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Os melhores jogadores de sinuca do Brasil


Carne Frita - Walfrido Rodrigues dos Santos
Talvez um dos maiores nomes na história da nossa sinuca! Praticamente uma lenda viva, no apogeu a fama o precedia, percorrendo o território nacional de boca em boca, vez que a imprensa não tinha interesse em divulgar a sinuca, então ainda tida como esporte de malandro. Nos salões seu nome era tão admirado e respeitado quanto temido pelos adversários, nos embates com tacos e bolas; era invencível! Alagoano, iniciou sua carreira em Penedo, onde ganhou o apelido de um humorista. Logo destacou-se também em outros estados, principalmente Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, onde hoje reside. Colecionou poucos títulos importantes porque, quando a sinuca iniciava sua organização no Brasil, teve a visão fortemente prejudicada em um acidente, reduzindo a eficiência nas tacadas. Ainda hoje joga e faz apresentações mas, pela deficiência na visão, não consegue acompanhar o desenvolvimento técnico hoje atingido no esporte.

Jesus Gabriel Sanches
Paulista de Uchoa, foi proprietário do Palácio dos Bilhares, famoso salão de São Paulo, capital, freqüentado pelos maiores nomes da sinuca nacional. Ainda que dividindo o seu tempo com outras atividades profissionais paralelas, foi jogador famoso e respeitado, superando a centena de títulos conseguidos, entre eles duas vezes como campeão brasileiro.

Rui Chapéu - Rui Mattos Amorim
Baiano de Itabuna, foi um dos grandes jogadores na história recente da nossa sinuca, marcando seu nome e firmando-se no conhecimento do público por meio da TV, que então iniciava as transmissões dos grandes eventos ou campeonatos especiais da sinuca. Desenvolveu técnica esmerada, com um perfeito toque de bola, e destacava-se entre os melhores do Brasil. Sua marca maior foi a vitória sobre o campeão mundial Steve Davis, quando este aqui se apresentou.

Roberto Carlos de Oliveira
Natural de Goiás, juntamente com o Rui Chapéu fez enorme fama no Brasil pelas transmissões da TV, mas principalmente pela sua enorme mataria. Em suas duas passagens pelo Brasil o campeão mundial Steve Davis o considerou como o melhor entre nós e pronto para integrar os campeonatos mundiais. Ainda joga e participa de eventos oficiais mas, já não acompanhando o atual desenvolvimento técnico, não tem conseguido chegar às finais.

Miguelzinho - Miguel Bernardino Costa Filho
Goiano de Araguatins hoje residindo no município de Franca, São Paulo, onde tem um salão de sinuca, possui técnica refinada e um bonito e eficiente jogo. Disciplinado e estratégico, nas competições avalia previamente os seus futuros adversários, assistindo à todos os seus jogos. Coleciona grande quantidade de importantes títulos em sua carreira, entre eles os de campeão brasileiro por duas vezes, em 1987 e 1997, campeão paulista e também campeão panamericano, jogando em La Paz. Continua jogando, sempre chegando às finais e semifinais dos eventos.

Noel Rodrigues Moreira
Paranaense de Roncador, atualmente reside em Curitiba onde possui um prestigiado salão de sinuca. Além de se dedicar intensamente nos treinamentos, nunca deixou de dar aulas de sinuca à adultos e crianças, à estas principalmente. Aperfeiçoou bela técnica, inclusive jogadas de efeitos malabarísticos, que usa nas constantes exibições que faz por todo o Brasil. Possui grande número de títulos máximos de eventos, entre eles de campeão sul-americano em 1999, jogando em Lima, Peru, de campeão brasileiro em 2000, diversas vezes campeão paranaense, e muitos outros.

Jota - José Divan Nascimento Costa
Campeão brasileiro de 2004 e colecionando extensa lista de títulos importantes, esse Maranhense de Santo Antônio das Balsas detém belíssima e eficiente técnica de jogo. Infeliz nas finais, acaba perdendo grande número de importantes títulos máximos, traído pela tensão emocional, creio eu, a exemplo do acontecido no campeonato brasileiro deste 2005, em jogo que era franco-favorito e foi vencido pelo Igor, do Rio de Janeiro, que jogou por Minas Gerais.

