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Os cursos abertos online

Por Eduardo de Lucca

Na minha interpretação, o EdX é uma resposta ao Udacity e Coursera (histórias parecidas: criados por professores universitários que, ano passado, resolveram fazer uma experiência e abriram inscrições para 1 disciplina online para quem quisesse e conseguiram mais de 100 mil (!) matriculados - conclusão: não dá mais para ficar ministrando aulas para 30, 40 pessoas a cada semestre, algo diferente tem que/pode ser feito...) e outras iniciativas em teste por aí afora.

Aqui tem algumas (até incluindo universidades brasileiras) - não conheço qualidade, consistência ou validade das mesmas, fonte: http://m.estadao.com.br/noticias/vidae,aprendendo-de-graca-com-os-tops,8...

Veduca (www.veduca.com.br)
Site com videos de aulas de professores de grandes universidades do mundo com legenda em português, mas promete oferecer versão de um total de 4.714 videoaulas

Coursera (www.coursera.org)
Cursos com duração de 4 a 12 semanas sobre assuntos como Algoritmos, Teoria dos Jogos e Mitologia. As aulas são dadas por professores de Princeton, Stanford e das Universidades da Califórnia, de Michigan e da Pensilvânia

Udacity (www.udacity.com)
Criado por experts em robótica, oferece seis cursos na área tecnológica. Introdução à Inteligência Artificial, por exemplo, teve 160 mil alunos

Youtube EDU (www.youtube.com/education)
O maior portal de vídeos da web tem página de conteúdo educacional dividido em categorias como Universidade, Ensino Fundamental e Médio, e Aprendizado Para Toda a Vida

Univesp (www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br)

O programa do governo de SP vai se tornar uma universidade. Por enquanto, oferece graduação e pós em parceria com USP e Unesp. Parte das aulas e cursos livres estão disponíveis no site univesp.tv.br

Unicamp (www.prg.unicamp.br/aulas)
Aulas Magistrais reúne videos de grandes professores

iTunes U (www.apple.com/education/itunes-u)

Este aplicativo gratuito para iPad, iPhone e iPod touch tem um catálogo de mais de 500 mil palestras em vídeo ou áudio, livros e outros recursos educacionais de instituições como Stanford, Yale e MIT

 

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Esse é o futuro. Aulas em vídeos com edição substiuem bem as aulas dadas por professores estressados e alunos ídem, que precisam se deslocar diariamente para as faculdades enfrentando um trânsito caótico por exemplo. Até a intereção é melhorada, já que o professor poderá responder as dúvidas via e mail com mais calma.

 

Pegando um gancho no alhos e bugalhos da Anarquista: realmente tem muito mais do que só alho e bugalho. Tem um monte de coisa misturada - algumas querem estar misturadas para aproveitar a onda (e podem até "ensinar" que 2+2 é 4, mas não se atrevem a tangenciar o por quê é 4), outras estão misturadas porque ainda não estão com os limites bem definidos e outros nós é que não conseguimos observar e separar a partir dos paradigmas e padrões que conhecemos e/ou que estamos acostumados.

Vejo esse movimento todo como uma boa oportunidade para saculejar um pouco a torre de marfim da universidade (disclaimer: sou professor universitário federal - dpto de Informática). 

Concordo que por enquanto não dá para se formar um médico ou um engenheiro só vendo vídeos e participando de chats... Mas muitas das experiências relatadas como de sucesso são de cursos de programação e robótica, temas bem específicos. 

E creio haver temas específicos em muitas áreas, em que boas leituras, alguma orientação, muito debate e muita conjuminação com seus botões descrevem bem um semestre letivo e é (muito) mais do que se encontra em muitos cursos presenciais formais.

Será melhor debater com meia dúzia de colegas e 1 professor ou com 1000 colegas dos mais variados backgrounds e orientado por diversos monitores/tutores? Claro que a orquestração disso tudo é diferente da de uma disciplina "normal" em uma universidade, mas pode-se chegar a resultados parecidos (o que também pode significar "melhores").

