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O "poste" Dilma e o jornalismo de pegadinhas

As perguntas dos apresentadores do Jornal da Globo mostram duas coisas: o único universo de temas que lhes interessa é o virtual,  esse mundo à parte criado pela velha mídia ao longo dos últimos anos. Nenhuma pergunta temática, nenhuma discussão sobre propostas de governo, nenhum questionamento à política econômica.

Apenas a peça de teatro que criaram para as eleições e que está sendo desmontada pesquisa após pesquisa.

1. A mudança física de Dilma, seguindo o script de mostrar uma candidata de duas caras.

2. A insistência em tentar colocar José Dirceu no debate.

3. A insistência em falar no fatiamento do governo pelos aliados.

4. Quebra de sigilo dos tucanos.

5. Caso dos presos de Cuba.

6. Narcoguerrilha e Farcs.

Nenhuma pergunta programática, nada que pudesse mostrar a visão ou falta de visão de futuro de Dilma, nenhum questionamento sobre as vulnerabilidades da economia, sobre o novo desenho do governo - social-democrata mas preso ao mercadismo do BC -, sobre as novas formas de governar, com participação popular.

Só a realidade virtual criada pela Globo.

Embarcaram em duas fantasias:

1. Achar que esse mundo virtual criado pela mídia (e que está sendo demolido, dia a dia, pelas pesquisas de opinião e pela exposição pública de Dilma) tivesse o mínimo de eficácia.

2. Acreditar na versão-poste, de que a Ministra mais forte do governo mais popular da história pudesse ser um "poste" que se enredaria com esse nível primário de perguntas. Conseguiram fortalecer mais ainda, junto à sua opinião pública, a percepção de que "o poste" é bastante articulado.

Surpreende, porque Waack é dos mais preparados jornalistas de televisão. Se descesse do pedestal para discutir conceitos com a candidata, poderia ter proporcionado aos seus telespectadores um dos momentos altos do jornalismo nessa campanha.

Venderam a idéia de que, quando exposta à luz, a candidata desmancharia. Ledo engano: exposto à luz do contraditório, quem desmanchou foi esse mundo virtual. A entrevista de ontem mostrou que a auto-suficiência no jornalismo, a arrogância, o tom de verdade absoluta imprimido a qualquer factóide, não resiste a 20 minutos de entrevista quando se dá a palavra à parte atingida.

Do G1

Dilma Rousseff é entrevistada pelo Jornal da Globo

Candidata do PT é a primeira de série com presidenciáveis.
José Serra será ouvido na edição de terça (31); Marina Silva, na de quarta.

Do G1, em São Paulo

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A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi entrevistada na edição desta segunda-feira (30) do Jornal da Globo pelos apresentadores William Waack e Christiane Pelajo. O candidato José Serra (PSDB) será o entrevistado da edição de terça (31) e a candidata Marina Silva (PV) estará na de quarta (1º). A ordem das entrevistas foi definida em sorteio. A entrevista tem duração de 20 minutos e foi dividida em dois blocos. Veja abaixo a íntegra de cada bloco, em vídeo, e leia a transcrição das perguntas e respostas:

William Waack: Boa noite. Bem-vinda ao Jornal da Globo. Candidata, o seu tempo começa a contar a partir de agora. Eu vou formular a primeira pergunta. A senhora passou - até talvez por não ter disputado nenhuma eleição até agora - por uma grande transformação física. Cabelo, roupa, o jeito de falar... Foi difícil?

Dilma Rousseff: Boa noite, William. Boa noite, Christiane. É, eu acho que esse é um processo diferente de ser ministra-chefe da Casa Civil. É, eu sempre digo que, como ministra-chefe da Casa Civil, a gente trabalha muito e tem muito pouco tempo pra você se relacionar com a população porque é um trabalho de bastidor, de construir, de estruturar um governo, de levar ele à frente. Então há uma exigência muito grande. Quando eu passei a ser candidata, eu acho que - vou te falar assim com sinceridade -, acho que é melhor, mais fácil porque implica em você ter contato com as pessoas, conseguir conversar com elas, fazer propostas. E é importante também você cuidar da forma como você aparece em público. Porque você vai, na verdade, aparecer pros 190 milhões de brasileiros, de uma forma ou de outra, ou através da TV aberta ou através do rádio, também, que você vai conversar. E, principalmente, eu acho que no contato pessoal. As pessoas gostam que a gente se cuide pra se aparecer pra elas. Então eu acho que isso foi bom pra mim. E eu acho que é bom também pras pessoas que me assistem, me veem.

Christiane Pelajo: Candidata, a gente tem visto muitos petistas envolvidos em escândalos na campanha da senhora. José Dirceu, por exemplo. Qual é o papel que ele terá num possível governo da senhora?

Dilma Rousseff: Olha, sabe, Christiane, eu não tenho discutido o futuro governo. Por uma questão, eu acho, que de respeito à população. Pra você começar a discutir um governo, eu teria de estar eleita. Eu acho que a questão que se coloca quando você está em campanha eleitoral é respeitar uma das questões mais importantes na democracia que é o voto do povo dia 3 de outubro. Se eu colocar a carroça na frente dos bois, em vez de eu discutir os programas do governo, em vez de eu dizer o que eu quero pras pessoas me escolherem como presidenta do Brasil, eu vou ficar discutindo uma coisa que não aconteceu? Por que, cá entre nós, pesquisa não ganha eleição...

Christiane Pelajo: Mas a senhora...

Dilma Rousseff: O que ganha eleição é voto na urna...

Christiane Pelajo: Mas a senhora...

Dilma Rousseff: Dia 3 de outubro.

Christiane Pelajo: Mas a senhora não vê problemas em trazer de volta à política uma pessoa que teve direitos políticos cassados?

Dilma Rousseff: Eu vou te insistir com isso. Eu não vou discutir nem o Zé Dirceu, não vou discutir quem quer que seja. Outro dia colocaram que o Henrique Meirelles, outro dia colocaram que era o Guido Mantega, outro dia colocaram que era o Palocci. Eu, em princípio, não discuto nenhum nome pro meu governo...

