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O preconceito contra gordos

Da Istoé

O peso do preconceito 

° Edição: 2153 | 11.Fev.11 - 21:00 | Atualizado em 14.Fev.11 - 09:22

Gordos são rejeitados no mercado de trabalho e vetados em concursos públicos, num tipo de discriminação que cresce na mesma velocidade que os índices de obesidade

Patrícia Diguê

Durante três anos, a fisioterapeuta paulistana Bruna Luiza dos Santos, 27 anos, peregrinou atrás de um emprego depois de graduada, sem sucesso. Ela não se encaixava no perfil das empresas. Uma situação aparentemente corriqueira entre recém-formados, mas nem tanto para Bruna. No caso dela, a palavra "perfil" poderia ser substituída por "silhueta". Apesar de apresentar todas as qualificações para as vagas, ela tinha quase 90 quilos, uma barreira que impedia os recrutadores de enxergar suas qualidades profissionais. Em depressão, descontava na comida. Só quando atingiu os 116 quilos resolveu dar um basta e apelou para uma solução radical: a cirurgia bariátrica (de redução do estômago). "Não via saída, tive de me reconstruir", conta. 

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"O mundo diz que, para ser professora, você tem que estudar
bastante, e agora dizem que eu não posso assumir o cargo por
causa do padrão de beleza"
Lídia de Souza 

Bruna precisou se render aos padrões para ser novamente inserida na sociedade e não sofrer todos os dias de um dos mais fortes preconceitos do mundo moderno, contra quem está muito acima do peso. "Nossa época elegeu o obeso como o novo monstro. Ninguém fala que não gosta de gordos, mas os tratam com repugnância", afirma a professora de história do corpo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Denise Santana. "Há uma espécie de cordão sanitário nas empresas, escolas e ruas contra quem é obeso", acrescenta a historiadora, que está escrevendo o livro "Uma História de Peso – Gordos e Magros ao Longo de um Século" (Editora Estação Liberdade), com previsão de lançamento para o início de 2012.

"Agora, as pessoas abrem espaço para eu entrar no ônibus", comenta Bruna Luiza, que hoje tem 60 quilos e o emprego que sonhou. Depois da cirurgia, ela nunca mais sofreu com o afastamento dos amigos, os olhares de desprezo ou pena e a vergonha de experimentar roupas em lojas. O preconceito contra obesos é um fenômeno historicamente recente, que teve início com a ascensão do capitalismo. Antes, a obesidade era vista como fraqueza. Hoje, como incompetência. "É uma lógica econômica, porque um corpo magro é sinônimo de agilidade, enquanto o gordo, de ócio e improdutividade, características condenadas pelo capitalismo", reforça Denise.

Por causa dessa lógica, a professora de matemática de Ribeirão Pires Lídia Eliane Canuto de Souza, 30 anos, foi impedida de assumir o cargo que conseguiu por meio de um concurso público da rede estadual de ensino. Após fazer o exame médico de admissão, ela e outros professores foram considerados inaptos por serem obesos mórbidos – com índice de massa corporal (IMC), cálculo que leva em consideração o peso e a altura, acima de 40. O caso trouxe à tona o impasse enfrentado em um mundo com cada vez mais obesos – já são 10% da população mundial, o dobro de 30 anos atrás. "Eu me sinto enganada, porque o mundo diz que, para ser professora, você tem que estudar bastante e se atualizar, e agora dizem que eu não posso assumir o cargo por causa do padrão de beleza", afirma Lídia, 110 quilos. 

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BALANÇA
Fabiana Karla diz que os gordos são mais discriminados que os nordestinos.
Roberto Jefferson antes (à esq.) e depois da cirurgia: "Tinha de comprar duas
passagens para viajar de avião" 

Gorda desde a adolescência, a atriz Fabiana Karla, 35 anos, a "Doutora Lorca" do humorístico "Zorra Total", da Rede Globo, e protagonista da peça "Gorda", acha que a discriminação contra os obesos é maior do que contra outros grupos. "Quando saí do Recife e fui para o Rio de Janeiro, percebi que os gordos sofrem mais. Ser nordestina, por exemplo, era visto como uma coisa boa aqui, mas ser gorda não", conta a humorista, que pesa 95 quilos. O presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, 57 anos, que se submeteu à cirurgia de redução do estômago há 11 anos, após atingir 175 quilos, tem uma visão realista sobre a obesidade. Para ele, não há espaço no mundo para os gordos. "Para viajar de avião, eu tinha que comprar duas passagens para caber na poltrona. Eu não comia nada e ainda tomava remédio para dormir porque, se eu tivesse uma dor de barriga, não caberia no banheiro", relembra o ex-deputado. A polêmica é mesmo tão grande quanto o tamanho das vítimas da obesidade. E só tende a aumentar na mesma proporção das estatísticas da doença, já considerada a epidemia do século pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

