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O silêncio começa a ser quebrado

Da Carta Maior

Pedido de CPI e discursos quebram silêncio sobre Privataria Tucana

Deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) tenta criar CPI com foco nas privatizações. Cúpula do PT ainda analisa como se posicionar, mas, diante de 'fatos gravíssimos', líderes na Câmara e Senado mostram disposição para guerra com PSDB. Deputado-delegado tucano acha livro 'importante' mas, para líderes, denúncia é 'requentada'. Serrista, presidente do PPS exalta-se ao ser questionado.

BRASÍLIA – A Privataria Tucana, livro recém lançado com denúncia de corrupção na venda de estatais de telefonia no governo Fernando Henrique e de lavagem de dinheiro pela família do ex-ministro José Serra, motivou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados.

E, no Congresso, opôs os dois principais partidos envolvidos e interessados, PT e PSDB. Enquanto líderes petistas defenderam investigar o conteúdo do livro - embora com cautela, já que a cúpula do partido ainda busca uma forma de lidar com o assunto -, tucanos classificaram-no como “requentado” e de autor sem credibilidade.

A abertura de uma CPI foi solicitada pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), delegado da Polícia Federal (PF). Às 18 horas desta terça-feira (13), ele disse à reportagem que já havia coletado 27 assinaturas – precisa de ao menos 177. Por volta das 20h, em discurso na tribuna da Câmara, afirmou que já teria mais de 100.

"Qual o foco do requerimento da CPI, deputado?" “O foco são as privatizações. Elas prejudicaram o país e proporcionaram desvio de dinheiro público”, disse Protógenes.

Um dos signatários da CPI foi um deputado que também é delegado da PF como Protógenes, mas filiado ao PSDB. “É um livro tão importante quanto todos os outros, independentemente do partido, se é PSDB ou PT”, afirmou Fernando Francischini à Carta Maior

O tucano elegeu-se pelo Paraná, estado por meio do qual saíram para o exterior, de forma ilegal, bilhões em recursos que, segundo o livro, teriam origem ilícita na “privataria”. O duto era o banco do estado do Paraná, o Banestado. “Ali foi um descontrole total de um banco usado para roubar dinheiro público. Foi o maior roubo de dinheiro público que eu já vi”, afirmou Francischini que, como delegado da PF, acompanhou o caso.

O duto do Banestado foi objeto de uma CPI logo no início do governo Lula, em 2003. A comissão revelou-se uma das fontes de informação mais importantes para o autor do livro, o jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Acusado no livro de ter participado de uma CPI de faz-de-conta, resultante de um “acordão” entre tucanos e petistas para aliviar nas investigações que afetariam os dois lados, o relator, deputado José Mentor (PT-SP), disse que assinaria o pedido de CPI da Privataria. “Não houve acordão. O que houve foi uma ação do PSDB para acabar logo com a CPI”, afirmou Mentor. “O relatório final fala no Ricardo Sérgio, inclusive.”

Ricardo Sérgio de Oliveira foi arrecadador de fundos para campanhas de FHC e José Serra e é um personagens mais importantes do livro.

PT versus PSDB
Nesta terça-feira (13), membros da executiva nacional do PT reuniram para discutir como o partido iria lidar com o caso, mas os líderes do partido na Câmara e no Senado mostraram-se dispostos para acuar o PSDB, ainda que com cautela.

A reunião e a cautela se explicam porque há pelo menos duas indigestões para o partido no livro. O presidente do PT, Rui Falcão, processa Amaury Ribeiro Jr., por conta de revelações do jornalista sobre uma briga interna na campanha presidencial de Dilma Rousseff no ano passado. Outra é o “acordão” sobre a CPI do Banestado.

“É um livro muito interessante que recebeu um silêncio sepulcral da mídia”, disse o líder do PT no Senadio, Humberto Costa (PE). “São fatos gravíssimos, e já há um movimento no Ministério Público para reabrir investigações.”

E Há condições de o PT ajudar a criar clima para que as investigações sejam reabertas? “Há.”

O posicionamento do líder na Câmara, Paulo Teixeira (SP), foi parecido. “O livro traz informações consistentes sobre fatos gravíssimos, que exigem investigação das instituições, do parlamento, do Ministério Público.” Como o partido vai agir? “Vai analisar o livro para ver o que cabe. Mas o foco é a roubalheira nas privatizações.”

Aliado do governo e um dos vice-presidente do PDT, o deputado Brizola Neto (RJ) contou que iria procurar o PT para saber qual é o limite de atuação dos petistas. Ele defende a instalação da CPI. “A história começa lá atrás, mas a triangulação continua até hoje. É necessária uma CPI”, afirmou.

Adversário do governo, mas à esquerda, o PSOL acha que no mínimo o autor do livro, Amaury Ribeiro Jr., deveria ser chamado ao Congresso para falar sobre o assunto, até para ajudar a formar convicção em torno de uma CPI.

Em discurso na tribuna da Câmara, o líder do partido, Chico Alencar (RJ), disse que o Brasil precisa “analisar profundamente o passado”. “O livro comprova com farta documentação que [a privatização] foi um processo que escondeu enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas milionárias”, disse.

Já os tucanos e seus aliados optaram por minimizar a denúncia e desqualificar o autor do livro.

“É café requentado da campanha”, disse o líder do bloco de oposição ao governo na Câmara, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

“O autor do livro diz que os elementos que ele traz agora não eram conhecidos ainda, e há um pedido de CPI.”

“Nós apoiamos investigar tudo. O que não dá é para ficar nesse assunto depois de tantos escândalos no governo.”

Para o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), “o livro é material requentado de um indivíduo investigado por uma tramóia contra nosso candidato [na eleição de 2010]”.

“O ministro do Esporte caiu por uma acusação de uma pessoa que é ré num processo criminal.”

“Não, o ministro caiu por um conjunto de situações, a denúncia do policial foi só a gota d'água”, disse Nogueira.

Um dos aliados mais próximos de Serra, mesmo sem ser tucano, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), cujo partido apoiou o tucano na eleição do ano passado, exaltou-se quando perguntado sobre o assunto.

“Deputado, qual a sua opinião sobre o livro A Privataria Tucana?” “Eu não gosto da literatura lulo-petista, particularmente do estilo dossiê.”

“Mas por que essa pergunta?”

“Porque é notícia, foi o livro mais vendido do fim de semana.”

“Que notícia! Isso é para desviar a atenção da corrupção do governo Dilma!”

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Essa gente não é capaz de governar nem as palavras que proferem e querem voltar a governar o país. Francamente. Eles não tem a menor a capacidade de lidar, democraticamente, com pressões públicas (por menores que sejam), não respondem às suspeitas e acusações, apenas negam e tentam silenciar o outro lado. E depois de tudo, ainda têm a pachorra de acusar a Dilma de ser autoritária.

