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O risco radioativo no Japão

Por Júlio interior

Desculpe, Nassif, mas primor de não notícia está sendo a não reflexão sobre a eminência do maior desastre radiotivo da história da humanidade que está se desenhando com a possibilidade de fusão de 04 núcleos de reatores nucleares em série ao lado de uma megalópolis. Quem realmente conhece os as centrais nucleares est´em pacto de silêncio e quem realmente conhece os riscos está se omitindo em explicitá-los, pois em caso de controle da situação seria intelectualmente linchado pois estaria prevendo situações, cujos detalhes não conhece em profundidade. As autoriadaes estão promovendo um processo de evacuação gradual mas não estão sendo claras, pois existe o princípio de que com o pânico, menor o fluxo de pessoas. Será isso uma fantasia ou seria um desenvolar ainda mais horroroso para essa já catastrófica tragédia? 

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38 comentário(s)

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Eu acho que estão é enrolando todo mundo e o negocio está para outro chernobyl.

 

Afirmar que os ecologistas são fundamentalistas, primários por quererem a volta às cavernas, enfim são contrários ao progresso é algo vem sendo afirmado desde a década de 70. Ouvíamos  e continuamos a ouvir na luta contra os agrotóxicos. E, na década de 80 contra o programa nuclear brasileiro. E também na luta contra os transgênicos e na atual mudança do código florestal. A Energia Nuclear a base de urânio é questionável no custo e na segurança. Afirmar que o lixo nuclear está resolvido é desconsiderar a inteligência dos demais. Não reconhecer que a Alemanha possui um Programa de Desativação das Usinas Nucleares é não querer perceber a complexidade do tema. Afirmar que o Brasil é mais seguro porque aqui não ocorre terremoto é não querer entender e reconhecer que as mudanças climáticas estão aí e ninguém tem mais certeza de nada! O momento planetário exige uma nova visão de economia, onde a satisfação das necessidades tenham limites éticos que não conflituem com a sobrevivência das gerações futuras. E, precisaremos de novas tecnologias que necessitem de menos energia. Veículos de 1 tonelada que transportam uma pessoa de 70 kg é uma aberração devido a sua ineficiência. Energia solar, energia eólica somente são inviáveis e onerosas porque o petróleo, as hidroelétricas e a nuclear são subsidiadas e moralmente ainda aceitáveis!

 

Energia elétrica gerada por hidroelétricas é energia limpa, portanto não deve ser equiparada a energia de proveniente de petróleo e muito menos a energia nuclear. 

 

webster franklin

Essa nota é de uma ignorância fragorosa, contém erros factuais primários, e foi escrita com o claro intuito de inflamar o pior tipo de alarmismo ignorante.

Publicá-la aqui é simplesmente um ato de irresponsabilidade.

 

>a eminência do maior desastre radiotivo da história da humanidade

Não havia hoje cedo, assim como não há agora, a menor evidência de que o problema em Fukushima se tornaria um "desastre radioativo". O reator não corre o risco de explodir como uma bomba atômica, porque não é assim que bombas atômicas funcionam, nem sequer de explodir como a usina de Chernobyl, que foi construída, na melhor tradição soviética, ignorando normas de segurança internacionais.

Talvez seja o caso de culpar a imprensa por escolher as palavras que evoquem as piores associações históricas, ou simplesmente de não consultar especialistas da área...

 

>a possibilidade de fusão de 04 núcleos de reatores nucleares em série

Obviamente o missivista não faz a menor ideia do que está falando.

 

>ao lado de uma megalópolis.

Fukushima fica a 250 quilômetros de Tokyo. A pior possibilidade aventada por engenheiros, que não é a mais provável, fala em danos num raio de 10 quilômetros.

 

>Quem realmente conhece os as centrais nucleares est´em pacto de silêncio e quem realmente conhece os riscos está se omitindo em explicitá-los

Não é obviamente o que se vê em redes internacionais, como BBC e MSNBC, onde peritos de instituições de respeito como a Royal British Society e de agências internacionais falam claramente dos potenciais riscos da situação.

 

>estaria prevendo situações, cujos detalhes não conhece em profundidade.

Obviamente o missivista não nota a ironia da situação, falando ele mesmo de situações cujos detalhes não conhece sequer superficialmente.