Wilson Alves
Também campeão sul-americano de snooker, em 2001, e campeão em seu estado diversas vezes, este baiano delicia os assistentes dos eventos, tanto pela suas belíssimas e esmeradas jogadas quanto pela simpatia, que sempre cativa o público. Também possui invejável lista de títulos.

Igor Almeida Figueiredo
Carioca, hoje radicado em Minas Gerais, iniciou na sinuca ainda garotinho, colecionando grande número de títulos. Foi campeão brasileiro em 1996, 1999 e 2005 e é um dos grandes matadores da nossa sinuca.

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Olá! Belo post!

Se você tiver contato com o Carne Frita e com o Ruy Chapéu, perguntem se eles lembram do falecido Alexandre de Castro, de Assis - SP. Um exímio sinuquista, mas não fez parte da época em que a sinuca ficou famosa no Brasil.

Ambos foram para Assis jogar contra ele há muito tempo. Creio que eles são mais novos que meu avô, que hoje teria 80 e poucos anos, mas, na época, ambos perderam para ele. Não sei o quanto eles tinham de experiência então, mas meus tios falam que o Carne Frita já era um dos melhores.

Um grande abraço.

 

POR ONDE ANDA ZINHO (JESUS GABRIEL SANCHES) ?

 

Muito bom, o Noel é uma referência mesmo. Uma pena que não televisionam mais os jogos, antigamente a Band exibia os campeonatos. Onde moro não tem um salão de sinuca bacana por isso eu mato a vontade jogando sinuca online em sites como www.jogosdesinuca.com.br e no www.bilharonline.com.br (meu preferido).

 

Faltou o grande Praça. Primeiro campeão brasileiro de sinuca.

Os ases do taco
Sob seu pano verde rodeado de caçapas, muitos homens já desafiaram a geometria e as leis da física. “Não bato em bolas, elas caem pelo vento que deixo raspar de fininho com a passagem da minha bola branca”, disse uma vez o maior jogador de sinuca de todos os tempos, o Carne Frita, cujo verdadeiro nome é Walfrido Rodrigues dos Santos. Nascido em Sergipe, Propriá e criado em Alagoas, na linda cidade de Penedo.
A aristocracia perdia também a sinuca de seu afã para os braços operários, trabalhadores informais, boêmios e vagabundos. Numa tabela sem volta, as mesas de bilhar foram servir a outros senhores, menos afortunados, e foram chegando aos bares, bordéis e pequenas agremiações populares. Verdadeiros mestres surgiram dos quatro cantos do Brasil, porém nenhum até hoje é páreo para o lendário Carne Frita. Do Rio de Janeiro veio também o mestre Lincoln, outro Ás do taco. Assim como vieram de outras praças o famoso Praça, Patero, Pinguim, Sobradinho, Malagueta, Gabiais e os mais recentes Rui Chapéu e Noel.
São Paulo nos anos dourados nos brindou com suas casas de bilhar. O Taco de Ouro na Praça João Mendes, o Bilhar Maravilhoso a poucos metros da Avenida São João, o Bilhar Palácio no subsolo do Martinelli, o Bilhar do Cine Cairo, no centro, e tantos outros foram cenários de partidas homéricas e livres para qualquer um que lá fosse apreciar estes craques e seus malabarismos certeiros encaçapando bolas impossíveis, desafiando a lógica entre estalos de alegria, silêncio e irreverência.
O verdadeiro jogador de sinuca é um andarilho, por sobrevivência. É comum não ficar no mesmo local ou cidade por muito tempo, ou pelo menos até ficar conhecido como craque e ter zerado o bolso de todos os bons do lugar. Geralmente chega como quem não quer nada. Pega uma cerveja, arrisca umas tacadas sozinho na mesa, chega sempre um querendo apostar. Perde as primeiras. Mostra mais dinheiro, vem outro que o achou fraco, joga pesado, escolhe o tipo de jogo: caçapa cantada, valendo sair só com a bola cinco azul ou a um vermelha. Tanto faz, e ganha o jogo com alguma falsa dificuldade. Assim limpa o bairro todo e parte para outro lugar qualquer e a estória se repete. E a arte de jogar e viver mais uma vez se assemelham. 
Há uma estória deste mundo do bilhar que rola por aí, que o Lincoln Soares Pinto, outro mestre da sinuca, ao voltar para um barzinho onde havia rapelado o dono do local, Seu Joaquim, há anos atrás, volta ao mesmo boteco anos depois, sem a enorme barba da outra vez e lá chegando ainda cedo, pede um sanduba de mortadela, vai até a mesa de bilhar, dá umas tacadas, paga o lanche, mostra um bolo de dinheiro sem querer e novamente Seu Joaquim entusiasmado topa uma partida. Sem reconhecer o Lincoln sem barba, perde de novo e conclui ao adversário: ”Rapaz, queria ver você jogando com um barbudinho que passou uma vez por aqui, aí você iria dançar feio”.
Certa feita a Vila Madalena amanheceu com um cara, que pouco a pouco ganhava de um a um que chegava ao Bar Bilhar do Seu Chico, pai do Toninho que me contou esta estória. O Bar Bilhar era ali na Mourato Coelho com a Wisard, onde é agora o bar Favela. A notícia se espalhava conforme cada um ia embora louco da vida e duro. Vinham mais. Naquela época, início dos anos sessenta, este sujeito vestido com uma capa preta, magrinho, moreno, rapelou os grandes daqui da sinuca. Até aparecer o Paulinho Vaz que matou a charada: “Eu não vou jogar com esse cara nada, esse aí é o Carne Frita”. No fim virou uma tarde de autógrafos, risadas, cervejas e cachaças para todo mundo.
Ainda é possível ver o mestre Walfrido jogar. Já não é mais andarilho. Vai sempre ao Tati Snooker, na Avenida Santo Amaro ou na Sinuca Bela Bola, na Rua Vergueiro. Nunca mais foi o mesmo depois que perdeu uma das vistas numa briga, destas partidas em que a vida joga com a gente, passa um giz, não precisa mais piscar um olho para acertar e bola para frente.

