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Os malabarimos da velha mídia

O malabarismo é amplo, geral e irrestrito, mas concordo que a Globo leva a taça. Ontem uma cratera se abriu na esquina de casa e engoliu um carro. A mesma cratera se abre religiosamente há anos, e este ano não foi diferente. Na noite de 2ª feira, quando começou a se abrir, o pessoal do posto de gasolina ao lado colocou galhos de árvores dentro dela para alertar os motoristas. Ontem pela manhã a Prefeitura tapou a cratera com AREIA. Eu vi, (passo a todo momento por lá) e desviei do "conserto" duas vezes ao longo do dia,  assim como outros motoristas habituados com a situação. Mas a infeliz da moça acreditou que aquilo era um conserto de verdade e resolveu arriscar.

O resultado está na matéria da Globonews abaixo:

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1640959-17665-308,00.html

E na foto do UOL:

http://noticias.uol.com.br/album/110112_album.jhtm?abrefoto=10#fotoNav=9

Enquanto isso, o Monforte culpava o Governo Federal por ter reduzido as verbas para combate a enchentes de $ 168 milhões em 2010 para $ 137 milhões em 2011, uma diferença que poderia ser utilizada para realocar as famílias que moram em áreas de risco, conter encostas e canalizar rios e córregos. Quer dizer, um corte que ainda não foi efetuado, de meros $ 30 milhões, serve de pretexto para acusar o GF:

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1640916-17665-313,00.html

Já o editorial da Folha de hoje critica o Kassab de forma enfática, mas para o Alckmin  a   crítica chega a ser caricata, tamanho o malabarismo para evitar a contundência, e o Serra sequer é citado, apesar do problema da marginal Tietê ser de sua exclusiva responsabilidade:

"No plano estadual, a situação não é menos criticável. Existe um plano de macrodrenagem, mas a promessa de Geraldo Alckmin (PSDB) de que os alagamentos da marginal Tietê ficariam no passado, depois de gastos de mais de R$ 1 bilhão para rebaixar a calha do rio, fracassou. E a construção da Nova Marginal, ao ampliar a área impermeabilizada, não contribui para aliviar o problema."

* a situação não é menos criticável.

* a promessa fracassou

* ampliar a área impermeabilizada, não contribui para aliviar o problema.

Só rindo mesmo!

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Uma questão para os eventuais metereologistas e estatísticos do blog.

Toda vez que temos enchentes, os governos falam (e a mídia, se for do seu interesse, repercute) que as chuvas foram anormais,  justificando com a inevitável estatística de que "choveu em três dias 80% (ou 83% ou 78%)... do previsto para todo o mês de janeiro", ou algo por aí.

Sabiamente, há um provérbio que diz que "estatística é a prova de que todo número devidamente torturado confessa o que você quer ouvir dele". Essa estatística dos 80 e alguma coisa por cento das chuvas do mês é ótima para o prefeito tirar o seu da reta. Quem ouve, acha que – de fato – as chuvas foram muito acima do normal.

Mas o fato é que essa estatística esconde dois gatos na tuba:

1. O primeiro é que as tais "chuvas previstas para o mês de janeiro" sitadas pelo alcaide costumam ser um cálculo estatístico baseado na média dos últimos 20, 30 ou 50 anos de medição. Como em toda medição metereológica, houve evidentemente janeiros em que choveu bem mais e janeiros em que choveu bem menos que a média. Ao comparar a chuva dos três dias com a "média do mês", passa-se a impressão de que em todo mês de janeiro sempre chovem XXX milímetros, o que é uma mentira absurda. O fato de que, com certa frequência, irão ocorrer janeiros especialmente chuvosos é absolutamente normal e "previsível" do ponto de vista estatístico.

2. O segundo ponto é que as chuvas são SEMPRE mal distribuidas no mês. Obviamente, não existe um só caso na história de um mês de janeiro em que, a cada dia, choveu exatamente 1/30 do volume total do mês. O verão aqui no Sudeste do Brasil é marcado pela ocorrência de chuvas torrenciais concentradas em curto período de tempo, alternando com dias ou mesmo semanas nas quais ocorre comparativamente pouca chuva.