 

A moçada está aqui em pêso e quer saber o que houve com as privatizações e não só devem ser ouvidos como também atendidos nos seus pleitos. A documentação é farta e verdadeira, até parece um jogo de xadrês onde deram voz de xaque-mate aos tucanos, Não tem jeito, entraram numa sinuca de bico e se correr o bicho pega e se ficar, também. Não tem como empurar com a barriga como tem feito o Kassab no caso Controlar. Qualquer justificativa que façam para desvalorizar o conteúdo é insensatez é desculpa esfarrapada como o Serra fez nas suas últimas declarações. Eles, os tucanos estavam tão absortos na sua caça aos ministros que nem perceberam que o bicho se aproximava sorrateiramente e...boftfte.

 

Olha aí! Já arrumaram um advogado! Esse cria do RA!

 

http://blogs.estadao.com.br/marcos-guterman/%E2%80%9Ca-privataria-tucana%E2%80%9D-nao-existe-mais-bobo-no-marketing/

 

Tomara que Julinho de Adeláide esteja certo e que possamos, num futuro próximo, sair todos numa imensa e ruidosa algazarra cívica, cantando e sorrindo numa “ofegante epidemia” que se chama carnaval.

Por enquanto, vamos deglutir e tentar entender um pouco mais de um desses revoltantes capítulos “da nossa pátria mãe tão distraída” roubada cínica e calhordamente “em tenebrosas transações”.

Francisco Buarque de Hollanda, preciso e profético como sempre...

Vai Passar

 

O Congresso Nacional não tem o poder de pedir o impeachmeant do ministro do STF Gilmar Mendes, como fez com o Collor?

 

Tenho lá minhas dúvidas SE apenas compromissos políticos/ideológicos justificam o silência da grande imprensa. 
Lembrem-se dos sobressaltos dela quando da prisão do Daniel Dantas. Alguns jornalistas ficaram com aquilo cortando prego. O Sardenberg até notou o comportamento abestalhado da Miriam Leitão. Por será, hein?

Está na natureza da imprensa(pelo menos a que preza esse nome) verberar fatos, episódios, que fogem da rotina. Para ilustrar essa verdade há a velha metáfora acerca do que é notícia: se o cachorro morde o dono, qual a novidade? Agora, se o dono morde o cachorro? Que baita pauta, não?

Pois é. Aqui no Brasil o dono do cachorro mordeu o cachorro, aliás, matou-o a dentadas, e nada da natureza da mídia se manifestar. Típico caso de uma natureza morta por interesses sabe lá quais.

No escândalo Watergate o "garganta profunda" orientou os repórteres do Washigton Post seguir o dinheiro que chegariam ao fim do novelo. Amaury Jr. fez o mesmo e chegou quase lá. Falta ainda um personagem importante.

Será que o jornalista autor das denúncias tem seu "garganta profunda"? Será que ele vai mandar seguir a....a........cala-te boca.

 

O FHC não sabia de nada? Da lavagem grossa de dinheiro ocorrendo lá fora?

Ou, como ele conseguia dormir de noite depois de seus governos, sabendo o que foi feito no seu tempo?

Do Serra nem falo, ele é mafioso, não? 

 

 

Enquanto o "Privataria Tucana" não consegue esquentar as prateleiras...

Re: O silêncio começa a ser quebrado
 

"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.

Vereador do PSDB da capital de SP chama a Carta Capital de lixo por publicar "A privataria Tucana" e elogia a Veja.

O Vereador Donato PT e o Vereador Floriano  Pesaro PSDB, fizeram um debate na Câmara Municipal de SP sobre o Livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr, A Privataria Tucana, sobre o escandalo das privatizações no Governo FHC e suas ligações com os esquemas de financiamento de campanha irregulares de FHC e José Serra. O livro tem causado polêmica nas redes sociais e já bateu record de vendas. Mas ele lê Estadão, Folha, etc....

 

Observaram o desespero do vereador do PSDB? Típico de quem está com medo. 

 

No programa de maior audiência da Rádio Gaúcha (e portanto do Rio Grande do Sul, creio) o Sala de Redação, hoje a tarde, o cronista DAVID COIMBRA comentou do livro do Amaury. Só que ele duvidou que tenha vendido 15.000 e disse: Isso é impossível!! nunca aconteceu isso no Brasil e nem acontecerá!!!

 

 

Existe um problema maior nisso tudo: Estamos dominados por uma imprensa corrupta, irresponsável, tendenciosa e que representa apenas os interesses de uma minoria, não menos corrupta e de corruptores, demotucanos. O pior é que esses safados, farsantes, dominam nossa mídia e outros setores. Por décadas surrupiaram os cofres públicos, entregaram o país em uma situação lastimável e ainda, atualmente, posam de bonzinhos e fasem discurso sobre ética.  Tudo isso, com a omissão ou conivência dessa imprensa golpista. CANSAMOS DE SER ENGANADOS.

 

Quanto a grita da turma quanto ao PT não se mexer e o governo, é bom lembrar que eles estão fazendo justamente o que cobramos e que é o certo, analise o caso, veja se as provas são confiaveis e ai parta pra ação, quem não segue esse roteiro é a oposição oportunista que pode mentir a vontade pois confia que os desmentidos nunca sairam e ninguem cobrara suas responsabilidades, já o governo e o PT imagina se "mentisse" o munda cairia..

O que tem que acontecer é os deputqados e senadores abrirem uma  CPI, a policia federal refazer todo o trabalho do amaury e a justiça processar os envolvidos

 

alexandre toledo

 Na livraria da Falha qual o item mais vendido entre todas as lojas? Quem acertar ganha um "oba"!

http://livraria.folha.com.br/maisvendidos

 

Ontem o livro já estava na internet em PDF para download gratuito. É uma forma que os tucanos acharam, suponho, de reduzir sua trajetória de sucesso, impedindo que ele se transforme no maior evento editorial do país em todos os tempos. Quem quiser, baixe, mas compre também. Eu já pedi o meu e estou na fila de espera.

 

Penso até que o livro de Amaury não alcança o fundo do poço onde a imprensa paulista e tucanos esconderam os vestígios da robalheira no governo de FHC, até porque conseguiram por muitos anos ocultar a trairagem e filho do ex-presidente com a jornalista da TV Globo.

 

 

Vc. quer dizer a história do filho que não era filho. O FHC foi chifrado e o filho no final era de outro....Foi o DNA que falou, não eu...

 

Depois do regime militar (censura, choque eletríco e pau de arara), nunca imaginei que a imprensa paulista descesse tanto,  a ponto de esconder um livro que revela um dos maiores escândalo de corrupção no Brasil.

