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Os emergentes viram imã de investimentos

Por FRANCESCO GUERRERA

"É isso o que acontece quando você dá tempo a um engenheiro para sonhar".

Falando aos borbotões, o bilionário Eike Batista deu uma desacelerada no discurso para resumir a ousada meta de seu mais recente projeto: um megaporto para despachar recursos naturais do Brasil para a China.

Mais adiante na nossa entrevista, o empresário enumerou os sócios estrangeiros que apoiavam a visão. Um deles chamou minha atenção: a Mubadala Development Co.<--break->

 

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Agence France-Presse/Getty Images

Gao Xiqing e Eike Batista

Em março, o fundo soberano de Abu Dhabi investiu US$ 2 bilhões por uma participação de cerca de 5% no Grupo EBX, a holding de Eike Batista.

Repetindo: empresário brasileiro constrói um porto gigantesco para atender a demanda chinesa de commodities e recebe investimentos de um fundo soberano do Oriente Médio.

Notou algo faltando aí? Nenhuma dessas transações envolveu um país desenvolvido.

Com Estados Unidos e Europa atolados nas respectivas crises, o centro de gravidade do mundo investidor vai se deslocando lentamente rumo a países em desenvolvimento.

Sem oportunidades de crescimento no mundo desenvolvido — sua seara tradicional —, fundos soberanos, empresas e investidores radicados em economias emergentes estão passando ao longe de países desenvolvidos e injetando dinheiro em mercados em desenvolvimento de rápido crescimento.

Se essa migração de capital para o sul e para o leste continuar, as implicações para economias do primeiro mundo, para seus mercados e, possivelmente, para o papel do dólar como moeda de reserva internacional serão profundas.

Muita saliva já foi gasta para falar do fluxo comercial "sul-sul" que une nações emergentes como Brasil e China. Agora, há sinais de que fluxos de investimento também estão seguindo essa direção.

Segundo a Dealogic, em cada um dos últimos três anos, as transações entre compradores e vendedores de mercados emergentes responderam por pelo menos 12% do volume total de fusões e aquisições no mundo todo. Em 2000, por apenas 2%.

Cinco anos atrás, fusões e aquisições entre países do BRIC — Brasil, Rússia, Índia e China — totalizaram cerca de US$ 600 milhões. Em 2011, ultrapassaram os US$ 11 bilhões.

E não são só fusões e aquisições. Um fundo soberano russo há pouco fez uma joint venture de US$ 2 bilhões com a China Investment Corp. (CIC) para investir em empresas com interesses nos dois países. Num congresso do Milken Institute na semana passada, Gao Xiqing, presidente da CIC, disse que entre 15% e 20% do fundo de investimento estatal estão em mercados emergentes, embora esses mercados respondam por apenas 5% do valor mundial do mercado acionário.

Até gestores de fundos do mundo desenvolvido estão sob pressão de clientes em mercados emergentes para encontrar alvos de investimento nessas regiões do mundo.

"Cada vez mais, quando dizemos a um cliente que devia investir em ações de empresas estrangeiras, ouvimos de volta o seguinte: o que você tem para me oferecer na América Latina ou em países emergentes da Ásia?", diz Jim McCaughan, diretor-presidente da Principal Global Investors, que tem mais de US$ 258 bilhões sob gestão.

Parte dos motivos para essa mudança é tática. Gestores de ativos de todas as nacionalidades buscam crescimento — e as economias desaquecidas dos EUA e da Europa não são, neste momento, as mais qualificadas nesse quesito.

Experiências negativas, como as grandes perdas sofridas por fundos soberanos com o investimento em bancos americanos durante a crise, também deixaram investidores de países emergentes com o pé atrás diante de mercados desenvolvidos.

Mas há correntes mais profundas em jogo, como a geopolítica. Gao foi tipicamente franco ao dizer: "Sentimos muita resistência por parte de governos de países desenvolvidos (...), por isso temos de diversificar e aplicar bastante dinheiro em mercados emergentes".

O desejo de abreviar a distância entre volumes de comércio e investimento é outro forte motor. Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo, que está se aliando à CIC, calcula que o fluxo de bens e serviços entre China e Rússia seja de US$ 82 bilhões ao ano — e que investimentos respondam por apenas uma pequena fração disso. "Há potencial para que cresçam", diz.

Dizer que esses episódios são uma tendência estrutural provavelmente seria prematuro. Mas o mundo desenvolvido seria tolo de ignorá-los.