Ou seja: para caracterizar uma chuva especialmente forte como "anômala" e "imprevisível" é preciso um pouco mais de trabalho de pesquisa (que, aparentemente, os jornais não estão dispostos a fazer) do que essa bobagem de cruzar o volume de chuva da véspera com a média do mês e descobrir que ontem choveu bem mais que os 3,33% da conta burra.

Ou seja, a notícia completa teria de ser,por exemplo (e chutando os números):  "Nas últimas 48 horas choveu 80% do volume de pico previsto para o mês de janeiro. Desde que se iniciaram as medições em 1950, somente em duas ocasiões houve tamanha concentração de chuva em apenas dois dias, a última delas há 27 anos". OK, isso seria de fato um volume de chuva realmente inusual, para o qual não existe cidade no mundo que esteja devidamente preparada.

Fora isso, o resto é estatística de governante com culpa no cartório.

 

André Borges Lopes www.bytestypes.com.br

Gontijo Fraga, você ficaria muito puto com toda razão, mas o tal do Gesner  - presidente nomeado pelos donos do poder há 16 anos - com cara lavada, simplesmente justificou as aberturas das comportas mesmo sabendo das inundações e de suas terríveis conseqüências... Não lhe parece ação criminosa deliberada? E não é que o sujeito ainda teve o desplante de dizer isso na TV ? Os jornalões caladinhos não questionaram a sandice... o MP covardemente fez-se de mouco... 

 

Para  ver  como a  mídia  intoxica,  envenena.  Tem gente que dá razão aos nefastos comentaristas e aos desconhecidos "especialistas" que no  afã de livrarem a cara dos verdadeiros  responsáveis querem envolver o governo federal nas tragédias. Como se a  prevenção fosse atribuição do governo federal.  E não citam as verbas para emergências...

 Para que os adeptos dos demos e tucanos se informem melhor:  quem permite a ocupação desordenada de encostas instáveis e  beiras de rio são as prefeituras, e elas é que são as responsáveis pelas obras de prevenção.

   Já  apareceu  1 bilhão do estado e do município  para reparos. Não havia, portanto, falta de recursos.

  O governo federal  tem que se voltar  para os reparos nas estradas e ferrovias federais atingidas.

   O que neste blog se reclama é a  parcialidade, a distorção, o cinismo do sistema globo querer responsabilizar o governo federal  pelas  ocorrências..

 

enquanto isso aqui na alta amazônia a chuvarada do inverno nos faz tão bem.

e por favor, paulistanos, não queiram mudar prá cá. por aqui a presença de anta é sinal que o ambiente está preservado, livre de contaminação.

divirtam-se com as marginais e outros ícones de civilizatórios.

 

Quando não é a chuva, é a Sabesp. Franco da Rocha, cidade da Grande São Paulo, alagou completamente nesta madrugada, apesar de não ter chovido na região: a Sabesp abriu as comportas rio acima.

Do G1, com informação do Prefeito de lá:

“Apesar de não chover pelo menos desde a madrugada desta quarta – foi registrada apenas garoa fraca e isolada em alguns pontos da cidade durante o dia – o nível da água não baixou. O problema é causado, segundo o prefeito, pela abertura das comportas da Represa Paiva Castro, pela Sabesp. Com as chuvas fortes dos últimos dias, o volume de água no Sistema Cantareira aumentou e foi preciso dar vazão. A Sabesp concederá uma entrevista na tarde desta quarta para falar sobre o problema.”

 Link:

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/01/com-gabinete-alagado-prefe...

 

Cara, se inundassem a MINHA cidade porque a cidade VIZINHA é mal-administrada, eu ia ficar MUITO puto.

 

A mídia pode falar o que quiser. O que eu não me conformo é com os eleitores paulistas que queriam se se separar do Brasil pq o NE elegeu a Dilma.

