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O velório de Dom Eugênio Sales

Do Estadão

Fieis e autoridades comparecem ao velório de d. Eugenio

Além de religiosos, estão presentes no velório o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o governador do Estado, Sérgio Cabral Filho (PMDB)

Um clima de serenidade marcou a chegada do corpo do cardeal d. Eugenio de Araujo Sales à Catedral de São Sebastião, no centro do Rio. Ele foi recebido com uma salva de palmas pelos fiéis presentes. Muitos chegaram em caravanas do interior e de outros Estados.

Na entrada da catedral, o caixão foi abençoado pelo arcebispo da arquidiocese do Rio, d. Orani Tempesta. "Ele partiu serenamente para a casa do pai", disse o arcebispo.

A Companhia de Músicos da Polícia Militar tocou o Hino Nacional e Marcha Pontifícia, o Hino do Vaticano.

Além de autoridades religiosas, estão presentes no velório o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o governador do Estado, Sérgio Cabral Filho (PMDB).

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Dom Eugênio, o orgulho da raça....

 

Entre Dom Paulo Evaristo Arns que tem a minha preferencia em relação ao Dom Eugenio que sempre dizia "amém"........(e o "pau cantando na Cinelândia).

 

E eu que pensava existir separação entre religião e o estado nessas bandas...

 

Eugenio Sales era o protopresbítero, cardeal mais antigo da Igreja.

Com sua morte, esta honraria católica passa ao seu oposto: Paulo Evaristo Arns.

 

Sem pieguice pós-morte! Esse sr. foi uma das figuras mais reacionárias no seu período de atuação como religioso influente nos anos 80.

 

Morre dom Eugenio Sales, um assecla da ditadura militar - http://goo.gl/TmVxz

 

Eterna Paz Dom Eugênio Sales,......

Os grandes esquerdistas que pensam, não os cabeças-mole que que habitam neste blog,  reconhecem que Dom Eugênio, além de um grande conservador, era um grande humanista.

Para ajudar as vítimas da repressão, montou uma rede de apoio aos refugiados em parceria com a Cáritas brasileira e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.  Chegou a acolhê-los na Sede Episcopal (Palácio São Joaquim) e, depois, em apartamentos alugados para tal finalidade. Além disso, Dom Eugenio financiou a estadia destes refugiados até conseguir-lhes asilo político em países europeus, onde teriam sido asiladas mais de quatro mil pessoas.(copiei de outro blog este parágrafo).  



 

Na liturgia católica, a pomba, mais do que a paz, representa o Espírito Santo, terceira pessoa do mistério da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, formando um só Deus.


A pomba pousou no ataúde quando este chegou no pátio da matriz e permaneceu nele mesmo durante o transporte para o interior da catedral, onde permaneceu sobre o esquife, apesar de toda a movimentação, durante mais de uma hora, o que comoveu profundamente os fiés que conhecem a simbologia da sua fé.

 

Porque uma pomba branca, além do que vc falou e que aqui embaixo representa a PAZ, pousou sobre a esquife de Dom Eugênio e o acompanhou? Para mim algo emocionante. São os grandes mistérios de nossas vidas..

Quem será eu a dizer que Dom Eugênio não foi conduzido ao Céu por uma pomba? 

Tudo bem, como Dom Sales eu sou direitista e não posso divagar e usar a minha mente segundo eles...os esquerdistas acham que as mentes das pessoas devem ser dominadas. JAMAIS!

Depoi de tudo, acho eu, o Espírito de Dom Eugênio reina!

Quem teve a oportunidade e o privilégio de ver a grandeza de Dom Eugênio não falarian bobagens de esquina como falam alguns por aqui.

 

Don Eugenio, que o senhor esteja com Deus!

a Igreja perdeu um digno defensor da Fé!

