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Os 150 anos de Landell de Moura

Por Eduardo Ribeiro

Caro,

Sei que é tema meio exótico, mas como você é muito lido, se puder dar um registro do tema abaixo, acho que pode ser uma contribuição importante para a causa.

Abraço grande do amigo,

Agenda

Há 150 anos nascia o brasileiro que inventou o rádio

Nesta sexta-feira, 21 de janeiro, o Brasil celebra o sesquicentenário de nascimento do padre-cientista Roberto Landell de Moura, inventor brasileiro do rádio e Pai das Telecomunicações. Uma série de atividades foi programada para este dia, entre elas o lançamento de selo e carimbo alusivos ao tema pelos Correios nas cidades de Porto Alegre, Campinas e Brasília.

Ironia do destino, embora seja um dos maiores gênios dos séculos XIX e XX, por suas invenções e atuação científica, Landell de Moura, gaúcho de Porto Alegre nascido no dia 21 de janeiro de 1861, é ignorado em seu próprio País, onde as crianças continuam aprendendo que o inventor do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi.

Com o conhecimento teórico e a inquietude dos que estão à frente de seu tempo, Roberto Landell de Moura transmitiu a voz humana à distância, sem fio, pela primeira vez no mundo. Foi também pioneiro ao projetar aparelhos para a transmissão de imagens (a TV) e textos (o teletipo). Previu que as ondas curtas poderiam aumentar a distância das comunicações e também utilizou-se da luz para enviar mensagens, princípio das fibras ópticas. Tudo está documentado por patentes, manuscritos, noticiário da imprensa no Brasil e no exterior e testemunhos.

As pioneiras transmissões de rádio aconteceram no final do século XIX, ligando o alto de Santana – o Colégio Santana – à emblemática Avenida Paulista, que hoje abriga diversas antenas de emissoras de rádio e de TV.

Ao transmitir a voz, Landell se diferenciou de Marconi. O cientista italiano inventou o telégrafo sem fios, ou seja, a transmissão de sinais em código Morse (conjunto de pontos e traços) e não o rádio tal como o conhecemos.

As experiências do padre Landell não sensibilizaram autoridades e nem patrocinadores. Pior: um grupo de fiéis achou que o padre “falava com o demônio” e destruiu seus aparelhos.

Mesmo tendo patenteado o rádio no Brasil (1901), Landell não obteve reconhecimento. Decidiu, então, viajar para os Estados Unidos, onde conseguiu, em 1904, três cartas patentes. De volta ao Brasil, quis fazer uma demonstração das suas invenções no Rio de Janeiro, mas, por um erro de avaliação, o Governo não lhe deu a oportunidade. Depois, ele seria “forçado” a abandonar as experimentações científicas. Morreu no ostracismo e o Brasil importou tecnologia para entrar na era das radiocomunicações!

Landell de Moura está, agora, já em pleno século XXI, prestes a ver seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão Tancredo Neves, graças ao Projeto de Lei do senador Sérgio Zambiasi, que está atualmente em análise na Câmara dos Deputados. Estará, desse modo, ao lado de outros heróis como Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Santos Dumont e Oswaldo Cruz.

Também receberá, em fevereiro, o título post-mortem de Cidadão Paulistano (que Marconi recebeu em vida), por iniciativa do vereador Eliseu Gabriel.

Há anos, ele é o patrono dos rádio amadores brasileiros e seu nome está em ruas e praças de várias cidades, em instituições públicas e em livros publicados no Brasil e no Exterior.

O Brasil tem agora a oportunidade de reconhecer a obra científica de Landell e incluir os seus feitos no currículo escolar obrigatório do ensino básico. É por isso que luta o MLM – Movimento Landell de Moura, integrado por voluntários de diferentes áreas, que construiu um site - www.mlm.landelldemoura.qsl.br – para angariar assinaturas em prol desse reconhecimento. Vale registrar que o MLM não tem fins político-partidário, religiosos, financeiros ou de promoção pessoal.

Responsáveis pelas informações e fontes para eventuais consultas:

Hamilton Almeida ([email protected] / 11- 7236-5560)

Zeza Loureiro ([email protected] / 11-8555-5597)

Eduardo Ribeiro ([email protected] / 11-9689-2230)

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Pessoal, boa noite!

 

Quando criança gostava do chiclete ploc, sob a embalagem externa havia um papelzinho que enrolava o chiclete propriamente dito e vinha com todas as descobertas e o seu descobridor, o rádio informava que era o Marconi, só depois foi que soube desta história. Gostaria de questionar se alguém sabe sobre o padre brasileiro que inventou o pára-quedas, procede esta afirmação?

 

 

 

Eu conhecia sua história, até porque tenho amigos radioamadores.

Mas, para os brasileiros em geral, trata-se de mais um gênio nativo

relegado ao segundo plano pelos governos de turno. Infelizmente,

a história brasileira está repleta de nomes que, se não foram pioneiros,

estavam nos bastidores de algumas das grandes invenções, e não

receberam o devido reconhecimento.

 

     Obrigado por esta informação, pois ela confirma mais uma vez a capacidade do povo brasileiro de criar, transformando invenções em benefícios para toda humanidade.

     ESTA HISTÓRIA TEM QUE SER CONTADA, VISTA E DISCUTIDA PARA O HORROR DE NOSSA ELITE EUROAMERICANIZADA. 

 

O rádio foi inventado por Landell de Moura , mas dizem que foi Marconi.

O avião foi por Santos Dumont , mas ensinam que foram os irmãos WRIGHT.

E a bomba atômica ? Teria sido um brasileiro também ?

 

Nossa, quanta confusão!

O mineral conhecido como Galena (sulfeto de chumbo) pode ser usado na fabricação de diodos, não de transistores.

O rádio de galena é um RECEPTOR, não um transmissor. E o diodo não tem função de amplificação, mas sim de detecção de envoltória.

Transistores só estariam disponíveis muitas décadas depois da época do Pe. Landell.