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Os estragos das balas de borracha

De O Estado de S. Paulo

Chumbo fino

Vendida como munição não letal, a bala de borracha, se não mata, no mínimo machuca - em vários sentidos

Christian Carvalho Cruz

Na oitava série o Sandro Potomati já pesava mais de 100 quilos. Éramos sempre os piores tempos, os últimos da fila no cooper matinal da aula de educação física. Ele por causa da banha, eu por causa da bronquite. Correndo (ou quase isso) lado a lado, ficamos amigos em nossa envergonhada posição de lerdos da turma. Um dia o Potomati estava ainda mais lento que o habitual. Sentia dores nas costas, estava difícil se mexer, me disse. Tinha levado "umas borrachadas" da polícia num jogo do Corinthians. Era uma coisa terrível de se olhar: havia praticamente uma pancada de cassetete para cada ano de vida do Potomati, uns quinze vergões daqueles roxos na borda e amarelo-podres no meio. O Potomati cresceu, emagreceu e sumiu. Ou eu sumi. Perdemos contato. Mas são suas costas chaguentas que me ocorrem hoje quando vejo forças de segurança disparando balas de borracha contra multidões. Elas não saem do noticiário, já reparou? Aqui no arquivo do jornal encontrei 42 notícias em 2010 contendo a expressão “balas de borracha” ou “bala de borracha”. Em 2011, foram 125. Nos dois primeiros meses deste ano, 56. É Pinheirinho, é Atenas, é Cracolândia, é Cairo, é USP, é Occupy... As balas de borracha lá, indefectíveis, atualizando a velha borrachada. Com a imagem das costas do Potomati em mente, eu pensava nessas balas como uma espécie de borrachada de longa distância. A borrachada do novo milênio. Só que elas não são apenas isso.

Disparada por uma calibre 12, a bala atinge o alvo com mais energia que um soco de Mike Tyson - Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AEDisparada por uma calibre 12, a bala atinge o alvo com mais energia que um soco de Mike Tyson

No mês passado, durante a greve da PM em Salvador, levei um tiro de bala de borracha na cara. O soldado do Exército que disparou estava a 2 metros de mim. A força da pancada me jogou no chão, de onde levantei humilhado e com o rosto inchado, esfolado. A dor, que não é imediata, beira o insuportável nas horas seguintes. Ainda tomo analgésicos e não consigo abrir a boca completamente. Com dificuldade para comer, perdi 10 quilos em vinte dias. Criou-se um edema no local, um caroço duro e grande. O médico pediu uma tomografia para avaliar a gravidade da lesão. Disse que vou precisar de uma cirurgia. - Jorsevaldo Queiros, soldado da PM da Bahia. 

Os também chamados projéteis de impacto controlado surgiram na década de 70 na Irlanda do Norte, depois que o Exército britânico, à guisa de “conter terroristas”, andou abrindo fogo contra marchas pacíficas pela independência, matando gente armada com gritos e cartazes. Eram então disparados contra o chão, para ricochetearem e atingirem as pernas dos manifestantes. Hoje eles podem ser atirados diretamente contra o “alvo”. O objetivo continua o mesmo: na teoria (na teoria, não custa repetir), dispersar protestos por meio da inflicção de dor, sem dar cabo da vida do protestante. A força propulsora vem de uma arma de fogo convencional, a não menos famosa calibre 12, um trabuco que o Datena diz que é “de matar elefante”. Não é. Foi desenvolvida para a caça de pássaros e pequenos animais e, na falta destes, agora pode ser vista nos grandes centros urbanos empunhadas por policiais e apontadas para bandos de seres humanos. No Brasil, estão em voga dois modelos de balas de borracha. A AM-403/A Trimpact consiste em três esferas feitas de um material sintético chamado elastômero. São pretas, saem juntas da arma no disparo. Já a AM-403/P Precision é um tarugo único, igualmente de elastômero, mas com melhor desenho aerodinâmico para vencer a resistência do ar, ir mais longe e atingir o alvo com mais precision. Na PM, é “a amarelinha”.