 

>As autoriadaes estão promovendo um processo de evacuação gradual mas não estão sendo claras

Teoria conspiratória.  O governo toma medidas de segurança preemptivamente, por uma questão de responsabilidade.  Ele não iria esperar acontecer o pior para começar a evacuar as pessoas da região. 

 

Não há garantias de que a situação em Fukushima ainda não vá piorar, mas daí partir para o pior tipo de especulação conspiratória e alarmismo incendiário, como o instigado por essa nota, é simplesmente irresponsável.

Nassif, a publicação dela está abaixo de qualquer critério de objetividade e responsabilidade jornalística.

 

O risco de poluição nuclear é preocupante quando tratamos de energia nuclear obtida por fusão nuclear, mas acredito que a fissão nuclear é mais viável e limpa, e estecnologia que deve entrar na discussão!!

 

No meu nordeste há ditado popular que diz:"por cima de queda, coice". O Japão sofreu o terremoto e em seguida o tsunami e agora um provavel desastre atômico. Ou carma meu Deus! Sem área, sem rios suficiente para energia hidroelétrica, sem clima para uma fonte alternativa agrícula o povo japonês é obrigado a conviver com o risco de uma energia atômica e terremotos o que nos parece falta de bom senso. Agora pra nós com esse mundão de terras e rios, quase todos com potencial hidroelétrico, com cana de açucar a dar com o pé, não esquecendo da energia solar e eólica de 8.000 Km de costa com vento de dar com o pau e essa gente defeder Usina Nuclear, só pode ser lobby de interesses estrangeiro a nos vender reatores como se nós deles precisássemos. Que Deus nos guarde desses cânceres.

 

Falaram tanto em passagem, daqui a pouco teremos de comprar uma para Marte. Quatrocentos e cinquenta e três reatores nucleares acho que a gente deveria sempre escrever por extenso. 453? E aumentando? E quantas ogivas? E quantos satélites? O homem está se candidatando a Sol, mas não sei se a Terra sabe disso. Ou será que a natureza anda um pouco "irritada"? Ou será que o planeta não é vivo? Só nós, só os humanos, claro, os únicos pensantes, os únicos inteligentes, os únicos conscientes de que são vivos. Mas, pelo jeito, não gostam de nada disso.

 

É incompreensível que um país tão adiantado[ajudado por outro mais adiantado ainda] não tenha enxergado o enorme perigo de construir  usinas nucleares  em terreno tão instável, sujeito a terremotos.

São 52 usinas nucleares por ali.

http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Japao/Japao-e-EUA-coordenam-politi...

http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Artigos/Apesar-dos-riscos-o-Japao-...

 

Acabei de postar um palpite sobre esse risco.

 

 

Caso queiram conferir, fica a sugestão:

 

http://opalpiteiro.blogspot.com/2011/03/o-japao-de-hoje-e-o-fantasma-nuclear.html

 

Nassif,

Médicos de Fukushima já alertaram as autoridades que foi detectado 3 colegiais que estiveram próximos a explosão dos reatores, a uns 3.5km, contaminados com um índice de radioatividade que necessitaria de tratamento de descontaminação. O Governo japonês já havia anunciado que os índices registrados no local estava bem abaixo do "limite tolerável" equivalente ao que uma pessoa comum é atingido durante um ano.

 

As autoridades negam que a blindagem do reator (de aço) tenha explodido, e dizem que a explosão (química) foi causada por acúmulo de hidrogênio entre o reator e a casca externa ddo prédio (de concreto).

Porém, a formação de hidrogênio indica que a temperatura do combustível nuclear está muito alta (bem acima de 1000 graus) e que o invólucro de aço está vazando.  A situação já está muito pior que Three Mile Island, e não está claro se já não chegou a Chernobyl.

Em Three Mile Istand, defeito numa válvula e nos painéis de controle causaram um aparente  aumento de pressão dentro do reator.  Para aliviar essa pressão, tiveram que deixar vazar uma grande quantidade de água ligeiramente radiotiva do sistema secundário de resfriamento/geração de vapor. Depois de dias tentando controlar a situação, sem sucesso, tentatam em desespero fazer o contrário do que seria lógico --- bombear água para dentro do reator -- e por sorte funcionou.   Depois descobriram que não havia excesso de pressão; pelo contrário, o nível da água no núcleo havia baixado demais e dexado parte do combustível "no seco" Não houve explosão nem vazamento sério de radioatividade oude hidrogênio, mas o reator ficou inutilizado. 

