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O Partido Ecológico Nacional

Por Marco Antonio L.

Do SUL21  

Ligado a evangélicos, Partido Ecológico Nacional cresce no Norte e Nordeste

Divulgação

Partido adota uma lista de recomendações com temas como "recuperação da mata ciliar" e "cuidados com o lixo" | Foto: Divulgação

Samir Oliveira

Oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 19 de junho deste ano, o Partido Ecológico Nacional (PEN) é a 30ª agremiação política do país. Com um mês de existência, a nova legenda já conta com pelo menos 30 deputados estaduais e 2 federais. A perspectiva é que a bancada na Câmara dos Deputados possa chegar a até 20 parlamentares.

O novo partido surge fortemente vinculado aos evangélicos da Assembleia de Deus. Tanto o presidente nacional Adilson Barroso quando o deputado federal Fernando Francischini (ex-PSDB-PR) são ligados a essa igreja.

Apesar de trazer a marca da ecologia no nome, o site do PEN acaba sendo genérico no que diz respeito à defesa do meio-ambiente. Uma lista com sete recomendações de políticas públicas defendidas pelo partido sugere temas como “recuperação da mata ciliar”, “cuidados com o lixo” e “energia solar para todos”, sem aprofundar nessas ou em outras questões.

Uma sessão do site exibe os “dez mandamentos” do PEN. E o último deles reforça: “Não esqueça de agradecer a Deus pela perfeição do planeta”. Há, ainda, uma página no site oficial do partido destinada apenas a reflexões, onde são disponibilizados 15 arquivos de Power Point com mensagens, fotos de paisagens e músicas de fundo. Vários deles abordam temas religiosos, como “com Deus não se brinca”, “será que Deus é culpado?” e “um minuto com Deus”.

Apesar de ser novo e ainda pequeno, o PEN desponta como uma força política considerável no Norte e no Nordeste no país. Na Paraíba, o partido já possui a maior bancada da Assembleia Legislativa: nove dos 39 deputados migraram para a sigla, inclusive o presidente do Parlamento estadual. Os partidos que mais perderam representantes para o PEN foram o DEM, o PSDB e o PSL.

No Acre, o novo partido também detém a maior bancada, com seis dos 24 parlamentares. Lá, o partido recebeu deputados que eram do DEM, do PP, do PR e do PDT e irá compor a base aliada do governador Tião Viana (PT).

Nacionalmente, o partido ainda busca a filiação dos cerca de 20 deputados federais que apoiaram a sua criação – sendo que a maioria é ligada à Assembleia de Deus.

Adilson Barroso / Divulgação

Segundo ex-deputado Adilson Barros, PEN defende um "ambientalismo não radical" | Foto: Adilson Barroso / Divulgação

“Só porque eu sou evangélico, não quer dizer que o partido seja”, diz presidente nacional

O presidente nacional do PEN, Adilson Barroso (ex-deputado estadual de São Paulo pelo PSC), garante que o partido não é um braço político da Assembleia de Deus. “Isso é uma grande mentira. Só porque sou evangélico e entendo que Cristo é o filho de Deus, não quer dizer que o partido também seja. É um partido normal, nenhum pastor ajudou a coletar as assinaturas para a fundação”, assegura.

Barroso explica que o PEN defende um ambientalismo “não radical”. “Muitas vezes o ambientalista não defende uma agricultura e uma indústria sustentáveis, mas sim um radicalismo que diz que tem que plantar árvore em tudo que é lugar”, compara.

O presidente nacional diz que o novo partido definirá na próxima semana se irá apoiar o governo federal ou se será oposição. Mas já adianta sua preferência: “Em 2010 eu votei na Dilma”, conta.

No Rio Grande do Sul, o partido não terá, nesse primeiro momento, nenhum político em exercício de mandato. O PEN gaúcho não tem sequer uma comissão provisória. “Não entendo porque ainda não apareceu nenhum político gaúcho que goste da sustentabilidade”, lamenta Barroso.

“Abraçamos as bandeiras da nossa fé”, admite deputado federal

O deputado federal Fernando Francischini, ex-delegado da Polícia Federal, deixou o PSDB do Paraná para se filiar ao PEN. Ele conta que tomou essa atitude para ter mais “espaço político” em seu estado e ter chances de disputar uma eleição majoritária.


Saulo Cruz / Agência Câmara

Na visão de Fernando Francischini, PEN é partido de centro que defende social democracia cristã e "valores da família" | Foto: Saulo Cruz / Agência Câmara

“O meu sonho político de enfrentar uma eleição majoritária nunca iria se concretizar no PSDB. Também desejo mais liberdade em Brasília”, comenta. O ex-tucano define o PEN como um partido de centro e diz que irá “defender com mais força a social democracia cristã e os valores da família”.

Integrante da Assembleia de Deus, Francischini se intitula o candidato dessa igreja no Paraná e acredita que sua ligação religiosa irá atrair diversos fieis para as fileiras do novo partido. “Minha ligação com a igreja é muito forte. Sou contra misturar religião e política, mas a gente acaba abraçando as bandeiras da nossa fé. Com certeza muita gente que virá para o partido tem ligação com a defesa da família, com o combate ao aborto e à legalização das drogas”, explica.

