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O prejuízo à União causado pelo descompasso nas obras

Do Valor

Obras em descompasso dão prejuízo de R$ 2 bi à União

Por André Borges

Falta de planejamento e falhas na execução de dois megaprojetos de infraestrututura na Bahia - a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, complexo portuário de Ilhéus - trarão um desperdício de R$ 2 bilhões em recursos públicos. A construção da Fiol, que ligará o sertão baiano ao litoral do Estado, pressupõe, na ponta dos 1.000 km de trilhos, um porto para o escoamento da carga. Mas a ferrovia deverá ficar pronta em dezembro de 2015, três anos e meio a quatro anos antes da conclusão prevista do complexo Porto Sul, em junho de 2018, e ficará todo esse tempo sem utilização - ou com nível de operação desprezível.

O Tribunal de Contas da União (TCU) auditou os projetos e calculou o prejuízo que será imputado à União por conta do descompasso nas obras. Ao todo, as perdas somam R$ 1,996 bilhão, cifra que inclui a receita cessante (lucro que a ferrovia deixará de gerar no período) e os custos do capital imobilizado, que embutem a depreciação dos ativos, os gastos com manutenção e o custo de oportunidade atrelado ao que foi investido na malha. Esse prejuízo pode ser ainda maior, já que o TCU considerou apenas os investimentos feitos na construção da estrada de ferro.

Incluída no Programa de Aceleração do Crescimento, a Fiol é administrada pela estatal Valec. A ferrovia, que receberá investimentos de R$ 4,334 bilhões, tem previsão de ter seus primeiros 500 km concluídos em junho de 2014, com a ligação de Ilhéus a Caetité. Uma segunda metade de 500 km está prevista para dezembro de 2015, de Caetité a Barreiras. O Porto Sul tem investimentos estimados em R$ 3,5 bilhões e só recebeu a licença prévia ambiental do Ibama em novembro.

Segundo o governo baiano, a construção da ferrovia tem autonomia em relação ao porto e, por si só, contribuirá para o desenvolvimento econômico e social do país. O Ministério dos Transportes apontou que a conclusão prévia da ferrovia em relação aos terminais portuários permitirá uma "operação provisória" da linha, com destino às instalações do Porto de Malhado, também em Ilhéus, por meio de ligação rodoviária com cerca de 20 km.

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5 comentário(s)

Comentários

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Descompasso.

E eu já ia relembrar, de novo, da transposição...

 

Nassif,

Matéria digna do Valor.

Se a Fiol fica pronta muitos meses antes da conclusão do complexo Porto Sul, imagina-se que tal intervenção estará concluída dentro ou próxima do prazo previsto, logo, o “e ficará todo esse tempo sem utilização - ou com nível de operação desprezível” não passa de comentário desprezível, de quinta categoria.

Sobre as razões que levaram ao atraso das obras do Porto Sul por parte dos construtores, nenhum comentário, somente um “só recebeu a licença prévia ambiental do Ibama em novembro.”

De acordo com a matéria irresponsável, o Ibama é o responsável pelo atraso da obra e prejuízo à União.

Nenhum projeto de infraestrutura neste país cumprirá os prazos pré-estabelecidos, enquanto prevalecer este cipoal de exigências da área ambiental.

A construção de qualquer reservatório de água doce, assunto que está na pauta das necessidades do país neste momento, poderá ser construído, pois nenhum destes projetos conseguirá escapar de um ou mais itens da teia que está montada - demandas por parte de populações indígenas, de um “importantíssimo” sítio arqueológico do qual ninguém ouviu falar, da identificação de algum um tipo de vegetação que não pode ser engolida pelas águas, de um viveiro de pererecas de 3 cm. ou coisa que o valha, além do impedimento comum a todos, infalível, a atuação normalmente nefasta dos defensores de araque do meio ambiente.  

 

é o Porto Sul que está esperando a ferrovia e não o contrário, assim os empresários só vão colocar dinheiro pesado no porto depois que verem a ferrovia em estagio avançado, e deve-se lembrar que essa ferrovia está bem atrasada.

e tambem eu duvido muito que a VALEC fosse ganhar 2 bilhões com essa ferrrovia em apenas 4 anos, já a manutenção teria que ser feita de qualquer jeito.

 

Além da roubalheira por parte da maioria de governasdores e prefeitos, sabemos que aqui essa parceria público-privada não é tão tranquila, porque , diante da falta de fiscalização, os empresários desonestos deitam e rolam em cima de nosso rico dinheirinho. O GF tem mesmo que acordar e ser mais rigoroso com quem é responsábel pela execução das obras.

 

Uma pena que este mesmo rigor fiscalizatório não exista em se tratando de prefeitos e governadores, o verdadeiro ralo por onde escorrem bilhões de reais por mês. E aguardo um artigo intitulado "O prejuizo à União causado pelo apagão do pig". É crime provocar queda na bolsa, cuidado pig, o Gurgel pode te processar

 

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