 

O comportamento, quase previsível, da mídia e do DEM-PSDB após o lançamento do livro do Amaury, A Privataria Tucana:

- A parte do PIGmais "civilizada" (como Noblat, Boechat, Miss Massa Cheirosa e os demais serristas da Folha) vai na trajetória de minimizar ou até desqualificar o livro; apresentando-o aos seus leitores como coisa "requentada" da época da campanha em 2010 ou retaliação do autor contra Serra e Ricardo Sérgio;

- O esgoto vai vociferar como na campanha em 2010, vem chumbo grosso pra cima do jornalista, quebra de sigilo fiscal e bancário vai ser fichinha, Serra já deu a ordem... é só esperar - a última capa da inominável não deixa dúvidas: são falsários os membros do PT e o próprio Amaury;

- A oposição, e seus membros mais ilustres como Alvaro Dias, vão seguir a linha da desqualificação e tentativa de dizer que o livro é um requentado dos tais ataques que a campanha de Dilma fazia ao serrismo - interessante que só nos 2 últimos capítulos o autor mergulha em episódios diretamente ligados à campanha e mesmo assim são alguns membros do PT (Palocci, Rui Falcão) que são citados e em circunstâncias que levam a crer que na disputa interna dos grupos de MG e SP do partido eles se digladiavam para comandar o desenrolar da eleição; pela fala que acompanhei de Alvaro Dias após o livro sair cheguei à desconfiar que ou ele não teve a curiosidade de ler o texto do Amaury ou se o leu, não entendeu patavinas das letras ali impressas;

- De qualquer modo estão numa sinuca de bico a partir de agora pois mesmo a tentativa de desqualificação do livro, que eu acredito será a tônica de todo o PIG, pode despertar no seu público o desejo de conhecer a narrativa, que é de leitura agradável, com passagens bem gostosas de bom humor, e onde o jornalista traduz para linguagem compreensível os diversos estratagemas escusos que os aliados de FHC e Serra usaram para surrupiar o patrimônio do povo brasileiro via lavagem de dinheiro pra lá de sujo.

- Teremos uma idéia mais apurada já nesses últimos dias da semana, o pedido de CPI, encabeçado por Protógenes (PC do B), nos mostrará, em mais um episódio do tipo Virada de Esquina da História do Brasil, como se portarão os varões de Plutarco da terra brasilis.

 

Espero mesmo que, como diz o senador Humberto Costa, haja um movimento do Ministério Público no sentido de investigar essas denúncias. O silêncio do MP é muito mais grave do que o da mídia. Este último é normal, e até bom, de certo modo, pois desmascara ainda mais sua parcialidade. Já o silêncio do MP é preocupante. Qualquer denunciazinha sem nenhum embasamento, baseada em vídeos ou gravações jamais apresentadas, que o bando dos quatro midiático veicule, no dia seguinte vira investigação da PF, do MP & Cia. O imobilismo deles ante essa denúncia amplamente documentada é que me preocupa. Se não tiveram ainda tempo de investigar, tiveram tempo mais do que suficiente para dizer que investigariam. E até agora silêncio...

 

"O mundo estaria salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas" Nelson Rodrigues

Como estou lendo "Memória das Trevas,uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães, de José Carlos Teixeira Gomes- não sabia da existência deste livro, mas passei a saber da depois da entrevista que li do Emediato no blog do Azenha.  Tem três frases citadas no livro que achei muito interessantes e oportunas para o momento do livro do Amaury, publicado pela mesma editora.

 

 

"Uma sociedade de carneiros acaba por gerar um governo de lobos."

                                                                                   Victor Hugo.    

 

 

"Não é fácil viver entre os insanos"

                          Gregório de Matos

 

"Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece".

                                                                                                                    Hannah  Arendt

 

Realmente, não estou entendendo mais nada. Enquanto um terremoto desse abala as estruturas do país, uma imprensa mesquinha, comprada, covarde, cara de pau e corrupta reivindica a ida de Pimentel para falar de seus trabalhos particulares quando não exercia cargo público. O hipócrita e mentecapto do Álvaro Dias solta uma nota anunciando que a revista Espia (veja, que nojo) publicou declaração dizendo que Eduardo Azeredo não é corrupto. Está tudo de cabeça para baixo mesmo. Essa máfia demotucana não tem limites. Querem enganar a quem continuando com toda essa farsa??? CANSAMOS DE SER ENGANADOS. Fora PIG, fora demotucanos, o Brasil não aguenta mais décadas de exploração e descalabros. A sociedade evoluiu e precisamos evoluir também nessas áreas.  

 

O silêncio da grande imprensa constitui uma confissão clara do seu papel de informar o público. Transformaram o jornal em instrumento de poder e de bandidagem sem vergonha e sem escrúpulos.

Uma pergunta fica no ar: Como este fato tão escabroso do silêncio da grande imprensa é tratado nas escolas de jornalismo? Hoje mesmo, na sala de aula. Afinal ninguem faz um curso tão importante para ser bandido, não é? Na maioria são jovens esperançosos no futuro do Brasil e do mundo.

Há alguem por aí que lá estuda e pode dar seu testemunho?

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

O jornalista Elio Gaspari, que usa o termo "privataria" há anos, mantem-se calado sobre o livro. Não pia nem para reclamar de direitos autoriais sobre a criação do vocábulo.

 

Esse é um que vai se arrepender pelo resto da vida de ter criado esse neologismo.

 

Ouvi dizer que o Jânio de Freitas e o Elio Gáspari estão lendo a Privataria, já o Rossi...acabamos de descobrir que o ranzinismo dêle contra o mal-feito só o indigna se os malfeitores forém do partido da estrela ou de seus aliados mais próximos.

 

"Just when I thought I was out... they pull me back in"

Parece que "café requentado" é a palavra de ordem, isso dos senhores que se esbaldaram com esse café, ainda quente!

 

Caro Nasif, se puder, esclareça-me por que a filha de Serra teria que invadir as contas de milhares de correntistas do Banco do Brasil. Até hoje não entendi isso. fico-lhe grata com a resposta, viu?

 

 PHA, em estado de graça

'O ansioso blogueiro vai ao shopping contemplar os sombrios rostos tucanos de Higienópolis.

O Amaury estragou o Natal de São Paulo.

O jovem se aproxima, com voz baixa, inseguro.

- O senhor acha que eles não vão publicar nada do livro do Amaury ?

- Não, não vão publicar nada.

- E a gente aqui em São Paulo fala mal do Maranhão …

- Como assim ?, pergunta o ansioso blogueiro.

- A gente fala mal, diz que o Sarney manda em tudo, controla tudo …

- Mas, e daí ?

- O senhor acha que se fosse com a família do Sarney ia sair alguma coisa no Maranhão ?

- Nunca !

- Então. Isso aqui é um grande Maranhão.

Pano rápido.

Paulo Henrique Amorim

:

 

 

Realmente, o Maranhão repete-se na região mais rica e instruída do país. Que ironia!

(Parentesis: O Jornal do Meio Dia da Globo acaba de dar....................................que Marcos Aurélio, o mentor do MENSALÃO acaba de ser solto etc e tal. Rir ou chorar?). Sobre o livro: Nada!

Continuando: vocês paulistas, cariocas, mineiros, capixabas, não se sentem rebaixados nas suas inteligências com esse tratamento? 