Vistas por muito tempo como destinatários passivos — e gratos — do investimento estrangeiro, economias emergentes da Ásia e da América Latina hoje exibem segurança no mercado de capitais internacional. É sua vez de comprar, queira ou não, o mundo desenvolvido.

Uma implicação imediata é que investidores de olho em mercados emergentes devem aplicar não só com gestores de ativos no mundo desenvolvido que investem na China ou no Brasil, mas também em fundos locais que investem no mundo em desenvolvimento.

A longo prazo, se mercados intraemergentes seguirem crescendo — e se esses países criarem uma indústria de investimento privado que complemente fundos soberanos —, mercados de capitais de países desenvolvidos podem ser prejudicados. E a posição do dólar como a principal moeda internacional ficaria ameaçada.

Levaria anos — senão décadas — para que esse cenário se materialize. Até lá, poderosas forças de investimento agitam o sul e o leste do planeta.

É como me disse Eike Batista: "Nos Estados Unidos, você tem o sonho americano. No Brasil, estamos construindo o sonho brasileiro".

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+15 comentários

A europa está quebrada e não tem volta, os mega expeculadores já firmaram posição vendida.

Vamos ter que nos virar entre nós mesmos, os emergentes e o USA se resolver abandonar a Inglaterra e a Europa e assumir sua vocação natural americana, ou seja, um dos fortes das Américas.

 

The Countdown To The Break Up Of The Euro Has Officially Begun

 

 

The results of the elections in France and Greece have made it abundantly clear that there is a tremendous backlash against the austerity approach that Germany has been pushing.  All over Europe, prominent politicians and incumbent political parties are being voted out.  In fact, Nicolas Sarkozy has become the 11th leader of a European nation to be defeated in an election since 2008.  We have seen governments fall in the Netherlands, the UK, Spain, Ireland, Italy, Portugal and Greece.  Whenever they get a chance, the citizens of Europe are using the ballot box to send a message that they do not like what is going on.  It turns out that austerity is extremely unpopular.  But if newly elected politicians all over Europe begin rejecting austerity, this puts Germany in a very difficult position.  Should Germany be expected to indefinitely bail out all of the members of the eurozone that choose to live way beyond their means?  If Germany pulled out of the euro tomorrow, the euro would absolutely collapse, bond yields for the rest of the eurozone would skyrocket to unprecedented heights, and without German bailout money troubled nations such as Greece would be headed directly for default.  The rest of the eurozone is absolutely and completely dependent on Germany at this point.  But as we have seen, much of the rest of the eurozone is sick and tired of taking orders from Germany and is rejecting austerity.  A lot of politicians in Europe apparently believe that they should be able to run up gigantic amounts of debt indefinitely and that the Germans should be expected to always be there to bail them out whenever they need it.  Will the Germans be willing to tolerate such a situation, or will they simply pick up their ball and go home at some point?

Over the past several years, German Chancellor Angela Merkel and French President Nicolas Sarkozy have made a formidable team.  They worked together to push the eurozone on to the path of austerity, but now Sarkozy is out.

Francois Hollande, the new French president, has declared that the financial world is his "greatest enemy".

He may regret making that statement.

One of the primary reasons why Hollande was elected was because he clearly rejected the austerity approach favored by the Germans.  Shortly after winning the election in France, he made the following statement....

"Europe is watching us, austerity can no longer be the only option"

Hollande says that he wants to "renegotiate" the fiscal pact that European leaders agreed to under the leadership of Merkel and Sarkozy.

But Merkel says that is not going to happen.  The following Merkel quotes are from a recent CNBC article....

"We in Germany are of the opinion, and so am I personally, that the fiscal pact is not negotiable. It has been negotiated and has been signed by 25 countries," Merkel told a news conference.

"We are in the middle of a debate to which France, of course, under its new president will bring its own emphasis. But we are talking about two sides of the same coin — progress is only achievable via solid finances plus growth," she added.

So instead of being on the same page, Germany and France are now headed in opposite directions.

But if the French do not get their debt under control, they could be facing a huge crisis of their own very quickly.  The following is from a recent articleby Ambrose Evans-Pritchard....

 

“They absolutely must cut public spending and control the debt,” said Marc Touati from Global Equities in Paris. “It will soon be clear that we are in deep recession. If they don’t act fast, interest rates will shoot up and we will have a catastrophe by September,” he said.

