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Os ataques implacáveis a Marisa Letícia

Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas

Hildegard Angel

Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de "a Cara" por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À "companheira" número 1 da República, muito osso, afagos poucos.

Ah, dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E - pior de tudo - os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família?

Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.    

Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade.

Depois, implicaram com o silêncio dela, a "mudez", a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão?

Ah, mas tudo que "eles" queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar pomposo de doutorados e mestrados.

Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e reservada, como tem Marisa Letícia.

E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?    

Passemos agora às desfeitas ao que, no entanto, eu considero o mérito mais relevante de nossa ex-primeira-dama: a brasilidade.

Foi um apedrejamento sem trégua, quando Marisa Letícia, ao lado do marido presidente, decidiu abrir a Granja do Torto para as festas juninas. A mais singela de nossas festas populares, aquela com Brasil nas veias, celebrando os santos de nossas preferências, nossa culinária, os jogos e brincadeiras. Prestigiando o povo brasileiro no que tem de melhor: a simplicidade sábia dos Jecas Tatus, a convivência fraterna, o riso solto, a ingenuidade bonita da vida rural. Fizeram chacota por Lula colar bandeirinhas com dona Marisa, como se a cumplicidade do casal lhes causasse desconforto.

Imprensa colonizada e tola, metida a chique. Fazem lembrar "emergentes" metidos a sebo que jamais poderiam entender a beleza de um pau de sebo "arrodeado" de fitinhas coloridas. Jornalistas mais criteriosos saberiam que a devoção de Marisa pelo Santo Antônio, levado pelo presidente em estandarte nas procissões, não é aprendida, nem inventada. É legitimidade pura. Filha de um Antônio (Antônio João Casa), de família de agricultores italianos imigrantes, lombardos lá de Bérgamo, Marisa até os cinco de idade viveu num sítio com os dez irmãos, onde o avô paterno, Giovanni Casa, devotíssimo, construiu uma capela de Santo Antônio. Até hoje ela existe, está lá pra quem quiser conferir, no bairro que leva o nome da família de Marisa, Bairro dos Casa, onde antes foi o sítio de suas raízes, na periferia de São Bernardo do Campo. Os Casa, de Marisa Letícia, meus amores, foram tão imigrantes quanto os Matarazzo e outros tantos, que ajudaram a construir o Brasil.    

Outro traço brasileiro dela, que acho lindo, é o prestígio às cores nacionais, sempre reverenciadas em suas roupas no Dia da Pátria. Obras de costureiros nossos, nomes brasileiros, sem os abstracionismos fashion de quem gosta de copiar a moda estrangeira. Eram os coletes de crochê, os bordados artesanais, as rendas nossas de cada dia. Isso sim é ser chique, o resto é conversa fiada.

No poder, ao lado do marido, ela claramente se empenhou em fazer bonito nas viagens, nas visitas oficiais, nas cerimônias protocolares. Qualquer olhar atento percebe que, a partir do momento em que se vestir bem passou a ser uma preocupação, Marisa Letícia evoluiu a cada dia, refinou-se, depurou o gosto, dando um olé geral em sua última aparição como primeira-dama do Brasil, na cerimônia de sábado passado, no Palácio do Planalto, quando, desculpem-me as demais, era seguramente a presença feminina mais elegante. Evoluiu no corte do cabelo, no penteado, na maquiagem e, até, nos tão criticados reparos estéticos, que a fizeram mais jovem e bonita.

Atire a primeira pedra a mulher que, em posição de grande visibilidade, não fez uma plástica, não deu uma puxadinha leve, não aplicou uma injeçãozinha básica de botox, mesmo que light, ou não recorreu aos cremes noturnos. Ora essa, façam-me o favor!   Cobraram de Marisa Letícia um "trabalho social nacional", um projeto amplo nos moldes do Comunidade Solidária de Ruth Cardoso. Pura malícia de quem queria vê-la cair na armadilha e se enrascar numa das mais difíceis, delicadas e técnicas esferas de atuação: a área social.

