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O uso do nióbio no Brasil

Da Rede Brasil Atual

O nióbio é nosso?

Pelo menos 95% das reservas mundiais desse mineral raro e estratégico estão no Brasil

Por: Cida de Oliveira

Dois litros de um novo biodiesel de origem mineral, com qualidade testada e comprovada, estão nas prateleiras do Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape), do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Falta só o interesse das indústrias para ser produzido em larga escala.No mesmo local, há mais de dez anos, foi criada uma substância capaz de revelar resquícios de sangue lavado de cenas de crime para dificultar as investigações. Mais barata e vantajosa que o luminol original americano, a versão brasileira é usada pelo Instituto de Criminalística Carlos Eboli, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. 

“O produto também pode ser empregado contra infecção hospitalar porque muitas bactérias se proliferam em partículas de sangue”, afirma o farmacêutico Claudio Cerqueira Lopes, coordenador das pesquisas da UFRJ.

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisadores do laboratório de Metalurgia e Solidificação do Departamento de Engenharia de Materiais criaram uma prótese de quadril fabricada com uma liga metálica que, além de mais barata e resistente, é totalmente biocompatível. Isto é, o material não provoca reações inflamatórias e alérgicas que levam o organismo a rejeitá-lo. “Quando o produto passar a ser produzido em escala industrial, o país finalmente ficará independente da tecnologia estrangeira”, explica o engenheiro e pesquisador Éder Sócrates Najar Lopes.

As experiências das duas universidades públicas têm em comum o uso de matérias-primas derivadas do nióbio, elemento químico raro em todo o mundo. E abundante no Brasil. Encontrado na natureza em forma de minerais, como a columbita e o pirocloro, é extraído, beneficiado e negociado como concentrado mineral para utilização em usinas siderúrgicas, que o adicionam a outros metais para obter ligas metálicas com características físicas e químicas de interesse industrial. 

Entre as indústrias que mais o empregam estão a espacial, nuclear, aeronáutica, de petróleo e gás, bélica, da construção pesada e de equipamentos médicos, como próteses e componentes para aparelhos de ressonância magnética e tomografia.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil concentra mais de 95% das reservas mundiais, embora outras fontes estimem em até 98%. Em 2010, a produção do concentrado do minério alcançou 63 mil toneladas, além de 53 mil toneladas de uma liga de ferronióbio, das quais 45 mil foram exportadas ao valor de US$ 1,56 bilhão. 

No mesmo período, 4 mil toneladas de óxido de nióbio foram produzidas, das quais foram exportadas 1.500, a US$ 44 milhões. O segundo maior produtor mundial é o Canadá, com 1,5%. Os preços são negociados entre comprador e vendedor e, geralmente, são confidenciais. Com base em dados do British Geological Survey, órgão do governo britânico de pesquisas em geociências, o ministério informa que, em 2007, os valores do ferronióbio variavam entre US$ 12 e US$ 14 o quilo. Em fevereiro de 2011, devido ao aumento da demanda por esse metal, o quilo do ferronióbio esteve em torno de US$ 40.

Reservas ameaçadas

O Plano Nacional de Mineração 2030, que norteia as políticas de médio e longo prazo, estima um crescimento de 5,1% para o mercado interno e 3,8% para o mercado externo. As principais reservas minerais estão localizadas nos municípios de Itambé (BA), Itapuã do Oeste (RO), Catalão e Ouvidor (GO), Araxá e Tapira (MG) e Presidente Figueiredo e São Gabriel da Cachoeira (AM). A de São Gabriel, a maior, esteve na mira do governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 1997, houve a intenção de vender, por R$ 600 mil, a reserva capaz de abastecer todo o consumo mundial por mais de mil anos.

O minério também pode ser encontrado no nordeste de Roraima, na terra indígena Raposa Serra do Sol. Conforme o ministério, não há informações sobre novas minas que passarão a produzir.

A maior mina em operação atualmente é a da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), em Araxá, que processa, fabrica e vende. Cerca de 75% do nióbio usado em todo o mundo é produzido ali. 

