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Os famosos que partiram

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Morreu hoje a atriz Lídia Mattos

http://www.famososquepartiram.com/2013/01/lidia-mattos.html

 

Foi na pequena cidade de Guimarães, próximo a São Luis-MA, que nasceu Joaquim de Sousa Andrade, o poeta Sousândre, cuja obra foi resgatada posteriomente, não pelas autoridades da cidades, essas provavelmente nem sabiam que ele(Sousândre)  existiu, isso não dá voto, cultura não dá voto, de forma que coube aos poetas Augusto e Haroldo de Campos fazer o resgate, senão continuaria morto.

http://www.antoniomiranda.com.br

 

 




SOUSÂNDRADE

(1833 - 1902) 

Joaquim de Sousa Andrade, nascido na vila de Guimarães, no Maranhão, formou-se em Letras pela Sorbonne, em Paris, onde fez também o curso de engenharia de minas. Republicano convicto e militante, transfere-se, em 1870, para os Estados Unidos. Morando em Nova Iorque, funda o periódico republicano "O Novo Mundo", publicado em português. Retornando ao Maranhão, comemora com entusiasmo a Proclamação de República. Dedica-se ao ensino de Língua Grega no Liceu Maranhense e passa, no final da vida, por enormes dificuldades financeiras.

 

 Morre em São Luís, abandonado, na miséria e considerado louco. Sua obra foi esquecida durante décadas. Resgatada no início da década de 1960, pelos poetas Augusto e Haroldo de Campos, revelou-se uma das mais originais e instigantes de todo o nosso Romantismo. Em Nova Iorque, publica sua maior obra, o poema longo O Guesa Errante (1874/77), em que utiliza recursos expressivos, como a criação de neologismos e de metáforas vertiginosas, que só foram valorizados muito depois de sua morte. Em 1877, escreveu: "Ouvi dizer já por duas vezes que o Guesa Errante será lido 50 anos depois; entristeci - decepção de quem escreve 50 anos antes". 

Fonte: http://www.revista.agulha.nom.br/soua.html#bio

 

SOUSÂNDRADE

A ORIGINALIDADE DO POETA

 

AUGUSTO   &  HAROLDO DE CAMPOS

 

 

Surpreendentemente, o poeta alia seu arrojo estético a uma atilada perspectiva social. Poeta participante, pregou a República e, desde seu primeiro livro, as Harpas Selvagens (1857), insurgiu-se contra a escravatura, tomando assim posição frente aos grandes 'temas sociais do Brasil na época. Mas não circunscreveu aos problemas internos seu alistamento. Lançou-se a uma problemática internacional, à luta anti-colonialista, buscando uma consciencialização da americanidade em termos continentais e denunciando premonitòriamente as contradições do capitalismo. Que poeta de seu tempo soube traçar a visão dantesca da Bolsa de Nova York — epicentro do mundo capitalista — corno um círculo infernal.  Pode-se dizer que Souzândrade conseguiu encontrar o equilíbrio entre conteúdo revolucionário e forma revolucionária, realizando em sua época o ideal que Maiacóvski preconizaria, em nossos dias, uma poesia simultaneamente engajada e de vanguarda : "sem forma revolucionária não há arte revolucionária".

 

Sousândrade víveu efetivamente, pois viveu com a informação adequada, no sentido da colocação fundamental de Norbert Wiener. Que isto possa ter acontecido no Brasil, numa literatura incipiente e dependente, há mais de um século, é algo que se propõe às conjecturas : produto de uma intuição prodigiosa, ou informada pela própria experiência variada e múltipla do poeta, ou mais certamente uma

confluência de ambas, sua obra aí está. A literatura brasileira poucos poetas possuiu na sua história capazes de uma criação original. Não se compreende portanto e justamente em nossa literatura, a marginalidade de um poeta como

Sousândrade. Mas isto ocorreu. Está ocorrendo, ultrapassando mesmo as previsões mais pessimistas do poeta, que dava 50 anos de prazo à inteligência de seus leitores para compreensão de sua obra. Um escândalo de insensibilidade que se perpetua por mais de um século.  

 

Publicado originalmente na Revista do Livro, Ano VI, n. 25, março 1964, Rio de Janeiro, p. 75


Republicado na  edição SOUSÂNDRADE MEMORANDUM. São Luis, MA: Departamento de Cultura do Estado, 1966. 59 p.  ilus. p&b  
[Edição fora de mercado, esgotada, na col. A.M. e que inclui a biobibliografia do e sobre o autor, e fortuna crítica, além de uma antologia de poemas do Autor. Obra pioneira no processo de reconhecimento da obra do poeta maranhense. ]    

 

 

TEXTO EM PORTUGUÊS  / TEXTO EN ESPAÑOL

 

 

     

SAUDADES NO PORVIR

 

Eu vou com a noite

Pálida e fria

Na penedia

Me debruçar :

O promontório

De negro dorso,

Qual nau de corso

Se alonga ao mar.

 

Dormem as horas,

A flor somente

Respira e sente

Na solidão;

A flor das rochas,

Franzina e leve,

Ao sopro breve

Da viração.

 

Cantando o nauta

Desdobra as velas

Argênteas, belas

Azas do mar;

Branqueia a proa

Partindo as vagas,

Que n' outras plagas

Se vão quebrar.

 

Eu ponho os olhos

No firmamento:

Que isolamento,

Oh, minha irmã !

Apenas o astro

Que a luz duvida,

Promete a vida

Para amanhã.

 

Naquela nuvem

Te vejo morta ;

Meu peito corta

Cruel sentir ï

Da lua o túmulo

Na onda ondula,

E o mar modula

Como um porvir..

 

 

         De  "Impressos" p.  126, 127, 128

 

 


 

De
Frederick H. Williams & Jomar Moraes
POESIA E PROSA DE SOUSÂNDRADE
São Luis: Edições AML, 2003.
 536 p ilus. col. 
formato 32 cm x 22 cm
Inclui toda a obra de Sousândarade: O Gueas e O Guesa, o Zac. Novo Éden.
 Harpa de Ouro e Liras Perdidas (fac-símiles  dos manuscritos e textos apurados). 
Trabalhos em Prosa. Documentos e Assuntos Diversos. Projeto da Primeira 
Constituição do Estado do Maranhão.

 

Textos selecionados de LIRAS PERDIDAS. 2ª. Edição  revista e acrescida de notas

 



FLORES LUXEMBURGUESAS

1       Não é, não e alegria,
         Nem é tristeza sombria
         Que sinto me atravessar.
         Grato, grato sentimento
         De um passado encantamento — 
         Por toda parte a lembrar!

2.      Eram as roxas florestas,
         As sagradas sombras mestas
         Nossos berços da soidão:
         Se deles tendes as flores, —
         A saudade dos amores
         Em vós reconheço estão.

         (Paris, 1855)

[Conservamos o texto exatamente como aparece na sempre edição]


RECORDAÇÕES

1       Astros gentis da bela mocidade,
         Vésper meiga, crescente feiticeiro,
         Que lembranças trazeis e que saudade
         Dos tempos da concórdia e o ver oiteiro!

2.      Vos adorei dos campos e à cheirosa
         Brisa que das estrelas recendia,
         Voa adorei à luz de santa-rosa
         
Quando aos nove anos Beatriz sorria:

3.      Mas, para volver às doces eras,
         Do coração aos cândidos martírios,
         Se onde eternal renascem primaveras
         Não finda amor porque não findam lírios?

4.      Depois, que importa essa ilusão fagueira
         Dos mentirosos céus, quando o tormento,
         Quando a dor d´alma, a sempre-verdadeira
         Aí fica? — astros gentis do firmamento,

 5.     Que importa, se das flores que se amaram,
         Que redolentes foram, novas flores
         Cada dia o bom Deus manda aos amores,
         Porque  s´esqueçam tristes que murcharam!


SEMPRE BEATRIZ

1.      Quando nos teus nove anos
         Brincavas na existência,
         Os anjos do teu rosto
         Rindo-se de prazer;
         Que eram as manhãs puras
         E os hinos d´inocência
         Cantavam róseos mundos<
         Terras a florescer —
         Foste desta alma a palma,
         O onipotente ser!

2.      Quando, musa d´infância,
         Dos puros céus os astros
         Teus olhos silenciosos
         Olhavam-me a amar;
         Que havias a fragrância
         Das cândidas bonina,
         Da alva todos rumes
         E toda a luz do lar —
         Foste a bonança-esp´rança
         E a glória a s´elevar!

 

 

MINHA IRMÃ

1.      Eu anoiteço; qual as flores morrem,
         Meus dias correm para o fim da vida;
         Sinto no peito o coração tão frio,
         Em pleno estio, minha irmã querida!

2.      Porém, que vale? de ouro amor espero,
         Melhor, sincero as c´oroas de saudade,
         De ardente pranto, quando os olhos chorem
         Dos que me forem visitar à tarde:

3.      Eu sei que irás; e pela mão levando,
         Deus! e brincando co´a filhinha-amor!
         Dize-lhe: seja a filial ternura,
         Alama e candura, em que descanse a dor!

         (Vitória Nova, 1868)

 

 

Click na imagem para ampliar.

Reprodução de uma das páginas dos muitos manuscritos da edição que recopila toda a obra do grande autor maranhense, à página 379.


 

Pintura do acadêmico José Jansen (190e-1991), intitulada
A Casa do Poeta, retrata a Quinta Vit´roa (São Luis,
bairro dos Remédios, às márgens do rio Anil), onde residia
Sousândrade. óleo sobre tele. Acervo da
Academia Maranhense de Letras.

Do Canto Décimo Primeiro (do GUESA)

 

1878

 

Quando as estrelas, cintilada a esfera,

Da luz radial rabiscam todo o oceano

Que uma brisa gentil de primavera,

Qual alva duna os alvejantes panos,

Cândida assopra, — da hora adamantina

Velando, nauta do convés, o Guesa

Amava a solidão, doce bonina

Que abre e às douradas alvoradas reza.

Ora, no mar Pacífico ,renascem

Os sentimentos, qual depois de um sonho

Os olhos de um menino se comprazem

Grande-abertos aos céus de luz risonhos.

 

* * *

 

Vasta amplidão -imensidade- iludem,

Côncavos céus, profunda redondeza

Do mar em luz - quão amplos se confundem

Na paz das águas e da natureza!

Nem uma vaga, nem florão d'espuma,

Ou vela ou íris à grandiosa calma,

Onde eu navego (reino-amor de Numa)

Qual navegava dentro da minha alma!

Eis-me nos horizontes luminosos!

Eu vejo, qual eu via, os mudos Andes,

Terríveis infinitos tempestuosos,

Nuvens flutuando —os espetac'los grandes—

Eia, imaginação divina! abraso

Do pensamento eterno —ei-lo magnífico

Aos Andes, que ondam alto ao Chimborazo,

Aos raios d'Inti, à voz do mar Pacífico!

 

* * *

 

 

E andam montanhas, trovoar de crebros

Montes, abarrancando o ândeo destroço,

Desde o azul mar ao céu azul —vértebros

Sobrepostos do mundo e mundo dorso-

Cordilheira eternal! eternos, grandes

Altares! —alva transparente névoa!

Há no assombroso pélago dos Andes

Iris estranho; e um qual-poder, sem trégua

Avultando no espaço —as aniladas

Diáfanas solidões do nimbo andino,

Onde sua alma habitará, sagradas

Formas do Éter!

E sempre a algente, fino

Cortinado suspenso aos duros montes;

E o vago, a fumarento, a profundeza

Dos que são-Ihes os próprios horizontes;

E imensos dias sempre olhando o Guesa.

 

* * *

 

Assim navegou ele o mar Pacífico:

Aprendendo o silêncio, da montanha;

Das águas, esta calma; e que em véu místico

Meio oculta-se a glória ândea, tamanha!

Modéstia dos rochedos: sós a imitam

Os fortes de virtude e divindade,

Que, resplendores se lhe à fronte agitam,

Guardam no peito a dor e a virgindade.

 

* * *

 

O homem forte: adorou silencioso,

Cerrados olhos qual quem ´stá no templo

Interno, eterno; e forte e tão piedoso

e si mesmo, e a si mesmo sendo exemplo:

Sentiu-se, Inti existindo, estando em Deus.

Sentiu ser em Deus-Alma necessária

Sua existência, nuvem que precária

Era animada à limpidez dos céus,

Ao Coração - que ele ora contemplava

Com a ciência, que vê mais claramente,

Mais sonda o abismo seu, mais luz achava.

Era na infância um homem-deus vidente.

 

* * *

 

Na deusa dos mortais não creu, na esp'rança;

Creu fé, na gratidão que não esquece,

Porque é a saudade, é a lembrança

E o divo amor, que o outro é d'interesse.

Entanto, é da esperança um sentimento

De justiça futura, que o encanta;

Mas, antes que a visão do julgamento,

Creu fé, e houve resignação, a santa.

Meditando, sentia terra o cérebro

Onde a idéia, qual arvor', se lhe enfinca::

E recém-nado, do terreno verbo

Sentiu-se em Deus e ergueu a fronte d'lnca!

 

* * *

 

Nevosa-nédia espuma, o lago-oriente,

Brilhava em Titicaca o albor do dia.

Ele partiu pr'a o oeste. O Sol ponente,

Bem quando da coroa desprendia

Grandes, qual gloriosos pensamentos,

Relâmpagos nos céus cerúleos ermos,

Ali Manco, à jornada pondo termos,

Lançou da capital os fundamentos.

E os sonhos todos, todos se cumpriram —

Cumprem-se todos, todos! — do passado,

Vê-se o porvir; os astros que sorriam

Em nós, depois os vemos, encantados!

 

* * *

 

E é do Guesa a existência do futuro;

Viver nas terras do porvir, ao Guesa

Compraz, se alimentar de pão venturo,

Crenças do Além, no amor da Natureza:

Fecundas terras, onde lhe chovia

Eterno pensamento, irradioso,

Cristalino, a que ao Sol ideal o dia

Ortivo incásio abriu, doce e formoso!

 

* * *

 

´Stava ele olhando a vesperal centelha

Áurea e tão jovem se apagar no ocaso:

E de Chasca o arrancar-se a trança bela

Ou d'olhos destruidora a luz, acaso?

 

 

"E cintilou nos céus, com a saudade

E o namorado adeus, oh! quão formoso

Da açucena do campo aberta à tarde,

Da noite ao modo, ao lar misterioso

"Branda, amorosa, os olhos co'os instantes

De morte que debate-se por vida –

Ó Kusi-Kkóillur! brilhos estelantes,

Alegria, que fazes tão querida

"A terra, por ti só! tanta é, tão forte

Meiga a doçura com que a ela inclinas

A face de antenoites matutinas—

Princesa e nhusta do Inca, onde o consorte?

De Olhantai nos rochedos, invisível

Na fortaleza sua, alto, fragueiro,

Revolto, ou contra o rei s'ergue terrível

Ou geme o doce amor. Teve-a o guerreiro

Quando lnti-Súiu, na comarca oriente

Alva a luz de cegar, as alvoradas

Anunciando o Sol; vozes candentes

De túnqui a ouvir, do sangue consagradas.

—Fúlgur o manto, astral a mascapaicha,

Insígnia régia e resplendor da fronte,

Glorioso Tupac-Iupânqui baixa

Do áureo andor. Já saúda ao Sol desponte;

Já prosternado o ameno e grande povo,

Tomada a bênção paternal, eis logo

Toma do arado de ouro e em campo novo

(Lede-lhe as festas na moral do prólogo)

Vai o Inca lavrando. Rompem de hinos,

Os salmos d'huacáilhi e o que memora

Belicosas ações, e os tão divinos

Coros das virgens ao rubor da aurora.

—Aclararam-se, tronos de ouro, os Andes!

Já dentre raios de rubis em chama,

lnti-Deus assentou-se, e a eternas,

grandes Mãos, as bênçãos de amor dos céus

derrama!

Ele, o amado e senhor da terra, a veste

De primores e a cobre irradiando,

Muda em topázio o páramo celeste

E vai no firmamento atravessando.

 

* * *

 

Assim de Manco-Cápac, ao levante

'Stando o dia, formoso amanhecera:

Como espontânea a humanidade amante

Floriu, da lei moral, glórias na terra!

E é doce o império do Inca, da doçura

Que faz amar-se e mais querer divina

A realeza naqueles, porventura,

Que a fazem real, a um deus, tão só,

condigna.

No berço vês da in-hiema natureza,

Dentre Andes e o Pacífico oceano,

Erguer-se a humana planta, na pureza,

Da terra, ao Sol; do Sol, ao Todo-Arcano:

Da terra ao Sol, os Andes apontavam;

Do amor as leis, as Plêiades ditavam;

E o deserto assombroso de Atacama,

Ao Deus-Desconhecido — Pachacâmac!

 

* * *

 

Jejuava Ataualpa, silencioso,

De sua vasta corte rodeado,

         Marmóreo, calmo, andino, grandioso!

         Nem olha os cavaleiros que hão chegado,

Que, gineteando, a tímidos pavoram!

—Em taças de ouro servem régia chicha

         Belas de negros olhos, buenadichas

         Do Inca.— Profanos, só de as ver, descoram.

Vasto o horizonte, a noite cintilavam

         Índios fogos, 'como astros'; e de dia

         As tendas, como mares, alvejavam;

         E um só audaz, que um basta, não tremia.

 

                  * * *

 

Do ibério chefe e o imperador andeano

         Amigas saudações, ricos presentes

         Foram trocados. Já o soberano

         Vem dos Andes descendo, aos ocidentes

Glório descer do abismo! Inti e seu filho,

         Viu-se na mesma estrada jornadeando,

         No último dia: e povo e deus, tal brilho

         Na terra, antes ninguém vira ostentando!

Raio seu, para o ocaso o seu império

         Glorioso o Sol levava entre esplendores:

         'Cadáver de ouro', que o etereal mistério

         Deixou destes crespúsculos-albores.

 

                  * * *  

 

Luzem os pavilhões d'íris de Quito:

         Dentre o exército e o Sol no firmamento,

         Vem solene Ataualpa, os olhos fitos,

         Qual setas, no espanhol acampamento.

Nada ele teme dentre seus guerreiros

         Veteranos, que o seguem, que o rodeiam;

         E dos céus sendo enviados estrangeiros

         Que no hóspede benvindo todos creiam!

Dupla amostra, de paz e de grandeza,

         Quer ele honrar o encontro que aliança

         Firma co'o branco, que há para defesa

         Raios, trovões, corcéis, espada e lança.

O hailhi triunfal canta a vanguarda,

         Querido ao povo, e que ressoa 'inferno'

         Ao pérfido que espreita-lhe a chegada

         E projeto infernal resolve interno.

O Inca vem pernoital' em (axamarca

         Entre amigos, na Casa-da-serpente

         (Fascinação eterna!) — ai do monarca!

         —Chegou. A praça entrou.- Oh! o imprudente

Bem via-se confiar em tanto raio

         Que as esmeraldas suas rutilavam!

         O sol, ao pôr-do-sol, (triste soslaio!)

         No áureo andor, que os mais nobres

         carregavam!

—Olha ao redor: se estão em seu domínio—

          'Onde estão'?

                            Religioso eis o vigário

         Vem caminhando. Atroz, encara o Andino.

         Fala em Cristo e apresenta o breviário ...

Nuvem que zomba dos destinos do astro!

         lnti, deixando o ocaso, o abandonou.

         De Natura o gemer fundo e desastro,

         Todo Tauantinsúiu penetrou.

