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O positivismo que assombra o Brasil

Do Instituto Ludwig von Mises Brasil

O espírito que assombra o Brasil 

por 

N. do T.: o texto a seguir é de 2002 e foi escrito antes do primeiro turno das eleições presidenciais - ou seja, é anterior à Era Lula.  Fica a cargo do leitor ver se as características por ele descritas mudaram de lá pra cá, ou se elas apenas se aprofundaram. 

"Ordem e Progresso" tem sido o lema da bandeira brasileira desde que o país se tornou uma república em 1889. As palavras foram tiradas diretamente dos escritos de Auguste Comte. As ideias de Comte foram adotadas no século XIX pelas elites militares e políticas de grande parte da América Latina, e do Brasil em particular.[1]Desde então, o espírito de Auguste Comte tem assombrado o subcontinente, e as consequências práticas dessa ideologia têm sido desastrosas.

O positivismo de Comte é melhor descrito como sendo uma ideologia de engenharia social. Auguste Comte (1798-1857) acreditava que após o estágio teológico e o estágio metafísico, a humanidade iria entrar no estágio principal, o "positivismo", que para ele significava que a sociedade como um todo deveria ser organizada de acordo com conhecimentos científicos.

Comte acreditava que todas as ciências deveriam ser modeladas de acordo com os ideais da física, e que uma nova ciência chamada física social iria surgir no topo da hierarquia intelectual. Essa disciplina iria descobrir as leis sociais que então poderiam ser utilizadas por uma elite para reformar a sociedade como um todo. Da mesma maneira que a medicina extermina doenças, a física social teria que ser aplicada com o intuito de acabar com os malefícios sociais.

O ideal de Comte era uma nova "religião da humanidade". Na sua concepção, as pessoas precisam ser iludidas a crer como autênticas todas as ações que serão instigadas pelos soberanos e seus ajudantes, sendo que estes por sua vez servem aos mais altos ideais da humanidade. Revisando as ideias de Auguste Comte, John Stuart Mill escreveu que essa filosofia política intenciona estabelecer ". . . um despotismo da sociedade sobre o indivíduo que sobrepuja tudo o que já foi contemplado no ideário político dos mais rígidos disciplinadores dentre os antigos filósofos"[2]. Já Ludwig von Mises observou que "Comte pode ser desculpado, já que era louco no completo sentido com que a patologia emprega este vocábulo. Mas como desculpar os seus seguidores?"[3]

O misticismo racionalista que acometeu Comte quando este já estava mentalmente doente no final de sua vida pedia a criação de uma "igreja positivista", na qual — imitando os rituais da Igreja Católica — o "culto à humanidade" poderia ser praticado. Ao fim do século XIX, "sociedades positivistas" começaram a se espalhar pelo Brasil, e uma igreja real foi construída no Rio de Janeiro como o lugar onde a adoração dos ideais da humanidade pudesse ser praticada como uma religião.[4]

Até os dias atuais, o sistema brasileiro de ensino superior ainda carrega marcas do positivismo de Comte, e ainda mais forte é a influência da filosofia política positivista entre as altas patentes militares e entre os tecnocratas. O positivismo diz que a linguagem científica é a marca registrada da modernidade, e que para efetuar o progresso é preciso haver uma classe especial — militar ou tecnocrática — de pessoas que conheçam as leis da sociedade, e que sejam capazes de estabelecer a ordem e promover esse progresso.

A ideologia predominante de grande parte da elite regente contrasta agudamente com as tradições seguidas pelas pessoas comuns. Como na maioria da América Latina, a cultura popular brasileira é marcada profundamente pela tradição católico-escolástica, com seu ceticismo em relação à modernidade e ao progresso e com sua orientação mais espiritual e religiosa, que rejeita o conceito linear do tempo — o tempo sendo um movimento progressivo — em favor de uma visão circular e eterna da vida.[5]

Onde as ideias de Comte mostraram seu maior impacto foi na política econômica. Dado que os militares tiveram um papel central na vida política brasileira e dado que o positivismo havia se tornado o principal paradigma filosófico das escolas militares, a política econômica do Brasil foi marcada por um frenesi intervencionista que afetou e ainda afeta todos os aspectos da vida dos cidadãos.