William Waack: A senhora vai deixar...

Dilma Rousseff: É uma questão assim de princípio. Por quê? Porque eu tenho sido acusada também de estar querendo ganhar a eleição antes da hora e que eu quero sentar na cadeira antes. Eu queria dizer, gente, que quem sentou na cadeira antes foi o ex-presidente da República e que... acho, inclusive, por dois motivos eu não sento em cadeira antes. Primeiro porque eu respeito o voto popular. E em segundo lugar porque eu acho que dá azar sentar na cadeira e ficou visível que deu azar.

William Waack: Essa é uma dose de superstição. Uma novidade.

Dilma Rousseff: Como todo brasileiro e brasileira deste país.

William Waack: Agora, a senhora se recusar a discutir cargos e distribuição de cargos, a senhora vai deixar um monte de gente decepcionada. Seus aliados estão discutindo abertamente quem vai ficar com o quê. Não seria a hora de a senhora participar?

Dilma Rousseff: Sabe, é comigo que sou, se eleita, a parte interessada ninguém fez isso até hoje. Todo mundo respeitou o fato de que em processo eleitoral a gente tem de levar em conta o interesse da população no fato de que ela tem de esclarecer. Segundo, tem de respeitar o dia do voto. É que nem futebol: todo mundo pode ficar fazendo prognóstico, mas, se um jogador de futebol sair dizendo que ele vai ganhar de 2 a 0, de 1 a 0, sem ter a bola na rede, é uma baita pretensão. Eu considero que seria pretensão da minha parte discutir qualquer consequência do processo eleitoral de 3 de outubro sem estar o último voto na urna às cinco horas da tarde.

William Waack: Já que a senhora usou o futebol, todo mundo escala o time antes do jogo.

Dilma Rousseff: É. Todo mundo escala o time antes do jogo, mas aí é futebol e eu tô fazendo eleição.

Christiane Pelajo: Candidata, a Receita Federal negou intenção política na quebra de sigilo no vazamento de dados de tucanos na semana passada. Integrantes do seu partido já foram envolvidos em montagem de dossiês contra opositores. Como é que a senhora pode dar garantias pra gente, pra população que isso não vá acontecer num eventual governo da senhora?

Dilma Rousseff: Olha, eu tenho muito tempo de vida pública, Christiane. E jamais compactuei com nenhuma união mal feita. Tenho insistido que a acusação da oposição a mim e à minha campanha é absolutamente sem fundamento. Inclusive, entrei com seis medidas jurídicas contra o candidato, meu opositor - não eu, mas o meu partido -, e também pedi providências à Política.. é, à Polícia Federal pra investigar esse fato. Eu considero que é absolutamente injustificável que uma pessoa acuse outra sem apresentar provas. Nós temos pedido sistematicamente que apresente provas. Aliás, se essa situação for colocada dessa forma, eu queria dizer uma coisa: o partido do candidato meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva. Por exemplo, vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que existiram no BNDES e também os grampos feitos juntos ao próprio gabinete, o secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios pra tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa porque eu não acho correto. Agora, eu também não concordo e que sem provas me acusem ou acusem a minha campanha. Eu tenho uma trajetória política. Na minha trajetória política, eu tive sempre absoluta respeito pela legalidade e pelo uso do dinheiro público. Então não vejo nenhuma justificativa para as acusações a não ser interesse eleitoral.

William Waack: Candidata, a senhora tem uma longa história política. A senhora foi torturada durante a ditadura militar. Como é que a senhora se sentiu quando ouviu o presidente Lula comparar presos de consciência em Cuba a bandidos em São Paulo?

Dilma Rousseff: Olha, William, eu acho que a trajetória política e de vida do presidente Lula não pode permitir que a gente acredite que o presidente Lula foi uma pessoa que não lutou a vida inteira pelos direitos humanos. Eu, da minha parte, tenho consciência disso e tenho presenciado isso. Acho de forma, muito discreta inclusive, o Brasil é responsável pela soltura dos presos políticos. Eu não digo que ele é responsável, que seria também muita pretensão minha, mas eu acredito que o presidente Lula, o Itamaraty e todas as tratativas feitas de forma discreta - como deve ser feito, até porque, se você não fizer de forma discreta, você não consegue muitas vezes o seu objetivo - responsável pela soltura dos presos políticos em Cuba. Agora, eu da minha parte, tenho uma convicção, William. Sabe qual é? A minha vida pessoal, ela teve um momento muito duro. Eu vivi a minha juventude durante a ditadura e lutei contra ela do primeiro ao último dia. Tenho absoluta solidariedade com presos políticos. Sou contra crimes de opinião, crimes políticos ou crimes por pensar, por querer ou por opor e vou defender isso a minha vida inteira.

William Waack: Ou seja, a senhora jamais faria essa comparação?

Dilma Rousseff: Não, eu não acho correto transformar o presidente e falar que o presidente tomou uma atitude errada nesse episódio. O presidente, eu vou repetir, foi responsável, um dos, pelas tratativas de soltura dos presos políticos cubanos.

Christiane Pelajo: Candidata, é notório que as Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, estão relacionadas ao tráfico de drogas e também ao crime organizado aqui no Brasil. Por que a senhora hesita em chamar as Farc de narcoguerrilha?

Dilma Rousseff: Eu jamais hesitei em chamar, falar que as Farc tem relações com o tráfico. É público e notório.

Christiane Pelajo: Então a senhora está declarando aqui que as Farc são uma narcoguerrilha?

Dilma Rousseff: Não estou declarando, não. O governo do presidente Lula acha as Farc ligadas ao crime, ao crime organizado e ao crime do tráfico de drogas. Nunca escondemos esse fato. Aliás essa história das nossas relações com as Farc foi muito bem respondida pelo próprio presidente, ex-ministro da Defesa da Colômbia, que disse o seguinte: em várias oportunidades, ele, ministro da Defesa, que combateu inequivocamente as Farc na Colômbia, conversou com elas, teve diálogo, porque tem momentos que sem ele ter o diálogo ele não consegue acabar e negociar a paz. Então, no Brasil, a gente tem de perder essa - eu acho assim - essa visão um tanto quanto conspiradora que muitas vezes se coloca. Se não se conversar, você não consegue inclusive a paz. E eu acho que ele foi muito feliz na resposta que ele deu pra uma revista nesse domingo - né?, foi domingo que saiu - em que ele diz: eu e outros políticos colombianos conversamos também.