 

                        * * *

 

Dos Andes sobre o trono de ouro calmas

         Vejo as sombras dos Incas, êneo o aspecto:

         Manco-Cápac o gênio-deus, co'as palmas

         Benfeitoras do Sol, que são-lhe o cetro.

Sinchi-Roca, depois, o que zeloso

         Firma as leis e em províncias esquartela

         Tauantinsúiu. O canho glorioso

         Lhoque-Iupânqui, é a terceira estrela.

Depois, é Maita-Cápac o benigno

         Vencedor, que perdoa, que socorre,

         O Apurímac vence e é já divino

         Que, praticando a caridade, morre.

O filho, honra do pai, o continua

         Capac-Iupânqui. E Inca-Roca a este

         Honra e abrilhanta a longa vida sua

         Co'as reformas. Do reino tão celeste,

Não digno é Iauar-Huácac indolente.

         Porém, quão digno o filho, esse fragueiro

         Huiracocha, pastor, herói, vidente,

         Que a conquista prediz pelo estrangeiro.

Titu-Manco-Pachacutec a essa hora

         Há a mais vasta coroa e é qual um deus

         Reversor do universo. Iupânqui o honra,

         Ainda a mais glória conduzindo os seus.

Honra-o, continuador, Tupac-Iupânqui.

         Qual o Primeiro é o último, Huaina eterno.

         —E Huáscar e Ataualpa e o jovem Manco,

         Que não honraram o coração paterno—

Por quê? Como predisse-o Huiracocha;

         E Huaina-Cápac o sentia, vendo

         Já do Desconhecido a grande tocha,

         Mas, outro o modo de acendê-la crendo.

 

                            * * *

 

Oh, debalde os filósofos meditam

         Na infância altiva de um país tão belo,

         Se os apóstolos bons, que o Deus imitam,

         Viessem - o amor viesse do Evangelho!

Tinha vindo Moisés, que Manco o fora,

         Faltando vir Jesus; veio Castela

         Em nome dele: e desta vez agora,

         Quem é a Vida, foi a morte. A estrela

Do Sol, —o amor e a luz da natureza, —

         E a inocência comendo em pratos de ouro

         ­Quanta miséria! O coração de um Guesa

         Encarnação de todos os tesouros,

De alegria, pureza, adolescência, —

         Era a of'renda dos céus! meiga virtude

         Do sacrifício de candor, e ciência

 

         De religião que ensina mansuetude!

         —Sacro fogo dos templos, apagaram;

         Sacras virgens do Sol, prostituíram;

         Aos santos sacerdotes, dispersaram

         Nas serras - deles a seus cães nutriram.

 

(De Guesa)

 

Extraído de POESÍA BRASILEÑA COLONIAL. Traducción y prólogo de Ricardo Silva-Santisteban. Lima: Centro de Estudios Brasileños, 1985.  117 p. (Tierra Brasileña. Poesía 20

 

 

 

TEXTO EN ESPAÑOL

Traducción de Javier Sologruen


DeI Canto Décimo Primero

 

1878

 

Ya irradiada la esfera, las estrellas

El mar con luz radial garabatean

Que una brisa gentil de primavera,

Cual blanca duna los albeantes panos,

Cándida sopla, de hora adamantina

Velando, nauta de cubierta, el Guesa

La soledad amaba, margarita

Que se abre y reza a rubias alboradas.

Ora, en el mar Pacífico renacen

Los sentimientos tal después de un sueño

Los ojos infantiles se complacen

Dilatados en los cielos risueños.

 

* * *

 

Vasta amplitud -inmensidad- engañan,

Cóncavos cielos, redondez profunda

Del mar en luz —¡cuán amplios se confunden

En la paz de las aguas y natural

¡Ola ninguna ni florón de espuma,

O vela o iris de grandiosa calma,

Donde navego (reino-amor de Numa)

Cual navegaba yo dentro de mi alma!

iVedme en los horizontes luminosos!

Veo, tal como vi, los mudos Andes,

Terribles infinitos tempestuosos,

Nubes flotando —magnos espectáculos—

!Ea, divinal fantasía! incendio

Del pensamiento eterno —¡helo magnífico

AI Ande que alto ondea al Chimborazo,

A rayos de Inti, y voz del mar Pacífico!

 

* * *

 

Montes serpean, tronar de seguidos

Montes abarrancando escombro andino

Desde el azul mar al cielo azul —vértebras

Sobrepuestas del mundo y mundo dorso—

¡Cordillera eternal! ¡Eternos, grandes

Altares! ¡blanca niebla transparente!

Hay en andino piélago asombroso

Extraño iris, y un cual poder, sin tregua

Creciendo en el espacio, —azuladas

Diáfanas soledades de halo andino,

Donde morará su alma, ¡sacras formas

del éter!

y la algente y siempre y fina

Cortina a duros montes suspendida;

Y lo vago, lo humeante, lo profundo

De los que les son propios horizontes;

Siempre mirando al Guesa inmensos días.

 

* * *

 

Así fue navegando el mar Pacífico:

Aprendiendo el silencio de los montes;

La calma de las aguas, y que en místico

Velo, se oculta a medias gloria andina!

Modestia de las rocas: solo imítanla

Los de divinidad y virtud fuertes,

Que si resplendores a su frente agitan,

Virginidad, dolor guardan en pecho.

 

* * *

 

EI hombre fuerte: adoró silencioso,

Ojos cerrados cual se está en el templo,

Interno, eterno, fuerte y tan piadoso

Es de sí mismo, y a sí mismo es ejemplo;

Se sintió, Inti existiendo, estando en Dios.

Sintió ser en Dios-Alma necesaria

Su existencia, nube que, contingente,

A los límpidos cielos fue exaltada,

Al Corazón que ahora él contemplaba

Con la ciencia que ve más claramente.

Sondea más su abismo, más luz halla.

Era en la infancia un hombre-dios vidente.

 

* * *

 

No creyó en la esperanza, diosa humana;

Mas sí en la fe y gratitud que no olvida,

Porque es la añoranza y son las memorias,

Y el divino amor, no el interesado.

De esperanza es, en tanto, un sentimiento

De justicia futura. que lo encanta;

Empero antes de la visión del juicio,

Tuvo fe, y resignación, la santa.

Pensando, tierra sentía e1 cerebro

Donde la idea, cual árbol, se clava:

¡Recién nacido, del terreno verbo

Sintióse en Dios e irguió la frente de Inca!

 

* * *

 

Nevosa-lucia espuma, el lago oriente,

Sobre el Titicaca el alba brillaba.

Partió para el Oeste. EI Sol poniente,

Cuando de la corona desprendía

Grandes, como gloriosos pensamientos,

Lampos en los cerúleos cielos yermos,

Manco allí dando fin a las jornadas,

De la ciudad echó los fundamentos.

Todos, todos los sueños se cumplieron—

¡Se cumplen todos, todos! —del pasado,

El porvenir se ve; astros sonrientes

En nosotros, los vemos, encantados!

 

* * *

 

Del Guesa es la existencia del futuro;

Vivir en tierras par venir complace

AL Guesa consumir pan venidero,

Creencias de Allende, en amor de Natura:

Fecundas tierras donde le llovía

Eternal, irradiante pensamiento

Cristalino aL que el Sol ideal el día

Naciente incásica abrió, suave, hermoso!

 

* * *

 

Viendo estaba la vesperal centella

Aurea y tan joven llegar a su ocaso:

¿Es del Chanca arrancarse trenza hermosa

O de la luz del ojo extinguidora?

 

* * *

 

"Y en los cielos lució, con la nostalgia

Y enamorado adiós, ¡oh! cuán hermoso

Del lirio del campo en la tarde abierto,

Igual que la noche, al misterioso hogar

"Blanda, amorosa, y ojos con instantes

De muerte debatiéndose por vida—

¡Oh Cusi Coyllur! brillos estelares,

Alegría que tornas tan querida

"La tierra por ti solo! es tanta y fuerte,

Tierno el dulzor con que en ella inclinas

EI rostro de antenoches matutinas—

Del Inca princesa, ñusta, ¿Y el consorte?

De Ollantay en las rocas, invisible,

En su fortaleza, alto él y fragoso,

Rebelde contra el rey, terrible se alza

O gime el dulce amor. Fue del guerrero,

Cuando Intisuyo, comarca de oriente

Alba luz de cegar, las alboradas

Que al Sol anuncian y candentes voces

De tunqui'* se oyen, de sangre consagradas.

Astral la mascapaicha, el manto fúlgido,

Regia insignia y resplandor de la frente,

Túpac Yupanqui desciende glorioso

De áureas andas. Saluda al Sol naciente;

Prosternado ya el grande pueblo ameno,

Recibida la bendición paterna

Coge el arado de oro, en campo nuevo

(Ved fiestas en la moral del prólogo)

Va el Inca labrando. Prorrumpen himnos

Los salmos de huacaylli y el que recuerda

Belicosas acciones y divinos

Virgíneos coros al rubor del alba.

¡Se encendieron, tronos de oro, los Andes!

Ya entre rayos de rubíes en llama,

Inti-Dios asentóse, eternas manos

Del cielo bendición de amor derrama!

El, el amado, el señor de la tierra.

De primores la viste, irradia en ella,

Torna en topacio el páramo celeste

Y por el firmamento va cruzando.

 

*Tunqui, hermoso pájaro selvático.

 

 

* * *

 

 

Así de Manco Cápac, al levante

         Estando el día, amaneció hermoso:

         ¡Como espontánea humanidad amante

         Floreció, ley moral, glorias terrestres!

EI Imperio deI Inca es de dulzura

         Que se hace amar y más querer divina

         La realeza en aquéllos, por ventura,

         Que la hacen real, a un dios solo condigna.

Ves en la cuna de invernal natura,

         Entre el Ande y el Pacífico piélago,

         Erguirse humana planta, en la pureza,

         De tierra al sol; del Sol al Todo-Arcano:

De tierra al Sol, los Andes apuntaban;

         El amor a la ley, Pléyade inspira;

         ¡Y el desierto asombroso de Atacama,

         Al Dios-Desconocido —Pachacámac!

 

                            * * *

 

Ayunaba Atahualpa, silencioso,

         Rodeado estaba por su vasta corte,

         ¡Marmóreo, calmo, andino, portentoso!

         ¡Sin ver los caballeros que acudían,

         Jinetes que a los tímidos asustan!

         En copas de oro sirven regia chicha

         Bellas de negros ojos, talismanes

         Del Inca al verlas, profanos se alteran.

Vasto horizonte, de noche chispean

         Indios fuegos, "como astros", y de día

         Las tiendas como mares albeaban.

         Y un solo audaz, basta uno, no temblaba.

 

                            * * *

 

Del ibérico jefe y el inca andino

         Amistosos saludos, ricas dádivas

         Fueron cambiados. Viene el soberano      

         De los Andes bajando, al Occidente—

¡Gloria de abisal descenso! De viaje, Inti

         En la misma ruta va con su hijo,

         En postrer día, pueblo y dios, tal brillo

         En la tierra, nadie antes, vio ostentado!

Rayo suyo, al ocaso su glorioso

         Imperio el Sol portaba entre esplendores:

         "Cadáver de oro", que el eterno enigma

         Dejó de estos crepúsculos-albores.

 

                            * * *

 

De iris de Quito lucen pabellones;

         Entre el ejército y el sol en la bóveda,

         Grave avanza Atahualpa, cual saetas

         En hispano campamento, ojos fijos.

No teme nada él entre sus guerreros

         Veteranos tras él y rodeándolo;

         Siendo nuncios foráneos de los cielos­—

         Pues en el bienvenido huésped creen!

Doble muestra de paz y de grandeza,

         Honrar quiere el encuentro y una alianza

         Suscribe con el blanco, a quien defienden

         Rayos, truenos, corceles, lanza, espada.

El hailli triunfal canta la vanguardia,

         Que el pueblo quiere y que resuena "infierno"

 

         Al pérfido que acecha su llegada

         Y el proyecto infernal resuelve interno.

Va el Inca a pernoctar en Cajamarca,

         Entre amigos, en Casa-de-la-Sierpe

         (¡Fascinación eterna!) -¡ay del monarca!

         —Llegó. A la plaza entró. ¡Oh! el imprudente

¡Bien se vio que confiaba en tanto rayo

         Que de sus esmeraldas relucían!

         En su poniente el Sol (¡triste soslayo!)

         En anda que los más nobles portaban!

Mira en torno: si están en su dominio—

       — "?Dónde están?"

                            Religioso aquí el vicario

         Viene andando. Atroz encara el Andino.

         Habla en Cristo y preséntale el breviario ...

¡De destinos del astro nube búrlase!

         Inti lo abandonó, en el ocaso.

         De Natura el gemir hondo, cuitado

         Todo el Tahuantinsuyo penetró.

 

                            * * *

 

Sobre los tronos de oro andino calmas

         De Incas veo sombras, visas broncíneos:

         Manco Cápac, genio-dios, con las palmas

         Del Sol benefactoras, que son cetro.

Sinchi Roca, después, el que celoso

         Firma leyes, y en provincias cuartela

         Tahuantinsuyo. Y Yoque Yupanqui,

         Zurdo glorioso, es la tercera estrella.

Prosigue Mayta Cápac el benigno

         Vencedor, que perdona, que socorre,

         El Apurímac vence y es divino

         Y practicando caridades muere.

El hijo, honra del padre, continúa:

         Cápac Yupanqui. Y a éste Inca Roca

         Honra y da lustre larga vida suya

         con reformas. Del reino tan celeste

No digno es Yahuar Huácac indolente.

         Pero cuán digno el hijo, ese rudo

         Huiracocha, pastor, héroe, vidente,

         Quien foránea conquista predijera.

Tito Manco Pachacútec a esa hora,

         Semidiós, con la más vasta carona,

         Quien revierte el mundo. Yupanqui lo honra,

         A los suyos llevando aún a más gloria.

Lo honra, continuador, Túpac Yupanqui.

         Cual Primero es último, Huaina eterno. 
         Y Huáscar y Atahualpa, el joven Manco,

Quienes no honraron corazón paterno—

¿Por qué? Tal lo predijo Huiracocha;

         Y Huayna Cápac lo sentía viendo

         De lo Desconocido ya gran tea

         Mas creyendo otro el modo de encenderla.

 

                            * * *

 

¡Oh, en balde los filósofos ponderan

         De ese bello país su altiva infancia.

         Si apóstoles buenos, que a Dios imitan,

         Viniesen —y así el amor evangélico!

Moisés hubo venido, que fue Manco,

         ¡Mas no ví no Jesús!; vino Castilla

         En su nombre: Y así es como ahora

         Quien es Vida, fue muerte. Luminaria.

Del Sol, -amor y luz de la natura,-

         La inocencia comiendo en platos de oro­—

         ¡Cuánta miseria! el corazón de un Guesa

         Encarnación de todos los tesoros,

De alegría, pureza, adolescencia,—

         ¡Era ofrenda del cielo! ¡virtud tierna!

         Del sacrificio, del candor, y ciencia

         De religión que enseña mansedumbre!

         —Sacro fuego de templos apagaron;

         Del Sol prostituyeron sacras vírgenes;

         A santos sacerdotes dispersaron

         Por los montes —comieron canes de ellos.

 

Extraído de POESÍA BRASILEÑA COLONIAL. Traducción y prólogo de Ricardo Silva-Santisteban.Lima: Centro de Estudios Brasileños, 1985.  117 p. (Tierra Brasileña. Poesía 20


 

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E o poeta Lindolf Bell?

 

Klaus, bem lembrado, aqui o Lindolf Bell no Wikipedia:

Lindolf BellOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.  Lindolf BellNome completoLindolf BellNascimento2 de novembro de 1938[1]
Timbó[1]Morte10 de dezembro de1998 (60 anos)[1]
BlumenauNacionalidadeBrasil brasileiroCônjugeElke Hering[1]Filho(s)Pedro Bell
Rafaela Bell
Eduardo Bell[1]OcupaçãopoetaPrincipais trabalhosAs Vivências ElementaresMovimento estéticoPoesiaPágina oficialhttp://www.LindolfBell.com.br

Lindolf Bell (Timbó2 de novembro de 1938 - Blumenau10 de dezembro de 1998) foi um poeta brasileiro.

Índice  [esconder

[editar]Biografia

Lindolf Bell nasceu em Timbó, município de Santa Catarina, em 2 de novembro de 1938. Formado pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, seu gosto pela poesia veio dos pais, Theodoro e Amália Bell, uma fonte improvável, uma vez que ambos eram lavradores. Essa influência foi definitiva na carreira de Bell, encontrando-se enraizada na vida e nas obras do poeta. Lindolf foi líder do Movimento Catequese Poética, uma iniciativa que levava a poesia às ruas por meio de recitais, permitindo que milhares de pessoas conhecessem essa forma de arte. Esse trabalho deu a Bell um grande reconhecimento, no Brasil e também no estrangeiro. Lindolf Bell é atualmente o nome mais citado da poesia catarinense.

[editar]Obras

  • 1961 - A galinha e a raposa

Casa de Lindolf Bell em Timbó, hoje um museu.

  • 1962 - Os Póstumos e as Profecias.
  • 1963 - Tranquilo na fazenda
  • 1964 - Os Ciclos.
  • 1965 - Convocação.
  • 1966 - Curta Primavera.
  • 1966 - A Tarefa.
  • 1967 - Antologia Poética de Lindolf Bell.
  • 1971/1979 - As Annamárias.
  • 1974 - Incorporação.
  • 1980 - As Vivências Elementares.
  • 1984 - O Código das Águas.
  • 1985 - Setenário.
  • 1987 - Texto e Imagem.
  • 1989 - Sorrisos Falsos.
  • 1993 - Iconographia.
  • 1994 - Pré-textos para um fio de esperança.
  • 1994 - Requiem.

[editar]Ligações externas

Referências

  1. ↑ a b c d e Biografia do Poeta. Casa do Poeta Lindolf Bell. Página visitada em 27 de Janeiro de 2010.

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Interessante:

    

 A Casa do Poeta Lindolf Bell est� instalada na antiga morada do poeta e de seus pais. Foi de interesse do ilustre Lindolf Bell transformar o munic�pio de Timb�, sua terra natal, em um lugar conhecido e lembrado pela poesia. Este poeta sempre manifestou-se dizendo: “Vamos transformar Timb� na capital da poesia...", e, "minha casa em um museu";.


Com esta Casa, eleva-se cada vez mais a poesia e a literatura barriga-verde, dando chance e liberdade aos que procuram a palavra-palavra. 
A Casa do Poeta constitui-se de museu, praça, centro de memória e biblioteca e espaço cultural.



Uma das propostas da Casa do Poeta é ser um museu vivo, dinâmico e que traga a filosofia de seu homenageado. Aqui, as pessoas podem conhecer onde morou o poeta e seus pais , como conheceu os primeiros versos, seus gostos, amigos, quais os livros que lia, as obras que admirava, os prêmios que recebeu, suas vestimentas, ornamentos, objetos, plantas, enfim, tudo que amou e admirou durante toda a sua vida.
É nesse espaço cheio de energia que se pretende eternizar a sua missão, através de acontecimentos, eventos, intercâmbio cultural e de idéias, projetos artísticos, turísticos e literários. Seu maior objetivo é preservar e manter viva a forma, o estilo e as raízes da vida de seu ilustre morador. 
O acervo do Museu compõem-se de: móveis (pertencentes ao poeta e incorporados ao cotidiano de sua vida); obras de arte; indumentária; troféus; objetos diversos (de uso diário e coleções). 