 

Without German help, France is not going to be able to handle its own financial problems - much less bail out the rest of Europe.

Germany is holding all of the cards, but much of the rest of the eurozone does not seem afraid to defy Germany at this point.

In Greece, anti-bailout parties scored huge gains in the recent election.

None of the political parties in Greece were able to reach 20 percent of the vote, and there is a tremendous amount of doubt about what comes next.

New Democracy (the "conservatives") won about 19 percent of the vote, but they have already announced that they have failed to form a new government.

So now it will be up to the second place finishers, the Syriza party (the radical left coalition), to try to form a new government.

Alexis Tsipras, the leader of the Syriza party, is very anti-austerity.  He made the following statement the other night....

 

"The people of Europe can no longer be reconciled with the bailouts of barbarism."

 

But at this point, it seems very doubtful that Syriza will be able to form a new government either.

PASOK, the socialists that have been pushing through all of the recent austerity measures, only ended up with about 13 percent of the vote.  In the 2009 election, PASOK got 44 percent of the vote.  Obviously their support of the austerity measures cost them dearly.

So what happens if none of the parties are able to form a new government?

It means that new elections will be held.

Meanwhile, Greece must somehow approve more than 11 billion euros in additional budget cuts by the end of June in order to receive the next round of bailout money.

Greece is currently in its 6th year of economic contraction, and there is very little appetite for more austerity in Greece at this point.

Citibank analysts are saying that there is now a 50 to 75 percent chance that Greece is going to be forced to leave the euro....

 

Overall, the outcome of the Greek election shows that it will be very difficult to form a viable coalition and to implement the measures required in the MoU. Particularly, the identification of the 7% GDP of budget savings for 2013 and 2014 by the end of June looks very unlikely to us. As a consequence, in a first step, the Troika is likely to delay the disbursement of the next tranche of the programme. Note that for 2Q 2012, disbursements of €31.3bn from the bailout programme are scheduled. If Greece does not make progress, in a second step, the Troika is likely to stop the programme. If that happens, the Greek sovereign and its banking sector would run out of funding. As a consequence, we expect that Greece would be forced to leave the euro area. With the outcome of the election, to us the probability of a Greek exit is now larger than our previous estimate of 50%, and rises to between 50-75%. However, even after the elections in Greece, France and Germany, we regard the probability of a broad-based break up of the monetary union as very low. We continue to expect that in reaction to Greece leaving the euro area, more far-reaching measures from governments and the ECB would be put in place.

 

But if Greece rejects austerity that does not mean that it has to leave the eurozone.

There is no provision that allows for the other nations to kick them out.

Greece could say no to austerity and dare Germany and the rest of the eurozone to keep the bailout money from them.

If Greece defaulted, it would severely damage the euro and bond yields all over the eurozone would likely skyrocket - especially for troubled countries like Spain and Italy.

If Greece wanted to play hardball, they could simply choose to play a game of "chicken" with Germany and see what happens.

Would Germany and the rest of the eurozone be willing to risk a financial disaster just to teach Greece a lesson?

But Greece is not the only one that is in trouble.

As I wrote about recently, the Spanish economy is rapidly heading into an economic depression.

Now it has come out that the Spanish government is going to bail out a major Spanish bank.  The following is from a recent Bloomberg article....

 

Rodrigo Rato stepped down as head of the Bankia group as a government bailout loomed after Spanish Prime Minister Mariano Rajoy retreated from a pledge to avoid using public money to save lenders.

Rato, a former International Monetary Fund managing director, proposed Jose Ignacio Goirigolzarri, ex-president and chief operating officer of Banco Bilbao Vizcaya Argentaria SA (BBVA), as Bankia executive chairman, he said in a statement today in Madrid. The government plans to inject funds into the lender by buying contingent-capital securities, said an Economy Ministry official who declined to be named as the plan isn’t public.

 

But this is just the beginning.

Major banks all over Europe are going to need to be bailed out, and countries such as Portugal, Italy and Spain are going to need huge amounts of financial assistance.

So does Germany want to keep rescuing the rest of the eurozone over and over again during the coming years?  The cost of doing this would likely be astronomical.  The following is from a recent New York Times article....

 

Bernard Connolly, a persistent critic of Europe, estimates it would cost Germany, as the main surplus-generating country in the euro area, about 7 percent of its annual gross domestic product over several years to transfer sufficient funds to bail out Europe’s debt-burdened countries, including France.

