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O poder das mulheres

Minha cara, meu medo em relação às feminazis (sempre lembrando que este é apenas e tão somente um termo que ganhou popularidade por sua eficiência em resumir feministas radicais) é justamente pelo fato de elas me verem como um inimigo a ser exterminado, sendo que nada fiz a elas para merecer isso (ainda que elas me achem um estuprador e todo aquele blablablá que conhecemos). Não somente eu, mas qualquer homem é visto por elas como algo a ser exterminado e que só não o fazem porque não lhes foi dado poder substancial para irem adiante em seus propósitos. Talvez me diga que não vivemos um ambiente feminazi, mas nossa capacidade de raciocínio permite projetar o destino que movimentos radicais tomam se lhes for dado espaço, destino esse que acaba apresentando certas invariabilidades em seu fim, por mais diferentes que sejam os extremismos naquilo que defendem. Portanto, se as feminazis são minoria das minorias (em que pese terem atos tresloucados que prejudicam a grupos maiores do que elas), é porque as pessoas são suficientemente safas para saber aonde isso pode chegar sem que precise chegar a tal

Sobre violência, devemos pôr na conta da história também aquela perpetrada pelos governos de gente como Hatshepsut (a Rainha Faraó), a rainha Vitória e outras que, no poder, mostraram não haver diferença substancial entre uma mulher e um homem no poder, seja para o bem ou para o mal. Portanto, é o velho lance de bons governantes serem justos, independente do sexo que tenham. Vide aí o exemplo de Oscar Arias ser sucedido por Laura Chinchilla. Laura já disse claramente que seu plano é de a Costa Rica ser o primeiro país latino-americano de Primeiro Mundo, algo perfeitamente exequível se pensarmos no que é aquele país, sua história e a forma como a coisa pública é lá conduzida. Espero eu que Dilma siga o mesmo caminho, em que pese a primeiro-mundialização do Brasil ser mais difícil que a costa-riquenha (e aqui por coisas que fogem ao controle, como o tal lance de um amplíssimo aparato antiprimeiro-mundializante aqui instalado e que sempre entra em funcionamento quando se tenta fazer daqui algo tão bom quanto lá fora).

Também não me culpe por não achar que toda pancada do mundo vai na lomba das mulheres. Considero essa compartimentação e isolamento de causa impróprio. Nunca esqueçamos que a maioria absoluta da força de trabalho nas profissões mais sujas, mal pagas e perigosas é de homens, homens esses que não vêm tendo a visibilidade merecida para seus dramas. Também não esqueçamos do problema que é a violência sexual que homens sofrem em cadeias, algo tão grande numericamente quanto a violência sexual sofrida pelas mulheres, mas que também não tem a visibilidade que estupros de mulheres ganham. Também lembremos que câncer de próstata mata tanto quanto o de mama, mas recebe menos verbas de pesquisa, por exemplo. Isso pra não falar das mortes em guerras, que majoritariamente são de homens jovens. Portanto, é preciso pensar mais amplo do que segmentar as coisas, em que pese segmentos terem certas especificidades, até por todos estarem em um mesmo barco chamado Terra e fazerem parte de uma mesma espécie. Cheguei inclusive a notar que substancial número de pessoas olha para as questões dos homens, quando estas são expressas abertamente, como se quem dissesse isso tivesse jogado pedra na cruz e pego jacaré com as tábuas dos Dez Mandamentos, como pude notar ao lembrar do Dia do Homem.

Sobre contexto e texto, novamente lembro que entendi perfeitamente o contexto que Dilma usou sobre o apedrejamento, mas não posso deixar de reconhecer que o que ela disse pode dar margem a mal-entendidos ou distorções intencionais. A sugestão é a de que ela também reconheça que os homens são tão vítimas de apedrejamentos no Irã quanto as mulheres, justamente para que se reconheça o todo de uma coisa e evite que alguém diga que ela é algo que não é e nunca foi. Aqui, apenas antevi o que certas pessoas podem fazer com a declaração dela, assim como fizeram muita coisa com declarações de Lula, por exemplo. E, claro, repito: até agora e pelo que vi, nada há em Dilma que possa caracterizá-la como feminazi. Apenas o que notei é que a declaração dela deu margem a que alguns a teçam como tal, sem que haja qualquer coisa que diga isso.

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Nathália

O poder das mulheres

Caro André !

Meu caro, depois desse texto você ja deve ter aprendido o que significa feminazi (levando em conta fatos históricos e o ideal feminista, feminazi seria uma expressão dos conservadores... nada a ver com o feminismo radical).

Sou feminista e posso falar... As pessoas pensam sim que feminismo é o oposto de machismo, que feminismo quer que as mulheres sejam melhores que os homens mais não... Feminismo prega  a igualdade entre os dois gêneros... Por tanto os direitos que as mulheres não tinham e ainda não tem levando em conta a condição dos homens.