Local de maior e melhor acesso ao continuar a idéia de Catequese. O Espaço Arte Praça do Poeta Lindolf Bell é uma galeria de arte a céu aberto. Compõem o espaço obras dos artistas: Elke Hering (in memorian), Jayme Reis, César Otacílio, Paulo Greuel, Pita Camargo e Lygia Helena Roussenq Neves. A Praça traz à poesia um estado atemporal, pois pode ser visitada a qualquer hora do dia e da noite.
Na praça encontram-se placas com os fragmentos poéticos mais conhecidos de Bell, aqueles inquietantes, que levam você a pensar nas questões mais simples e complexas da vida.
O objetivo principal é cada vez mais congregrar a cultura (em todas as suas formas) ao povo, tudo isso no mesmo espaço.

 Integra a Casa do Poeta e compõem-se de documentos e fotografias que abrangem a trajetória de uma vida dedicada à cultura. O Centro de Memória é de extrema importância ao Museu, pois abriga todo o acervo do poeta. Inclui-se ao acervo documentos, projetos, participações, obras do poeta, documentação relativa às obras, rascunhos, artigos de jornais, correspondências, fotografias, convites, cartões, etc. O acervo que compõem o CMLB foi cedido pelos filhos de Lindolf Bell. Esta documentação encontra-se dividida em Vida Pessoal e Vida Profissional. Um software foi elaborado para digitalizar todos os documentos e diminuir ao máximo o contato com o documento original. Há muito a ser feito até que o Centro esteja devidamente concluído. 
Toda esta estrutura foi criada especificamente para o CMLB. 

A biblioteca particular do poeta, que está em fase de organização, possui livros de poesias, poemas e contos (totalizando cerca de 240 obras), cujas autorias são de vários catarinenses e de outros autores de diversas partes do Brasil e do mundo. O acervo conta ainda com: revistas, livretos, almanaques, calendários culturais, além de obras de autoria do Poeta Lindolf Bell. 
Na biblioteca também existem placas de homenagem, troféus, certificados, cerca de 2.000 livros (que faziam parte da literatura pessoal de Bell) e quadros com imagens das primeiras matérias que tratam sobre a Catequese Poética na década de 60.


 O Grão Espaço Cultural é um manifesto artístico que promove a cultura e proporciona a todos o acesso a bens culturais e artísticos em geral. Neste espaço cultural pretende-se expor os “gritos do peito”, a leitura, os recitais em praças, as exposições, as apresentações... Afinal, a poesia falada em voz alta nos traz experiências revolucionárias.

 

 Spin

  Anthony Sampson

 

O post é um obituário brasileiro e Anthony Sampson é britânico, e já faríamos muito se tivéssemos ao menos os conteúdos deixados por muitos mortos de nossas cidades, que bom se no lugar dos cemitérios para guardar os ossos dos habitantes existisse ao menos pequenos registros como estes, mas não é o caso, os mortos vão caindo no esquecimento, a memória de todos nós vai sendo consumida, desaparecendo, daí a importância e o significado desse trabalho do Marcos Carvalho, fiquei curioso prá saber quem foi Anthony Sampson, aqui o relato de um obituarista britânico,  com tradução do Google Chrome:

Obituário

Anthony Sampson, por John Thompson, no The Guardian, em 21 de dezembro de 2004

Editor da revista pioneira Tambor da África do Sul, best-seller anatomista da Grã-Bretanha e biógrafo de Nelson Mandela

O dom possuído pelo escritor e jornalista Anthony Sampson, que morreu de um ataque cardíaco aos 78 anos, era o seu agudo senso de surpresa. Um mestre ao longo da vida tocando o grande e bom para seus pontos de vista, ele era um editor pioneiro de revista Drum da África do Sul no início de 1950, o anatomista mais vendido da Grã-Bretanha na década de 1960, um dissecador dos negócios e do poder na década de 1970 , eo biógrafo oficial de Nelson.Mandela no final do século 20.

No entanto, enquanto ele ficou fascinado pelo poder, pompa e influência, ele permaneceu igualmente curioso sobre estranheza e da vida simples. Seu próprio favorito entre os seus livros publicado foi The Gypsy Acadêmico: a busca de um segredo de família (1997), sobre seu avô, John Sampson.

Modesto sobre sua própria compreensão de aspectos técnicos, ele ficou surpreso que sua formação familiar era, em grande parte, mergulhado no mundo da ciência. Que o avô era um membro da Sociedade Real, um tio de um eminente professor de medicina, e seu pai, um cientista de pesquisa com a ICI. A partir deles Anthony herdou seu desprendimento, a sua capacidade de se afastar emaranhamento irracional, e com essas características, ele combinou a sua própria capacidade altamente pessoal, quase como por Miranda-maravilha sobre o mundo.

Ele nasceu em Billingham, Co Durham, criado em Hampstead, educado na escola de Westminster como um estudioso, então em vez se seus três anos na Marinha Real 1944-1947. Como ele disse, sua ascensão ao posto de tonto sub-tenente RN reserva voluntária emprestou-lhe uma compreensão persistente de tanto prazer imperial e declínio.

Como estudante de graduação na Igreja de Cristo no final de 1940, ele ler em Inglês, mas, como vários outros em Oxford em que era peculiar do pós-guerra, ele nunca totalmente aproveitou seu tempo lá. Só muito mais tarde na vida se sua predileção para o lugar crescer como ele se tornou um visitante ocasional e amável para ele.

Em 1951, em parte por meio de contato com seu Oxford Sul-Africano contemporâneo Jim Bailey, Anthony saiu para Joanesburgo para editar a revista Drum. Nesse período de apartheid profunda, Drum, um, legível e de fácil olhar-na revista escrito e fotografado por negros era um foco de aspiração.

Para seus jovens, editor branca britânica, então inexperiente, mas ousada, Drum era uma casa para forçar seu talento. Ele tem de conhecer muitos o mais corajoso e talentoso dos líderes nascentes africanos. Ele conheceu Nelson Mandela em um shebeen (den potável).Muitos anos mais tarde, ele observou que ele não se lembrava muito dessa reunião, já que ele provavelmente tinha bebido. E, embora impressionado, ele não teve no primeiro pensamento de Mandela como um peso pesado potencial político. No entanto, a reunião era para ser o início de uma longa amizade, e não o único daqueles tempos. Sampson também manteve ligações com vários dos brancos liberais, como seu colega escritor Nadine Gordimer. A afeição por África do Sul, pela sua paisagem e por sua vivacidade persistiu até o fim.

Em 1955, de volta a Londres para escrever seu primeiro livro, Drum: uma aventura no Nova África (1956), Anthony foi convidado a integrar a equipe editorial do Observer por David Astor, então no seu auge como um grande editor. Nominalmente, a intenção foi para Anthony para atuar como uma espécie de ajudante geral e como um elo jovem entre os príncipes da corte Astor.

Esta concepção logo provou não ser impecáveis. Editor e acólito rapidamente levou a apreciar as comparações a ser desenhadas com a revista The New Yorker em Harold Ross e que o editor, dotado enlouquecedor auto-ilusórios teorias sobre a organização de sua revista. Trabalhando para Astor, como eu fiz um pouco mais tarde do que Anthony, suponho que objetivo real Astor era simplesmente para atrair Anthony para o jornal, furtivamente diagnosticar seus talentos e focar estes em seu último verdadeiro como repórter e comentarista.

Eu dividia um apartamento em Chelsea meados dos anos 1950 com Anthony. Ele tinha o andar de cima, eu, o menor. Eu observei sua flor crisálida. Aquelas herdadas, parte científica, parte habilidades literárias foram surgindo. Em 1958, sua gaiola A Traição; A Oposição em julgamento em África do Sul foi publicado. Dois anos mais tarde, veio senso comum sobre a África e também em 1960, ele publicou, com S Pienaar, África do Sul: duas visões de desenvolvimento separado.

Evidência de uma transição em sua finesse veio quando o Observer enviou para relatar sobre a visita de Harold Macmillan 1959 a Moscou para se encontrar o líder soviético Nikita Khrushchev. Anthony adorava ter um chapéu de pele que o rival usado pelo primeiro-ministro. No entanto, enquanto Anthony admirado cérebro Macmillan e seu carisma, ele também estava se desenvolvendo como o anatomista futuro da sociedade britânica, visivelmente adquirir o nariz para os perfumes de poder - através de sua coluna Pendennis no Observer - mas ele nunca sucumbiu a seu perfume amargo.

Em 1962, veio um evento estelar, a publicação de Anatomia da Grã-Bretanha. O livro foi tanto uma crítica e um sucesso comercial, num momento em que funciona analisando o estado da nação e diagnosticar suas falhas tornou-se parte da abertura para a eleição do governo trabalhista de Harold Wilson, em 1964. Foi também o momento em que, uma vez me disse Anthony: ". Eu podia desfrutar de um pouco de dinheiro real"

Bestseller que abriu uma costura em sua escrita, que ele era meu criativamente para o resto de sua vida. Anatomia de Grã-Bretanha Hoje (1965) foi seguido por The New Anatomy Of Britain (1971), A Anatomia Mudando de Grâ Bretanha (1982), e A anatomia essencial da Grã-Bretanha (1992). E este ano veio que vai este lugar? A anatomia da Grã-Bretanha no século 21, que gráficos de uma sociedade onde essa velha ordem de deferência, dissecada na década de 1960, abriu caminho para o novo mundo do mercado ", realizada em conjunto por laços de dinheiro".

Em 1964, Anthony compareceram julgamento da África do Sul Rivonia.Ele foi convidado para assessorar Mandela em seu famoso discurso da doca - e deu ao líder, enfrenta o risco de execução e 26 anos de prisão, o Congresso Nacional Africano saudação em tribunal.

Em 1966, Anthony parou o Observer e, dois anos mais tarde publicou Os europeus Nova. Em 1968, ele também começou um período de dois anos como professor adjunto na Universidade de Vincennes. Em 1973, o Estado soberano: A História Secreta da ITT foi publicado e ele voltou a Observer como seu correspondente-chefe americano, cargo que ocupou até 1974.

Ele era permanecer um colaborador ocasional de que o papel para o século 21. De fato, em meados dos anos 1970, após a aposentadoria de Astor, e em um. Mudou muito e período muito duro, Anthony colocou seu nome à frente para a editoria Ele viria a tut-tut sobre isso, como um erro de julgamento, e como causa de alívio para ele que ele era superado.

O estudo da ITT foi seguido por novas análises de poder corretagem, empresas e grandes negócios. Havia As Sete Irmãs (1975), sobre as companhias de petróleo gigantes, um best-seller que foi galardoado com o Prix International de la Presse, em Nice, em 1976. O bazar de armas, foi publicado em 1977 e os emprestadores de dinheiro em 1981. Cerca de 14 anos depois, com Company Man (1995), ele traçou a ascensão e queda da vida corporativa.

Em 1977, ele tornou-se - e era permanecer - um editor contribuindo para a Newsweek. No final da década de 1970, ele passou um ano como consultor editorial à Comissão Brandt, em seu estudo de desenvolvimento norte-sul e global. Em meados da década de 1980, ele foi a edição do Sampson. Ele também foi estabelecer ligações entre o ANC no exílio e as partes do estabelecimento branco sul-Africano que percebeu que a era do apartheid estava chegando ao fim.

No início da década de 1990, narrou duas séries para BBC2. Estes foram O toque de Midas - baseado em seu livro de 1989, dinheiro e poder e O espada de dois gumes.

Anthony foi presidente da Sociedade de Autores de 1992 a 1994, em um trustee do Guardian e Observer, Scott Trust, de 1993 a 1996 e membro do conselho consultivo internacional de jornais independentes (África do Sul) a partir de 1996. Ele escreveu mais de 20 livros.

Mesmo com amigos íntimos, Anthony foi devidamente proteção de fontes. Ele e seus pesquisadores iria para um esforço imenso e inteligente de acumular e contrastar muitos fatos e números. No entanto, ele tinha um fraquinho por erro humano e da dúvida científica. Uma vez eu perguntei a ele como ele poderia ter certeza de que havia conseguido as coisas direito. "Oh bem", ele respondeu depois de uma pausa e com um sorriso, "realmente, você sabe, eu deixo isso para os leitores ..."

Casou-se com Sally, em 1965, ela sobrevive a ele, assim como seu filho e filha.

Anthony Smith escreve: Se alguma vez um homem estava certo para um novo estilo de trabalho na África do Sul era Anthony Sampson, em 1951. Ele não sabia disso na época, mas sua editoria posterior do tambor estava inspirado. Ele transformou-a de "a sua música tribal" para "A nossa música". Isto significa esquecer, tanto quanto foi possível, a brancura de sua pele e submergir-se no mundo negro dos municípios, aspirações reprimidas, as leis de passagem e prisão freqüente. Ele viu Sampson bebendo nos shebeens, recrutando talento extraordinário, e deixando sua equipe Africano se expressar.

Ele tinha algo nunca antes editadas e não sabia nada de África. Mas o fundo do poço em que ele se jogou manteve imerso. Não admira que ele foi convidado a escrever a biografia de Nelson Mandela. E não é de admirar a sua narração dessas vezes mantidos memória dos anos de 1950 vivos quando tantas outras coisas estava morrendo.

Depois de voltar para a Inglaterra em 1955, a idéia logo cresceu de descobrir Grã-Bretanha. Ele explorou a corrente de Joanesburgo e queria encontrar o metabolismo, como ele disse de seu antigo país. Ele escreveu a 200 do grande, o bom, o obscuro, e os mais poderosos, sendo espantado quando eles - mas todos os três - concordaram em uma entrevista. Acima de tudo, a sua investigador era fascinado pelas próprias pessoas. Redação do então chefe do grupo Daily Mirror, ele descobriu que "Cecil King é um homem grande e amarrotado de seis pés de quatro." O governo do conselheiro científico chefe Sir Solly Zuckerman foi "bem conhecido por seu comportamento comitê off-mão e hábito de repente saindo para o jardim zoológico".

Tal como acontece com o seu primeiro trabalho, ele caiu em pé. Se já houve um assunto que tão primorosamente adaptada um inquérito Sampson era anatomia da Grã-Bretanha. Ele se divertia com seus fatos, complexidades, relacionamentos e de detalhe. Há ainda 600 mordomos.O ponto de um clube não é que ele permite, mas que mantém fora. Em um ano, a Rainha deu 240 audiências, realizou 13 conselhos, foi para 13 almoços e passou nove semanas em Balmoral. A igreja é o maior proprietário de terras da Grã-Bretanha depois de a Comissão Florestal e da Coroa. Em suma, é uma pequena maravilha, havia 3.792 linhas de índice de entrada para Anatomia de Sampson da Grã-Bretanha.

África do Sul, e seu estilo sempre curiosos do jornalismo, serviu-lhe bem, assim como ele os serviu, magnificamente.

· Anthony Terrell Seward Sampson, escritor e jornalista, nascido 3 de agosto de 1926, morreu 18 de dezembro de 2004

Autor: The Guardian


 

 

 Spin

O grande problema destas listas são as inevitáveis e lastimadas omissões: Adão, Eva, Moisés, Tuntankamon, Osíris, Santos Dumont, Pedro O Grande, Ramsés, Cleópatra, Robert Fulton, George Stephenson, Bethoven, Brahmns, Buda, Pedro II e muitos outros...

 

...Garrincha, Didi, Nilton Santos...

 

Milton Santos, o geógrafo né:

A arte é o espelho da pátria. O país que não preserva os seus valores culturais jamais verá a imagem de sua própria alma."- Chopin          QUARTA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2011Milton Santos - Território e sociedade        
"A história do homem sobre a terra é a história de uma ruptura progressiva entre o homem e o entorno. Esse processo se acelera quando, praticamente ao mesmo tempo, o homem se descobre como indivíduo e inicia a mecanização do Planeta, armando-se de novos instrumentos para poder dominá-lo. A natureza artificializada marca uma grande mudança na história da natureza humana. Hoje, com a tecnociência, alcançamos o estágio supremo dessa evolução.”
“A memória olha para o passado. A nova consciência olha para o futuro. O espaço é um dado fundamental nesta descoberta.”
“O modelo cívico brasileiro é herdado da escravidão, tanto o modelo cívico cultural como o modelo cívico político. A escravidão marcou o território, marcou os espíritos e marca ainda hoje as relações sociais deste país.”