Na época as autoridades negaram que tivesse havido fusão do núcleo do reator (o estágio vulgarmente conhecido como "síndrome da China", por conta do filme).  Mas a verdade só foi descoberta uns dez anos depois, quando a equipe de demolição do reator conseguiu chegar ao seu interior.  (Li um relato sobre essa operação na revista Science, por volta de 1990.)

Nessa ocasião os demolidores encontraram um buraco de 1 metro de diâmetro no meio do núcleo., na parte que tinha ficado fora da água durante a emergência  O combustível (oxido de urânio) e outras estruturas metálicas nessa região haviam derretido, a uma temperatura acima de 2000 C.  A mistura derretida havia escorrido para o fundo do reator, onde derreteu a blindagem interna de aço (uns 10 cm de espessura, ponto de fusão 1500 C), entrou no espaço entre as duas blindagens, e começou a derreter a segunda blindagem de aço.  A essa temperatura o metal decompõe a água gerando hidrogênio, que acumulou sob alta pressão no alto do reator.  Felizmente o resto do núcleo foi submerso e a massa esfriou antes de furar essa segunda blindagem.  Se os operadores tivessem continuado a seguir o manual por mais uma hora, a blindagem cederia.  Nesse caso o invólucro de concreto seria incapaz de aguentar a pressão, e explodiria, criando um  acidente como o de Chernobyl. 

No caso de Fukushima, o simples fato de que o hidrogênio e isótopos radioativos escaparam mostra que as blidagens de aço já vazaram.  Ou seja, a asituação já foi muito além do clímax de Three Mile Island.  Não dá para saber ainda se o combustível em si vazou.  (O nome "síndrome da China" é devido ao fato de que, depois de derretido, o combustível nuclear não pode ser controlado nem esfriado; se houver uma massa suficiente,  a fissão  nuclear continua gerando calor, e aí a massa sai derretendo tudo o que está embaixo --- concreto, terra, rocha --- até diluir o suficiente para parar a reação nuclear.  Creio que no filme alguém fala "vai descendo até chegar na China".)

Estou num hotel agora, se conseguir amanhã coloco a referência ao artigo da Science.

 

Caro Júlio interior:

E você queria o quê?

Infelizmente, determinados acontecimentos não devem ser noticiados, em função do inevitável pânico que levaria a um perigoso comportamento de manada.

Lembra da célebre transmissão radiofônica de Orson Welles, quando o planeta estaria sendo invadido por extraterrestres? E anos depois, com o anúncio, verdadeiro, de que um meteorito iria cair na Terra? Neste último, me lembro de pessoas que não saíram de casa no tal dia, com medo do tal meteorito acertá-los na cabeça. E os termômetros de rua, que só podem chegar a 41º(antigamente indicavam a realidade, mas muita gente passava mal ao ver a temperatura altíssima)? Se as  pessoas se apavoram com relativa facilidade, imagine no caso de fusão de reator nuclear.

Daí o silêncio ensurdecedor sobre este possível desastre nos reatores nucleares japoneses- será que são apenas quatro deles com risco de fusão? Falo isto porque enfrentar um terremoto de 8.9 (gigantesco, portanto) de uma hora prá outra, isto é, não foi detectado para que desse tempo às habituais rotinas de prevenção, evacuação, etc..., pode ter causado danos ainda maiores que o anunciado, com danos ainda imprevisíveis, e que poderão afetar a vida de dezenas de milhares de pessoas que vivem naquelas proximidades.

Se um evento deste tipo tivesse ocorrido em outro país que não o Japão, estaríamos assistindo a um quadro de tragédia dez vezes pior- nenhuma das inúmeras pontes cedeu, nenhum prédio alto desabou, ou seja, aquele país tem uma excelente logística para enfrentar um acontecimento como este.

Daqui a pouco teremos o início da gritaria dos ecologistas, ativistas ambientais, a turma do IPCC e equivalentes, todos a vociferar contra a existência de usinas nucleares, todos eles sempre a favor da vida natural, isto é, sem indústrias, sem poluição de qualquer espécie, sem hidrelétricas, sem efeito-estufa, sem aquecimento global ou o que quer que isto signifique, e por aí vai, até que a humanidade consiga voltar à Idade da Pedra. Aguarde para assistir a este show ambientalista-midiático, não tem erro.

