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O voto brasileiro na questão da Líbia

VOTO BRASILEIRO - CONSELHO DE SEGURANÇA (ONU) - QUESTÃO LÍBIA
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1. Retiro a possível "sobra" de pedradas (as dela seriam pequeniníssimos seixos rolados de qualquer sorte) para minha Presidente "omissa".

2. A análise do amigo Morales, abaixo, como sempre, mesmo sem conhecer o teor do voto brasileiro, foi precisa:

"...As abstenções da Alemanha e do Brasil podem ser simbólicas, porque um voto negativo não influenciaria o resultado final (sendo os dois países membros não permanentes). Mas as abstenções de Rússia e China equivalem a um voto positivo, pois qualquer deles poderia bloquear a aprovação. Um voto covarde, pois, se eles apoiam a medida, deveriam deixar isso claro. E se desaprovam, deveriam tê-la vetado. A abstenção de Rússia e China equivalem a uma anuência..."

3. As demais pedradas, no Presidente Obama, que muito prezo mas que por não governar representa todos os demais ASSASSINOS PERMANENTES DO CONSELHO DE INSEGURANÇA global DAS NAÇÕES UNIDAS, ficam mantidas (pedradas - e ovos e, bem lembrado, bolinhas-de-papel - tão somente porque não me apraz o uso das armas letais genocidas que eles tanto apreciam).

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SEGUE O VOTO DO BRASIL (FONTE: Ministério das Relações Exteriores - Itamaraty)
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Nota nº 103

Aprovação da Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU sobre a Líbia

 

17/03/2011 -

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aprovou, hoje, 17/3, a Resolução 1973 que autoriza o uso da força na Líbia com base no Capítulo VII da Carta da ONU. A Resolução foi aprovada por 10 votos a favor, nenhum contra e 5 abstenções - da Alemanha, Brasil, China, Índia e Rússia.

Segue, abaixo, a intervenção da Representante Permanente do Brasil junto à ONU, Embaixadora Maria Luisa Viotti, na sessão do Conselho.

“Senhor Presidente,

O Brasil está profundamente preocupado com a deterioração da situação na Líbia. Apoiamos as fortes mensagens da Resolução 1970 (2011), adotada por consenso por este Conselho.

O Governo do Brasil condenou publicamente o uso da violência pelas autoridades líbias contra manifestantes desarmados e exorta-as a respeitar e proteger a liberdade de expressão dos manifestantes e a procurar uma solução para a crise por meio de diálogo significativo.

Nosso voto de hoje não deve de maneira alguma ser interpretado como endosso do comportamento das autoridades líbias ou como negligência para com a necessidade de proteger a população civil e respeitarem-se os seus direitos.

O Brasil é solidário com todos os movimentos da região que expressam suas reivindicações legítimas por melhor governança, maior participação política, oportunidades econômicas e justiça social.

Condenamos o desrespeito das autoridades líbias para com suas obrigações à luz do direito humanitário internacional e dos direitos humanos.

Levamos em conta também o chamado da Liga Árabe por medidas enérgicas que dêem fim à violência, por meio de uma zona de exclusão aérea. Somos sensíveis a esse chamado, entendemos e compartilhamos suas preocupações.

Do nosso ponto de vista, o texto da resolução em apreço contempla medidas que vão muito além desse chamado. Não estamos convencidos de que o uso da força como dispõe o parágrafo operativo 4 (OP4) da presente resolução levará à realização do nosso objetivo comum – o fim imediato da violência e a proteção de civis.

Estamos também preocupados com a possibilidade de que tais medidas tenham os efeitos involuntários de exacerbar tensões no terreno e de fazer mais mal do que bem aos próprios civis com cuja proteção estamos comprometidos.

Muitos analistas ponderados notaram que importante aspecto dos movimentos populares no Norte da África e no Oriente Médio é a sua natureza espontânea e local. Estamos também preocupados com a possibilidade de que o emprego de força militar conforme determinado pelo OP 4 desta resolução hoje aprovada possa alterar tal narrativa de maneiras que poderão ter sérias repercussões para a situação na Líbia e além.

A proteção de civis, a garantia de uma solução duradoura e o atendimento das legítimas demandas do povo líbio exigem diplomacia e diálogo.

Apoiamos os esforços em curso a esse respeito pelo Enviado Especial do Secretário-Geral e pela União Africana.

Nós também saudamos a inclusão, na presente resolução, de parágrafos operativos que exigem um imediato cessar-fogo e o fim à violência e a todos os ataques a civis e que sublinham a necessidade de intensificarem-se esforços que levem às reformas políticas necessárias para uma solução pacífica e sustentável. Esperamos que tais esforços continuem e tenham sucesso.

Obrigada.”

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84 comentário(s)

Comentários

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+84 comentários

Só para irritar as Polianas do humanitarismo abstrato, vou trazer alguns dados quanto ao ditador líbio que "vive na riqueza enquanto o povo passa fome", como alguém disse neste blog.

É verdade que Gaddafi e a família, pelo menos desde que se abraçaram com a liberalização econômica, no fim dos anos 90, e passaram a adotar a cartilha do FMI e do Consenso de Washington (mas não com muita pressa), começaram também a ostentar publicamente o costumeiro hábito burguês do luxo e do escândalo, comprando mansões estravagantes, na Grã-Bretanha, e pagando celebridades "pop" para showzinhos privados.

Mas a Líbia de Gaddafi ainda não afundou na miséria e na desigualdade extrema como o seu vizinho oriental, o Egito, em que o fantoche Mubarak recebia a segunda maior ajuda financeira do império (depois de Israel).

Índice de Desenvolvimento Humano da Líbia = 0,755, o 53º lugar no total, o 11º entre os de desenvolvimento humano elevado (os primeiros 42 são de desenvolvimento humano muito elevado). À frente da queridíssima e riquíssima Arábia Saudita (55º) e da Rússia (65º) . Para não falar do glorioso Brasil (73º):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano

O Egito está em 101º, uma categoria abaixo da Líbia (índice de desenvolvimento médio) e 48 posições atrás. 