"A educação corrente e formal, simplificadora das realidades do mundo, subordinada à lógica dos negócios, subserviente às noções de sucesso, ensina um humanismo sem coragem, mais destinado a ser um corpo de doutrina independente do mundo real que nos cerca, condenado a ser um humanismo silente, ultrapassado, incapaz de atingir uma visão sintética das coisas que existem, quando o humanismo verdadeiro tem de ser constantemente renovado, para não ser conformista e poder dar resposta às aspirações efetivas da sociedade, necessárias ao trabalho permanente de recomposição do homem livre, para que ele se ponha à altura do seu tempo histórico."
 BIOGRAFIA DE MILTON SANTOSPor Maria Auxiliadora da SilvaBrotas de Macaúbas, Chapada Diamantina, 3 de maio de 1926, nasce Milton Santos, filho de Adalgisa Umbelina de Almeida Santos e Francisco Irineu dos Santos, ambos professores primários formados pelo ICEIA. No ano de seu nascimento, o Brasil passa por uma grande agitação política e social, com a impopularidade do então Presidente da República Artur Bernardes e a eleição de Washington Luís. É a época da Coluna Prestes.
A família de sua mãe, cujos pais eram também professores primários, gozava de prestígio por onde passava. Já a família paterna era mais humilde e descendia de escravos. Os pais de Milton sabiam que o caminho para a liberdade era a educação. Conheceram-se em 1921, a poucos dias da festa de formatura do Sr. Francisco, na escola Normal de Salvador. D. Adalgisa ingressaria na mesma escola em 1924, casando-se nesse mesmo ano.
Partiram, então, para Brotas de Macaúbas, onde morava um irmão mais velho de D. Adalgisa, Dr. Agenor, advogado brilhante na região, conhecedor do latim e do grego. Sua clientela era importante, e seu projeto de vida deu certo, a ponto de ser proprietário de um Ford Bigode, que às vezes desaparecia de circulação, já que a gasolina vinha de Salvador e nem sempre chegava regularmente.
O curso primário, Milton o fez em Alcobaça, com os pais, que lhe ensinaram o francês, entre os oito e dez anos. Ali nasceram Nailton e Yeda, seus irmãos. Aos 10 anos, prestou exame de admissão no Instituto Baiano de Ensino, tradicional colégio de Salvador, dirigido pelo Professor Hugo Balthazar da Silveira. Passou em primeiro lugar e foi aceito como aluno interno. Pela primeira vez longe da família, conhece o significado da palavra saudade. Foi colega e amigo de Dr. Geraldo Milton da Silveira, Dezildo Menezes Pereira, Methódio Coelho, Bernardo Leone, entre outros. Criou e dirigiu o jornal “O Farol”, que promovia debates literários e difundia conceitos filosóficos. Mais tarde fundou “O Luzeiro”, para o qual “redigia textos, incentivava os colegas a fazê-los, revisava-os, fazia a paginação e distribuía o jornal”, segundo Geraldo Milton, que acrescenta: “Nele eram publicadas obras de romancistas, contistas, poetas pobres e iniciantes e literatura de cordel.”
Na minha geração, ser cultivado fazia parte da vida”. Havia o culto a escritores e intelectuais, como Castro Alves, Rui Barbosa, Gilberto Freyre, Machado de Assis, Eça de Queiroz, cujas obras eram lidas e comentadas. Milton Santos sempre se distinguiu em Matemática e Filosofia. Na Geografia, era admirador de Josué de Castro, que descobriu através de seu professor do Curso secundário, Oswaldo Imbassay. Bem mais tarde, os dois, Milton e Josué, exilados na França, reencontraram-se, infelizmente pouco tempo, pois Josué veio a falecer, sem receber as homenagens que o Brasil lhe devia. Nessa época, como Milton costumava dizer, a Bahia era uma “ilha”, uma cultura não industrializada.
 Terminado o curso no Baiano de Ensino, Milton se preparava, no Colégio da Bahia, para entrar na Faculdade. A influência do tio Agenor foi fundamental na escolha da carreira. Milton fez a Faculdade de Direito. O Brasil declarava guerra aos países do eixo, Alemanha, Itália e Japão. Nessa época, criou o PEP – Partido Estudantil Popular e a ABES (Associação Brasileira de Estudantes Secundaristas, uma alternativa da UNE). Chegou a ser candidato à presidência da UNE, mas foi aconselhado a trocar sua candidatura para vice, deixando a presidência para um amigo comunista, Mário Alves, com o argumento de que um negro teria dificuldades em interagir com as autoridades. A chapa foi eleita, Milton aceitou o cargo de vice, mas nunca esqueceu esse fato. Participa também da embaixada pró-construção do mausoléu de Castro Alves, e sai com caravana de estudantes pelo interior do Estado, para arrecadar fundos. Foi seu companheiro, entre outros, Geraldo Milton. Nessa ocasião, ministrava aulas de Geografia Humana, explicando aos alunos “os novos rumos das relações políticas que a guerra vinha determinando no planeta.”
Já na Faculdade de Direito, Milton empolgava seus colegas com discursos pela democracia. De seu grupo de intelectuais faziam parte Fernando Santana, João Falcão, Jacó Gorender, entre outros. O término do curso de Direito coincide com a morte do seu Tio Agenor, numa travessia do Rio São Francisco, quando voltava de Salvador, onde fora articular sua campanha para deputado estadual. Um episódio entre dois grupos pela disputa do grêmio estudantil fez com que Simões Filho, ex-ministro da educação e dono do poderoso jornal A TARDE, conhecesse Milton e o convidasse para trabalhar na redação do jornal quando terminasse a Faculdade. Esse foi o início de uma amizade profunda e duradoura entre os dois. Era uma época movimentada, com o fim do Estado Novo e da 2ª Guerra Mundial.
Os pais de Milton, após a longa estada no interior, voltaram para Salvador em 1940, estabelecendo-se na casa de D. Maria José, tia de Milton, no Gravatá, localidade no entorno da Baixa dos Sapateiros. Poucos anos depois, com financiamento da Caixa Econômica, compram a casa da Estrada da Rainha, onde fundaram uma escolinha que até hoje funciona sob a direção da Profª. Altair Gabrielli, prima de Milton.
Depois de formado, Milton foi professor de Geografia do ICEIA e do Colégio Central. Submeteu-se a concurso com a tese Povoamento da Bahia, passando, então, a ocupar, como catedrático, a cadeira de Geografia Humana do Ginásio Municipal de Ilhéus, ocasião em que já era correspondente do jornal A TARDE. A maneira como descrevia os fatos e a elegância dos textos fez de Simões Filho um seu admirador. Auta Rosa Calazans Neto, em conversa informal, conta que, ainda menina, no colégio das freiras, ela e suas colegas, em Ilhéus, admiravam aquele professor que dava aulas no Ginásio Estadual, sempre elegantemente vestido, sem dispensar o colete. Uma dessas meninas, Maria da Conceição Malta (morta recentemente), veio a ser, posteriormente, uma das suas colaboradoras no Laboratório que mais tarde seria fundado para os trabalhos de pesquisa em Geografia na UFBA. Incentivada por ele, como o foram muitos outros, seguiu a França, para curso de Pós-Graduação, onde se casa, tornando-se Lecarpentier. Recebeu apoio intelectual e financeiro do Dr.Milton e da “família” do Laboratório para a primeira viagem à França. Durante todo tempo, permaneceram sempre amigos.
   Ilhéus foi fundamental para Milton. Lá ele escreve artigos de grande importância para o jornal e publica o livro “A Zona do Cacau “, onde já aconselha veementemente as autoridades e os proprietários de terra a abandonarem a monocultura, sob pena de sofrerem um desastre econômico mais tarde. Nessa época, começa a se interessar pela AGB, Associação de Geógrafos Brasileiros, após uma das viagens ao Rio de Janeiro para curso de férias promovido pelo IBGE e onde conhece Aroldo de Azevedo e outros grandes nomes da Geografia da época.É em Ilhéus também que conhece Jandira Rocha, com quem se casa e tem o primeiro filho, Milton Santos Filho mais tarde, brilhante professor da Faculdade de Economia da UFBA e ex-Secretário de Finanças da gestão Lídice da Mata. Milton Filho, falecido prematuramente em plena fase de produção intelectual, foi casado com a Ana Fernandes, professora doutora, atual diretora da Faculdade de Arquitetura da UFBA, com quem teve dois filhos, Nina e Alei. A morte de seu filho em 96, bem como a de seu irmão Nailton, pouco depois, é um duro golpe para esse homem tão ligado aos dois. Por volta de 1955 ou 56, vem para Salvador já casado, e assiste à formatura de Nailton, seu irmão, também bacharel em Direito. Yeda, sua irmã, então estudante de Medicina, ministrava cursos de inglês, alemão, latim, e espanhol na casa da Estrada da Rainha. Milton aluga um apartamento no Loteamento Lanat, muda-se em seguida para o Tororó, e, finalmente, para o Chame-Chame.
A essa época, ocupava o cargo de editorialista do jornal A TARDE e de professor da Faculdade Católica de Filosofia, cujo diretor, Irmão Gonzaga, dedicava uma grande amizade e admiração ao jovem professor. Do jornal A TARDE tinha como amigos o professor Ari Guimarães e Jorge Calmon, esse último, redator chefe do jornal. Nesse tempo, as amizades tinham um significado maior. Durante o tempo em que permaneceu nesse jornal, escreveu 116 artigos versando sobre a zona do cacau, a cidade do Salvador, Europa e África e outros temas locais e globais. A formação de Milton muito se deve a Simões Filho, cuja admiração era mútua. Uma grande e afetuosa família: esse era o caráter que Simões Filho quis imprimir à redação do seu jornal. Mais tarde, esse exemplo seria seguido por Milton Santos, com sua equipe do Laboratório de Pesquisa em Geografia, fundado em 1959.
 Em 1956 por ocasião do Congresso Internacional de Geografia no Rio de Janeiro, Milton encontra-se com os grande geógrafos que já conhecia por suas obras, tais como Orlando Ribeiro, de Portugal, Pierre Monbeig, Pierre Deffontaines, Pierre Birot, André Cailleux e o seu mestre maior Jean Tricart. “ Com ele aprendi o rigor, a vontade de disciplina, a obediência a projetos e o gosto de discutir” dizia Milton. Impressionado com a inteligência e a cultura do jovem professor, Tricart, convida-o para um curso de Doutorado no Instituto de Geografia da Universidade de Strasbourg, um dos mais renomados da Europa. Assim, Milton Santos fez a sua primeira grande travessia do Atlântico, em direção ao que seria, mais tarde, seu segundo país, ao recebê-lo, anos depois, como exilado.
 Em Strasbourg, apesar de ser tratado como professor, tinha contatos diretos e agradáveis com os estudantes do mundo inteiro que freqüentavam essa grande Universidade. Sobre ele, escreveu o professor Tricart: “O humor, a alegria, e o sorriso de Milton, classificado como inimitável, conquistaram a simpatia de toda a equipe da Universidade”. Milton Santos costumava dizer que essa primeira longa viagem foi a “grande mudança da sua visão de mundo e na sua concepção política. A partir da Europa, seguiu para o seu primeiro contato com a África, e a compreensão dos dois continentes o inspirou a escrever “Marianne em preto e branco” (Marianne, figura feminina, que simboliza a França), publicado em 1960. Diz Milton, “...a herança francesa é muito forte, embora eu tente me libertar dela até com certa brutalidade. Mas ela é responsável por um estilo independente que aprendi com Sartre, distante de toda forma de militância, exceto a das idéias”.
Volta a Bahia, após defender com brilhantismo sua tese de doutorado “O Centro da Cidade do Salvador”, um clássico da Geografia, tão atual como se fosse hoje escrito. Ainda como professor da Faculdade Católica de Filosofia, trazia professores franceses (Jean Tricart, Pierre George, Jacqueline Beaujeu-Garnier, Etienne Juillard, Michel Rochefort, Pierre Monbeig, Guy Lassèrre, Bernard Kayser, dentre outros) , portugueses (Orlando Ribeiro, Raquel Soeiro de Brito, Fernandes Martins e outros) e brasileiros (Manoel Correia de Andrade, Araújo Filho, Aziz Ab’Saber, Aroldo de Azevedo, Orlando Valverde, Penteado, Luís Rodrigues e Lyzia e Nilo Bernardes, entre outros) para conferências abertas ao público. Entre esses professores encontravam-se também as jovens professoras Teresa Cardoso da Silva, Nilda Guerra de Macedo e Ana Dias da Silva Carvalho, as duas primeiras também recém-doutoras por Strasbourg. Em fins da década de 50, Milton inscreve-se no concurso para livre docência da Faculdade de Filosofia da Universidade da Bahia mas, surpreendentemente, o concurso não se realiza, por razões que o professor Délio Pinheiro classifica como vinculadas a uma “oligárquica e segregacionista sociedade baiana de belas gravatas e verdades encobertas.” Milton Santos recorre à justiça, tendo como advogado o então Deputado Federal e futuro Senador Nelson Carneiro, vencendo em todas as instâncias e tendo se submetido com brilhantismo ao concurso em 1960, com a tese “Os Estudos Regionais e o Futuro da Geografia”.
 Após a chegada à Bahia, em 1958, vindo da França, instala seu escritório no Edifício Antônio Ferreira, na rua Chile. Nessa ocasião, conhece, numa cerimônia, o então reitor da Universidade, Edgard Santos. Como é de costume na França o cumprimento com um aperto de mão, Milton faz esse gesto em direção ao Reitor, tido como aristocrata, que fica impressionado com o gesto, com a simpatia e elegância do jovem professor e, por isso, num encontro dias depois, encarregou-o de organizar um grupo de pesquisa, em cujo nome, entretanto não deveria figurar a palavra Geografia, já que a direção não seria dos professores da Faculdade. Assim, com o apoio do reitor Edgard Santos e do encontro como o professor Tricart, no Hotel da Bahia (único hotel moderno da cidade daquele tempo), representando a Cooperação Técnica Francesa, cria-se o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais da Universidade da Bahia em 1º de Janeiro de 1959. A França – com o General De Gaulle na Presidência e o Ministro da Educação, André Malraux – abria-se, sobretudo para a América Latina. A essa altura, com equipe já organizada, formada pelas três jovens professoras acima citadas, por jovens estudantes de Geografia e de História e por recém-formados, inicia-se a fase da pesquisa de Geografia da Bahia, cujo ensino, na Universidade da Bahia, já contava com nomes de peso como o dos professores Dalmo Guimarães Pontual e Waldir Freitas Oliveira. Para sediar os trabalhos do grupo, o professor Hélio Simões cedeu um espaço do seu laboratório de Estudos Portugueses, nos fundos da Faculdade de Filosofia. Nesse mesmo ano, Milton Santos organiza o IV Colóquio Internacional Luso-Brasileiro, com o patrocínio da Universidade da Bahia e da UNESCO. Nessa ocasião, professores vindos de várias partes do mundo trocaram idéias no campo da Geografia e das ciências sociais.
A década de 60 pode ser considerada como a época áurea de Geografia na Bahia, pois o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais representou uma proposta acadêmica renovadora. Nele, a ciência geográfica era tratada não apenas como técnica, mas com reflexão. Além de atrair jovens vindos de todo o Brasil e da França, no Laboratório a motivação era constante: trabalhos de campo, seminários, cursos, apresentações de trabalhos, leituras comentadas, reuniões científicas, enfim, um ambiente de efervescência cultural e científica. Estudos e diagnósticos sobre Salvador e o Estado da Bahia foram realizados pela equipe, a partir de solicitações de organismos administrativos. O ambiente era de troca intelectual sem competições negativas. Dessa forma, Milton Santos promove a Geografia ao status de disciplina nobre, aproximando-a de outras ciências: política, economia, história, sociologia e filosofia.
É desse tempo (entre 1959 e 1964) o trabalho exaustivo denominado Programa de Estudos Geomorfológicos e de Geografia Humana da bacia do Rio Paraguaçu, estudo que teve o objetivo de contribuir para a melhoria das condições de vida das populações locais, realizado por solicitação da Comissão de Planejamento do Estado e com o apoio do Instituto Joaquim Nabuco de Pernambuco. Um outro grande projeto foi o estudo sobre o uso da terra nas zonas cacaueira e ocidental do recôncavo, para o Serviço Social Rural, já com análise aerofotogramétrica. Entre 1958 e 1964 foram publicados mais de 60 títulos, livros e artigos de revistas, de autoria de professores brasileiros e estrangeiros. Os deslocamentos eram feitos em um Citroën deux-chevaux, modelo especial para trabalho de campo, oferecido pela Cooperação Francesa, que também doou equipamento para o LGERUB, e no ônibus da recém fundada Escola de Geologia da Universidade.
 Era nessa época que o Dr. Thales de Azevedo, então diretor da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, na Bahia, mantinha um seminário freqüentado por sociólogos, geógrafos, economistas, antropólogos. Nele, distinguiam-se intelectuais como Jorge Calmon, Frederico Edelweiss, Raymond Vander Haegen, cônsul da França e diretor da excelente Casa da França, Clarival do Prado Valadares, Pinto de Aguiar, Luis Navarro de Brito, Valentin Calderon, José Calazans, Luis Henrique Tavares, Edite da Gama e Abreu, Isaias Alves, Lísia e Vital Duarte, Fernando Santana, e os muito jovens Fernando Pedrão, Severo Salles e Remy de Souza, entre outros. Nesse ambiente, cria-se o Boletim Baiano de Geografia, que se manteve até 1969, que publicava artigos de geógrafos do Brasil e da França.
Nessa época, destacam-se, ainda outros centros de ensino e pesquisa, tais como o Instituto de Economia e Finanças, o Gabinete de Estudos Portugueses, o Laboratório de Fonética e o Gabinete de Filologia Românica.
Durante todo esse período, a equipe do laboratório participava ativamente das reuniões anuais da Associação de Geógrafos Brasileiros (AGB) nas quais se estudava, exaustivamente, a cidade sede do encontro e seu entorno. Durante 15 dias a AGB era um espaço intelectual importante na época. Em 63, Milton Santos foi eleito presidente da AGB não sem enfrentar, em Penedo-Alagoas, sede da reunião da AGB em 1962, preconceitos quanto à sua candidatura, sendo veementemente defendido, na ocasião, por Caio Prado Júnior, então editor da Brasiliense. Um ano depois, realizou-se com grande sucesso a AGB em Jequié, sob a presidência de Milton.
A brilhante carreira do Professor tomou vários rumos quando Jânio Quadros, eleito Presidente da República, mostrou desejo de levar, na sua viagem a Cuba, um dos redatores do jornal A TARDE, e o Prof. Jorge Calmon, redator-chefe do jornal, indicou Milton Santos. Essa viagem aproximou os dois, Jânio e Milton, e, logo após ser empossado, Jânio o convidou para ser subchefe da casa civil na Bahia, cargo que exerceu durante o curto mandato do presidente. Nessa ocasião, propôs a Jânio medidas como punições a bancos e exportadores e imposto sobre as grandes fortunas, o que foi acatado pelo presidente.    
Logo depois, o governador Lomanto Júnior o nomeou presidente da Comissão de Planejamento Econômico (CPE), cargo que ele deixou em 1964. Durante o exercício desse cargo, entre 1963 e 1964, Milton Santos tratou de temas de política econômica e planejamento regional, a partir de uma perspectiva científica, utilizando-se da linguagem acadêmica. Apesar de exercer cargos tão importantes, nunca negligenciou seu trabalho no Laboratório. Aquela casa de pesquisa e de trabalho funcionava como uma grande família, onde a confiança, a solidariedade e o companheirismo eram a tônica. Todos que desejaram tiveram a oportunidade de realizar cursos de pós-graduação na França ou na África, desenvolvendo suas aptidões, sempre estimulados pelo prof. Milton Santos, que transmitia, além de ensinamentos, motivações e autoconfiança, através do pensamento autônomo, crítico e criativo. Com sua capacidade inconteste de gestor, compreendia diferenças e incentivava a produção.
A implantação de uma nova filosofia de trabalho em Geografia, até então inexistente no Brasil, abre espaços para a geração de pesquisas, capazes de movimentar outras mentes e acionar novas idéias.
   Em meio a esse clima, é colhido pela longa noite iniciada em 1964. Avisado de que corria perigo, é convidado pelo prof. Van der Haegen, cônsul honorário da França, para abrigar-se em sua casa, ao tempo em que Nailton, seu irmão, é acolhido na casa de Celso Furtado. De nada adiantou para Milton: enquanto Nailton, ainda em abril, partia para o México de onde, só lá chegando, comunicou-se com a família, Milton era preso e enviado para o 19 BC, no Cabula, um fim de mundo, na época, onde parte de sua equipe do laboratório e seus amigos iam diariamente visitá-lo, sem poder aproximar-se muito. Com ele, na cela,no “espaço doméstico”, ficaram Auto de Castro, professor de Filosofia da Universidade da Bahia, e o engenheiro Ernesto Dremher, superintendente da Refinaria Landulfo Alves, de Mataripe.
Sobre Milton, diz Auto de Castro:“Em 1949, conheci Milton. A Bahia, nessa época, era muito pequena. Havia uma convergência social para a rua Chile; a elite da Bahia se reunia no Café de Bernadete, que era a sede do Partido Socialista. Era uma portinha junto a Livraria Civilização Brasileira, mais tarde sede da VASP. Intelectuais, poetas, gente da Academia de Letras e políticos aí se reuniam, enquanto moças casadouras, senhoras da sociedade e até a burguesia baiana desfilavam entre ás 16 e 18:30 na rua famosa. Naquela época, havia um espirito na cidade: comentários, anedotas e todos os fatos políticos eram imediatamente conhecidos na rua Chile, devidamente desdobrados e criticados. Hoje não existe mais isso – a cidade cresceu muito e perdeu esse espírito.”
Enquanto esteve na prisão, chegavam cartas e convites de várias Universidades francesas. O próprio Van der Haegen serviu de intermediário entre o governo francês e o Coronel Humberto Melo, responsável pelo 19 BC, segundo ainda Auto de Castro. Na véspera de São João, devido a um inicio de derrame, foi levado ao hospital e depois solto. Tentou ainda continuar sua vida de cidadão e de intelectual, mas o Brasil fechou-lhe as fronteiras. Em dezembro, conheceu uma das suas experiências mais dolorosas: deixar o Brasil, seu filho Miltinho – o casamento já tinha terminado –, sua família, seus amigos, suas raízes. Partiu para a Universidade de Toulouse Le Mirail, onde seu “irmão” francês, prof. Bernard Kaiser, o esperava, tentando proporcionar-lhe um ambiente de trabalho favorável e oferecendo-lhe amizade de irmão. Mais tarde, na mesma Universidade, recebeu o título de Dr. Honoris Causa, o primeiro dos 20 que receberia durante toda a sua vida.
É preciso dizer que, embora afastado fisicamente, Milton esteve intelectual e emocionalmente ligado á Bahia, e foram muitos os trabalhos que aqui continuaram a se realizar sob sua orientação. As professoras Antônia Dea Erdens e, posteriormente, Tereza Cardoso da Silva, no Laboratório, continuavam o trabalho de Milton, dirigindo a equipe por ele formada.
De Toulouse, onde ficou por três anos, Milton Santos fixa-se em Bordeaux. Lá, entre os seus alunos, havia uma que se distinguia dos demais, Marie Hélène Tiercelin, que mais tarde viria a ser sua mulher, nos últimos quase trinta anos, mãe de seu segundo filho, Rafael. Marie Hélène foi um marco em sua vida pessoal e intelectual. Proporcionou-lhe, no ambiente de trabalho, a paz, a tranqüilidade e o equilíbrio necessários ao seu mister de grande pensador. E, sendo geógrafa, trocava com ele déias de trabalho, além de ter feito as traduções de vários de seus livros. Observa-se que a fase de grande produção intelectual de Milton começou em início de 70, com Marie Hélène.
A partir de 1964, também começa a sua longa trajetória pelo mundo. De Bordeaux, onde fica durante um ano vai para Paris, onde convive com amigos franceses, entre os quais Michel Rochefort, Jacqueline Beaujeu-Garnier, Pierre George, Guy Lassère, George e Niki Coutsinas, Oliver Dolffus, Jacques Levi e brasileiros entre os quais Miota e Luís Navarro de Brito, Miguel Arraes, Celso Furtado, além de alunos brasileiros que se encontravam cursando o doutorado nas diversas universidades francesas. Para a Venezuela, onde foi contratado para estudar Caracas no programa “Venezuela Hoje”, financiado pelo governo da Venezuela e pela ONU, segundo informações da Profª. Drª Antônia Dea Erdens, leva consigo alguns colaboradores: dois brasileiros, a própria Antônia Dea e Licia do Prado Valadares, e duas francesas: profª Hélène Lamicq – hoje reitora da Universidade de Creteil (FR) – e Marie Hélène Tiercelin. Antes de seguir para Toronto, casa-se, no Haiti, em 1972, com Marie Hélène. Viajam, assim, para a Universidade Politécnica de Lima (73), Dar-es-Salaam (74-76), onde se torna amigo do então presidente Nyerere. Daí segue para a Columbia (NY 76-77) e volta à Venezuela (75-76). Foi também professor pesquisador durante dois anos do Massachuselts Institute of Technology, Cambridge (71-72), quando então é convidado para fundar um Laboratório de Geografia na Nigéria, África.
Marie Hélène está grávida de Rafael. Como um presente para Milton, para que seu filho nascesse baiano, Marie Hélène decide vir à Bahia. Era o pretexto que ele precisava para voltar em definitivo ao Brasil, já que as duas vezes que aqui esteve, antes de 1977 – uma das quais para a SBPC e a convite da Profª Maria de Azevedo Brandão – foram passagens rápidas. Durante os treze anos fora do país, estruturou a base do pensamento que analisa o impacto social provocado pelo desenvolvimento urbano político e econômico. Milton volta, conhecido e admirado mundialmente, já com várias obras publicadas. Trazia um novo livro que iria revolucionar a Geografia pelos seus conceitos, Por uma Geografia Nova, dedicado a Lígia Ferraro, sua amiga, morta prematuramente. O lançamento do livro aconteceu na Livraria Civilização Brasileira da Avenida Sete, nas Mercês. No mesmo ano, professor Milton enche um auditório do Instituto de Geociências da UFBA, com cerca de 200 pessoas vindas de todas as partes da Bahia e do Brasil num curso de extensão sobre “A Cidade Mundial de Nossos Dias”. Nasce Rafael, em julho de 1977.
 A UFBA, entretanto, não se interessa por reintegrá-lo como professor. Em anos anteriores, vários reitores foram procurados para que trouxessem Milton do seu exílio. Algumas promessas foram feitas, em vão. A UFBA, em 1977, continuou em silêncio, assim como as demais universidades do Brasil, com exceção do Rio Grande do Sul. Milton Santos vai para o sul, trabalha entre São Paulo e Rio de Janeiro como consultor. Em São Paulo, é convidado por sua amiga Maria Adélia Aparecida de Souza, na época coordenadora de Ação Regional do governo Paulo Egydio Martins, como consultor, enquanto não conseguia uma função na Universidade. Em 1979, vai para o Rio de Janeiro onde é contratado como professor assistente. Continuou realizando trabalhos esporádicos. Foram anos difíceis, pelo fato de não saber o que lhe reservava o futuro, para ele e sua pequena família. Finalmente, em 1984, com o apoio de jovens professores, submete-se ao concurso para titular na USP. Foi fundamental, nesse momento, o apoio dos amigos Maria Adélia Souza e Araújo Filho, da mesma forma que a Professora Maria do Carmo tinha sido, na UFRJ. Na USP, manteve um grupo de pesquisadores nos mesmos moldes do antigo Laboratório de Geomorfologia, os quais continuam até hoje. A partir daí, a carreira brilhante de Milton Santos começou a decolar no Brasil, apesar de já ser conhecido no mundo inteiro. Os convites do exterior continuaram.
Foi professor visitante da Universidade de Stanford, na Cátedra de Joaquim Nabuco (97-98). Foi Diretor de Estudos em Ciências Sociais, Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (Paris 1998). Consultor das Nações Unidas, OIT, OEA e UNESCO. Consultor junto aos governos da Argélia e Guiné Bissau. Consultor junto ao Senado Federal da Venezuela para questões metropolitanas. Membro do comitê assessor do CNPq e ex-coordenador da Comissão de Coordenação dos Comitês Assessores do CNPq (82-85). Coordenador da área de Arquitetura e Urbanismo da FAPESP (Fundação para o Amparo a Pesquisa no Estado de São Paulo, 91-94). Membro da Comissão de Alto nível do Ministério da Educação, encarregada de estudar a situação de ensino no pais (98-90). Membro da comissão especial da Assembléia Constituinte do estado da Bahia, encarregado de redigir um ante-projeto de Constituição Estadual (89). Presidente da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR 91-93). Presidente da Associação de Pós-graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE 93-95).
Em 1994, recebeu o Prêmio Internacional Vautrin Lud, correspondente ao Nobel da Geografia, tendo como proponente o professor Jorge Gaspar, da Universidade de Lisboa. Costumava dizer que, a partir desse prêmio, a mídia brasileira lhe abrira as portas. Recebeu-o na pequena cidade de Saint-Dié des Vosges, coincidentemente na região da cidade de Strasbourg onde havia defendido, na década de 50, o seu doutorado. Pela primeira vez na história desse prêmio, ele era outorgado a um geógrafo que não era nem francês nem norte-americano.
Milton Santos recebeu ainda mais de duas dezenas de medalhas, tais como: Medalha de Mérito, Universidad de La Habana, Cuba, 1994; Colar do Centenário (Conjunto de Obra em Geografia) Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, 1997; Ordem 16 de setembro – Primeira Classe, Estado de Mérida, Venezuela, 1998; 11ª Medalha Chico Mendes de Resistência, Grupo Tortura Nunca Mais, Rio de Janeiro, 1999; Medalha do Mérito, Fundação Joaquim Nabuco, Recife,1999, entre outras. Dentre os prêmios destacam-se: Vozes Expressivas do Final do Milênio, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, 1997; Personalidade do Ano, Instituto de Arquitetos do Brasil, Rio de Janeiro,1997; Homem de Idéias, 1998, Caderno Idéias, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro,1998; O Brasileiro do Século, Revista Isto É, 1999 (laureado na categoria Educação, Ciência e Tecnologia, entre 20 personalidades ); Prêmio Jabuti (melhor livro de Ciências Humanas) 1997, com A natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção, Hucitec, São Paulo, 1996; prêmio UNESCO na categoria Ciência, 2ª edição, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Brasília, 2000. Seu último prêmio foi o Multicultural Estadão Cultura, em junho de 2000, concorrendo com inúmeras personalidades e sendo votado por milhares de brasileiros. Numa cerimônia carregada de emoção e beleza, disse: “Considero a indicação do prêmio Multicultural Estadão Cultura como um presente expressivo que coroa, de alguma forma, o meu trabalho intelectual [...] Meu desejo secreto, o desejo dos pensadores, e é difícil confessa-lo, é que o seu trabalho possa ter alguma repercussão, sobretudo quando ele ultrapassa os limites da sua própria área e da universidade. O fato de seu o trabalho ter uma visibilidade em camadas mais amplas da sociedade dá ao seu autor, não a certeza que ele tenha o aplauso geral, mas um certo conforto de ver que o seu discurso não é um discurso fechado. Agradeço a todos que votaram em mim, aos meus amigos e ofereço esse prêmio a todos os brasileiros que tanto esperam de seus intelectuais.”
Entre 1980 e 2000, Milton recebeu vinte títulos de Dr. Honoris Causa de Universidades do Brasil, da América Latina e da Europa. Publicou mais de quarenta livros e mais de 300 artigos em revistas cientificas, em português, francês e espanhol e inglês. Seu último livro, publicado em 2001 pela editora Record, foi : O Brasil: Território e Sociedade no Inicio do Século XXI. Organizou diversos livros, números especiais de revistas cientificas em português, francês e inglês. Fez pesquisas e conferências em diversos países, dentre os quais: Japão, México, Colômbia, Costa Rica, Índia, Argentina, Uruguai, Tunísia, Argélia, Costa do Marfim, Benin, Togo, Gana, Panamá, Nicarágua, Espanha, Portugal, República Dominicana, Cuba, Estados Unidos, França, Tanzânia, Venezuela, Peru, Inglaterra, Suíça, Bélgica, Senegal e Itália. Concedeu inúmeras entrevistas à mídia falada e escrita, a entidades diversas, a estudantes etc.
Em 1996, para os seus 70 anos, amigos se reuniram para prestar-lhe uma homenagem, num Seminário Internacional, em São Paulo, denominado O mundo do Cidadão. Um cidadão do mundo. Nessa ocasião, foi lançado um livro com o mesmo nome, com depoimentos de 67 intelectuais e amigos de todas as partes do mundo, acolhidos na ocasião pela USP, entre os quais, Manoel Correia de Andrade, Maurício Abreu, Aurora Garcia Ballesteros, Paul Claval, Leila Dias, Inês Costa Ferreira, Octavio Ianni, Rosa Ester Rossini, Armen Mamigonian, Joaquim Bosque Maurel, Rui Moreira, Aldo Paviani, Richard Peet, Ana Clara Torres Ribeiro, Teresa Barata Salgueiro, David Slater, Neil Smith, Marlene d`Aragão Carneiro, Teresa Cardoso da Silva, José Estebanez Alvarez, Jacques Lévy, Creuza Santos Lage, Neyde Maria Gonçalves, Sílvio Dvorecki, Saskia Sassen, Maria Azevedo Brandão, Délio Ferraz Pinheiro, Carlos Reboratti, Graciela Ortega, Daniel Hiernaux-Nicolas, Jorge Gaspar, Pedro Geiger, Ruy Moreira, Adir Rodrigues, Ana Fani Carlos, Pablo Ciccolella, José Borzacchiello, Ana Clara Ribeiro, José Estabanez Álvarez, Miguel Panadero, Ana Maria Gicoechea, Terence McGee, Germân Wettstein, Maria Auxiliadora da Silva, Remy Knafou, Pedro Vasconcelos e Sílvio Bandeira de Melo entre muitos outros. A Profª. Maria Adélia Aparecida de Souza e o grupo de jovens mestrandos e doutorandos do Profº. Milton Santos na USP, organizaram a cerimônia. O livro foi organizado pela Profª. Maria Adélia de Souza, que contou com a colaboração dos Profs. George Benko, de Paris-Sorbonne; Hélène Lamicq da Universidade de Creteil, Milton Santos Filho da Faculdade de Economia da UFBA; Luiz Cruz Lima da Universidade do Ceará e Maria Auxiliadora da Silva da UFBA. Esta cerimonia marcou o reconhecimento pleno da importância do Milton Santos.
Segundo Maria Adélia de Souza, “Milton foi exilado político. Mas, como poucos não tira proveito disso, exerce vivamente a ética na política. Jamais se comportou como vitrine do regime militar [...] Sofreu todas as dificuldades para se estabelecer e sobretudo, reingressar na vida e nas universidades brasileiras. Apesar das vicissitudes, procura exercer o seu labor e construir, aí sim, um profundo pensamento teórico e político que o Brasil e os brasileiros necessariamente, aos poucos estão tendo de conhecer e admirar. Milton se instala, não como herói que volta carregado nos braços do povo mas, difícil, cautelosa e profundamente vai se impondo como um dos principais pensadores e intelectuais brasileiros, com um pensamento e uma posição política profundos e inarredáveis. No exílio, se dedica obstinadamente aos estudos. É aí que fundamenta, sem dúvida nenhuma, sua obra posterior.”
Além das universidades francesas, americanas e latino-americanas, da África e da Ásia, Milton Santos colaborou ainda com a Complutense de Madrid, de Barcelona e de Lisboa.
Na trajetória de Milton Santos é importante relembrar sua disponibilidade para com os amigos, para com os jovens, seu interesse por eles, sua percepção aguçada que fez de cada um que privou de sua amizade, sentir-se o único. Essa afeição também atingiu amigos como Octávio Ianni, Gervásio Neves e Michel Patty, Joaquim Bosque Maurel, Paul Claval, Jacques Hubschman. Estar ao lado do Profº Milton Santos traz a segurança de estar perto da sabedoria. Sua presença é forte e ao mesmo tempo suave e sua energia, vontade e alegria são contagiantes.
Em 24 de junho de 2001 a saudade toma o lugar de sua presença generosa, do seu sorriso aberto, de sua fala firme e suave, ficando a certeza de termos convivido com quem soube, mais do que ninguém, defender a construção de um mundo mais humano._________________*Maria Auxiliadora da Silva é professora do Departamento e Mestrado de Geografia do IGEO-UFBAExtraído: Fundação Perseu Abramo “não sou militante de coisa alguma, apenas de idéias.” Foi o único estudioso fora do mundo anglo-saxão a receber o mais alto prêmio internacional em geografia, o Prêmio Vautrin Lud (1994). Considerada equivalente ao Nobel na Geografia, a láurea marcou o reconhecimento de suas idéias no Brasil. Sua produção acadêmica não permite modéstia: são cerca de 40 livros e 300 artigos científicos.
"Um homem que pensa, e que, por isso mesmo, quase sempre se encontra isolado no seu pensar, deve saber que os chamados obstáculos e derrotas são a única rota para as possíveis vitórias, porque as idéias, quando genuínas, unicamente triunfam após um caminho espinhoso."