That amount, he has argued, would far surpass the huge reparations bill foisted upon Germany by the victorious powers after World War I, the final payment of which Germany made in 2010.

 

At some point, Germany may decide that enough is enough.

In fact, there have been persistent rumors that Germany has been very quietly preparing to leave the euro.

A while back, German Chancellor Angela Merkel’s Christian Democratic Union party approved a resolution that would allow a nation to leave the euro without leaving the European Union.

Many believed that this resolution was aimed at countries like Greece or Portugal, but the truth is that the resolution may have been setting the stage for an eventual German exit from the euro.

The following is an excerpt from that resolution....

 

"Should a member [of the euro zone] be unable or unwilling to permanently obey the rules connected to the common currency he will be able to voluntarily–according to the rules of the Lisbon Treaty for leaving the European Union–leave the euro zone without leaving the European Union. He would receive the same status as those member states that do not have the euro."

 

Most analysts will tell you that they think that it is inconceivable that Germany could leave the euro.

But stranger things have happened.

And Germany has made some very curious moves recently.

For example, Germany recently reinstated its Special Financial Market Stabilization Funds.  Those funds could be utilized to bail out German banks in the event of a break up of the euro.  The following is from a recent article by Graham Summers....

 

In short, Germany has given the SoFFIN:

  1. €400 billion to be used as guarantees for German banks.
  2. €80 billion to be used for the recapitalization of German banks
  3. Legislation that would permit German banks to dump their euro-zone government bonds if needed.

That is correct. Any German bank, if it so chooses, will have the option to dump its EU sovereign bonds into the SoFFIN during a Crisis.

In simple terms, Germany has put a €480 billion firewall around its banks. It can literally pull out of the Euro any time it wants to.

 

So has Germany been quietly preparing a plan "B" just in case the rest of the eurozone rejected the path of austerity?

Most people have assumed that it will be a nation such as Greece or Portugal that will leave the euro first, but in the end it just might be Germany.

And the "smart money" is definitely betting on something big happening.

Right now some of the largest hedge funds in the world are betting against the eurozone as a recent Daily Finance article described....

 

Some of the world's most prominent hedge fund managers are betting against the eurozone -- and not just the peripheral countries everyone knows are in trouble. They're taking positions against the core countries, economies that -- until now -- everyone has assumed were rock-solid.

 

Yes, the countdown to the break up of the euro has officially begun.

A great financial crisis is going to erupt in Europe, and it is going to shake the world to the core.

If you were frightened by what happened back in 2008, then you are going to be absolutely horrified by what is coming next.

 

Follow the money, follow the power.

Os empresários brasileiros sempre atraídos pelo centro de gravidade industrial. Como a China é o centro hegemônico, é para lá que seguem as exportações brasileiras de matérias-primas, a fim de dar suporte à indústria chinesa.

Que a Dilma, depois do Lula, resolveram uma série de problemas históricos - que o próprio jargão "nunca antes na história deste país" revela - ninguém contesta. No entando, é preciso planejar um outro futuro.  

O Brasil continua com a exportação de produtos primários como sendo seu principal carro chefe da economia. A insistência nessa suposta “vocação” de país exportador de matéria-prima é um dos obstáculos que impedem o investimento em educação, ciência e tecnologia. Ou seja, mais uma vez fica-se claro que a “vocação” do empresariado brasileiro é para o lucro fácil e rápido, em detrimento de investimentos num novo projeto de país que vise um desenvolvimento equilibrado, de uma sociedade mais justa. Qualquer cartilha que não a do individualista afirma que tal projeto passaria pelo investimento maciço em a educação básica, ciência e tecnologia e com uma forte distribuição de renda.

O sinal que a reforma do Código Florestal e as alianças de empresários brasileiros com os chineses (e o próprio avanço chinês internamente) nos dá é que o país continuará amarrado no modelo de desenvolvimento antigo. Não acordamos diante das diversas crises e críticas que aquele modelo típico da revolução industrial (“american way of life”) enfrenta desde a década de 1970. Estamos perdendo a chance de construir um novo modelo, includente socialmente, próspero economicamente e sustentável ecologicamente. Os avanços conseguidos com os últimos governos federais não são suficientes para acomodarmos. Há quem diga o contrário, inclusive.   