 Vejamos a desigualdade social medida pelo Coeficiente de Gini. A Líbia tem um Gini de 36. Em uma lista de países que vai do mais desigual (1º lugar) ao mais igualitário, a Líbia estaria em 68º lugar, junto com a Lituânia e a Polônia, sendo mais igualitária que a Nova Zelândia (36,2), que Portugal (38), que o Japão (38,1), que Israel (38,6), que os Estados Unidos (45), que a Argentina (49) , que o Chile (54,9) e que o nosso glorioso Brasil (56,7):

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_income_equality

http://www.photius.com/rankings/economy/distribution_of_family_income_gini_index_2008_0.html

A taxa de mortalidade infantil da Líbia está longe do índice de Cuba de (5,1/1000) ou do primeiro lugar, Islândia, com 2,9/1000. Com 18/1000, a Líbia está em 86º. No entanto, tem uma mortalidade infantil mais baixa do que a queridíssima e riquíssima Arábia Saudita (18,8/1000), do que o nosso Brasil varonil (23,6/1000) e do que o Egito (29,3/1000). De fato, na África, somente as Ilhas Maurício têm uma mortalidade infantil inferior à Líbia:

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_infant_mortality_rate

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%ADndice_de_mortalidade_infantil

Em termos de analfabetismo, a Líbia também não se destaca, como Cuba, com 99% de alfabetizados. Com seus 86,8% de alfabetizados, no entanto, novamente, se coloca à frente da queridíssima e riquíssima Arábia Saudita (85%). É o oitavo país mais alfabetizado da África (atrás de Seicheles, Zimbábue, Namíbia, África do Sul, São Tomé e Príncipe, Maurício e Guiné Equatorial):

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_literacy_rate

 

Vou ficar com a opinião do macaco Simão. O Obama é um chato. Segundo o humorista é tão chato que não come carne, não come ovo, não bebe leite e, pior, desmanchou a micareta e vai mamulengar num teatro fechado. Realmente o cabra é de fato muito do chato. Quase não comentava sobre a babquice de se abster de alimentos pra não sacrificar os bichinhos, haja saco, além de chato hipócrita e mentiroso.

Orlando

 

http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/03/midia-ocidental-e-desmas...

Quando a revolta árabe chegou à Líbia, fornecedora de grande parte do petróleo consumido na Europa, a batalha da informação tornou-se mais acirrada. Notícias falsas começaram a circular pelas agências internacionais de notícias e por algumas redes de televisão. No Brasil foram reproduzidas sem crítica. Duas delas: 1) O presidente Muhamar Kadaffi recebe asilo político da Venezuela e segue para Caracas. 2) Kadaffi negocia com rebeldes sua saída do pais. Quer levar a família e grande quantia em dinheiro.

[...]A Telesur mostrava que na Líbia a situação era diferente do que havia ocorrido na Tunísia ou no Egito. As manifestações de massa não tinham chegado ao centro do poder e poderia haver um equilíbrio maior entre os lados em conflito, o que acabou se confirmando.

A atuação da Telesur, ao lado da Al-Jazira e outras emissoras árabes, mostra a importância de uma diversidade maior no fluxo internacional de informações[...]

 

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No Brasil, a Dilma, guerrilheira, que possivelmente pegou em uma espingarda velha e enferrujada foi taxada de TERRORISTA. Se ela tivesse roubado tanques e baterias antiaéreas dos quarteis do Exército Brasileiro teria sido AGRACIADA (será?) com uma ZONA DE EXCLUSÃO AÉREA pelos EUA Inglaterra e França? Claro que não, pois este tipo de coisa é só para os CHEGADOS, AMIGOS e CAPACHOS do império o que não era o caso da esquerda brasileira nos anos de chumbo.

 

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IMPERIALISMO HUMANITÁRIO? Vai à MERDA. A hipocrisia tem limites e não vale para: Israel, Arábia Saudita, Bahrein... Cadê as zonas de exclusões aéreas para proteger as “populações civis” destes países? Só impõe as tais zonas para proteger GOLPISTAS (travestidos de População civil) ARMADOS até os dentes, com tanques e baterias antiaéreas? EUA, Inglaterra e França querem é o PETRÓLEO da Líbia e repetirão, repetirão e repetirão qualquer mentira (tipo propaganda NAZISTA) para convencer os abestalhados e inocentes inúteis de plantão. Cadê as ARMAS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA do IRAQUE? Os DONOS do OCIDENTE (grupinho formado pelos EUA, Inglaterra e França) estão se achando muito. Bem, se até o Império Romano caiu...

 

Um dos comentários aqui abordou um detalhe muito importante! As cadeiras rotativas não tem direito a veto. As medidas a serem tomadas são prerrogativas dos 5 membros permanentes. Ainda assim não existe a obrigatoriedade de se compriri determinada madida. Ou vocês acham que alguem irira "obrigar" os EUA a não invadirem o Iraque? É um tipo de diplomacia (se é que pode ser chamada assim) obscura e permeada de segredos os quais não temos nem nunca teremos acesso. A posição do Brasil, na minha parca visão, é correta. Se abster juntamente com o BRIC e Alemnha é uma forma de deixar claro que é sim contra a intervenção militar. É um sinal de que esse tema não deveria nem ser pauta de discussão. Contudo, como diz meu egrégio professor rafael Duarte, 80% das indagações feitas em Relações Internacionais a resposta é: EUA! A Líbia não é grande fonecedora de petróleo para os EUA. A maioria do petróleo da Líbia vai para a UE. Outro aspecto a ser analisado é: qual o desgaste político de Obama num suposta 3ª frente de batalha? Lembremos que daqui a pouco já começam os movimentos visando a reeleição. Sem contar a parte econômica.

Em tempo. Caríssimos comentaristas! Eu gostaria de demonstrar a minha solidariedade em relação ao Ney, Blaya, AA, Romanelli e outros que defendem seus pontos de vista argumentando e debatendo. Acredito que não devemos (me incluo também) sermos hostís com os colegas por defenderem suas opiniões. Essa discordância é que enriquece o debate

 

Essas cadeiras rotativas que são distribuídas geograficamente a cada dois anos, no meu entender, são indiferentes, pois o que vale mesmo são os votos dos 5Ps. Ora, se um deles tivesse vetado, a invasão não teria sido aprovada. Na minha opinião, as vagas rotativas são meros figurantes ali, apenas para saberem como aquele seleto clube funciona, porque o que eles votarem ou decidirem não terá peso nenhum. Como dizia um professor meu, quem tem dente são os cinco, os outros são banguelas.