Mais enfim extremismo pra mim é o machismo (ato tresloucado) com a maldade que se tem nos dados, ainda não vi ninguém sendo massacrado pelo feminismo, ja vi mulheres que sofrem com algum tipo de opressão serem reerguidas, tanto de um assédio, agressão, preconceito... Seja lá o que for. O movimento não é um tipo opressor e sim um movimento pacifista ás pessoas que o seguem...

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+99 comentários

Não vou entrar em detalhes, mas digo com concordo com o André em muitos aspectos. Só discordo dele quando defende a nossa "presidenta" de não ser uma feminazi. Como liderar um governo cheio de feminazis e não ser umas delas?

O que é a Secretaria de Políticas para Mulheres se não o próprio "Ministério do Feminismo". Qualquer lei para da direitos para as mulheres sem retirar antigos privilégios passam nas mãos destas feminazis primeiro.

Um dos grandes projetos do PT e da esquerdalhada toda é aprovar a banalização do aborto. Ao mesmo tempo que aprovam uma lei que obriga um homem a pagar pensão para uma mulher que apenas alegou estar grávida dele, sob ameça de prisão, querem liberar o aborto como direito único e exclusivo da mulher. Quer dizer, a mulher tem o direito de escolher sozinha sobre algo que é somente 50% dela. Se a mulher decide ter o filho ao homem não cabe escolha, tem de assumir e acabou. E depois nós que somos incoerentes.

 

É isto que ocorre quando um site vai parar no blog da lola e da comunidade F&F ( feminismo e feministas )...

 

Unilateralismo explícito.

Justamente o que o Masculinismo tem tentado combater, é nestas horas que me pergunto, o mundo realmente é machista, as mulheres são oprimidas? A resposta é não, o mundo é SEXISTA, desenvolve papéis de gêneros para AMBOS os sexos, não somente para as mulheres, tampouco  somente para homens.

 

 

pessoal, bom dia... concordo e compartilho com a preocupação do André, bem como com os termos adotados no texto, e sugiro a leitura de O Homem Domado, de Esther Villar, publicado nos anos 70 e disponivel para download, em versão .pdf, em www.4shared.com ... observem que a autora foi bastante criticada pelas "feministas" de então, embora a argumentação continue válida, na essência, até hoje. a todas(os) menos "feminismo" e mais humanismo, sempre.

 

Poxa, Nassif

que mancada sua...

Posta um texto do Mainard agora. Pôe um chamando o MST de baderneiro ou falando da esquerda festiva...

pense nisso...

 

Este comentário só não mais machista por estar ccamuflado num apoio ao feminismo, quando na realidade é e bastabnte sexicista. O artigo mistura discurso da Dilma, mêdo é muita coisa numa só. E as respostas são maravilhosas, especialmente das mulheres. Se alguém pode ter mêdo delas é o  ANDRÉ. Tem uma então que é fantástica. Fala de um sitema previdenciário favorável às mulheres, plano de saúde favorável, enfim tanto absurdo. Mas o tema como debate é fantático, aprendi muito com algumas repostas, só que nem sempre o que se aprende é para melhorar. Masvaleu apena e continua valendo a discussão

Fiminazi também já é demais.

 

Brrrr, fiquei morrendo de medo da tal Medusa, brochei.

 

O que é ser feminista radical na sua opinião André???

 

Nossa que coitadismo é esse? Vc deve saber não é nenhum imbecil dos anos que as mulheres foram tratadas como capacho. E ainda são em países como o Irã.

 

1. O Sr. André poderia simpolesmente informar uma lista de nomes das tais "feministas nazistas" no Brasil, para deixar de parecer identificado com J. Goebbles quanto à veracidade do que supõe combater;

2. O Sr. André supõe que quem discorda de seu pensamento "não entendeu" o que quis dizer.

3. Há um "arquétipo" para associar ao Sr. André = "tolo".

Atenciosamente,

R.

 

A galera está realmente dormindo no sono dogmático!

A verdade é que a situação só vai piorar e muito nos próximos anos. Essa sociedade está pra gerar gerações de homens e mulheres infelizes por dar privilégios a um grupo egoísta, pouco afeito a justiça e que não aceita colaborar com os demais.

 

o medo do rapaz é ridiculo se você pegar o contexto geral da fala da Dilma : defesa de uma nova posição brasileira em contraposicao a atual com relação ao caso juridico da Sahkine que todos estão mais do que a par.  Mais ridículo ainda quando se pensa na posição da mulher na sociedade árabe e comparar com a do homem. Mais do que paranoia temos um caso de autoprojeção ou auto defesa. O termo feminazi que o rapaz usa viria bem a calhar numa tese psicanalitica.

 

André, não o felicito pelo artigo. Considero-o bastante raso, fundado em um censo comum sem precedentes. O que está descrito aí nada tem a ver com os movimentos feministas. 

abs

 

Esse assunto de feminazi é coisa de macho alfa que falhou na hora H, na hora de ser homem e agora dá desculpinhas para justificar sua frouxidão... Papinho de bundão...Homem frouxo que não entende e nem assume seu papel na sociedade e no mundo..Tem que trabalhar mais sim, se esforçar mais, ajudar as mulheres, ser parceiro delas, correr riscos por elas...Nunca vi uma mulher me considerar um inimigo a ser exterminado...Não vou ser capacho de ninguém, mas não vou perder minha identidade como homem.. Sai fora mané..