A ideia do planejamento central para se atingir a modernidade transformou o Brasil em um ambiente fértil para o intervencionismo econômico, sendo que cada novo governo sempre promete o grande salto para frente. Ao invés de remover os obstáculos que impedem o desenvolvimento da iniciativa privada e garantir direitos de propriedade confiáveis, todos os governos presumem ser sua função desenvolver o país através da concessão de privilégios para um pequeno grupo de empresas já existentes.

Desde que se tornou uma república, não houve um só governo brasileiro que não tenha criado um novo plano extenso e abrangente, ou um emaranhado de pacotes, com o propósito de levar ao desenvolvimento. Seguindo a agenda positivista, criar planos de natureza aparentemente científica e utilizar a força do estado para aplicá-los se tornou a marca registrada da política econômica brasileira. Frequentemente, todos esses planos são primeiramente elaborados em um dos poucos centros universitários do país para, então, passarem a formar a agenda de cada novo governo, que geralmente convoca um time de jovens tecnocratas para implementá-los.

Particularmente pomposos quando os governos militares estavam no comando — como ocorreu nos anos 1930 e 1940, e de 1964 até 1984 —, a invenção e implementação de grandes planos continua até os dias atuais. Independentemente de qual coalizão partidária está no comando, o espírito do positivismo tem sido compartilhado por todos os governos, desde o primeiro até o atual, que aparentemente está praticando uma política econômica que se convencionou chamar de "neoliberal".

Mesmo se contarmos apenas os planos mais importantes, a frequência com que eles se sucederam pelo período de quase um século é espantosa: após seguir o modelo de industrialização por substituição de importações sob o semi-fascista Estado Novo, dos anos 1930 aos anos 1940, o Brasil teve o Plano de Metas na década de 50 e depois o Plano Trienal de desenvolvimento econômico e social. Na década de 70 vieram as séries de Planos de Desenvolvimento Nacional. A década de 80 trouxe o Plano Cruzado, o Plano Bresser e o Plano Verão. A década de 90 começou com o Plano Collor I, que foi seguido pelo Plano Collor II, que foi seguido pelo Plano de Ação Imediata que, por fim, culminou no Plano Real em 1994.

A se julgar pelos seus objetivos declarados, todos esses planos falharam. Durante as últimas seis décadas, o Brasil teve oito diferentes moedas, cada uma com um novo nome, e uma taxa de inflação que sugere que a moeda atual equivaleria a um trilhão de Cruzeiros, a moeda de 1942.[6] Sob uma falsa aparência de modernidade, a mesma rede clientelista formada pelos "donos do Poder"[7] continua a mandar no país. Com o passar do tempo, essa classe atingiu um nível tão grande de privilégios que, comparados ao restante da população, são similares àqueles desfrutados pela nomenklatura na União Soviética. Com isso, esse restante da população teve que se virar e recorrer a algumas maneiras peculiares — chamados de jeitinho, uma espécie de chutzpah[8] — para poder sobreviver à sua maneira.

Dentro do sistema positivista, linguagem científica e intervencionismo andam de mãos dadas. A suposta racionalidade do intervencionismo se apóia na premissa de que é possível se saber antecipadamente o resultado específico de uma medida de política econômica. Por conseguinte, quando as coisas saem diferente do esperado - e elas sempre saem - mais intervenção e mais controle são outorgados. O resultado é que os governos são esmagados pelas suas próprias pretensões e humilhados por seus retumbantes fracassos.

O Brasil, que é tão abençoado pela natureza e que tem uma população de grande espírito empreendedor — o que faz com que o país tenha uma das mais altas taxas de auto-emprego no mundo —, tem permanecido atrasado por causa de uma ideologia corrompida. Até os dias atuais, todos os governos brasileiros se empenharam ao máximo em absorver todos os recursos do país com o intuito de perseguir suas fantasias de modernidade e progresso (é claro que, nesse caso, "modernidade" e "progresso" são conceitos definidos pelo governo, e não pela população). Devido a isso, toda a criatividade espontânea que é inerente ao livre mercado acaba sendo bloqueada.

O Brasil teria seu lugar de destaque garantido se o espírito que tem assombrado esse país fosse proscrito em favor de uma ordem, no verdadeiro sentido da palavra: isto é, um sistema de regras confiáveis baseado nos princípios do direito de propriedade, da responsabilidade individual e do livre mercado.