 

Nassif e amigos:

São diferentes os movimentos acontecidos no Egito e os que acontecem na Líbia.

O Egito era um país governado há décadas por um governo posto no poder para servir de contra-revolução ao governo Nasser, que ao inaugurar o nacionalismo árabe e por fim à farra da exploração da maior riqueza econômica daquela região - o petróleo, ganhou inimigos poderosos no Ocidente. A população do Egito vivia na pobreza e, ao contrário de boa parte de seus vizinhos, nao acompanhou as mudançs sociais ocorridas naqueles países.

O caso da Líbia é o oposto. Kadafi liderou, aos 27 anos, uma revolução que libertou a Líbia da colonização e a projetou como um dos maiores produtores de petróleo do mundo. O custo de seus atos foi a perda de uma filha, morta por um bombardeio dos EUA.

Ao contrário do Egito, onde a população foi para as ruas exigir a queda de Mubarak de mãos limpas, baseada em argumentos e teve que se defender de agressões com pedras, na Líbia a "oposição" é um exército, armado sabe-se lá Deus como, lideradas por um ministo dissidente que tinha acesso às armas do Exército líbio e que deseja o poder para si, tudo em nome da democracia.

O Jornal Hora do Povo publicou na semana passada matéria com o embaixador do Brasil na Líbia onde o mesmo afirmou que não eram verdadeiras as notícias de que havia massacre de civis. Claro, não houve repercussão. Também chama a atenção o fato de que não há, até hoje, uma única foto de manifestação, de um único morto em massacre, de nada que dê a entender que o governo da Líbia está investindo contra seu próprio povo. O que há, pelo menos do que pude ver, são imagens de "opositores" montados em baterias anti-aéreas, portando fuzis, bombas e outros artefatos que, em geral, não fazem parte da luta por mais democracia.

Assim, está claro que os ataques - da mídia e, agora, militares - contra a Líbia são, na verdade, um novo episódio da guerra pelo petróleo da região árabe, tal como aconteceu no Iraque, que teve história parecida: Sadam foi o ministro do petróelo que expulsou as 7 Irmãs do território iraquiano.

Nao há, pois, guerra "por mais liberdade" na Líbia. Há, isto sim, uma guerra em curso para recolonizá-la, juntamente com seu maior patrimônio econômico.

 

Moacir

Nassif, não tenho conhecimento suficiente para fazer análises sobre relações internacionais. No caso dessa resolução fiquei com a sensação de que os BRICs votaram em grupo. Sugiro que abra um tópico para os colegas iniciados em RI comentarem o recente alinhamento ou não do voto desses países.

Quanto dubiedade alemã, imagino que tenha mais relação com o pragmatismo econômico do que com a diplomacia em si: a Wintershall (subsidiária da BASF) tem grandes investimento em E&P de petróleo na Líbia e talvez queira manter uma porta aberta.

 

Meus amigos, quando Rússia e China "deixam" os Estados Unidos fazerem o que eles querem sem nem ao menos ter a coragem moral de vetar é porque são todos um bando de picaretas.

Nós aqui discutindo só perdemos tempo.

E na época do Amorim o Brasil faria o certo e vetaria.

Mas com o "Patriota" até discurso do imperador em primeira mão corremos orisco de ouvir em praça pública.

Acho bom calçar um sapatinho bem fácil de tirar no aeroporto.

Ou será que ele casado com a gringa não precisa? Ganhou dupla nacionalidade?

 

Acho só que o palhaço francês deveria devolver o dineiro da Libia.

 

Houve uma rebelião popular em larga escala contra Kadafi. Alguns militares e policiais aderiram a ela, por isto, os rebeldes se armaram, ainda que precariamente. Kadafi, reconhecidamente um ditador, reagiu duramente e lançou todo o poderio do Estado contra o próprio Povo, incluindo ataque aéreo contra a população e rebeldes - fico a imaginar o que diriam os defensores de Kadafi por aqui se a turma de 1964 tivesse lançado a Força Aérea contra a população.

Independentemente de se a Arábia Saudita é ditadura, se o Egito era ditadura, se Israel massacra palestinos com a anuência do Ocidente, o fato é que a população líbia está sendo massacrada. Se for possível sustar este massacre e se as potências ocidentais se propuserem a ajudar nesse intento, não há razão para hesitar: um massacre não justifica outro massacre

Ádemais, a queda de Kadafi, um ditador, ajudaria certamente a que outras ditaduras caíssem, pois ditaduras no Oriente Médio e norte da África deixariam de ser regra.

 

Qual é a grande riqueza da Libia?

 

petroleo...está explicada a situação não?

 

No fundo tudoi não passa disso, os EUA brigando pelo controle do petroleo... foi assim no iraque, no egito e agora na libia e onde mais for necessario para controlar o petroleo...qtqhw

 

Com o agravante de Sarkozy querer a cabeça do Khadafi, pois este é um perigo as suas aspirações.

 

O que não podemos ignorar é que uma intervenção militar direta na Líbia pode, sim, fortalecer o sentimento nacionalista pró-Kadafi que existe e tem base naquele país. E não é isso que se quer.

A verdade é que por força da ideologia dominante no ocidente, sobre as sociedades árabes, vistas como ordas de terroristas, não se consegue entender bem um movimento político e social complexo como este, nem as suas simbologias e motivações mais íntimas. E aí vem uma intervenção militar, que se sabe como começa, mas não como termina.

 

Interessante as abstenções: os países do BRIC e a Alemanha(o únco país que não está em crise na Europa).