Isso é que é eleitorado esclarecido.

 

Uma correção: o Brasil elegeu Dilma. Mesmo que todos os votos do NE fossem considerados nulos mesmo assim a candidata do PT estaria eleita.

 

Eu sei, adamastor, só que os paulistas não sabem.

Agora, imagina se São Paulo se separasse. Quem seria o presidente? Imagino que o Tiririca tivesse chances!!!! rsrsrs

 

 

lamento, Adamastor, mas isso não importa para eles. Eles precisam achar um culpado, nem que para isso tenham que arrancar os próprios olhos com os dentes.

 

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Bom, a solução para o país seria o PT governar tudo, pois quando este está no poder, a imprensa faz de tudo para expor as falhas e mazelas dos governantes petistas, alertando a população e exercendo seu papel de crítica e fiscalizadora da coisa pública. O problema é quando exageram na dose (quase sempre) e confundem cobertura crítica com golpismo, e em nome da prerrogativa da crítica, sacrificam os fatos em nome da versão... Aí, deixam o jornalismo de lado e parte para a ficção, para a mentira...

 

João Maurício

Vamos criar o movimento para mudar a capital de Sampa para outro canto.

E vamos criar o movimento para mudar as cidades serranas para outro canto.

Chega de repetecos de manchetes a cada novo ano!

(kikiki!)

 

A Folha diz que choveu mais do que o esperado em SP. O esperado era 239mm. Porem nos ultimos 10 anos choveu no minimo 400mm.

Isso é um triplo carpado twist.

 

71 mortes só em Teresópolis/RJ com as chuvas recentes...e a preocupação do Sanzio é com a cobertura que a imprensa faz de um buraco na rua que engoliu um carro em SP...

Também achei interessante o raciocínio do Sanzio, de que o corte é de "meros" 30 milhões.

Esses "meros" 30 milhões representam cerca de 20% do total. Se é assim, o orçamento destinado pelo governo é que foi baixo.

 

Roberto,

Aponte em qual parágrafo do meu comentário você viu uma "preocupação com a cobertura que a imprensa faz de um buraco na rua que engoliu um carro em SP". Achei que tinha sido claro em dizer que o problema é recorrente, e o trabalho da Prefeitura uma porcaria. Tão porcaria que acabei de passar pelo local, e a a cratera que foi tapada após o acidente já está se abrindo novamente, sem que tenha chovido, só com o movimento dos carros.

Quanto à verba destinada pelo GF ser baixa, minha posição é que deveria ser ZERO! Exceto em casos excepcionais, prevenção de enchentes e buracos de rua são atribuições dos governos municipais, daqui ou do RJ, e as marginais dos rios são da alçada do Governo Estadual. O GF entra com verbas emergenciais, e essas são muito mais vultosas que os 30 milhões citados na matéria da Globo, estão na casa dos bilhões.

A prevenção de enchentes nas cidades passa pelo controle da ocupação do solo, gerenciamento do crescimento da cidade (para isso é que existe um plano diretor), coleta de lixo, varrição de ruas, limpeza de bueiros, controle do estado das árvores, construção de galerias de águas pluviais, de redes de esgoto, manutenção das vias e muitos outros etc.

Só para efeito de comparação: no passado havia um buraco semelhante na Av. 9 de julho que se abria com a regularidade dos trens suiços. A prefeitura limitava-se a jogar terra e piche por cima, o que durava até a próxima chuva. Na gestão da Marta Suplicy  (quando a avenida foi totalmente reformada, pois parecia uma pista de kart no formato, só que cheia de calombos e buracos no asfalto) refizeram a galeria pluvial que causava o buraco, e ele nunca mais apareceu. Além disso, enterraram o emaranhado de fios que davam à avenida uma cara de favela, construiram um corredor de ônibus decente, com pista de concreto, e fizeram um belo trabalho de jardinagem.

Infelizmente, as gestões que a sucederam abandonaram sua manutenção, como fizeram com tudo que foi construido em sua gestão (corredores de ônibus, CEU's, piscinões, postos de saúde, iluminação pública, coleta de lixo, etc.) e o resultado está aí.

