newsletter

Pular para o conteúdo principal

Os números da homofobia em São Paulo

O São Paulo “Homofóbico”

Recente matéria da Agência Brasil, órgão noticioso do Governo Federal, informou o número de registros de denúncias diárias de violência praticada contra homossexuais.

Interessante essa matéria! Ela simplesmente arrebenta com um mito construído com muita difamação, bairrismo e principalmente mentiras!

São Paulo, Estado com aproximadamente 45 milhões de habitantes detém a fama - na verdade, a má fama -, de Estado homofóbico, ou Estado com maior índice de ocorrências de homofobia.

É interessante e REVELADOR notar que o estudo publicado aqui indica um número de 210 ocorrências de casos de homofobia em SP, enquanto que o Estado do Piauí, com aproximadamente APENAS 3 milhões de habitantes registra 113 ocorrências, o Estado da Bahia com APENAS 15 milhões de habitantes registra 105 ocorrências, o Estado do Rio de Janeiro, com aproximadamente APENAS 16 milhões de habitantes registra 96 ocorrências e Minas Gerais, com aproximadamente APENAS 20 milhões de habitantes registra 105 ocorrências.

Segundo o estudo publicado aqui, São Paulo é o Estado MENOS homofóbico entre os elencados!!!

QUAL É O ESTADO DA FEDERAÇÃO QUE É MAIS HOMOFÓBICO MESMO???

Espero que agora essa injustiça estabelecida em cima de preconceitos, politicalha baixa e mentiras seja reparada!!! Os difamadores devem um pedido de desculpas a São Paulo!!!

Quem quiser ler a matéria na íntegra pode acessar o endereço abaixo:
Início--> Brasil registra, em média, 3,4 denúncias de homofobia por dia
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-17/brasil-registra-em-media-34-denuncias-de-homofobia-por-dia

E tem mais: A notícia não divulgou os números de todos os Estados, se os números de todos os Estados forem apresentados, tenho certeza que SP cairá mais ainda nesse ranking!!

E não é só quanto à homofobia não!! São Paulo é injustamente acusado de ser antinordestino e, eu ainda não vi nenhum estudo sobre isso. Mas com certeza um estudo desses seria extremamente complicado, uma vez que a Capital paulista é a cidade que tem mais nordestinos fora do Nordeste! Além disso 46% de cidadãos entre 30 e 60 anos que residem na região metropolitana da cidade de Sampa são de outros estados. Vejam o gráfico abaixo:

Re: Fora de Pauta
Sem votos
34 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+34 comentários

 Anota aí, tres coisas que S. Paulo não tem : Homofobia, enchentes e engarrafamentos. Acertei ? Quer uma quarta qualidade ? Grande discernimento político, sempre com a vitória de candidatos progressistas, tendo como parâmetro o século XVIII. Estão aí, Janio, Maluf, Pitta, Fleury, Quercia, Kassab, Alckmin, FHC e o imbatível JOSÉ SERRA, que não me deixam mentir. Parabéns.

 

MAS, PARA BRASIL, ATÉ QUE SÃO PAULO TEM REPUTAÇÃO DE INCLUSIVO!

Só vi este post agora, pelo que vou responder de memória sem muita pesquisa, mas, se S.P. não for o estado mais inclusivo, é um dos com melhor fama.

"mito construído com muita difamação, bairrismo e principalmente mentiras! São Paulodetém a fama - na verdade, a má fama -, de Estado homofóbico"

Eu não conheço esse mito e o Estado de São Paulo em particular não tem reputação de homofóbico.  Eventualmente colegas com melhor informação poderão me corrigir.