 

Já me desviando de alguma pedrada remanescente, aviso que apoio totalmente o Brasil e seu voto.  O Alarcon em outro post, fez uma análise muito boa que todos devem ler.  Se acompanharmos a linha da história Líbia, podemos ver que Kadafi era inimigo público número 1 dos EUA na época Reagan.  Falar no nome Kadafi era o mesmo que falar o nome de Sadam, Omar Torrijos(alguem se lembra dele??)e sabemos como ambos terminaram....agora, não mais que de repente, uma reviravolta....líbios e americanos, se tornam amigos e, dos bons. A comunidade européia também demonstra seu apreço para com os Kadafi. De repente, surgi uma revolta, reflexo de um efeito dominó que tomou conta do Oriente Médio.  Mas, na Líbia, realmente tem coisa esquisita, por lá.    Será que a grande reserva de petróleo não justifica tudo isto??  Apenas conjecturando.  Mas, de uma hora para outra, Kadafi volta a ser inimigo. Até a Itália, onde Kadafi tem ótimos investimentos, sendo sócio da Fiat, acho que do clube Juventus etc...cedeu seu território para servir de base  contra a Líbia.....pera lá...."alguem" combinou alguma coisa e não contou para nós...Quero deixar claro que não defendo Kadafi, e, muito menos o considero um herói, não é nada disto  mas, acredito que  usar o CS para legitimar ataques com interesses pra lá de escusos, também não torna ninguem herói e muito menos amigo do povo.....alias, me parece que a última coisa que pensam é justamente no povo.  Acredito que o ouro negro seja o real motivo e , infelizmente, é para ele que CS trabalha.  Não farei acusações mas, chego a pensar que tem dedo americano atrás disto tudo...como sempre e, como sempre, nós já sabemos quem vota sempre com os americanos!  Agora, Guilherme, vc tocou em outro x da questão....Rússia e China...como dizem os americanos....shame on you!!! Como legítimos "Humpty Dumpty"...eles sentaram no muro....afinal ninguem quer ficar mal na fita. Vai que......

 

#vaitercopa

Obs: Bom dia, se não for incômodo, por favor substituir a postagem anterior por esta, que teve alguns erros corrigidos...

 

 

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Não meu caro, ele não virou herói.

 

Mas muito menos heroica é uma ação militar contra um ditador menos “alinhado”, em um país com divisões tribais profundas com um interesse muito além de “levar liberdade” para o povo, pois destas liberdades o exemplo iraquiano está cheio...

 

Muito menos heroico é se aproveitar de uma situação, para quem sabe já alinhar os rebeldes com um possível MUBARAK líbio, este sim com apoio e quem sabe dinheiro dos países "libertadores", se pensar no caso egípcio lembra-se facilmente da insistência com a qual os países "libertadores" (principalmente EUA) possuíam para que o "DITADOR" amigo ficasse no cargo por um tempo "mínimo" de transição "pacífica"...

 

Ou Seja, se vc acha que jogar bombas de bons aviões ocidentais na população da Líbia (como no Iraque) é uma boa, vá em frente... Mas pelo menos vamos exigir o mesmo tratamento para Israel e o massacre na Palestina, e outros países ditatoriais da área mas que são "amigos" como a Arábia Saudita que no momento até manda forças para outros países, (além de usar no seu próprio) tentando ajudar no sufocamento de rebeldes...

 

 

De inocente na historia talvez vc que dormiu enquanto os países amigos ajudavam vários bons ditadores e agora viram um que se cair pelo menos gera nova área de influência (ou não, né pois o Iraque ainda não foi tão influenciado...)

 

Ney, não viaja. Onde vc vê "herói" qdo está claramente escrito? "O Governo do Brasil condenou publicamente o uso da violência pelas autoridades líbias contra manifestantes desarmados"

Vc quem deveria a lógica falar...

 

Alias Felipe ... se você não percebeu, eu defendi o voto do Brasil! Quêm vêm chamando Ghadafi de Horoi não é o itamaraty, mas comentaristas aqui do Blog.

 

Quem?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Bem dito Ivan!

Nome Ney... nomes e ondes e quandos.

No vazio fica fácil pra você e difícil pra todo mundo...

Só pra gente avaliar e até corrigir rumos e melhorar a dicussão, por favor.

 

O herói não está nesse post Felipe ... vêm de outro pots

 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/obama-pode-comunicar-brasil-no-...

 

Nãoi meu caro, ele não virou heroi.

 

Mas muito menos heroico é uma ação militar contra um ditador menos "alianhado", em um país com divisões tribais profundas com um interesse muito além de "levar liberdade" para o povo, pois destas liberdades o exemplo hiraquiano está cheio...

 

Muito menos heroico é se aproveitar de uma situação, para quem sabe já alinhar os rebeldes com um possivel MUBARAK líbio, este sim com apoio e quem sabe dinheiro dos países "libertadores", se pensar no caso egepcio lembra-se facilmente da insistência com a qual os países "libertadores" (principalmente EUA) possuiam para que o "DITADOR" amigo ficasse no cargo por um tempo "mínimo" de transição "pacífica"...

 

Ou Seja, se vc acha que jogar bombas de bons aviões ocidentais na população da Líbia (como no Iraque) é uma boa, vá em frente... MAs pelo menos vamos exigir o mesmo tratamento para Israel e o massacre na Palestina, e outros países ditatoriais da área mas que são "amigos" como a Arábia Saudita que no momento até manda forças para outros países, (além de usar no seu próprio) tentando ajudar no sufocamento de rebeldes...

 

 

De inocente na historia talvez vc que dormiu enquanto os países amigos ajudavam vários bons ditadores e agora viram um que se cair pelo menos gera nova área de influência (ou não, né pois o Iraque ainda não foi tão influênciado...)

 

Pelo Jeito saída boa é deixar o banho de sangue do jeito que está ...

Meu, vamos com  calma nessa história ... já teve vários posts recentes nesse blog com gente chamando Ghadafi de heroi, e isso ele não é!

Ditador menos alinhado? Por que diabos então ele ficou tanto tempo no poder, inclusive fornecendo petróleo para os US e Europa? Essa linha de argumentação não se sustenta com a realidade. É claro que numa situação de conflito as potências vão tentar pressionar por alguém que seja mais dócil a elas ... agora essa postura de contrariar tudo que vêm do ocidente simplesmente por que vêm do ocidente é de doer. Vocês assumem que é tudo manipulado, como se a população local não tivesse nenhum poder de influência no processo. Isso é absurdo. É claro que os "big players" vão fazer pressão, por todos os lados, mas não dá pra ficar nessa lógica maniqueísta pra analizar a questão, sob o risco de transformar um Ghadafi em herói da noite pro dia.

É claro que as potências estão interessadas em sua própria segurança energética (novidade seria se não estivessem), mas esse impeto de criticar, de chamar de assassino, de terrorista e o escambau já está passando dos limites do razoável. Essa tendência está tomando conta não só desse blog como de outros dentre os "progressistas" ... É de entristecer que o que era um espaço de comentaristas razoáveis está virando uma arena de fundamentalistas.