Um abraço     

 

se é um show ambientalista-midiatico, acho que você pode comprar um bilhete para o japão e ir ajudar a limpar o lixo radioativo.

vamos ter uma nova chernobil!!

 

 

Caro Frederico69:

Obrigado pelo retorno.

Gostei da idéia, então vamos combinar uma coisa- vai você na frente, e de lá você me avisa sobre o quanto tem de lixo radioativo, prá eu poder comprar a quantidade certa de vassouras prá limpar a imundície.

De qualquer modo, o show a que me referi não acontecerá no Japão, mas no patropi mesmo e em outros países.

Como o desastre foi no Japão, o tal espetáculo rolará de um jeito, mas se tivesse sido no Irã a conversa era outra, certo? Até o Greenpeace ressucitaria.

Um abraço

 

tudo bem, vou encomendar as nossas passagens. mas a pá vai ter que ser grande!

o problema é que os ambientalistas estão com a razão neste caso. será que os riscos compensam?

já não é  a primeira, nem a segunda usina que vai pro brejo. 

quanta gente afetada! durante quantos séculos vai ficar tudo contaminado.

construir usina nuclear numa área sujeita a terremotos não é muito sensato.

o espetáculo é midiático, mas os ambientalistas estão com a razão, e não leve ao extremo de achar que querem voltar ao tempo das cavernas.

mas continuar como estamos não vai dar!!

 

Caro Frederico69:

Gostei.

Olhe para a Europa e veja se os riscos da energia nuclear compensam - Bélgica com 46 bi de KW, 54% da produção energética do país, Armênia com 2,35 KW e 43,5%, Bulgária com 13,7 KW e 32%, Finlândia com 22,5 KW e 29%, França com 420,1 KW e 77%, Alemanha com 133,2 KW e 26%,Suécia com 64,3 KW e 46%, Rússia com 148 KW e 16%, etc... , além dos EUA, com 806,6 KW e 19,4% da produção energética do país. São dados de 2008, fornecidos pela World Nuclear Association.

Eram 453 reatores nucleares espalhados pelo mundo em 2008, com mais 35 em construção, tendo participação de 6% na matriz mundial de energia elétrica.

Sobre o destino do lixo radioativo, o grande temor de muitos, é assunto já superado.

Nesta área, matriz energética, problema inúmeras vezes maior é o petróleo, ou melhor, a escassez dele e seus derivados em futuro próximo- ontem teve um post sobre o assunto, O colapso da velha ordem do petróleo-14:00,  vale a pena uma leitura.

Sobre os ambientalistas – a maioria não sabe o que fala, não consegue entender que a preocupação primeira da discussão é com as pessoas, ou seja, água potável, saneamento básico, destino final do lixo, etc..., e depois as árvores e animais. Marina Silva, prá minha sorte rsrs, também encara a questão desta maneira.

Um abraço

 

Irã oferece ajuda especializada contra vazamento radioativo ao Japão

IRÃ OFERECE AJUDA

http://www.dw-world.de/dw/0,,8073,00.html#efe3

Teerã, 12 mar (EFE).- O Irã tem várias equipes de ajuda especializada preparadas para acidentes nucleares e está disposto a enviá-las imediatamente ao Japão, se Tóquio solicitar, anunciou neste sábado o diretor do Crescente Vermelho Iraniano, Mahmoud Muzaffar.
"Devido ao risco de vazamento de material radioativo após o terremoto de sexta-feira, o crescente Vermelho Iraniano está pronto para enviar equipes de resgate especializadas em radiações nucleares. Essas equipes estão preparadas na províncias de Bushehr e Isfahan", onde o Irã possui centros atômicos, explicou.
Muzaffar, citado pela agência de notícias "Irna", revelou, além disso, que já entrou em contato com a organização japonesa e com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para oferecer ajuda de primeira necessidade.
"Já comunicamos à Cruz Vermelha do Japão que estamos prontos para enviar artigos essenciais, como cobertores, barracas de campanha e alimentos", disse. EFE
jm/tf