 

pedrocosta.pira@uol.com.br 

http://guiadavila.com/materias.asp?materia=1335

 

Caro Luiz Seixas:


A lista é correta.


Repito a minha opinião, Miguel era o melhor de todos – falo sobre o que via há 15 anos atrás, época em que o Clube do Taco, no RJ, mudou de dono e a festa acabou rsrs


Os melhores jogadores de sinuca do país iam lá com frequência, e vi muitos jogadores de primeiro time, mais de um desta lista, tremendo diante do moço no jogo à vera$$$ - só não citarei os nomes, pois todos jogam muito bem e Miguel,muito inteligente e com aquela frieza que intimidava qualquer um, era, realmente, um nó como adversário.


Presenciei inúmeros jogos espetaculares (não os de campeonato, nunca iguais aos de $$$), e vi coisas do arco da velha, contra um deles, Miguel dando 30 pontos e jogando com taco comum, um massacre na madrugada, contra outro jogador muito bom, Miguel fechando uma sequência de cinco ou seis partidas, com o adversário dando apenas a tacada inicial, e por aí vai.


Igor, ainda muito jovem, era um matador formidável (filho de um entusiasta, aprendeu numa mesa em sua casa em Niterói, com a caçapa mais apertada, e quando jogava na mesa normal, já viu, né?), Rui Chapéu, excelente, e Roberto Carlos, um extraclasse como Miguel, só que prejudicado por problemas de ordem pessoal.    


Roberto Carlos e o meu amigo, ao menos naquela época, teriam sido destaque em qualquer lugar do mundo.


Um abraço

 

Vamos incluir mais um nome nessa lista de grandes jogadores: Boca Murcha, que vi jogar num salão da Avenida Ipiranga, conhecido como Maravilhoso (ficava no fundo de uma engraxataria). Lá também jogavam, nos idos dos setenta, Carne Frita, Praça e outros.

 

Em 1946, meu avô, Raymundo Barros Filho, venceu o chileno Raul Valdivia, recordista mundial de destacada atuação em torneios sul-americanos. Meu avô foi campeão carioca de bilhar e escreveu um livro de memórias chamado "Mundinho de Baturité" com algumas passagens sobre essas  partidas. Inclusive contando algumas interessantes envolvendo o maestro Villa Lobos.