"Outrora, os intelectuais eram homens que, na Universidade ou fora dela, acreditavam nas idéias que formulavam e formulavam idéias como uma resposta às suas convicções. Os intelectuais, dizia Sartre, casam-se com o seu tempo e não devem traí-lo."
Prêmios, títulos e distinções2000 - Recebe o Prêmio Gilberto Freyre de Brasilidade, Conselho de Economia, Sociologia e Política, Federação do Coméricio do Est. SP.1999 - Professor Honoris causa, Universidade Federal do Rio de Janeiro.1999 - Recebe a 11ª Medalha Chico Mendes de Resistência, Grupo Tortura Nunca Mais, Rio de Janeiro.1999 - Recebe a Medalha do Mérito, Fundação Joaquim Nabuco, Recife.1999 - Recebe a Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica - categoria Educação, Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, Brasília.1999 - Doutor Honoris Causa, Universidade de Brasília.1999 - Doutor Honoris Causa, Universidade Federal de Pernambuco.1999 - Doutor Honoris Causa, Universidade de Brasília.1999 - Doutor Honoris Causa, Universidade Federal de Pernambuco.1999 - É laureado O Brasileiro do Século, na categoria Edcação, Ciênca e Tecnologia. [entre 20 personalidades], pela Revista Isto é.1998 - Doutor Honoris causa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro.1998 - Recebe a Ordem 16 de septiembre, Primera Clase, Estado de Mérida, Venezuela.1998 - Homenagem Obrigado, Professor; Obrigada, Professora, Sessão Solene da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, Assembléia Legislativa do Estado da Bahia.1998 - Recebe o Título Homem de Idéias - 1998, Caderno Idéias, Jornal do Brasil, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro.1997 - Doutor Honoris causa, Universidad Nacional de Cuyo, Argentina.1997 - Doutor Honoris causa, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP.1997 - Recebe o Colar do Centenário [Conjunto da Obra em Geografia], Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.1997 - Prêmio "Vozes Expressivas do Final do Milênio", Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.1997 - Recebe o Título de Cidadão Bauruense, Câmara Municipal de Bauru, São Paulo.1997 - Recebe o 39º Prêmio Jabuti (1997) na categoria "Ciências Humanas" para o Livro "A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção", Hucitec, São Paulo, editado em 1996, 2ª edição: 1997, 3ª edição: 1999, .1997 - Recebe o Prêmio Personalidade do Ano, Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento do Rio de Janeiro.1997 - Recebe o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo, Câmara Municipal de São Paulo.1997 - Recebe a Medalha Anchieta, Câmara Municipal de São Paulo.1997 - Ordem do Mérito do Sevidor Público, Galeria da Ordem do Mérito do Servidor Público, Associação dos Funcionários Públicos do Est. SP.1996 - Doutor Honoris causa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.1996 - Doutor Honoris causa, Universidade Estadual do Ceará.1996 - Doutor Honoris causa, Universidade de Passo Fundo.1996 - Doutor Honoris causa, Universitat de Barcelona, Espanha.1996 - Doutor Honoris causa, Universidade Federal de Santa Catarina.1995 - Recebe a Ordem Nacional do Mérito Científico; Comendador, Governo Brasileiro.1995 - Recebe a Medalha da Câmara Municipal de São Paulo, Câmara Municipal de São Paulo.1995 - Recebe o Prêmio do Mérito Tecnológico, Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo.1995 - Doutor Honoris causa, Universidade Estadual do Centro Oeste, Estado da Bahia.1995 - Doutor Honoris causa, Universidade Federal de Sergipe.1994 - Recebe o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud.1994 - Recebe a Medalha do Mérito, Universidad de La Habana, Cuba.1994 - Doutor Honoris causa, Universidad Complutense de Madrid, Espanha.1993 - Recebe o Prêmio USP 1993, Orientação da melhor tese em Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.1992 - Doutor Honoris causa, Universidad de Buenos Aires, Argentina.1989 - Membro da Comissão Especial da Assembléia Constituinte do Estado da Bahia, encarregada de redigir um ante-projeto de Constituição Estadual, Assembléia Constituinte do Estado da Bahia, 1989.1986 - Doutor Honoris causa, Universidade Federal da Bahia.1980 - Doutor Honoris causa, Université de Toulouse, França.
"O cidadão é multidimensional. Cada dimensão se articula com as demais na procura de um sentido para a vida. Isso é o que dele faz o indivíduo em busca do futuro, a partir de uma concepção de mundo."