Quanto ao resto do seu post denilson ... eu não vou nem comentar, pois não me cabe ficar justificando quem dorme ou não na história... me desculpe, mas não vou responder provocações.

 

1) Pelo Jeito saída boa é deixar o banho de sangue do jeito que está ...

Não. Piorar É melhor, assim vc pega o Iraque  me diz como a boa invasão americana ajudou o povo Iraquiano, de um ditador que os mesmos EUA ajudaram enquanto foi "Lucrativo"...

 

 

2)"Meu, vamos com  calma nessa história ... já teve vários posts recentes nesse blog com gente chamando Ghadafi de heroi, e isso ele não é!"

Boa, foi isso que eu disse (ELE não é heroi), mas além disso, tb observei que quem patrocina ditadores "amigos" não entra nesta historia por amor à rebeldes (seja de que tipo for...), ou seja vc quere squecer todas as ações que estes países tiveram na região e os CHAMA de hérois. Há os que consideram o KADAFFi Heroi e aqueles que como vc, consideram países patrocinadores de ditaduras,"amigas", HEROICAS NAÇÕES PELA PAZ... AH tá...

 

 

3) "Ditador menos alinhado? Por que diabos então ele ficou tanto tempo no poder, inclusive fornecendo petróleo para os US e Europa? Essa linha de argumentação não se sustenta com a realidade. "

Simplificação historica, Compare Kadaffi com a Familia Real da Arábia Saudita, com MUBARAK e terá a resposta (pelo menos ao longo dos últimos anos...)

 

 

4)" Essa linha de argumentação não se sustenta com a realidade...É claro que numa situação de conflito as potências vão tentar pressionar por alguém que seja mais dócil a elas ..."

Obrigado pela sua contradição, assim fica fácil saber que vc entende bem o problema, sabe o que há por trás das boas "intenções"...

 

 

5) agora essa postura de contrariar tudo que vêm do ocidente simplesmente por que vêm do ocidente é de doer.

De Doer eve ser o apoio e patrocinio que as mesmas nações deram aos ditadores locais "mais submissos," ( fato que até agora vc não parece querer ver..., MUBURAK) inclusive um tal de "SADDAM RUSSEIM", até o momento que este quis invadir um ex-territorio de Seu País (Kwait) para lucrar muito, (mas este já estava nas mãos de garndes países) e caiu em  desgraça (já era um desgraçado, mas era aliado, né mesmo?...)

 

 

6) "Vocês assumem que é tudo manipulado",

Vocês" é muita gente. Sou um só (não está vendo) se tem a mania de se comportar como sempre estivesse conversando com uma "LEGIÃO" o ato escapista é seu não meu. Tentar desvalorizar o discurso do outro com isso é uma simplificação retórica é muito primario

 

 

7) "como se a população local não tivesse nenhum poder de influência no processo. Isso é absurdo. É claro que os "big players" vão fazer pressão, por todos os lados, mas não dá pra ficar nessa lógica maniqueísta pra analizar a questão, sob o risco de transformar um Ghadafi em herói da noite pro dia."

O que vc sabe sobre a população local? O que vc leu? Vc sabe sobre as divisões tribais? Vc comparou a população local com as de  outros países locais? Vc está usando um "clichê" de população? A População local como a do Iraque divida entre CURDOS, XIITAS e SUNITAs (só para ficar nas maiores), é diferente? A População local briga entre si? Possui divisões tribais que serão  usadas pelas pot~encias "amigas" para manipular a região? Isso é o que menos interessa para os países amigos...

 

 

8) "É claro que as potências estão interessadas em sua própria segurança energética (novidade seria se não estivessem), mas esse impeto de criticar, de chamar de assassino, de terrorista e o escambau já está passando dos limites do razoável. Essa tendência está tomando conta não só desse blog como de outros dentre os "progressistas" ... É de entristecer que o que era um espaço de comentaristas razoáveis está virando uma arena de fundamentalistas."

Engraçado é vc chamar  países que patrocinaram invasões, governos ditadoriais , golpes de estados tanto aqui como lá simplesmente de" players" e depois tirar toda a carga que os atos deles tioveram com frases feitas do tipo "Ah eles estão apenas preocupados com sua segurança energetica" mesmo que para isso nunca tenham se preocupado de verdade com as tais populações e até ajudado em sua dura repressão...

 

 

9)" Quanto ao resto do seu post denilson ... eu não vou nem comentar, pois não me cabe ficar justificando quem dorme ou não na história... me desculpe, mas não vou responder provocações."

Vc tenta desvalorizar o discurso do outro com umas ferramentas retoricas primarias e no final e diz ofendido , isso depois de esquecer toda historia "de apoio" que os tais países deram naquela região ... Para mim discussão sobre assuntos sérios é assim... Isso aqui não É BBB! E o pior que vc o tempo todo ainda se refere a países ocidentais que interciram da maneira que bem entenderam, dando golpes (Irã na decada de 1950 do sec. passado), apoiando ditaduras (Mubarak, familia real da Arábia Saudita...) quando estes os interessavam, mas os absolve dizendo que isto é apenas defesa estratégica de interesses...

 

Aff... Até mais pessoal pois vou para uma aula de parasitologia avançada....

 

Tá ... abraço viu!

 

Mas então Nei, iremos combater um erro com outro maior ainda??  O Brasil não diz que Kadafi é um herói, eu pelo menos não entendi nem li isto....mas a posição do Brasil é correta.  Suponhamos o seguinte....o Brasil vota junto com os outros, teremos que disponibilizar soldados, aviões, suprimentos, armas...isto tem um custo e bem elevado...e tudo para quÊ??   Agora, qual a legitimidade atrás disto tudo??  quais são as verdadeiras intenções atrás disto tudo??  Não questiono os EUA e,  não é só porque se trata dos EUA, que sou contra, nada disto mas, infelizmente os EUA provaram, no decorrer da história que seus interesses sempre estão acima de qualquer outro interesse ... ao final, estaremos mandando soldados, gastando dinheiro para defender os interesses americanos....o que os EUA e a ONU  precisam entender é que o CS não pode se prestar a este papel...o CS não pode servir aos interesses americanos, exclusivamente, justificando assim, qualquer ataque.  Não foram esgotados todos os esforços, ainda existem outros caminhos....e, além do mais, os rebeldes, contra Kadafi, estão armados até os dentes....que diabo é isto??  Ontem conseguiram abater dois caças ....como que é isto?? Como que estas armas estão chegando nas mãos dos rebeldes??  Tem gente financiando tudo isto.....quem???