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ZILMA MENDONÇA ALVES DA COSTA

preconceito com gordos

MEU DEUS! EU NUNCA PENSEI VER EM PLENA TV UM PRECONCEITO TÃO GRANDE CONTRA MULHER GORDA COMO ESTÁ ACONTECENDO NA NOVELA AMOR A VIDA!. EU SOU GORDA E ESTOU ME SENTINDO MAL, ME SENTINDO OFENDIDA PELO AUTOR DESSA NOVELA MESQUINHA E PRECONCEITUOSA! MULHER GORDA NA NOVELA NÃO PODE SE CASAR COM UM HOMEM MAGRO E BONITO PQ A FAMILIA DO RAPAZ DIZ QUE ELES NÃO VÃO SER FELIZ PQ ELES VÃO SER MOTIVO... DE CHACOTA SÓ PQ ELA É GORDA! QUE ELA VAI SER MOTIVO DE CHACOTA VESTIDA DE NOIVA PQ ELA É GORDA! MEU DEUS! NUNCA VI UM PRECONCEITO ASSIM TÃO DISCARADO NA TV EM UMA NOVELA! ISSO FAZ COM QUE PESSOAS ASSIM COMO EU QUE SOU GORDA NÃO TENHA O DIREITO DE SER FELIZ PQ SOU GORDA! NÃO TENHO DIREITO DE NAMORAR OU CASAR PQ SOU GORDA! MEU DEUS! QUE HORROR! ALGUEM TEM QUE FAZER ALGUMA COISA CONTRA ESSA NOVELA AMOR A VIDA! NÃO TEM MAIS CONDIÇÃO DE NADA SE FAZER. O AUTOR TEM QUE PARAR COM ISSO! ELE ESTÁ OFENDENDO OS GORDOS! PRECONCEITO É CRIME! GOSTARIA QUE ESSA DENUNCIA FOSSE LEVADO A SÉRIO POR FAVOR!

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Lila Cordeiro

Preconceito contra as mulheres gordas

Gostaria de, também eu, expor minha opinião, mais que isso, dar meu testemunho, com relação ao assunto postado acima: o preconceito contra as mulheres gordas que está sendo abordado pela novela AMOR À VIDA. Não, o autor da novela não merece ser penalizado por isso, muito pelo contrário. Por mais que nós, mulheres acima do peso, nos sintamos mal com as cenas protagonizadas pela excelente atriz Fabiana Carla, temos que concordar que aquilo não é invenção do autor da novela, isso é um fato verídico e realmente acontece. Eu o parabenizo por ter tido coragem de abordar um preconceito velado como este. Quem sabe assim os preconceituosos de plantão possam se dar conta de que os insultos, os xingamentos e as humilhações às quais submetem as pessoas gordas, em especial as mulheres, não são apenas uma brincadeira de péssimo gosto mas é também algo capaz de destruir com essa pessoa.

 

Eu passei por uma situação muito similar à retratada na novela. Fui conhecer os pais do meu então namorado, que diga-se de passagem também era obeso só que havia acabado de se submeter a uma cirurgia bariátrica. O pai do meu namorado foi me buscar na rodoviária porque meu namorado ainda estava se recuperando, em casa. Eu pude perceber na fisionomia dele ( meu "sogro") o seu desapontamento. Não demorou muito pra que começassem a plantar uma semente daninha em meio ao nosso relacionamento.

 

Pouco mais de dois meses se passaram. A cirurgia começou a fazer efeito. Mais de 30kg foram eliminados. Depois disso, as coisas ficaram ainda piores. Começamos a nos desentender por besteira, ele não tinha mais a menor paciência pra nada, não me dava mais atençao, mudou da água pro vinho. Influenciado pelos pais que achavam que ele, agora magro, não tinha motivo pra continuar namorando comigo gorda. E deu no que deu! Um telefonema terminando tudo e menos de 10 minutos depois, lá estava ele apagando todas as nossas fotos juntos, numa rede social.

 

É por essas e outras que eu não acho que a novela Amor à Vida esteja exagerando. Sou gordinha desde criança. Sofri bullying na infância quando ninguém nunca tinha ouvido falar nisso. Passei a adolescência inteira sendo rejeitada, posta de escanteio, meus sentimentos, minha índole, meu caráter, esse amor imenso que sempre carreguei dentro de mim, sempre foi rejeitado, menosprezado e o motivo foi unicamente este: EU SEMPRE FUI GORDA!

 

É por essas e outras que eu não responsabilizo o autor da novela pelas cenas de preconceito protagonizadas pela personagem do folhetim. Aquilo ali é a mais pura verdade. Eu já passei por isso. E ainda passo. Vivemos numa sociedade que cultua a boa forma física e não é só por uma questão de saúde. É sim uma questão estética. Em tempos de mulher fruta, ser somente uma mulher MASSA não é o bastante!

 

E quem vive à margem da sociedade faz o que? Bom, é o que eu estou tentando descobrir agora...

 

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Camila Rodrigues Da Silva

Preconceito na vaga de emprego.

