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Os efeitos do 'Custo China' em empresas exportadoras

Da Folha

'Custo China' faz Mattel transferir parte da produção de brinquedos para o Brasil

DA REUTERS

THIAGO SANTOS - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O aumento de custos na China levou a Mattel, maior fabricante mundial de brinquedos, a transferir parte da sua produção para o Brasil, em lugar do país asiático.

"A decisão visa aumentar a eficiência. Não quer dizer que não continuaremos na China", disse Lisa McKnight, vice-presidente sênior de marketing da divisão norte-americana da Mattel.

O aumento rápido dos salários e os custos de transporte estão diminuindo o interesse de empresas exportadoras em produzir na China.

Produzir localmente ajuda a Mattel a levar brinquedos às lojas mais rápido, reduz as tarifas de importação e diminui os custos associados ao movimento de estoques.

No Brasil, a expansão é feita por meio de parcerias com outros fabricantes. Há acordos com a Grow (para produzir quebra-cabeças) e com a Copag, para jogos de cartas.

Uma nova parceria será feita neste semestre. O nome da empresa ainda não foi anunciado, mas, segundo Ricardo Roschel, diretor de operações da fabricante, ela tem porte semelhante ao da Grow.

Metade do que a Mattel vende no Brasil é produzido no país. Roschel diz, que a meta é aumentar a produção local. Será "um avanço arrojado", diz, sem dar números

Outro ponto ainda não definido é se haverá queda nos preços dos produtos. O Brasil é o segundo principal mercado da Mattel -atrás dos EUA. O setor de brinquedos faturou R$ 3,81 bilhões em 2012, dizem as fabricantes.

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E tem gente que é contra o câmbio desvalorizado, mesmo que o atual não seja assim, tão desvalorizado...

 

"O aumento rápido dos salários ..."

Será que isto significa que a China vai nos passar logo em rende per capta, e a mão de obra barata seremos nós, brasileiros?

Esta é uma notícia boa ou ruim?

Quando empresas de produção em massa, que estão interessadas apenas em custos baixos de trabalho semi-escravo te procuram, significa que as suas perspectivas não são lá muito boas.

 

Não viaja, a China adotou a estratégia brasileira de fortalecer o mercado interno por meio do aumento dos salários.

Falta o Brasil copiar mais a macroeconomia chinesa, o que eles fazem na economia não é novidade para nós, a China age como o Brasil do séc.XX.

 

Nada como o Socialismo de Mercado para competir em incompetência com o Capitalismo Social. Era visto que esta virada teria hora marcada. O próximo passo deve ser o início da proteção de mercados na China e as suas conssequências nos relacionamentos bilaterais.

 

Brasil é o novo consumista do mundo.

Está rapidamente tomando o lugar dos americanos.

Aliás, americanos dos quais copiamos tudo.

 

São empresários totalmente descolados da sociedade. Só querem mão de obra escrava. Refletem bem o pensamento do modelo capitalista ou diria escravagista.

Dá lucro tudo bem, não dá lucro joga todo o povo no lixo. Afinal eles são só números mesmo.

E aí eles ainda tem a cara de pau de dizer que tão preocupados com ecologia, e lero lero....

 

 


Quem já não passou por isso?


  Vc entra numa loja pra comprar um brinquedo.Olha e vê dois produtos quase iguais com preços MUITO diferente.


      A atendente tenta te convencer que o mais caro irá durar mais.


        O cliente responde:


         É pra quebrar mesmo.Tanto faz se em 3 ou 7 dias.


           E compra o produto chinês.

 

"O aumento rápido dos salários e os custos de transporte estão diminuindo o interesse de empresas exportadoras em produzir na China".

É interessante para eles fazer os brinquedos aproveitando a mão de obra barata da China ("Negócio da China"), mas, o produto não deve ser tão bom assim já que mais de 1 bilhão de consumidores chineses parece que não se interessam nos brinquedos produzidos e eles são feitos apenas para exportar e vender a outros meninos do mundo.

Usar a mão de obra barata da China para produtos de exportação é o mesmo que querer fazer alumínio em Paraguai, com preço de energia subsidiado. Na china, a energia barata é o chinés-power (um dia acaba).

 

Com tantas greves no país asiático contra a exploração laboral.

O Partido Comunista não quer ameaçar a sobrevivência do regime.