PS: veja que notícia interessante sobre a gestão Kassab, na Folha. Infelizmente, sobre o superfaturamento da Nova Marginal, ou os gastos de propaganda da Sabesp, nunca houve qualquer menção noi jornal:

 

FSP 12/1/2011

Com caixa cheio, Kassab não usa verba reservada

Locais com obras planejadas há anos, como Pompeia, voltaram a alagar

Enquanto a prefeitura usa só parte do dinheiro em córregos e piscinões, verba publicitária bate novo recorde na gestão

 

JOSÉ BENEDITO DA SILVA

DE SÃO PAULO

 

No ano em que a prefeitura bateu recorde de arrecadação de impostos, a gestão Gilberto Kassab (DEM) investiu menos do que estava previsto no Orçamento em projetos antienchente -parte dos locais que receberiam essas intervenções voltou a alagar.

Segundo a Secretaria de Planejamento, no ano passado, as receitas de impostos cresceram 20,4%, puxadas pelo IPTU (alta de 26,2%), que colocou R$ 835 milhões a mais nos cofres da prefeitura em relação ao ano anterior.

O valor extra é quase o dobro do que Kassab gastou com intervenções antienchente (R$ 430 milhões de um total previsto de R$ 504 milhões). Projetos como canalização de córregos e construção de piscinões tiveram gastos abaixo do previsto.

Parte dos locais alagados nos últimos dias tem obras planejadas há anos, mas que continuam no papel. Em um deles, no final de dezembro, morreu a professora Michele Borges, 29, arrastada pelas águas do córrego Ponte Baixa, em M'Boi Mirim, zona sul.

Tivessem prevalecido os planos da prefeitura, o córrego já estaria canalizado. A obra é incluída no Orçamento desde 2005. Em 2010, a prefeitura previa gastar R$ 20 milhões, mas nada foi feito.

Outro local que alagou anteontem foi a praça General Oliveira Álvares, na Vila Madalena (zona oeste), onde deveria ser feito um piscinão. A prefeitura fez a licitação em 2008, contratou a empresa em 2009, mas nada foi feito.

Em uma das regiões que mais alagam, a Pompeia (zona oeste), a prefeitura nunca tirou do papel o piscinão planejado há anos. Recentemente, o projeto mudou para galerias. Sem a solução prometida, o local deixou carros ilhados no temporal.

 

PUBLICIDADE

Entre a noite de anteontem e ontem, ao menos seis córregos transbordaram. Investimentos nessa área, como limpeza e canalização, fecharam 2010 abaixo do previsto.

Em outras áreas, a prefeitura gastou o que previa, como em publicidade -R$ 108,9 milhões, quase o dobro de 2009 (R$ 57,8 milhões), novo recorde da gestão.

Segundo a Secretaria de Comunicação, o crescimento foi menor pois em 2009 havia R$ 33 milhões para publicidade nos orçamentos das pastas de Educação e Saúde.

Em 2010, a verba foi utilizada, segundo a prefeitura, em campanhas como as de prevenção da dengue e gripe A e na divulgação de eventos como a Virada Cultural.

 

 

 

 

 

 

uai Sanzio, vc é meu vizinho...

mas, como sua foto tá de lado, não te reconheci ainda na rua...

:)

 

Caro Roberto,

 

As tragédias causadas pelos deslizamentos de terra na região serrana do Rio e as causadas pelas enchentes de São Paulo são ambas decorrentes de chuvas intensas, porém as características são completamente diferentes. Sou engenheiro sanitarista e civil e atuo, também, na área de consultoria de drenagem urbana, razão pela qual peço sua atenção para alguns esclarecimentos.