Isso é inédito na história do Brasil e da humanidade: a imprensa(serve para quê mesmo?) esnobar matéria envolvendo altos figurões do governo e do empresariado. 

 

 1)  Se é café requentado, então não há nada que os tucanos possam temer, vamos à CPI. 2) Se o Roberto Freire não gosta de literatura lulo-petista, nós também não gostamos de literatura anti lulo petista. 3) Paulo Abi Ackel diz que não dá prá ficar neste assunto depois de tantos escândalos do atual govêrno. Deputado, não me leve à mal, mas depois da passagem de vocês pelo poder, a palavra ESCÂNDALO deveria ser retirada do vocabulário da Lingua Portuguesa. O que vocês fizeram com a coitada, é muita sacanagem. Além disso, com êste sôbrenome........

 

O silêncio neste caso não é apenas por uma tendência política, esse livro pega de cheio os principais anunciantes da mídia as “TELES”.

Até agora estes escândalos que derrubaram ministros , tinham como corruptores apenas peixes pequenos.Uma empreiteira , uma ONG etc... , mesmo assim o corruptor muitas vezes era exibido como vítima de um esquema que “obriga” pagar propina , financiar campanhas.

 

Neste livro a coisa muda de figura o  “corruptor”  é expressiva e envolve grandes empresas.Outro fato, o todo poderoso Dantas é um dos personagens de destaque da trama, esse cara tem uma blindagem de titânio.Todos os juízes, delegados federais que ousaram enquadrá-lo levaram a pior.

 

Enfim o silêncio da mídia não é uma mera questão de preferência política .

 

O processo de privatização foi parte integrante do Plano Real, assim como a Lei de Responsabilidade Fiscal mas a ideia de privatização é anterior ao Plano  e foi prevista por uma Lei do Governo Itamar, a 8.301, que instaurou o Programa Nacional de Desestatização.

A privatização merece um livro texto de qualidade e o Luis Nassif seria o melhor autor sobre o tema, porque conhece as origens, o desdobramento, os modelos e foi testemunha ocular do processo.

A privatização foi um processo invetavel no Governo FHC e era parte de uma onda mundial, na mesma época quase todos os governos do mundo passaram por processos semelhantes. Sem a privatização o Brasil de hoje não teria a projeção internacional que tem, não teria a acumulação de reservas que tem porque não teria a mesma atrattividade para o capital estrangeiro, não seria Pais com grau de investimento pelas agencias de risco,  pais estatista é marginalizado pelo mercado financeiro internacional e anda para trás.

Todavia, houve erros de concepção e de execução no modelo brasileiro em graus diferentes por areas, à época o Nassif, na sua coluna na Folha, debateu muito os erros do modelo, no que tinha toda razão, havia alternativas muito melhores e com maior beneficio social e economico para o Pais.

Os piores casos foram os das telecomunicações e das ferrovias, os melhores foram os da energia eletrica e dos bancos estaduais, os da siderurgia e mineração teve aspectos bons e ruins.

Dentro os casos mal conduzidos das teles o pior foi o leilão da telefonia fixa aonde ocorreu uma absurda confusão que levou a um final mal resolvido aonde restaram a Telefonica, a Telemar e a Brasil Telecom.

Foi esse o palco da atuação de Ricardo Sergio no BB ao oferecer garantias a um dos consorcios, gerando já na época grandes criticas na imprensa, inclusive na revista VEJA, que comentou sobre os gastos do diretor do BB com vinhos caros em Nova York em matéria escandalosa.

O livro A Privataria Tucana nem de leve trata em profundidade do processo de privatização, é um licro tipo dossiê de ataque, usando varios truques baratos, como expor muitas paginas de coumentos reais mas que não tem ligação com a tese que ele pretende demonstrar. Os documentos basicamente mostram a existencia de sociedades off shores e de contrapartes no Brasil, mostra fluxo de fundos entre essas sociedades mas não tem o elo entre essas ditas provas e a privatização. Os fundos podem ser de qualquer origem, inclusive outros tipos de corrupção e as alegações de propinas na privatização não tem prova, tem muitas deduções e insinuações, algumas até viaveis mas não provadas, estamos falando do livro, eu não poria a mão nem na agua morna por qualquer dos participantes do processo, tendo apenas ver os fios da meada e fazer uma analise racional da obra.

Os leilões de privatização foram internacionais, com editais publicados na imprensa estrangeira, os licitantes foram representados por grandes bancos e corretoras, com data room, caução de garantias,

leilões abertos e solenes nas bolsas de São Paulo e Rio de Janeiro. Porque um consorcio vencedor pagaria propina? Venceu o maior lance, o ganhador precisa pagar propina para que? Uma propina de 15 milhões na arrematação da Vale existira porque na razão? Nenhuma, no entanto o Amaury cita essa propina como se ela provada estivesse, não tem logica, o leilão da Vale teve licitantes peso pesadissimos, o perdedor tinha muito mais recursos do que o ganhador mas não quis aumentar o lance.

Comissões ou fees podem existir é na formação de consorcios, faz parte do mercado financeiro e tambem na prestação de garantias, que é um ponto nevralgico do processo.

Então o livro junta um conjunto de documentos publicos, obtidos em cartorio, aonde se prova a existencia de sociedades e associações, em tese todas legais. Quem cria off shores e firmas locais contrapartes dessas off shores esta no mundo societario legal e deve pretender operar no cambio  oficial, via SISBACEN, que passa pelo Banco Central. Em tese não há crime fiscal ou  de lavagem  de dinheiro passando por veiculos legalizados, registrados e oferecidos à tributação.

Um documento importante do livro é a planilha de movimento das contas CC-5 obtida na CPMI do Banestado, é um documento revelador mas novamente faltam os elos de causa-efeito com a privatização. Pode ser dinheiro de qualquer origem, a movimentação é suspeita mas tudo isso foi enterrado pela propria Comissão, cuja relatoria era do PT.

Livros dossiês com escrituras, sociedade em firmas e vida pessoal se pode montar contra qualquer politico brasileiro, material sempre terá, desde que alguem pague para o autor investigar, leva tempo, custa caro, exige viagens, pesquisas, etc., é o caso desse livro, cuja finalidade é obviamente para

atender a objetivos bem definidos embora me pareça fora de hora, o atacado já está com o filme bem queimado por seus proprios erros politicos.

O livro em si tem escasso valor, não trata nem tangenciando o processo de privatização, tem um amontoado de dcoumentos que nada tem a ver com privatização e as alegações de corrupção na privatização não tem sequer evidencia, tem achismos e alegações, os movimentos suspeitissimos de Ricardo Sergio não são nenhuma novidade, foram abundantemente reportados à época na grande imprensa, portanto não são uma revelação e o caso muito mal manejado na ptrivatização foi especificamente esse, na telefonia fixa, o rolo existiu entre Daniel Dantas e o grupo Jereissati, tudo isso realmente aconteceu mas foi completamente revelado à época dos fatos, o livro não trouxe nada de novo.

