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O STF sem pressa de encerrar o julgamento

Por Marco Antonio L.

Do Balaio do Kotscho

STF perde a pressa e lembra mesa redonda

Ricardo Kotscho

Apesar dos esforços do presidente Ayres Britto, empenhado em terminar tudo antes de se aposentar na próxima semana, os outros ministros perderam a pressa, uma vez passadas as eleições municipais, e a primeira parte da sessão desta quarta-feira do Supremo Tribunal Federal que julga o mensalão fez lembrar uma dessas mesas redondas de futebol das noites de domingo.

O ministro relator Joaquim Barbosa, mais exaltado do que em outras sessões, não admitia nenhuma contestação às penas por ele estabelecidas, interrompendo a todo momento os votos dos outros ministros.

Quando Britto suspendeu a sessão para o intervalo, às cinco da tarde, depois de muito bate boca, ainda não havia sido concluída sequer a dosimetria das penas de Ramon Hollerbach, sócio de Marcos Valério, o segundo dos 25 réus condenados a entrar na pauta.

Logo no início da sessão, o ministro Marco Aurélio Mello, em seu estilo peculiar que lembra Jânio Quadros, pediu a palavra para contestar o tamanho da pena aplicada pelo relator Barbosa a Marcos Valério:

"A problemática da continuidade delitiva e a problemática da agravante. Saber ser observada a agravante alusiva à liderança. Até para que não se tenha o que está estarrecendo o mundo acadêmico _ algúem condenado a 40 anos".

Joaquim Barbosa não gostou do comentário, retrucou, e Marco Autrélio subiu o tom:

"Eu lhe peço que cuide das palavras que venha a utilizar quando estiver votando".

Como costuma fazer nos momentos em que é contestado, o relator abriu um sorriso irônico antes de responder:

"Sei utilizar muito bem o vernáculo".

Marco Aurélio perdeu a paciência:

"O deboche não cabe, presidente", reclamou com Ayres Britto, que tentou acalmar os ânimos, mas não houve jeito. A mesa redonda pegou fogo.

Barbosa: "Se existe réu condenado a 40 anos, é porque ele cometeu crimes que...".

Marco Aurélio: "Não insinue, ministro. Não admito que Vossa Excelência imagine que todos neste plenário sejam salafrários e só o senhor é vestal".

Em mais uma tentativa de colocar panos quentes e colocar o julgamento para andar, Ayres Britto pediu, inutilmente: "Não vamos ficar em réplicas e tréplicas intermináveis aqui".

O curioso é que, em julgamentos normais, réplicas e tréplicas acontecem no embate entre a acusação e a defesa, mas aqui no STF só os juízes falam, há mais de três meses _ e a cada dia se entendem menos.

Pelo lento andar da carruagem, o presidente Ayres Britto vai se aposentar antes que seja concluído o "julgamento do século".

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   blog da veja

                  8 DE NOVEMBRO DE 2012 ÀS 15:03

 

247 - "Saia às ruas, ministro Gilmar. Vossa Excelência está destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro". Com essas palavras, Joaquim Barbosa, que está prestes a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal e o comando do Poder Judiciário, agrediu o ministro Gilmar Mendes num embate ocorrido em 2009. À época, o blogueiro Reinaldo Azevedo escreveu que a conduta de Barbosa é "incompatível com o Supremo, com a democracia e com o estado de direito". Como hoje a conduta de Barbosa -- que continua a mesma -- se dirige a adversários políticos do grupo ao qual Reinaldo pertence, Barbosa foi convertido em herói justiceiro. Mas não é demais relembrar as palavras de Reinaldo Azevedo em relação ao ministro:

ELOGIOS À ATUAÇÃO DE BARBOSA AQUI??? NEM PENSAR!!!

É inútil entrar no meu blog para tentar defender Joaquim Barbosa. Inútil porque os comentários serão eliminados. Não flerto com quem desrespeita as instituições. Não endosso atuações destrambelhadas. Não vou engordar a área de comentários com o papo-furado da canalha que tem seus próprios blogs. A fala de Joaquim Barbosa é incompatível com o Supremo, com a democracia e com o estado de direito. Um ministro do Supremo não acusa sem provas nem submete as instituições ao vexame.

Aqui não passa!

Que essa gente vá procurar sua turma!