 

As obras de macrodrenagem são projetadas para períodos de recorrência grandes, superiores a 10 ou 20 anos, ou seja, sua capacidade só deve ser superada em 10 ou 20 anos. Os canais dos rios Tietê e Pinheiros, entre outros de São Paulo estão tendo as suas capacidades superadas em chuvas que se repetem várias vezes num mesmo ano, em todos os anos, nos últimos oito a dez anos! Os deslizamentos de terra na região serrana do Rio estão ocorrendo numa frequência muito menor, uma vez a cada cinco ou dez anos, se não me falha a memória!

 

Todas as perdas de vida são dolorosas, e a engenharia possui recursos para reduzir esses riscos em situações diversas, seja nas drenagens, seja nas contenções de encostas. O que se observa em São Paulo é que os procedimentos de engenharia para manutenção dos canais de macrodrenagem estão sendo sistematicamente desprezados, resultando numa frequência de alagamentos absurda, com VÁRIAS enchentes num mesmo ano, enquanto o normal seria uma enchente num período de VÁRIOS ANOS.

 

Existe um triste agravante, pouco considerado no caso das enchentes, desprezado pela mídia que está criminosamente ocultando fatos e responsabilidades em São Paulo: além das mortes violentas por afogamento nas enchentes, ocorrem MUITAS mortes silenciosas, causadas por doenças de veiculação hídricas como hepatite, leptospirore, sarampo, diarréia infecciosa, salmoneloses, além de outras que causam transtornos sérios como parasitoses e conjuntivites.

 

O disciplinamento do uso e ocupação do solo é papel dos municípios, bem como os serviços de drenagem urbana e coleta de resíduos sólidos, de acordo com constituição federal. Os municípios em pauta deveriam ser responsabilizados civil e criminalmente, se possível, com os seus governantes, todos eles, atuais e passados, respondendo pelas ocorrências imediatas  e também pelas doenças derivadas.

 

Sds Soteropolitanas,

 

Mário

 

Tô começando a achar que o Serra é o cão e muitos venderam a alma para ele.

 

Choveu, alagou, soterrou, morreu, perdeu.

Tática: Os apresentadores convidam um especialista em chuva - toró - e por conseguinte atribuem a culpa ao povo. "O povo não deve jogar lixo na rua, o povo não deve construir em encostas e et cetera".

Posteriormente concedem espaço para os prefeitos se manifestarem: "nesses dias choveu mais que o esperado para todo mês...(dizem eles) em média de 3.4 ml por m2 quando H37 previa 2.1 sendo que foi 65% a mais do índice de 43% registrado. Investimos 85% dos recurso repassados pelo GF da ordem de 50 milhões de reais, ou seja, 75% do blá blá blá e ninguém entende nada.

O povo desliga a TV e pensa: "É verdade né, tem muito lixo na rua....".

Três, quatros dias depois faz sol, as contas chegam, a água bate na bunda e o sapo volta a pular como todos os anos.

 

 

http://rsurgente.opsblog.org/

O sorriso de Maria Beltrão e a politização seletiva das “tragédias climáticas”Jan 12th, 2011 by Marco Aurélio Weissheimer.

Nada como uma nova “tragédia climática” para os nossos economistas e especialistas em generalidades colocarem os pés pelas mãos. A Globonews convocou hoje um economista da Federação do Comércio para “analisar” os efeitos das chuvas no Rio de Janeiro. Foi preciso uma enchente e algumas dezenas de mortos para a emissora descobrir um economista que critica o governo federal por cortar gastos (na prevenção desse tipo de tragédia). O discurso padrão dos economistas ouvidos pela Globonews é justamente o oposto, ou seja, criticar o governo por não cortar gastos, por não fazer o “necessário ajuste fiscal”. Basta a ausência do Estado apresentar seus efeitos para que os arautos do Estado mínimo cobrem sua presença. Certamente não será o mercado a investir para minimizar a possibilidade dessas tragédias. Pelo contrário, o mesmo mercado que critica agora a “ineficiência dos governos” na prevenção, passa o ano beliscando cada vez mais espaços de terra para construir seus espigões e condomínios por todo o país.