Os demais processos de privatização foram mais tranquilos e transparentes, não deixaram sequelas,

o que não cabe é a mistura, corrupção existe no Brasil desde o Descobrimento, passando pelo Brasil Colonia, pelo Reinado de Dom João VI, aonde se cobrava 17% de propina na Alfandega do Rio, no Brasil Imperial, na Republica Velha, no periodo varguista, a corrupção nunca deixou de existir no Brasil, não tem nada a ver especificamente com privatização, aonde um dos objetivos é exatamente diminuir a corrupção pelo enxugamento do campo de operação nas estatais e o livro presta um mau serviço ou pretender mixar corrupção como se ela fosse elemento essencial do processo de privatização, o que não foi de modo algum, o caso Telecom foi especial e não foi representativo dos demais leilões, sempre lembrando que os processos foram todos conduzidos pelo BNDES, o que é uma garantia de qualidade no sistema, a União arrecadou 127 bilhões de dolares, muitos investidores perderam muito dinheiro e o caso mais espetacular de ganho, o da Vale, foi parar de novo no guarda chuva do Governo Federal, que indiretamente voltou a controlar a Vale através da Previ.

 

É evidente que o livro não é nem poderia ser um tratado científico e com provas absolutas de tudo. Isso cabe ao MP, a PF, a justiça, etcl. Nenhum livro é assim. Duvido que os seus sejam. Também não tem nada a ver com desqualificar privatizações a priori, cada caso é um caso, evidente. O livro trata - e o próprio autor ja falou - dos elos da turma do Serra, que nem era ligado ao pessoal do real,  com as privatizações, principalmente de sua filha, que comprou a casa que ele mora hoje com dinheiro para lá de suspeito. Sem dúvida que um livro sobre as privatizações de uma maneira geral teria que ser bem mais abrangente, mas esta não é a ideia do livro do Amaury. E o fato de a grande mídia até agora esconder o livro só mostra o rabo preso claro que ela possui com o Serra, como o Nassif vive mencionando aqui, do tal acordo com a mídia em 2005.

 

Vejamos só um caso, relatado nas páginas 127 e 128 do livro "A PRIVATARIA TUCANA".

O favorecido é o primo (by law) de José Serra, Gregório Marim Preciado, falido, com execuções na praça e inscrito na relação de grandes devedores do BB.

Ricardo Sérgio ajuda Preciado a abater parte da dívida no BB. Direcionou dinheiro da Previ e de bancos estatais para ajudar o consórcio Guaraniana de Preciado a adquirir 3 estatais do setor elétrico.

Pois bem, entre 1998 e 2000, Precido depositou U$ 2,5 bilhões (!!!) na conta de Ricardo Sérgio na Franton Interprise através da Beacon Hill.

O dinheiro chegava à maneira dos mafiosos e traficantes, fracionado e passando por diversos bancos e offshores.

O que você quer mais? Só falta a confissão.

 

Meu caro, nem todas as privatizações do Brasil e da Russia juntas justificam uma propina de US$2,5 bilhões, de onde vc tirou isso? Usando elementos da CPMI não chega lá, as contas de doloeiros, tipo Beacom Hill, são contas onibus, guarda chuvas de centenas de sub-contas e sub-sub-contas, o canal é um só mas os beneficiarios são multiplos, como é que o parente do Serra iria enviar dois bilhões e meio de dolares para um unico operador, vc não percebe a aberração do numero?

 

Normalmente eu leio seus bestialógicos inteiros para me divertir, mas nesse eu parei por aqui:

alegações de propinas na privatização não tem prova, tem muitas deduções e insinuações, algumas até viaveis mas não provadas,

O livro do Amaury é um lixo, porque não tem nenhum recibo assinado pelo Serra, com firma reconhecida em cartório, confirmando que o dindim da Decidir.com, ou das demais empresas da "gênia" da internet Verônica Serra, seja fruto de corrupção.  Ao contrário de seu papai, que sempre foi um vagabundo, a mocinha trabalhou duro para abrir uma centena de empresas pontocom em paraísos fiscais, com capital de US$ 100,00, que eram depois capitalizadas por bancos como Opportunity - por acaso, e só por mero acaso, um dos maiores beneficiários das privatizações - com valores na casa de dezenas de milhões de dólares.

 


 

André Araújo faz parte dos defensores mais sofisticados da ladroagem safadíssima que atende pelo nome de "pensamento neo-liberal brasileiro", é um gentlemen e provavelmente, assim como Ricardo Sérgio de Oliveira, apreciador de vinhos de 4 dígitos, dai essa pompa de redator de textos longos e idílicos pra justificar tudo quanto for de sacanagem (desculpas ao Nassif, malungos e maravilhosas do blog, não tenho a erudição sofisticada do André Araújo, no máximo cito Darcy Ribeiro ou outros "malditos") que o capitalismo, e no caso brasileiro os tais defensores do "estado mínimo", explicitamente os PSDBDEMotucanos, faz de ruim à humanidade.

Jacta-se de ser um defensor ferrenho da privatização dos bens e serviços do Estado Brasileiro, que teve lá seus "probleminhas" (segundo o próprio texto dele) mas é um caminho irreversível para o progresso do homem... lembra um iluminado que chegou a decretar o "fim da história" quando do início da sanha neo-liberal.

É um tipo de operador capitalista (afinal é ou já foi CEO, CFO e não sei mais o que em algumas empresas) que Antonio Gramsci chamava de "Intlectual Orgânico" das elites econômicas-financistas, em outras palavras, é o cara (ou a cara, como Mirian Leitão ou Catanhêde) que aparece com aquele discurso "apolítico e imparcial" cheio de expressões dignas de Nobel de Literatura e citações emblemáticas semanticamente atrativas e sedutoras pra iludir corações e mentes.

E é uma defesa previsível: do tipo "todo mundo transgride"... então deixemos essa "pequena" transgressão tucano-pefelista de lado... ou por decurso de prazo ou com a justificativa de que "remover o passado" (observo que não é tão passado assim, 9 anos não são um século) não ajudará em nada a nossa história. 

 

Eu não defendo nada, faço o contraponto. Se a manada vai para um lado, eu vou para outro.

Gosto da dialetica hegeliana, posso fazer um arrazoado a favor e outro contra, sobre o mesmo tema, como Miguel Seabra Fagundes, grande jurista e Ministro da Justiça, que fez ao mesmo tempo dois pareceres sobre a nacionalização da Itabira Iron, embrião da Vale do Rio Doce,  um a favor e outro contra e entregou os dois no mesmo dia.

Acho meu dever no blog esclarecer, 99% dos comentarios sobre esse livro partem de pessoas que não tem a mais remota noção do assunto sobre o qual o livro pretende discorrer, aliás o autor do livro tem menos noção ainda mas vale aquele grande ditado, quem fala besteira com convicção sempre terá audiencia.

 

"Se a manada vai para um lado, eu vou para outro."