Inteligente, Marisa Letícia dedicou-se ao que ela sempre melhor soube fazer: ser esteio do marido, ser seu regaço, seu sossego. Escutá-lo e, se necessário, opinar. Transmitir-lhe confiança e firmeza. E isso, segundo declarações dadas por ele, ela sempre fez. Foi quem saiu às ruas em passeata, mobilizando centenas de mulheres, quando os maridos delas, sindicalistas, estavam na prisão. Foi quem costurou a primeira bandeira do PT. E, corajosa, arriscou a pele, franqueando sua casa às reuniões dos metalúrgicos, quando a ditadura proibiu os sindicatos. Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo.

Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, se preocupa com a dieta do maridão e protege a família formou e forma, com Lula, um verdadeiro casal. Daqueles que, infelizmente, cada vez mais escasseiam.    Este é o meu reconhecimento ao papel muito bem desempenhado por Marisa Letícia Lula da Silva nesses oito anos.

Tivesse dito tudo isso antes, eu seria chamada de bajuladora. Esperei-a deixar o poder para lhe fazer a Justiça que merece.  

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Realmente é interessante quando certos fatos são convenientemente esquecidos..... Tirando o FATO da Senhora Marisa Letícia ter sido um exemplo GRITANTE de INUTILIDADE........eu gostaria que me mostrassem os "BRILHANTES serviços prestados a nação" que essas senhora deslumbrada realizou para que se justificasse a entrega da maior honraria da Força Aéra Brasileira: A MEDÁLIA DE HONRA AO MÉRITO SANTOS DUMONT. 

Como estamos num pais livre e democrático (????) respeito o direito de todos de expressarem suas opiniões, apenas não posso permanecer em silêncio perante tamanha "puxação" de saco, mentiras e absurdos quen tentam dar valor e engrandecer quem realmente não faz NADA para merecer isso !  Claro.......é apenas a minha modesta opinião.........minha (que sou apenas um simples internauta estarrecido...) e de "muita" gente tem ânsias de vômito quando lê certas matérias....

 

 

Prezada Hildegard. Vc disse exatamente tudo o que penso a respeito dessa mulher que  mereceu todos os elogios . O resto é inveja .....

 

Pelo menos para mim, é a única que merece meu total respeito. Parabens H.Angel, tudo muito bem colocado.

 

Hildegard meus BRAVOS;BRAVOS;BRAVOS.

 

A muito tempo esperava um artigo que fizesse a devida justiça à Dona Marisa.. Parabéns, pelo artigo, assino embaixo!!! Todas as minhas homenagens à nossa ex primeira dama que o foi com grande elegancia, sabedoria e discreçao!!

 

O Samuel é um dos aliados do Nosferatu, que saiu das tumbas.

Sái de reto!!!!!!!

 

Nada como justiça a uma mulher digna e sábia. Parabéns Hildegard.

 

E da "Estrela de Flores Vermelhas" que o  Marizão quis enfiar no gramado PÚBLICO e TOMBADO do Alvorada ninguém fala nada?

E a "brasilidade" de manter uma "família discreta" inclui as festas de arromba que a prole dos Lula faziam com suas turminhas em viagens com aviões e combustíveis públicos, pulos na piscina presidencial, etc.?

Pouco tendencioso esse panegírico à Primeira Companheira.

 

 

 

Cadê meu comentário sobre este post?

Vou colocar outro.

 

Adorei. Parabéns, Hildegar pelo texto comovente sobre o perfil

de Dona Marisa Letícia e seu papel ao lado do Lula, segurando

todas as barras e o apoiando nas mais diversas situações.

Dona Marisa é uma grande mulher que merece o respeito de todos

os brasileiros.

Valeu, Hildegard!

 

Texto bonito mas temo que reduza a figura de Marisa Letícia a de mera vestal do esposo presidente. Não podemos esquecer que Marisa é quadro atuante de primeira linha do Partido dos Trabalhadores. Sua falta de afetação não a caracteriza, de forma alguma, como bronca ou tosca. Ao contrário, uma militante de alto nível de politização não precisa de empáfia ou trejeitos intelectualóides para chamar atenção para si. Diferente de certas primeiras damas que eram tratadas como "jabiracas" e outros "qualificativos" impublicáveis pelo marido promíscuo.