[1] Leopoldo Zea, Pensamiento positivista latinoamericano, Caracas, Venezuela, 1980 (Biblioteca Ayacucho). 

[2] John Stuart Mill, On Liberty, Londres 1869, p. 14 (Longman, Roberts & Green).

[3] Ludwig von Mises, Ação Humana, Alabama 1998, pp. 72 (The Ludwig von Mises Institute, Scholar's Edition).

[4] Ivan Lins, História do positivismo no Brasil, São Paulo 1964, pp. 399  (Companhia Editora Nacional)

[5] A expressão clássica desse tipo de pensamento na América Latina é de José Enrique Rodó:Ariel, Montevidéu 1910 (Libreria Cervantes). Na literatura, esse tipo de pensamento é proeminente até os dias de hoje nos escritos do mais popular escritor brasileiro: Paulo Coelho.

[6] Ruediger Zoller, Prädidenten - Diktatoren - Erlöser, Tabela V, p.  307, em: Eine kleine Geschichte Brasiliens, Frankfurt 2000 (edição suhrkamp).

[7] A descrição clássica é de Raymundo Faoro, em Os Donos do Poder, 2 vols.  (Editora Globo: Grandes Nomes do Pensamento Brasileiro) São Paulo 2000 

[8] Descaramento, em iídiche. [N. do T.]

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Comentários

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Como as bobagens do texto acima e de muitos dos comentários têm origem no liberalismo, convém ler alguma coisa sobre o Positivismo e sobre as críticas de Comte ao liberalismo. É claro que, para ler-se este texto, é necessário deixar de lado os preconceitos que os "liberais" (e/ou católicos e/ou marxistas) nutrem, a título de "conhecimento":

Críticas de Augusto Comte ao liberalismo: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/11794/11038

 

Um discurso vazio, pois nada do que se preconiza ou combate existe realmente na sociedade, não com a pureza apontada e, infelizmente, para o autor, o diabo mora nos detallhes.

O que importa para a sociedade (elite + os não elite) se darem bem no concerto das nações e que os governantes escolham uma engenharia social, ou uma metafísica social, ou uma religião social, ou qualquer coisa  mais social, que ao fazer as escolhas em nome da população e da nação leve em conta os interesses destes e não outros inconfessáveis.

Política é varejo, dia a dia, caso a caso, tai o judiciário (que existe em todo o planeta) que não me deixa sozinho nesta, não existe solução homogenea, integral, unitária para as dificuldades, desafios e anseios de um País.

A maximização de resultados, segundo a minha humilde opinião, seria utilizar um método de escolha/decisão que favoreça a observação dos oito resultados possíveis e avalie o custo benefício em função do povo e da nação, escolhendo a melhor alternativa. Como se vê, nada de positivismo, teologia ou doidera nisto, simplesmente uma observação de como a natureza e os humanos funcionam neste planeta. Agora, se quiserem mais eficiência nestas escolhas, ai nada como Astrologia, Tarot e Geometria para um upgradezinho no mole.

 

Follow the money, follow the power.

Não vejo nenhuma relação entre o positivismo de Comte e o desenvolvimentismo de governos mais recentes. O texto começa bem mas quando dá esse pulo do gato e mistura as duas coisas fica carecendo de substância.

 

Nem pensar em modificar o lema da nossa bandeira.     Pode acontecer que seja votada  a alteração por alguma frase envolvendo o nome de Deus, e, posteriormente, alguém faça a sugestão de substituir o nome do Criador, pelo de Lula, ocorrência que, com certeza, colocará à beira de um ataque de nervos, o lider do PPS, roberto freire.

 

Não se envergonhem de serem brasileiros! Quando o Brasil tiver efetivamente ordem e progresso o lema de nossa bandeira fará todo o sentido do mundo. Por enquanto ele só serve para ironias e manifestações de descontentamento.
Nosso país ainda está engatinhando, somos uma criança num mundo de adultos velhacos e maliciosos.

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Segue artigo científico do Professor Pedro Cezar Dutra Fonseca da UFRS


 


O IDEÁRIO DE VARGAS E AS ORIGENS DO ESTADO


DESENVOLVIMENTISTA NO BRASIL1


Autor: Pedro Cezar Dutra Fonseca


Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil, Pesquisador do CNPq.