Só aqui no blog do Nassif. No pig é o contrário. Você vai direitinho com a manada, com mais sofisticação e erudição, mas vai.

E convenhamos né AA? A manada daqui é muito menos burra, nem se compara, que a manada do pig, que tem QI de ameba, se muito. 

 

Juliano Santos

Eu não vou debater as privatizações, eu acho que por exemplo o governo não deve ter  fabrica de chiclete mas vender as vales e csn da vida foi um crime lesa - patria mesmo que não pesase contra essa venda quaquer suspeita de crime....

Agora em relação ao resto voce somente ecoou a ladainha que o pessoal do psdb vai usar para tentar sair desse embrulho... eu por minha parte espero que pela primeira vez nesse pais esse pessoal vai pra prisão e mofe lá dentro ... qualquer pesdsoa com um minimo de boa vontade entendeu o que aconteceu ... 

 

Fala serio como explicar por exemplo que alguem crie uma empresa com valor de 100 reais? pergunte a qualquer um na rua e vera o que ele vai dizer  ... 

Ah fala serio agora diga a fonte do seu post, voce pegou de alguem não foi?

 

alexandre toledo

"O livro A Privataria Tucana nem de leve trata em profundidade do processo de privatização, é um licro tipo dossiê de ataque, usando varios truques baratos...".

O livro que você quer já foi escrito há muitos anos: "O Brasil Privatizado", de Aloysio Biondi. Nele, aprendemos que as privatizações arrecadaram R$ 85 bilhões enquanto o governo gastava 87,5 bilhões, finaciando títulos podres por 12 anos, assumindo pagamentos de funcionários e pensionistas, descontos em IR, assumindo dívidas, etc...

Fora as mandrakarias, como assumir que as reservas de hematita da Vale do Rio Doce, as maiores do mundo, tinham valor zero. Zero!

O livro do Amaury o complementa, mostrando que o mal-feito não teve origem em estupidez ou ideologia.

Tratava-se de uma gang de safados com sede de roubar.


 

Não leio texto sem pontuação decente.

 

Caro André Araujo

Em outros posts vc mostrou que tem boas idéias e eu acho alutar que haja divergência e pluralidade neste espaço, mas confesso que estou surpreso pelo nível raso desse teu último comentário, onde infelizmente sobram palavras e faltam idéias.

Em primeiro lugar, nenhum comentarista sério questionou a necessidade ou a legalidade das privatizações ocorridas nos anos 1990. Muitos aqui foram contrários a elas, eu inclusive especialmente no caso da Vale, mas "perdemos" dentro do jogo democrático (não obstante aquelas acusações de compra de votos para a reeleição tenham deixado uma pulga atrás da nossa orelha acerca da legitimidade dos atos do Congresso no período). Se as privatizações foram, como vc diz, "mal-feitas" isso é detalhe menor que não está em discussão. O que se questiona são 2 coisas: 1) a falcatrua (ela importa ao país sim senhor, como qualquer outra denúncia dessa magnitude); e 2) o "inexplicável" silêncio da mídia hoje sobre esses fatos. Quer a falcatrua tivesse ocorrido na privatização ou em estatização (sim senhor, esse tipo de coisa ainda existe), continua sendo falcatrua e continua merecendo atenção, ainda mais por se tratar de um cidadão que por 2 vezes postulou o cargo máximo do Estado brasileiro e ainda manifesta interesse em disputar novamente. Ponto.

1) Sobre a falcatrua: que existe corrupção no país há mais de 500 anos é óbvio, mas até hoje nunca tinha ouvido um comentarista aqui usar esse argumento para defender a inutilidade da investigação dos fatos. Até porque, ao contrário do que vc diz, a maracutaia em questão não foi noticiada em pormenores pela mídia na época. Os jornais nunca tiveram acesso aos documentos da CPI do Banestado e aos relatórios de agências de investigação no exterior, que são justamente as provas materiais que faltavam. O que os jornalistas tinham na época era indícios graves de delitos (tais como os múltiplos perdões do Banco do Brasil aos amigos do PSDB assinados pelo então diretor Ricardo Sergio) e é claro, o "disse me disse" de políticos que estavam magoados com o rolo compressor de Serra. O livro de Amaury tem detalhes que jamais foram apresentados na mídia. Se constituem provas cabais, cabe à Justiça decidir, mas não venha com essa de dizer que o livro tem "escasso valor" sem sequer lê-lo. Quando o fizer e encontrar alguma inconsistência, daí sim seu comentário será muito bem vindo no debate.

2) Sobre o silêncio da mídia: qualquer um que tenha lido jornal no Brasil em 2010 conhece Amaury Ribeiro, até porque notícias sobre ele eram frequentes durante o "escândalo dos dossiês" contra Serra. O sujeito foi acusado de montar uma pasta de denúncias falsas contra o ex-governador e parentes e amigos dele, para ser usada pelo PT durante a campanha. A "pasta" em questão nunca apareceu, mas nem por isso Amaury Ribeiro deixou de ser indiciado por 4 crimes pela Polícia Federal. Agora o sujeito publico um livro exatamente sobre o tema. Ora, a mesma mídia que esmiuçou seu passado e sua atuação no "comitê de inteligência" da campanha de Dilma deveria agora logicamente se debruçar sobre o livro, afinal ele pode ser a prova cabal de que havia mesmo um dossiê contra Serra, certo? Errado. Hoje a mídia solenemente ignora o sujeito E o livro. Justamente o livro que seria a prova de que os "comentaristas" de Foia, Estadim, Grobo, Óia e cia. estavam certos desde o início! Claro, seria preciso mostrar que as denúncias ali contidas fossem falsas, mas alguém tem dúvidas de que elas são? Você tem alguma? Não há nada mais fácil do que derrubar uma denúncia falsa, especialmente se ela estiver recheada de detalhes. Mas INEXPLICAVELMENTE a grande mídia não quer terminar a obra que começou, completar o furo de 2010. Driblaram toda a marcação, deixaram o goleiro sentado na grama mas se recusam a chutar no gol. Não senhor, ao invés disso agora querem abandonar o gramado.

Haverá alguma consequência maior com esses novos dados apresentados sobre as falcatruas dos anos 1990? O que explica o atual comportamento da mídia? Não sei e não sei. Mas desse monte de dúvidas só tiro uma certeza: o livro de Amaury é muito mais que um documento de valor - é uma leitura FUNDAMENTAL. Recomendo-lhe enfaticamente. Quem sabe depois de lê-lo, André, vc consegue responder a essas 2 questões.

 

Ai que preguiça..