Desde os anos 1950, quando foi criada, a CBMM era controlada pelo grupo Moreira Salles – uma rede de empresas com participação do capital estrangeiro –, que controlava o Unibanco, incorporado em 2008 pelo Itaú. Nos últimos anos, porém, 15% das ações da companhia foram vendidas para chineses, japoneses e coreanos, grandes consumidores de nióbio, que assim deixaram para trás o risco de depender de um único fornecedor. 

Um parêntese: os americanos, que dependem do nióbio brasileiro, têm pequenas minas no estado de Nebraska, com pureza de 0,5% – enquanto a do minério brasileiro chega a 2%. Mesmo assim, aprovaram recentemente uma lei que autoriza nova varredura no próprio subsolo em busca de reservas mais robustas. Segundo o site da CBMM, um contrato com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) prevê a transferência de 25% de participação operacional nos lucros ao governo de Minas Gerais. A empresa tem subsidiárias na Holanda, Cingapura e Estados Unidos.

O segundo maior produtor brasileiro é a Mineração Catalão, na cidade de mesmo nome em Goiás. É controlada pela Anglo American, um dos maiores grupos de mineração e recursos naturais do mundo, que opera desde 1976. 
O ferronióbio produzido ali é exportado para Europa, América do Norte e Ásia. A empresa vendeu 4 mil toneladas em 2010 e cogita ampliar a produção.

Até a década de 1970, o Brasil exportava apenas o concentrado do minério, de pouco valor agregado. Em busca de tecnologia para processamento do mineral e sua valorização, o então Ministério da Indústria e Comércio criou o Projeto Nióbio, em parceria com a CBMM. A empresa fornecia o minério e pagava os salários de quase uma centena de pesquisadores chefiados por Daltro Garcia Pinatti, do Instituto de Física da Unicamp. O governo custeou instalações e equipamentos. 

O engenheiro Hugo Ricardo Sandim, professor da Escola de Engenharia de Lorena (EEL), no interior de São Paulo, participou do projeto. Ele conta que em 1978, quando a instituição ainda não estava incorporada pela Universidade de São Paulo (USP), teve início a construção do laboratório. Hoje desativadas, as instalações ainda preservam o forno de feixe de elétrons importado da Alemanha, que já foi o mais moderno do mundo e processou 120 toneladas de nióbio, cujas amostras foram exportadas para Japão, Estados Unidos e Alemanha, entre outros países. “Além de formar mão de obra qualificada, o projeto forneceu material para diversos laboratórios estrangeiros estudarem mais sobre o potencial do nióbio”, conta Sandim.

Onde tem nióbio tem tântalo

  • Seja qual for o aparelho de comunicação que tenha um display de LCD, ali tem uma fina camada de tântalo. E, se fosse pouco, o minério é muito importante para a indústria química, uma vez que só perde para o vidro em termos de resistência à corrosão por ácidos minerais.
  • Com seu pó é possível produzir capacitores de alta performance para celulares, por exemplo. Isso sem contar as aplicações militares. Versátil assim, o tântalo é tão raro e estratégico quanto o nióbio, porém bem mais valorizado no mercado internacional. 
  • “E ambos aparecem juntos na natureza. Onde tem um, tem outro”, afirma o engenheiro Hugo Ricardo Sandim, professor da Escola de Engenharia de Lorena (EEL-USP), que defende um Projeto Tântalo no Brasil e maior fiscalização. 
  • Segundo ele, todo o tântalo extraído na Amazônia é contrabandeado. “Os navios entram, despejam fora a água do lastro e põem minério escondido no lugar.” No mercado internacional, um quilo de tântalo puro vale US$ 800, preço até 20 vezes maior que o do nióbio.
Desperdício

O Projeto Nióbio é o esforço máximo empreendido no Brasil em busca de tecnologia para valorizar um mineral abundante no país e praticamente inexistente naqueles que dele dependem. “O nióbio vai além do luminol, do biodiesel e das ligas especiais”, afirma Claudio Cerqueira Lopes, da UFRJ, que tem em seu laboratório várias teses a partir de pesquisas com nióbio que poderiam ser transformadas em produtos de alto valor agregado. “Temos de desenvolver tecnologias que transformem nossas matérias-primas abundantes em riqueza. Se não criarmos políticas para isso corremos o risco de ficar eternamente exportando barato commodities, como o nióbio, e importando produtos caros feitos com ele e dependentes de tecnologia externa.”

