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Os humanos e as máquinas

Do iG

Tetraplégicos comandam braço robótico pelo pensamento

Eletrodos inseridos no cérebro de pacientes com paralisia enviaram sinais de movimento para braço mecânico

Maria Fernanda Ziegler

Foto: Divulgação/NatureA participante no estudo S3 bebe com a ajuda do braço robótico comandado por seu cérebro

Uma mulher tetraplégica foi capaz de pegar uma garrafinha térmica e beber café quentinho sem a ajuda de nenhuma pessoa. Os responsáveis pela façanha foram uma equipe internacional de cientistas que conectou eletrodos inseridos em seu córtex motor – parte cerebral responsável pelos movimentos voluntários – a um computador e um braço mecânico. Pela primeira vez em 15 anos, a paciente, conhecida no estudo como S3, conseguiu beber café usando seus próprios sinais neurais para fazer o movimento.

Quando uma pessoa quer se movimentar, ela libera um fluxo de sinais elétricos do cérebro para a medula espinhal. Interrupções nestas vias nervosas impossibilitam a passagem dos sinais elétricos, o que causa a paralisia.

Os testes do braço mecânico controlado pelo pensamento foram feitos com dois pacientes que sofreram AVC há mais de 10 anos. Eles também têm a chamada síndrome do encarceramento, no qual o paciente não consegue mover os membros nem falar, e se comunica apenas por piscadas de olho que indicam as letras de uma palavra ou frase que querem informar. Os resultados do estudo foram divulgados no periódico científico Nature.

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Pesquisadores americanos e alemães implantaram um conjunto de 96 eletrodos do tamanho de uma aspirina no córtex motor, no topo da cabeça dos voluntários. Os sinais cerebrais iam para um computador que decodificava os algoritmos e levava até o braço mecânico. O equipamento recebeu o nome de BrainGate2.

"Eu penso em movimentar a minha mão e o meu punho. É muito confortável e natural imaginar minha mão direita se movendo para a direção que eu quero que o braço robótico se mova", contou S3, de 58 anos. S2, que prefere não ser identificada, usou os olhos para indicar as letras de seu relato divulgado à imprensa. A atividade também não exige concentração excessiva. De acordo com a paciente, ela não fez nada além do que estava acostumada a coordenar pelos pensamentos antes de perder os movimentos. "No início tive que me concentrar e focar os músculos que usaria para executar determinadas funções".

Robert, o outro paciente que participou do experimento também informou que não teve dificuldade de comandar o braço robótico pelo pensamento. “Eu só imaginei que estava mexendo o meu próprio braço e o braço mecânico foi para onde eu queria que ele fosse”, anunciou o homem de 66 anos, que no estudo é referido pela sigla T2.

Os pesquisadores ficaram entusiasmados com o fato mesmo depois de anos de paralisia, o córtex motor dos dois pacientes continuou funcionando, sendo capaz de liberar sinais neurais.

Interação cérebro-máquina
Os sinais neurais enviados pelos pacientes foram interpretados por um computador do tamanho de uma geladeira, que é conectado ao braço robótico e aos eletrodos. Os pesquisadores destacaram que para cada indivíduo eles construíram um novo decodificador. “Cada neurônio é uma espécie de torre transmissão de rádio e tem centenas de sensores. Há um padrão comum para os movimentos, mas muda muito o conjunto de sinais dados por cada indivíduo para fazer cada movimento”, disse John Donoghue, neurocientista da Universidade de Brown e pioneiro no desenvolvimento do BrainGate, há mais de uma década.

MIguel Nicolelis: um brasileiro no campo da interação cérebro-máquina

Para habilitar os computadores a interpretar os sinais neurais corretamente, Robert imaginou controlar o braço do robô, enquanto observava movimentos pré-programados. A atividade cerebral correspondente foi  gravada e usada para construir um mapa entre os padrões de sinais do cérebro  de Robert e as atividades realizadas pelo robô.

O equipamento ainda precisa passar por uma série de testes até que seja aprovado. Há ainda a questão financeira para comercializá-lo. “Em acredito que seja questão de anos, menos de uma década que vamos conseguir comercializá-los”, disse Leigh Hochberg, neurologista da Brown Universidade.

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Comentários

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Tem alguma coisa errada e ainda nao sei o que ela eh.  A ciencia em si esta errada, gente, ninguem esta vendo isso?  Implantar electrodos em cerebros humanos eh desnecessario pois desde que a maquina tenha auto consciencia voce a endereca diretamente pelo pensamento como a qualquer outro ser humano.

Ta errado, nao da, nao passa, nao bate...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Ivan, máquinas nao têm auto-consciência... O que está em jogo é que os elétrodos reconhecem um dado padrao de atividade neural, que corresponde ao que a pessoa tem quando pensa em um certo tipo de movimento que fazia antes, e o braço mecânico faz o movimento correspondente, nao porque seja auto-consciente, mas porque foi programado para agir de dados modos conforme os padroes captados pelos elétrodos. Agora, que está estranho falar em elétrodos implantados no cérebro está, porque hoje já existem mecanismos de captar sinais cerebrais de fora do crânio, se usa até com bebês; nao haveria necessidade de implantar elétrodos, que é algo potencialmente perigoso. 

 

O que o artigo nao fala é quem foi a "co-descobridora' da experiência do Nicolelis... Nada mais nada menos que UMA CHIPANZÉ! Ele e estava recompensando para fazer certos movimentos para captar os sinais neurais: quando ela movia uma alavanca de um dado modo, um braço mecânico trazia a ela um pedaço de fruta. Foi ela quem descobriu que nao precisava fazer realmente os movimentos, bastava pensar neles... Genial. Mas ninguém reconhece a participaçao dela, muito antropocêntricos que somos. 

 

Miguel Nicolelis: um dos maiores cientistas do mundo é brasileiro

Considerado um dos cientistas mais importantes do mundo, Nicolelis separou a mente do corpo, integrou-a a máquinas e pretende fazer jovens paraplégicos caminharem na Copa de 2014.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/13130-miguel-nicolelis-um-dos-maiores-cientistas-do-mundo-e-brasileiro.htm#ixzz1v4CRLd35

 

Bravo Nassif,


Quando cenas como essa começarão a virar rotina entee nós? A tecnologia deveria priorizar tal tipo de coisa, mas o homem, ha muito, deixou de ser a medida de todas coisas.


Ativem as legendas e tentem não se emocionar.

 

Prometeu, conheço esse vídeo, mas fico com uma dúvida sobre ser fraude ou não.

Todo surdo de nasceça também é mudo, ou fala sofrivelmente, justamente por nunca ter ouvido nenhuma pronúncia, a fala se forma através da cópia do que se ouve.

Nesse caso, a moça tem uma pronúncia perfeita demais. Não é verossímil que seja "a primeira vez" que tenha escutado.

 

Concordo, André. A nao ser que ela tenha perdido a audiçao depois de ter aprendido a falar, nao é possível isso que o vídeo mostra. Nem é uma questao só de pronúncia; há certas distinçoes entre fonemas que nao dá para aprender só lendo lábios (diferenças entre fonemas surdos e sonoros, por ex., como as que distinguem T de D, P de B, F de V, etc., que dependem da posiçao das cordas vocais, que nao é visível). Se ela tivesse aprendido a falar só com exercícios de fonoterapia, a fala seria difícil, entrecortada, e com alguns sons indiferenciados. Ou o vídeo é fraude, ou se trata de uma perda de audiçao tardia (depois dela ter ao menos 4 anos).  

 

Não sei se ficou visível. O link é


http://www.youtube.com/watch?v=bTlY5K91Vd8