Tenho 25 anos,e estou desempregada à 6 meses. Claro que sempre tomo o cuidado de me candidatar a vagas em que possuo experiência. E mesmo assim,até hoje,não recebo nem ao menos um telefonema,me convidando para uma entrevista... Nesse meio tempo,fui sim chamada para várias entrevistas,mas nunca deu certo... Depois que percebi que não seria contratada por nenhuma dessas empresas,mesmo sendo qualificada para tal vaga,comecei a voltar atrás em cada entrevista,e pensar o que houve de errado,o que eu falei,ou o que eu fiz.... Sempre tomo o cuidado de ir bem vestida para as entrevistas,de social mesmo. Sem muita maquiagem,o máximo que eu passo é um batom bem claro nos lábios,e nunca,nunca mesmo,falo nenhuma gíria,e sempre mostro interesse na vaga,deixando claro que aquela vaga seria ideal para mim. Então,se não era nada do que eu falava,não eram as minhas roupas,não era maquiagem forte,só poderia ser o que? A minha obesidade.... Eu tenho 1,67 de altura,e 92 klg. Eu sei que estou acima do peso,mas nunca imaginei na minha vida,que isso seria um fator crucial para não ser contratada... Quando finalmente percebi isso,parece que meu mundo caiu. Foi uma bomba pra mim,saber que não arrumaria emprego,enquanto não emagrecesse.... Claro que já tentei várias,e várias dietas,mas fico pensando: na minha casa,no momento,só a minha mãe está trabalhando,minha irmã não trabalha,mas está na faculdade,e tem facilidade em arrumar emprego,já que tem curso superior,e é alta,magra e linda,mas é claro que eu não a invejo de forma alguma,muito pelo contrário,torço muito por ela! Então,se só a minha mãe está trabalhando em casa,pagando todas as contas sozinha,e arcando com tudo sozinha,por acaso eu vou ter tempo de,primeiro fazer uma dieta,emagrecer bem,mas bem mesmo,e só então,procurar emprego? Claro que não,não há tempo pra isso! Eu preciso encontrar um emprego agora e já,preciso ajudar a minha mãe,que ganha pouco menos que um salário mínimo,e que provavelmente,não aguentará por muito tempo nessa situação,já que anda bem cansada,depois de trabalhar há mais de 20 anos com limpeza.... Estou muito triste,e não sei o que fazer. Tento me qualificar de todas as melhores formas possíveis e imagináveis. Vou atrás de cursos profissionalizantes,mesmo gratuitos,mas vou lá e faço. Tento sempre aprimorar meu Inglês,e ser uma ótima profissional. Só que,infelizmente,não tenho tempo pra ficar fazendo dieta... Ok,posso até fazer,já que não tenho problemas com isso,mas será mesmo necessário isso? Não podem simplesmente olhar para as minhas qualificações,e ver que sou uma boa profissional,por mais que eu não tenha um currículo que chame tanta atenção,por não possuir um curso superior? Quero muito fazer sim um curso superior,mas como vou fazer se não consigo arrumar emprego? Não sei mesmo o que fazer.... Alguém tem alguma sugestão? Obrigada pela atenção!

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.Josiane

PRECONCEITO !

Qualquer tipo de pessoa, sendo gordou ou magro, moreno ou branco, tem que ter as mesmas oportunidade ! 

Cada um tem que aceitar o corpo que Deus lhe deu ! Muitas pessoas queriam estar aonde vcs estão !

Queriam estar de pé, mas não podem ! Queriam poder comer, mas não tem ! Enfim, agradeça a Deus pela sua vida, muitas pessoas pelo pouco que tem agradecem a Deus! 

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Fui obeso desde a infancia até o final da adolescencia, e com muito esforço e dieta consegui emagrecer. Só eu sei as marcas que carrego até hoje, já com 25 anos, porque o obeso sofre preconceito na rua, e em casa com a família.  A agressão moral é constante, e isto suga todo o amor próprio, conduz a auto-depreciação e à reclusão. O obeso, devido as constantes agressões morais se isola para não ser agredido. Vocês conseguem entender a gravidade disso?

 

Meu comentário será totalmente intempestivo, já que as discussões se travaram em fevereiro de 2011, mas nõ posse me furtar de fazê-lo.

As pessoas costumam justificar ações contra obesos com os argumentos atinentes à saúde. Tal como o darwinismo social fez outrora ao tentar justificar a supremacia de uma raça sobre outras, tal como espartanos descartavam crianças deformadas por não servirem ao "grupo guerreiro", essas pessoas dizem que obesidade é uma epidemia, uma questão de saúde pública, o que justifica até mesmo a intervenção do Estado para, mais uma vez, salvar o homem de si mesmo. No caso, o homem gordo, que, por ser idiota, precisa de uma força maior (o Poder Público) para dizê-lo o que e como fazer.

Independetemente de sua cor, de seu sexo, de seu credo religioso, de sua orientação sexual, de sua classe social, de sua origem ou de seu peso, o indivíduo merece ser tratado com dignidade, PRINCIPALMENTE PELO ESTADO, o maior violador dos direitos fundamentais do homem. Quem determina isso não sou eu ou vocês, mas sim a CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, a qual não pode ser subvertida por questões de "saúde pública" ou qualquer outro argumento "científico" que vocês queiram apresentar para justificar a discriminação contra obesos. Vedar ao obeso o acesso aos cargos públicos por conta de seu peso, quando o exercício desse cargo claramente prescinde de silhuentas esbeltas (caso dos professores) é um ATENTADO À DIGNIDADE HUMANA TÃO VIL QUE FARIA OS DITADORES DO REGIME MILITAR APLAUDIREM EM PÉ!!!!

Sou gordo e sei pelo que tenho de passar. Não é fácil se acostumar com a idéia de que as pessoas lhe condenam. Não é fácil aceitar a idéia de que, do ponto de vista dos relacionamentos amorosos e sexuais, o obeso é uma espécie de "intocável", na comparação com a classe mais baixa dentre as castas indianas. Porém, com muito orgulho posso dizer que nós obesos não queremos o amor, a amizade ou as atividadews sexuais de vocês: QUEREMOS É RESPEITO E UM TRATAMENTO DIGNO, assim como todos merecem ser respeitados e tratados com dignidade. Negar trabalho a um obeso chega a ser uma situação ridiculamente hilária, s enão fosse trágica, pelo tamanho da estupidez a que uma pessoa pode chegar.