"A Geografia não é uma disciplina que possa seduzir o mundo moderno. É uma disciplina que se pretende sintética."
 “Ser negro no Brasil é, pois, com freqüência, ser objeto de um olhar enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar que há um lugar predeterminado, lá em baixo, para os negros e assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é incômodo haver permanecido na base da pirâmide social quanto haver subido na vida.”
“Centros urbanos modernos não destroem a experiência humana. O que a destrói é a civilização que adotamos.” A OBRA DE MILTON SANTOSLivros publicados/organizados ou edições  SANTOS, M. A. . La Naturaleza del Espacio. Técnica y Tiempo. Razón y Emócion. Barcelona: Ariel, 2000.____ . Por uma outra globalização. Do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro - São Paulo: Record, 2000.____ . Território e Soceidade, entrevista a Odette Seabra, Mônica de Carvalho, José Corrêa Leite. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2000.____ . A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção (1996). 3. ed. São Paulo: Hucitec, 1999.____ . Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e meio técnico-científico informacional (1994). 4. ed. São Paulo: Hucitec, 1998.____ . A urbanização brasileira(1993). 4. ed. São Paulo: Hucitec, 1998.____ . A urbanização brasileira (1993) . 4. ed. São Paulo: Hucitec, 1998.____ . O Espaço do Cidadão (1987). 4. ed. São Paulo: Nobel, 1997.____ . La Nature de l'Espace. Technique et Temp. Raison et Émotion. Paris: L'Harmattan, 1997.____ . Metamorfoses do espaço habitado (1988). 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1997.____ . O Trabalho do Geógrafo no Terceiro Mundo (1978). 4. ed. São Paulo: Hucitec / AGB, 1996.____ . Metamorfosis Del Espacio Habitado. Barcelona: Oikos Tau, 1996.____ . De La Totalidad Al Lugar. Barcelona: Oikos Tau, 1996.____ . Novos Rumos da Geografia Brasileira. 4. ed. São Paulo: Hucittec, 1996.____ . Técnica, Espaço Tempo: Globalização e Meio Técnico-Cientifico Informacional. 3. ed. SÃO PAULO: HUCITEC, 1996.____ . Metamorfoses do Espaço Habitado. 4. ed. São Paulo: Hucittec, 1996.____ . Por Uma Geografia Nova (1978) . 5. ed. São Paulo: Hucittec, 1996.____ . Por uma economia política da Cidade. São Paulo: Hucitec, Ed. PUC-SP, 1994.____ . Espaco e Metodo (1985). 3. ed. São Paulo: Nobel, 1992.____ . Pensando O Espaco do Homem (1982). 3. ed. São Paulo: Hucitec, 1991.____ . Por una geografia nueva. Madrid: Espasa-Calpe, 1990.____ . Metrópole corporativa fragmentada: o caso de São Paulo. São Paulo: Nobel, 1990.____ . Espace et méthode. Paris: Publisud, 1990.____ . Manual de geografia urbana (1981). 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1989.____ . O Espaço do Cidadão. São Paulo: Nobel, 1987.____ . Pour Une Geographie Nouvelle (1985). 2. ed. Paris: Editions Publisud, 1986.____ . Ensaios Sobre A Urbanização Latino-Americana (1982). 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1986.____ . Espacio y Metodo. Barcelona: Universidad de Barcelona, 1986.____ . Espaço e Sociedade (1979). 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1982.____ . A urbanização desigual (1980). 2. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1982.____ . The shared space: the two circuits of the urban economy and its spatial repercussions. Londres: Methuen, 1979.____ . A pobreza urbana (1978). 2. ed. São Paulo: Hucitec-UFPE, 1979.____ . Economia Espacial: Criticas e Alternativas. São Paulo: Hucitec, 1978.____ . O espaço dividido. Rio de Janeiro: Lvraria Ed. Francisco Alves, 1978.____ . L'espace partagé. Paris: Editions Librairies Techniques, M. Th. Génin, 1975.____ . Geografia Y Economia Urbanas En Los Paises Subdesarollados.Barcelona: Oikos-Tau, 1973.____ . Undervelopment and poverty: a geographer's view. Toronto: The latin american in residence lectures, 1972.____ . Le métier du géographe en pays sous-développés. Paris: E. Oprhys, 1971.____ . Les villes du Tiers Monde. Paris: E. Génin, 1971. v. 10.____ . Dix essais sur les villes des pays sous-développés. Paris: Ed. Ophrys, 1970.____ . Aspects de la géographie et de l'économie urbaine des pays sous-développés. Paris: Centre de Documentation Universitaire, 1969.____ . Croissance démographique et consommation alimentaire dans les pays sous-développés. Paris: Centre de Documentation, 1967.____ . A Cidade Nos Paises Subdesenvolvidos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965.____ . Marianne em Preto e Branco. Salvador: Livraria Progresso, 1960.____ . A cidade como centro de região. Salvador: Imprensa Oficial, 1959.____ . A rede urbana do recôncavo. Salvador: Imprensa Oficial, 1959.____ . O centro da cidade de Salvador. Salvador: Editora Progresso, 1959.____ .; TRICART, J. Estudos de Geografia da Bahia. Salvador: Livraria Progresso, Ed., 1958.____ .; JACOBINA, D. Localização industrial - Estudos e Problemas da Bahia. Salvador: E. mimeografada da CPE nº 3, 1958.____ . Zona do cacau. Introdução ao estudo geográfico (1955). 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1957.____ . Estudos sobre geografia. Salvador: Tipografia Manú, 1953.____ . Os estudos regionais e o futuro da geografia. Salvador: Imprensa Oficial da Bahia, 1953.____ . O povoamento da Bahia: suas causas econômicas. Salvador: Imprensa Oficial da Bahia, 1948. “O território é o dado essencial da condição da vida cotidiana.”
 

"O sonho obriga o homem a pensar."


"Quando se confundem cidadão e consumidor, a educação, a moradia, a saúde, o lazer aparecem como conquistas pessoais e não como direitos sociais. Até mesmo a política passa a ser uma função do consumo. Essa segunda natureza vai tomando lugar sempre maior em cada indivíduo, o lugar do cidadão vai ficando menor, e até mesmo a vontade de se tornar cidadão por inteiro se reduz."

"Como no mundo atual nada se faz sem o respaldo de idéias, é aí que aparece o novo papel do intelectual na reconstrução democrática do Brasil. O intelectual não pode ser dúbio nem oportunista. Mas, nas circunstâncias atuais, a intelectualidade é chamada a exercer uma militância ambigua, quando voltada a repetir discursos fátuos, slogans e palavras de ordem mais destinados à mobilização do que à produção gradual de uma consciência coletiva. (...) Aí entra o papel independente dos intelectuais. Na medida em que estes façam eco às demandas profundas das populações, expressas pelos movimentos populares (organizados ou não), servirão como vanguarda na edificação de projetos nacionais alternativos."
Artigos completos publicados em periódicosSANTOS, M. A. Modo de produção técnico-cinetífico e diferenciação espacial. Território, Rio de Janeiro, v. Ano VI, n. 6, p. 5-20, 1999.____ .; BERNARDES, Adriana. Tarefas da Geografia Brasileira num Mundo em Transformação: um momento de sua trajetória. Ciência Geográfica, Bauru, v. 13, p. 4-22, 1999.____ . Atividades para visibilidade e projeção da ANPUR 1991-1993. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, v. nº 1, p. 19-23, 1999.____ . La fuerza del lugar. Orden Universal. Orden Local". Geographikós. Una revista de Geografia, Buenos Aires, v. 7, n. 8, 1999.____ . A Universidade: da Internacionalidade à universalidade. Journal da Adufrj, Rio de Janeiro, v. 5, 1999.____ . Distinción al Dr. Milton Santos. Boletín Del Centro de Estudios Alexander Von Humboldt, Buenos Aires, v. 3, n. 4, 1999.____ . Milton Santos. Teoria e Debate, v. 12, n. 40, p. 32-39, 1999.____ . Milton Santos, um depoimento. SBPC, Cientistas do Brasil, Depoimentos, São Paulo, p. 743-752, 1998.____ . As exclusões da globalização: pobres e negros. Thoth, escriba dos deuses, Pensamento do Povos Africanos e Afrodenscentes, Brasília, v. nº 4, p. 147-160, 1998.____ . Da discriminação à consciência coletiva. Cadernos Cidadãos, São Paulo, v. nº 9, p. 4, 1998.____ . O intelectual e a universidade independente. Revista USP, São Paulo, v. nº 39, p. 54-57, 1998.____ . A técnica em nossos dias - a instrução e a eduçação. Cadernos da ABMES, Brasília, v. nº 1, 1998.____ . O intelectual e o dever da crítica. Série Eméritos 1, Humanitas Publicações, FFLCH-USP, São Paulo, 1998.____ . La Geografía tiene hoy su edad de oro. Meridiano Revista de Geografia, Buenos Aires, n. 6, 1998.____ . Milton Almeida dos Santos - um paladino solitário. Ciência Hoje, São Paulo, v. 24, n. 169, 1998.____ . Nuevas Concepciones de La Geografia. Geo-Uruguay - Revista Uruguaya de Geografia, URUGUAI, v. 1, p. 117-123, 1997.____ . O Lugar: Encontrando O Futuro. Rua Revista de Arquitetura e Urbanismo, BAHIA, v. 6, p. 34-39, 1997. ____ . De Uma Geografia Metaforica da Pós-Modernidade A Uma Geografia da Globalização. Revista Cultura Vozes, SÃO PAULO, v. 4, p. 14-30, 1997.____ . Geografia, Pesquisa, Política e Sociedade. Revista Ciência Geográfica, Bauru - SP, 1997.____ . Globalização, regionalização: a proposta do Mercosul. (em colaboração com Mónica Arroyo). Caderno Técnico do Sesi Cni, v. 24, p. 55-63, 1997.____ . O intelectual e a Universidade estagnada. Revista Adusp, n. 11, p. 16-20, 1997.____ . Da política dos Estados à política das empresas. Cadernos da Escola do Legislativo, v. 3, n. 6, p. 9-23, 1997.____ . Globalização e território. Documentos Básicos Sudene, Recife, p. 9-15, 1997.____ . Los nuevos mundos de la geografia. Geografia Por Venir Cuestiones Opiniones Debates, Buenos Aires, 1997.____ . São Paulo, uma evolução contraditória. Anales de Geografia de La Universidad Complutense, Madri, n. 16, p. 101-122, 1997.____ .; SILVEIRA, M. L. Globalización Y Geogrfia: La Compartimentacón Del Espació. Geografía Aplicada y Desarollo, QUITO, v. 16, n. 33, p. 05-12, 1996.____ . Los nuevos mundos de la Geografia. Anales de Geografia de La Universidad Complutense, Madri, n. 16, p. 15-28, 1996.____ . Espaço condiciona atividade econômica. Terceiro Fórum Sebrae, p. 14-20, 1996.____ . Por uma geografia cidadã: por uma epistemologia da existência. Boletim Paulista de Geografia, n. 21, p. 7-14, 1996.____ . Globalização e Geografia: a compartimentação do espaço. Caderno Prudentino de Geografia, n. 18, p. 5-17, 1996.____ . Globalização e reforma agrária. Agb Informa, v. 1995, n. 59, 1995.____ . A questão do meio ambiente: desafios para a construção de uma perspectiva transdisciplinar. Anales de Geografia de La Universidad Complutense Ciudad y Medio Ambiente, Madri, p. 695-705, 1995.____ . La aceleración contemporanea: tiempo-mundo y espacio-mundo. Revista Universidad Del Valle, Cali, p. 30-35, 1995.____ . Los espacios de la globalizacion. Revista Universidad Del Valle, Cali, p. 36-41, 1995.____ . Raison universelle, raison locale. Les espaces de rationalité. Espaces Et Sociétés, Paris, n. 79, p. 129-135, 1995.____ . Universal reason, local reason, the spaces of rationality.Geojournal, v. 36, n. 1, p. 108-110, 1995.____ . Como você conceitua as noções de urbanização e metropolização[entrevista]. Revista Caramelo, São Paulo, n. 7, p. 60-71, 1994.____ . São Paulo, metrópole internacional do Terceiro Mundo. Revista do Departamento de Geografia (USP), n. 7, p. 7-24, 1994.____ . El Mundo y la Geografia Hoy. Revista Geográfica Venezoelana, v. 33, n. 1, p. 5-9, 1993.____ . Espaço, mundo globalizado, pós-modernidade [entrevista]. Revista Margem, n. 2, p. 9-20, 1993.____ . Objeto e ações: dinâmica espacial e dinâmica social. Geosul, n. 14, p. 49-59, 1993.____ . Metrópole: a força dos fracos é o seu tempo lento. Ciência e Ambiente, v. IV, n. 7, p. 7-12, 1993.____ . Espaços entrecruzados: geografia no Brasil e na França. [Coleção Documentos Série Estudos Brasil França], IEA - USP - SÃo PAulo, n. 2, p. 15-25, 1993.____ . Estudo da Urbanização Brasileira. Carta Senado Federal, n. 8, p. 125-137, 1993.____ . Materiais para o estudo da urbanização brasileira no período técnico-científico. Cadernos do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares Neur, v. 2, n. 1, p. 9-21, 1993.____ . A formação universitária do professor de Geografia. Revista Orientação, p. 43-44, 1993.____ . Modernidad, medio técnico-científico y urbanización em Brasil. Cuadernos Del Cendes, n. 13-14, p. 129-145, 1993.____ . Imigração e Movimento. Revista de Cultura Vozes, v. 87, n. 3, p. 2-6, 1993.____ . Les espaces de la globalisation. Cahiers Du Gemdev, Paris, n. 20, p. 161-172, 1993.____ . A aceleração contemporânea. Tempo Mundo e Espaço Mundo . Boletín Geográfico, Neuquén, n. 19, p. 1-10, 1993.____ . Los espacios de la globalización. (traducción de Joaquín Bosque Maurel). Anales de Geografia de La Universidad Complutense, Madrid, n. 13, p. 69-77, 1993.____ . Involução metropolitana e economia segmentada: o caso de São Paulo. Bahia Análise e Dados. Salvador, v. 3, n. 1, p. 5-17, 1993.____ . Temps-monde et espace-monde. Relever le défi conceptuel . Strates, n. 7, 1992.____ . Entrevista. Geographicós Una Revista de Geografia, Buenos Aires, v. 2, n. 3, p. 17-20, 1992.____ . Entrevista. Geosul, v. VI, n. 12/13, p. 170-201, 1992.____ . Retroceso metropolitano y economia segmentada: el caso de São Paulo. Inestigaciones Geográficas, n. 25, p. 81-111, 1992.____ . Modernidad, medio técnico-científico y urbanización en Brasil. 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III, n. 5, 1988.____ . Por um espaço transformador. U -Arquitetura e Urbanismo, v. 5, n. 21, 1988.____ . O meio técnico-científico e a urbanização no Brasil. Espaço e Debates, n. 25, 1988.____ . America Latina: nueva urbanización, nueva planeación. Vivienda, México, v. 12, n. 1, 1987.____ . [Autores, C. O.] Proposta da SBPC para a Cosntituinte. Revista Ciência e Cultura, v. 39, n. 4, p. 349-356, 1987.____ . Passado e presente nas relações entre sociedade e espaço e localização pontual da indústria moderna no Estado da Bahia. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n. 65, 1987.____ . Echapper à l'emprise des ideologies. Espace Temps, Paris, n. 36, 1987.____ . O geógrafo e a Constituinte. Agb Informa, São Paulo, n. 24, 1987.____ . Spatial Dialectics: the two circuits of urban economy in underdeveloped countries. Antipode a Radical Journal Of Geography, v. 17, n. 2-3, 1987.____ . Territorio, Cidadania e Constituinte. A&U - Arquitetura e Urbanismo, 1987.____ . A face oculta. A&U - Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, v. Ano 2, n. 7, 1986.____ . Tradição, modernidade e cultura na cidade grande. Espaço & Debates, n. 17, 1986.____ . O território e a Constituição. Revista de Administração Pública, v. 20, n. 4, p. 65-69, 1986.____ . América Latina: nova urbanização, novo planejamento. Orientação, USP, São Paulo, n. 7, p. 47-52, 1986.____ . O período técnico-científico e os estudos geográficos. (publicado em 1990). Revista do Departamento de Geografia (USP), n. 4, 1985.____ . Metamorfoses do espaço habitado. A&U - Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, p. 88-89, 1985.____ . A responsabilidade social dos geógrafos. Jornal de Geografia, Uberaba, MG, 1985.____ . A ideologia da ocupação. A&U - Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, p. 79-80, 1985.____ . Novo espaço, nova urbanização. Espaço & Debates, n. 13, 1985.____ . La géographie à la fin du XXème siécle. Revue Internationale Des Sciences Sociales, n. 102, 1985.____ . A Geografia e A Nova Dimensão do Planeta. REVISTA BRASILEIRA DE TECNOLOGIA, VOL.15, N.5, 1984., p. 0-0, 1984.____ . Para que a geografia mude sem ficar a mesma coisa. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n. 59, p. 5-22, 1984.____ . As desigualdades regionais na Guiné Bissau. Estudos Afro Brasileiros Cadernos Cândido Mendes, n. 10, p. 73-93, 1984.____ . A geografia e a nova dimensão do planeta. Revista Brasileira de Tecnologia Cnpq, Brasília, DF, v. 15, n. 5, p. 13-21, 1984.____ . A geografia do fim do século XX: a redescoberta e a remodelagem do planeta e os novos papéis de uma disciplina ameaçada. Revista Geonordeste, Aracajú, SE, n. 2, p. 1-13, 1984.____ . A teoria da delimitação dos sistemas sociais. Revista de Administração Pública, v. 7, n. 2, p. 118-120, 1983.____ . Alocução à 2ª Sessão do cap. A América Latina e a África no quadro das relações sul-sul. Estudos Afro Brasileiros Cadernos Cândido Mendes, Rio de Janeiro, n. 6-7, p. 69-71, 1982.____ . O espaço e seus elementos. 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Cultura Ufba, Salvador, n. 8, p. 5-17, 1962.____ . Zonas deprimidas e zonas pioneiras. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v. XIV, n. 53-54, p. 19-24, 1961.____ . Alguns problemas do crescimento da cidade do Salvador. Boletim Baiano de Geografia, Salvador, v. II, n. 5-6, p. 21-45, 1961.____ . Uma comparação entre as zonas cacaueiras do Estado da Bahia(Brasil) e da Costa do Marfim. Boletim Baiano de Geografia, Salvador, v. Ano I, n. 3, p. 21-33, 1960.____ . Salvador e o deserto. Revista Brasileira de Municípios, v. XIII, p. 127-128, 1960.____ . Geografia e Desenvolvimento Econômico. Desenvolvimento Problemas e Soluções, Salvador, p. 107-126, 1960.____ . Aspectos geográficos da concorrência entre os diversos meios de transportes na zona cacaueira da Bahia. Boletim Baiano de Geografia, Salvador, v. I, n. 1, p. 41-56, 1960.____ . Economia comercial e transformação da paisagem na A. O. F., principalmente na Costa do Marfim. [notas de viagem]. Boletim Carioca de Geografia, Rio de Janeiro, v. XII, n. 1-2, 1959.____ . A cultura do cacau na Costa do Marfim. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n. 31, p. 68-95, 1959.____ . Contribuição ao estudo dos centros de cidades: o exemplo da cidade de Salvador. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n. 32, p. 17-30, 1959.____ . Quelques problèmes géographiques du centre de la ville de SAlvador. L'information Géographique, Paris, n. 3, 1959.____ . Localização industrial em Salvador. Revista Brasileira de Geografia, v. XX, n. 3, p. 245-276, 1958.____ . A população da Bahia. Boletim Geográfico, v. XVI, n. 146, p. 622-625, 1958.____ . Ituberá, porto cacaueiro rejuvenescido pela indústria. Anais da Associação dos Geógrafos Brasileiros, São Paulo, v. X, p. 119-131, 1958.____ . Uma definição da cidade do Salvador. 'revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v. XI, 1958.____ . Os climas da Bahia. Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, n. 145, 1958.____ . As indústrias da cidade do Salvdor: distribuição geográfica. (em colaboração com A. D. Carvalho). Anais da Associação dos Geógrafos Brasileiros, São Paulo, v. X, p. 119-131, 1958.____ . Devemos transferir a capital da Bahia?. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v. XI, p. 155-156, 1958.____ . A Baixa dos Sapateiros. Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Salvador, n. 81, p. 71-79, 1957.____ . Distribuição geográfica da população baiana. Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Salvador, n. 80, p. 115-123, 1957.____ . Nazaré, um porto ferroviário do Recôncavo Baiano. Anais da Associação dos Geógrafos Brasileiros, São Paulo, v. IX, p. 305-320, 1957.____ . A cidade de Jequié e sua região. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. XVIII, n. 1, p. 71-112, 1957.____ . Notas para o estudo do habitat rural na zona cacaueira da Bahia. Anais da Associação dos Geógrafos Brasileiros, v. VIII, p. 385-406, 1956.____ . Estrutura agrária do município Ipiaú. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v. XI, n. 31, p. 224-226, 1956.____ . Classificação funcional dos jornais brasileiros: as regiões jornalísticas. Boletim da Associação Baiana de Imprensa, Salvador, n. 55, 1955.____ . A região de Alagoinhas. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v. VI, n. 21, 1953.____ . Geografia antiga e moderna. Revista da Educação e Cultura, Salvador, 1952. "vivemos numa época de globalitarismo muito mais que de globalização."