As duas são fabricadas pela Condor Tecnologias Não-Letais, uma empresa de Nova Iguaçu (RJ) que, além de balas de borracha, produz bombas de gás lacrimogêneo, sprays de pimenta e pistolas de choque elétrico. Ela exporta seus artefatos para mais de 35 países e mantém no nome um termo que nem a PM paulista usa mais, “não letais”. A corporação prefere “menos letais”, por um motivo simples: bala de borracha também mata. “A distância mínima para um disparo seguro é de 20 metros. Daí pra mais, o impacto causa apenas um hematoma. Daí pra menos, lacera a pele. Se atingir pescoço, fronte, tórax, pode ser fatal”, me explicou o tenente Hallison Luiz Pontes, chefe do setor de treinamento da Escola de Educação Física da PM, acrescentando: “Disparamos somente nas pernas. Se há pessoas atingidas em outras partes do corpo, ou houve erro do policial ou o agressor (o termo é dele) se abaixou”.

Aos 36 anos de idade, há 19 na corporação - cinco de Rota, dois de Batalhão de Choque -, Pontes hoje ministra o Curso de Técnicas Básicas de Utilização de Equipamentos Menos Letais. Por ano, forma dez turmas de 30 policiais cada. Numa tarde quente de fevereiro, diante do kit de armamentos utilizado no curso, uma maleta preta recheada de projéteis e granadas, eu perguntei como são as aulas práticas. “Cada aluno dispara 20 vezes numa silhueta com forma humana própria para aulas de tiro.” Mas essas silhuetas não têm pernas. Se vocês só podem atirar nas pernas, como é que faz?, eu quis saber. Ele pensou por alguns segundos, disse que se tratava de uma “boa observação, boa observação” e concluiu que “para treinar a precisão de tiro é suficiente”.

Em 2011, num protesto contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, levei três tiros de bala de borracha. O primeiro, disparado a 5 metros, foi na coxa esquerda. Quando me virei para correr, fui atingida no braço esquerdo e na bunda. O da coxa foi pior: deixou uma ferida em carne viva de uns três centímetros de diâmetro que custou dois meses pra fechar. Continuo exercendo meu direito de protestar contra o que acho errado, mas agora estou esperta. Se os policiais tiverem no uniforme aquele velcro com o nome deles bordado, nada vai acontecer. Se tiverem arrancado o velcro, sumindo com suas identificações, vai ter bala de borracha. -Roberta Costa, aluna de Ciências Sociais da USP.


Na sexta-feira à noite, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo respondeu por escrito às perguntas que eu enviei, a pedido da própria assessoria, para o chefe da pasta, Antonio Ferreira Pinto. Trechos das respostas: “O uso de armas não letais respeita estritamente os marcos legais e visa evitar as mortes; Este tipo de equipamento tem sido usado apenas em situações de quebra da ordem pública e interrupção do direito de ir e vir da população; Desde que as manifestações sejam pacíficas e ordeiras, a Polícia não faz uso de nenhum tipo de equipamento não letal.”

Segundo o “manual do usuário”, a amarelinha da Condor atinge um alvo a 20 metros com velocidade de 137 metros por segundo (ou 493 quilômetros por hora) e 85 joules de energia cinética. Repassei esses dados ao físico Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP. Pedi que me ajudasse a trocá-los em miúdos. Depois de uns cliques na internet e algumas contas, ele me escreveu: “São cálculos aproximados, mas um soco do Mike Tyson, por exemplo, gerava uma energia de 60 joules. Se você me perguntar qual dos dois eu escolheria levar, um soco do Tyson ou um tiro desses, eu responderia: nenhum deles!”