 

Calma, minha gente. Os elogios a dona Marisa Letícia não implicam em críticas a dona Ruth Cardoso e nem vice-versa. O que quis ou tentei  foi justamente mostrar o quão injustas podem ser essas comparações. Dona Marisa teve seus méritos e dona Ruth os dela. Cada qual no seu quadrado. O que não é justo é esperar que dona Marisa vá fazer o que dona Ruth, mulher equipada com um colar de doutorados, fez ou que dona Ruth tivesse o perfil do lar de dona Marisa. Um perfil não desmerece o outro. São apenas diferentes.

Abraços

Hilde

 

O ser humano é assim mesmo... A grande maioria não olha e nem escolhe as qualidades. Parabéns, HA.

Conhecemos e já lemos sobre pessoas sábias que nunca se preocuparam em se defender. O tempo e suas vidas é que mostraram suas qualidades. Sempre com simplicidade.

 

Por que a articulista nao da nome aos bois? Por que esse "eles" assim, entre aspas? Foi um apedrejamento sem tregua a Dona Marisa? Quem apedrejou? Esse tipo de critica, que sem atingir diretamente ninguem, acaba querendo atingir todo mundo, nao merece ser levada a serio.

 

Mr. Roberts, atingem os milicos que tanto mal fizeram a família, irmão e mãe de Hilde, e o Sr. como carioca que parece ser, deveria ser no mínimo mais moderno.

Os outros sãos os trols, como vc.Trol é o fulano que entra numa discussão sm nemuma ponderação pertinente apenas para atacar. Nada mais. É um rien, 0 A ESQUERDA.

 

Primeiro, não sou carioca. Deve ser por isso que nao la sou muito "moderno", certo? ;-)

Segundo, quem decide que esta ou aquela ponderação é pertinente? Você? Ou o auto-intitulado "Trol Detector" (huahuahuahua) acima?

Qualquer um pode escrever um texto de desagravo a quem quer que seja. Minha critica, que considero sim bastante pertinente, nao se referia a isso, mas a acusar uma suposta perseguiçao implacavel à ex-primeira dama sem dizer quem a perseguiu. Se alguem perseguiu Dona Marisa Leticia, quem foi? Por que a autora nao diz? Tem todo o direito de nao dizer; so nao tem o direito de achar que ninguem pode critica-la por usar o expediente mesquinho de acusar entes sem rosto.

 

Trolagem explicita.

 

Vovó Hilde está abusando daquele alcaloide energético tão querido pela alta sociedade carioca. Só delírio!

 

Bom, ela escreve o que o Sinhô Macedo manda.

 

E o Sr. anda fumando erva batizada e estragada.

 

Até que enfim alguém vem a público para reconhecer a grandeza do papel de Marisa. Hildegard Angel acertou em cheio em todos os aspectos que ressaltou de Marisa. Quero apenas enfatizar: com Lula, Marisa  compôs o quadro da família harmônica e feliz. Podemos dizer que aí talvez repouse boa parte do alto índice de aprovação de Lula. Que brasileiro ou brasileira, no seu imaginário, não gostaria de ter uma família

assim? Quanto a nós outras, que nos arvoramos a ser feministas estamos tendo nosso momento de representatividade, com a pujança de Dilma, desfilando em carro aberto com a sua filha na cerimônia de posse, simbolizando as inúmeras mães, que sozinhas, dão conta de sua prole.

 

 

 

Verdadeiro e comovente, parabens a Hilde e a D. Marisa

Christina

 

Um dia da caça, outro do caçador. Tentei, por várias vezes, não com o estilo de Hildegard ou com sua trajetória de socialite e jornalista,  mas com meu estilo defender Dona Mariza, desde o segundo dia à posse, tentando fazer uma analogia do que era ser uma Mulher e o que era ser uma miss de 26 anos.

Azenha me censurou por 3, tres vezes, no seu blog, várias pessoas me criticaram não pelos elogios feitos a Da. Mariza que até então NINGUÉM reparou. Ao contrário se dessem brecha continuariam a jogar pedras nela.

Mas foi no surrealismo da foto do parlatório com Dilma ao Centro, o ex presidente e Mariza Letícia, chorando, uma comoção para qualquer brasileiro(a) sensível.  Do outro lado, o Vice que muito há de se Temer,  com uma escolha óbviamente caduca, e não pelo fato de ser bonita ou não como perguntou Burburinho, mesmo porque considero aquele beleza tipo caneca de café,  entediante à terceira olhada.