 

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Dom Eugenio Salles: ótima relação com os jornais antes da morte e depois dela

Do Blog da Hildegard Angel

10/7/2012

 

  

 

Muito impressionantes os obituários publicados hoje sobre dom Eugenio Salles. Li, reli e fui conferir de novo o nome do retratado, pois achei que devia haver algum equívoco. Pensei que se tratasse de algum obituário tardio do saudoso dom Helder Câmara, este sim um santinho, que deixou suas pegadas missionárias, como exemplo de caridade cristã. Ele pregava uma igreja voltada para os pobres, era um exemplo de desprendimento, humildade, absoluta ausência de qualquer tipo de vaidade ou arrogância, um sacerdote de "pés descalços", totalmente solidário aos jovens perseguidos pela ditadura e, por isso mesmo, ele mesmo um perseguido e removido, através das políticas eclesiásticas, do Rio de Janeiro, então centro dos acontecimentos nacionais, para Olinda...

Dom Helder foi chamado de "Arcebispo Vermelho", teve seu acesso à mídia vetado pelo AI-5, foi pessoalmente perseguido pelo ditador Médici e, como contraponto a tantas maldades, dom Helder só havia plantado coisas boas: construiu a Cruzada São Sebastião no Jardim de Alah, fundou a Comissão de Justiça e Paz, fundou o Banco da Providência, que multiplicou e até hoje multiplica bondades aos pobres neste estado. Faz pensar que, não fosse por dom Helder, a posição da Igreja Católica no Rio de Janeiro, onde não tem mais a liderança que tinha, estaria bem pior...

Curiosamente, foi justamente durante o "período dom Eugenio" que a Igreja Católica no Rio de Janeiro e, por consequência, no Brasil - já que o Rio, sabemos, era, pois era mesmo, no tempo passado, o tambor de ressonância nacional, formava opinião, dava o exemplo, viu acontecer o início e a precipitação de seu declínio. Pois não vamos atribuir apenas à competência das igrejas evangélicas, das seitas pentecostais ou, como querem alguns, à "ingenuidade dos fiéis", a queda da Igreja Católica nesse ranking...

"Você é 100% responsável pelo que lhe acontece", disse-me outro dia uma adepta da Mandala olhando-me dentro dos olhos. Estava certa. Somos mesmo. Assim é com a Igreja Católica no Brasil. Com dom Eugenio à frente, fechando os olhos às maldades cometidas durante a ditadura, fechando seus ouvidos e os portões do Sumaré aos familiares dos jovens ditos "subversivos", que lá iam levar suas súplicas, como fez com minha mãe, Zuzu Angel (e isso está documentado), e hoje, supreendentemente, os jornais querem nos fazer acreditar que ocorreu justo o contrário!...

Era público e notório e mais do que sabido naquela época que dom Eugenio endossava que fossem chamados de "padres vermelhos" aqueles religiosos que abrigavam, sob suas batinas poídas, em suas paróquias suburbanas, os jovens que tentavam escapar das torturas e das sentenças de morte sumária...

Mas não é isso que os obituários hoje contam...

Como não contam da mágoa de padres jovens, brilhantes pregadores, que conseguiam lotar as missas de suas paróquias com legiões de fiéis, multidões de católicos, jovens padres que ganhavam visibilidade, convites, apareciam na imprensa, somavam admirações e logo eram removidos por dom Eugenio para paróquias bem distantes, como se fossem ironicamente punidos, em vez de serem premiados, pelo belo trabalho que realizavam para a Igreja Católica. Os bons pregadores eram afastados...

Alguns desses padres, que poderiam ter feito belíssimas carreiras no clero, foram podados na origem. Uns caíram no mais completo esquecimento. Outros entraram em depressão. Soube de alguns que abandonaram a batina. Não era de boa política sobressair-se na "era dom Eugenio Salles"...

Duplo castigo: para os padres e para os paroquianos, que assim iam acumulando decepções com sua religião. Outro fator que contribuiu para o declínio católico no Rio nesse período foi a série de proibições tolas, que, em vez de inspirar bondade, em vez de agregar seguidores, só motivaram afastamentos...

Nas cerimônias de casamento, foram proibidas músicas classificadas como "não sacras", e sabe-se lá por quais critérios. Então, por exemplo, uma jovem chamada Luciana não podia mais entrar na igreja ao som da singela cantiga "Luciana", de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, como esteve tão em moda. Caprichos, arbitrariedades, tolices, que só afastavam os católicos de sua igreja...