 

Ficou impossível acompanhar diálogos assim, de cima para baixo! Se o Blog nao tivesse resposta a comentários, já seria chato, mas funcionaria. Como tem, ficou horrível.

 

Essa praga da leitura ao contrário é um saco!

 

Acho que esse é o tipo de preconceito que só faz bem, porque o gordo precisa de um "empurrãozinho", para acreditar que é possível emagrecer. É lógico que não se pode exagerar, proibir gordos em concurso públicos é o fim da picada, mas alguém já viu vendedora  de shopping gorda? médicos gordos dá para confiar nossa saúde a eles? Uma grande empresa daria seu principal cargo o de executivo a um gordo?. A vida em sociedade é feita de preconceitos, quer queiramos ou não. Os gordos tem uma relação com a comida muito parecida com os alcóolicos, se deixar, comem (beliscam) o dia todo, e na hora das refeições parecem que não sabem parar, me desculpem mas a gordura em excesso parece ser uma doença  psicológica, que merece tratamento.

 

"A história da humanidade é a história das lutas de classes". Karl Marx

Concordo com algumas colocações sobre a obesidade como doença.

Mas o excesso de "sanitarismo" também pode ser sinal de uma sociedade doente, com pouco espaço para o livre arbítrio pessoal. E que a partir de um apego a padrões deriva para preconceitos.

Não há nenhuma necessidade de se barrar em concurso para professor alguém acima do peso, até porque eventual tratamento não levaria a faltas.

É bem diferente de barrar por alcoolismo alguém que teria que trabalhar com máquinas.

E como fica a auto-estima de todos os alunos que não são doentes mas acima do peso? Vão ficar lendo essas notícias sobre suas próprias professoras e caminhar para bulimia?

Está tudo muito exagerado. As pessoas cedem rapidamente a padronizações sem discutir, sem pensar.

Bom, mas o fato de virar notícia já é uma discussão, continuo na turma do copo cheio...

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Acho terrível o que aconteceu com os "gordos" aqui em São Paulo, em concurso público. Se a questão alegada é a possibilidade "futura" de problemas de saúde que poderão afetar seu desempenho e, por outro lado,o montante a ser gasto nos "futuros" tratamentos, daqui a pouco não serão admitidos pessoas hipertensas, diabéticas, hipotensas, reumáticas, portadores de HIV, quem têm cefaléia, pessoas alérgicas a ar- condicionado, (a maioria dos prédios tem), quem usa óculos ou é estrábico, já houve um caso denunciado, e outros problemas de saúde preexistentes. Logo, haverá poucas pessoas aptas a assumirem cargos porque é humanamente impossível que alguém não tenha algum problema de saúde.

Também, se eu não estou enganada, o Estado, como instituição, não pode abrir flancos para discriminação de qualquer ordem.

Essas pessoas prestaram concurso para atividades que elas têm condições de exercer. E sem emprego elas jamais terão condições de se tratar.

 

A questão é dinheiro. Como sempre.

Qualquer empresa, antes de contratar, tem um exame médico, o exame admissional. O critério é em primeiro lugar financeiro: essa pessoa será capaz de exercer o cargo para o qual está sendo contratada?

Digamos que eu tenha um sério problema de coluna, o cargo para o qual fui selecionado inclui ficar horas sentado, ou horas em pé - pouca mobilidade e desconforto. É sim obrigação do médico recusar o candidato, ou pelo menos apontar o risco e deixar o gerente do cargo decidir.

Sem querer desmerecer as pessoas sofrendo com o problema, mas não é obrigação das empresas tratar um candidato a um cargo. A empresa vai recusar e buscar outra pessoa, é assim que funciona no capitalismo...

Preconceito seria, por exemplo, não contratar uma mulher entre 25 e 35 anos por causa da alta probabilidade de ela engravidar.

 

Cristiana, acho que você está tratando de questões distintas. Homossexualismo tanto pode ser desvio de comportamento como uma disfunção biológica. Cabe ao homossexual buscar ou não tratamento. Já a obesidade mórbida atinge pessoas independente de credo, raça ou gênero.

 

 

Tá vendo? Eu morria não sabia que homossexualismo/homossexualidade tinha tratamento. Imagino que, o contrário, tb ocorra. Um tratamento para fazer dos hetero, homo. Eu não sei, não, Paulo, sempre achei que homos e heteros eram apenas homo e heteros, assim como, gordos são gordos, magros são magros, baixos são baixos, altos são altos e por aí vai...

De qq forma, não sou médica mas acho complicado que a prescrição médica para a obesidade seja o desemprego. Precisamos de mais médicos obesos, não?

Além disso, vi muitas postagens falando sobre cirúrgias que fazem as pessoas bonitas, felizes e capazes (???? ). Tenho absoluta convicção que falam de cirurgias praticadas pelo SUS, já que a esmagadora maioria da população não tem acesso a planos de saúde. Deve ser bem simples, a gente percebe isso qdo tenta marcar um preventivo, uma mamografia, uma cirúrgia em pacientes terminais... Olha, a gente tá falando de que e de quem, mesmo hein?