Por fim, antes que venham os “desenvolvimentistas” de plantão achocalhar seus bordões, lembro que toda a tecnologia disponível ainda não foi utilizada para amenizar a seca que assola a população pobre do nordeste brasileiro. Teria esta seqüência de secas, tristes cenas de um filme antigo, a ver com o longo processo de desflorestamento porque passou a região desde os primeiros séculos de colonização? Historiadores ambientais estão em suas mesas de trabalho, investigando hipóteses... 

 

Investimentos de Abu Dabi? Já sabemos, sukuks para lavagem de dinheiro. Um grande negócio. Até a hora que um desses Soros da vida resolver apostar contra...

 

  

fonte: 

http://economia.ig.com.br/empresas/conheca+a+eikelandia+a+obra+mais+arrojada+de+eike+batista/n1237908968098.html

 

Baseados nesta ideologia; FHC e SERRA entregaram a preço de Bolsa a CIA VALE DO RIO DOCE quando a privatizaram.

 

um megaporto para despachar recursos naturais do Brasil para a China.

Voltamos - ou nunca saímos - aos ciclos econômicos da cana, do ouro, do café e da borracha...?

 

a pura realidade, "exportar recursos naturais"!  aposto como a Dilma deverá comparecer a festa da pedra inaugural!  essa administração adora doar nossos recursos em troca de bugigangas chinesas!  o Brasil desde os portugueses continua o mesmo,  

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Não é porque na materia diz que o porto vai ser usado para exportar materia prima, que o porto não vai ser usado também para exportar produtos industrializados.  Porto é porto e ponto!

O ideal seria, segundo as viuvinhas do FHC/PSDB que lembram com saudade da época do baixo crescimento, da desigualdade social crescente e de emprestimos do FMI é que não se faça nada no Brasil mesmo... Até obras de infra-estrutura agora estão criticando! 

 

o porto será para exportação de minerio de ferro, para isso tera sistemas de carregamento automatico de pelotas e servirá também para exportação de soja e açucar.  O equipamento para alimentação dos navios e totalmente diferente de equipamentos para exportação de produtos acabados que em geral usam containers ou guindastres!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

em 1 minuto de pesquisa no google:

http://www.llx.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=162&lng=br

http://pt.wikipedia.org/wiki/Superporto_do_Açu

http://economia.ig.com.br/empresas/conheca+a+eikelandia+a+obra+mais+arro...

http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/llx-e-ge-serao-parc...

Além de exportação de materia prima, existirão empresas para beneficiamento das mesmas no local para exportação e mercado interno. Além disso, o porto também servirá como ENTRADA de matéria primas para empresas brasileiras. 

Sua tese do porto ser um "patio de materias primas" avançado para a China não procede. 

 

quais dessas empresas são fabricantes de produtos elaborados?

as siderurgicas que irão fazer barras de aço para exportação para serem usados em siderurgicas na fabricação de produtos de primeira linha que serão exportados para o Brasil?

as cimenteiras?  as mineradoras?

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Então vamos fazer o seguinte: - reflorestar tudo e esperar o salvador da pátria que vai trabalhar pelo Brasil de graça.

Este é o verdadeiro pensamento neoliberal. 

 

O Brasil importa coque da China para siderurgia. Sob esse ponto de vista, esse porto pode ser considerado um ponto de entrada de materia prima para a produção de aço por exemplo. Aço tem maior valor do que minerio de ferro. Existindo uma siderugica ali, outras empresas, como montadoras, estaleiros podem se instalar. O mesmo pode ser dito de outras cadeias produtivas, tais como a industria do petroleo, materiais de construção etc. Criando assim industrias de maior valor agregado e permitindo a criação de empregos mais qualificados. 

Desta forma, um porto e apenas algumas industrias pode mudar todo o perfil produtivo da região. Obviamente precisa-se começar pelas industrias mais básicas e partir daí. Tem que investir. Tem que acreditar. Ou vc acha que essas coisas acontecem de um dia para o outro ou caem do céu? 

Uma pena que o Brasil perdeu tanto tempo pela preguiça e falta de corragem da direita brasileira. Vocês estavam no poder e podiam ter feito isso a décadas atrás, mas preferiram ver o Brasil pobre e ignorante. Lamentável.

 

Otário! quem disse que esse país, é um país agricola? seu pai FHC.

 

 

puxa!!!  fiquei magoadão!!!

o Brasil não é uma pais agricola, o Brasil vai se tornar um pais agricola, quase um quintal da china!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH