta de provas, porque isto é o que menos importa. No meio jurídico todo mundo tem esse instrumento como algo desmoralizado por obra conjunta de certos criminalistas e certos juízes. Como o nosso direito positivo funciona como uma conta de chegar, a delação premiada é mais uma porta aberta para juízes que vendem sentença manterem o necessário ar de legalidade e para as corregedorias permanecerem inertes, sem o risco da desmoralização absoluta. Funciona da maneira mais simples: o criminalista oferece a delação premiada para reduzir a pena de seu cliente; os fatos "revelados" pelo réu ou não tem importância alguma para o processo em questão, ou são informações já conhecidas e que não implicarão dano algum para outros denunciados e eventuais criminosos ainda não denunciados; e o juiz tem um argumento legal para, sem aparentemente sujar as mãos,  aliviar extremamente a pena, como querem o réu e seu advogado. Todos ganham, exceto a sociedade, mas esta nem se dá conta. Esse esquema funciona bem na primeira e na segunda instância, onde tudo permanece interpares (salvo quando aparece uma Eliana Calmon). Mas é muito difícil de ser aplicado em processos excessivamente publicizados como o mensalão, porque daria muito na vista. Conhece aquele história de que os médicos tomam mais cuidado com as barbeiragens quando as cirurgias são assistidas por alunos/residentes??? Pois é a mesma coisa. Quando um processo ganha enorme dimensão na mídia, tanto advogados como juizes se acautelam mais, porque sabem que estão expostos aos olhos de quem é do ramo. O público leigo não consegue perceber quando ocorre alguma manobra jurídica para acobertar uma facilitação a um réu rico, mas advogados e juizes farejam longe a tramóia. E com o advento da internet - e muito especialmente dos "blogs sujos" -  a coisa não fica mais restrita aos comentários nas happy hours dos escritórios de advocacia e nos bastidores dos tribunais. Ao contrário, ganha o mundo, com explicações didáticas dos especialistas que frequentam os blogs. Essa nova realidade, penso eu, é a maior barreira para que a PGR acate o pedido fajuto de delação premiada do réu Marcos Valério.

 

Nassif,

Se eu fosse você, nunca mais conversaria com essa tal Doutora.          Pelo visto, ela está empenhada (ou escalada ) para embaralhar o seu raciocínio.

 

Para investigar a PRIVATARIA TUCANA é preciso que se mova processo, e tudo mais. No entanto, para se julgar cruelmente os petistas, basta uma passada d'olhos na revista VEJA. Pronto.

Engraçado é dizer que Roberto Gurgel não pode deixar de investigar tais denúncias, quando para fazê-lo, em caso idêntico, não o faz. 

Ninguém, com bom senso, é capaz de não enxergar como nasceu e progrediu o julgamento do mensalão, a começar pelo simples fato de deixarem as coisas rolarem até chegarem a este ano de eleição. Tudo foi milimetricamente estudado para lascarem o PT, Lula e Dilma, com certeza.

O vespeiro aumenta neste final de ano porque Lula e Dilma resolverama abrir a boca ou por que os índices das pesquisas prosseguem lhes dando níveis altíssimos de aprovação?

 

Até onde eu sei o MP pode sim instaurar investigação de ofício (por conta própria) quando tem conhecimento de algum fato delituoso, deferente do judiciário que só age por provocação. Assim, a procuradora e seus colegas deveriam diante do livro privataria tucana em que vários crimes e respectivas provas são narrados e demonstrados à exaustão requisitar o livro e abrir processo investigatório contra os autores citados. Não faz porque não quer, porque não tem interesse, porque é omisso.

 

Nassif, sobre o último parágrafo, eu tenho sérias dúvidas, se foi apenas mera coincidencia, todo este "carnaval" que a mídia em conluio com o STF e a PGR, justamente na ante-véspera das últimas eleições. E quem é mesmo esta "Doutora" ?

 

Teremos quantas CPIs, quantas forem necessárias; Teremos muitos e muitos factóides, ainda em gestação. O que não teremos, é 2º turno.