Se o percentual de obesos cresce no Brasil e o desemprego cai, isso significa o que? Vamos demitir os gordos para aproveitar as vagas para os mais magros? E fazer o que com as que vão sobrar? Está nos cálculos do Estado, " encostar" os gordos com o trabalho dos magros? Tô ficando preocupada. Será que o estado vai alegar que essa doença não autoriza aposentadorias embora não permita emprego? Ou pior ainda, vamos ficar nesse limbo entre o não emprega mas não diz pq ( para isso temos médicos capazes, o suficiente, embora daqui, me pareça medicina gorda ) e fiquemos todos livres da responsabilidade acerca da questão?

Gostaria de insistir nas definições da sagrada OMS;alguém tem o ano preciso em que os gays deixaram de ser tratados como doentes?

Não quero entrar no mérito de determinadas leis mas, o fato é que, os que bebem sumiram das ruas, em função da Lei Seca, os que fumam, em função da lei anti-fumo e os obesos devem ficar escondidos em casa por uma questão de saúde pública.  O diferente existe e vai ameaçar sempre, não por ser diferença mas por ser resistência; ele tem que sumir pq sua existência ameaça os conceitos que tentam impor. Como posso passar a vida sem fumar, sem beber, enfiado na academia, comendo chicória e , de repente, dou de cara na rua com um fdp, gordo, fumando, atracado num chopp e num leitão a pururuca, tão bem de saúde qto eu?

Difícil viver uma vida de padrões impostos e ter que dar de cara com quem é livre. O problema não é dos livres, é dos que se submetem. Eles não tem coragem, como já comentado aqui, de enfrentar seus algozes, e lançam mão deles para fustigar os que incomodam com o excesso de liberdade.

A saúde pública no Brasil é uma piada e a medicina, pior ainda; a conclusão é que o Brasil pobre e sem dentes é obeso. Comendo o que? com que dinheiro? mastigando com o quê? Parece que o investimento na área da Saúde está muito alto, se formos levar em conta o retorno e, pior, as conclusões.

 

 

Obriagada, Gunter, eu não sabia o ano ( 1990 ), sabia que era algo muito recente. Vi muitas argumentações jurídicas sustentadas nessa aberração.  O meu medo é nos embarcarmos, mais uma vez, nessa canoa cruel e consciente que oprime segmentos da sociedade e depois, posarmos de vítimas enganadas pela Academia. Muito fácil chamar os " especialistas" para nos escondermos atrás deles. Ninguém precisa de especialista para ler o seu próprio preconceito mas precisa deles para chancelá-lo, ou pior ainda, torná-lo legítimo.

 

"Homossexualismo tanto pode ser desvio de comportamento como uma disfunção biológica."

Não. A homossexualidade, que se apresenta em todas os grupos étnicos, não é nem desvio de comportamento nem disfunção biológica. Não causa dificuldade nenhuma na saúde e nem impede de ter filhos, por exemplo. Não causa mal a ninguém, como um desvio de comportamento causaria.

Não é necessário tratamento nenhum e, aliás, por isso mesmo que não existe. O que se fala em torno é charlatanismo.

Desde sempre foi assim, a fase de considerar homossexualidade como doença foi uma construção social para permitir a manutenção de preconceitos mesmo em estados laicos, e a OMS demorou demais (1990) para reconhecer isso. A Associação Americana de Psiquiatria desde 1973.

Já comportamento preconceituoso tem sido considerado uma psicopatia social.

 

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

 

Eu não tenho como confirmar, mas, pelo que eu sei,  até bem pouco atrás a OMS tratava o homossexualismo ou homossexualidade como doença. É bom conferir para não cairmos noutro engodo. Preconceito puro, disfarçado de preocupação com a saúde.

De qq forma, como só vejo casos de preconceito ( ou preocupação com a saúde ) atingndo mulheres, penso que seria mais barato uma operação para mudança de sexo. A gente resolve tudo com uma ação só.

Uma vez estava discutindo com uma amiga do Movimento Negro acerca do posicionamento deles sobre uma questão que tb envolvia o movimento gay e ela me disse, cada um com a sua luta. Achei estranho e pouco produtivo mas hoje entendo, perfeitamente. 

Quando o preconceito contra negros ficou evidente com as cotas raciais, a sociedade comprou a versão da inexistência do conceito de raças. ( aqui incluídos os outros grupos excluídos )

Quando contra a homofobia, a versão liberdade de expressãoe credo

Contra as mulheres, querem ser mais vítimas do que os outros grupos

contra os nordestinos, a coisa é social, não é preconceito regional.

contra pobres, a mesma coisa.

agora, contra os gordos, a sociedade zela por sua saúde...

O melhor mesmo é que cada um fique com a sua luta pq sempre vai ser bom ter alguém um pouquinho mais excluído do que eu.

Fico me perguntando o que faria a mãe de uma obesa, se ela fosse negra? Ia dizer a filha, vamos juntas dar um jeito de te tornar branca? Isso é dizer, o preconceito existe e vc não será aceita.Portanto, vamos dar um jeito para vc se adequar e ser feliz ( essa é a sua luta ) e os outro que se danem. Isso parece bem mais fácil do que ensinar a nossos filhos a conviverem com o diferente. O obeso, pode emagrecer? Eu não sei, mas é mais fácil do que fazer cresecer pernas em um amputado mas isso aí é problema dele, coitado. Ainda bem que nós não fazemos parte do grupo dos excluídos.