Como já ocorreu em 2010, a politização da cobertura sobre as “chuvas e enchentes no Sudeste” ganhou espaço com a entrada do Rio de Janeiro na rota da destruição. Quando o problema estava localizado em São Paulo, a política e a economia davam lugar à meteorologia. Sem dúvida, faltam investimentos para minimizar tais prejuízos, mas falta, sobretudo, o respeito à legislação ambiental que proíbe construções em encostas de morros. O atropelo dessas normas é responsável por dezenas de mortes no Rio de Janeiro e em Santa Cataria, apenas para citar dois Estados onde recentemente ocorreram deslizamentos de encostas de morros.

Enquanto isso, em São Paulo, conforme registra hoje nota publicada na Carta Maior, o mapeamento das áreas de risco está desatualizado e atrasado e uma série de obras prometidas não foram feitas:

Serra investiu no ala(r)gamento da Marginal mas não cuidou da limpeza do rio. Desde 1998, foram construídos 43 dos 134 piscinões previstos na Grande São Paulo. Das 22 ações antienchentes orçadas para a cidade de SP em 2010, 14 tiveram investimentos abaixo da meta e, entre elas, cinco registraram investimento zero. O gasto com publicidade na prefeitura demotucana quase dobrou em relação a 2009 e foi cumprido integralmente. Um homem morreu afogado na avenida Nove de Julho, centro da capital, na chuva desta 2º feira. O PSDB governa o estado há 16 verões.

Em meio a este cenário, a eternamente sorridente Maria Beltrão anuncia solenemente na Globonews: “Vamos discutir hoje os estragos causados pelas chuvas. Culpa da natureza ou do homem?”

Pergunta dificílima! Na apresentação do programa, ela parecia, sinceramente, ter uma dúvida sobre a resposta. Já o economista convidado não hesitou em responder: a culpa é do governo federal! Maria Beltrão sorriu de novo.

 

Desculpem-me por não ser o assunto deste post, mas parece que não existe a menor intenção do tea party em fazer uma mea-culpa. Pior, parece que isso é só o começo.

Deu no IG

Sarah Palin critica as acusações de violência contra o Tea PartyProvável candidata presidencial em 2012 defende-se das críticas que vincularam seu movimento conservador a ataque no Arizona

AFP | 12/01/2011 13:50

A ex-candidata republicana à vice-presidência americana Sarah Palin classificou nesta quarta-feira de "calúnia de sangue" as acusações de que o autor do massacre do Arizona teria agido com motivações políticas ao atacar a congressista democrata Gabrielle Giffords, deixando seis mortos e 14 feridos.

 

Foto: AFP

Capa do livro American by heart, da ex-candidata republicana à vice-presidência dos EUA Sarah Palin (23/11/2010)

"Especialmente nas horas trágicas que se seguiram, jornalistas e especialistas não deveriam fabricar calúnias de sangue que só servem para incitar o ódio e a violência que pretendem condenar", afirmou a republicana em uma mensagem de vídeo difundida na internet.

Sarah rejeitou as acusações liberais de que conservadores como ela atiçam um clima de ódio desenfreado que pode induzir pessoas transtornadas a cometer atos de loucura e violência.

"Os crimes monstruosos começam e terminam com os criminosos que os cometem, e não de maneira coletiva com todos os cidadãos de um Estado (...) nem com os cidadãos que exercem seus direitos de assistir a comícios políticos", declarou. "É hora de restabelecer preceitos americanos segundo os quais cada indivíduo é responsável por seus atos", declarou Sarah, possível candidata às eleições de 2012.

 

Foto: AP

Mapa publicado no Facebook de Sarah Palin marca com ícone de mira de revólver candidatos democratas que deveriam ser derrotados

Leia também:

A ex-governadora do Alasca esteve no centro de uma recente tempestade midiática sobre o impacto de recorrer a uma linguagem política incendiária. Ela foi muito criticada por uma mensagem postada no Twitter durante os debates sobre a reforma do sistema de saúde, de que é opositora ferrenha. No texto, dizia: "Não recue, em vez disso... RECARREGUE!"