Com a maravilha da digitalização de material antigo eu encontrei por acaso na Internet um documentário com notícias da semana cuja sinópse tem essas duas notícias interessantes abaixo:

- "Julgamento". Na 3ª Auditoria da 1ª Região Militar, a formação de culpa contra Margarida Hirschmann e Emílio Baldini, locutores brasileiros que serviram ao Eixo na emissora de Berlim. Participam de mais uma sessão do julgamento o juíz Lima Torres, o advogado de defesa dr. Lins e Silva, e o procurador público Paulo Whitaker. O processo, que é acompanhado com interesse pelo povo, continua sem um desfecho.

- "Bilhar". O campeonato de bilhar entre o campeão carioca Raymundo Barros Filho e o chileno Raul Valdivia, recordista mundial de destacada atuação em torneios sul-americanos. O jogo foi vencido pelo brasileiro.

 

Rui Chapéu, Noel e Carne Frita

Re: Os melhores jogadores de sinuca do Brasil
 

"A mesa é triste como uma bola branca que cai.'" Faltou mencionar o "Praça", aqui de São Paulo. Para muitos, a sinuca, mais que um jogo, é um profissão, um ganha-pão. Aliás, para quem se interessa pelo assunto e pelo "joguinho", recomendo vivamente as crônicas/contos do injustamente esquecido João Antonio, ele próprio um ótimo jogador, em "Casa de Loucos" e "Malagueta, Perus e Bacanaço" (esse último virou até filme, "O Jogo da Vida", do Maurice Capovilla, do qual participa o próprio Carne Frita).

 
 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

Havia um aqui no Rio que era muito conhecido que era o Lincoln. Encontrei um depoimento sobre êle.

http://www.jorge.dias.nom.br/jorgedias/jdcolu16.htm

COLUNA DO JORGE DIAS

16ª Coluna

Disse pra minha mulher: vou revisar um livro que mandei fazer na Fábrica do Livro, lá no Maracanã, mas vou voltar às 16 horas, pois  no Clube  dos Subtenentes e Sargentos do Exército, às 19 horas será realizada mais uma rodada da primeira etapa do torneio de Sinuca, categoria "ouro". Passo primeiro na Fábrica e depois da revisão, faço o retorno e vou para o Rocha, onde fica a sede do Clube, dessa maneira é uma saida só com o Monza ( 1991/2).Há  estacionamento próprio nos dois lugares.

Cheguei cedo, e já encontrei um dos quatro componentes da chave, o Heitor. Estava jagando com o Hermes, um velhinho, que fiquei conhecendo naquele momento, um preguinho ( jogador de sinuca que não tem grandes qualidades técnicas ). Depois que o Heitor ganhou a partida que estava jogando com o Hermes, começou a jogar com outro jogador, não lembro o nome, mas era bem mais jovem e tinha uma tacada que tornou a partida equilibrada. Contudo, perdeu, também. Enquanto o Heitor jogava com o jovem, fiquei trocando algumas palavras com o Hermes, que me foi apresentado bem mais tarde pelo Heitor. Ele me falou que possuia  muitos livros de sinuca e que acompanhou os jogos que o Steve Davis, juntamente com o Tonny Meo fizeram, em mais de uma oportunidade, aqui no Brasil, e que começou a jogar sinuca muito tarde, pois era da Marinha, e não tinha tido tempo, até 1982, quando se aposentou, para se dedicar ao esporte da sinuca, que sempre apreciou. Pensando na idade dele, arrisquei uma pergunta: você chegou a conhecer o Lincoln e o "carne frita ", respectivamente, Lincoln Soares Pinto e Walfrido Rodrigues dos Santos, e a resposta foi negativa, dando-me por isso a oportunidade de falar a respeito, na minha opinião, e de muitos outros, dos dois maiores jogadores do Brasil, em todos os tempos. Quando comecei a jogar sinuca, muitos Amigos  diziam pra mim: você que gosta do esporte da sinuca, e tem habilidade, deveria  conhecer o Lincoln. Ele faleceu em 1978, mas tive a felicidade de conhcê-lo e privar da sua intimidade e amizade, tanto que um dia falei pra ele: Lincoln, vou anotar e relacionar, discriminando todas as "fantasias" que você faz, para apresentá-lo como uma verdadeira atração nas competições que a Federação realiza. "Fantasias" são tacadas que não correspondem  ao jogo de sinuca, mas utiliza as mesmas bolas e a mesma mesa. São tacadas, na sua maioria, proibidas  pelas regras de sinuca, mas apresenta resultados surpreendentes e muito agradáveis de serem apreciados.

