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Os investimentos da Telebras em Defesa

Por Diego Duarte

Heh meus caros, parece que esse governo está mesmo decidido em investir ao menos um pouco na defesa nacional. Muito bom ver isso...

Da Teletime

Telebrás terá participação em cabo submarino e satélite de comunicação

Segunda-feira, 25 de julho de 2011, 19h25

O governo indica ter planos promissores para a Telebrás. A estatal será o veículo do investimentos públicos e privados em telecomunicações estimados agora em R$ 10 bilhões até 2015 pelo ministro Paulo Bernardo. Desse montante, R$ 7 bilhões serão investidos em rede e os R$ 3 bilhões restantes serão aportados em novos projetos de um satélite geoestacionário e um cabo submarino.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, revelou em entrevista exclusiva à Revista TELETIME de agosto, que circula na próxima semana, que a orientação da presidenta Dilma Rousseff é que o Estado brasileiro tenha presença em alguma infraestrutura de cabos submarinos. Bernardo disse ainda que representantes do governo Argentino manifestaram a disposição de compatilhar os investimentos, em um projeto que seria binacional, mas que poderia ter a presença de companhias privadas. "Já estamos estudando as alternativas. Conversei com a presidenta Dilma e ela disse que nós podemos até fazer parceria com empresas privadas que queiram participar, mas nós temos que estar no meio. E tem essa alternativa de fazermos em conjunto com os argentinos", disse ele, ressaltando que esse é um aspecto que ainda será discutido com a presidenta.

Em relação ao satélite geoestacionário, a ideia é que projeto seja compartilhado com o Ministério da Defesa. "Existem duas vertentes: o satélite puramente comercial, esse que está sendo licitado pela Anatel, e que não vai ter necessariamente investimento público. Mas nós estamos discutindo com a Defesa para fazermos um satélite geoestacionário, evidentemente a parte da Defesa seria controlada pela Defesa e a parte comercial, na nossa visão, é que seria coordenada pela Telebrás".

O ministro ainda estimou em R$ 200 milhões a necessidade de investimento em telecom para suportar a demanda de infraestrutura da Copa. Mais uma vez, o desenvolvimento dessa infraestrutura poderá ser compartilhado com empresas privadas.

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Prezado Nassif

Posto novamente a minha resposta ao Cesar A, no post sobre os subs Brasileiros de ontem , pois considero de vital relevância a parte final do comentário

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Prezado Cesar A

Certamente submarinos ainda são considerados armas de ataque navais de pimeira linha , por excelência . O problema é por quanto tempo !. Hoje existe uma tendência a super integração/fusão  computacional de sensores , na área militar ,e certamente   as forças de submarinos de ataque-especialmente de Países não avançados , como o Brasil, ìndia, etc... poderão se tornar semi- obsoletas , ESPECIALMENTE QUANDO ATUANDO  EM ÁGUAS PROFUNDAS  em minha opinião .

Deixe-me tecer alguns comentários mais de caráter técnico , sobre esta crescente robotização-integração computador-  armamento .

A Marinha Americana há algumas decadas investe pesadamente na guerra acústica , através da fusão em grande escala  do sensoriamento remoto ;Satélites (detectação , interceptação e interferencia das emissões de rádio frequência  e vastas  redes acústicas-hidrofones multidimensionais oceânicas  (usadas também em geofísica submarina!) .Note que a guera acústica submarina ainda está na sua infância e avanços tremendos estão sendo obtidos .

E no caso da propulsão submarina nuclear ? .Neste caso específico, sabemos que os presentes reatores nucleares navais são extremamente ineficientes , convertendo  a maior parte de sua energia  em calor , o qual é jogado no oceano através dos seus condensadores . E este fenomeno intensifica-se se o submarino está em baixa velocidade ou operando perto da superfície (como no caso do lançamento de mísseis ). Aí satélites de infravermelho e também satélites especializados na busca da assinatura hidrodinâmica do sub deverão ser eficientes .Até a bioluminescencia  pode ser um poderoso instrumento de detectação de subs .

O ponto é que as águas  dos Oceanos estão deixando de serem "Escudos" universais para  a guerra naval .

E aí a estratégia de submarinos convencionais , pequenos, silenciosos , altamente armados com torpedos pesados  e mísseis teleguiados de cruzeiros  e atuando próximos a costa . Alem  do grande investimeto a ser feito na Informatização de homens e plataformas de armas de rápido emprego nas FAs , mas do que qualquer coisa . Esta se substituindo os explosivos do século 15-20, pelo Computador-Software . Acho que até as Universidades e Escolas militares tem que mudar as ementas dos seus cursos para uma total e intensa informatização de conteúdos!.É neste ponto  que se deve investir macicamente nas FAs  , neste tempos presentes de stand by tecnológico militar

 

     Em audiencia a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, em 06/2011, o MinDef Nelson Jobim, declarou que as FFAA planejam o lançamento do satélite geoestacionário (GOES) para 2014, este irá conectar todas as organizações de defesa e segurança do páis em tempo real, alem do fornecimento de imagens, terá inclusive dois transponders exclusivos militares nas bandas de radar X e Ka.

      A previsão para o custo, lançamento e manutenção do GOES gira em torno de US$ 443 milhões, sendo que hj. o Brasil paga anualmente para o grupo mexicano Embratel (Carlos Slim), a quantia de aprox. US$ 26,3 milhões (dados de 2010), para acesso a imagens, não exclusivas e sim abertas, e somente as recebemos em até 36 horas. Ele ainda afirmou que 1800 municipios brasileiros terão acesso a internet de banda larga através de transponders especificos deste satélite.

 

junior50

Pô junior50, vc deveria escrever todo dia aqui! Seus comentários são bons demais! Tem algum site que poderia

acompanhar seus comentários ou pessoas tão informativas como você? Gosto muito do assunto (defesa), mas não sei

onde buscar informações. Obrigado e parabéns pela qualidade das postagens!

 

A possibilidade de qualquer dos projetos sair do papel é nula, como tudo nesse país.

 

Todos diziam o mesmo do Minha casa minha vida, PAC, Pro uni, etc

 

Nunca esquecendo que o govêrno FHC quando privatizou a Embratel incluiu o satélite Brasilsat , cujos transponders acoplados  atendiam às Fôrças Armadas em seus deslocamentos , estratégias , etc. A lacuna deixada é uma ofensa a nossa soberania e a luta contra o tempo se deve aos idiotas ou lesa-pátrias que elegemos para nos desgovernarem.

 

Estão demorando demais para implementar tais projetos, que são BÁSICOS...