Uma pergunta que não quer calar com toda a confusão gerada pela teoria do domínio do fato e agora com as ondas que se seguem ao mensalão. Por que ninguém nunca citou o vice-presidente Alencar? Era um homem respeitado pela direita e que amava Lula acima de qualquer coisa, sempre manifestando sua profunda admiração por ele, chamando-o de 'iluminado'. Se a tal teoria furada se estabilizar como justa por que ninguém fala do vice-presidente que ocupou muitas vezes o lugar de Lula na chefia do governo, que participava das reuniões, etc. Era um homem competente e nada sabia? Estranha diferenciação que a doutora certamente não explicaria uma vez que para ela tudo se resume a uma questão técnica e não à política.

 

Bem lembrado, Branca.

E digo-lhe mais: O falecido vice-Presidente seria incapáz de continuar ao lado do Lula, se visse ou ao menos desconfiasse de qualquer improbidade na governança e nas relações políticas do seu parceiro.

Do alto da sua(dele)formação moral e da sua idoneidade empresarial e política, se tivesse presenciado qualquer irregularidade na relação com o Legislativo, ele teria pêgo o seu "boné" e voltado prá sua Minas, "rasgando o verbo", e jamais teria aceito, continuar a parceria, no segundo mandato.

 

Teremos quantas CPIs, quantas forem necessárias; Teremos muitos e muitos factóides, ainda em gestação. O que não teremos, é 2º turno.

Essa doutora é muito inocente.


Mas nós não somos, felizmente.

 

A Doutora ontem não era Maritaca? Eita ressaca braba, não bebo mais.

 

nassif

dê um exemplar da privataria para a doutora e que ela provoque o ministério público. se progredir, proponho uma "vaquinha" aqui no blog para os honorários dela.

reinaldo carletti

 

reinaldo carletti

Ao ler o texto, fico com a impressão de que a doutora tá escondendo o jogo. Seria ela a "deep throat" do PGR? Será que ela está jogando um "verde" para colher maduro?

De fato Nassif, política não é o forte da doutora.

 

Oh Nassif...

Paciência, amigo.

A Doutora pode entender muiiiito do funcionamento do MP, mas de POLÍTICA e PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA ( orgão eminentemente POLÍTICO, QUE DECIDE QUEM É SANTO E QUEM NÃO É, E PROCESSA QUEM QUER POR DECISÃO ABSOLUTA DE UM HOMEM SÓ (GURGEL) ? Acredito que seja melhor passando RECEITA DE BOLO.

A cada argumentação/pergunta sua, a resposta ERA "TÃO INOCENTE" que parecia entrevista com Madre Tereza de Calcutá, e não alguém que vive entre processos e ações de toda sorte de crimes...

Para ser "delicada":  

Prefiro achar que "é inocência" dela, a achar que quer fazer-nos de trouxa.

"Santa ingenuidade Batman"...

Abs,

 

Um trecho da matéria acima:

“Parem vocês de superdimensionar o poder da imprensa, achar que manipulam o Ministério Público ou o Supremo. Ela tem ainda poder de influenciar a opinião pública mais leiga, sim, mas não tem nem credibilidade nem a a Inteligência necessária para articular essas conspirações de que se fala tanto”.

Não sei porque, mas esse trecho da matéria me fez lembrar o discurso de despedida de John Swinton em 1953, editor chefe do New York Times, no auge do macartismo.

“Não somos nada além de intelectuais prostituídos”

“O conceito de uma imprensa livre não existe. Você sabe disso e eu sei disso. Nenhum dia vocês se atreveriam a escrever suas opiniões honestas, e mesmo que o fizesse, não seria editado. Toda semana sou pago para manter a minha própria opinião fora da circunscrição editorial do jornal. Isto se aplica a todos igualmente, e aquele que não cumprir está no ‘olho da rua’ e pode procurar um novo emprego.
A tarefa do jornalista é destruir a verdade, dizendo mentiras, distorcer os fatos e venalizar o país e a si próprio pelo pão de cada dia. Você sabe disso, eu sei disso, o absurdo que é para se chegar a uma imprensa livre. Todos somos ferramentas, marionetes e fantoches dos ricos, que manejam as cordas por trás dos bastidores. Dançamos de acordo com a música que tocam. Nossos talentos, possibilidades e as nossas vidas são patrimônio de outrem. Não somos nada além de intelectuais prostituídos.”