Para Adriano Benayon, ex-diplomata e professor de Economia aposentado pela Universidade de Brasília (UnB), o fato de o Brasil ter mais de 90% das reservas de um material tão raro e estratégico e vendê-lo como commodity, sem investir em tecnologias que agreguem valor, não é diferente do que acontece com outras matérias-primas, como o quartzo, usado em chip para computadores. 

“Apesar de sua importância estratégica, o nióbio não é valorizado na pauta de exportações brasileiras”, afirma. “Além disso, o governo recebe apenas 2% do valor declarado dos minerais em geral, que, evidentemente, muitas vezes é subfaturado. Para completar, a lei isenta os minérios de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços”, explica. 

Para se ter uma ideia do quão lucrativo deve ser o negócio do nióbio, Benayon, que defende a estatização das reservas, lembra que os irmãos Fernando Roberto, João, Pedro e Walther Moreira Salles, que ficaram com o controle de apenas 20% da CBMM, figuram na lista dos mais ricos do mundo, divulgada no começo de março passado pela revista Forbes. “O curioso é que os quatro têm fortunas avaliadas em US$ 2,7 bilhões. Como o Unibanco já vinha quase falindo, essa fortuna toda só pode ter vindo do nióbio”, acredita. 

O nióbio é nosso?

Extração de nióbio em Araxá: preço do quilo ficou em torno de US$ 40 em 2011 (Foto: Edson Silva/Folhapress)

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Gente Eu já assinei e postei no meu mural pedindo que meus amigos assinassem também ninguém se interessou aparentemente, se eu tivesse postado uma mulher gostosa, uma frase romantica ou coisa do tipo alguém teria notado, curtido ou compartilhado, me doi dizer isso mas a maioria dos brasileiros merecem os politicos e pais que tema, não querem gastar dois minutos para apoiar um causa que beneficiaria muito o povo e pais.

Lamentável...

 

Olá pessoal, bom dia!

Estou fazendo uma campanha pela valorização do Nióbio Brasileiro na AVAAZ. Peço o favor de acessarem o site e votarem. Obrigado.

https://secure.avaaz.org/po/petition/VALORIZACAO_DO_NIOBIO_BRASILEIRO

 

Eu já assinei e vou repassar aos meus amigos.

 

Esse problema é cultural.

Essa situação vai acontecer sempre, porque o povo brasileiro não gosta de estudar, não gosta de pensar, não gosta de criar. Mas gosta é de futebol e carnaval.

Povo burro, que se fodam, por isso que brasileiro inteligente no brasil vai para fora.

 

A questão "Nióbio" no Brasil é um caso seríssimo.

Vejam informações neste link:

http://www.pec300.com/2011/12/reportagem-especial-niobio-riqueza_04.html

Caso o link não funcione, busque no Google por :

"Nióbio, riqueza desprezada pelo Brasil"

 

 


“Há mais coisas entre o céu e a Terra que os aviões de carreira”: Nióbio x José Dirceu x Marcos Valério
 

É inacfeditavel o que se pode falar de besteiras em qualquer assunto. Criou-se a lenda do niobio, um aditivo para o aço que melhora sua qualidade mas não é nenhum milagre da natureza, o mundo pode viver sem niobio, como pode viver sem caviar, a CBMM teve um enorme esforço de marketing, com 13 escritorios no mundo, para mostrar o valor de seu produto e vende-lo, nunca teve fila na porta para comprar.

 

    AA, meu caro,


    Tudo que vc. no momento escreve é verdade, mas é bom saber de uma outra realidade:


     Após uma fusão entre duas instituições bancarias, foi montada na atual matriz delas, em São Paulo, próxima a Estação Conceição do Metro, uma mesa de operações especifica, funcionando em 24/7, exclusivamente para transacionar os ativos de certa corporação mineral nacional, ligada a uma importante familia. MAS:


       Não estou falando que tais movimentos ocorram, é apenas um exemplo do mercado de commodities:


      Certificados de um determinado metal a vista, podem ser trocados por outros certificados "no futuro", referentes a este mesmo metal ou a outros ativos a ele combinados (derivativo), o objetivo é o controle do fluxo de produção destes metais e arbitrar o preço, portanto o preço da tonelada, a vista, em Chicago ou qualquer outra bolsa, pode ser controlado, as vezes até um prejuizo contabil é bem vindo, pois força a alta no futuro, e derruba os especuladores comprados.