Batizados só podiam ser coletivos. Padres só eram autorizados a celebrar batizados e casamentos na igreja, não mais em residências, sítios, casas de festas. O que antes era corriqueiro passou a ser proibido. Então, tornou-se usual acontecerem casamentos de católicos oficiados por pastores protestantes. Logo, o oficiante mais procurado, era o pastor Jonas Rezende, pai da atriz Lidia Brondi, lembram? Que aliás prega lindamente. A sociedade católica do Rio de Janeiro acostumou-se a escutar as belíssimas preleções do pastor Jonas, seus inspiradíssimos sermões matrimoniais...

Tudo passou a ser difícil na Igreja Católica no Rio de Janeiro. Conseguir marcar uma missa de sétimo dia, só com pistolão. Uma extrema unção em casa, só gente muito bem relacionada. Vários pátios paroquiais laterais às igrejas, onde os fiéis antes confraternizavam, onde aconteciam as quermesses, os bazares, as reuniões pós-missas, antigos centros de convívio, foram entregues à especulação imobiliária. Viraram edifícios, shopping centers. Antigas igrejas foram passadas nos cobres. Instalaram-se em andares de prédio. Outras se tornaram construções espremidas entre um edifício e outro, como aconteceu com a Nossa Senhora da Paz. Igrejas sem horário pra abrir nem pra fechar, "por questões de segurança"...

A Igreja Católica, no Rio, sob a égide de dom Eugenio Salles, foi cada vez mais se distanciando dos pobres e se aproximando, cultivando, cortejando as estruturas do poder. Isso não poderia acabar bem. Acabou no menor percentual de católicos no país: 45,8%...

Não há, neste texto, qualquer intenção de ressentimento. Apenas o desejo jornalístico da correção histórica. Dom Eugenio padeceu na terra de um mal de saúde. Os pecados, já pagou por eles. Em seus últimos tempos de vida, a lucidez e a ausência dela alternaram-se. Atenciosos, o arcebispo dom Orani Tempesta, assim como o cardeal-arcebispo anterior, dom Eusébio, mantinham o antigo cardeal do Rio, dom Eugenio, vivendo na residência do Sumaré, com todos os cuidados, a família, a estrutura proporcionada pela Arquidiocese, a que não mais teria direito, por já estar afastado do cargo...

Dom Eugenio teve, em vida, uma grande habilidade: manter ótimas relações com os grandes jornais, para os quais contribuiu regularmente com artigos. Ótimas relações com os jornais, os jornalistas e os donos dos jornais antes da morte. E, como vimos pelo que foi publicado no dia de hoje, também após ela. E são os jornais que legam os registros que escrevem a História...

 

 

Odonir Oliveira

Se você quiser saber quem é o mais vaidoso dos vaidosos, olhe para aquele que, à frente da procissão, tira as sandálias de São Francisco e passa a andar descalço, em especial se holofotes e flashs estiverem às dúzias pipocando. Essa foi uma das grandes "humildades" expressadas por Dom Helder. Não há psicanalista ou psiquiatra isento, no mundo, que vai me contradizer. Dom Eugênio tinha os pés no chão, e só não foi papa por não ser Europeu.


Antes de Brizola, não existiu culpado maior para o crescimento desmedido e torto dos morros e favelas do RIO. Dom Helder disse a famosa frase. "Mas como construir conjuntos habitacionais na Vila Kennedy para os favelado da Zona Sul. Como farão as empregadas domésticas para chegar em seus empregos nas casas das madames (na época 90% delas dormia no emprego) ? Pois, é, hoje, não existem mais madames suficientes em Copacabana e Ipanema, com recursos para pagar o que aLei exige. Assim, os maridos se entregaram ao tráfico e os filhos nasceram dentro deles, com expectativa de vida em torno de 35 anos. 80% dos encarcerados tem menos que essa idade, Os mais velhos já morreram em "lutas internas" eou na mão da polícia. Ah, sim; Vila Keneddy. Todos os beneficiados venderam por valores que jamais pensaram em ter nas mãos, através de Contratos de Gaveta. Idem, Cidade de Deus.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

A Igreja Vertical, voltada para Deus, e a Igreja Horizontal, voltada para o homem.


 Duas traves da mesma Cruz...


 Dom Eugênio interferiu para que a comunidade do Vidigal não fosse transferida...


Dom Élder provavelmente cardeal in petto... João Paulo II promoveu 31 cardiais sendo um em sigilo. Aqueles que são perseguidos por motivos políticos não são revelados aos fiéis.