Com os meus agradecimentos ao internauta Valmont, que postou o discurso no blog do Azenha. Não sei se a tradução é dele.

Claro que o  discurso de John Swinton não vale para os blogueiros sujos, mas parece que foi proferido sob medida para a maioria dos jornalistas da Folha, sistema Globo, sistema Bandeirantes, Estadão (que passou a perseguir não só o Lula, mas todos os seus amigos), revista Veja e para o PIG de uma maneira geral, principlamente para aqueles que se entregam de corpo e alma ao trabalho sujo. Fico imaginando o sufoco que é a vida de um jornalista honesto, como o Janio  de Freitas, que trabalha na Folha de São Paulo.

Por último, mas não menos importante, a mensagem de um amigo que trabalha na editoração de um jornal diário com tiragem em torno de 100 mil exemplares: "se as pessoas soubessem como são feitos os  jornais, elas não leriam jornais".

 

Ah, como a Doutora me ajudaria se conseguisse explicar o que se passa com o sistema judiciário, quando na área trabalhista.

 

Quem teve, ou é chantegeado com assassinato de reputação não deve concordar muito com teoria da marola midiática.

 

 “... mas não tem nem credibilidade nem a a Inteligência necessária para articular essas conspirações ...”

Ninguém imagina que representantes da imprensa, MPF e judiciário se reunem em uma caverna carregando tochas para tramar ações orquestradas contra o PT. Mas a confluência de interesses é clara e cristalina. Se é de caso pensado é ainda menos grave do que se os envolvidos já internalizaram o conceito.

“É enorme bobagem achar que Gurgel articulou para prejudicar o Lula”

Eu tenho dois nomes Luiz Gushiken e Stepan Necerssian.

“Se quisesse atuar politicamente bastaria ter aceitado a delação premiada do Marcos Valério, porque a prova teria que ser feita no âmbito do Supremo."

O Lula tem foro privilegiado? O PGR pode ter avaliado que as provas eram frágeis demais até para um STF politizado, mas o suficiente para a imprensa.

 

“A Operação Porto Seguro foi conduzida com tal discernimento que a procuradora responsável jamais pensou em indiciar Lula, por falta de elementos, não houve um vazamento sequer do lado dela, assim como do delegado da Polícia Federal, considerado ótimo profissional”.

Como ela sabe o que pens a procuradora? Como ela sabe que o vazamento não partiu dela ou do delegado?

"Apenas reforça que o inquérito foi mantido em sigilo enquanto esteve sob responsabilidade da procuradora e do delegado. Vazou depois que foi entregue à chefia da PF."

Vazou depois que as buscas e apreensões foram cumpridas. E a gente sabe bem que existem combinações entre PF e imprensa, não é delegado Bruno?

 

"A partir do momento que se faz o carnaval – é ela voltando ao caso Marcos Valério -, não tem como não propor uma investigação. Caso contrário a PGR ganharia a fama de omisso, como ocorria com Brindeiro."

Ué, eu achei que a imprensa não apitava nada? Medo da blogosfera não seria, já que esta tem trocado o P do PGR por Prevaricador e nada acontece.

"Ela fiz que o inquérito é a maneira do acusado se defender."

Lembra dos vazamentos seletivos?

“Hoje em dia nenhum procurador age “de ofício” – fazer uma denúncia sem ser provocado -, nem mesmo o PGR.”

 

Não sei em instâncias mais elevadas, mas nas instâncias mais baixas isso NÃO É VERDADE.

 

"Na conversa, tentou me convencer de que são normais mudanças de opinião – como o caso dos Ministros do Supremo que um ano atrás defendiam que cassação é prerrogativa do Congresso e agora externam ideia oposta."

 

Decididamente, não dá para convencer ninguém.

 

"Antes de desligar, uma última observação: a sofreguidão da mídia para acelerar o julgamento do “mensalão” não teve nada a ver com as eleições. O motivo foi jogar para segundo plano a CPI de Cachoeira. As eleições vieram como bônus para a mídia."

As próprias eleições seriam suficientes para esconder a CPI do Cachoeira. Além disso, os próprios envolvidos no circo, digo no julgamento do Mensalão lamentaram que os efeitos nas eleições tivessem sido pífios.