 

#vaitercopa

Dê ... Veja que em momento algum eu critiquei a posição do Itamaraty. Aliás, eu concordo com ela!

O que eu venho criticando, não é de hoje é o maniqueísmo aqui no Blog.

Veja por favor minha resposta ao post do Romanelli logo acima ... acho que ela esclarece bem o meu entendimento quanto as questões que você levantou!

 

Abraço

 

Ney, claro que o Kadafi é um maluco que já deveria ter saído há muito tempo bem como todos os demais ditadores e reis existentes em todos os Países do mundo. Só que a questão da Líbia é bem diferente dos outros países. Lá está ocorrendo uma guerra civil. Seria muito comodo para os tais rebeldes que tropas de outros países entrassem agora e o tirassem de lá, mas será isso o ideal ? Não sei.

 

@DanielQuireza

Existe uma coisa chamada realpolik. E não se engane não, diferente dos protestos em outros paises não houve manifestação pacífica, houve uma tentativa de coup d'état. Muamar esta muito longe de ser um santo, e como Saddam, é um arquivo perigosissimo para alguns , Sarkozy, defensor da intervenção desde a primeira hora; em um arroubo humanitário que lembra a Argélia; que o diga.

 

A situação é complicada ,porqu esperar diplomacia de Kadafi , é o mesmo que acreditar em duendes, e mula sem cabeça, não existe a menor chance . Os atques tambem das tropas da ONU para manter o espaço aéreo da Libia livres das forças de Kadafi é um desafio , não se sabe se vai rolar mais sangue com esta atuação da ONU ou sem ela , porqu os insurgentes sentiram na pele o terror do ditador. Esta complicado.

 

Acho engraçado ... o povo se manifesta na Libia... faz uma revolução pra tirar um ditador, como fizeram na tunísia e egito .... o ditador reage, não larga o osso e promove um banho de sangue ... e ai vira Heroi por aqui?

Também as interpretações de abstenções: Até onde eu sei, uma abstenção se dá quando não há elemeno pra se apoiar uma ou outra opção ... quando todas parecem ruins.

Mas parece que a ideologia não deixa a lógica falar ...

Gadafhi Heroi é ruim de engolir hein?!

 

E aê Neysão, firmeza?

Seguinte: bisoiando daqui sua foto, taligado? achei melhor me chêga na linguagem da área, certo mâno? fica frio, que só otário não se liga que sua idéia é boa, sem sacanagem, seu papo é sério e de valor, tá ligado truta? só que ele tá meio razo, horizontal, coisa e tal... acho que tá fartando perpectiva, manja? ta fartando subi na lage e olhar o panorama mais de cima, uma coisa de considêra a história, as força política do lance, sacô? o papo todo é de leão, véio. o mais bonzinho aê, mato o pai e a mãe, pra ir de graça no baile funk de órfãos sábado passado. tudo tranquêra, véio. Mas nóis gosta docê aqui, fica emputecido não...

é nóix!  

 

Sua leitura da opinião alheia está por demais simplista.

Ninguém esta guindando Al Qadafi ao posto de herói.

Todos estão apenas condenando mais um crime de intervenção estrangeira em solo alheio.

Mais um de um milhar de crimes genocidas de intervenção estrangeira em solo alheio.

E tentando, pelo clamor coletivo, impedí-lo antes se dê.

E bastam duas coisas coisas para condenar este tipo de ação: um mínimo de humanidade e um mínimo de inteligência.

Um mínimo de humanidade porque você pode juntar todos os ditadores, traficantes, terroristas (de fato ou "de mídia"), ladrões e assassinos comuns que todos eles juntos não conseguirão contabilizar um milésimo do número de vítimas, pessoas, famílias, comunidades e países inteiros destruídos por esses criminosos institucionalizados levadores de "democracia" e "direitos humanos" sempre aos países dos outros é claro.

Um mínimo de inteligência porque hoje trata-se de um solo que é 'alheio', amanhã não será. E ao apoiarmos ou nos omitirmos quando se faz isso na terra dos outros estamos automaticamente assinando e lavrando em cartório a autorização para que entrem em nossas casas, estuprem nossa dignidade (ficarei na palavra dignidade), roubem nossas economias, derrubem nossa casas e proclamem ao mundo que nos presenteram com a "liberdade". Como, aliás, já foi feito antes.

Desta feita, sempre que tal atitude se fizer acontecer, sem titubear, mas muito a contragosto, estarei sempre alinhado, ainda que temporariamente, aos inimigos dos inimigos da humanidade inteira, sejam eles Kadhafis, Saddams, ou até King Kongs III (a cara de Aracy de Almeida, com o perdão da grande Musa do Rádio, nos tempos do juri de Silvio Santos) na Coréia do Norte,

No dia em que todos os os soldados estdunidenses, franceses, italianos etc estiverem em casa cuidando tão somente da defesa de seus países e da tranquilidade e da paz de suas famílias (ou em raríssimas exceções portando capacetes azuis deliberados por uma Assembléia Geral  inteira - mesmo assim longe da perfeição representativa por representar Governos e não Gentes - e não deliberados pelo Conselho de Assasssinos da ONU), soldados também vítimas de seus generais e líderes políticos, e  quando seus países pararem de fabricar guerras para fabricar e vender armas, nesse dia passarei a vê-los aos soldados e aos países como fraternos e benvindos (desarmados) irmãos.

Parece ingenuidade e utopia?

Quando as polícias dos Estados Unidos atiravam em indefesas mulheres trabalhadoras às portas das fábricas, os Direitos Trabahistas também pareciam.

Ingenuidade - e burrice mesmo - é acreditar que é possível melhorar de verdade a vida de um sem desejar o mesmo para todos.

Ingenuidade - e burrice mesmo - é acreditar que é possível melhorar a vida (de um ou todos) sem utopias.

 

 

Apoiado Ney !!!

 

Quem quer ser de esquerda não precisa necessariamente corromper a lógica.

 

A não ser a esquerda festiva é claro.

 

Amigo a questao nao é retirar um ditador do poder, mas sim a forma como esse conselho nojento se comporta. Eles foram rápidos na questao da Líbia nao é verdade? sao os garantidores das democracias? Evitam grandes chacinas.