2º bloco

William Waack: Estamos de volta para a segunda parte da entrevista com a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. Candidata, o seu tempo volta a contar a partir de agora, mais dez minutos. A senhora fez parte de um governo que tem sido criticado frequentemente por ter colocado na máquina administrativa muitos militantes do seu partido. Essa política prossegue?

Dilma Rousseff: Olha, eu sempre digo uma coisa, viu, William. Eu acho que um governo é composto de políticos que tenham competência técnica. Vai prosseguir sempre... eu vou prosseguir nesse critério. Vou escolher políticos com competência técnica. Aliás, eu sempre conto uma história: acho que os técnicos são muito importantes, mas técnicos que não têm compromisso com o desenvolvimento do seu país, que não têm compromisso com a distribuição de renda do seu país, que não têm compromisso com a inclusão social do seu país, levam o país a situações muito precárias. Eu, por ato do ofício meu como ministra de Minas e Energia, me relacionei com vários ministros da América Latina. E, uma vez, estava em uma reunião, era véspera de Natal, e começou aquela conversa meio social, meio de final de reunião. "Onde você vai passar as férias?". Nós todos... Eu disse: "Na minha casa". Onde você mora? "Em Porto Alegre". Cada um, eram vários ministros. Um deles, que importa, disse: "Ah, eu vou também passar em casa". E aí eu estava em dúvida se ele morava numa de duas cidades daquele país e disse uma delas. Ele falou: "Não". Eu disse a outra, ele falou: "Não". Então onde é? Ele disse para mim: "Eu moro em Miami". A família dele morava em Miami, os filhos dele moravam em Miami, os netos dele moravam em Miami. Eu não acredito que alguém que não crie a sua família no Brasil, que não tenha interesse na educação dos seus filhos de qualidade no Brasil, que não sinta no coração amor pelo seu país a ponto de morar nele, de aguentar as consequências, todas as consequências da vida que você, que um governo vai produzir lá, seja uma pessoa confiável. Então eu sempre vou escolher políticos com competência técnica. E aí todos os do meu partido que foram políticos com competência técnica para cargos específicos ocuparão esses cargos. E isso não vale só para o PT, isso vale para todos que ocuparem cargos no meu governo.

William Waack: Qualquer o partido?

Dilma Rousseff: Qualquer partido.

Christiane Pelajo: Candidata, o Brasil...

Dilma Rousseff: Aliás, sempre disseram que eu era um pouco exigente, não sei se você lembra. Sempre disseram: "Olha, ela é um pouco exigente no que se refere à qualificação para cargos".

William Waack: Ou quis dizer: "Não importa a carteirinha?"

Dilma Rousseff: Olha, eu acho que a carteirinha, já expliquei, importa sim, se a carteirinha for isso que eu disse: o compromisso com o seu país. Política não é sempre uma coisa ruim. Política não é sempre uma coisa suja. A política pode ser responsável por transformar, como o presidente Lula fez nesses últimos oito anos, um país que vivia na desigualdade, na estagnação e vivia também no desemprego, num país que está crescendo, que emprega 14 milhões quando o mundo está desempregando 30 milhões e em um país...

Christiane Pelajo: Candidata....

Dilma Rousseff: Que tem uma, de fato hoje, um resultado social muito impressionante.

Christiane Pelajo: Candidata, vamos mudar um pouco de assunto. O Brasil investe muito pouco em relação ao PIB e os investimentos dependem basicamente de Petrobrás e setor privado. Por que o governo Lula não conseguiu investir?

Dilma Rousseff: Eu não concordo com a afirmação. Acho que houve um esforço extraordinário do governo Lula para investimento. E isso ficou, isso é visível hoje nos números. Nós aumentamos bastante o investimento público - óbvio que a Petrobrás aumentou o seu investimento, que a Eletrobrás aumentou investimento. Agora, os investimentos privados, por exemplo, na área de infraestrutura foram demandados por leilões do governo...

Christiane Pelajo: Já que a senhora está falando de números, eu gostaria de dar alguns números aqui. Quarenta por cento da riqueza nacional do país vão para o governo e o governo só é responsável por dois por cento dos investimentos do país.

Dilma Rousseff: Veja bem. É o tipo do dado que ele não tem precisão econômica, ele não tem precisão orçamentária. Porque é o seguinte: o governo, ele, infraestrutura, nós passamos mais de 25 anos sem investir. Hoje nós estamos fazendo as seguintes obras: interligação da bacia do São Francisco, seis bilhões de reais. Para levar o quê? Para levar água para 12 milhões de pessoas no semi-árido nordestino. Acabamos com a história do racionamento de oito meses que aconteceu no Brasil. Hoje, vocês não veem mais alguém dizendo que o Brasil corre risco de racionamento, porque não tem risco de racionamento. Você vê Jirau e Santo Antônio. Vou te dar outro exemplo....

Christiane Pelajo: A senhora está satisfeita então com os investimentos no Brasil.

Dilma Rousseff: Não. Eu não. Eu sou uma pessoa que jamais vou ficar satisfeita. Quando eu falo que o Brasil voltou a investir, eu tô dizendo o seguinte: nós estamos em uma longa trajetória. Vamos precisar investir muito mais. Por exemplo, em casa própria para as pessoas, voltamos a investir, saneamento. Saneamento, hoje, eu estava dando um exemplo aqui em São Paulo, que nós botamos em saneamento aqui em São Paulo 8,6 bilhões.

William Waack: Candidata, parece haver um consenso, a senhora é economista, e parece haver um consenso entre os economistas. Primeiro: porque a nossa taxa de investimento é muito baixa em relação ao PIB....

Dilma Rousseff: Eu concordo...

William Waack: A senhora faz parte desse consenso.

Dilma Rousseff: Concordo...

William Waack: Há um outro consenso ainda....