 

Ahh, os técnicos... não enxergam 1 palmo a frente do nariz quando se trata de política...

A Doutora pode entender bastante de MPF, STF&Afins... Mas é completamente cega em se tratando de política, o que faz suas deduções estarem completamente furadas.

Tsctscts

 

Concordo plenamente. Tenho uma ex-colega de faculdade que está fazendo mestrado na área de Direito Constitucional - Direitos Humanos - em Portugal. No julgamento da AP 470, na fase dos advogados de defesa, liguei para saber se ela estava acompanhando. Como respondeu que não, fiz um resumo da fala de alguns defensores. Qual não foi minha surpresa com a resposta: 'sinceramente não acredito, é um trabalho de 07 anos do PGR'. Como assim? Um julgamento de figuras centrais do PT, no período eleitoral e ela acreditando apenas na acusação, ou seja, tudo se resume ao direito penal?


 

 

 ¨Coincidentemente¨depois da DERROTA POLITICA DO STF contra Lula e sua turma vem essa delação?

  -Doutora, coerencia faz parte do  pacote, na verdade é seu instrumento de trabalho. A senhora não entende nada de coisa nenhuma, nê não menina?

 -Doutora, as PRs não fazem mais denuncia de oficio, mas no caso do Cachoeira a denuncia foi protocolada, menina!

 E  para fechar essa entrevista dos horrores, caro Nassif, aqui a matéria da carta que fala justamente disso. 

O bacharelismo e os ecos do Brasil Colônia no Judiciáriohttp://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21394 

 O ¨PROBREMA¨está nas faculdades onde o cara  faz esse juramento aqui. só da boca para fora. 

JURAMENTO DO CURSO DE DIREITO
Juro acreditar no direito como a melhor forma para a convivência humana. Prometo fazer da justiça uma conseqüência normal e lógica do direito. Juro confiar na paz como resultado final da justiça. E, acima de tudo, prometo defender a liberdade, pois sem ela não há direito que sobreviva, muito menos justiça, e nunca haverá paz. Prometo utiliza-me, no exercício da profissão da Advogado, dos princípios éticos e morais sobre os quais se fundamentam as leis e justiça, valendo-me deles para assegurar aos Homens os seus direitos fundamentais e inatacáveis. 

P.S. Uma classe que institui o DIA DO PENDURA, não dá para levar a sério, não é mesmo??? Roubar os restaurantes é coisa daquele que prega a justiça?

P.S.2 Todos os cursos universitários tem juramentos, não  para ficar bonito na foto. Conhecimento é poder  que mal utilizado pode causar prejuizo. O diploma é uma arma, usá-la com justiça é obrigação,  soberba ou egoismo não.

 

 

   Para uma injustiça durar basta apenas que os bons fiquem calados

"Antes de desligar, uma última observação: a sofreguidão da mídia para acelerar o julgamento do “mensalão” não teve nada a ver com as eleições. O motivo foi jogar para segundo plano a CPI de Cachoeira. As eleições vieram como bônus para a mídia"

Decididamente não me convenceu.Sem ou com CPI de Cachoeira e sem ou com a eleição,  a "sofreguidão da mídia" ocorreria do mesmo modo.Independentemente de motivos políticos o mensalão é notícia que motiva o marketing da mídia e faz crescer as vendas.

 

Não concordo com o que disse a doutora. Para mim, ela fez o que nós no NE chamamos de amaciar, lubrificar, engraxar.

 

Quando saiu a história do mensalão eu diria "Bem feito!" Mas o problema foram as situações idênticas acontecidas no governo anterior com perfeito silêncio da imprensa. Os crimes houve, caixa 2 é crime, mas não havia intenção de "comprar" votos dos deputados. Se isso tivesse acontecido, Lula teria tirado de letra todas as reformas. E não conseguiu as mais importantes.Uma das leis aprovadas, de que acusam o PT de comprar votos, a nova Lei das Falências, era pedida pelo tal "mercado" desde o governo FHC e só foi aprovada no governo Lula. Se o PT fosse pagar pelos votos dos deputados (e os senadores, votavam de graça?), pagaria para mudar outras leis, mais prioritárias para o partido. Tem mais: que partido idiota pagaria pelos votos apenas dos deputados, se tivesse de enfrentar um Senado hostil comolo Lula enfrentou? Por que o PGR acusou o Zé Dirceu sem provas, se Herr Barbosa precisou apelar para a tal "Teoria do Domínio do Fato"?