       São Paulo - Hong Kong - Shangai


       Haja pão de queijo.

 

junior50

Sou paulista, Geógrafo, morei e residi em Catalão seis anos, lí muito sobre Nióbio e, sempre que tocava no assunto algum imbecil me alcunhava de "Enéias" (aquele eterno candidato à presidência).

Gostaria de acrescentar algumas outras coisas ao texto da moça a saber:

1- Junto ao Nióbio (em Catalão) há também muito ouro (sei porque lecionei por quatro anos numa escola particular onde 90% do "PIB" da cidade lá alocavam os rebentos, o filho d'um dos Engenheiros da mineradora me contou isso);

2- Sem Nióbio não há "aço inox";

3- Sem Nióbio as cápsulas Apolo não teriam reentrado na atmosfera com os astronautas vivos;

4- O Nióbio exportado de raro que é deveria ser cotado como Platina;

5- Os russos, à falta de Nióbio desenvolveram cerâmicas para substituir o mineral (o Nióbio tem um ponto de fusão de 3.000 e poucos graus). Nesse aspecto os russos se deram bem, criaram um substituto até mais leve mas, para isso precisam das "terras raras" que só se encontra na China.

Bom, há ainda muitas questões a elencar sobre o Nióbio dentro da minha cachola mas, creio que ficaria muito chato falar sobre isso num simples comentário.

:-)

 

O grande problema é que o território brasileiro é um tesouro nas mãos de um Dono inútil que não da valor ao que é seu.

 

Brasileiro é um povo Fudido mesmo. Esse tipo de noticio me deixa angustiado. Estamos sendo roubados na cara dura e a POHA DA DILMA SE QUE SE MEXE PRA MUDAR ISSO.

 

 

Questão do Pirara
O Brasil perdeu o acesso ao Rio Essequibo, através do Rio Rapumani, e, por conseguinte, o acesso ao Mar das Antilhas. Em contrapartida a inglaterra ganhou o acesso a Bacia Amazônica, pela Pirara, descendo o Rio Tacatu, afluente do Rio Branco. O limite do Brasil no Rio Rapumani recuou para o Rio Mahú.
 
 
Raposa Serra do Sol
O General Luiz Gonzaga Schroeder, ex-Comandante Militar da região, quando foi julgada a questão da demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, declarou que o STF "devia enxergar o futuro", pois um erro de decisão comprometeria a soberania nacional na faixa de fronteira, já que, com tal aprovação, ficaria vedado o acesso das forças armadas, produtores rurais e não-índios ou não-descendentes em suas reservas, a menos que eles próprios consintam. E a história da faixa de 150 km não irá funcionar: o território será deles e lá só entrará quem eles quiserem. O Brasil perderá parte da soberania sobre a região, havendo o risco de que nações estrangeiras, com o disfarce de ONGs ambientalistas ou religiosas, passem a exercer o controle das reservas com a possibilidade de que essas reservas venham mais tarde a requerer a sua independência como nação, passando a constituir um país dentro de outro país, controlado por outro país, que não será o Brasil. Só a soma das 3 grandes reservas indígenas da região (Raposa Serra do Sol, São Marcos e Ianomâmi), correspondem a quase 20 milhões de hectares, sem contar com as outras 33 "reservas" espalhadas, somente em Roraima.
 
 
Henry Kissinger, ex-Secretário de Estado dos EUA:
“Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimento garantidores da consecução de seus intentos”.

 
 
Wikileaks: No dia 7 de dezembro de 2010 o site Wikileaks revelou documentos do governo norte-americano apontando como “estratégicos” para a sua segurança alguns depósitos minerais no Brasil, por conta dos efeitos que problemas no fornecimento vindos dessas minas teriam na indústria do país.
Um deles pertence à CBMM e fica na cidade de Araxá (MG); é o maior projeto de nióbio do mundo. O outro projeto fica no complexo mineral de Ouvidor e Catalão, em Goiás, e pertence à Anglo American.

A Vale também está na lista, com os depósitos de ferro de Corumbá (MS) e minas de manganês também no Mato Grosso do Sul.