Dilma Rousseff: Chegamos a 19, né, William...

William Waack: É, onde estamos mais ou menos....

Dilma Rousseff: Não, nós queríamos ter chegado a 21...

William Waack: A 24, 25...

Dilma Rousseff: Não, a 21. Nós íamos chegar a 21, em 2009... houve a crise e nós caímos outra vez.

William Waack: Eu quero chamar a atenção da senhora para outro consenso...

Dilma Rousseff: Nós vamos retomar este ano.

William Waack: Eu quero saber se a senhora faz parte desse consenso também, já que o primeiro a senhora admite que os investimento são mais baixos do que poderiam ser. Como é que o Brasil vai continuar crescendo, e não vamos crescer a mesma coisa que crescemos no primeiro semestre, o Ministro da Fazenda estava comentando isso agora, um pouco antes, à noite. Como é que nós vamos conseguir manter o mesmo ritmo sem fazer um severo ajuste fiscal. A senhora já está pensando nisso?

Dilma Rousseff: Eu acho, eu sou, hoje, contra que se faça ajuste fiscal agora no Brasil.

William Waack: Por causa de eleição? Ou porque a senhora não quer dizer ainda agora?

Dilma Rousseff: Não, não, não, não. O Brasil teve de fazer ajuste fiscal porque precisou fazer. O que é ajuste fiscal? Ajuste fiscal é regime de caixa. Caracteriza-se pelo fato que na despesa você sai cortando: aumento de salário mínimo, aumento de salário. Você sai cortando qualquer despesa passível de corte. Ou seja, aquelas que não estão vinculadas. Investimento, saneamento, nem pensar. Ela caracteriza primeiro por isso. Como é regime de caixa, tem um lado da receita que todo mundo esquece. Sabe o que você faz? Você aumenta imposto.

William Waack: Não tem jeito.

Dilma Rousseff: Aumenta o imposto. Além de aumentar imposto, sentam no caixa. Então vamos supor que você seja um empresário. E aí você tem um crédito tributário, um crédito devido a você. O Fisco te deve e vai ter de pagar. Sabe o que é o regime de caixa? Te devolvem em 48 meses. Em vez de devolver automaticamente te devolvem em 48 meses. O Brasil não precisa passar por isso mais. Sabe por quê? Primeiro: a inflação está sob controle visivelmente. Nós estamos com US$ 260 bilhões de reserva. E a relação dívida líquida sobre PIB está caindo inquestionavelmente, está em 41 por cento. Nós inclusive tivemos que ter um aumentozinho em 2009, mas foi a única vez. Fizemos superávit todos os anos. Então, o pessoal que está defendendo ajuste fiscal está errado. O que nós temos de defender é outra coisa. O Brasil tem de crescer e tem de controlar os seus gastos, não pode sair crescendo e gastando dinheiro a roldão. Um governo que não controle direito os seus gastos, que não pegue o seu dinheiro e olhe se ele está devidamente aplicado não é o governo que eu defendo. Agora, defender ajuste fiscal como foi praticado no Brasil é um crime hoje.

Christiane Pelajo: Candidata...

Dilma Rousseff: Hoje nós estamos na fase do investimento, do planejamento, do controle e da fiscalização do gasto público, mas não estamos na fase do ajuste fiscal.

William Waack: Contas externas... elas estão piorando. Como é que a senhora pretende inverter esse quadro?

Dilma Rousseff: Olha, nós estávamos falando há pouco na taxa de investimento. Eu sou a favor da taxa de investimento ser cada vez maior. Como o Brasil começou um processo de investimento virtuoso, nós estamos tendo um desequilíbrio devido a uma discrepância entre nós e o resto do mundo. Enquanto as exportações nossas não têm mercado porque os Estados Unidos e a União Europeia, a OCDE toda está com um problema sério de crise ainda...

William Waack: Nós temos mais 15 segundos, candidata.

Dilma Rousseff: Tá. Nós hoje somos mais importadores de bens de capital e bens intermediários que elevam a taxa de investimento. Eu acredito que o Brasil está convergindo para taxas de juros internacionais, porque eu acredito....

Christiane Pelajo: Candidata, o nosso tempo encerrou...

Dilma Rousseff: Que nós vamos reduzir a dívida. E aí o Brasil cresce.

Christiane Pelajo: Candidata, muito obrigada pela presença da senhora aqui com a gente no Jornal da Globo.

William Waack: Obrigado.

Christiane Pelajo: Amanhã a gente volta com mais um candidato à Presidência da República, José Serra, do PSDB 

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+109 comentários

J B Costa,vc justifica um erro com outro,ninguém pode se aliar a figuras execráveis como essas que eu citei e que vc citou.O problema é que para vcs Petistas tudo se justifica quando vem de Lula e seu fantoche.

  

 

Engraçado, pq não se vê quase nenhuma proposta programática na campanha da Dilma tb... Mas ainda bem que o Lula não quis indicar um macaco para ser seu sucssor. Seria um país pioneiro no assunto...

 

Fiquei francamente impressionado com o que Dilma fez com wacck,êle muito ironico e ela so desmontando as perguntas, alias  agora passei a gostar muito mais de Dilma,com os dois interrogatrios a que ela se submeteu na globo, ela me provou que ela e melhor do que o presidente lula havia falado, esta mulher nao e brinquedo nao gente,o Brasil tem que torna-la nossa presidente,ai essa imprensa golpista vai ver o que e bom pra tosse,o brasil vai ficar melhor ainda naquilo que falta fazer.

 

Hoje no jornal da globo vamos assistir uma verdadeira partida de volei.

 

Nassif, é muito exagero elogiar o Waack. Ele é apenas diz o que os patrões mandam. Não faz nada diferente.

 

Nassif, como disse um carinha lá no Conversa (PHA), toda vez que chegam muito perto "o 'poste' faz xixi na cachorrada"! Parece que a dupla do Jornal da Globo não assistiu ao "interrogatório" do Jornal Nacional. A PRESIDENTA é dura na queda. O Bonner quase ameaçou-a com "pau-de-arara" e ela "nem deu trela" seguiu falando e mostrando aos telespectadores como eles, os jornalistas(?), são maliciosos e mau informados, mau-carater mesmo. É o próprio 'poste' com luz própria! 