É óbvio que aí houve conluio entre o STF e o PGR, pois a condenação só foi possível mediante o uso dessa teoria, fato idédito no Brasil. Ainda não vi prova minimamente razoável contra José Dirceu. Dizer que Delúbio não agia sozinho é muito pouco, pouquíssimo. É como dizer que Getúlio mandou matar Lacerda pela tal teoria, e não que um seu segurança, revoltado, resolveu atirar no facínora, herói dos golpistas de 1964. Na época, a imprensa usou, sem saber, a tal teoria, pois acusou Getúlio por um crime cometido por um subordinado seu.

 

Reuniões de JD com MV e Kátia Rabello o que lhe sugere?

 

O julgamento do 'mensalão' foi marcado por seu rosário de ineditismos típicos de um tribunal de exceção, bem como pela desproporcionalidade das penas, mas a novela não terminou, aguarda-se ainda o STF cassando mandatos dos detentores de cargos eletivos, bem como a prisão dos réus antes da sentença transitado em julgado, tudo isso faz parte de um conjunto de artifícios para pintor Barbosa como Batman, o herói que veio salvar o Brasil,  "aquele que ferra poderosos" ao mesmo tempo em que os verdadeiros poderosos (Naji Nahas, Cacciola, DD, Cachoeira...) estão por ai de boa. Acorda, Doutora!

 

MAR

Fatos como estes demonstram claramente o Apagão da Mídia que passa hoje a "soit disant" Grande Imprensa Brasileira, hoje limitada a escatolizar suas notícias quando do interesse de seus empresários sem medir consequências. As poucas "famiglias" que as controlam parecem-me que não se deram conta ainda que não tem mais o poder fogo de antigamente, ou como se diz no Nordeste, a "negrada" não está nem aí para os humores destes empresários, nos anos '50 seriam chamados os Tubarões da Imprensa. Está na hora de reinventar esta mídia urgentemente.

 

O Valério é um dos poucos criminosos que, em caso de delação premiada, ao invés de entregar o esquema e os seus comparsas ele se permite acusar ao inimigo comum, tanto dele como do “poder” que o interroga, ou seja: o Lula. Conveniente para ambas as partes, mas omitindo a verdade dos fatos.

O Roberto Brant (Deputado Federal PFL. MG) foi um dos poucos que disseram a verdade, de que recebeu algo mais de 100 mil da Usiminas, em apoio à sua campanha. Citou até o nome do Presidente dessa empresa, na época. Envolvido involuntariamente nisso, e numa demonstração de repúdio ao esquema, o Brant preferiu sair durante algum tempo da vida política.

A verdade de tudo isso é bastante simples. O tal “mensalão” não é mais do que um esquema que recebe doações de empresas que pedem para não ser identificadas. Eles têm o dinheiro e, por tanto, exigem a forma como ele deva ser repassado ao partido, ou seja, através da fórmula idealizada por Pimenta da Veiga e o Valério. A doação, passando pela DNA ou SM&PB (adquiridas pelo Valério com base na sua liderança nessas empresas doadoras), é camuflada como sendo uma despesa em propaganda. Quando o dinheiro era muito, tinha ainda que ser inventado um crédito bancário, para suportar a origem.

O esquema de Minas Gerais foi mais evidente, inclusive com treinamento dado ao Valério em Brasília, como assistente do Pimenta da Veiga e 2 anos no Banco Central, como uma forma esperta de captar recursos de campanha em caixa 2.

Não existe mensalão, existe financiamento de campanhas em caixa 2. A poeira levantada é cinismo e má fé da atual oposição e do PIG que querem aproveitar um delito originalmente tucano para acabar com Lula e o PT.

Vamos melhor conhecer a verdade da boca da Telemig, Usiminas, etc.?

Ainda mais, o dinheiro foi parar nas TVs e jornais, como propaganda. O STF está punindo aos intermediários e não realmente a quem deu o dinheiro nem a quem acabou-se beneficiando com ele: o próprio PIG.