No Hospital das Clínicas, em São Paulo, o doutor Milton Steinman, diretor da Unidade de Urgência e Emergência, acha que algumas vítimas de balas de borracha que atendeu prefeririam o murro do Tyson. “Já vi até fratura de tíbia, um de nossos ossos mais duros, causada por impacto de projétil de borracha”, contou. “Essas balas são especialmente perigosas se atingirem o peito, onde as camadas de músculo e gordura são finas. O mais comum é que quebrem costelas. Mais raros, mas acontecem, são hemorragias e pneumotórax (o acúmulo de ar entre o pulmão e uma membrana que reveste internamente a parede do tórax) causados pelo impacto.”

Num artigo de 2009 publicado no World Journal of Emergency Surgery, o cirurgião brasileiro João Rezende Neto, do Centro de Trauma do Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Belo Horizonte, descreveu um caso em que a amarelinha, de 19 gramas, 6,5 centímetros de comprimento por 2,5 de diâmetro, penetrou inteiramente no peito de um rapaz de 24 anos. Foi extraída por cirurgia. Na Irlanda do Norte, o berço da bala de borracha por assim dizer, 17 pessoas morreram atingidas por ela entre 1970 e 2005. Na Nature, um artigo de 2003 analisa ferimentos nos olhos provocados por balas de borracha no conflito palestino-israelense. A conclusão dos autores é a seguinte: “Balas de borracha é um termo enganoso. Elas podem causar grande variedade de lesões oculares. Fraturas orbitais são comuns. Os tecidos da órbita são facilmente penetrados. Se o globo ocular é atingido, ele raramente é recuperável”. Por três semanas eu solicitei uma entrevista aos diretores da Condor. Mandei perguntas por e-mail, seguindo orientação do assessor de imprensa da companhia. As respostas não vieram, e por telefone ele fez este comentário a respeito da sim-letalidade dos projéteis de borracha: “Se você não seguir a bula, até remédio mata”.

Em 5 de fevereiro levei um tiro de bala de borracha nas costas durante uma festa pré-carnavalesca no centro de Curitiba. Não sei como a confusão começou. Ao ouvir explosões, me protegi entre duas casas e dali eu vi policiais disparando a esmo contra as pessoas que corriam não para cima deles, mas na direção oposta. Fui atingido ao tentar deixar o meu abrigo. A bala furou a camiseta e abriu um rombo de 2 centímetros perto do meu ombro direito. O médico disse que um pouco mais pro lado ela acertaria a coluna e o estrago seria maior. Passei três semanas dormindo de bruços. A dor é latejante, horrível- X, um curitibano que pediu pra não ter o nome revelado.

Para o defensor público Carlos Weis, coordenador do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo, o uso que está sendo feito das balas de borracha no Brasil e no mundo viola “descaradamente” o Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, um documento da ONU aprovado pela Assembleia Geral em 17 de dezembro de 1979. “Este código diz que o emprego de armas de fogo é considerado uma medida extrema, elas só devem ser usadas como último recurso quando houver resistência armada do outro lado e, por esse motivo, vidas - não patrimônio - estiverem em perigo”, ele começa. “Eu não acho que dependentes químicos raquíticos da Cracolândia ou jovens pedindo a legalização da maconha na Av. Paulista se enquadrem nesse perfil. E como bala de borracha é lançada por uma espingarda convencional com pólvora e tudo o mais, e não por estilingues, trata-se de arma de fogo.”

O mais preocupante, continua Weis, é que a bala de borracha está ferindo, além de pessoas, a democracia. “Virou um salvo-conduto para o abuso. Para, em nome da ordem, se limitar os direitos de reunião e expressão. Só que esses são direitos humanos universais e previstos na Constituição brasileira. Estamos perigosamente perdendo o apreço por eles, de uma maneira macia”, Weis alerta, aludindo à pouca rigidez do elastômero.

A psicóloga Marisa Feffermann, pesquisadora do Instituto de Saúde e militante do Comitê Contra Criminalização da Juventude Negra e do Tribunal Popular - o Estado Brasileiro no Banco dos Réus, é mais penetrante: “A bala de borracha é um grande achado para se fazer na democracia o que se faz num estado de exceção. Mas ela é mais vil, porque usurpa nossos direitos sorrateiramente sob o manto da baixa ou não letalidade. Numa democracia, a priori, não se pode matar. Então eis a bala de borracha, que ressignifica o Estado repressor, instala o medo nos movimentos sociais, escamoteia a violência contra aqueles que ousam desafiar alguns padrões estabelecidos”. Por esse ângulo, as borrachadas do Potomati podem até parecer menos doloridas. Em todos os sentidos.