 

Nassif, só pra vc sentir um pouco como é verdade o q vc sempre escreve sobre essa mídia. NO meu trabalho tem um rapaz q não entende bulhufas de política. Nem sabe o q é eleição presidencial. Ele assistiu a essa entrevista e sabe o q ele me disse hoje? " A Dilma deixou aqueles " caras" da Globo de boca calada. A mulher é forte. Os dois ficaram sem graça com as respostas dela". A Globo, o Serra, o PSDB e essa mídia nunca entenderão o q está contecendo aqui do lado de cá. Eles estão longe do povo.

 

Nassif,

Embora a frase "é a economia, estúpido" tenha seu valor, pois é o que mais importa para os eleitores, outras questões, que importam para grupos menores de eleitores também são importantes sim, pois eles também têm o direito de saber do posicionamento dos candidatos.

A pergunta sobre os presos políticos de Cuba foi um assunto relevante. Tem gente que não gosta de ver o governo de seu país bajulando ditaduras. Nenhum presidente brasileiro falou mal do regime cubano, mas o problema de Lula é que ele foi visitar Raul Castro no momento em que a opinião pública do mundo inteiro estava acompanhando aquele preso em greve de fome. Isto acabou podendo ser interpretado como respaldo.

 

Esqueceram de comentar a melhor resposta de Dilma: "Eu queria dizer, gente, que quem sentou na cadeira antes foi o ex-presidente da República" - FHC, às vesperas da eleição para prefeito de São Paulo,  então à frente nas pesquisas, e derrotado, ao final, após passar a imagem de presunçoso.

 

http://antidemocratico.wordpress.com/2010/08/30/preferencia-partidaria/
enquanto a diferença for essa, o PT já entrará em campo com quase um terço dos votos...o resto "põe na conta" do Lula. Surpresa é ver que 6% dos brasileiros se identificam com o PSDB. A pesquisa deve ter sido feita na 5 Avenue

 

Pelajo ansiosa, Waack em sobressalto, de olho no texto, como que a procurar algo inédito capaz de, enfim, por a candidata em palpos de aranha (essa vai pegar!). E Dilma Rousseff senhora da situação, com respostas objetivas, contestando na lata e fundamentando suas opiniões. O interrogatório global acabou por ter um lado bom: emoção do começo ao fim. O que certamente não ocorrerá hoje com Serra, por motivos óbvios. 

 

Por Kátia

A Globo, com esse seu modus operandi narcisístico e embusteiro, só consegue nos proporcionar, a cada pseudo-entrevista com a candidata Dilma, um eterno NÃO-VALE-A-PENA-VER-DE-NOVO.

E dá-lhe demonstração recorrente de arrogância, estereotipia, alienação, desinformação, falta de seriedade, desrespeito à entrevistada e ao telespectador.

Enfim, o que a globo efetivamente faz é prosseguir com sua prática diuturna de estelionato jornalístico.

O que a candidata Dilma e sua coligação deveriam fazer é refletir seriamente sobre a possibilidade de não comparecer mais a nenhum “Circo Midiático Global”, considerando que o mesmo não proporciona nenhum esclarecimento que interessa ao eleitorado do país.

 

 

 

Fiquei com a impressão de que a declaração de Waack mandando Dilma calar a boca (o "off" que vazou em edição recente do JG)  foi um "vazamento" proposital, uma tentativa de fazer com que Dilma já chegasse para a entrevista tremendamente irritada com a postura do jornalista de expressão vampiresca, que assombra as noites de quem comete a imprudência de assistir ao Jornal da Globo. As perguntas parecem ter sido escolhidas para irritar Dilma ainda mais. Se deram mal...

A aguardar a rolagem de tapete para o candidato da casa, que será entrevistado na próxima edição...

 

Ora se a globo pergunta sobre mobilidade urbana recaí do serra aí é um desastre. Se pergunta sobre ações sociais aí outro desastre para o serra. Se o assunto é segurança de novo pinga no serra. O problema é o serra não ter feito nada que alguém pergunte e ele saiba responder....

 

Cá entre nós, o Waak nunca aprendeu a ser Renato Machado, nem Jabor... E aquela moça da Globo News não engrena mesmo... Ofega muito e não engata... Nem com muita gritaria do "Não somos racistas" no ouvido deles, eles davam conta da inteligência da Dilma... Até porque as perguntas já estavam na ponta da língua, apesar da frágil viperinidade do casal 4,5. Pelo andar da carruagem, nem mesmo no debate final (ai que meda, como dizia o Didi), eles vão bolar algo diferente... Também... Defender quem, aquela múmia saída dos sarcófagos dos eternos metrôs super-faturados da Paulicéia de que Mário tanto se envergonharia de ver nas mãos dessa trupe de rame-rame há tantas décadas? Aliás, quem mais parece poste é ele, só que o dono da usina, depois de quebrada, esquecida, também está querendo que ele fique assim: poste. Do pau oco.

 

"Jornalism de pegadinha" essa é ótima, Nassif. Será que aprenderam com o Sergio Mallandro?

Como dessa vez o Waak não a mandou calar a boca, ela pôde explicar didaticamente ao casal de âncoras, fundamentos básicos de política e economia.

O Waak e a Pelajo repetiam as tais acusações sem provas (ligação com as Farcs, quebra de sigilo, e etc) como funcionários monótonos do pig. E a Dilma, com cara de "poderia estar fazendo algo mais importante" rebatia o trololó pigdemotucano com a maior tranquilidade.

No final, o Waak, longe da agressividade demonstrada quando a candidata não poderia reagir, só baixava a cabeça com cara de bunda

 

Juliano Santos

Alguém tem que avisar que o  jornalismotitanic da globo está afundando. Um organização  tão poderosa não ter uma equipe de avaliação para dizer que o vem sendo praticado,  não vem alcançando os resultados desejados, que os poucos tripulantes estão saltando ao mar?  A audiência está em queda livre. Onde anda o padrão globo? Foi trocado pelo  sado-masoquismo do ator bissexto? Hoje o melhor da TV dos Marinhos é o uso do controle remoto para fugir dos Waacks, Jabores, Garcias, Mirians e outros bichos e aves que ainda estão na Arca do Ali...