 

Um post que rebate, de maneira clara, racional e irônica os "argumentos" propostos no texto publicado aqui: http://bit.ly/h3uMT0

Nassif, queremos a publicação do e-mail da Cynthia Semíramis! #FeministaSimFeminaziNão

 

 

André, acho que teu erro foi simplificar/reduzir uma discussão enorme, que daria muito pano pra manga, sobre feminismo (radical e não radical). Eu sou feminista, converso com feministas (homens e mulheres) e nunca conheci ninguém que defendesse extermínio dos homens e outras coisas que vc citou; acredito que isso seja extremamente incomum. E aí quando você usa um termo como esse (geralmente utilizado pelos conservadores para se referir a qualquer feminismo), eu sinto como se você "queimasse o filme" de todo movimento feminista, pegando uma porcentagem ínfima de pessoas que pensam assim como vc disse e associa ao feminismo. Apesar de você não ter falado isso, ficou essa impressão, entende?

A discussão feminista é muito ampla, dificilmente entra em pauta, e quando entra, é desse jeito, em comentários de uma postagem, sem aprofundamento nenhum, como se fosse simples pra discutir a questão. Aconselho a todos a conhecerem mais sobre o feminismo antes de tomarem uma posição. Eu sinto que há um preconceito e um desconhecimento de causa muito grande. É muito fácil dizer "nossa, mas vc tá sendo radical" quando não sabe da onde a pessoa tá falando, que contexto e por quê. É o mesmo tipo de preconceito que muitas pessoas têm com o PT, porque o acham "radical". Quando a gente não conhece, tudo parece radical. Acho que a ideia é se colocar mais no lugar do outro; tentar conhecer de verdade antes de falar a respeito.

 

André,

Já entendi o que você disse em todas as entrelinhas. Você fez uma inversão psicológica. Você é que é o babaca nazista! A mulher não tem o mesmo tratamento do homem nem na China, nem aqui e nem no Irã. E não precisa explicar novamente que só tá piorando! 

 

Esse André tem pau pequeno certo.

 

E nunca leu nenhum livro de história na vida. De onde já se viu comparar nazismo com feminismo? Sério, o que o Nassif bebeu para publicar uma escrotice dessas?

 

Lamentável.

 

André,

Acho que você seria um ótimo colunista da Folha de São Paulo ao lado do Pondé.

Nassif,

Seu blog agora pertence a grande mídia? Os valores dessa coluna são praticamente os mesmos.

 

O texto da lola http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/12/como-falar-bobagens-e-ser... - em replay ao texto do André explica para ele didaticamente como seus argumentos são errôneos.

O texto da Cyntia tb - http://cynthiasemiramis.org/2010/12/07/feminazi-ignorancia-a-servico-do-...

O nosso querido André disfarçadamente é um percursor do backlash. Vc sabia que as feministas são contra o machismo e não contra aos homens? Eu realmente gostaria que você se informasse melhor sobre o movimento feminista antes de trollar um blog (que se diz) progressista com tanta bobagem...

Você já percebeu que todos os seus argumentos reivindicam justamente a imposições sociais machistas e não são as feministas a causa real do problema? A Lola explica direitinho. As vezes precisamos ser didáticas...

 

Quanta besteira... de onde é que o senhor André tirou a idéia de que exista dentro do feminismo uma ala que "defende a extinção do sexo masculino"? Pode existir uma ou outra louca que defenda isso, mas que não representa nem um pouco parcela quer qual seja do movimento feminista.

Dois posts muito bons para o senhor André ler e refletir um pouco (já que ele acusa todos os que o criticaram de não prestarem atenção no que ele escreveu):

- sobre o termo feminazi: http://cynthiasemiramis.org/2010/12/07/feminazi-ignorancia-a-servico-do-...

- sobre o próprio post do senhor André ponto a ponto: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/12/como-falar-bobagens-e-ser...

 

Depois desse post e dos comentários nele, começo a desejar que as feminazis realmente existissem. E se não existem ainda, que passem a existir pois deram argumentos suficiente para essa existência.

Pelo amor a própria reputação e ao bom senso, antes de publicar um texto ou um comentário vamos nos informar um pouco mais, é questão de responsabilidade jornalística. Leia um pouco sobre o  movimento feminista e suas várias vertentes,  sobre a teoria política feminista e você verá o tanto que essa nomenclatura feminazi é equivocada em si mesma.

 

Nunca esqueçamos que a maioria absoluta da força de trabalho nas profissões mais sujas, mal pagas e perigosas é de homens, homens esses que não vêm tendo a visibilidade merecida para seus dramas. Também não esqueçamos do problema que é a violência sexual que homens sofrem em cadeias, algo tão grande numericamente quanto a violência sexual sofrida pelas mulheres, mas que também não tem a visibilidade que estupros de mulheres ganham. Também lembremos que câncer de próstata mata tanto quanto o de mama, mas recebe menos verbas de pesquisa, por exemplo. Isso pra não falar das mortes em guerras, que majoritariamente são de homens jovens.