O fato à olhos vistos e talvez mais perspicazes, é que não se trata de mulher nova ou velha, bonita ou feia, se trata das escolhas da esfera pessoais que uma pessoa que já tem setenta anos deve e tem por dever saber fazer. Se não as sabe, e disso está cheio por aí, que não esteja no cargo que está.

Ele é uma pessoa que não tem critérios, não tem atitude, não tem discernimento. Pessoas assim existem aos montes, mas não em cargos públicos, sendo os nossos representantes, deu pra entender agora? Escutem cidadãos, estamos perdidos.

Eu vi toda a cobertura pela Record. Que sinceramente praticamente, não citou a moça, e se o fez foi do modo mais discreto possível,  apenas assinalando o notável e inquestionável fato de ela ter 26 anos. Como uma matéria de reportagem, impossível deixar de dar fatos.

No entanto, não fizeram nem por um minuto menção à roupa, beleza, diferença de idade, etc. e eu até agora só tive conhecimento disso através dos posts do seu blog e do Azenha.

No entanto foi preciso Hildegard vir a público com UM CHAMAMENTO À LOGICA E AO BOM TOM, para que todos caíssem de quatro.

Por favor, senhores, não sejam cínicos, comecem a ter seus próprios critérios de julgamento independente de quem quer que os faça. Aprendam a discernir melhor as coisas, até mesmo pra ajudar o Brasil a crescer.

Não se deixem levar pelas manadas.

 

 

 

Prezados,

meu nome é Fernanda, tenho 39 anos, sou engenheira eletricista e tenho mestrado e doutorado. Exatamente por isto, sinto-me bastante confortável em afirmar que ninguém se torna melhor por ter um "Dr" na frente do nome...

As pós-graduações só te qualificam tecnicamente em áreas bem específicas do conhecimento e, algumas, te propiciam desenvolver habilidades em pesquisa e docência... nada mais que isto, Gente!!! Não te fazem mais determinado, mais bem intencionado, mais bondoso, melhor administrador, melhor esposo, melhor político, mais humilde, mais compassivo, nem, sobretudo, mais honesto....

Todos os títulos do Sr. FHC e da D. Ruth juntos não valeram a boa-vontade e amor pela nação do cidadão "sem-título", conhecido pela alcunha de Lula! Todo o "trabalho" da D. Ruth não representou impacto conhecido e significativo para a melhoria de vida da população, como aconteceu desde o início da administração do seu singelo sucessor. Toda a pompa e circunstância do "Presidente Intelectual" não fizeram com que o presidente dos EUA se dirigisse a ele como "The Man" (aliás, que me lembre, o FHC costumava ser recebido pelos secretários americanos; nunca pelo presidente), dentre várias honrarias que o Lula recebeu...

Pior que isto, FHC usou sua formação e títulos para "distinguir-se" e distanciar-se dos verdadeiros anseios e necessidades do povo; quando deveria ter feito exatamente o contrário.... Prefiro mil vezes a simplicidade bondosa do casal "Da Silva", à arrogância e ego gigantes dos Cardoso.

Enfim, é lógico que é melhor ter educação formal... mas esta tem que ser aplicada adequadamente, ou então se torna perniciosa. Na ausência desta, se houver muita determinação, pode-se, sim, dispender de títulos acadêmicos, como Lula provou a todo mundo!!!

Acima de tudo, Jesus Cristo nem escola cursou, e boa parte da civilização atual segue seus ensinamentos de humildade e simplicidade.

Feliz 2011 a todos! :)

 

 

Parabéns Hildegard pelo texto repleto de sensibilidade, delicadeza e verdade. Dona Marisa é uma mulher especial e forma com Lula e seus filhos uma família unida, afetiva e feliz. Sem dívida ela é o esteio dessa união e a companheira de todas as horas. Minhas homenagens a esse grande brasileira.