Depois do Lincoln, poucos jogadores apareceram com a habilidade dele para realizar as tacadas de "fantasia", mas, nos dias de hoje, o campeão sul americano, que é brasileiro, NOEL, as faz com rapidez e perfeição, como tive oprtunidade de ver na recente Copa Brasil, realizada em Brasília- Distrito Federal.

Do Lincoln posso contar dois fatos verdadeiros e do Walfrido Rodrigues dos Santos, o "carne frita", a história da origem do seu apelido. Fui Diretor de Sinuca  durante muitos anos do Clube Monbte Líbano e contratei o nosso Amigo Lincoln Soares Pinto, humilde como só ele, para fazer a manutenção dos materiais do salão de Sinuca, principalmente os tacos e as mesas. Foi nesse tempo que preparei, com toda tranquilidade, a relação das tacadas de "fantasia" que ele fazia, e tive a felicidade de constatar, bem de perto, as suas maravilhosas tacadas. De todos os jogadores que vi jogar até hoje, foi o único que ao se abaixar para dar a tacada, e colocando-se na posição correta, transmitia a quem estivesse  assistindo a certeza e a precisão da tacada. Todos sabiam, antecipadamente, que ele não iria errar.  Fato interessante aconteceu em 1942 quando estava em São Paulo, e depois dos seis primeiros meses, tendo deixado a barba crescer, o que não combinava com o seu tipo, pois quando ia jogar usava terno com colete; resolveu passar uma temporada em Niterói. Ganhou, assim barbado, muito dinheiro.

Atendendo à um pedido de sua mãe, seis meses depois, tirou a barba. Andava sempre acompanhado de um Amigo, de sua inteira confiança, que tomava conta das apostas. Voltou, então, para Niterói, e jogando com as mesmas pessoas da vez anterior, ninguém o reconheceu.

Uma outra versão dessa mesma história termina com uma expressão que é a sua graça e como ficou conhecida. Assim se passou: barbado, muito cedo de um dia pela manhã entrou num botequim, que só o dono seu Joaquim, provavelmente, sem nenhum outro freguês. Depois de tomar café, convidou o seu Joaquim para jogar umas partidinhas de sinuca, no que foi prontamente atendido. Nas primeiras partidas, valendo pouco, o Lincoln não conseguia ganhar, e então passaram a aumentar o valor da aposta, quando o dono do botequim perdeu bastante dinheiro. Passados alguns meses, o Lincoln voltou ao mesmo lugar, barbeado e com outra roupa, bem cedinho, depois de exibir um maço de dinheiro ao pagar a conta do café, convidou o dono do botéco para o jogo apostado. Seu Joaquim cresceu o olho na bolada de dinheiro que acabara de ver e aceitou o convite. Resumindo: a história se repetiu, com o seu Joaquim falando a frase que se tronou célebre, no esporte da sinuca, e passou para a história: "você jogou muito bem, e mereceu ganhar, mas eu daria todo o meu dinheiro para vê-lo jogar com um barbudinho que esteve aqui, seis meses atrás"

Do Walfrido Rodrigues dos Santos, o "carne frita", a história da origem do seu apelido, é a seguinte: nascido em Sergipe, Propriá, e criado em Alagoas, Penedo, quando estava jogando uma pelada, foi indagado por um estrangeiro que assistia ao jogo: qual o seu nome? Ao repetir  a resposta, pronunciando a palavra Walfrido, soou para os outros garotos como "carne frita", que passaram a chamá-lo pelo apelido conhecido até hoje.

 

  Faltou meu pai, mandinho rosendo de nova cruz rn ele já mim contava que tinha jogado com carne fritae tinha ganho dele, hoje já falecido  gostaria que ele estivesse aqui jogando comigo e meu irmão.

 

Faltou Toquinho, 

Este tinha platéia para vê-lo jogar no Itaim - Sampa.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

Faltou um:

M.S.

Paulista da Capital, iniciou sua carreira matando aulas para jogar sinuca, lá no bairro de Pinheiros. Nunca conquistou qualquer título porque, por modéstia, não disputou nenhum torneio ou campeonato, para não ter seu nome divulgado nacional ou internacionalmente.

Hoje, aposentado, faz comentários esporádicos no blog  do Nassif.