"Em nome do cientismo, comportamentos pragmáticos e raciocínios técnicos, que atropelam os esforços de entendimento abrangente da realidade, são impostos e premiados. Numa universidade de ‘resultados’, é assim escarmentada a vontade de ser um intelectual genuíno, empurrando-se mesmo os melhores espíritos para a pesquisa espasmódica, estatisticamente rentável. Essa tendência induzida tem efeitos caricatos, como a produção burocrática dessa ridícula espécie de ‘pesquiseiros’, fortes pelas verbas que manipulam, prestigiosos pelas relações que entretêm com o uso dessas verbas, e que ocupam assim a frente da cena, enquanto o saber verdadeiro praticamente não encontra canais de expressão."
Capítulos de livros publicados SANTOS, M. A. Globalización y territorio: de la compertimentación a la fragmentación. In: VELÁZQUEZ, Guillermo Angel; María Celia García. (Org.). Calidad de vida urbana. Aportes para su estudio em Latino America. Tandil: CIG, Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires, 1999, v. , p. -.____ . El territorio: un agregado de espacios banales. In: MOYA, Miguel Panadero. (Org.). América Latina: Lógicas Locales. Lógicas Globales. La Mancha, Cuenca: Ediciones de la Univerisdad de Castilla, 1999, v. , p. 31-39.____ . Avareza, ano 2000. In: Emir Sader. (Org.). 7 Pecados do Capital. Rio de Janeiro; São Paulo: Record, 1999, v. , p. 23-29.____ . A rede urbana do Recôncavo (1959). In: BRANDÃO, Maria de Azevedo. (Org.). Recôncavo da Bahia, Sociedade e Economia em Transição. Salvador: Fundação Jorge Amado, 1998, v. , p. 59-100.____ . A grande crise já se instalou. In: MINEIRO, Adhemar; Luis Antonio Elias; Cesár Benjamin. (Org.). Visões da crise. Rio de Janeiro: Editora Contratempo, 1998, v. , p. 89-100.____ . Nação, Estado e Território. In: MENDONÇA, Sonia; Márcia Motta. (Org.). Nação e Poder: as dimensões da História. Rio de Janeiro: Editora da Universidade Federal Fluminense, 1998, v. , p. 23-29.____ . La Revolución Tecnológica en el Território: Realidades y Perspectivas. In: ORTEGA, Graciela Uribe. (Org.). Cuaderno de Geografía Brasileña. México: Centro de Investigación Científica, 1998, v., p. 9-19.____ . O Período Técnico-Científico e os Estudos Geográficos. In: Escolar, Marcelo; Antonio C. R. Moraes. (Org.). Nuevos roles del Estado en el reordenamiento del território: aportes teóricos (II Seminário Latinoamericano de Geografía Crítica - 26 a 30 de novembro de 1990). Buenos Aires: Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires, 1998, v. , p. 111-120.____ . A aceleração contemporânea: tempo-mundo, espaço-mundo. In: Ladislau Dowbor; Octávio Ianni; Paulo Edgar Resende. (Org.). Desafios da globalização. Petrópoles: Vozes, 1997, v. , p. -.____ .; SILVEIRA, M. L. D'Une Géographie Métaphorique de La Post-Modernité À Une Géographie de La Globalisation. In: Georges Benko. (Org.). Espace et post-modernité. Paris: L'Harmattan, 1996, v. , p. -.____ . Los Espacíos de La Globalizacíon. In: Javier Medina Vásquez; Edgar Varela Barrios. (Org.). Globaliación y Gestión Del Dessarolo Regional, Perspectivas Latino-Americanas.: Universidad Del Valle, 1996, v. , p. -.____ . São Paulo: a growth process full of contradictions. In: A. Gilbert. (Org.). The mega-city in Latin America. Tokyo, N. York, Paris: United Nations University Press, 1996, v. , p. -.____ . As cidadanias mutiladas. In: Julio Lerner. (Org.). O preconceito. São Paulo: IMESP, 1996, v. , p. -. ____ . Une geographe internationale. In: PRODIG; CNRS. (Org.). Jacqueline Beaujeu-Garnier ... une géographe universelle. Paris: , 1996, v. , p. 31-34.____ . Pinto Aguiar: um homem e seu tempo. In: Fernando Rocha. (Org.). Progresso Editora: tribuna e paixão de Pinto Aguiar. Salvador: Editora da Universidade da Bahia, 1996, v. , p. -.____ . É Preciso Ir Além da Constatação. In: Datafolha/Folha de São Paulo. (Org.). Racismo Cordial. São Paulo: Atica, 1995, v. , p. -.____ . A América Latina Entre Dois Séculos: Modelos Técnicos e Modelos Educativos. In: Associação Brasileira de Mantenedoras.... (Org.). Desafios de Educação no Século XXI Integração Regional Ciência e Tecnologia. Brasília: ABMES, 1995, v. , p. 51-57.____ . El Retorno Del Território. In: Joaquín Bosque; Francisco Ortega. (Org.). História y Crítica Del Pensamiento Geografico. Barcelona: Oikos Tau, 1995, v. , p. -.____ . World Time World Space Or Just Hegemonic Time And Space?. In: Georges Benko. (Org.). Geography, History And Social Sciences. Dordretch: Kluwer Academic Publishers, 1995, v. , p. -.____ . Contemporary Acceleration: World Time And World Space. In: Georges Benko; Ulf Strohmayer. (Org.). Geography, History And Social Sciences.Dordretch: Kluwer Academic Publishers, 1995, v. , p. -.____ . Salvador: centro e centralidade na cidade contemporânea. In: Marco Aurélio A. de Filgueiras Gomes. (Org.). Pelo Pelô, história, cultura e cidade. Salvador: EDUFBA, 1995, v. , p. 11-29.____ . O futuro do Nordeste: da racionalidade à contrafinalidade. In: Francisco de Sales Gaudêncio; Marcos Formiga. (Org.). Era da esperança: teoria e política no pensamento de Celso Furtado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, v. , p. 99-104.____ . Tendências da Urbanização Brasileira no fim do século XX. In: Ana Fani Alessandri Carlos. (Org.). Os caminhos da reflexão sobre a Cidade e o Urbano. São Paulo: Edusp, 1994, v. , p. -.____ . Mapa do Mundo: tempo e espaço hegemônicos?. In: Cremilda Medina; Milton Greco. (Org.). Saber Plural, novo pacto da ciência - 3. São Paulo: Escola de Comunidação e Artes, 1994, v. , p. 215-220.____ . O retorno do território. In: Milton Santos; Maria Adélia A. de Souza; Maria Laura Silveira. (Org.). Território: Globalização e Fragmentação. São Paulo: Hucitec-Anpur, 1994, v. , p. 15-20.____ . A estratégia atual do planejamento em Salvador. In: Ulrich Gmünder; Sylvio Bandeira de Mello e Silva. (Org.). Novas Estratégias de Planejamento em Salvador. Salvador: , 1994, v. , p. 161-167.____ . O retorno do território. In: Milton Santos; Maria Adélia de Souza; Maria Laura Silveira. (Org.). Território: globalização e fragmentação. São Paulo: Hucitec / ANPUR, 1994, v. , p. -.____ . A cidade e o urbano como espaço-tempo. In: Ana Fernandes; Marco Aurélio A. de Filgueiras Gomes. (Org.). Cidade e História, Modernização das Cidades Brasileiras nos Séculos XIX e XX. Salvador: , 1992, v. , p. -.____ . São Paulo, un centre à la périphérie. In: M.F. Durand; Jacques Lévy; D. Rataillé. (Org.). Le Monde, Espaces et Systèmes. Paris: Presses de la Fondation Nationale de Sciences Politiques et Dalloz, 1992, v. , p. -.____ . A revolução tecnológica e o territórioRealidades e Perspectivas. In: Miguel Panadero M.; Francisco Cebrian A.; Carmem Garcia M.. (Org.). América Latina: la cuestión regional.: Colección Estudios, 1992, v. , p. -.____ . La economia metropolitana: comentarios. In: CONAPO. (Org.). La Zona Metropolitana de la Ciudad de México, problemática actual y perspectivas demográficas y urbanas. : , 1992, v. , p. 119-123.____ . Involução metropolitana e conomia segmentada. In: Ana Clara T. Ribeiro; Denise B. Pinheiro Machado. (Org.). Metropolização e rede urbana. Perspectivas dos anos 90. Rio de Janeiro: IPPUR, 1991, v. , p. -.____ . La coopération en Geographie. In: Inst Hautes Études de l'Amer. Latine. (Org.). Images Reciproques du Brésil et de la France. Paris: , 1991, v. , p. -.____ . Intervention du président de la première séance. In: J. Lemmers; A. Sid Ahmed. (Org.). Emploi et Interdependance Nord-Sud. Paris: Publisud, 1991, v. , p. 358-359.____ . A metrópole: modernização, involução e segmentação. In: Licia Valladares; Edmond Preteceille. (Org.). Reestruturaçao Urbana, tendências e desafios. São Paulo: Nobel, 1990, v. , p. -.____ . Responsabilidade Social dos Geógrafos. In: Secretaria da Educação. (Org.). Fundamentos para o Ensino de Geografia, Seleção de Textos. São Paulo: CENP, 1990, v. , p. -____ . Modernité, milieu tecnico-scientifique et urbanisation au Brésil. In: Mutsuo Yamada. (Org.). Urbanization in Latin America. : The University of Tsukuba, 1990, v. , p. -.____ . Renovando o pensamento geográfico. In: Maria Angela d'Incao. (Org.). História e Ideal: ensaios sobre Caio Prado Jr.. São Paulo: Brasiliense, 1989, v. , p. 419-434.____ . Território. In: Luiz Gutemberg. (Org.). Mapa Geral das idéias e propostas para a nova Constituição. 1ª ed. : Fundação Petrônio Portela, Ministério da Justiça, 1987, v. , p. 253-254.____ . Geografia, marxismo e subdesenvolvimento. In: Ruy Moreira. (Org.). Geografia: teoria crítica. Petrópolis: Vozes, 1982, v. , p. 13-22.____ . Cidade, mais valia absoluta e relativa, desvalorização do capital e do trabalho: considerações metodológicas sobre o caso do Rio de Janeiro. In: Ruy Moreira. (Org.). Geografia: teoria e crítica. Petrópolis: Ed. Vozes, 1982, v. , p. 159-165.____ . Geografia, marxismo e subdesenvolvimento. In: Associação dos Geógrafos Brasileiros. (Org.). Reflexões sobre a Geografia. São Paulo: , 1980, v. , p. 81-96.____ . Do espaço sem nação ao espaço transnacionalizado. In: Henrique Rattner. (Org.). Brasil 1990. Caminhos alternativos do Desenvolvimento. São Paulo: Editora Brasiliense, 1979, v. , p. 143-160.____ . Circuits of work. In: Sandra Wallman. (Org.). Ethnicity at work. Londres: The Macmillan Press Ltda, 1979, v. , p. 215-226.____ . Rêve et cauchemar: problèmes spatiaux de la transition au socialisme - le cas de la Tanzanie. In: Maxime Haubert. (Org.). Revue Tiers Monde.: Press Universitaire de France, 1978, v. 19, p. 563-572.____ . Lima, the periphery at the pole. In: H. Ross; G. Gappert. (Org.). The Social Economy of Cities. Bervely Hills: Sage Publications, 1975, v. , p. 335-360.____ . Imperialismo y Urbanizacion en America Latina. In: M. Castells. (Org.). Barcelona: , 1975, v. , p. -.____ . The periphery in the pole, the case of Lima, Peru. In: Rose Gappert; G. Gappert. (Org.). The social economy of cities. Los Angeles: Sage Publications, 1975, v. , p. -.____ . La urbanización dependiente en Venezuela. In: Ediciones SIAP. (Org.). Urbanización y Dependencia en America Latina. Buenos Aires: , 1973, v. , p. 305-320.____ . La urbanización dependiente en Venezuela. In: Manuel Castells. (Org.). Imperialismo y urbanización en America Latina. Barcelona: Editorial Gustavo Gilli, 1973, v. , p. -____ . Las ciudades incompletas de los paises subdesarollados. In: J. Funes. (Org.). La Ciudad y la region el desarrollo. Caracas: Comisión de Administración Publica, 1972, v. , p. 239-252.____ . Uma definição da cidade de Salvador. In: Imprensa Oficial da Bahia. (Org.). Cidade do Salvador. Salvador:, 1960, v. , p. 121-142.
"A geografia brasileira seria outra se todos os brasileiros fossem verdadeiros cidadãos. O volume e a velocidade das migrações seriam menores. As pessoas valem pouco onde estão e saem correndo em busca do valor que não têm."


"Não sei muito bem porque em minha casa me ensinaram a olhar mais para frente do que para trás."


“O passado não pode servir como mestre do presente, e toda tarefa pioneira exige do seu autor enorme esforço para perder a memória, porque o novo é o ainda não feito ou ainda não codificado. O novo é, de certa forma, o desconhecido e só pode ser conceitualizado com imaginação e não com certezas.” Textos em jornais de notícias/revistasSANTOS, M. A. Uma das maiores nações urbanas do mundo. [Principais artigos e entrevistas publicados a partir de dezembro de 1996]. Gazeta Mercantil, 03 abr. 2000.____ . Da cultura à indústria cultural. [Principais artigos e entrevistas publicados a partir de dezembro de 1996]. Folha de São Paulo - Caderno Mais, São Paulo, 19 mar. 2000.____ . 500 anos é data para europeu comemorar, diz Milton Santos.[Principais artigos e entrevistas publicados a partir de dezembro de 1996]. Diário do Grande ABC, 23 jan. 2000.____ . O pobre reage à globalização. Diário de Pernambuco, Recife, 06 dez. 1999.____ . Nação ativa, nação passiva. Folha de São Paulo, Caderno Mais, São Paulo, 21 nov. 1999.____ . Uma metamorfose política. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 out. 1999.____ . A normalidade da crise. Folha de São Paulo, São Paulo, 26 set. 1999.____ . Guerra dos Lugares. Folha de São Paulo, São Paulo, 08 ago. 1999.____ . A revanche do território. Folha de São Paulo, São Paulo, 03 ago. 1999.____ . A vontade de abrangência. Folha de São Paulo, São Paulo, 20 jun. 1999.____ . Não sou militante de coisa nenhuma, exceto de idéias. Revista Adusp, São Paulo, v. 17, p. 6 - 13, 01 jun. 1999.____ . O país distorcido. Flha de São Paulo, São Paulo, 02 maio 1999.____ . Cidade pede um novo urbanismo. A Tarde, Salvador, 29 mar. 1999.____ . O homem produz as catástrofes. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 14 mar. 1999.____ . Ordem Internacional e Direitos do Homem. Jornal do Grupo Tortura Nunca Mais, Rio de Janeiro, 01 mar. 1999.____ . O estudante Vicentinho. Informativo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Universidade de São Paulo, nova série nº 1, março/99, São Paulo, 01 mar. 1999.____ . O chão contra o cifrão. Folha de São Paulo, São Paulo, 28 fev. 1999.____ . Os deficientes cívicos. Folha de São Paulo, São Paulo, 24 jan. 1999.____ . O recomeço da história. [Principais artigos e entrevistas publicados a partir de dezembro de 1996]. Folha de São Paulo, Caderno Mais, São Paulo, 09 jan. 1999.____ . Milton Santos - Geografia e cidadania. Jornal do Brasil - Caderno Idéias, Rio de Janeiro, 26 dez. 1998.____ . A esperança de uma globalização democrática. O Estado de São Paulo, São Paulo, 13 jul. 1998.____ . A Seca Social. Carta Capital, São Paulo, p. 60 - 62, 27 maio 1998.____ . O que fazer com a soberania. Correio Braziliense, Brasília, 11 dez. 1997.____ . As duas esquerdas. Folha de São Paulo, São Paulo, 07 dez. 1997.____ . Intelectuais em risco. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 21 set. 1997.____ . O geógrafo de campos e espaços. [entrevista a João Pombo Barile]. O Tempo, Belo Horizonte, 07 set. 1997.____ . Tecnologia cederá espaço, prevê teórico. [entrevista]. Diário de Bauru, Bauru, 24 jun. 1997.____ . Cidades na era global. [entrevista], com a colaboração de Adriana Bernardes, a Marcus Figueiredo). Revista Cidades, v. 14, p. 44 - 46, 13 maio 1997.____ . É necessária a execução de três pactos. O Estado de São Paulo, São Paulo, 05 maio 1997.____ . O centro tem o papel de comunhão. [entrevista]. O Estado de São Paulo, São Paulo, 22 abr. 1997.____ . Pensamento de combate. [entrevista]. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 06 abr. 1997.____ . O território deve ser democratizado. [entrevista]. Jornal da Tarde, São Paulo, 23 mar. 1997.____ . O Brasil é um país que renunciou a ter um projeto nacional. [entrevista]. O Estado de São Paulo, São Paulo, 19 jan. 1997.____ . Globalização para babacas. [entrevista à Fernando Conceição]. A Província da Bahia, Salvador, 01 jan. 1997.____ . O mundo está geografizado. [entrevista]. Diário Catarinense, Florianópolis, 03 dez. 1996.____ . Território, espaço banal, lugar-comum. Jornal da Tarde, São Paulo, 09 nov. 1996.____ . Uma nova explosão das classes médias. Jornal dos Economistas.____ . Milton Santos. [Conversa com Pedro Maciel]. Suplemento Literário, Belo Horizonte, v. 54.____ . Temos tudo para construir uma nova sociedade. Democracia Viva, São Paulo, v. 2.____ . Mestre Milton. Caros Amigos, p. 36 - 49.____ . O futuro já chegou. Carta Capital, São Paulo.____ . Milton Santos - das modas ao modo. Trajetórias da Geografia Humana. Sexta-feira, Antropologia, Artes e Humanidades, São Paulo.____ . Entrevista Milton Santos. Veredas - Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, v. 3.____ . O futuro a partir da sociodiversidade. Informativo CRQ-III, RJ e ES.____ . Milton Santos - um dos intelectuais mais respeitados em todo o mundo fala sobre a impotância do tempo livre. Publicação: São Paulo, SESC s/d.____ . O horror não dura eternamente. [entrevista]. Rumos do Desenvolvimento, v. 137, p. 4 - 9.____ . O mercado não resolve tudo. [entrevista]. Cadernos do Terceiro Mundo, v. 200, p. 20 - 23.____ . Conversa com um intelectual combativo. [entrevista a Elizabeth Lorenzotti]. Revista Sem Terra.
____ .Um militante da esperança (1997). [entrevista]. Democracia Viva, nº 2, fev. 1998. Disponível em:http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/geografia/0023.html
 “A técnica invadiu todos os aspectos da vida humana, em todos os lugares.”