 

Vivi

Obrigada Hidelgard, me sinto homenageada como D. Marisa.  Sempre considerei um desrespeito da Mídia com as mulheres que fizeram a escolha de trabalhar apenas cuidado da família, o tratamento que davam a ela.  São tão imbecis que agrediam na maioria das vezes suas próprias mães e esposas. Essa é uma escolha que diz respeito apenas ao casal, só uma Mídia Brega e Ridícula como a nossa para questionar uma escolha tão pessoal.

Eu deixei um emprego Concursado para ficar em casa com meus filhos quando entraram na adolescência. Não me arrependo, o resultado foi maravilhoso. 

 

 

Adorei o texto. Mas não é da Hildegard?

 

Brilhante texto, Hildegard Angel, você foi angelical.

De fato Dona Marisa é um ser humano dos maoires!!!

Nós nos ogulhamos, e muito, de sua forma de ser, ao lado do nosso Presidente LULA.

O reparo está feito!!!

Obrigado por tudo, Dona Marisa!!!

Vida longa Dona Marisa!!!

 

 

           Acho que faltou essa referência nos discursos da Dilma, ou nas entrevistas - da primeira mulher presidente.

 

Coisa linda!!!

 

Flávio Sereno Cardoso

Parabéns pelo belo, justo e importante texto.

 

Antes de tudo, no segundo parágrafo já vem uma inconstância, ora, entende-se que pelo fato de se ter a vida pública, olho da imprensa em cima e ser motivo de piadas justifica as mordomias, o vidão, isso as custas do dinheiro público?

Creio que não, nada justificaria tais benesses.  É óbvio para toda esposa de um homem público ser alvo de um olhar mais minucioso, e diante de tal, saber lidar com essa situação, muitas antes dela passaram pelo mesmo.

Creio que Dona Mariza tem sim suas qualidades, como primeira dama salvo certas exceções foi passável, pelo menos não foi igual à mulher de Collor em toda sua histeria, mas agora compara-la à Sra. Ruth Cardoso é injusto, se tentando mesmo desqualificá- la nas palavras do autor (colar pomposo de doutorados e mestrados) como se fosse vergonha ter qualificação acadêmica, como se apenas quem é das massas tem direito de saber o que o povo necessita, se formos pesar, Dona Ruth trabalhou infinitamente mais do que sua sucessora, lançou o programa Comunidade solidária, embrião do Fome Zero adotado pelo presidente Lula, entre outras ações do tipo.

No que se refere à cidadania, citado anteriormente por um leitor, é claro que isso pesa, a primeira dama é sim um cargo, claro que mais representativo que político, mas que espelha a nossa cultura e filosofia, e seus gastos são cobertos pelos cofres públicos, como bem sabemos.  Então nada mais indesejável que uma personalidade que representa a nação solicitar uma cidadania estrangeira. Poderia ter esperado sair do poder para tal.  Se a esposa do nosso líder não valoriza sua cidadania e deseja ser cidadã de "1º mundo" como fica nossa imagem perante o mundo?  Imaginem só se a primeira dama dos Estados Unidos por exemplo pedisse cidadania em qualquer lugar que fosse.  Seria motivo no mínimo de escárnio, se não de indignação.

O fato que se resume é a tentativa de desconstruir o passado antes do governo Lula, como se nunca tivéssemos tido pessoas de caráter nos governos anteriores.  O atual governo tem suas qualidades sim, como já se alardeia pelos quatro ventos, o que não se permite é a crítica às falhas, como se fossem imunes à qualquer tipo de defeito.

Muitos dirão:   Ah, mas e aquele caso do filho de FHC na Espanha !   Ah, no PSBD era assim!  E coisas do gênero.

Eu respondo, não duvido disso, não concordo com a postura de FHC, não se deve passar a mão na cabeça dos erros do passado, mas também não devemos fazer nosso futuro nos baseando pelo mau exemplo, se o antecessor errou, não é desculpa para justificar o erro do atual, se queremos um país forte, temos que nos basear em exemplos fortes, senão estamos fadados à sempre termos que nos igualar aos medíocres.

 

Parabéns ao excelente texto. Uma maneira de se fazer justiça à D. Marisa.

 

Concordo com vários comentários feitos, mas destaco o de Lúcia - 5.1.11, às 11:22h; excelente!!!

 

Ufa !

No fim, tudo q o ex casal presidencial demonstrou nestes 8 anos foi MUITA saúde mental...