 

Daqui prá frente veremos desagravos do bandido Valério aos tucanos e ataques ao PT, é este o script do pig

 

ainda tenho alguma esperança se até o andre araujo acerta nos comentarios de vez enquando.

dizem que este comentario que direi agora é do grande jogador didi o rei da folha seca:

"gol não é a meta é acidente de jogo,todo mundo esta posicionado para defender o seu.se sai o gol

  foi porque alguem falhou."concordo como AA todo mundo esta tentando defender o seu lado sempre

foi assim,quem está mais organizado ganha.um bom livro pratico é "a arte da guerra".

 

wesley

Muito interessante o Post para se avaliar até onde vai a força da mídia.

Algumas constatações:

1) Desde a primeira eleição de Lula a mídia não consegue mais reverter a tendência  de vitórias do PT.

2) Uma pesquisa publicada em post recentemente aqui no blog demonstrou uma queda abismal na confiança da população em relação à grande imprensa.

3) Em relação à força da mídia chamada alternativa foram grandes as justificativas dos ministros do STF aos anseios e reclamações da nova mídia, das redes sociais, do contraponto da Internet à mídia convencional. Aqui mesmo no blog já tivemos alguns ministros se explicando.

4) A grande mídia é mestra em se aproveitar de situações para se apropriar de ideias ou atos expostos por terceiros à seu favor.

5) Por mais "técnico" que seja qualquer cidadão sempre há uma tendência, um "carinho", sobre determinadas ideias.

6) O concurso público, a inamovibilidade, são institutos concebidos, entre outros, com o intuito de proteger o funcionário de possíveis pressões.

7) O STF é composto por juristas escolhidos pelo executivo e legislativo e nem por isso, como se vê neste caso presente da AP 470, influência determinante destes poderes.

8) O STF é composto por juristas com vasto percurso nas suas carreiras e último grau de promoção, e a partir dela não se galga mais nenhuma ascensão.

9) O STF julgou casos que iam de encontro à vontade da direita e da grande mídia, como, por exemplos, a demarcação das terras indígenas, o reconhecimento das relações homoafetivas, o reconhecimento das cotas na educação.

10) O que o PGR denunciou e que levou à abertura da AP 470 está de acordo com o que foi apurado e proposto pela CPI dos Correios que teve em sua composição ampla maioria de parlamentares da própria base de governo.

 

 

Assis, e o tão reconhecido inconformismo dominante no STF de agora( o quadro mais político que este tribunal já teve) não pesa, quando está em julgamento, algum elemento preponderante na política que "domina" o Brasil, desde a ascenção do Lula ao poder ?

Eu só acho incoerencia e cegueira cívica, de parte dos "deuses" do STF, quando eles deixam de enxergar a vontade popular demonstrada em recente pesquisa do Ibope, que mostra a grande aceitação da atual adm.pública, e de sua governante-mor, e da nítida intenção dos entrevistados, em continuar votando no PT, apesar das pressões ao contrário, advindas da imprensa e das oposições. 

 

Teremos quantas CPIs, quantas forem necessárias; Teremos muitos e muitos factóides, ainda em gestação. O que não teremos, é 2º turno.

5) Por mais "técnico" que seja qualquer cidadão sempre há uma tendência, um "carinho", sobre determinadas ideias.

Um juiz, quando deixa de ser técnico para ser "carinhoso" com determinadas idéias(leia-se domínio de fato sem provas) comete injustiças contra o réu. Se "justiça boa é justiça justa"(citaçao num cartaz de propaganda do Judiciário), não foi este o caso do julgamento do "mensalão."

6) O concurso público, a inamovibilidade, são institutos concebidos, entre outros, com o intuito de proteger o funcionário de possíveis pressões.

Certos Institutos tem como objetivo dar autonomia ao magistrado, o que nem sempre funciona, pois termina tendo efeito contrário, quando dá ao magistrado o poder que ele precisa para demonstrar sua vilania, bem como praticar abuso de poder e até vender sentenças e julgamentos. Sou contra a vitaliciedade em qualquer cargo público.

7) O STF é composto por juristas escolhidos pelo executivo e legislativo e nem por isso, como se vê neste caso presente da AP 470, influência determinante destes poderes.