 

 

Informações atualizadas sobre os efeitos nucleares do terremoto no Japão podem ser encontradas aqui:

@iaeaorg Please check our Facebook page for IAEA updates on the Japan earthquake: www.facebook.com/iaeaorg. Alert Log is down due to heavy traffic

 

O que mais preocupa é que o governo japonês apressa-se em dizer que o reator NÃO foi atIingido. Para quem conhece linguagem governamental isso pode ser traduzido como:  "Fujam daquela região o mais rápido possível, nós ainda não sabemos o que fazer"

Tomara que essa tragédia não se agigante mais ainda. O Japão, mais uma vez, vítima de uma catástrofe atômica.

 

O governo japonês falou corretamente: o núcleo do reator não explodiu. E nem vai explodir. Isso não acontece porque ele não é uma bomba.

O que explodiu foi o vapor de água que movimenta as turbinas e resfria o núcleo. A pressão descontrolada explodiu as paredes e o teto da usina.

Corretamente, o governo japonês informa da iminência do núcleo se fundir, caso não consigam resfriá-lo novamente,  o núcleo em si vai derreter e as barras que o compõe vão se fundir com o próprio calor. Um calor tão grande que derreterá tudo pela frente, entrando terra abaixo.

Chama-se o fenômeno de "síndrome da China", mas como ocorre no Japão, o núcleo teria como destino o Brasil, caso realmente atravessasse o planeta.

 

"Corretamente, o governo japonês informa da iminência do núcleo se fundir, caso não consigam resfriá-lo novamente,  o núcleo em si vai derreter e as barras que o compõe vão se fundir com o próprio calor. Um calor tão grande que derreterá tudo pela frente, entrando terra abaixo."

 

Obrigado, agora entendi porque os helicópteros jogando concreto em cima. Isso evitaria um desastre radiotivo ? 

 

Essa "forte explosão" que ocorreu na usina quando tentavam resfriar o núcleo pôs por terra toda a tranquilidade que tentam passar. Pelo vídeo, reportagens e diagramas da usina, percebe-se que a explosão foi causada pela pressão do vapor radioativo contra o teto e paredes de concreto da usina.

Em outras palavras, as paredes e o teto de concreto desabaram, o vapor radioativo escapou de uma vez e o núcleo agora jaz exposto! Talvez até sem água suficiente para resfriá-lo quiçá um pouquinho...

Provavelmente o núcleo já se fundiu e afundou (síndrome da China).

Em breve veremos helicópteros despejando concreto aos poucos para isolar o núcleo, como aconteceu em Tchernobyu, na antiga URSS.

Acho que é o pior dos mundos para quem trabalha ou estuda o uso civil da energia nuclear. Este acidente terá consequencias muito superiores ao terremoto e a tsunami em si.

Três enormes tragédias, interligadas, em um único dia e num só país... É azar de mais... Será que a defesa civil de lá tem condições de remediar tamanho dano, mesmo com uma população tão "comportada"?

Mesmo assim não consigo esquecer o destino de tragédias que assolam também o Haiti.

 

 

Só uma coisinha.....não acho que seja azar...não no que diz respeito à Usina Nuclear........é  a irresponsabilidade de alguns....que faz com que todo o resto padeça.  NO caso do Japão é até compreensível afinal eles não  possuem área mas,  a irresponsabilidade maior vê-se aqui no Brasil quando muitos partem para defesa da Nuclear....Tinha que pegar estas pessoas que querem nos empurrar Usinas Nucleares e colocá-los todos sentadinhos em cima do reator....eles mudam de idéia rapidinho....ainda mais aqui no Brasil um país super propício para às Usinas Hidreletricas...veja o caso de Belo Monte...vi um monte de babaca, e de ONG's, defendendo  Usinas Nucleares e Termoelétricas....precisavam ser açoitados em praça pública....

 

#vaitercopa

O Japão não tem alternativa energética. (Mas se fosse mais amigo dos seus vizinhos poderia, sim, importar energia da China  desde o fim da 2o Guerra em ações conjuntas como a que construiu Itaipu no Brasil.)

Usinas nucleares brasileiras não estão sob o mesmo risco de terremoto, como no Japão. Então os riscos de acidente são outros, como a manutenção e descarte. Pontos preocupantes, mas monitoráveis.