O deputado reconhece que o PEN ainda não deslanchou em solo gaúcho, e acredita que isso acontece porque o Estado possui uma forte tradição partidária. “A tradição política e partidária é muito forte no Rio Grande do Sul e isso acaba assustando um pouco quem deseja trocar de partido”, opina.

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Comentários

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Pelo andar dos "ideários repüblicanos", logo logo, teremos um partido em cada esquina.

 

Eu vejo o PEN por outro enfoque. A minha preocupação é que a Assembléia de Deus tem pastores comprometidos com a missão evangélica, mas também tem fundamentalistas, como é o caso do Malafaia, que podem transformar o embate  político em embate religioso, o que é muito perigoso, principalmente para os homossexuais e para os católicos e outros defensores de seus direitos. Isto pode virar uma guerra não muito santa.

 

Lourdes Catão, socialite carioca e confessa adúltera, confirmou o que todos já sabemos: “Acho que o AÉCIO É o melhor, MAIS DO NOSSO LADO... Dilma não pode ser reeleita de jeito nenhum’’. 

Fico boba de ver que ninguém faz uma pesquisa para "batizar" partidos políticos...como as empresas com seus produtos. Só pode dar caca...


O "DEMOCRATAS" VIROU "DEMO" = diabo


O "PARTIDO ECOLOGICO NACIONAL = "PEN", com um Francescine na legenda...logo será batizado de "pen&#*#o"


Esse povo além de desonesto, é BURRO.


 

 

mais um cabideiro desses que ninguém lembra o nome...talvez lembre o número

 

então está provado que depois de primeiramente bancos os melhóres investimento são segundamente em igrejas seguidos de pérto por partidos políticos. ajoelhou tem que rezar e se beijar então nem se fala.

 

O PT poderia criar o PT VERDE!

 

como esses caras votaram o código florestal?. Fiquemos atentos,pois,

ECOLÓGICO PODE SER SOMENTE UMA GRIFE ELEITORAL e ainda eles dirão que :VOTARAM ERRADO POR UMA TONTURA(51) MOMENTÃNEA.

 

Usam o tema ambiental para qualquer porre. Este partido é uma grande ressaca de cachaça ruim.

 

Martim Assueros

Um oportunismo descarado. Quem montou a barraca não tem nada a ver com o movimento ambientalista, a discussão que cabe é outra, qual a necessidade de mais de 5 partidos em uma democracia autentica? Mas partidos com democracia interna, sem ""donos" e "caciques", como é hoje no Brasil, onde partido politico é meio de vida.

 

Qual o percentual de picaretagem nele?

de acordo com isso direi pra mim mesmo se é sério ou mais uma fábrica de safadezas.

 

 Deveria ser proibido mudar de partido num pleito legislativo. Antes de ser eleito é justo mudar ou criar, mas em plena vigencia do mandato, é traição, enganação, desrespeito...etc

 

O PEN roubou o número partidário do Partido Nacional da Cachaça, que deveria ser 51. Partido ecológico com esse número é esquisito. E o símbolo, o trevo de 4 folhas já era usado por Adhemar de Barros, ex-prefeito e governador de São Paulo, golpista de 64 e um dos maiores corruptos da história do estado.

 

http://www.hojeemdia.com.br/minas/mineiro-monta-partido-ecologico-nacion...

E tem gente que acredita, this is business, para construir um partido precisa ter tempo livre para colher as assinaturas, paciencia para fala mil vezes a mesma coisa, muita cara de pau, pegar um tema qualquer da moda, depois do registro a mercadoria já está na prateleira.

Senhor blogueiro, um pouco mais de analise critica, lugar de oba oba é em quermessa.

 

 ?

 fim de semana pessoal exagera no mé! oba oba?

 

"Senhor blogueiro, um pouco mais de analise critica, lugar de oba oba é em quermessa".

Re: O Partido Ecológico Nacional
 

No habsburgo dos outros é refresco.

http://www.jornaldaparaiba.com.br/heldermoura/ricardo-marcelo-confirma-criacao-do-pen-com-nove-deputados/

http://www.alagoasnoticias.com.br/site/politica/tse-abre-caminho-para-a-criacao-do-trigesimo-partido

A parte sobre a Paraíba procede. E creio que que a história do link que passou de 500 assinaturas saiu com erro de digitação. Até porque, se o partido tem ligação com a Assembleia de Deus, fica fácil conseguir esse número de assinaturas.

Mas concordo com suas colocações em outro comentário do quão desnecessário é mais um partido, ainda mais um partido evangélico se passando por ecológico. Querem se passar por modernos e descolados.

E pelo que vi, o sonho desse pessoal é contar com a Marina, que já teria negada convite para entrar para o partido, que por sinal, é a cara dela.

 

Os parlamentares que migraram para esse novo partido estão querendo gozar nos PÊNis dos outros. Pelo andar da carruagem os tucanos, os demonizados e os comunistas envergonhados do PPS estão usando o PEN(is) como trampolim para desembarcarm num partido da base do governo: PMDB, PSB, PRB??? É um salto com vara no escuro, perto do abismo; isso não vai acabar bem. 

 

Quem vai ao vento, perde o assento. O tijolinho que faltava na construção do Brasil. E lembra o episódio de Leonel Brizola, aos prantos, quando abduziram a sigla PTB. Eta vida marvada.