O preconceito contra os obesos é mais nojento do que qq um dos outros pq conta com o apoio dos próprios excluídos dos outros grupos. Não reclamemos, pois, qdo não tivermos ninguém ao nosso lado para lutar a nossa luta.

Tenho 45 anos, não sou gorda e, se fosse seguir TODAS as orientações saudáveis, desde a minha adolescência, já teria tirado e colocado peito umas três vezes, já teria extraído costelas para fazer cintura, é bom pra saúde pq melhora a auto estima (???? ), não sei qtas lipos, aplicações de botox, cirurgias plásticas, etc... Papo furado essa preocupação com a saúde dos obesos, os exames que eles apresentaram estão aí para comprovar que são saudáveis. Querem é fazer com que eles sumam do mundo como sumiram da mídia.

Chagamos no limite da imbecilidade e isso não vai ser bom para grupo nenhum, futuramente, estamos escolhendo profissionais pela plástica e não pela capacidade. Negros, gays, mulheres, nordestinos, pobres, mulheres, deficientes, etc... Já devem estar preparados para o que virá daqui a uns 20 anos qdo a massa cheirosa estará ditando as mesmas regras que hoje dita contra os gordos, para o resto.

Até parece que o filme é inédito, né gente?

Se o Estado está tão preocupado com a obesidade pq não proibe a veiculação de produtos calóricos nas concessões públicas? O mesmo vale para as bebidas... Acho triste imaginar que um bando de adultos, acredite que alguma coisa é feita no sentido de preservar a saúde da população. Basta dar uma olhada para perceber o tamanho da preocupação que o Estado tem com a saúde.

Vamos assumir o preconceito pq fica mais fácil resolver o problema. Obrigar uma pessoa a atingir um peso, sob qq alegação, é só o ínicio... Se depender da medicina midiática em 20 anos a população do Brasil será composta de Michael Jacksons.

 

 

Chamem os universitários, ou melhor, os médicos para dirimirem a dúvida acerca daos limites entre a gordura saudável e que não é. Acho que há uma certa confusão nesse assunto.

O que caracteriza basicamente a discriminação é recusar uma pessoa para um função ou cargo apenas por ser gorda. Claro, é evidente, como outros comentaristas já lembraram, que algumas delas, além de inadequadas, implicam em riscos para alguém obeso.

A tipicação como doença cabe a meu ver aos profissionais da área de saúde. A literatura é farta acerca dos riscos à saúde pelo excesso de peso. As estatísticas, nesse sentido, são claras: pessoas com excesso de peso tendem a adquirem hipertensão, diabetes, e outros distúrbios graves, inclusive certos tipos de cânceres.

Este é um dos problemas da sociedade atual. Nos EUA mais da metade da população já é avaliada como tendo acima do peso ideal.  Lembro que na minha infância e juventude(tenho 55 anos), havia mais pessoas magras que  gordas. Dificilmente se via pessoas barrigudas. O consumismo e, dentro deste, os maus hábitos alimentares, decerto que são os vilões.

 

É piada considerar o IMC como algo preciso para falar se alguém está gordo, magro, saudável. Ele é fácil de calcular, mas nivela muitas coisas que são determinantes para saber situação de saude de cada um.

 

A galera tá misturando as coisas, calma aê pessoal...

Ser muito gordo impossibilita alguns trabalhos sem dúvida, o que não é o caso de ser uma professora de matemática, mas n]ao quer dizer necessariamente que seja uma pessoa doente, ou questão de saúde pública...

E também acho que a magreza excessiva das modelos não tem nada a ver com esse assunto...

E sobre os obesos mórbidos, acho que só sendo um dá pra saber o que significa... Podem ser muitas causas, e não acho que a galera curta ficar assim, e que também não saiba que faz mal a saúde... Não vou especular sobre isso pq simplesmente não quero falar cocô, mas o exemplo do nosso querido Bob Jefferson mostra o nível de constrangimento que um gordaço sofre, mesmo se vivêssemos num mundo perfeito, aonde ninguém se importaria ou olharia torto pra vc...

Eu sou gordo, sempre fui, e não sofri com isso, mas sempre tive a certeza que eu era meio que a excessão, principalmente se eu tivesse o "agravante" de ser negro, nordestino, enfim, acho que deu pra entender... Mas continuo tomando umas 40 latas de cerveja por semana, mesmo não comendo que nem um animal, com o perdão da brincadeira... 

O assunto é pertinente, e como é, masainda não consegui tirar nenhuma conclusão sobre o que pode ser feito... Parece que para muitos a solução era colocar os gordos num campo de concentração de gordos, até que eles saiam com o IMC de 28, pelo menos... Ahhh se fosse fácil assim...

Sei lá, espinhoso esse assunto, precisavamos de uns endócrinos comentando... Vou dar uma procurada e posto aqui...

 

ANTIFA!

Klaus,

a) Quando o índice de massa corpórea supera em muito a altura da pessoa. Um cidadão de 1m92 que pesa 100 kg não é obeso; alguém de 1m65 é;

b) O combate ao fumo é prioridade em vários países. Doenças como câncer de pulmão e enfizema estão diretamente ligadas ao cigarro;

c) Quem toma duas ou três cervejinhas diariamente está caminhando para o alcoolismo

d) Se as compras desta senhora afetarem o orçamento doméstico ao ponto de interferir em despesas do cotidiano, sim, é doença

e) Em parte, vale o que está na resposta d. Se você começar a aumentar o valor de suas apostas, sim, é doença.