A arca está  afundando....
 

Widmark

Não sei se alguém aqui notou, mas houve um momento em que Dilma não conseguiu conter o enfado...

Nassif, você se esqueceu do aparelhamento e do corte de gastos. Waack insistiu que o PT aparelha o Estado com a nomeação de "companheiros" e "sindicalistas" para cargos públicos.

Enfim, nenhuma questão relevante.

 

 

Dilma é entrevistada por dois postes. Não fosse a candidata portadora de luz própria teriamos  assistido um enorme apagão.

 

Orlando

 

Rarará...

 

Que poste, hein? Como ilumina... e que firmeza!

 

Gente, como ontem foi muita bordoada no Jornal da Globo, hoje vai ser café com rosquinhas,

O jornalista não pode sempre estar agressivo para não cansar o público.

 

O Zé Pedágio sempre será entrevistado após a Dilma no PIG para ter oportunidade de questionar as respostas dela.

É o inverso de um tribunal do juri.

A acusação ataca o réu e a defesa deste não tem direito a réplica nem tréplica.

 

 

@RivaldoMoraes (twitter)

O que, aliás, lembra 'aquela' edição do debate entre Collor e Lula em 1989.

 

Dilma articulada? Só se for para os seus padrões. Aliás, filho, como você escreve mal. Que vergonha.

 

Dilma Rousseff: É uma questão assim de princípio. Por quê? Porque eu tenho sido acusada também de estar querendo ganhar a eleição antes da hora e que eu quero sentar na cadeira antes. Eu queria dizer, gente, que quem sentou na cadeira antes foi o ex-presidente da República e que... acho, inclusive, por dois motivos eu não sento em cadeira antes. Primeiro porque eu respeito o voto popular. E em segundo lugar porque eu acho que dá azar sentar na cadeira e ficou visível que deu azar.

William Waack: Essa é uma dose de superstição. Uma novidade.

Dilma Rousseff: Como todo brasileiro e brasileira deste país.

Essa foi a melhor resposta do programa, o serra quer bater na tecla de que ela esta sentando na cadeira antes da hora, acabo atingindo o "coitado" do FHC, foi risivel a superioridade da candidata na entrevista, além de sua tranquilidade que vem demonstrando em toda essa campanha.........

Carlos Henrique Machado, to gargalhando!!!!!!!!!

 

 

Dilma Rousseff: É uma questão assim de princípio. Por quê? Porque eu tenho sido acusada também de estar querendo ganhar a eleição antes da hora e que eu quero sentar na cadeira antes. Eu queria dizer, gente, que quem sentou na cadeira antes foi o ex-presidente da República e que... acho, inclusive, por dois motivos eu não sento em cadeira antes. Primeiro porque eu respeito o voto popular. E em segundo lugar porque eu acho que dá azar sentar na cadeira e ficou visível que deu azar.

William Waack: Essa é uma dose de superstição. Uma novidade.

Dilma Rousseff: Como todo brasileiro e brasileira deste país.

Essa foi a melhor resposta do programa, o serra quer bater na tecla de que ela esta sentando na cadeira antes da hora, acabo atingindo o "coitado" do FHC, foi risivel a superioridade da candidata na entrevista, além de sua tranquilidade que vem demonstrando em toda essa campanha.........

Carlos Henrique Machado, to gargalhando!!!!!!!!!

 

 

Apesar das inúmeras tentativas de colocar a candidata numa situação difícil,a "inexperiente"Dilma,saiu-se muitpissimo acima da média,de alguem,que teve que responder por atos pouco ortodoxos de ex-ministros; Teve que responder pela política do Itamarati,com relação às Farcs; Teve que responder pela falta de contrôle dos dados dos contribuintes da Receita Federal; Teve que reprtir,pela enézima vêz,que não existe ninguem escolhido,para compor seu staff,etc,etc.

Mesmo assim,o que ficou claro,foi a impertinente mania do jornalismo Alikameliano,de tentar misturar as coisas,quando quer confundir seus entrevistados. Hoje,com o Serra,será tudo bem "suave". 

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

Nossa, Nassif

Em dois meses de exposição pública, Dilma tem melhorado muito. Nem parece aquela Dilma gaguejante do inicio da campanha.

Começa a dominar o tempo de mídia, o tempo jornalístico, começa a se sentir bem em entrevistas de emboscada. Como diz o Galvão Bueno, estão deixando Dilma gostar do jogo.

Que aprendizagem rápida..

Ou a equipe que a auxilia é muito competente, ou ela é o tal animal político que Lula anunciou...

E há de convir, Nassif, que muita gente no próprio partido concordou sobre a tese do poste... ou seja: em certo momento, só Lula viu o potencial dela.

Vou usar uma metáfora futebolística. Dizem que o jogador  ruim é aquele que não sabe o que fazer com a bola; o bom de bola, é aquele que sabe o que fazer com ela; o craque, é aquele que sabe o que fazer antes que ela chegue; e o gênio, é aquele que sabe  o que fazer com a bola,  antes dela chegar, e consegue antecipar inclusive o que o adversário vai fazer.

Parece que Lula percebeu que o apelo do país era menos por líderes, como ele, e mais por "gerentes" e que a oposição iria investir nesse discurso (com a dita qualidade da gestão tucana, tão propalada pela midia amiga).

Lula, que sabe o que fazer com a bola, mesmo antes que ela chegue (como a crise econômica), sacou e antecipou a jogada.

Moral da história? se Dilma for o animal político, que ninguém viu, Lula é gênio.

 

Para começar, porque que os candidatos têm que ir a todos os telejornais da Globo. A resposta é que os candidatos sofrem uma "chantagem" branca. Se não forem, eles caem de pau no candidato, principalmente, se for o que eles odeiam e desprezam. Neste caso seria Dilma

Se houvesse isonomia de tratamento, os candidatos teriam de ir a todos os telejornais da Band, SBT, Record, Rede TV, CNT, ETC. Obviamente, não teriam tempo de fazer mais nada. A legislação eleitoral deveria tratar do assunto. É um caso típico de abuso de poder. É bom não esquecer que ainda deram entrevista a Globo News. O mais sensato seria fazer um programa especial com todos os principais "jornalistas " da casa.