Mas tudo isso está ligado ao mesmo machismo que subjulga as mulheres. Os homens também sofrem com o machismo imposto pela cultura patriarcal, que exige que sejam sempre os fortes, os viris, os poderosos, os competitivos e qualquer coisa fora isso é vista como "fraqueza" (fraqueza esta ligada ao feminino, a idéia de fraqueza feminina; não raro esses homens são chamados de "mulherzinhas").

As piores profissões - e isto é um fator social - são destinadas aos homens pq se acredita que eles são os únicos fortes o suficiente para aguentá-las e saber realizá-las. "Não é coisa de mulher", eles mesmo dizem. A violência sexual nas cadeias, que muitos dizem "vai ser a mulher da cela" não tem nada a ver com o fato do cara ser homem (como ocorre na maioria estupros e abusos sexuais cometidos contra as mulheres), mas com o a mesma idéia de poder e domínio, bem comum aos homens, princiaplmente os machistas. No caso das mulheres, os abusos e violências ocorrem única e exclusivamente por serem mulheres. E é aí que está o problema.

É comum ver um cara bater em mulher, mas esse mesmo cara não bate no seu chefe. Por que?

Quantos homens tem medo de mulheres, ou já se sentiram intimidados por uma (que não seja sua chefe ou sua mãe)? Que homem já sentiu medo de apanhar de mulher?

Os homens jovens que morrem nas guerras fazem parte das forças armadas, e nada mais machista que um militar. Por que mesmo que pouco se vê mulher nas forças armadas, vc se pergunta isso antes de falar dos soldados jovens?

Sobre a saúde do homem, eu desconheço dados e números, mas sei que estamos na mesma sociedade onde homens não vão aos médicos, acham que ficar doente é coisa de fraco e, menos ainda se "submetem" a exames de próstata. É necessário fazer campanha até pra homem ir em médico! Isto não é fruto de machismo?

Então, se vocês sentem na pele as consequências deste sistema que tanto se orgulham em manter, é hora de vocês próprios começarem a tentar mudar as mentalidades, vocês mesmos se interessarem em não apenas melhorar as condições de trabalho, procurar soluções para violência e saúde, como também enxergar que estão nesta situação porque outros acharam que só vocês poderiam estar nelas, e vocês aceitaram.

 

 

Maluquice pouca é bobagem mesmo. Ou esse rapaz bebeu todas, ou usa remédio de tarja preta. Quanto besteirol!

 

Dom André de La Mancha segue destruindo moinhos de vento feminazi. 

-

-

Nassif: por que mesmo por a defesa do termo feminazi, nas tintas de André, em evidência aqui no blog? Era para ser construtivo? Você vê algum fundamento nisto? 

 

 

 

 

 

André, me parece que o exemplo das "feministas suecas" é um pouco extremado. Em qualquer movimento sempre há a parte "louca" que aparece. Nunca vi, e olha que já tenho muitos anos de estrada, feministas pregarem a extinção do sexo masculino, até por uma questão de afetividade com este. Nunca vi mulheres feministas, ao menos as mais notórias, escreverem ou se manifestarem sobre "escravizar" , "extinguir" ou qualquer termo que denotasse guerra contra o sexo masculino. Li suas respostas aos questionamentos apresentados e, francamente, o seu medo me parece irreal  e super dimencionado frente ao verdadeiro movimento feminista, que diga-se de passagem, já perdeu muita força no correr dos anos, pois a luta pela igualdade, em muitos países, se deu sem baixas ou confrontos entre os sexos.  Agora , como em muitos comentários masculinos , houve a reclamação de que a mulher é protegida pela justiça, há que se fazer uma ressalva: hoje há inúmeras decisões judiciais dando a guarda compartilhada para os pais; se a mulher possuir meios financeiros de se manter sozinha não ganha pensão alimentícia; se os filhos permaneceram na guarda do pai, a mãe , se tiver condições , paga pensão para estes.  Já no que concerne a união estável, a lei protege igualmente aos sexos, pois ambos tem o direito sobre os bens adquiridos na constância desta. Assim, acho que estão , me desculpem, vendo pelo em ovo. 

 

Marta, as feministas brasileiras que conheço, graças a Deus, são pessoas de bom senso. Porém, como já dito antes, todo cuidado é pouco, ainda mais pensando em seres humanos e no risco que a leniência a totalitarismos em seu início pode gerar quando os mesmos crescem um pouco. Nada garante que não possa haver o risco de certas pessoas saírem da defesa da igualdade de gênero para supremacismo disfarçado de defesa de igualdade de gênero.