 

 

Paulo,

Concordo com você! É para nós percebermos o quão tênue, em alguns casos, é a linha que separa a doença da não doença!

 

Pois é! Eis que surge este questionamento. Quando é que se define obesidade como doença? Uma pessoa com 100 Kg e totalmente saudável e com suas taxas normais seria considerada "doente"? Um fumante é doente? Uma pessoa que depois do trabalho senta num buteco para tomar duas ou três cervejas é doente? Uma senhora da sociedade que compra uma LV de R$ 10.000,00 para se sentir feliz é doente? Eu que jogo toda semana na Mega sou doente? Na minha parca e talvez ingênua ótica, tudo que não faz parte do "padrão" é doente!

 

O preconceito incontornável e do qual nada se fala é o preconceito contra os velhos. Dele, nem vice-presidente da república escapa, Temer que o diga.

 

Perdi alguns bons empregos na minha carreira no setor elétrico ,por ter uma atrofia no nervo ótico que me reduziu a visão da vista esquerda em 65% . A frustação foi enorme , o contratante alegava que como eu trabalhava com alta tensão , teria que ter a exata medida do perigo de acordo com o campo visual . O tempo passou trabalhei em grandes empresas , e me aposentei ápos 35 anos de serviço sem um acidente qualquer , pois pela minha deficiencia os meus cuidados eram maiores.Quanto aos gordos , basta que atuem em áreas em que esta gordura não seja um estorvo , no balé clássico não seria  uma boa , e no mais um bom plano de saúde e deiar o barco seguir.

 

A reportagem confunde um pouco as coisas: preconceito contra um padrão de beleza é quando dizem que uma menina de 60 kg é gorda. Mas nos casos acima, como da professora de matemática, é uma doença, que precisa ser tratada - obesidade mórbida não é não se encaixar em um padrão, é uma bomba relógio para a saúde.

Daqui a pouco vão começar a dizer que tratar diabetes é preconceito contra diabéticos por esta lógica.

 

        Só que diabéticos não podem ser vetados em concursos públicos.

 

o preconceito está não em se querer tratar mas em discriminar nas oportunidades de emprego...

 

E negar emprego, seria preconceito ou não, na sua opinião?

Os gordos estão assumindo o lugar dos pretos e dos viados.

Aliás, os viados também são em muitas comunidades chamados de doentes.

Você, claro, não é preconceituoso e, claro, não acha que viado seja doente, não é mesmo.

Já os gordos ....

 

Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico.

Exato Paulo, obesidade tem de ser tratada como problema de saúde pública. E você tocou num ponto que também é essencial: auto estima. Se a auto estima é baixa, um corpinho 40 já é motivo de infelicidade e não há quem convença, principalmente se for uma menina, que ela está bem e é magra. Mas o contrário também existe. Pessoas que, por baixa auto estima não se cuidam, não tentam ficar no melhor de si mesmas, não pra agradar os outros, mas pra se sentir bem consigo mesmas. Eu tive uma experiência com minha filhota que foi muito interessante. Ela foi uma criança gordinha e, na adolescência estava bemmmmmmmmm gordinha, caminhando pra obesidade. Genética paterna. E comecei a notar que ela sempre queria roupas muito largas, que falava que só gostava de camiseta e só fazia amizade com meninas também gordinhas. E não aceitava que era uma garota com problemas de peso: eu falava de todas as formas e ocasiões, mas ela insistia que o manequim era 40, 42. Pois o tratamento foi de choque no dia do aniversário dela de 16 anos. Eu comprei pra ela um monte de roupas 42 e sabia que nenhuma iria entrar. E pus tudo numa malinha toda enfeitada e eu e o pai entregamos a ela a malinha e pedimos que ela começasse a experimentar. Ela ia voltando do banheiro e dizendo: - não serviu, não serviu.... Eu segurando pra não chorar de ver a carinha dela. O pai também aguentando em silêncio o tranco que foi aquele momento. Até que ela caiu no choro. E foi quando nos abraçamos e eu disse a ela que ela não era 42, mas podia ser se quisesse. Vamos juntas? E dá-lhe vigilante do peso, ginástica, caminhada  e frutas e legumes e uma luta que durou um ano e meio e mudou todo hábito alimentar de toda família. E este sentimento de eu posso e eu mudo , naquela idade, fez toda diferença na vida dela, que hoje, eu falo é uma "gorda magra". Porque não pode se descuidar, mas ela sabe disto e vigia. Então se a pessoa não está feliz com o peso, também esteticamente, deve lutar pra ficar no seu melhor. Eu falo porque vivi intensamente com ela. O fortalecimento da auto estima, nestes casos, não tem preço.

 

Parabéns, Vera. O apoio da família é fundamental, decisivo em momentos-chave da vida, como a adolescência.

Creio que  devido ao massacre da mídia, com seus BBB e Malhação, o governo deveria investir em campanhas de esclarecimento sobre o assunto, o que poderia salvar muitas vidas, inclusive. Limitar a publicidade de alimentos gordurosos, como se faz nos países que deram certo seria urgente (sim, a televisão exige a ditadura da magreza, mas fatura muito com a grana da indústria alimenticia).