Meu caro, eu ja li o livro inteiro, já comentei aqui faz dias, é um livro inconsequente porque as tais provas estampadas no livro não se referem às privatizações e os comentarios sobre privatizações não tem provas, não há relação de causa e efeito entre as provas e as privatizações, a linha de reaciocinio é primaria, ""olhe quantos documentos, então está tudo provado"", a coisa é bem mais complexa. Suponha que eu vou a uma delegacia e digo que vc contratou um pistoleiro para matar alguem, pagando 10 mil reais ao pistoleiro. O assassinato existiu, eu provo que vc sacou o dinheiro no banco no dia em que eu disse que vc contratou o pistoleiro, está tudo provado, mas isso não quer dizer que o que eu alego é real, porque falta a ligação entre as provas, não é porque vc sacou o dinheiro no dia em que eu disse que vc sacou que eu comprovo que vc pagou um pistoleiro, eu tenho a prova do sawue do dinheiro mas não tenho a prova de que vc pagou o pistoleiro.

O livro vai nessa linha, prova que os Serra tem ou tinham off shores no Caribe, prova que essas off shores mandaram dinheiro para o Brasil, tudo isso foi feito oficialmente, porisso é facil comprovar, os registros das contrapartes das offshores no Brasil são feitos em cartorio, a off shore para operar em cambio ou comprar imoveis ou participar de empresas no Brasil precisa ter um representante legal com CPF e registro dos poderes em cartorio, os cambios foram feitos pelo SISBACEN, portanto passaram pelo Banco Central, ISSO ESTA NOS DOCUMENTOS mas não tem eleo, não tem ligação com privatização, se tiver me aponte.

Então é livro para impressionar leigos, não é um case documentado, com começo, meio e fim, falta-lhe a costura para contar uma historia completa, aquilo que Garcia Marquez chama a "carpintaria" de um livro, as estacas e colunas que dão sustentação à conclusão.

Quem tiver opinião diferente e só vir aqui argumentar, terei o maior prazer em debater e reconhecer erros ou falhas na minha argumentação.

 

Se mídia não crê no Amaury, acredite na Veja


O deputado Brizola Neto vai levar, hoje, um dos livros do jornalista Amaury Ribeiro Júnior à tribuna da Câmara.

Porque, como já se disse aqui, são dois livros. Um, que conta a história. Outro, que tem os documentos que a provam.

Por isso, o que vai ser levado ao plenário é um só: a parte, o que contém os documentos que provam as conexões entre o “coletor” das campanhas de José Serra – a expressão não é nossa – e os paraísos ficais no Caribe.

Quem vai dizer o que ele fazia não é o Amaury, para não se impugnar a verdade por conta de seu desprezo pelos tucanos.

Vai ser uma denúncia daquelas que a imprensa gosta, com a reprodução de uma matéria da Veja.

Não a Veja de agora, quando ela ignora solenemente este escândalo.

Mas a de 8 de maio de 2002,que noticia que Ricardo Sérgio – e dois ministros de FHC o confirmam – andava pedindo R$ 15 milhões de propina na privatização da Vale.

“Ricardo Sérgio não caiu de pára-quedas no chamado ninho tucano. Ele foi apresentado a José Serra e a Fernando Henrique Cardoso pelo ex-ministro Clóvis Carvalho. Em 1990, José Serra candidatou-se a deputado federal e não tinha dinheiro para fazer a campanha. Clóvis Carvalho destacou quatro pessoas para ajudá-lo na coleta. Um deles era Ricardo Sérgio. Em 1994, Serra se candidatou ao Senado por São Paulo, e Ricardo Sérgio voltou a ajudá-lo como coletor de fundos de campanha. A última disputa da qual Serra participou foi para a prefeitura de São Paulo, em 1996. Depois, o senador não mais concorreu em nenhuma outra eleição, até a deste ano. Ricardo Sérgio também foi uma das pessoas acionadas para arrecadar contribuições para a campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso, em 1994. O mesmo acontece uma reeleição de FHC, em 1998. Na função de coletor de contribuições eleitorais, Ricardo Sérgio era muito bem-sucedido.

Tome-se a campanha de José Serra para o Senado, em 1994. Coube a Ricardo Sérgio conseguir uma doação milionária do empresário Carlos Jereissati, do grupo La Fonte e um dos donos da Telemar. Jereissati é amigo de Ricardo Sérgio desde os anos 70. A pedido de Ricardo Sérgio, Jereissati lhe entregou o equivalente a 2 milhões de reais. “Foram quatro ou cinco prestações, não me lembro exatamente”, afirmou Jereissati a VEJA. Na lista oficial de doadores do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo não há registro de doação desse valor feita por Jereissati a Serra em 1994. Constam três doações de empresas do grupo La Fonte: uma no dia 11 de julho, de 15000 reais, outra em 9 de agosto, de 30000 reais, e uma terceira em 27 de setembro, de 50000 reais. Ou seja, os 2 milhões saíram do cofre de Jereissati e não chegaram ao registro oficial das arrecadações de Serra. Outro exemplo da eficiência arrecadatória de Ricardo Sérgio. Em 1998, ele teve uma conversa com os sócios do consórcio Telemar e obteve a segunda maior doação da campanha da reeleição de FHC. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral, o Itaú foi o maior doador daquele ano, com 2,6 milhões de reais. Dois sócios da Telemar, o grupo Inepar e o La Fonte, deram juntos 2,5 milhões.
Como é natural na formação das equipes de governo, pessoas que trabalham nas campanhas acabam sendo convidadas a ocupar postos na administração pública. A qualidade do cargo está relacionada à importância do correligionário, mas leva em conta a formação profissional e o passado do candidato ao emprego. Ricardo Sérgio, de 56 anos, é economista, com pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas. Atuou no mercado financeiro e tem experiência internacional. Morou dois anos em Nova York, trabalhando pelo Citibank. O convite para o cargo em Brasília veio de Clóvis Carvalho. José Serra endossou a escolha. Foi indicada para Ricardo Sérgio a diretoria da área internacional e comercial do Banco do Brasil. Ele começou a trabalhar em 1995 e era o único diretor não escolhido pelo presidente do banco, Paulo César Ximenes. No dia-a-dia, o diretor mantinha uma atuação de espectro amplo. No Palácio do Planalto, costumava resolver problemascom o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira, com quem falava sobre política. Na Previ, não apenas orientava decisões como também nomeou um dos pilares da instituição, o responsável pela direção de investimentos. O escolhido foi João Bosco Madeiro da Costa, com quem havia trabalhado na iniciativa privada. A intimidade dos dois era tão grande que costumavam tratar-se por “boneca” ao telefone.”

O livro de Amaury Ribeiro Jr. tem “apenas” as provas.

Há um processo arrastando-se na Justiça. E há, mais grave ainda, o mesmo esquema corrupto acontecendo no Brasil de hoje.

Documentos escandalosos que revelam uma triangulação empresarial entre o “administrador” da Rádio Disney, de PHC , o JP Morgan e o Citibank. Comprando empresas a R$ 99 e elevando seu capital, do dia para a noite, a mais de R$ 50 milhões.

E o mesmo banco comprando empresas em nome de prepostos e nomeando a filha de um conhecido político como conselheira e procuradora.

O novelo começou a ter seus fios puxados.