Agora vá pesquisar qual foi o comportamento da ONU no massacre de 1 milhao de civis em Rhuanda (assista ao documentario fantasmas de rhuanda no youtube). Sabe por que meu caro? Porque nao era politicamente conveniente intervir em Rhuanda!

Para aqueles que acreditam em herois mundiais vamos aplaudir mais uma invasao americana-europeia! Meu deus como o ocidente cristao protege democracias e evita massacres!

 

De pleno acordo meu caro. Aqui bastou o sujeito ser ou ter sido anti-americano ou inimigo da ordem global, que vira heroi, não importa o que tenha feito ou esteja fazendo, seja louco de hospicio, sanguinario, barbaro, não importa, para a galera ele é dos ""nossos"", vamos apoia-lo.

 

Sr. AA, por favor, não nos substime.....pelo seu comentário agora, devemos todos sentar no chão...pois o nível foi de roda-pé!!  Tenha dó!!!

É de conhecimento universal quais são os verdadeiros motivos americanos.....o CS nada mais é que um órgão da ONU que legitima tudo que for "intervenção do bem" americana, para fins pra lá de escusos.....Temos vários casos em todo mundo de como se comporta os EUA e o CS quando não há "conflito de interesses", entenda-se, quando os interesses americanos não estejam em jogo....

Os EUA, que agora, como que por milagre, quer a derrubada de Kadafi, já  se beneficou, e muito, desta ditadura.

 

#vaitercopa

So what? E dai? Voce queria quem para fazer esse papel? O Uruguai?

 

No Egito e na Tunísia o povo fez uma manifestação pacífica, não estava armado, diferente do que acontece na Líbia onde os que clamam por democracia estão armados até os dentes. Não é um movimento em busca de democracia é um golpe de estado com o apôio do império.

Os clérigos na Arábia Saudita, votaram por impedir qualquer manifestação popular que busque a abertura do sistema e ninguém diz nada, nem o E.U.A fez qualquer declaração de desagrado a essa posição. Foi noticiado que os sauditas enviaram soldados para conter as manifestações no Barheim e novamente o ocidente dar o silêncio como resposta.

Os palestinos são massacrados por Israel, vivem no maior campo de concentração a céu aberto do mundo, sujeitos aos constantes bombardeios dos judeus e jamais a ONU cogitou de estabelecer uma zona de exclusão aérea nos territórios palestinos. Então, se o império estar a favor de derrubar Kadaffi eu estou contra. Em qualquer hipótese que os E.U.A esteja a favor de algo eu por princípio estou contra.

 

eu amo vocês,  para justificarem suas posições não pensam no que dizem!

os rebeldes libios por estarem lutando com armas capturadas dos desertores não merecem o apoio porque participam de lutas armadas.  suponho que para serem coerentes os usaram armas no BRASIL contra a ditadura também não merecem respeito ou consideração!  Por exemplo o presidente Dilma lutou contra a ditadura, ela não merece respeito?

 

 

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Justificar não...

 

Qual parte da argumentação vc não leu:

 

"Arábia Saudita" = amiga

"Israel" = amiga

Libía = é.. não tão amiga assim

 

Massacres e opressão à populações? = todas

 

Intervenção armada = só na Líbia! OH! wow Isso é pela paz!

 

Israel e Arábia Saudita = siléncio dos EUA, veto na ONU para exigências à estes países... FIM

 

Só que você esquece que os E.U.A deram apôio material e logístico a ditadura, inclusive colocou uma de suas frotas, próximo ao litoral brasileiro para conter qualquer insurreição do povo. Houve um golpe de estado no Brasil, a luta armada se justificava. Como disse, os E.U.A eram favoráveis aos regimes ditatoriais, então, por princípio em tudo que os E.U.A estiverem a favor, estarei contra, por princípio, entendeu?

Que democracia seletiva é esta defendida pelos americanos? Quer dizer que apenas a Líbia e o Irã tem que abrir o regime? E a Arábia Saudita, o Barheim? Você se esquece de Guatânamo, das duas bombas nucleares despejadas sobre a população inocente de Nagasak e Hiroshima? Esquece do embargo criminoso a Cuba que resiste heroicamente a mais de quarenta anos, sendo detentor do sistema educacional de saúde dos mais sofisticados do mundo? Civis bombardeados com o mais letal dos artefatos de guerra, a bomba atômica. Os E.U.A é um estado terrorista, assim eu o declaro.

 

Em 1964 o mundo estava em plena Guerra Fria,  O governo Jango flertava com Cuba e com o campo sovietico-maoista, era absolutamente natural que os EUA apoiassem um novo governo para impedir essa movimentação do governo Jango. O apoio foi diplomatico e só. Nunca houve tropa americana para ajudar as Forças Armadas brasileiras, não havia base militar ou aerea americana na região, muito menos navios proximos. A Historia do Brasil não tem registro de intervenção estrangeira em movimentos, golpes, revoluções ou guerras civis no Brasil, nem na dos Farrapos, na derrubada do Imperio, na Revolução de 30, na Guerra Civil de 32, no golpe do Estado Novo, na derrubada de Getulio em 45, no contra golpe de Lott em 55, no movimento de 64, nunca houve tropa ou apoio militar estrangeiro no Brasil, que é um pais muito grande e complexo, com consideraveis forças armadas, essa lenda propalada pelos baraes da esquerda não tem qualquer sustenção factual porque simplesmente nunca houve nem remotamente intervenção americana nos fatos de 64, apenas reconhecimento diplomatico do novo Governo, que já em 73 entrava em choque com o governo americano por causa do Acordo Nuclear com a Alemanha e em 75 mais conflito ainda por conta do reconhecimento do governo marxista de Angola pelo Presidente Geisel.

Embargo americano a Cuba, é um ato domestico, que se passa dentro dos EUA, proibindo firmas amercianas de comerciar livremente com Cuba, exceto para exportar alimentos, que é permitido desde 2000. Cuba pode comerciar com o mundo inteiro, não é impedida de comprar ou vender com o Canada, o Mexico, a Europa inteira, o Japão, a China, portanto o embargo americano é apenas uma desculpa vastamente usada pela esquerda mundial, Cuba não está impedida de comerciar com o planeta inteiro, com exceção dos EUA. O problema é que Cuba não tem divisas porque escolheu por opção ser um pais pobre, continuaria pobre mesmo sem o embargo.