Exemplo simples de coisas que se disfarçam de defesa de causa justa para ocultar algum "ismo": os DAs e CAs de faculdades públicas, que são ocupados por estudantes profissionais de partidos de ultraesquerda não admitem que quem deles pense diferente expresse ideias diferentes das de ultraesquerda. Impedem seja na base da batida de tamanco, seja no uso de expedientes insidiosos (reuniões com debates que duram horas e mais horas até que a maioria dos estudantes tenha de pegar o último ônibus do dia para que só aí se vote algo, sendo que só sobraram os tais estudantes profissionais para contar a história). Como sabemos, isso é extremamente comum nas faculdades brasileiras e atingiu um grau que torna a real democracia no ambiente universitário (e mais especificamente nas instituições que dizem representar os estudantes) difícil ou mesmo impossível. Por acaso os tais estudantes profissionais monopolizadores de entidades que dizem defender os estudantes na prática estão mesmo sendo representantes legítimos dos estudantes brasileiros quando praticam tais atos anteriormente ditos?

Portanto, o risco de termos feminismo extremo ganhando vulto e praticando ações tresloucadas existe e tem de sempre ser prestada atenção, ainda mais quando vemos que as tais feministas radicais inclusive podem perseguir suas iguais de causa que pensem um pouco diferente delas, como já andei lendo em outras notícias sobre a Suécia. Que as feministas brasileiras sigam no "paz e amor" de costume.

 

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Nassif,
Sempre convivi com mulheres (4 irmãs, dois casamentos, duas filhas e muitas sobrinhas), inclusive com feministas militantes da CUT e do PT. Nunca vi ou ouvi algo semelhante às teses do André.
Provavelmente, ele não deve conviver com assiduidade com mulheres e as que com ele convive deve fazê-lo, de alguma maneira, sofrer.
Daí a viagem na maionese!

 

Em vez de usar de ad hominem, sugiro que o senhor:

1) Leia atentamente cada letra e cada palavra do que eu disse, bem como aquilo que rolava antes. Contextualizando as coisas, o senhor entenderá direitinho;

2) Veja o que estão fazendo certas feministas suecas;

3) Tenha capacidade de debater nas ideias, e não desqualificando o oponente. Isso pressupõe que leia atentamente as coisas, não pule para conclusões e entenda exatamente o contexto da coisa, assim como entendi perfeitamente o contexto do que disse a presidente eleita Dilma, mas reconhecendo que a declaração dela poderia dar margem àqueles que queiram enquadrá-la em um arquétipo no qual ela nunca se enquadrou.

Portanto, apenas e tão somente alertei para a maneira como a declaração dela poderia ser interpretada por alguém que de má fé usasse e desprezasse o contexto no qual ela foi proferida. E isso foi feito exatamente por sacar a mecânica da má fé na descontextualização de declarações e tentativa de que elas tenham um significado que nunca tiveram. Portanto, também não descontextualize o que eu disse e comece lendo o que originou isto tudo, sem partir para encaixes em arquétipos, ad hominens e outras coisas. E, claro, respeite o medo que tenho de gente radical e que vê os outros como inimigos por simplesmente serem os outros. Obrigado.

 

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André, psicanalista já, vc está com mania de perseguição  com  quem lhe deu a vida.

 

Psicanalista para quem acha que eu estou com mania de perseguição a quem me deu a vida e confunde isso com o natural e saudável medo de grupos radicais que veem os outros como inimigos pelo simples fato de serem os outros. Psicanalista também para quem não lê direito o que os outros escrevem, acha que eles disseram alguma coisa que nunca disseram e tenta encaixá-los em arquétipos.

 

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Também não esqueçamos do problema que é a violência sexual que homens sofrem em cadeias, algo tão grande numericamente quanto a violência sexual sofrida pelas mulheres, mas que também não tem a visibilidade que estupros de mulheres ganham. Também lembremos que câncer de próstata mata tanto quanto o de mama, mas recebe menos verbas de pesquisa, por exemplo. Isso pra não falar das mortes em guerras, que majoritariamente são de homens jovens. 

 

André,  já procurou saber quantas meninas são abusadas, diariamente, pelos próprios pais?

 

Quantas mulheres são estrupadas  diariamente, e  que evitam prestar queixa por conta do despreparo e canalhice de alguns  policiais ?

Quantas  crianças  são rejeitadas (no mundo oriental) porque nascem meninas?

 

 

O cãncer é uma doença democrática, atinge a todos, sem  diferença de sexo, cor, idade.

 

 

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Faço psicanálise e acho muito saudável, inclusive para poder  aceitar o que não compreendo e superar minhas dificuldades.

 

Concordo que existem  mulheres nazi-fascistas, mas  são minoria, assim  como existem  homens muito dóceis na rua e verdadeiros déspotas   em casa. Há gente para tudo.

 

O ser   humano  é rico em amor e maldade.

 

É da natureza.

 

 

Uma pergunta: por acaso o fato de meninas serem abusadas pelos próprios pais (algo que tem de ter visibilidade para que todos saibam e pelo tamanho da gravidade que possui) impede que a questão de violência sexual contra homens na cadeia tenha a visibilidade que deve ter e não possui? Claro que não e qualquer pessoa de bom senso sabe que são duas coisas igualmente graves, igualmente geradoras de traumas e igualmente reprováveis sob qualquer aspecto.