Parabens dona Mariza Leticia e obrigada Hildegard.

 

Foi com muita emocao que li este texto maravilhoso, necessario e justiceiro da Hildegard Angel.

A Marisa e' uma luz, um farol, na vida pessoal do Lula. Nao e' uma pessoa que estava ali, ao lado dele desde muito tempo, por acaso. Muita gente supostamente "fina", no lugar da Marisa, teria metido os pes pelas maos nessa caminhada dos ultimos 8 anos; o que nao faltou, nem um dia, foram  as muitas cascas de banana.

Marisa, a voce o nosso carinho, o nosso reconhecimento e gratidao por sua sabedoria, humildade, solidariedade, fortaleza pessoal, fe' e sofisticada compreensao dos perigos inerentes 'a missao que o Lula e voce desempenharam nos ultimos 8 anos da historia do Brasil.

Que Deus te abencoe, te ilumine, e te de^ muita alegria e satisfacao pelo grandioso dever cumprido a favor do nosso querido povo brasileiro.

 

Dona Mariza não precisou fazer qualquer trabalho social porque seu marido, nosso querido e sempre presidente, fez isso por todos os ex-presidentes e ex-primeiras damas de nosso país. 

Parabéns pelo lindo texto e sempre achei Dona Mariza elegante. Elegância não significa fazer tipo de chique, tipo inteligente. Vem de dentro, na forma de tratar o próximo, com igualdade, na simplicidade. Ser chique a gente consegue com dinheiro; elegância, não.

 

Parabéns e obrigada, Hildegard, você disse tudo que estava me incomodando também todo esse tempo. Admiro as pessoas simples por opção,  mesmo tendo todas as oportunidades para se tornarem dondocas.

Para mim, ver nosso amado Presidente Lula descer a rampa de braços dados com D. Marisa de um lado e Dilma de outro, foi uma glória!

 

Com todo o respeito as anteriores, a D. Marisa honrou as mulheres deste pais em sua trajetoria com o Lula. Acho que parte do apoio que todos nós demos ao Lula foi o fato de pela primeira vez a gente reconhecer neste casal um amor ao povo, uma vontade de melhorar a vida das outras pessoas, uma solidariedade aos mais fracos que nunca havia sido demonstrada tao vivamente no mais alto escalao do governo. A simplicidade e a alegria espontanea destes dois sempre foi uma msg de alento para mim. Se um dia pudesse, seria um prazer convida-los para um café com pao de queijo...

 

Infelizmente as pessoas públicas não são respeitadadas , todos se acham no direito de azucrinar os eleitos pelo voto , agora as primeiras damas vão de carona ,pois tivemos muitas com atuações na presidencia , eu destacaria D. Ruth Cardozo , não respeitaram  nem sua memória , D, Sara Kubishec, D. Tereza Goulart, e agora D. Marisa , que discreta mas correta e exemplar , apesar de pouco atante como primeira dama , mas temos que respeitar seus limites , pois como o marido não tinha uma formação superior que lhe daria mais capacidade de atuar , mas dentro de suas limitações foi um destaque e um apoio que todo grande homen público precisa .

 

Finalmente.

E não vejo qual o problema da Marisa Letícia ter pedido o passaporte italiano. Afinal, acho isso uma espécie de revanche: a descendente de italianos (que muito contribuiram para a construção deste Pais e sobretudo de São Paulo) que chegou a ser a encarnação de um povo novo, feito de mixturas de nacionalidades. Os Brasileiros devem entender que é esta a preciosidade maior do Pais: não existe "brasileiro puro", existem "brasileiros vários, diferentes, lindos" e que tem o privilégio de poder escolher de serem Brasileiros. Existe outro povo com esta peculiaridade?

E mesmo com a dupla cidadania, a dona Marisa é uma das pessoas que mais fizeram para propagandar a "brasilianidade" no mundo, sem vergonha de aparecer "provinciana". Parabéns à uma das mulheres mais inteligentes que eu já vi; porque só uma mulher inteligente poderia ter aguentado 8 anos com quase toda mídia torcendo contra o governo, o marido, o casamento, ela mesma, sem jamais perder a compostura.