 
Fontes:
http://www.geologo.com.br/
http://www.ecsbdefesa.com.br/
http://www.militar.com.br/
 

 

Onde posso acessar tal documento do wikileaks? Não obtive sucesso no site da organização.

Bastante interessado, tenho estado pesquisando o assunto recentemente, e vejo uma padronização nos discursos que tratam do tema do nióbio. A impressão é que cada texto se deriva do outro, repetindo praticamente as mesmas sentenças, sem oferecer uma variação característica de diferentes pontos de vistas sobre a suposta multiplicidade de "referências". Quero dizer, citam-se muitos dados e documentos, porém jamais há direcionamento para as fontes dessas informações. E o surpreendente é que isso não parece incomodar aos leitores fazem comentários.

No princípio pensei que talvez não estivesse sabendo procurar, porém após ter dedicado consideravel esforço na tarefa, hoje creio que essas referencias jamais estiveram disponíveis à maior parte dos que escrevem sobre o assunto. Não digo que não existem, nem que minha busca tenha sido da maior eficiência possível, só que me parece importante que quando os colegas mais aprofundados no tema expusessem suas opiniões, também as complementassem com a disposição das fontes definitivas (oficiais) dessas informações, para que os leigos também pudessem se embasar em dados concretos, e não só nos depoimentos dos entendidos, esperando que estejam bem fundamentados. 

Finalmente, no wikileaks, o ultimo documento referente aos EUA é datado de março de 2010. E a constante reprodução do texto do sr. Ronaldo Schlichting tampouco disponibiliza qualquer tipo de fonte direta para conferência dos dados apresentados. Assim que, apesar da consciencia de que não é de obrigação de ninguém facilitar o acesso às fontes nas quais sem embasam, pergunto se alguém possui links ou arquivos que sustentem tais citações, e se poderiam, por gentileza, compartilhá-los. Agradeço qualquer esforço!

 

Aqui você pode encontrar muitas informações objetivas e consistentes:

http://www.pec300.com/2011/12/reportagem-especial-niobio-riqueza_04.html

 

Abs

 

Caros Nassif e Adir,


 


Artigo importante e muito pertinente. Quando se fala em nióbio, a cacunda dos entreguistas gela de medo! O nióbio, mineral importante para o país, protagoniza o maior descaminho de riquezas que esse país assiste!


Por pertinência ao tema, envio o link de um artigo de Roberto Ilia, no blog Tribuna da Imprensa, sobre o nióbio: http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=17801


Também sou de opinião de que o Brasil deveria estatizar as reservas de nióbio, criando, para tanto, a Nióbio Brasileiro S.A. a Niobrás.


 


Abraço cordial


 


Fábio

 

    De cabide de emprego para politico sem voto, ou para composição politica no congresso, já bastam: Ministério da Ciência e Tecnologia, Agencia Espacial Brasileira, FINEP, ACS - Alcantara Cyclone Space, INPE, CEMADEN,  etc..


     Acordem, de nada adianta ter o minério e não investir sériamente no desenvolvimento de tecnologias que viabilizem a utilização, como produto final.


     Será que ninguem ainda percebeu, que o recente movimento das grandes empresas de tecnologia internacionais ao Brasil (européias, chinesas, israelenses e americanas), que associadas a nossas empreiteiras (Odebrecht, Cmargo Correa,Andrade Gutierrez, CR Almeida), ou a holdings formadas por capitais estrangeiros ( Condominio EMBRAER - ELBIT, Grupo Synergy), estão absorvendo ou entrando de sócios (aparentemente minoritários) na grande maioria de nossas empresas de tecnologia, até as pequenas, mas com bons produtos, estão sendo adquiridas, engenheiros formados com dinheiro publico sendo enviados ao exterior (matrizes) para se "sentirem parte das organizações".


       Estas aquisições e fusões, que fazem parte do jogo do mercado, em futuro próximo poderão travar nossa inovação industrial e produção efetiva de itens tecnológicos - estaremos em "corner".


       Estes ministros viajam tanto para a India e não aprenderam NADA.

 

junior50

 O que vale para o nióbio vale para outros metais também, como o ferro, que o Brasil exporta como minério e depois importa como aços especiais, carros e outros produtos de maior valor agregado.

 isso é uma exploração consentida pelo próprio país.

 para mudar isso, tem que investir em tecnologia e industria, mas para que apostar numa industria se os juros do banco rendem mais?