Sobre mulheres estupradas e que evitam prestar queixa, primeiramente é preciso lembrar que estupro é crime de ação privada, dependendo de queixa do(a) ofendido(a) para que alguma ação seja tomada. Para as mulheres existe a Delegacia da Mulher, ainda que não espalhada. E, claro, se uma mulher for vítima do despreparo e da canalhice de policiais, corregedoria neles para que parem de desmerecer o sofrimento alheio. E, claro, que também não esqueçamos que homens condenam o estupro tanto quanto mulheres condenariam. Então por que não se dar uma luz na quesaumentar a visibilidade da violência sexual contra homens nas carceragens?

Sobre rejeições a meninas em outras culturas, é sim algo reprovável, em que pese a própria entrada da mulher no mercado de trabalho estar mudando as coisas por lá, justamente por notarem que as mulheres também são perfeitamente capazes de gerar riqueza. É também questão de haver um sistema universal de previdência, justamente para que pais não dependam do sustento dos filhos em idade avançada. Porém, que também se olhe para o Brasil e note-se que em orfanatos, a maioria absoluta das crianças rejeitadas e que não conseguem um lar é de meninos.

Sobre câncer ser doença democrática, observe-se aí que falei de dois tipos de câncer específicos. Câncer de próstata, como sabemos, é exclusividade masculina e mata tanto quanto o de mama, porém recebe menos verbas de pesquisa para sua cura. Você acha justo que isso aconteça? Vou imaginar que não ache.

Sobre o comportamento das pessoas, aí também é de cada uma. Porém, que não me culpe por temer gente totalitária, independente de qual seja o totalitarismo que defendem.

 

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Fiquei com a impressão de que estou em outro mundo. Ainda não conheci essas tal de feminazi. Será que teria algum exemplar aqui por Salvador?

 

Waldeck, amigo, com ceteza em Salvador não tem essas terroristas...rs

 

Não sei se em Salvador há, mas na Suécia há sim e são capazes de atos tresloucados como:

1) Conseguir que capem uma estátua de leão;

2) Obrigar que um doador de esperma seja responsabilizado pelas crianças geradas pelo esperma doado;

3) Ameaçar a realização de concursos de beleza, sendo que aqui inclusive entram em contradição com aquele lance de deixar que as mulheres façam o que bem entender com seus corpos. Se outras mulheres querem participar de um concurso de beleza, não estarão fazendo seu uso da maneira como bem entendem?

 

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Acho que esta entrevista com John Lennon e Yoko Ono sobre a música "woman is the nigger of the world" e a polêmica que causou, refletem bem como o Sr. que escreveu o texto é machista e sem noção.

Nassif, abre o vídeo, por favor! Não tem tradução. Mas dá pra entender.

http://www.youtube.com/watch?v=S5lMxWWK218

 

Mas esse vídeo é de quando? De há cinquenta anos atrás!!!!! Estamos no século XXI!!! Muita coisa mudou entretanto, nao acha?... há lugares do mundo em que agora o homem é que é o nigger... Muitos lugares... e isto não é história de reacionário, é a realidade.  Pesquise "fathers for justice" e perceberá até onde vai o desespero e as novas formas de luta que surgem... ou reflicta no caso ASSANGE... Imagine-se na Suécia,  você está fazendo sexo legitimo com uma moça, a moça quer prejudicar você, vai á policia e diz que ela quis parar e você não parou= ESTUPRO.    BASTA A PALAVRA DELA E VOCÊ ESTÁ FRITO. Alguêm mais estava presente? Não. BASTA A PALAVRA DELA. Isso ai é o quê? Uma vitória do feminismo, certo?

Feminismo é só uma palavra, e agora em vez de justiça pode significar opressão. Dizer feminismo nazi é para distinguir do feminismo original, pela igualdade de direitos. Porque agora há o feminismo anti-homem= feminismo nazi. 

 

Já agora pesquisem  "Valerie Solanas", uma das feministas nazis originais, olha eu cito uma pequena parte do seu horroroso "SCUM MANIFESTO":

It is now technically possible to reproduce without the aid of males
(or, for that matter, females) and to produce only females. We must
begin immediately to do so. Retaining the male has not even the
dubious purpose of  reproduction. The male is a biological accident:
the y(male) gene is an incomplete x(female) gene, that is, has an
incomplete set of chromosomes. In other words, the male is an
incomplete female, a walking abortion, aborted at the gene stage. To
be male is to be deficient, emotionally limited; maleness is a
deficiency disease and males are emotional cripples.

 Vocês ai no Brasil tem sorte por ainda não conhecerem bem o veneno do feminismo nazi... Por aqui chegou e está instalado. Esperemos que a próxima geração se veja livre dele. Abraços

 

Minha contribuição musical para o debate:

 

 

 

A Linha e o Linho - Gilberto Gil

 

André, falar é fácil.

 

Poderia nos apresentar números, estatísticas?

 

Sinceramente, acho que vc carregou nas tintas.

 

Venho de uma família de mulheres muito fortes, no entretanto, tenho certeza que  essa força  tem enorme respaldo nos parceiros, bem escolhidos, por sinal.

 

Acho (achismo mesmo) que nem os homens nem as mulheres conseguem realizar-se sem o outro.

 

Sou divorciada/viúva, e no momento enamorada, e a minha felicidade TAMBÉM passa pela amor que meus homens (filhos e namorado) me dão.

 

Penso que o que falta na mulher tem no homem e vice versa.

 

Quanto á Dilma, ela é  muito especial. Não é fácil para ninguém chegar  democraticamente ao Poder, ainda mais num país  que recentemente saiu de uma ditadura.

 

 

Minha experiência particular com as mulheres diz que o "sexo frágil" na verdade somos nós, homens.

Que ô "bichinho" difícil de se lidar que é uma mulher, quanto mais tentar entender (já concluí que nem elas próprias se entendem).

Algumas vezes inclusive me pergunto se as sociedades antigas subjugavam as mulheres não por ignorância, mas por medo delas. E porquê digo isso?

Pensem bem: Elas têm a faca e o queijo nas mãos. Elas é que decidem quem vai deixar descendentes e quem vai ficar à "ver navios", e nós homens na vã esperança de agradar as mesmas (e com alguma sorte à mais, tomá-las como esposas) fazemos de tudo, pondo em risco mesmo a nossa própria segurança (e em alguns casos mesmo a própria vida). Com este "poder" elas podem literalmente terem o que quiserem, que sempre vai ter um homem disposto à tentar satisfazer as vontades delas em troca de alguma atenção.

Desconfio inclusive que as "sociedades machistas" nada mais são do que tentativas desesperadas e radicais de tentar domar este poder, resultado do medo de homens desesperados o bastante com a idéia de ficarem à mercê delas para partirem para a ignorância (criando assim coisas como as leis islâmicas relativas às mulheres, as leis medievais do cristianismo, etc).

E  até dá de compreender o medo dos homens dessas sociedades (mas devo frisar, sem concordar com seus métodos), dado que uma fêmea é um bichinho caprichoso, que pode dizer que ama você em um momento e no momento seguinte ir atrás - sem nenhuma explicação -  do galã de novela que passar em uma BMW, mesmo sabendo que o "galã" é o maior canalha e vai deixá-la na mão na primeira chance que tiver. E isso depois de você ter se dado talvez literalmente de corpo e alma para ela.

Logo, elas é que são o "sexo frágil"? Só não dominaram o mundo ainda porquê a maioria é completamente doida (e várias me confessaram isso, mocinhas que estejam lendo isso).... Fossem um pouco mais controladas já teriam dominado tudo e as mais bonitas seriam literalmente "rainhas".

 

É mesmo! Confira:
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/isabel_allende_tells_tales_of_passion.html

 

 Cara ninguem embarca mais nessas histórias de fadas encantadas, talvez esse texto caisse melhor à um tempo atrás, as pessoas eram mais ingênuas, a Dilma teve votação menor entre as mulheres e não embarcou de cabeça em nenhuma onda "femme-chauvinista" mas sabe que pode ser mais cobrada em qualquer questão que envolva mulheres,  hoje em meio a yedas cruzes e malufs tem vilões pra todos os gostos.

 

Gão, o que expliquei para a colega raq_uel também lhe serve perfeitamente. E, claro, espero que finalmente entenda e não pule para conclusões.

 

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Comecei a ler.

 

Li Feminazi e a explicação tortuosa dada pelo autor para usar o termo. Lembrei de Petralha, tucanalha...

Pensei: é ainda pior. Comparar ou esboçar comparação entre feministas radicais e nazistas é um absurdo sem tamanho. Um grupo que exige igualdade entre homens e mulheres para que ambos sejam tratados como parte do mesmo gênero humano e nazistas tem o que em comum? Ainda que o autor do texto não tenha pensado nisso, remete à essa equiparação.

 

Queria parar de ler. Mas fui até o fim já sem conseguir prestar muita atenção no resto...

 

Amon, se parou de ler ao ver um termo que aguçou sua sensibilidade, não é problema meu. Porém, se lesse o resto e prestasse atenção, teria compreendido que em momento algum chamei Dilma de feminazi, mas apenas disse que o que ela declarou pode dar margem a interpretações equivocadas caso seja tirado de contexto. Porém, como não quis prestar atenção, não entendeu que:

1) Feministas radicais igualam-se a totalitários quando veem o homem como inimigo pelo simples fato de ser homem e defendem a extinção do gênero masculino pelo simples fato de ser o gênero masculino;

2) Portanto, quando feministas radicais assim agem, querem tudo menos a igualdade de gêneros;

3) Sendo eu contra qualquer totalitarismo e antevendo a dinâmica de como o totalitarismo surge, não posso deixar de ter receio em relação a esse tipo de gente.

Assim sendo, peço que o senhor leia direito, compreenda e não surte ao ler certos termos nem tente inferir pelo uso de tais termos que a pessoa que os usa seria isso ou aquilo, pois é reducionismo e, como tal, coisa extremamente pobre. Obrigado.