RESUMO


O trabalho analisa a trajetória e as idéias, principalmente econômicas, de Getúlio Vargas


no período da Primeira República, portanto antes de assumir a Presidência da


República. Para tanto, aborda desde sua filiação inicial ao positivismo até quando, ao


final da década de 1920, assume claramente a ideologia desenvolvimentista que marcará


sua atuação posterior. Ao enfocar a gênese de seu pensamento, constata-se a relativa


coerência na defesa de alguns pontos sempre presentes, como o antiliberalismo, a defesa


do intervencionismo e da necessidade de industrialização, enquanto outros se alteram,


dentre os quais os que dizem respeito a certas regras de política econômica, como o


equilíbrio orçamentário e a concessão de crédito e empréstimos, detectando-se um


rompimento com certa ortodoxia da fase inicial.


 


 

 


Nossa bandeira é linda, nosso lema é forte e motivador, nosso hino é maravilhoso!



NÃO MEXAM COM ESSES SÍMBOLOS DE HONRA E GRANDEZA DE NOSSO PAÍS!



"Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida no teu seio mais amores."

Re: O positivismo que assombra o Brasil
 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Ainda prefiro o bom e velho lema "ordem e progresso" do que "deus seja louvado" ou "vida longa ao rei" ou "salve-se quem puder".

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

exatamente

 

Vamos com calma...

O positivismo carrega o séc. XIX em sua estruturação, mas a tradição sociológica ainda teima em combate-lo, talvez baseado na teologia da libertação, de cunho marxista mas essencialmente cristã-católica. Por outro lado, a visão humanista da ciência em oposição ao misticismo fundamentalista deveria nortear toda a humanidade. O problema em criticar o positivismo é trazer de volta o velho mito de Cândido. Daí a badalação em criticar o moderno sem considerar que nos tornamos uma sociedade tecnológica na qual apenas poucos têm conhecimento científico suficiente para compreende-la.

 

Creio que os colegas não compreenderam a influência do positivismo no Brasil, esta na constituição, esta na nossa justiça, esta na burocracia estatal.

O brasileiro ja nasce positivista, antes de aprender a ler já é positivista é uma questão cultural.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

O brasileiro ja nasce positivista, antes de aprender a ler já é positivista é uma questão cultural.

Leitura possível:

 

O AL nasceu positivista, mas conheceu a "salvação" misesiana que tangencia o fundamentalismo, rs.

 



 

 

Começa como uma pregação antipositivista e termina com uma pregação do trololo misesiano que tangencia o fundamentalismo.

 

 

 

 

Pessoalmente acho que nossa bandeira ficaria muito mais bonita sem aquela ridicula faixa central, se for comparar veremos que é uma das poucas bandeiras com alguma coisa escrita, uma bandeira é um simbolo iconográfico e não uma declaração de principios.

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

Mas se fosse para escrever algo na faixa seria muito melhor "Liberdade e Justiça" do que "Ordem e Progresso".

 

Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

Mas se fosse para escrever algo na faixa seria muito melhor "Liberdade e Justiça" do que "Ordem e Progresso".

 

Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

Quem melhor encarna o pensamento de Comte hoje no Brasil é o blogueiro da Veja. Precisa dizer mais alguma coisa?

 

Aí assumiu Lula e o Comte começou a contar suas loas noutra freguesia! Por isso que não podemos deixar que o PSDB/DEM voltem a aplicar ao país a social-economia idealizada por um visionário louco. O lema contido em nossa bandeira deveria ser mudado para PROGRESSO E ORDEM. Não a ordem preconizada pelos milicos, mas, a ordem no sentido de organização dos menos favorecidos em busca da idealizada dignidade humana. Basta de neoliberalismo. O Estado tem a obrigação de intermediar a relação dos ricos com os pobres, sempre levando em consideração que a parte mais frágil da relação é o pobre, motivo pelo qual deve ser tutelado pelo Estado. É necessário tratar desigualmente os desiguais. Os estudiosos do direito tributário deveriam orientar os legisladores - sei que é muito difícil, mas, sempre é importante tentar. Repugnamos a omissão - no sentido de uma classificação de alíquotas que levasse em consideração, para todos os tributos, a situação financeira do contribuinte. Taxação urgente das grandes riquezas!