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 È só a ponta do iceberg, a situação é bem pior:


  Uma verdade tem que ser dita - as forças de segurança, quer civis ou militares, na américa latina, não evoluiram na doutrina básica de controle de tumultos (RIOT Control), continuam com as mesmas doutrinas operacionais e de treinamento que foram elaboradas na época da repressão politica, portanto comportam-se como unidades anti-terroristas, não importa o equipamento que utilizem, ou o papo furado do treinador acima citado, as ações são atabalhoadas, extremamente reativas, comando desconexo. Não se concebe nestas doutrinas ultrapassadas o controle da multidão de forma passiva, como é comum no Oriente, Europa e Estados Unidos - não se admite ficar parado, aguardando a multidão se dispersar, sempre se reage - é comum ver policiais correndo atrás de manifestantes, o que é errado sobre todos os pontos de vista, é idiota desfazer a linha de contenção - desmonta-se o aparato por completo "descomando"- vira uma correria perigosa para todos os envolvidos, aí começa a violencia explicita, o uso de balas de borracha a esmo, spray manual de pimenta sobre manifestantes é ridiculo, contraproducente e caro, pois trata-se de equipamento para ação individual de contenção.


     Lógico que é muito mais interessante a utilização de jatos de agua, granadas de estrondo e clarão (elementos de desorientação espacial), e não balas de borracha ou granadas de gás (ultrapassado há mais de 20 anos, não dá para ver nada e atinge pessoas que não tem nada a ver com a manifestação) mesmo cassetetes estão fora de uso nas doutrinas modernas, somente servindo para fazer barulho.


      Tem é que mudar a doutrina - estender a negociação, somente agindo em ultimo caso,  com consciência e principalmente profissionalismo - manifestantes não são bandidos ou terroristas, apenas pessoas que querem demonstrar seus pontos de vista, é só cansa-los, eles vão embora - se caso vierem para confronto, somente devem ser usadas medidas de contenção (linha de contenção, agua, barulho, luz incidente).

 

junior50

É isso daí.

 

Lembro no caso da ocupação da USP, uma foto de um puliça apontando uma calibre 12 para a cara de uma ESTUDANTE. A distancia que a arma estava da face da menina? menos de 20 cm. Não importa se a bala é de borracha, ver uma arma dessas apontada pra sua cara é simplesmente traumatizante.  Mesmo sem disparar sei que o policial atingiu a garota, mesmo que não fisicamente.

Se disparasse, se não lhe arrancasse um olho tenho certeza que teria fraturado o rosto dela, rasgado a carne e esfacelado sua dignidade.

Ví em um documentário que contava justamente a história das armas "não letais", que a percursora foi uma arma que disparava um tarugo pesado de madeira. Era lançado contra o chão e ricocheteava nas pernas dos manifestantes. Como resultado frequente tinha-se ossos quebrados, não só nas pernas mas também costelas e rosto.

 

Bem muniçao de borracha é aquele tipo de coisa que ninguem gosta que exista mas se faz necessario.


Afinal apesar de abusos eventuais e algumas vitimas inocentes, o uso da força se faz necessario e neste contexto e é justificavel.


O ideal seria todos vivermos no mundo magico de OZ mas até que isso seja possivel teremos que aceitar a realidade dos fatos.


Tem muito vagabundo que merece cada borrachada bala de borracha recebida, para as vitimas ( inocentes ) minha completa solidariedade


Mas se para poupar vitima a gente começar a querer restringir instrumentos da policia, o céu se torna o limite, daqui a pouco vao pedir para a policia andar desarmada para evitar morte de inocentes...