Acho que eu não poderia ser mais claro. Este blog tem lado! O do estado democrático e de direito, que Gilmar Mendes vem defendendo com coragem e desassombro. Ainda que Barbosa fosse um príncipe do direito, o que não é, consideraria a sua atuação intolerável. Os tontons-maCUTs não percam o seu tempo.

Por Reinaldo Azevedo

 

Enquanto isso no Supremo:

 

Ministro Joaquim Barbosa não tem nenhuma educação

De personalidade irascível, intolerante e agressivo com os colegas de profissão no ambiente de trabalho, o Ministro Joaquim Barbosa depois de transgredir todas as regras de boa conduta nas sucessivas reuniões do Supremo, e de infringir o regulamento desrespeitando as normas de urbanidade, previstas no estatuto do servidor público federal (tratar com urbanidade as pessoas) agredindo colegas, interrompendo e interferindo no depoimento de seus pares, enquanto procuravam explicitar em diversas oportunidades seus entendimentos sobre aspectos específicos de pretenso crime cometido por esse ou aquele réu, eis que somos surpreendidos na seção do dia 07 de novembro (2012) com o seguinte diálogo entre o Ministro Marco Aurélio de Mello e o herói nacional (da Revista Veja), Joaquim Barbosa:

 

Depois de inúmeros entreveros entre esses dois Magistrados, com réplicas e tréplicas ininterruptas...o clímax do desentendimento se deu quando:

 

O Ministro Marco Aurélio estava se referido a uma indefinição que segundo ele “estaria estarrecendo o mundo acadêmico porque Valério teria sido condenado a mais de 40 anos de prisão”;

 

Barbosa fez um comentário fora do microfone no momento de sua fala, o que irritou o Magistrado, dando-se o seguinte embate:

 

- Marco Aurélio (respondendo à interrupção de Barbosa a sua fala) - V.Exa.só lhe peço que cuide das palavras que venha veicular quando eu estiver votando...

 

- Joaquim (depois que interveio, afirmou) - Eu tenho utilizado muito bem o vernáculo...

 

- Marco Aurélio - "Não tem utilizado e eu já disse mais de uma vez e vou repetir..." (e  colocando-se de frente para Joaquim Barbosa que sorria para ele visivelmente debochando do colega) disparou: "Não sorria Ministro porque a coisa é seria, estamos no Supremo. O deboche não cabe aqui..."

 

- Barbosa - "Traduzi uma realidade que consta nos autos. Se tem um réu que foi condenado a 40 anos é porque se trata de réu que cometeu sete, oito, nove crimes graves, Ministro".

 

- Marco Aurélio - "Mas temos o direito que é uma ciência..."!.

 

- Joaquim (retrucando em atitude pouco respeitosa): "Ora ministro...!".

 

- Marco Aurélio - "Vossa excelência escute para depois retrucar", cobrou. "Não insinue ministro", “ não insinue...

 

- Joaquim - "Não estou insinuando, estou dizendo-o.

 

- Marco Aurélio - Não admito que vossa excelência suponha que todos aqui sejam “salafrários” e vossa excelência seja vestal...

 

- Ministro Carlos Ayres Britto (Presidente do Supremo) - intervindo na discussão (no auge de sua falta de pulso na condução das reuniões do plenário) olhou para o Ministro Marco Aurélio (levemente sorrindo, apoiado por alguns Ministros que também esboçavam discreto ar de riso), não repreendeu Barbosa pela quebra de decoro, e deu sequência às discussões, passando a palavra a outro Ministro...;

 

...deixando todos no plenário com “cara de salafrário”.

 

Menos o Ministro Revisor (Ricardo Lewandowski) e o Ministro Dias Toffoli, QUE NÃO ACHARAM GRAÇA NENHUMA! E o próprio Marco Aurélio!

 

É lamentável que tenhamos que assistir diálogos dessa natureza de tão baixo nível tratando-se pasmem, da Suprema Corte de Justiça do País.

 

Esse mesmo padrão de comportamento foi a tônica que caracterizou o Ministro Joaquim Barbosa em todo episódio desse julgamento, até o  momento.

 

 Logo no início da primeira seção, chegou a acusar o Ministro Revisor, que tem por dever de ofício apresentar o “contraditório”, em tom de profundo desrespeito, chamá-lo de “advogado dos réus”.

 

Como pode isso! Além do desrespeito à figura de um Juiz, colega seu, o que já é muito grave, no exercício da função de revisor, negar dessa forma aos acusados “o direito à ampla defesa”, direito esse assegurado na Constituição Federal?

 

Nesse episódio, o Presidente do Supremo ao invés de repreender com veemência a atitude desrespeitosa de Joaquim, colocando limites à expansão desse Magistrado, limitou-se a dizer, com voz branda e calma: “Não é isso senhores, somos todos Ministros...”!

 

Como se isso fosse uma conduta à altura de um Presidente da Corte Máxima de Justiça do País ante a descompostura de um Magistrado da Corte. Que aliás talvez por isso mesmo, pela falta de um freio, tornou-se uma constante nas reuniões do plenário! 

 

Em outra oportunidade, o Ministro Celso Ornelas que sempre votou com Joaquim Barbosa, visivelmente irritado com as constantes interferências de Barbosa nas falas dos Ministros, bradou de seu lugar: “ele quer interferir no voto de cada um de nós!”.

 

Esse é um caso que merece reflexão. Será que é possível admitir tanta irregularidade num único julgamento (o cerceamento visível da defesa dos réus materializado nas limitações impostas pelo Ministro Relator à apresentação do contraditório pelo Ministro Revisor) mesmo em se tratando do Supremo? Passando por cima da Constituição?   

 

Todas essas questões com certeza terão seu tempo certo para serem discutidas.

 

Voltando ao caso do Ministro Relator fica claro que o que falta a Joaquim Barbosa, além de uma boa dose de bom senso e humildade, é simplesmente nada mais, nada menos, que “educação doméstica”.               

 

 

"A problemática da continuidade delitiva e a problemática da agravante. Saber ser observada a agravante alusiva à liderança. Até para que não se tenha o que está estarrecendo o mundo acadêmico _ algúem condenado a 40 anos"

???

??

?

 

boa tarde gente,

dando uma pesquisada no Observatorio de Imprensa, encontrei este bom artigo do prof Luis Flavio Gomes sobre telemidiatizaçao da justiça.

A telemidiatização da Justiça

Por Luiz Flávio Gomes em 06/11/2012 na edição 719

    

Se o STF flertava – já há algum tempo – com sua incondicionada adesão à era do populismo penal midiático, típico da sociedade do espetáculo (Debord), agora não existe mais dúvida. Sejam todos bem-vindos ao mundo do espetáculo judicial telemidiático. Como funciona a Justiça telemidiatizada? Não quero valorar, apenas descrever.

Em primeiro lugar, já não podemos falar em processo, sim, em teleprocesso. Não temos mais juízes, sim, telejuízes. Não mais sessões, sim, telesessões. Não mais votos, sim, televotos. Não mais o público, sim, teleaudiência. Se no campo das democracias populistas latino-americanas o que prepondera é o telepresidente, na era da Justiça telemidiatizada o que temos é o telerelator, telerevisor etc.

Não há dúvida que com o telejulgamento ganhamos em espetáculo (estética), mas corre-se sempre o risco de se perder em segurança, porque o poder dos holofotes pode fazer da prudência, do equilíbrio e da sensatez estrelas que brilham pela ausência.

Outro paradigma

A Justiça se tornou muito mais percebida. Agora conta com teleaudiência, com rating. Para usar um bordão famoso, nunca na história deste país os ministros se tornaram conhecidos pelos seus nomes, que estão se transformando em marcas (estrelas midiáticas) e, dessa forma, começam a ter um alto valor político-mercadológico.

A espetacularização da Justiça populista não é uma vara mágica que resolva seus conhecidos problemas, ao contrário, a telejustiça é muito mais morosa e, tal como uma telenovela, gasta um semestre para desenvolver o enredo de um teleprocesso (prejudicando o andamento de centenas de outros).

O STF, na sua nova função de telejulgador populista, está lavando a alma do povo brasileiro (disse um órgão midiático). E também nos proporciona (como toda televisão) tele-entretenimento, com acalorados “bate-bocas”, entrecortados por suaves e inteligentes telemensagens de Ayres Britto do tipo “o voto minerva me enerva”.

A Justiça telemidiatizada não soluciona o problema do pão da população, mas pode contribuir muito para a fermentação do circo. Por quê? Porque não se pode esquecer que a liturgia do populismo penal evoca, antes de tudo, a expressão de uma festa (alegria, júbilo, satisfação), visto que, como dizia Nietzsche, o sofrimento do inimigo ou do desviado (do devedor), que perturbou a ordem social ou institucional, sobretudo quando veiculado por meio de algo aproximado da vingança, traz em seu bojo um incomensurável prazer.

O STF acaba de se sucumbir definitivamente às racionalidades da sociedade do espetáculo. Resta saber se ainda vão remanescer lampejos de serenidade para impedir que princípios jurídicos clássicos como o da legalidade, proibição de retroatividade da lei penal mais severa etc., não se tornem meros tigres de papel.

Na medida em que a Justiça começa a se comunicar diretamente com a opinião pública, valendo-se da mídia, ganham notoriedade tanto os rasteiros anseios populares de justiça (cadeia para todo mundo, prisão preventiva imediata, recolhimento sem demora dos passaportes dos condenados, fim dos recursos, ignorem a justiça internacional) como a preocupação de se usar uma retórica populista, bem mais compreensível pelo “povão” (“réus bandidos”, “políticos bandoleiros”, “a pena não pode ficar barata”, “Vossa Excelência advogado para o réu” etc.).

Frenesi generalizado, porque agora o paradigma é outro, é o emotivo, o voluntarista, o performático. O telejuiz deixa de ser um terceiro equidistante para se transformar num ator midiático, daí a lógica dos reiterados pedidos – entre eles – de réplica e tréplica, que denotam perfil de parte (falando com o seu público).

Mundo melhor

O maior temor, nesse contexto, é o de que esses novos personagens da telejustiça deixem de cumprir o sagrado papel democrático de balança contramajoritária. Não poucas vezes, como sublinha com frequência o ministro Gilmar Mendes, para fazer justiça o juiz tem que decidir contra a vontade da maioria. Mas como contrariar a maioria quando a telejustiça assume a lógica das democracias populistas de opinião?

São novos megadesafios para os novos supertelejuízes, que ainda devem recordar que, no campo do direito penal, a convicção de que a voz do povo é a voz de Deus constitui um risco incomensurável. As balizas da justiça, quando deixadas sob o comando do povo ou da pura emoção, ficam totalmente cegas (a história de Jesus Cristo que o diga).

Aos tradicionais quatro “pês” que habitam nossas cadeias (pobre, preto, prostituta e policiais) a telejustiça está agregando uma quinta categoria, constituída dos políticos e seus satélites orbitais (banqueiros, bicheiros, construtores, dirigentes petistas, tucanos privataristas etc.). Não há como não reconhecer que os teleprocessos são altamente politizados. Mas nem por isso devem revigorar nossa memória, como bem sublinhou Tarso Genro, sobre a hipotética ou real manchete de um jornal soviético, da era stalinista, que dizia: “Hoje serão julgados e condenados os assassinos de Kirov”. Será que a era da telejustiça protagonizada por supertelejuízes será capaz de nos proporcionar um mundo melhor e mais justo?

***

[Luiz Flávio Gomes é doutor em direito penal, fundou a rede de ensino LFG; foi promotor de justiça (de 1980 a 1983), juiz (1983 a 1998) e advogado (1999 a 2001). www.professorlfg.com.br]

 

Depois deste julgamento o STF nunca mais será o mesmo. A aura de respeitabilidade que cercava os ministros  caiu. Ruiram os pedestais e pudemos ver o que são, na essência , aqueles senhores e senhoras. Um conjunto de egos inflados passeando suas vaidades diante da câmeras e disputando espaço sob os holofotes. Para quem , como eu, acreditava que a Suprema Corte fosse um reduto de sábios dotados de " notável saber  jurídico" e  que representava o  que de melhor existe na aplicação da justiça, este julgamento foi um deprimente e decepcionante espetáculo.

Os próximos dois anos, pela notória instabilidade do presidente  Joaquim Barbosa,  serão ainda piores. Fariam bem os ministros se acabassem com as transmissões ao vivo e levassem ao ar somente matéria editada como forma de tentar reconstruir a imagem de seriedade do STF.

 

Domenico Amaral

Até concordo que é extremamente deprimente assistir as sessões desse "julgamento". Porém, imagine se não tivéssemos a chance de ver/ouvir as barbaridades  dos "doutos" !

O mais impressionante é a total falta de civilidade do ministro JB e a subserviência de alguns a este homem que "se acha mais real do que o rei". Barbaridade, mas prefiro ver/ouvir, pois de outra forma, NÃO poderia acreditar!!!