 

Sim, ahã!

Quanto à Operação Brother Sam:

http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1748

"01/06/2008

O Grande Irmão - Da operação Brother Sam aos anos de chumbo. O governo dos Estados Unidos e a ditadura militar brasileira

Civilização Brasileira, 336 páginas. R$ 45,00

Carlos Fico

(www.record.com.br)

“Quando a maior parte dos parlamentares abarrotou o escritório do terceiro andar, o presidente Ranieri Mazzilli acabava de ser empossado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ribeiro da Costa. Eram 3h30 da manhã de 2 de abril. O arremate final havia sido dado ao golpe de estado”. Assim Robert Bentley, funcionário da embaixada americana em Brasília e testemunha ocular dos eventos, narra de dentro do palácio presidencial o dramático desfecho do governo Goulart e o começo da ditadura.

O relato está em uma das quarenta e três caixas de documentos do Departamento de Estado dos EUA que, junto com outro material inédito de vários setores da administração americana, constituem a fonte que Carlos Fico examinou, com rigor e paixão de pesquisador, para oferecer um quadro vivo da participação do Grande Irmão na derrubada de Jango e na instauração do regime militar no Brasil. Embora já conhecida, essa participação é esquadrinhada aqui com a ajuda da interessante documentação e estudada em sua evolução. Da Operação Brother Sam, cujo esquema é preparado desde 1963 e montado com a conivência de militares brasileiros, até os anos do AI-5 e da tortura, quando o apoio americano se torna mais discreto e pragmático.

A narrativa, que vai de 1963 a 1973, acompanha o Brasil de Castelo Branco, Costa e Silva e Médici na sua parceria com os EUA de Kennedy, Johnson e Nixon. As inevitáveis limitações da obra, assinaladas pelo próprio autor na apresentação, poderão estimular a pesquisa brasileira sobre o tema, pois, como ele mesmo lembra, “além de brazilianists, precisamos de americanistas”.  

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?Cod_Canal=1&Cod_Publicacao=31253

"Apesar das negativas de Gordon, há um documento, revelado pelo programa Fantástico da TV Globo em 2006, em que Gordon dava subsídios ao governo americano para intervir no Brasil e dar ajuda militar caso isso fosse necessário. O documento tem o título de "Um plano de contingência para o Brasil". O texto falava do clima de instabilidade política no Brasil naquela época. Dizia que havia o risco de um golpe de esquerda no Brasil, com a adoção de um governo comunista, com o apoio da União Soviética ou de Cuba. Contra esse risco é que se deveria apoiar um outro golpe, do que Gordon chama de "forças construtivas". Nessa hipótese, Goulart seria deposto e, em seu lugar, assumiria o presidente da Câmara, Ranieri Mazilli, para dar posse a uma tomada temporária do poder pelos militares.

Gordon, no entanto, sempre insistiu que a participação do governo americano no golpe militar brasileiro teria sido praticamente nula. Ele admitia, porém, que o governo americano teria ajudado financeiramente setores contrários a João Goulart nas eleições de 1962.Lincoln Gordon tinha 96 anos, e morreu em Washington, de insuficiência respiratória."

Quanto à extraterritorialidade da legislação do embargo contra Cuba:

http://es.wikipedia.org/wiki/Ley_Helms-Burton

"La ley establece que cualquier compañía no norteamericana que tiene tratos con Cuba puede ser sometida a represalias legales, y que los dirigentes de la compañía pueden ver prohibida su entrada en Estados Unidos. Esto significaba que compañías internacionales debían elegir entre comerciar con Cuba o comerciar con los Estados Unidos, que son un mercado muchísimo mayor."

Andy "Yankee" Araújo entende espanhol, mas eu traduzirei o trecho para ele não se fazer de desentendido:

[A lei estabelece que QUALQUER EMPRESA NÃO NORTEAMERICANA QUE TENHA NEGÓCIOS COM CUBA POSSA SER SUBMETIDA A REPRESÁLIAS LEGAIS, E QUE OS DIRIGENTES DA EMPRESA PODEM VER PROIBIDA SUA ENTRADA NOS ESTADOS UNIDOS. Isto significava que empresas INTERNACIONAIS DEVIAM ESCOLHER ENTRE COMERCIAR COM CUBA OU COMERCIAR COM OS ESTADOS UNIDOS, QUE SÃO UM MERCADO MUITÍSSIMO MAIOR.]

Ficou claro ou quer que eu desenhe!

 

 

ok! então tá!

a dilma podia pegar em armas porque em 64 por uma semana alguns navios americanos estavam na costa do Brasil! em aguas internacionais!  

seus argumentos são muito frageis!  vc realmente apoia o Kadaffi ou e contra ele?

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

FALE POR SI.

HERÓI DE QUEM CARA PÁLIDA.

NÃO VI NINGUEM NESSE ESPAÇO DEFENDENDO O CARA.

AGORA É UMA PIADA ESSA HISTÓRIA DE DEFENDER CIVIS INOCENTES E PIOR AINDA, À DISTANCIA PORQUE A RESOLUÇÃO PROIBE A PRESENÇA DE TROPAS NA LIBIA.

SE NÃO CONSEGUIRAM PROTEGER ESTANDO PRESENTES ( VEJA O CASO DO LÍBANO, BOSNIA E RUANDA ) IMAGINE ENTÃO À DISTÂNCIA. PURA DEMAGOGIA.

ALIÁS VI RECENTEMENTE O BELO FILME DE GILLO PONTECORVO - "A BATALHA DE ARGEL". ESSES FRANCESES SÃO MUITO ENGRAÇADOS MESMO.

 

renatoribeiro

péra  ..longe de defender o cara, aliás, nem os outros similares, princípes do deserto, eu  pessoalmente tolero  ..mas a dita população da LÍBIA esta armada com BATERIA ANTI-AÉREA

e pro poder "constituido" auqilo tem nome, GOLPE

é impossível não olharmos e vermos que esta havendo um tratamento diferenciado por aprte dos interessados  ..aos amigos (arábia por ex) a ajuda, aos inimigos a força

verdade é que a ONU esta longe, muito lomnge de ser uma instituição coerente

 

Poder constituído? Daí considerar que há um golpe em curso? Mas o Kadaffi diz que é líder da revolução, como pode haver poder constituído?