Aprofundando um pouco as razões do preconceito, os magros-- ignorando ser obesidade uma doença--ao invés de se voltarem contra seus opressores, que os obrigam a malhar até o osso, comer alface com chicória, etc... começam a considerar  o gordo como um folgado, um rebelde( neste ponto-- verdadeiro, em alguns casos--é saudável).E aí a burrice se espalha como queijo ralado no nhoque....

 

Tenho um filho que está no caminho da obesidade. Eu mesmo já fui gordo (200 Kg) e apelei para a cirurgia. Não quero isso para ele. Seu comentário me ajudará muito como enfrentar o problema. Obrigado e boa sorte com sua filha!

 

Klaus, essa cirurgia é um espetáculo. Uma sobrinha e amigas já fizeram, além de  estarem bonitas estão saudáveis.

 

Eu fiz a minha em 2006 com o Dr. Newton Kawahara. O cara é fera! Eu tinha tentado de tudo para emagrecer. Tive até sucesso uma vez. Mas recuperei tudo novamente. Hoje estou bem melhor.

 

Vera só não te repondo porque aprendi ujma coisa com o Henfil: com raiva não escreva.

Agora, veja quanto preconceito há na afirmação de que um gordo é um doente.

 

Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico.

Sérgio, o preconceito existir é fato. E a obesidade poder ser considerada uma doença ( quando mórbida) e fator desencadeador de  outras, tais como diabetes, hipertensão, entupimentos coronarianos etc também é fato. Como diria o grande filósofo, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.  O preconceito é doença da alma. Tem tratamento também, só que é mais difícil. Agora digo, e repito. Eu fico muito feliz quando vejo que a minha filhota enfrentou o problema e aprendeu a viver com ele. Como disse, ela não pode se dar ao luxo de comer doce todo dia, tem o fator genético. Primeiro por questões de saúde. Segundo porque ela se sente mais feliz e confiante e isto significa muito pra ela.  O mundo é cruel Sérgio, com todos, em algum momento, por alguma coisa. Eu acho que podemos e devemos tentar mudar algumas coisas.  Mas não acho que o melhor caminho seja viver brigando com o mundo, o tempo todo e por tudo. Há lutas menos inglórias, p ex, aprendermos a vencermos a nós mesmos. Isto é poder, vencer-se a si mesmo. No que se refere aos preconceitos vou por aqui o link de uma postagem que fiz há mto tempo num antigo blog, sempre largadinho por falta de tempo. Viver não está fácil .... Um abraço.

http://colchadeveroca.blogspot.com/2009/07/porque-narciso-acha-feio-o-que-nao-e.html

 

 

 

 

Vera, emagrecer depois da menopausa é quase impossível para algumas mulheres, nao é questao de força de vontade apenas, ou de nao comer doces. Para outras, isso pode acontecer até antes. E aí, devem ser jogadas na lata do lixo? Em nome da possibilidade FUTURA de doenças? Qualquer um pode ficar doente no futuro, aliás isso é quase certo, a nao ser que a pessoa morra de desastre ou assassinada.

 

Sergio, procure se informar melhor a respeito. Estamos falando de obesidade mórbida, muitas vezes tratada por meio de cirurgia. O obeso tem maior propensão a doenças vasculares, diabetes e males cardíacos. Não estamos falando daquele pneuzinho na barriga ou de flacidez nos quadris. O problema vai além, inclui má predisposição genetica, má alimentação e sedentarismo. Informe-se melhor antes de se pronunciar.

 

E uma pessoa deve perder um cargo que adquiriu por concurso porque PODE (mera possibilidade) de ter uma doença no futuro? E você defende isso? Porque se ela realmente JÁ tem a doença, entao o exame pode detectar isso... É o cúmulo do preconceito.

 

Paulo, tenho o tamanho da minha barriga para servir de garantia sobre o que eu falo. Quem tem que se informar melhor sobre preconceito é você.

 

Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico.

Por experiência própria, posso dizer que o preconceito existe. Mas, trata-se de uma questão de saúde pública e não puramente estética. O que deveria ser feito é um programa de saúde que auxilie os obesos a perder peso e ganhar auto-estima. Infelizmente, ainda prevalece a tendência daqueles que cultivam a falsa imagem do gordo bonachão.

 

Problema de saude pública é dependência química.

O que existe é preconceito puro, alimentado pela classe médica que não explica porque magros tem os mesmos problemas de giordos mas são mais saudáveis.

 

Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico.

O preconceito, têm origem genética é foi produzido pela seleção natural de acasalamento, pelo menos nos últimos 400.000 anos, do Homem Sapiens Sapiens.

Como vivemos numa civilização humana onde o dinheiro vale, o preconceito é inevitável e o que surgem são estratégias hipócritas para favorecer alguns espertalhões que lucraram Dinheiro com elas, em cima desta "fraqueza " humana.

 

Follow the money, follow the power.

Não tem não. A antropologia social e a etnografia demonstram que não há, absolutamente, uniformidade nos padrões de beleza, que variam, em grande medida, de cultura para cultura.

A ideia de um determinismo genético nas preferências culturais é fruto do reducionismo da sociobiologia e da psicobiologia.

http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=17&id=176

 

Eu não falei em beleza !

Falei em estratégia de acasalamento numa civilização movida a dinheiro.

Nada a ver a pele com a roupa.

 

Follow the money, follow the power.