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Os atores britânicos

É infindavel a quantidade e qualidade dos atores britânicos. A Inglaterra tem a tradição de Shakespeare e das escolas de teatro porque são muitos grandes nomes, Alec Guiness, David Niven, Cary Grant, Michael Caine, Edward Fox. Ronald Colman e o maior de todos, Laurence Olivier.

As atrizes são ainda em maior numero, com Elizabeth Taylor, Deborah Kerr, Olivia de Havilland, Julie Andrews, Audrey Hepburn (esta anglo-belga), Holliwood tinha no Reino Unido a sua maior fonte de suprimento de materia prima artistica.

É classica a resposta de Laurence Olivier a Marlon Brando quando este perguntou a Olivier quantos horas precisava para assumir o carater de Hamlet, um personagem atormentado. Brando vinha da escola do Actor´s Studio, aonde o ator mergulha no personagem e o assume, como se fosse a mesma pessoa, um metodo criado por Lee Strabserg e que virou moda para atores americanos. Oliver respondeu, não perco nenhum minuto em ser Hamlet, eu apenos represento, é muito mais facil.

Os atores birtanicos tem essa presença clássica, quase perfeita, são profissionais da representação e representam tão bem que Sean Connery na percepção do publico virou o proprio James Bond, como se fosse alguem da vida real. 

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Peter Sellers, The Party (Um Convidado Bem Trapalhão) - Cena inicial

 

Kate Winslet!

 

Andrè: faltou dizer que Chaplin também compunha.

 

Sir Ralph Richardson é um que não pode faltar de jeito nenhum. Grande ícone do teatro e com inesquecíveis papéis coadjuvantes em produções para o cinema (como em Ricardo III - com Olivier e Gielgud! - e Khartoum).

E das atrizes as grandes Claire Bloom e Maggie Smith, se não me engano ainda vivas.

 

 

Gosto de Olivier, mas eu ainda prefiro Brando (mesmo tendo saido do Actor's Studio. Connery (ele mesmo o diz) não se considera britânico, mas escocês. Da geração nova (nem tão nova) gosto de Robert Carlyle e do Ewan Mc Gregor.

 

Dos mais ou menos novos, faltou citar Gary Oldman.

Faz muito filme ruim, nos Estados Unidos, mas é um excelente ator (e diretor de seus filmes independentes, financiados em parte pelos papéis que fez - ou faz - em abacaxis hollywoodianos).

 

Recentemente, revi uma obra-prima do cinema britânico, justamente num filme em torno do IRA,  que na verdade extrapola a política: Odd Man Out, de Carol Reed, com James Mason.

Belo filme do cineasta de The Third Man. Altamente recomendáveis.

 

Laurence Olivier nunca me convenceu! Tremendo canastrão!  (exceto suas atuações no teatro).   Mas nessa lista faltou sim o maior ator inglês de todos os tempos: Charles Laughton (que depois se naturalizou americano). Não se pode fazer uma lista de maiores atores ingleses sem o nome dele.

 

Laughton atuou em um classico TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO, com Marlene Dietrich e Tyrone Power mas tambem em muitas comedias, inclusive em uma com minha idala Deanna Durbin IT STARTED WITH EVE, não me lembro o titulo em portugues.

 

André,

Parabéns pela lembrança.

Faltou citar Richard Burton,  também um monstro da representação.

 

 

4- Ian Mckellen em Deuses e Monstros

5- Sean Connery em o Homem que queria ser rei

6- Helen MIrren no muito pouco conhecido O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante

 

Porque Tony Blair não foi mencionado??

 

André, é bom lembrar dos Redgrave.

 

Faltou Charles Chaplin nesta lista.

Esse para mim foi o maior de todos.

 

Chaplin é cria de uma outra grande tradição do mundo dos espetáculos da Inglaterra. Sua genialidade não nasceu na escola dos grandes atores como Lawrence Olivier e tantos outros aqui citados mas no teatro de variedades, de grande popularidade entre os mais pobres. Ali se fazia de tudo, cantar, dançar, sketches cômicas, além de interpretar papéis. Daí se entende toda a versatilidade de Chaplin.

 

Concordo, Chaplin integra meu panteão pessoal dos cinco maiores diretores, entre os quais não faço distinção.

 

Voce tem toda razão mas Chaplin sempre foi mais que ator, foi um cineasta completo, produtor, diretor, cenografo e tambem ator, foi o maior de todos, o maior cineasta do seculo XX.

 
 

 

eis cenas com atores britânicos q admiro:

1-Kenneth Branagh em Henrique V

2- Peter O'Toole em o Leão no Inverno

3- Charles Laughton em Spartacus com Laurence Olivier e o belo John Gavin

4- James Mason em Lolita

 

Magnífica postagem, André, finalmente concordamos em algo.

Minha teoria a respeito do desempenho dos ingleses nas telas é de que a maioria passa pelo teatro antes, ao contrário de Hollywood, onde muita gente vai para o cinema direto. Mas não tenho elementos para fundamentar essa hipótese: pode ser que o grande volume de produção em Hollywood resulte num maior número de filmes e atores ruins simplesmente porque a produção em massa resulta naturalmente em queda de qualidade. Claro que não estou dizendo que o país que gerou Spencer Tracy só tenha atores ruins, muito pelo contrário.

Outros países têm seus grandes atores, mas o que impressiona no Reino Unido é que a média é muito alta. Conheço pouquíssimos atores ingleses ruins, Hugh Grant é um raro exemplo. Noto isso também no Japão: mesmo que não saibamos seus nomes, como Toshiro Mifune e Sashiko Murase, os elencos nipônicos são de altíssimo nível.