Re: O silêncio começa a ser quebrado
 

Vc só pode estar de brincadeira né André. Quer que o livro faça o trabalho que deveria ser da polícia? Espera que o seu autor aponte a conexão entre os "laranjas" e os cabeças do grupo? Aliás pelo seu comentário parece que o sr. se esquece que sempre existem laranjas nesse tipo de crime. Sim senhor, pois é inacreditável que qualquer pessoa interessada em remeter ilegalmente recuersos ao exterior e depois repatriá-los cometeria o erro primário de registrar-se como representante legal da empresa de fachada que ele próprio criou, fornecendo alegremente seu nome e CPF pas autoridades para que elas liguem A + B sem esforço. Se criminosos de colarinho branco fizessem todos os procedimentos que vc listou em seu próprio nome, não haveria criminosos de colarinho branco no Brasil pra início de conversa, então é até cômico que o sr. cobre do autor do livro que ele prove que Serra e cia. são um bando de néscios que se auto-incriminam. 

O livro não tem que provar nada e até melhor que não o faça, pois é livro e não peça acusatória, e seu autor não tem prerrogativa nenhuma de acessar dados sigilosos. Aqueles a que ele teve acesso, o fez mediante trâmites legais então não é nada espantoso que eles não contenham o "elo" que vc tanto busca, até porque estranho seria um criminoso que fornece provas de seu crime ao Bacen e à Receita Federal. Cabe ao Ministério Público de posse das informações ali citadas ir atrás dos fatos e encontrar esse elo, SE HOUVER. Até porque Serra e cia. sequer estão sendo processados por isso ainda. Mas isso não diminui em absoluto a importância do livro, especialmente porque a mídia silencia sobre ele (e vc curiosamente também silencia aqui sobre o silêncio da mídia, algo que não consigo entender). A função do livro é contra uma estória. A estória tem furos? Ótimo, aponte (vc não apontou nenhum - disse apenas que o autor não provou o que disse, quando deveria ter mostrado que ele falou bobagem ou mentira). Eu não vi furo nenhum. Isso não significa, novamente, que qualquer coisa esteja provada. Só se Serra e cia. forem julgados haverá provas. Até lá, temos apenas estórias. Com lacunas, é verdade, mas também com muita informação. Não é difícil refutar informação, basta mostrar que aquilo não é verdade. Onde estão as refutações?

Tem outra: se o livro não traz nada de novo, mais um motivo para a Veja publicá-lo ridicularizando-o ao compará-lo com as notícias da própria revista de 10 anos atrás, que já mostravam as mesmas coisas que Amaury Ribeiro ora aponta. Mas ninguém dá um pio sobre um assunto na grande mídia, nem pra provar que o livro é um "lixo". Você tem uma explicação para isso? Acaso Amaury Ribeiro não é uma figura de interesse da mídia? Acaso o "dossiê" que ele preparou sobre Serra não gerou editoriais raivosos e não custou até pedidos de impugnação da candidatura Dilma? Então porque agora que o tal dossiê finalmente aparece, ninguém vai atrás dele para pegar seu autor? Por que, de repente, Amaury Ribeiro é um "ninguém" de novo? Essas são aliás as perguntas mais importantes em todo o debate. O livro poderia ser a maior coleção de mentiras da história da literatura nacional, mas ainda assim a mídia não poderia ter se calado sobre elas - pelo contrário, seria mais um motivo para derrubá-las uma a uma. Mas ao invés de questionar o comportamento inexplicável da mídia vc prefere pensar que o livro é ruim porque Amaury não provou que Serra remeteu dinheiro ILEGALMENTE ao exterior DE FORMA LEGAL. Daí André, fica realmente difícil né..

 

Ai que preguiça..

Até agora a galera berra que o livro tem rpovas irrefutaveis de corrupção nas privatizações., agora vcs dizem que o livro não tem obirgação de provar nada, que não é delegacia e nem MP, então confirma o que eu disse, é um livro de OPINIÃO, já que as tais provas não são conclusivas para um inquerito.

 

Mas André, voce está exigindo de um livro um rigor que não existe. Nenhum livro vai conseguir provar para ganhar um juri, por exemplo. Os seus livros apresentam "provas"de tudo que voce escreve ? Evidente que não. O livro do Nassif prova que o Rui Barbosa era ladrão ? Claro que não. Voce, em sua ansia de desqualificar o livro, talvez até por implicância com pessoas aqui do blog, está exigindo um nível de provas em um livro como se fosse uma investigação criminal perfeita, algo que nao existe e nem nunca vai existir.

Pelo que entendi, o que o livro faz é levantar dados muitos suspeitos e fortes indícios de fatos ilegais. Quem era a filha do Serra ? Era empresária ? E o genro ? E o primo ? E o Ricardo Sérgio, tesoureiro ? Uma coisa é a pessoa ter uma empresa regulamentada, notória, em território nacional e operar em off shores de maneira legal. Outra, bem diferente é esse pessoal, todos ligados a altas autoridades, e que nunca foi empresários com atividades conhecidas. Voce tem certeza não acha isso suspeito ? Que não caberia um livro sobre o assunto ? Se existem outras nuances sobre o tema, ora, então escreva voce um livro sobre as privatizações, abordando de maneira geral. 

O jornalista botou os fatos na mesa, agora cabe ao Serra explicar porque mora em uma mansão (sem ter renda para tal) paga pela filha, que movimentou milhoes muito suspeitos  em paraisos fiscais.

Ninguem está falando que é melhor livro do mundo, que o autor deveria ir para a ABL. Mas que bom seria se todos tivessem a coragem desse jornalista e fizessem um trabalho como esse de investigação em cada familia de politicos e empresários sem vergonhas que existem nesse país.

 

  

 Com relação às denúncias do mais novo "best seller", envolvidos e simpatizantes sairam quase ao mesmo tempo (coincidência, claro) com um discurso único: desqualificar o livro. Uns de forma atabalhoada. Outros, de forma um pouco mais elaborada, como foi o seu caso. Pelo que já li (não entra o livro, que ainda não comprei), incluindo a avaliação do Nassif, parece que muita gente ligada direta ou indiretamente ao processo de privatização saiu da linha da legalidade e enriqueceu. Se tem ou não ligações com as privatizações imagino ser o caso de uma apuração mais abrangente. O que me parece ser um grande e lastimável equívoco é invocar o argumento de que sendo a corrupção tão antiga quanto o homem é melhor ignorar e tocar a vida. Isso é o que sempre ocorre quando tudo fica oculto. Mas, vindo à tona indícios e, ao que parece, provas, algo precisa ser feito. Afinal, vivemos um momento da vida brasileira que uma denúncia, até mesmo de bandidos, sem um mísero traço que a fundamente é suficiente para disparar uma enxurrada de reportagens, artigos e editoriais clamando por ética, justiça, jogando por terra reputações e carreiras. Agora que o "bode" foi jogado em outra sala, o melhor é mudar de assunto? Difícil de engolir.