 

Se o governo tivesse continuado nas mãos do psdb / dem (pfl) o processo de desregulamentação teria sido completo e hoje o Brasil seria outro México....

 

Caros navegantes e geonautas,

Estou aqui a pensar com meus limitados botões, pelo debate nos comentários sobre o texto, belo texto por sinal (mas, porém todavia, ....,), será que está havendo realmente um entendimento do mesmo, suas nuanças e ideologias por de trás e nas entre linhas? 

Embora não creio, fica a dúvida cruel,....

La nave va,

Sds,

 

 

Menino de Engenho - engenharia de idéias e laços sociais. “A leitura do mundo antecede a leitura da palavra”. Quem sou e de onde vim?: http://www.advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/quem-sou-e-de-onde-vim

Seria outro Mexico? Mas a renda per capita no Mexico é muito mais alta do que a do Brasil, US$15.100 em 2011 contra US$11.600 no Brasil. Em 2010 foi de US$14.400 no Mexico e US$ 10.800 no Brasil. Em 2011 o PIB do Mexico cresceu 3,4% contra 2,7% no Brasil..

Sua comparação leva a qual conclusão?

 

Tanto tempo sumido, e quando aparece já vem com mentira. De acordo com os dados oficiais do FMI, em 2011 o Brasil aparece na 54ª posição com uma renda per capita de US$12.789,00 enquanto que o México aparece na 63ª posição com uma renda per capita de US$ 10.153,00.

 

heheheh... eu não sei de onde o aa tira esses números... é muito liberalismo pro meu gosto.

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Pois é, os srs. AA e Veiga se esquecem que nos tempos áureos de Éfeagagácê, o PIB per capita do México chegou à  mais do DOBRO do brasileiro, né?

Defazer o estrago de séculos de conservadores no poder leva tempo...

E continuidade, pois qualquer volta deles faz enormes estragos!

 

Pois é, os srs. AA se esquecem que nos tempos áureos de Éfeagagácê, o PIB per capita do México era mais do DOBRO do brasileiro, né?

Defazer o estrago de séculos de conservadores no poder leva tempo...

E continuidade, pois qualquer volta deles faz enormes estragos!

 

Grande coisa o PIB!  Até ano passado morei numa cidade no norte do estado de Santa Catarina, cujo PIB era 2x o PIB  de Joinville (a maior cidade do estado) e Florianopolis juntas. Fonte do IBGE. Vai lá pra ver a cidade...  A questão não é o PIB mas o que se faz dele.

 

Veja o valor do salário mínimo deles, menos de US$140 e nada de 13º e compare conosco. Para cada Carlos Slim, tem uma infinidade de explorados pelas maquiladoras, nas grandes corporações americanas que "produzem" por lá, nas redes de hotéis e resorts americanos que após perderem Cuba, foram explorar em Cancún, etc.

PIB per capita não quer dizer nada, assim como um S.M. tem um poder de compra na cidade de São Paulo e outro completamente diferente em uma cidade do interior do país.

PS: O André Araújo está usando PIB PPP, que é mais adequado para comparações.

 

Exatamente, Rogério! Vide minha Sampa!: Um gigante doente, usurpado e maltratado!
Parece a 'casa da mãe joana'; onde todos se aconchegam, mas ninguém respeita.

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

"¡Pobre México! ¡Tan lejos de Dios y tan cerca de los Estados Unidos!" Porfirio Diaz ["Pobre México,  tão distante de Deus e tão perto do Estados Unidos,”].

O escritor mexicano Carlos Fuentes fez um derivativo desta: “pobre Mexico, pobre Estados Unidos, tan lejos de Dios, tan cerca el uno del otro” ["Pobre México, pobre Estados Unidos, tão distantes de Deus e tão perto um do outro”].

Para uns o problema mexicano é o Rio Grande....

Para outros o Rio Grande é a salvação!

 

México que cresceu 3.8% ano passado, se não tô muito enganado... Alias, até a Alemanha da Merkel (para muitos aqui a "Megera Indomada da Austeridade"), pais dos mais desenvolvimentos do mundo, cresceu mais que o Brasil do primeiro ano de governo Dilma.

 

Eu acho que você entendeu, apesar de dizer que não.