Lulz nunca desejou que o STF se deixasse influenciar por Executivo ou Legislativo, pelo contrário, ele (Lula) indicou os ministros do STF com base no critério da competência e esperou deles capacidade de julgar, isso ficou bem claro em sua entrevista aos blogueiros progressistas. Isenção e competência foi o que faltou no julgamento do "mensalão"

8) O STF é composto por juristas com vasto percurso nas suas carreiras e último grau de promoção, e a partir dela não se galga mais nenhuma ascensão.

Alguns galgam assumir a presidência da república, embora neguem de pés juntos. Poucos deles não se deixam levar pelas inflamações do ego. Isso é da espécie humana, dizem.

9) O STF julgou casos que iam de encontro à vontade da direita e da grande mídia, como, por exemplos, a demarcação das terras indígenas, o reconhecimento das relações homoafetivas, o reconhecimento das cotas na educação.

Estes acertos do STF não o isentam de críticas por errros e prática de injustiças, como foi o caso do julgamento do "mensalão"

10) O que o PGR denunciou e que levou à abertura da AP 470 está de acordo com o que foi apurado e proposto pela CPI dos Correios que teve em sua composição ampla maioria de parlamentares da própria base de governo.

Osmar Serr(ágio) atuou como inimigo declarado do PT, sendo que em agosto último voltou novamente suas baterias contra o partido, tendo que ser contido pelo próprio Michel Temmer. A CPI dos Correios não indicou qualquer parlamentar que tenha sido comprado para votar nos projetos de Lula. Nenhum foi acusado ou cassado por este motivo.

 

 

MAR

A Doutora ta te usando Nassif e a teu Blog.


A PGR vazou feio e seu escremento fede.

 

Que patética defesa corporativista, com doses de cinismo capazes de tirar do sério qualquer um. Devemos ser todos muitos ingênuos para acreditar nesse medo recente do PGR de prevaricar depois de tres anos sentado no inquerito da operação vegas. O pior são as contradições, tem medo de prevaricar por causa da imprensa mas sabem de crimes e não tomam providências porque não foram provocados...provocados por quem pra valer? não basta o interesse público? ou seja, se a imprensa não provocar o MP sobre crimes de tucanos e deles mesmos, o MP não vai fazer nada para não ser acusados da "Síndrome" de procuradores que não se venderam e ousaram processar tucanos? 

Se vocês quiserem fazer um resuminho do livro privataria tucana e mandar ao MP, faça por sua conta, só sugiro que embrulhe o calhamaço com espuma e tecido. Mande em formato de almofada para não ferir artérias dilatadas no reto de ninguém. 

Isso pra mim não é uma análise, é confissão de prevaricação, não confio em NINGUÉM que defenda Gurgel, e no final, o que talvez seja o motivo da publicação desse monte de baboseiras é a campanha contra a PEC 37, que o Nassif já tinha defendido a posição do MP em outro post.

Antes eu era contra, desde uns seis meses para cá sou a favor, vou fazer campanha como se fosse para o Lula, SIM a PEC 37. Pressionem seus congressistas, tem que acabar com esse aparelhamento político e uso do MPF como trampolim social.

 

Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto

A doutora maritaca não é doutora, nem maritaca. É apenas uma procuradora que defende corporativamente os seus pares, dá algumas dicas sobre o funcionamento do Ministário Público mas, aparentemente, está longe de entender a realidade nacional.

Não digo que seja intenção dela mas, ao final do papo, a mensagem que fica é de desmobilização da militância virtual. Fiquem tranquilos: não há possibilidade de articulação golpista.

Aliás, essa estória de chamar procurador e delegado de doutor já era. Vamos deixar para roteirista de novela da Globo que adora chamar delegado de doutor delegado.

Agora, esse papo do comentarista adoutorado de que a realidade brasileira é complexa, de que não existe "elite" contra o Governo Petista, que não existe "direita golpista" querendo tomar a cadeira da Presidenta, que não existe conspiração, etc, faz-me retornar mais uma vez ao golpe militar de 1964.