 

leonidas

O problema não é o "eventual" mas o recorrente, né?

 

Bala de borracha disparada de curta distância pode matar, e ponto final. Até bolinhas de paintball (que são bem mais flexíveis e ocas) machucam feio quando atiradas à queima-roupa. Seu uso contra a população deveria ser PROIBIDO por ser praticamente a mesma coisa que atirar para matar.

 

E, quando é que vão acabar com a polícia militar e se ter só policia civil?

 

E o que uma coisa tem com outra?


Ou vc acha que a repressao legal mediante exercicio do uso da força ( monopolio do estado ) só ocorre devido ao formato de uma corporaçao policial?


Cada uma...rs

 

leonidas

 

Militar é fabricado para matar. Ponto final. Qualquer outra teorização é para dourar a pílula ou, fantasiar. Eles são técnicos profissionais matadores de homens mulheres e crianças. Se não fazem isso sempre é porque ainda há  humanidade neles que se nega a seguir o instinto de "nascido para matar".

Triste da sociedade que ainda "precisa" disso.

 

 

Seu post é redundante , o formato nao importa qualquer corporaçao em ato de repressao ira incorrer em algo igual.


O formato militar para policia é adotado em todo mundo, as mudanças para um depto de policia não militar nao passa em acabar com esse formato para " praças " e sim adotar um modelo onde os investigadores sejam a paisana e tratem diretametne com a promotoria


Como e na maior parte do mundo evoluido, a figura do oficial miltar é que deve ser acabada como tambem o clã que é hoje a policia civil devido seu formato viciado de fazer as coisas...

 

leonidas

E sem estar vinculado ao exército =  polícia civil.

Conordo que numa ação de pacificação de um tumulto, tanto uma como outra age. O problema é o paradigma de uma e outra.

A militar = postura de militar contra inimigos e respondem muito facilmente a qualquer pedido de governos ditatoriais. É só ver o que ocorre em SP e MG e ocorria no RS;

a civil = postura de defensores da ordem pública.

 

 

Sempre que ouço ou vejo ações militares contras civis fico chocado com a facilidade com que os soldados atiram contra gente da própria comunidade deles. Eles vêem jovens com idade dos filhos deles na frente deles, mas mesmo assim, agem com violência desmedida, atiram a "queima roupa", só visto nos casos de psicopatia social. Em resumo, pms são treinados para serem psicopatas, ou seja, matar sem piedade e sem sentir culpa por isso. A balela mais recorrente é que "recebeu ordens". Se eu fosse militar e ouvisse do comandante uma ordem para atirar contra população indefesa  eu avaliaria que seria meu dever PROTEGER essas pessoas indefesas eu me negaria e se ele mandasse outro fazer o que eu, por descência e humanidade não faria, eu me veria obrigado a agir contra o comandante. Se quando Hitler tivesse dado a primeira ordem e o primeiro comandado dele tivesse agido, milhões de pessoas provavelmente não teriam morrido. Ainda bem que eu nunca quis ser militar e ter que passar por um problema desses, de ser "obrigado" a atirar em homens, mulheres e crianças. Se fossem agressores num estado de guerra até se admitiria, CONTRA ADULTOS ARMADOS, mas agem como tivessem prazer de causar dor e sofrimento em outras pessoas. Os soldados parecem lobotomizados. Não pensam, não sentem, só agem como robôs. São?

 

 

Fora as técnica desenvolvidas por israelenses e britânicos para tornar em mortífera a não letal munição....

 

Como o próprio instrutor de tiro diz, a munição de borracha deve ser disparada contra o chão, rebatendo e atingindo algum possível agressor. Mas creio que, ou o instrutor é mudo ou os instruendos são surdos. O que se vê, nas imagens de tv, são as armas apontadas, formando um ângulo de 90° graus com o corpo do policial. Isto mostra claramente que a mira é feita diretamente sobre o alvo. Para o efeito ricochete, a arma deveria estar entre 45° e 70° graus, aproximadamente.


Enfim, é uso criminoso da munição.