"O terrível é que, nesse mundo de hoje, aumenta o número de letrados e diminui o de intelectuais. Não é este um dos dramas atuais da sociedade brasileira? Tais letrados, equivocadamente assimilados aos intelectuais, ou não pensam para encontrar a verdade, ou, encontrando a verdade, não a dizem. Nesse caso, não se podem encontrar com o futuro, renegando a função principal da intelectualidade, isto é, o casamento permanente com o porvir, por meio da busca incansada da verdade." 
Trabalhos completos publicados em anais de congressosSANTOS, M. A. As formas de pobreza e da dívida social. In: 3ª Semana Social Brasileira, 1999, Brasília. Momento Nacional, 1999.____ . Como reconstruir a democracia em um mundo perversamente globalizado. In: Fórum da sociedade civil para o diálogo Europa, América Latina, 1999, Rio de Janeiro. Fórum da sociedade civil para o diálogo Europa, América Latina, 1999. p. 48-56.____ . La fueza del lugar. Orden Universal. Orden Local. In: 6º Encuentro de Geografos da America Latina, 1999, Buenos Aires. Geographikós. Una revista de Geografia, 1999. v. 7.____ . Globalização e Território. In: Seminario Internacional Globalização e desenvolvimentos: cenários para o Seculo XXI, 1997. Recife. p. 9-15.____ . Da Paisagem Ao Espaço: Uma Discussão. In: II Encontro de Pisagismo, 1996. São Paulo. p. 33-42.____ . Universidades e Cidades Pela Cidadania e Contra a Exclusão. In: Seminário Internacional Cidades Educadoras, 1996. Parana. p. 61-66.____ . Universidades e cidades pela cidadania e contra a exclusão. In: Seminário Internacional Cidades Educadoras, 1996, Curitiba.____ . Da paisagem ao espaço: uma discussão. In: II Encontro de Ensino do Paisagismo, 1996, São Paulo. p. 33-42.____ . As humanidades e o Brasil, hoje: dez pontos para um debate. In: Humanidades, Pesquisa, UNiversidade, 1996, São Paulo.____ . Razão Global, Razão Local a Formaçao Sócio-Espacial Brasileira. In: 1º Encontro Nacional Território Brasileiro e Globalização, 1995. Aracajú. p. 211-212.____ . Organização dos territórios, desigualdades regionais, cidades, metrópoles, a vida urbana. In: Projetos estratégicos alternativos para o Brasil. Rio de Janeiro, 1995.____ . Razão global, razão local. A formação socioespacial brasileira. In: I Encontro Nacional - Território Brasileiro e GlobalizaçÃo, 1995, Aracaju.____ . Territorios, redes y regiones. In: Primeras Jornadas Platenses de Geografia, 1995, La Plata, 1993. v. I. p. 18-23.____ . Técnicas, tempo, espaço. In: 5º Congresso Brasileiro de Geógrafos, 1994, Curitiba, 1994. v. 1. p. 381-385.____ . Os espaços da globalização. In: 3º Simpósio Nacional de Geografia Urbana, 1993, Rio de Janeiro. p. 33-37.____ . Por um novo planejamento urbano-regional. In: IV Encontro Nacional da ANPUR, 1993, Salvador, 1993. p. 35-39.____ . Management and planning of great metropolis of the Third Wordl. In: Second Conference of the World Capitals, 1992, Ville de Dakar. Acts of the Second Conference of the World Capitals, 1992. p. 44-48.____ . Les municipalités cosmopolites du Tiers Monde: problèmes de planification et gestion. In: Deuxième Conférence des Capitales du Monde, 1992, Ville de Dakar. Actes de la Deuxième Conférence des Capitales du Monde, 1992. p. 55-59.____ . Problemátique des Capitales du Monde: l'exemple des capitales des pays en développment. In: Deuxième Conférence des Capitales du Monde, 1992, Ville de Dakar. Actes de la Deuxième Conférence des Capitales du Monde, 1992. p. 6-13.____ . Issues concerning the capitals of the world: capital cities in developing countries. In: Second Conference of the World Capitals, 1992, Ville de Dakar. Acts of the Second Conference of the World Capitals, 1992. p. 6-12.____ . O espaço: sistema de objetos, sistemas de ações. In: IV Encontro Nacional da ANPUR, 1991, Salvador, 1991. p. 35-39.____ . La problemática urbana en America Latina. In: II Encuentro de Geografos de America Latina, 1989, Montevideu. II Encuentro de Geografos de America Latina, 1989. v. 6. p. 33-43.____ . O meio ambiente e a formação ao profissional de ensino de ciências humanas. In: 1º Simpósio Estadual sobre meio ambiente e educação universitária - Área de Ciências Humanas, 1989, São Paulo. Anais do 1º Simpósio Estadual sobre meio ambiente e educação universitária - Área de Ciências Humanas. São Paulo : Secretaria do Meio Ambiente - Governo do Estado de São Paulo, 1989. p. 110-117.____ . Ciência, Tecnologia e Identidade cultural Brasileira. In: 1º Seminário Nacional de História da Ciência e Tecnologia, 1987, Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Brasília : Museu de Astronomia, CNPq, 1986.____ . Qual o papel do cientista?. In: IV Seminário Nacional de Política em Ciência e Tecnologia, 1987, São Paulo. Cadernos USP. São Paulo : Universidade de São Paulo, 1987. p. 21-28.____ . Espaço e capital: o meio técnico-científico. In: 4º Encontro de Geógrafos Brasileiros, Associação dos Geógrafos Brasileiros, 1981, Rio de Janeiro. Anais do 4º Encontro de Geógrafos Brasileiros, Associação dos Geógrafos Brasileiros, 1981.____ . Research for the urban future: the case of Latin America. In: Congress Proceeding, 22nd. Internacional Geographical Congress, 1979, Ottawa, 1979.____ . The cities of the third world: industrialization. In: Papers/Communication 22nd. Internacional Geographical Congress, 1979, Montreal, 1979. ____ . A divisão do trabalho social como uma nova pista para o estudo da organização espacial e da urbanização nos países subdesenvolvidos. In: 3º Encontro Nacional de Geógrafos, Associação dos Geógrafos Brasileiros, 1978, Fortaleza, CE. Anais do 3º Encontro Nacional de Geógrafos - Sessões dirigidas, Associação dos Geógrafos Brasileiros, 1978. p. 37-50.____ . Modelos geo-industriales en los paises sub-desarrollados. In: Seminario regional sobre Desarrollo urbano-regional, 1973, Caracas, 1973.____ . Vers une classification des villes en pays sous-developpés, instrument indispensable en géographie appliquée. In: Congrés et Colloques de l'Université de Liège, 1968, Liège.____ . Evolution récente de l'agriculture alimentaire autonome dans le Nort-Est du Brésil: l'exemple de la région d'Itabaiana. In: Colloques Internationaux du CNRS - Les problèmes agraires des Amérique Latines, 1967, Paris, 1967.____ . Problemas de Geografia Urbana na Zona Cacaueira Bahiana. In: XVIII Congresso Internacional de Geografia, 1956. Comunicação ao XVIII Congr Internacional de Geografia, 1956.____ . Problemas de geografia urbana na zona cacaueira baina. In: XVIII Congresso Internacioanl de Geografia, 1956, Rio de Janeiro, 1956. “Creio que as condições da história atual permitem ver que outra realidade é possível. Essa outra realidade é boa para a maior parte da sociedade. Nesse sentido, a gente é otimista. A gente é pessimista quanto ao que está aí. Mas é otimista quanto ao que pode chegar.

"A cidade é o único lugar em que se pode contemplar o mundo com a esperança de produzir um futuro. Mas se criou toda uma liturgia anticidade. A cidade, porém, acaba mostrando que não existe outro caminho senão o socialismo. Para evitar que as pessoas acreditem nisso, há todo um foguetório ideológico para dizer que a cidade é uma droga. Imagine ir morar num campo. Só um louco quer morar em uma cidadezinha do interior."


"O ser humano agora é convocado a não ser ético. E às vezes as pessoas seguem essa tendência porque precisam sobreviver, criar os filhos, sustentar a família. Mas, no fundo, todos guardam a consciência do que é bom, com a esperança de utilizá-la um dia." BIBLIOGRAFIA SOBRE MILTON SANTOS
ALBUQUERQUE, Nedy Bianca Medeiros de. Globalização, técnica, teoria e experiência em Milton Santos. Projeto História (PUCSP), São Paulo, p. 477-482, 2001.
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Disponível em: http://www.geo.ufv.br/docs/monografias/samuelSilveira.pdfVASCONCELOS, Pedro Almeida. Milton Santos geógrafos e cidadão do mundo (1926-2001). Afro-Ásia, nº 25-26, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2001, p.369-405.VICENSIO, João Paulo. A Categoria Estado na Obra de Milton Santos. (Dissertação Mestrado Geografia). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, 2011.
“A busca de uma periodização do território brasileiro é um partido essencial para um projeto ambicioso: fazer falar a nação pelo território. Assim como a economia foi considerada como a fala privilegiada por Celso Furtado; o povo, por Darcy Ribeiro; e a cultura, por Florestan Fernandes, pretendemos considerar o território como a fala privilegiada da nação.”


“O caldo de cultura que baliza a vida já é violento em si. A globalização exige de todos os atores, de todos os níveis e em todas as circunstâncias, que sejam competitivos. Esse processo exige que empresas, instituições, igrejas sejam competitivas. A competição estimula a violência porque a regra que vigora é a regra do resultado. Não existe ética. Quando, por exemplo, se privilegia, no ensino secundário, a formação técnica, sem nenhum conteúdo humanístico, está se criando mais um caldo de cultura que estimula atitudes violentas."

 "A violência dá impressão de ser incontrolável, mas não é irreversível. Hoje, nós temos um mundo, quero dizer com isso que ao mesmo tempo que a globalização incentiva a violência, ela favorece sua extinção. A facilidade de comunicação favorece a construção de um sentimento de solidariedade mundial. Essa é a contradição do processo de globalização. Nós temos que engrossar o lado positivo do processo globalitário, usar a idéia de civilização em benefício da humanidade. Isso não é impossível."
FILMOGRAFIA, DOCUMENTÁRIOS, E ENTREVISTASDocumentário: Milton Santos, pensador do Brasil.Direção: Silvio Tendler.Duração: 107 minutos, Brasil, 2001.Produtora: Caliban Produções.
Documentário: Encontro com Milton Santos ou O mundo global visto do lado de cá.Direção: Silvio Tendler.Brasil. 2006. 89 minutos.Sinopse: discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos (1926–2001), gravada quatro meses antes de sua morte.Recebeu os prêmios: no Festival de Cinema de Brasília (2006) como melhor filme pelo júri popular, no FestCine Goiânia 2007, como melhor roteiro e melhor montagem, no Cine'Eco 2007 - Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Meio Ambiente, como melhor filme e no Festival Internacional de Documentários Santiago Álvarez in Memoriam (Cuba, 2008) como melhor filme.
 Trecho do documentário "O mundo Global visto do lado de cá", Silvio Tendler.

“O interesse social se inspira no papel que a educação deve jogar na manutenção da identidade nacional, na idéia de sucessão das gerações e de continuidade da nação, na vontade de progresso e na preservação da cultura. O interesse individual se revela pela parte que é devida à educação na construção da pessoa, em sua inserção afetiva e intelectual, na sua promoção pelo trabalho, levando o indivíduo a uma realização plena e a um enriquecimento permanente. Juntos, o interesse social e o interesse individual da educação devem também constituir a garantia de que a dinâmica social não será excludente.”

Entrevista com Milton Santos, programa “O Conexão Roberto D’Avila”.     

“Em cada sociedade, a educação deve ser concebida para atender, ao mesmo tempo, ao interesse social e ao interesse dos indivíduos. É da combinação desses interesses que emergem os seus princípios fundamentais e são estes que devem nortear a elaboração dos conteúdos do ensino, as práticas pedagógicas e a relação da escola com a comunidade e com o mundo.”
Entrevista com Milton Santos, no programa Roda Viva - TV Cultura/SP, em 30 de Março de 1997. “Geografia precisa ser pensada com arte e filosofia."


"Não existe um espaço global, mas, apenas, espaços da globalização. (...) O Mundo, porém, é apenas um conjunto de possibilidades, cuja efetivação depende das oportunidades oferecidas pelos lugares. (...) Mas o território termina por ser a grande mediação entre o Mundo e a sociedade nacional e local, já que, em sua funcionalização, o ‘Mundo’ necessita da mediação dos lugares, segundo as virtualidades destes para usos específicos. Num dado momento, o ‘Mundo’ escolhe alguns lugares e rejeita outros e, nesse movimento, modifica o conjunto dos lugares, o espaço como um todo. É o lugar que oferece ao movimento do mundo a possibilidade de sua realização mais eficaz. Para se tornar espaço, o Mundo depende das virtualidades do Lugar."



ACERVO DO GEOGRAFO MILTON SANTOS 
Todo o acervo do intelectual e geógrafo baiano Milton Santos foi doado pela família em 2008 e encontra-se no Instituto de Estudos Brasileiros da Unviversidade de São Paulo, IEB/USP. O acervo é composto de todos os seus livros e arquivo de pesquisa.

Endereço: Av. Prof. Mello Moraes, travessa 8, 140, Cidade Universitária, São Paulo - SP, Brasil.Mais informações: (11) 3091-1149E-mail: difusieb@usp.brSite: www.ieb.usp.br 

REFERÊNCIAS E FONTES DE PESQUISASite oficial Milton Santos (mantido pela família do Geografo) - [Neste site você irá encontrar textos raros de Milton Santos, entre muitas outras informações relevantes sobre o autor]. 
CNPQ - Plataforma LattesPortal Nosso São PauloO Pensamento atual
Blog leonildoc* Fotos e imagens: Site oficial e internet.


 “Hoje, quando vivemos uma dialética do mundo concreto, evoluímos da noção, tornada antiga, de Estado Territorial para a noção pós-moderna de transnacionalização do território.”



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Pagina atualizada em Jan. 2012.

Caso, você tenha algum trabalho não citado e queira que ele seja incluído - exemplo: livro, tese, dissertação, ensaio, artigo - envie os dados através do nosso "contato", para que possamos incluir as referências do seu trabalho nesta pagina.

Obrigada!

 Postado por às quarta-feira, abril 20, 2011 http://www.elfikurten.com.br/2011/04/milton-santos-o-aspecto-humano-da.html

 

Crédo, Avatar!! Fúnebre!!

 

Meus parabéns ao spin obituarista, e o que os pesquisadores dizem sobre o tema?

Obituários: Uma escrita crua: introdução padrão, nome completo, idade, local do velório, data e hora. Simples assim.,,..,,,,gênero do discurso jornalístico, os obituários poderiam ser classificados como gêneros literários? Uma bela pesquisa sobre obituários

http://www.revistainterfaces.com.br/Edicoes/3/3_42.pdf

 

 

 Spin

Nossos mais profundos sentimentos a todos os familiares.

 

O que é isso ?

Rascunho da chamada para o Juizo Final ?

Tipo: "Pessoal ! vamos chegando...Primeira triagem, todo mundo em fila, por favor..."

 

Espero que não. Pois se assim for os 'famosos' serão julgados primeiro. Aí vira 'brasil' (sabe com quem cê tá falando?)l, né mesmo? E se virar, com a nossa burocracia, seria uma eternidade chegar nos 'Gil Teixeira' da vida!

 

 

Arte é Luz - União e Olho Vivo

Olha, só fato de já ter um trabalho dos diabos em fazer um apanhamento deste, já é suficiente para receber os meus respeitos. Reproduzir conteúdo, é facil; qualquer um faz. Agora sentar a bunda numa cadeira e varar dias, semanas, e até anos sistematizando um trabalho desse... não é pra muita gente, não! Independentemente dos esquecimentos, possíveis informações truncadas ou até erradas... só o fato de fazer uma lista dessas, repito, é digno de aplausos. Parabéns ao seu autor.

 

Concordo e não não deixa de ser divertido e até com a razão ver as pessoas reclamando da falta dos seus na lista da ressureição dos mortos,  e sobrou prá mim né....rsss,,..

sex, 18/01/2013 - 23:15

nilccemar

Estou chocada IV Avatar do Rio, não sabia de 8 mortes: Abílio Manoel, Bibi Vogel, Irving São Paulo, Márcia Maria, Jony Alf, Meire Pavão, Sandra Bréa e Silas de Oliveira. Como muitos desses morreram cedo, com menos de 60 anos !

Enfim, obrigada pela lista, foi uma viagem ao passado. Lembrei muitas coisas. Ah, agora parece que não vi lá o lamentável falecido de Wally Salomão ( não sei se é assim que se escreve, mas começa com W )

 

 Spin

Uma verdadeira ressureição dos mortos, com aquilo que nos deixaram como legado, olha a Duse Nacaratti, essa foi amiga do Ney Matogrosso

http://www.famososquepartiram.com/2011/02/duse-nacaratti.html

 

Com todo o respeito a essas pessoas relacionadas, o que isto nos acrescenta?

Qual o período da pesquisa e qual o critério que define os famosos... tem alguns que não me parecem nada famosos.

 

Sabidão, acrescenta conhecimento, vc sabe quem foi Tibiriçá?

http://www.famososquepartiram.com/2012/10/tibirica.html

 

 Spin

Imperdoável a ausência do grande Itamar Assumpção, na minha opinião o maior músico deste país.

A inclusão de Mestre Bimba é louvável, assim como é lamentável a ausência de Mestre Pastinha, tão importante para a Capoeira de Angola quanto Mestre Bimba foi para a Capoeira Regional.

 

Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

Um destes ai da capoeira veio de Salvador com promessas de sucesso em Goiânia e morreu na miséria, não sei qual deles e quanto a lista, senti falta de uns amigos do Nassif, como por exemplo o Rafael Rabello, só um Aurélio prá dar conta

 

 Spin

Imperdoáveis foram suas mortes. Daqui posso ver o Itamar reinvindicando reexame de seu caso ao mais velho, com base no seu comentário. Oremos para que o STC (Supremo Tribunal Celestial) não entre na questão.

 

IV Avatar,

 

seria completo com a data de nascimento e falecimento na frente de cada um lembrado neste alfabeto do obtuário nacional dos famosos!!

Wagner Moraes

 

Saudações

Wagner Moraes

Caro Wagner, enviei este link para o autor do blog, o Marcos Carvalho, do DF, para ele dar uma olhada, mas os dados quanto que vc cita constam em cada biografia, essa lista é uma espécie de tag, tem que clicar em cada nome, grande abraço

http://www.famososquepartiram.com

 

 Spin

Somente agora à noite pude ver sua resposta. Simplesmente fantástico!!!!

 

Valeu IV Avatar!!!

 

Wagner Moraes

 

Saudações

Wagner Moraes

Um belo mapeamento sobre o Brasil