Afinal, um professor-acha-que-sabe-tudo no palco despejando sua "luz" e perorando para os alunos-inertes-sem-luz nas carteiras escolares é algo ninguém mais acredita. O conhecimento se constrói dentro de cada um, a partir de suas experiências pretéritas e atuais, tudo azeitado pelo interesse no tema. O professor/tutor/moderador/mediador só pode apontar o caminho. Quem tem que caminhar é o estudante...

 

Eu fiz e estou fazendo cursos na plataforma Coursera. É gratis, boa qualidade, com exercícios, tutores, grupos de estudo e discussão. Aconselho para quem souber inglês e tiver o interesse.

Eles enviam um certificado de conclusão, mas isso realmente é o de menos.

 

ondvd é igual ou melhor que online. e o diploma vem por e-mail que pode ser salvo e impresso em papel e cores ao gôsto do freguês.

 

Nao confundam alhos com bugalhos. Essas iniciativas sao maravilhosas, mas: 1) NAO SAO CURSOS À DISTÂNCIA PROPRIAMENTE DITOS (nao só nao dão diplomas, mas sobretudo nao têm tutores, nao têm professores a quem mandar um email, etc.), e sim recursos para estudo auto-didata (o que nao diminui em nada o valor de acesso ao conhecimento... 2) NAO SUBSTITUEM AULAS PROPRIAMENTE DITAS: nao há interaçao, nao há possibilidade de fazer perguntas, etc. INTERNET NAO SUBSTITUI PROFESSOR, e há um limite sim de número de alunos que um professor pode atender com qualidade. 

Quanto às aulas, já vi algumas no YouTube, e tb algumas do MIT. As do YouTube normalmente sao só aulas expositivas com um ou dois exercícios sugeridos; na verdade sao vídeos a que se assiste mais ou menos passivamente. As do MIT sao mais completas, recomendam leituras, têm exercícios, etc., mas os textos recomendados nao sao fornecidos (o célebre copyright, inimigo da partilha do conhecimento...) e nao sao de fácil aquisiçao no Brasil. 

Vídeos de palestras (o que é bem diferente de aula...), há alguns maravilhosos na Univ. da Califórnia em Sao Diego, mas nao tem legendas (nem em inglês, o que já ajudaria) nem disponibilizam o texto. Já tentei obter os textos correspondentes (estava aprendendo inglês e ouvir vídeos de assuntos que estudo seria matar dois coelhos com uma só cajadada); mas nao consegui

 

Uma observação: As iniciativas brasileiras diferem muito das estadunidenses. Primeiramente, o acesso é livre mesmo! Faz quem quer. Não há processo seletivo ou burocracia pedante e a certificação, embora ainda não tenha valor acadêmico, pela velocidade da nave e da importância das universidades envolvidas, terá! É questão de pouco tempo. Em segundo lugar, são processos planejados de adesão às novas possibilddaes da internet que se originaram de iniciativas da OCWC (Veja os membros brasileiros: http://www.ocwconsortium.org/en/members/members/country/BR ) e vem sendo melhoradas com experiências metódicas nos últimos anos, com consistência e regularidade.  Não são iniciativas timidas e isoladas, carentes de visão de longo prazo, que até agora caracterizaram os congêneres nacionais.

 

Muito bom, recomendo que pesquisem , inclusive sobre o site http://www.khanacademy.org/ onde temos um canal no youtube em português http://www.youtube.com/user/KhanAcademyPortugues que inclusive aceitam(tavam) voluntários para traduzir os vídeos. 

 

E não podemos esquecer o genial Khan Academy. :)

 

Vou checar, obrigada pelo post!

 

E aqui, um diretório de instituições que ministram ou disponibilizam cursos a distância gratuitamente (inclusive essas estrangeiras, mas muitas brasileiras também):

http://www.acheseucurso.com.br/guia-de-cursos-gratuitos.aspx

 

Como diria meu falecido pai: bôa, cabrito!