Ela também foi condenada por postar na internet um mapa dos EUA onde os candidatos democratas que, segundo Sarah, deveriam ser derrotados nas eleições estavam assinalados com o ícone de uma mira de revólver.

No início da semana, outros ativistas do "Tea Party" defenderam o movimento ultraconservador e sua líder, Sarah, qualificando de escandalosa a acusação de que o massacre no Arizona teria relação com a retórica do grupo.

Em mensagem na internet, o "Tea Party Express" se disse horrorizado com o ataque em Tucson. "Não temos nada a ver com esse caso terrível e trágico, mas seguiremos lutando com a mesma paixão por este país que amamos".

"Essas críticas refletem a vontade da esquerda americana de tratar de explorar politicamente o drama", afirmou o "Tea Party Express", que qualifica o jovem autor do massacre de "anarquista de extrema esquerda mentalmente perturbado".

"Todos esses esquerdistas dos meios de comunicação e dos partidos políticos que acreditam que podem nos silenciar se enganam. Estamos a caminho de retomar o controle do nosso país pelas urnas, no espaço público e em paz", indicou a mensagem.

A congressista ferida, que se encontra internada em estado crítico, era alvo de violentas críticas do Tea Party, em especial por sua oposição a uma controvertida lei sobre imigração e por seu apoio à reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Barack Obama.

 

 

Mea-culpa por quê? O rapaz milita no Tea Party?

 

Chris,

Eu ia falar disso agora. Tem o vídeo para quem estiver afim de se torturar:

 

Sarah Palin segue fiel ao próprio lema: "não recue, recarregue!"

 

André Borges Lopes www.bytestypes.com.br

Cedo ou tarde, depois do terceiro ou do quarto congressista com uma bala na cabeça, depois da terceira ou da quarta menina de nove anos morta, os americanos vão se ligar do que o Tea Party está fazendo e vão dar um jeito de mudar os rumos. Só espero que seja mais cedo do que tarde, a fim de que a nossa Direita colonizada também seja colonizada pela "civilidade" voltando à discussão de lá.

 

Nossa dose diária de teoria da conspiração ou não tão conspiratória assim, pois o clima não é pessoa.

Todo o problema do clima e suas surpresas em um só site.

The Extinction Protocol: 2012 and beyond

http://theextinctionprotocol.wordpress.com/

 

 

Follow the money, follow the power.

Tá rodando conteúdo Globo.com por aqui? Consertaram ou o Sanzio fez que nem a Globo, mágica?

 

Como diz o Professor Hariovaldo: "Nosso Senhor volta a castigar São Paulo".

 

Dizer o que em relação a essa mídia. Um NOJO.

 

Águas passadas

 

A imprensa corporativa poderia ao menos poupar seu público dessa indignação hipócrita perante as inundações que assolam a capital. Até parece que o problema surgiu ontem à tarde, pegando todos de surpresa.

Onde estiveram esses defensores da cidadania nas últimas décadas? Garantindo a hegemonia da mesma súcia político-partidária que acaba de ganhar mais quatro anos no poder estadual, depois de passar gestões inteiras drenando o dinheiro do contribuinte para “obras” que solucionariam definitivamente essas tragédias medievais. Quem não se lembra dos outdoors na marginal que anunciavam o fim das enchentes?

 Governadores, secretários e prefeitos do PSDB, do DEM e do PMDB, de todas as épocas, devem explicações à sociedade por tamanha incompetência administrativa (aliás, nada mal para um balanço do quercismo e de suas alianças de conveniência). A mídia afinada com aqueles interesses tem uma ótima oportunidade para resgatar sua utilidade pública, em vez de culpar a “maldita chuva”.

 

http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com/

 

Pois é Sr. Guilerme, dá gosto pagar impostos no Brasil. Aqui o contribuinte vê o retorno do seu dinheiro literalmente jorrar sobre sua cabeça. É uma verdadeira enxurrada de retornos.

Saudações

 

Isso é comprometimento e lealdade (rabo preso), o resto é brincadeira...