 O problema da pesquisa é a burocracia. Tem excelentes pesquisas na universidade, mas para tirar lá de dentro e chegar ao mercado é que é o problema. E a indústria brasileira não arrisca, acha melhor trazer de fora.

 Em relação ao quartzo, usado para obter silício de alto grau de pureza para fazer chips de computador, o problema é que o processo é muito caro, um indústria para isso custaria algumas dezenas de bilhoes, segundo um professor do meu mestrado. Existem umas 2 ou 3 destas industrias no mundo, e elas tem contrato de fornecimento de 20 a 30 anos com os compradores. mesmo que construíssemos uma, venderíamos para quem?

 

¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

"A de São Gabriel, a maior, esteve na mira do governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 1997, houve a intenção de vender, por R$ 600 mil, a reserva capaz de abastecer todo o consumo mundial por mais de mil anos"

Quando será que as instituições brasileiras estarão aptas (com gente capaz de) a proteger os interesses do país e condenar eventuais traidores do mesmo?

Quando seremos capazes de negociar favoravelmente (ao país), o preço de um produto que detemos 95% (98%?) da disponibilidade mundial?

Quando seremos capazes de vender o produto acabado e trazer seu valor agregado, ao invés de abastecermos com matéria prima barata para que nos vendam os produtos decorrentes a valores múltiplos?

Quando, quando?


 

Escrever uma palavra sobre nióbio e não reverenciar a memória de Enéas Carneiro não é justo nem perfeito..

 

O que se vê é que também o PT é um partido vendido, que não ousa entrar em temas realmente estratégicos.

A Dilma foi ministra de minas&energia e não fez nada, estão falando de um novo marco regulatório para o sertor a 4 ou 5 anos, com maior participção do estado na receita, hoje são ridículos 2%.  Agora é presidente, não tem desculpa, ou mexe nisso, ou vai terminar o mandato tendo deixado evidente que não controla o país ou  não pensa o país estratégicamente.

Essa história do Niobio é o maior absurdo de todos. Alguém poderia imaginar se o EUA tivessem 98% das reservas mundias permitiriam uma empresa inglesa ser dona da maior mina e exportar minério bruto de U$12 a 40 dolares?

Essa do tantalo sendo contrabandiado nas barbas do estado e o governo não fazer nada? cada os militares que vivem choramigando recursos e náo controlam esse contrabandoo na amazonia? afinal a saída do Rio é uma só, basta organização e seriedade, tudo que esse país não tem.

Uns dos raros estadistas do Brasil, garantiu uma lei para garantir as riquezas mineirais a União (ao povo), e os atuais presidentes burlam esse lei, ao permitir uma exploração danosa ao país e a União. FHC fez de tudo para vender o Brasil a preço de banana e infelizmente o Lula e Dilma até hoje não conseguiram ou não querem reverter todo esse péssimo legado tucano.

Quem sabe as próximas geração no poder mudem essa país, por que essa já está vendida.

 

Todas as vezes que se citou o metal em questão aqui no blog, eu lembrei do sr Enéas.

 

 Todas as vezês que vejo a palavra nióbio, eu lembro do "meu nome é Eneas"

Em um debate presidencial em 1989, o candidato Eneas, com sua forma contundente e eloquente, fez uma pergunta ao então candidato Lula:

_ Candidato Lula, o senhor sabe o que é nióbio ?

O Lula com sua simplicidade e voz rouca, disse algo mais ou menos assim, só que com outras palavras:

 - Companheiro Eneas, eu não sei que porra é essa, mas não vai  fazer falta nehuma para quem que ser presidente.

A platéia veio abaixo de tanto ri, e eu ri junto em casa assistindo ao debate.

O Eneas adorava perguntar aos candidados o que erra o nióbio.

O Eneas era nacionalista, e a favor que o Brasil tivesse a bomba atômica, por isso era ligado nas coisas militares.

O nióbio é utilizado pelos americanos na sua industria de segurança, com a tecnologia Steath, que torna os aviões,e navios,  invisíveis ao radares. 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Stealth

 

Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

O Lula podia não saber, mas a Dilma sabe, com toda certeza! Por que  será que ela não toma uma atitude?