Minha dúvida é se o projeto nuclear japonês previu alguns procedimentos para estes casos, como dissipar a maior parte da radiotividade para o mar naturalmente, pelo vento e localizar a usina longe de lençois freáticos e outros pontos que podem potencializar ainda mais os danos ao meio ambiente e ao homem.

Se não for satisfatoriamente remediado, com certeza este acidente irá mudar profundamente a visão política sobre as energias alternativas. Aumentando as pesquisas em fontes menos agressivas e renováveis.

Pois com o petróleo escasseando, seus países produtores em crises constantes e mais esse acidente grave em usina nuclear importante; sobra o desespero de encontrar outra solução rápida para a fome global por energia.

Acho que devemos ter serenidade nesta discussão e não sair por aí metendo o pau alienadamente. Ninguém constrói usina nuclear "por capricho". O Japão é prova de sua necessidade. Não poder contar com a energia nuclear exige uma solução alternativa que simplesmente não existe!

 

O Japão é um país que sofre constatnes abalos sísmicos e, por conta disto, o país inteiro é preparado, desde a infância, para estes fatos.  Vimos, pelos meios de informações, até uma aparente tranquilidade com relação ao terremoto, acredito até que os mortos decorrentes do terremoto maior e dos outros de menor escala,  sejam poucos, algum material que tenha despencado de algum prédio, vidros etc, podem até ter causado alguma morte e ferido alguns mas, acredito que a grande maioria dos mortos, tenham sido causados pelo tsunami...foi o tsunami que ferrou tudo, e aí que foi o azar.  Mas, agora, com a possibilidade crescente de um terrível acidente nuclear, sem dúvida que a tragédia vai aumentar e muito.  

O mundo não cessará seu desenvolvimento....o crescimento é continuo, energia faz parte, e como, deste movimento.  Com nossa economia em desenvolvimento a demanda por energia será cada vez maior.  Meu questionamento é que aqui no Brasil é prematuro por demais pensar em energia nuclear...temos ainda muitas possibilidades, temos muito o que explorar...agora, se pegarmos Europa, EUA, onde as fontes de energia estão praticamente esgotadas, onde tudo que podia ser explorado, já foi, ou até mesmo  pegarmos o caso do Japão, é até compreensível pensar em usina nuclear mas, não no Brasil.  Sou uma defensora de Belo Monte...fico muito indignada quando alguns membros de ONG's acham muito melhor usina nuclear que uma usina hidrelétrica.  Enquanto se debate tempo é perdido...se pensarmos que uma usina demora anos para ser construída, quando finalmente tivermos Belo monte, precisremos de mais 20 iguais.....

 

#vaitercopa

Jaime, como disse acima, no caso do Japão é até compreensível..minha indignação é com relação aos que defendem Usina Nuclear aqui para o Brasil....fico realmente indignada com isto.....afinal, o Brasil é um país propício para este tipo de energia..cortado por rios, nossa geografia é boa para isto e ainda temos espaço....por isso minha indignação.  

 

#vaitercopa

Caro Jaime Balbino:

“Acho que é o pior dos mundos para quem trabalha ou estuda o uso civil da energia nuclear. Este acidente terá consequencias muito superiores ao terremoto e a tsunami em si.

Três enormes tragédias, interligadas, em um único dia e num só país... É azar de mais... Será que a defesa civil de lá tem condições de remediar tamanho dano, mesmo com uma população tão "comportada"?”

Pode anotar, este seu comentário será um dos poucos em que a sensatez estará presente.

Um abraço  

 

Acho que irão esconder  do resto do planeta os riscos reais.

 

Isso não é possível, Marcia! A europa possui muitos sensores de medição de radiação e, assim como aconteceu com Chernobyl, logo vai "botar a boca no trombone". Abs.

 

  Sei não, Nonato. Chernobyl envolvia a Rússia. Ou melhor, a União Soviética. Havia, então, um enorme interesse de mostrar os desacertos dos "comunas".

 

Usina nuclear acaba de explodir

 

 

Em seu livro “Small is Beautiful”, de 1973, o economista inglês E. F. Schumacher ataca contundentemente a energia nuclear. Agora, o terremoto e tsunami no Japão que provocaram vazamento de radiação em usina nuclear fazem lembrar do que ele disse.