 

Em menos de seis meses, Hildegard nos brinda com seu estilo sincero e emocionado. Primeiro, foi aquele depoimento emocionante defendendo o voto em Dilma durante a campanha. Para quem não viu, segue o link do depoimento no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=AAu72jYxXMc. Agora, esse reconhecimento público e merecidíssimo do papel da nossa querida Marisa Letícia. Hildegard vc faz justiça à nossa história, da sua mãe, do seu irmão e de todos que lutaram e lutam por um Brasil melhor, mais justo e solidário. Parabéns!

 

Marisa Letícia foi a mulher de presidente que mais se pareceu com a mãe da maioria de nós que estamos nos 50: donas de casa devotadas à educação dos filhos, aos cuidados do marido, à administração da casa. Amadas pelos familiares, adoradas pela sobrinhada aos quais enchia de agrados, sempre acolhedoras para com as nossas namoradas e amigos. Só tem uma explicação para as dezenas de e-mails que circularam detratando-a e debochando de seu jeito simples: é gente que sente vergonha da própria mãe.

 

À dona Marisa expresso a minha profunda admiração.

 

Senhora jornalista parabéns pelo artigo sobre Dona Mariza. Nada é mais justo do que o seu reconhecimento de que ela é uma mulher especial e uma companheira de todos os momentos.

 

GRANDE COMPANHEIRA Da. MARISA - não há palavras de agradecimento que chegue.

Nossa admiração reconhecimento.

 

 

Como sempre digo "a ignorância é solo fértil para o preconceito" e agora acrescento, com o perdão da sugestão quanto à última palavra " a inveja é uma m...".

Quem não concordou com a Hildegard deveria pelo menos ter a elegância e educação de ficar calado, mas, a ignorância e a inveja não os permitiram ...

 

 

Acorda pessoal....

chega de Lula... agora é Dilma.... a gente não aguenta mais essa mística criada sobre o lulismo. Chega, hja estômago. Vamos olhar para frente e, que o retrovisor seja apenas para não bater na hora de dar marcha-a-ré.

 

 

Ao contrário, não vamos esquecer de Lula, suas conquistas, sua mulhEr, sua glória, JAMÉ!

oS INCOMODADOS QUE SE MUDEM. pRA LONGE.

 

Parabéns Hildegard!!!

Após a eleição de Lula grande parte da mídia começou a pregar que a liturgia do cargo é mais importante que os atos de quem o ocupa. 

Tivemos péssimos comentários durante os últimos oito anos, uma famosa jornalista chegou ao ponto de criticar o modo como a primeira dama podou os jardins do Palácio da Alvorada, disse ela:  "a Marisa pensa que aquilo é a casa dela, ela não sabe destinguir o público do privado".

Uma frase agressiva desta apenas porque a poda não lhe agradou? Claro que não, perseguição pura!

Como se atingir a família do presidente não bastasse, começaram as agressões, desta vez mais em redes sociais, contra nordestinos, trabalhadores braçais, moradores de periferia....

Um outro famoso jornalista disparou: ""Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho."

A cabeça dessa gente culta e escolada foi preparada para o quê? 

Onde foi forjado o caráter dos nobres jornalistas?

Por esses exemplos que citei esse belo texto ganha mais importância ainda e deveria ser publicado no maior número possível de perfis em redes sociais (eu farei isso). Tenho certeza que será um poderoso antídoto para combater essa perseguição criminosa que estamos presenciando em todas as partes do Brasil.

Mais uma vez, parabéns Hildegard!

 

Prezada Hidelgard Angel,

Já tinha lido algumas entrevista suas. E quase sempre tenho gostado do teu texto. Sem falar de você ser mãe de Stuart   Angel. Mas é um texto como esse que ainda salva essa imprensa que cheira mal e que frequentemente confunde críticas com grosserias. Estive uma única vez com  Dona Marisa, pertinho do processo de reeleição de Lula. Nunca vi alguém tão doce e educada. Essas peruas de quinta que se imaginam de primeira não têm 1% da educação da "galega de Lula".

 

É irmã de Stuart Angel. A mãe (falecida em desastre) é Zuzu Angel.

 

justa homenagem a ex primeira dama que foi digna no seu papel