O que é mais incrível é que os ingleses são fantásticos até mesmo em séries televisivas. Um marco da televisão inglesa dos anos noventa, Prime suspect, é um exemplo de série em que todo mundo, até o ator que faz o faxineiro, trabalha bem, para não falar da Dama Helen Mirren, que faz o papel principal.

Olivier está entre meus atores favoritos. Eu citaria ainda Sir John Gielgud, talvez seu maior rival; Michael Caine, que duelou com Lord Olivier em Trama diabólica; a Dama Judi Dench; Brenda Blethyn, grande comediante que fez Joana d'Arc no Henrique VI parte 1 da BBC; Brian Cox; Sir Anthony Hopkins; Sir Derek Jacobi; a Dama Maggie Smith; Angela Lansbury, especialmente em Sob o domínio do mal; as irmãs Redgrave; Sir Peter Ustinov; Emma Thompson, Daniel Day-Lewis e por aí vai.

(Estou incluindo Escócia e Gales no bolo, porque a qualidade não muda.)

Nota-se, aliás, que até a nova geração é feita de gente competente: Christian Bale, quando não está fazendo apenas arrasa-quarteirões, e Ewan McGregor são bons exemplos.

Esse pessoal merece aplausos até quando tosse diante das câmeras.

 

Faltou citar Daniel Day Lewis, o melhor ator britânico da atualidade.

 

Da minha geração, é o melhor. É filho do grande poeta Cecil Day-Lewis.

 

Essa é pra fazer se desperto inveja no nosso 'elitista' predileto, André...

A propósito de atores britânicos e Shakespeare tive a honra - na única vez em que estive em Londres - e na Europa, - há 5 anos - de, junto com minha mulher,  por deferência de nossos anfitriões (um deles sócio) de conhecer e jantar num dos famosos clubs londrinos - o Garrick Club, que tem o nome de famoso ator que renovou a interpretação do teatro shakespeareano no Séc. XVIII (entre os sócios do Garrick, fundado no Séc. XIX, Dickens, entre outros)

Detalhe, embora minha mulher tenha tido acesso não pode entrar no bar do Club, cuja frequencia permanece a elas interditado.

Nas paredes retratos a óleo de alguns dos sócios famosos, entre esses, Olivier e se não me engano Gielgud, (que num lapso inaceitável  eh eh,não foi citado pelo André).

O lema do Garrick é  título de  poema do Bardo: "All The World's a stage". E vamo com Dilma...

 

All the world's a stage,
And all the men and women merely players:
They have their exits and their entrances;
And one man in his time plays many parts,
His acts being seven ages. At first the infant,
Mewling and puking in the nurse's arms.
And then the whining school-boy, with his satchel
And shining morning face, creeping like snail
Unwillingly to school. And then the lover,
Sighing like furnace, with a woeful ballad
Made to his mistress' eyebrow. Then a soldier,
Full of strange oaths and bearded like the pard,
Jealous in honour, sudden and quick in quarrel,
Seeking the bubble reputation
Even in the cannon's mouth. And then the justice,
In fair round belly with good capon lined,
With eyes severe and beard of formal cut,
Full of wise saws and modern instances;
And so he plays his part. The sixth age shifts
Into the lean and slipper'd pantaloon,
With spectacles on nose and pouch on side,
His youthful hose, well saved, a world too wide
For his shrunk shank; and his big manly voice,
Turning again toward childish treble, pipes
And whistles in his sound. Last scene of all,
That ends this strange eventful history,
Is second childishness and mere oblivion,
Sans teeth, sans eyes, sans taste, sans everything.

 

Meu caro, é com o maior prazer que confraternizo com os colegas de blog em temas como cinema e musica, aonde temos tido excelentes posts, como este de hoje de Dick Farney.

O cinema é um tema fascinante, não só Hollywood mas tambem o excelente cinema frances, o espanhol, o alemão, o italiano, o sueco, temos material para muitos posts só nessa área.

Hollywood é um caso unico pela amalgama de estudios aonde todos os fundadores eram judeus da Europa do Leste (MGM, Warner, Paramount, Universal, Columbia, RKO, 20thCentury Fox, United Artists), grande parte dos atores e atrizes eram britanicos, os melhores diretores eram europeus refugiados do nazismo, tudo isso misturado dando o cinema americano que marcou nossas vidas especialmente entre 1930 e 1950.

Roberto Campos, que foi nosso consul geral em Los Angeles nos anos 40 tambem tinha fascinio por esse tema, conhecia muitos dos donos de estudio (todos baixinhos, segundo ele dizia) e tinha boa biblioteca sobre o assunto.

Aqui mereceriam posts especiais o grande cinema de arte francês com diretores excpcionais como Rene Clair, Louis Malle, Jean Renoir e o tambem especial cinema italiano em duas vertentes, o cinema de arte do pós guerra (o realismo italiano)  e a comédia, area em que  criaram grandes sucessos nas decadas de 60 e 70, com Toto, Alberto Sordi, Ugo Tognazzi, Nino Manfredi, Vittorio de Sica, Marcello Mastroiani, Peppino di Felippo, Renato Rascel, Luciano Salce, genero que por algum motivo despareceu completamente na inexplicavel decadencia das artes na Italia de hoje.

O cinema expressionista alemão, que prenunciava o cataclisma que estava por vir tembem merece um post especial, da fase da UFA  à  migração em massa para Hollywood.

E vou parar por aqui, para não me estender demais mas temas é que não faltam como

- AS BOATES DE SÃO PAULO, de 1940 a 1970, era de ouro.

- O TEATRO EM SÃO PAULO, a fase do TBC especialmente

- O CINEMA NOVO CARIOCA

- AS CHANCHADAS DA ATLANTIDA

Assunto é que não falta.