Agora, eu fico pensando. Em qualquer profissão você procura fazer o melhor. Procura atingir os objetivos pessoais e da empresa com o máximo de competência. Quando  consegue ser vitorioso na sua empreitada é gratificante para o profissional.

Como é que se sente um profissional quando não consegue atingir seu objetivo. A Globo, claramente, está tentando de maneira inglória desconstruir Dilma. Apesar do esforço está levando um "banho".

A frustração e a sensação de incompetência devem estar atormentando o "jornalismo" Global.

PS1. Na entrevista, Dilma conta os casos de vazamentos e grampeamentos no governo do PSDB. Será que isso estará na pauta da entrevista com Serra?

PS2. No governo do PSDB, enviados das Farc's andaram por muitos gabinetes tucanos. Será que isso estará na entrevista do Serra?

PS3. No governo do PSDB, para constituir maioria se fez as mesmas alianças no Congresso. Sendo que não chegamos ao exagero de colocar Renan Calheiros no ministério como eles fizeram.Será que vão tratar do assunto com Serra?

 

Por Kátia

A Globo, com esse seu modus operandi narcisístico e embusteiro, só consegue nos proporcionar, a cada pseudo-entrevista com a candidata Dilma, um eterno NÃO-VALE-A-PENA-VER-DE-NOVO.

E dá-lhe demonstração recorrente de arrogância, estereotipia, alienação, desinformação, falta de seriedade, desrespeito à entrevistada e ao telespectador.

Enfim, o que a globo efetivamente faz é prosseguir com sua prática diuturna de estelionato jornalístico.

O que a candidata Dilma e sua coligação deveriam fazer é refletir seriamente sobre a possibilidade de não comparecer mais a nenhum “Circo Midiático Global”, considerando que o mesmo não proporciona nenhum esclarecimento que interessa ao eleitorado do país.

 

 

Ontem o PIG só fez levar pau! No Roda Viva o Eike Batista defenstrou, Gabri, Nunes.... e cia!

 

Pois é, a 'retumbante' reestreia do Roda Viva (?) na noite de ontem tornou oficial o que era oficioso: a TV Cultura aderiu ao PIG.

 

Quando ela fala de ajuste fiscal ela dá um banho nas explicações que o "coiso" dá por ai.  Lias, o "Jenio" mais praparado do Brasil é uma anta explicando qualquer coisa.

 

A oposição é muito limitada. Aposta que quanto maior a exposição da Dilma, mais ela se desmancha. Ledo engano. O tiro está saíndo pela culatra. A cada aparição pública a Dilma se torna melhor, mais capacitada, mais desembaraçada, mais fortalecida. Desmancha como papel na água a aposta deles de que sob pressão a Dilma se desfaz. A Dilma é muito inteligente e aprende rápido. Apesar dela ter se saído muito bem na entrevista, a oposição está espalhando, para quem não assistiu, que ela mentiu o tempo todo. Bem... hoje é a vez do Serra, que, claro, vai se sentir plenamente em casa e seja o que for que ele disser, na certa irão espalhar que ele falou somente verdades. A oposição é extremamente previsível.

 

O "jornalismo" patronal do oligopólio se deu mal. 

Hoje vão só colocar a bola para o Zé chutar.

E ele vai chutar para fora como sempre.

Não vai fazer nenhuma diferença.

O tempo deles passou, só Carolina não viu.

 

Chico Cerrito

 

Vamos ser justos. Houve uma pergunta sobre ajuste fiscal!!!!

 

Fiquei, mais uma vez horrorizada, com a forma como a Dilma foi tratada pelos entrevistadores. Foram: sem educação, grosseiros, petulantes, etc, etc. O que se tem de aguentar dessas organizações globo. Tenho um sonho de um dia ler em letras garrafais, num jornal que sobrar no nosso país - GRUPO GLOBO FALIU. 

 

Dilma está cada vez melhor e mais segura.

Globo ,Band e etc não aprendem...ainda bem....pois dá mais força a Dilma.

 

Priscila maria presotto

Assisti a esta entrevista; aliás, fiquei acordada só para fazer minhas análises e vi que vc tb Nassif, fez as suas tais quais as minhas: o jornalismo da globo não desiste: se acham ainda... e a Dilma, ah, foi fantástica: não perdeu a oportunidade e mostrou que além de segura e inteligente, é altamente técnica. Deu aulas de economia... (acho que a Miriam Leitão deve ter ficado com "ciúmes")... Parabéns à Dilma que soube ser muito diplomática onde só se viam pegadinhas baratas. Qdo a entrevista terminou, ficamos com aquele gostinho de quero mais, mas a gente já sabe que esta rede de tv não está nem aí para discutir programas de governo; o negócio lá é eleger o Serra.

 

O PIG, não perde por esperar....2011 vem aí! Os barões da comunicação no Brasil irão sentir na carne o preço de manter esse tipo de "imprensa golpista"...quem viver verá!

 

 

 Quem esperava uma Dilma perdida, encurralada pelos carrascos globais, voltoua a quebrar a cara, como aconteceu com os Bonner doJN. Nossa futura presidente se mostra sempre segura demosntrando que não foi por acaso que Lula a escolheu pra disputar a e ganhar a Presidência da República. Ela destrói a cada entrevista, a teoria de "despreparada". Confundem falta de experiência em campanha eleitoral com falta de competência. O que querem mais?

                                     http://easonfn.wordpress.com

 

Vamos falar a grosso modo.

O poste fez Xixi no cachorro.

 

Nassif, "estamos ferrados e mau pagos" se Waak for o que há de melhor no jornalismo televisivo. Concordo com você...êle dedicou-se apenas a colocar cascas de banana no caminho da Dilma, e SAIU DESMORALIZADO. Perdeu-se um tempo precioso, com uma entrevista furreca. E que coadjuvante (Pelajo) chinfrim!  