 

...mas foi um dos poucos a atender com atitudes as preces dos desamparados e dos perseguidos.

segredou-me agora pouco uma flor vivente de luz

portanto, que seja imenso, belo e confortável o jardim que o espera

 

 

Já está em companhia do amigo Roberto Marinho .

Possivelmente a Groubo vai fazer uma pressãozinha para que o Ratzinger beatifique o "puríssimo" Eugênio Salles .

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

A mídia ressalta com enfase que era "amigo" de muitos Papas. Basta-me isto para lembrar-me que em toda sua longa história esteve muito mais perto do poder que dos fiéis, tanto assim que a penetração do catolicismo na população do Rio não é invejável. Muito antes pelo contrário.

 

Mas, por outro lado, convenhamos, é possível ser  bispo ou muito mais um cardeal, sem estar perto do poder? Enfim, sem fazer uma opção preferencial pelos que podem, pelos de cima?

 

Conheci vários que nao fizeram essa opção. Enfrentaram dificuldades, mas ficaram do outro lado. Não sou católico, sequer cristão, mas conheci muitos deles, em anos muito difíceis. Vários deles em São Paulo, a começar por D. Paulo Evaristo Arns e dom Angélico Sândalo Bernardino. Para citar apenas alguns.

 

Politicamente era um conservador. Filho de um desembargador do Rio Grande do Norte. Bastante disciplinado na doutrina da Igreja Romana, combateu a Teologia da Libertação e era refratário às idéias de esquerda. Seguia a política do Vaticano com relação à constituição da família nos moldes estritamente tradicionais.


A seu favor conta o profundo humanismo, o acolhimento de perseguidos pelas ditaduras da América do Sul e a recusa de receber honrarias dos militares da Ditadura. Assumiu a Arquidiocese do Rio em 1971, depois portanto da Marcha das Famílias com Deus pela Liberdade, que reuniu 1 milhão de pessoas, que naquela época era um número expressivo, na Avenida Rio Branco.

 

 Sou de esquerda e católico , mas Dom Eugênio é exemplo de um excelente homem e cristão que pode ter uma visão conservadora e ser humanista ao mesmo tempo. Descanse em paz , Dom Eugênio , e se todos os conservadores fossem como o senhor este país seria melhor !

 

E a Globo dedicou uns 15 minutos ao tema no Jornal Hoje. Tudo a ver. Companheiro de peito do Roberto Marinho e seu confessor, emblema do conservadorismo brasileiro, opositor ferrenho dos movimento sociais da igreja católica, o querido dos papas João Paulo II e Bento XVI, o que, por si, diz tudo desta figura nefasta da vida brasileira.   

 

 


 Pipocaram manchestes escritas e faladas sobre a morte de Dom Eugênio Sales.


   Em todas elas,escritas ou faladas, se referiam ao morto como  cardeal ''católico''.


        Então pergunto:


     Há algum cardeal,de qualquer religião ou seita, que não seja católico?


        O título de ''cardeal'' só se aplica na Igreja Católica- nenhuma outra religião do planeta tem cardeal ou papa-os evangélicos,com seus bispos,ainda não chegou a Cardeal.


         Pior seria se dissessem ,um dia, ''papa católico''. Mas Cardeal tbm é igual.


           Uma baita redundância da imprensa brasileira.


             Nota Zero pra jornalistas,editores,redatores e afins.

 

Paz e bem!

1 De fato o tíulo de Cardeal é usado pela ICAR e uma que outra denominação minúscula.

2 Com relação ao título Papa: há o Papa de Alexandria e da Sé de São Marcos, mas só quando no referimos a estes é necessário o complemento.

3 Uma curiosidade: Leigos podem ser nomeados Cardeais e não precisam receber nenhuma ordenação clerical, no início do século XX ainda vivia um Cardeal Leigo.

 

Não da para esquecer a apoio desse padre à Ditadura. Na melhor das hipoteses não mexeu uma palha contra a repressão. descanse em paz

 

"Além de autoridades religiosas, estão presentes no velório o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o governador do Estado, Sérgio Cabral Filho (PMDB)":

A autoridade religiosa Jose Serra nao apareceu!

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.