 

Maria Olimpia

Maria Olimpia,

Há um componente na personalidade do JB que me causa medo. O ministro não admite ser contraditado. Ele é o dono da verdade e todas as suas decisões devem ser acatadas sem questionamento. O ministro pode ter um cabedal jurídico enorme , poliglota, com doutorados no exterior , etc.  que lhe deram sólidos conceitos de como funcionam os regimes democráticos. Porém,  pelas suas iradas intervenções  quando contraditado o ministro revela, na prática,  um viés ditatorial que preocupa.

O ministro JB será o presidente do STF pelos próximos dois anos e já podemos antever alguns embates tumultuados  na Corte. Cabe ao presidente ser um conciliador, mediar as diferenças entre os seus pares. Caso ele mantenha essa agressividade como presidente do STF há riscos de sérias crises institucionais , internas e com os outros poderes, principalmente com o Executivo pois já deu para perceber que ele não morre de amores, e não faz questão de disfarçar, pelo partido que está no poder.

Tenho certeza de uma coisa, Vai encontrar na Presidenta Dilma uma adversária à altura.

 

Domenico Amaral

 

Face ao grotesco espetáculo promovido por ministros deste colégio, fica mais que oportuna a proposta do valoroso senador Requião de mudar a vitaliciedade do cargo do stf para mandato limitado de 8 anos sem direito a recondução. As más escolhas que observamos no momento serião menos danosas e a justiça poderá se benificiar de idéias mais arejadas.

 

Na   verdade,   é     a   globo   que  tem   pressa...A   audiência  está  caindo  e   é   hora  de  lançar  o  BBB...è  menos  monótono e ´ sucesso  garantido,  com  repercussão  até  nos  concorrentes....O  stf   já   deu...Fadiga  de  uso..Obedeçam,  capas-pretas !

 

;/ Fadiga  de  uso..Obedeçam,  capas-pretas !

 

Ao vivo: Justiciamento do "mensalão": TAPETÃO & MESA REDONDA num só 'julgamento' de programa!

Veja bem, pagamos muito mais caro para manter Câmara e Senado (balcão de negócios que se acovardaram em Legislar) do que o com STF (côrte de negócios que legisla no interesse de seus "parceiros").

Podíamos, então, exterminar os políticos, deixar tudo para o STF legislar (claro, com o ressentido na presidência eterna) e resolver as questões à bala. 

Criaríamos muitos empregos.
E inauguraríamos uma nova era.
A vez do 'preto toga' invadir as passarelas ! 

 

Agora que todos sabem o estado da arte da Justiça brasileira, nada será como antes. A função de Poder mais ineficiente de todas e tão corrupta quanto as demais agora é desnudada, revelada as entranhas de sua mais alta hierarquia. Não é à toa, pois, que mais e mais apareçam propostas de reformas do Judiciário, a exemplo da limitação de mandatos dos ministros do STF e STJ e da criação e fortalecimento de mecanismos de transparência, que viabilizem o controle social das atividades funcionais (e não jurisdicionais, que fique claro) do Poder Judiciário. Irônico é o fato de que a grande mídia, que recusa quaisquer controles sociais, por mais constitucionais e democráticos que sejam, está ajudando a construir o ambiente político e social propício ao controle social do Poder Judiciário, que historicamente tem acolhido a mistificação dessa mídia em torno da tese falaciosa que confunde "controle social", nos termos da lei, com "censura". Daí que essa celeuma toda em torno do julgamento do "mensalão" poderá redundar em benefício da sociedade e em prejuízo de seus fautores. Se isso ocorrer, só me resta pedir um café...

 

"Ah, os que quisemos preparar terreno para a bondade não pudemos ser bons. Vós, porém, quando chegar o momento em que o homem seja bom para o homem, lembrai-vos de nós com indulgência." Bertold Brecht

Esse julgamento sempre me lembra o cachorro que corre e late bravamente atrás do carro que passa.Se o carro para, o cachorro simplesmente não sabe o que fazer. Olha com desencanto o enorme troféu conseguido, põe o rabinho entre as pernas e vai embora.