Acredita que só agora, aquí, eu ví a entrevista? NÃO VALE A PENA, assistir ao vivo.  

O que um salário razoável não faz com uma carreira, como a do Waak. Apresentador de um telejornal DIRIGIDO a 4% do ELEITORADO BRASILEIRO.

Dilma pegou o limão e fez uma LIMONADA.  Deu um banho.

 

Apenas reforça a tese sobre o JG, que vem de longa data. O jornal usa de um tom raivoso, apresentadores utilizando cara de poucos amigos (um bom estudo para o picareta das caretas, da Folha). Repito o comentário que postei sobre o pedido de desculpas da globo, sobre o sr. Waack ter mandado alguém calar a boca (a candidata a presidente ou um de seus colegas de trabalho):

"Falha técnica é este Jornal da Globo. Não há um profissional que passe por ele que não sofra a pressão da direção do jornalismo global para se portar como alguém arrogante, deselegante ou até grosseiro. No mínimo mal humorado. Parece que eles são forçados pela direção da casa a usarem da tarefa de fechar mal o dia do telespectador, para que o mesmo já acorde facilmente influenciado para receber as mensagens pessimistas do Bom (?) Dia Brasil. Tenho poucas dúvidas de que isto não seja de propósito. Faz tempo, não assisto nem um, nem outro. E assim, pouqíssimo preciso do sistema médico e de remédios. O MS avisa: jornalismo global faz mal à saúde e à paz mental. Proteja-se também."

 

Mas até nisso esse jornalismo faccioso nos presta um serviço, a nós brasileiros. Ver a Dilma "aguentar" essas provocações rasteiras de maneira altiva e ponderada, respondendo sem ironias e galhofa (que, convenhamos, é o que qualquer outro faria, pela impertinência -- Brizola, para me lembrar do melhor deles, faria disso um programa de humor escrachado), é uma verdadeira mostra de qualificação para o diálogo e para enfrentar a controvérsia no comando do governo, uma humildade que o povo capta na hora, quesito em que Lula deu um banho nesses oito anos de governo.

Agora pensem José Serra, a arrogância em pessoa: que em cada espirro que repórter dá na hora errada, pergunta em que jornal ele trabalha, já ameaçando o emprego dele...  

Com quem a Globo acha que o povo fica? Quem eles pensam que está se desqualificando perante o telespectador? Os entrevistadores ou a entrevistada? (Porque, convenhamos, o propósito da entrevista é desqualificar o entrevistado, nenhum outro, e o Waack sabe disso como todos nós sabemos). Essa era uma pergunta que eu faria ao Waack...

 

Também achei que Dilma foi muito bem, principalmente em dois momentos:

1) Quando ela descreve a reunião entre ministros latinos americanos, na qual cita um cidadão que mora em Miami. Obs.: se a gente acha a elite branca brasileira colonizada, nossos vizinhos também tem cada exemplo.

2) Quando ela descarta a necessidade de ajuste fiscal feita nos moldes do FHC.

Entretanto o que chama a atenção é que eles querem sempre derrubar a Dilma, mas como sempre pergunta as mesmas idiotices facilita muito o trabalho dela!

 

Eu dei muita risada com a cara de "é cada uma que eu tenho que ouvir" quando a Pelajo deu os seus "números" pra Dilma.

 

A Dilma jantou os dois com farofa! 

 

Nassif,

Faltou realmente perguntas de plano de governo: Pro-Uni, participação popular, se o fundo para investimento em moradia está se esgotando, ou não.

Mas pelo menos fizeram duas perguntias básicas, bem básicas, sobre política econômica, no finzinho. A taxa de investimento e o déficit na balança comercial. Serviu também para mostrar como ela é articulada.

Goatei muito da parte que ela valoriza a Política (nem toda política é ruim, nem toda política é corrupta), há tempos não via um político fazer o óbvio, defender a Política (com P maísculo), motivo de existência da democracia.

Podíamos comentar mais sobre isso. Com certeza Serra diria que não indicará ninguém por motivos políticos, afinal ele não faz Política.

 

Maurício

Acho bem curioso a campanha que os blogs simpáticos ao PT fazem contra a Globo e seu jornalismo. Primeiro, é preciso lembrar que a Globo foi extremamente simpática ao Lula em 2002. O que foi retribuído pelo governo durante sua gestão. Segundo: esses mesmos analistas parecem desconfiar da capacidade da candidata em se expressar e se defender. Parece que ela é uma criancinha indefesa que será devorada pelo lobo mau Bonner, Waack e outros. Desde a primeira entrevista no JN, viu-se que a Dilma se sai muito bem  - o que não é de se espantar, já que conhece a Administração e acredita nela, porque foi peça fundamental na sua construção. O estilo Globo de jornalismo, se olhássemos com olhos desapaixonados, é aquele de tentar acuar o candidato, qualquer que seja ele, com essas historietas. Os simpáticos com o PT disseram que a Dilma foi mal tratada na entrevista no JN e o Serra brilhou... Bem, mas Serra caiu nas pesquisas. E o eleitorado não acusou nenhum preferência a nenhum candidato. Perguntar a Dilma se ela se sente confortável com Zé Dirceu é muito pior do que perguntar a Serra se ele está confortável com o Roberto Jefferson? Não. A Globo, cada vez que faz perguntas desse tipo, favorece a Dilma, pois como ela passa segurança para o telespectador, atrai aqueles que não votavam nela por reservas morais. Ideal mesmo é que os instituos de pesquisa perguntassem se  os meios de comuninação favorecem algum candidato. Provavelmente, a maioria esmagadora da população diria não. Já está na hora dos analistas simpáticos ao PT reconhecerem a capacidada da Dilma.

 

Nassif,

me parece que você pega muito leve com o cara de Drácula global (com todo respeito à sua suposta capacidade de condução de bons programas de entrevistas), mas não adianta, o cara é o PIG de corpo e alma. A Dilma, com muita competência, respondeu bem ao  "cala boca" do dito cujo.

PS: está na agenda, sábado 04/08, o Bar Opção.