Muita gente pode não ter capacidade analítica profunda sobre a realidade nacional mas quem viveu o pré e o pós 1964 e tomou umas bordoadas no lombo, por analogia, vê, como se estivesse num cinema, o mesmo filme de 50 anos atrás.

A conspiração se desenrolando com os mesmos protagonistas, os mesmos atores, os mesmos canalhas, o mesmo roteiro, como aconteceu desde que Getúlio se matou e Jânio renunciou até o golpe militar de 1964.

Se eles, desta vez, vão ter sucesso é outra estória. Mas que há conspiração há.

Para encerrar, ilustrando o papo acima, hoje na GoboNews, em um programa sobre política, a jornalista, apresentadora do programa, alertou a Presidenta Dilma para que ela, a partir de 2013, se comportasse, pois na linha de sucessão dela estavam Michel Temer, Henrique Alves, Renan Calheiros, todos do PMDB e o torquemada Joaquim Barbosa, todos ambicionando sua cadeira.

 

Jorge Vieira

Gente, a PGR, ou seja,  o Ministerio Público no Brasil sempre mostrou ENORME eficiencia para colocar pobre na prisão. Com rico ele fala fininho, fininho.


A quem serve o Ministerio Público?

 

Este órgão, é mais um "cabide de empregos" do Poder Judiciário, e tá mais para "Engavetadoria, do que prá Procuradoria.

Vamos concordar, que jamais tivemos alguem tão "topeira" quanto o Roberto Gurgel, à frente de tão famoso orgão ? 

 

Teremos quantas CPIs, quantas forem necessárias; Teremos muitos e muitos factóides, ainda em gestação. O que não teremos, é 2º turno.

A Doutora devia ir ao you tube, procurar o filme "A Guerra Contra a Democracia" para ela aprender com o pessoal da CIA, como eles utilizam a imprensa para os seus propósitos.

Endereço aqui:www.youtube.com/watch?v=1tm_GxpaBQg.

Os métodos da Grande mídia nacional, quer a Doutora queira ou não, obedecem rigidamente o que preceitua a CIA, conforme relatos dos próprios agentes no documentário.

O desgaste do governo é necessário para o atingimento dos objetivos peconizados pela CIA, porque os governos com viés social, e com um bom desenvolvimento do comercio interno, como é o caso do Brasil e outros países latinos, NÃO INTERESSAM AOS ESTADOS UNIDOS.

Urge desgastar o governo. E com uma mãozinha da PGR e STF, melhor ainda.

 

Orelhas do Nassif devidamente puxadas: sai 'maritaca' e entra Doutora. Entendeu, Turquinho?

 

Essa Doutora acabou de chegar de Marte..rss

 

MAR

Estas pesquisas mostram o óbvio, pelo menos 80% dos brasileiros não estão nem aí para política nem para assuntos da economia, não têm formação para entender e nem estão muito interessados em entender nada. A opinião desta gente é movida por um sentimento meio inconsciente e coletivo, eles seguem, como uma manada,  alguém que diz mais ou menos o que eles querem ouvir, e só. O Lula fala e age  exatamente para atender a demanda desta turma, e nem é criativo, segue religiosamente  a velha cartilha dos populistas. Ele deita e rola.

 

Dos 20% restantes, uma boa parte visa somente o interesse próprio e imediato, neste grupo estão basicamente a elite do funcionalismo público e um parte da imprensa. Estes  vêm no esquerdismo uma forma de se garantir ou se arrumar pendurados nas tetas do Estado.

 

O Que sobra? Sobra a Classe Média ( a de verdade ) , Profissionais Liberais, trabalhadores da iniciativa privada, pequenos e médios Empresários, as pessoas que pagam impostos e que para viver dependem da segurança institucional, da ordem e da coisa certa. Estes, que o esquerdismo chama de “direita” reacionária são as verdadeiras vitimas do estado ineficiente e corrupto. Esta parte da sociedade não precisa de pastores, nem messias, eles precisam de ordem para carregar para cima os 80%, que no fim, deles dependem.

 

Lula teve a chance dele e desperdiçou. Dilma é melhor, mas está indo pelo mesmo caminho, eu até votaria nela na falta de alguém melhor. Quanto ao Lula, preferia ver ele mortinho num caixão a velo Presidente novamente. Eu não preciso do Lula.