 

Alguem saberia dizer precisamente quando podemos fazer a festa popular da aposentadoria desse energúmeno do Ayres Brito??? Merece festejos e grandes manifestações de júbilo rsrs 

 

É nessas horas que percebemos que o Tempo não é tão cruel como sempre pensamos.... As vezes, só mesmo ele, o Tempo, nos livra dos piores males!!!

 

E vai rolar a festa oooo... O povo do gueto mandou avisar (que mais um pilantra vai se aposentar)

 

Dia 22/11 é a posse do Torquemada; sei lá se a gente tem o que comemorar. 

Nem sei como vai ficar isso pq tem um feriado, aí no meio, portanto, o AB vai sair, no começo da dosimetria. JB assume e fica como presidente e relator !? O Teori entra mas não vota? Não tô entendendo mais nada. A única coisa que eu sei é que se JB acumular presidência e relatoria, o melhor é dar todo mundo como condenado a penas máximas e acabar com o show. Caso contrário, será jogar mais dinheiro público no lixo. O Estado produzir espetáculos para a mídia faturar é o fim da linha. Putz, o céu é o limite, mesmo.

 

Pelo fim do cargo vitalicio para ministro do STF já, nós pagamos os salários deses senhores pra assistirmos a essa palhaçada que foi o julgamento do 'mensalão"

 

Barbosa está tão empenhado no fuzilamento sumário de petistas que até seu desafeto Marco Aurélio, a quem teoricamente caberia o papel de carrasco dos petistas, fica parecendo uma pessoa decente e equilibrada.

 

O julgamento do "mensalão" tem exposto as vísceras do STF. A agressividade entre alguns ministros é surreal. Sabendo-se expostos pela TV, ao vivo e a cores, agem da forma como estão agindo, imagine-se o que não ocorreria se a mesa redonda fosse trancada a sete chaves. Muitos hematomas, no mínimo...

 

Segundo Kotscho o julgmaento do "mensalão" virou mesa redonda. Vejo asism também, no centro da mesa o PT e todos os ministros com  suas espadas apontadas, é a famosa faca no pescoço

 

 

...spin

 

 

Pelo andar da carruagem, o "julgamento do século" ainda vai virar um "julgamento de um século"...

 

Seria bom se pegasse fogo Naquelas Togas, Ficaria mais divertido assistir a cena na Globo, com o Merval Comentando .... "Aquela Toga pega mais fogo que a outra.....". Seria o máximo. KKKKKKKKKKKKKK

 

Juiz é juiz. Não é promotor nem advogado de defesa.

 

Discordo. Joaquim Barbosa entrtou no STF por ser promotor. Lá, continua exercendo o mesmo papel, exercendo a pauta imposta pela Rede Globo.

 

Ayres de Brito é candidato a Senador e Joaquim Barbosa é o candidto da mídia. Têm a Globo News durante toda a tarde e a Globo com o JN anoite, como vão perder estas vitrines.

Agora após a eleição, quanto mais tempo durar melhor para eles e para desgastar o PT do qual eles

comparam ao PCC.

 

Antonio Lyra Filho

Eu acho que quem vai sair mais desgastado nessa história é o próprio STF e os palhaços togados que protagonizaram essa esculhambação no judiciário.


O prolongamento da palhaçada e as pantomimas grotescas que os bufões de capa preta estão protagonizando provocam rejeição em qualquer pessoa provida de bom senso e até muitos que disso dispõe.


Está na hora de perguntarmos quanto custa isso ao povo brasileiro e se as instituições podem ser (ab)usadas com flagrante interesse partidário e de promoção pessoal.


Particularmente o Joaquim Barbosa está agindo como um ditador, pior, como um tirano de aldeia totalmente deslumbrado pelo poder que lhe caiu nas mãos. 

 

ABAIXO A DITADURA

 

E tem nova eleição em 2014, que tal esticar a novela novamente até a véspera do pleito, desde que deixem fora da roda os tucanos de bico grande.

 

 

...spin

 

 

Mas é isso mesmo: se fizer durar esse "julgamento" até 2014, o stf  não precisará mais julgar o tal "mensalão mineiro" (de fato do psdb) pois terá prescrito...

 

Isso, mas tem outro detalhe.. Até lá, o PSDB também já terá acabado rsrsrs

 

O STF parece até uma Torre de Babel. Todos falam, ninguém se entende e o Brasil, com a nova teoria aceita neste julgamento, é que se ferra!!

 

"Não tenho prova cabal contra Dirceu - mas vou condená-