Schumacher cita o caso dos resíduos radiativos na Inglaterra. Segundo ele, há lá resíduos radiativos líquidos que não podem ser lançados na natureza, pois penetrariam no solo contaminando lençóis d'água, daí rios e mares. A solução foi armazená-los em grandes tonéis. Para prevenir o rompimento dos tonéis por oxidação (por alguma razão que ele não explicou no texto, os tonéis teriam de ser metálicos) o material escolhido para os recipientes foi aço inoxidável. Contudo, como o resíduo é radiativo, a radiação aquece continuamente os tonéis que podem vir a romperem-se por isto. Assim, os tonéis são continuamente resfriados com água. Detalhe: a meia-vida dos resíduos é de 1.000 (mil) anos. Durante mil anos, ao menos, os tonéis terão de ser continuamente resfriados, sob pena danos trágicos à natureza e a toda vida que ela sustenta.

Hoje, alguns defendem a energia atômica como solução para redução da poluição do aquecimento global. De acordo com o pensamento de Schumacher, isto é substituir uma tecnologia ruim por ser poluidora por outra muitíssimo pior. Disse ele, grosso modo: com o advento do uso generalizado da energia nuclear, a poluição tal como a conhecemos será bênção frente à poluição decorrente da energia nuclear. Realmente, os casos russo e brasileiro (em Goiás), dentre muitos exemplos, fazem temer pelo futuro.

Mesmo depois do preço que hoje se paga pela poluição, ainda não aprendemos: repetimos o erro dos primeiros tempos da industrialização, criando indústrias sem considerar os malefícios de seus resíduos e a destinação adequada deles, afora a segurança de suas operaçoes que tem de ser absoluta - é realmente confiar muito na sorte instalar usinas nucleares em um lugar tão suscetível a terremotos como é o Japão.

 

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/887738-forte-explosao-em-usina-nuclear-de-fukushima-deixa-4-feridos.shtml

 

Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico.

Julio, no swissinfo e no deutschewelle detalhes dos vazamentos...Abs.

http://www.swissinfo.ch/por/internacional/Radiacao_vaza_de_usina_nuclear_japonesa_apos_terremoto.html?cid=29709160

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,14907094,00.html

 

E quem vai se habilitar??  Passaram alguns anos nos falando dos benefícios da energia nuclear....e de repente....não mais que de repente......cadê as ONG's que defendem Usina Nuclear como alternativa às Usinas Hidrelétricas??  

 

#vaitercopa

Os fatos são que a tecnologia nuclear hoje é muito mais segura que antes e não existem terremotos no Brasil.

Então os defensores da energia nuclear vão continuar defendendo seu uso aqui, ainda mais enquanto os ambientalistas agirem como fundamentalistas para impedir que sejam feitos reservatórios de tamanho que viabilizem novas usinas hidrelétricas.

Usinas eólicas são bonitinhas, mas ordinárias: Caras e com pouca energia firme. Usinas solares ainda são inviáveis economicamente e vai demorar um pouco para que isso mude.

Os ambientalistas tem que escolher se preferem as nucleares ou os reservatórios. Esse acidente no Japão é mais uma prova que é mais prudente continuar com os reservatórios.

 

Incrível é que Belo Monte continua sendo questionada após 17 anos de postergações e limitações do seu potencial por parte daqueles fundamentalistas que não pensam em desenvolver a região. A energia de hidroelétricas onde o Brasil ainda detém vasto potencial e tecnologia própria, tratar-se de energia limpa e de menor custo do MW, continua sendo postergarda e criando gargalos ao desenvolvimento do país.

Imaginem como estariam as regiões Sul e Sudeste se Itaipú não fosse construída décadas passadas. Energia Nuclear ainda é um grande problema não resolvido em qualquer lugar do planeta, independente de abalos sísmicos é uma grande fonte de riscos sujeitos a acidentes de grandes proporções.

 

webster franklin

Vão ficar quietinhas Dê, caso a hecatombe aconteça no Japão, tudo para que o unico acidente nuclear lembrado seja o de Chernobil... Tre Mary Land, Hirochima e Nagasaqui e as Ilhas Bikine (devastadas em nome do primeiro teste da bomba-H) sejam devidamente esquecidos.

 

Abraços.