 

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Vou ser mais direto que o companheiro aí de cima, André: "Feminazi" ofende por ofender e revela a intenção de confundir categorias totalmente incompatíveis - portanto, não qualifica nada. Quam luta por direitos é "totalitário"? Então as sufragettes eram fascistas avant la lettre? Patético.

A direita só sabe lidar bem com o próprio radicalismo...

 

Luiz, você consegue entender a diferença entre defender o direito das mulheres e feministas radicais que defendem a extinção do gênero masculino? Convenhamos que há uma belíssima distância.

Patético mesmo é pular para conclusões quando se lê o termo "feminazi". Porém, estou sossegado quanto a pessoas que leem algo e pulam para conclusões, quando na realidade deveriam ler e decodificar atentamente cada palavra lida. Se teve gente que quis ver racismo quando o curioso caso de Nmachi Ihegboro aqui foi falado baseado em postagem minha por simplesmente terem lido "loira" e "negro", imagine do que seriam capazes quando leem "feminazi" e não compreendem que o termo foi exclusivamente usado pelo fato de sintetizar bem feministas radicais que veem o gênero masculino como inimigo a ser exterminado, tal qual nazistas viam quem não fosse de ancestralidade exclusivamente germânica. Entendeu agora? Espero que sim.

 

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Bom, André, você respondeu a dois comentários distintos, então vou concentrar a minha tréplica aqui, para que não nos dispersemos.

Em primeiro lugar, você faz referência a "feministas radicais". Claramente há aqui uma impropriedade. A desigualdade de gênero é uma questão cultural - aguçada e instrumentalizada pela estrutura de nossa sociedade de classes. Não há como combatê-la de modo eficaz sem descobrir e questionar suas causas - mas esta é exatamente a definição do radicalismo. Daí decorre que uma feminista deve(ria) ser necessariamente "radical". Se falta o radicalismo, dá para desconfiar que a mudança que se defende é tão-somente formal -  e a mudança formal nada mais é do que um gattopardismo.

Em segundo lugar, colocar o supremacismo feminino como exemplo deste "feminismo radical" é totalmente incorreto. Não é porque um movimento como esse se intitula "feminismo" que passa a sê-lo, do mesmo modo que o "nacional-socialismo" nada tinha  de nacional ou de socialista. Advogar a desigualdade com sinal reverso nada tem de radical, ao contrário. Trata-se de manter o mundo exatamente como está, apenas trocando homens e mulheres de lugar; portanto, supremacistas femininos, ou raciais, ou religiosos, devem ser todos igualmente combatidos pelo que na verdade são - quintas-colunas dos movimentos sociais. E não - como você faz - serem tomados como variantes "radicais" desses movimentos.

O problema não está no "radicalismo" dos movimentos sociais, mas na falta dele. Eu já havia tocado no assunto quando disse que o feminismo se perdeu no mesmo desvio dos movimentos antirracistas. E o desvio é justamente a abdicação da radicalidade e a consequente pulverização da demanda social, reduzindo-a a microrreivindicações de gênero, raça, religião, etnicidade, orientação sexual etc. Para ilustrar o meu ponto, faço a pergunta: uma mulher negra e homossexual será mais discriminada por ser mulher, por ser negra ou por ser homossexual? Que grupo deverá encampar a sua luta?

O termo "feminazi" não oferece resposta a nada disso e é ofensivo, pois não faz mais do que amalgamar conceitos incompatíveis, como procurei explicar acima. Se você sente que as supremacistas femininas são uma ameaça, estou de acordo; são mesmo e devemos combater esse ideário e a gente que o defende - mas dando às coisas os nomes que as coisas têm. 

 

Caro André, eu li o texto todo. Só fiquei com má vontade por causa do termo.

 

Só queria colocar ênfase na crítica ao termo. Acho também que a desigualdade entre homens e mulheres é muito grande, apesar de saber que existe também violências contra homens.

 

podem existir feministas que acham que os homens são culpados pelo machismo, mas acho que elas seriam minoria e não podem ser usadas para vilipendiar o movimento.

 

Cordialmente, 

 

Meu caro, meu medo em relação às feministas radicais (AKA feminazis e aqui pensando no uso do termo apenas e tão somente como maneira eficiente de definir certa corrente que prega o extermínio do gênero masculino tal qual nazistas pregavam o extermínio de quem não fosse de origem exclusivamente germânica) é justamente por saber qual a dinâmica do totalitarismo e como este cresce. Um dos motivos de o totalitarismo crescer é justamente quando dão espaço a quem totalitário for, pois esse começará a fazer totalitarices insidiosas que preparam terreno para o totalitarismo maior.

Se podemos evitar o totalitarismo, independente de qual seja, que o evitemos, mas sempre vigiemos. Se tenho medo de feministas radicais, também tenho de neonazistas, de comunistas que não aceitam o multipartidarismo e as liberdades civis e outros tantos "istas". Apenas isso.

 

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