O Brasil como um todo, sim, é tido como país muito homofóbico para a tradição ocidental, e isso sói ser discutido em âmbitos como a OAB, a OEA, etc. Alguns países já atenderam recomendação da OEA para criminalizar a homofobia, os EEUU são um deles, o fizeram em 2009. Lá também há muitos crimes de ódio do gênero, algo como 150/ano para uma população de 310 milhões, no Brasil são agora cerca de 300/ano (em 2012 está havendo aumento) para uma população de 200 milhões. Uma taxa quase 3 vezes maior, portanto, de homicídios homofóbicos no Brasil que nos EEUU. Isso pode ser atribuído a machismo, preconceitos arraigados, ignorância, falta de programas nas escolas, falta de criminalização, falta de atuação policial específica.

De um certo modo, portanto, todos os estados são homofóbicos. Provavelmente mais que países da América Latina com similar nível de desenvolvimento. Poderíamos dizer que SP é mais homofóbico que Argentina? Certamente sim. Que Bahia é mais que Peru ou Rio de Janeiro mais que o Chile? Possivelmente sim.

Não sou militante nem ligado a nenhuma ONG, mas por curiosidade pessoal acompanho com bastante interesse todas as notícias que me chegam a respeito de homofobia no Brasil. Não só por portais ou mídia impressa mas também por blogs. Se SP tivesse uma fama pior que outros estados acho que eu saberia, ou seria muito visível. De qualquer modo teríamos que ver a fonte, a notícia que deu origem à afirmação acima.

Ocorreram muitos casos infelizes simultaneamente (como os 4 ou 5 ataques em poucos meses na região da Av. Paulista e o episódio em que cortaram uma orelha de um hétero numa feira no interior do estado; e, há 2 anos, uma bomba no final da Parada Gay com uma vítima fatal), mas não só aqui em SP, claro que há notícias similares por todo o país.

No grupo de discussão no facebook em que participo :

http://www.facebook.com/groups/144360835655023/

é frequentemente comentado que, proporcionalmente à população, os estados onde há mais homicídios por homofobia (isto é, sem se tratar de crimes de outra origem, como assalto, sequestro ou vingança, etc) são Bahia e Alagoas. Eu já li em algum lugar que Paraná também não vai bem. Até aqui são dados da ong GGB. Por essa matéria mostrada agora, que se refere ao Disque 100 federal, pode-se considerar o Piauí como com elevado número de agressões/reclamações, mas isso não necessariamente se reflete em homicídios. Se houve piora nesse estado, irá aparecer mais cedo ou mais tarde também em estatísticas de homicídios.

Casos cruéis de homicídios homofóbicos, do tipo que aparecem na primeira página do Portal terra, li recentemente que ocorreram em GO, AL, ES, MA, não é só SP portanto. É que SP tem a maior população também (como uma Argentina, Espanha ou Colômbia), o dobro do segundo estado (MG), mas não deve ter a maior proporcionalidade (aliás, em homicídios gerais, é um dos 3 ou 4 estados mais seguros.) Por ter população tão maior sempre aparecerá, infelizmente, em notícias ruins.

Nesse mesmo grupo do facebook há a participação de militantes LGBT partidários ou ligados a igrejas. Embora o grupo seja nacional, os nomes que aparecem são sempre (até onde sei) seccionais paulistas : Diversidade Tucana, Diversidade PTB, Diversidade PSoL, Diversidade Católica e Diversidade São Paulo-PT. Ou seja, se há um estado onde há mais sinais de organização LGBT é SP, e isso deve de algum modo influenciar no ambiente estadual.

Há deputados canhestros e homofóbicos por quase todos os estados, mas sem pesquisar nomes agora não lembro de nenhum representante de SP ser bisonho no que se refere a homofobia no Congresso, mas lembro de CE, BA, RJ e GO. O político paulista que aparece na lista dos 10 maiores "inimigos" é vereador em SP. Partidos variados, não só evangélicos. E lembro do atual governador do PR claro, que faz pronunciamentos muito infelizes.

Uma coisa é a homofobia da população, que pode ser trabalhada com programas desde quanto antes nas escolas – e em SP capital há escolas privadas que fazem isso (mais bem contra bullying de modo geral); ou ainda com divulgação de uma eventual criminalização da homofobia. Outra coisa é a legislação de um estado ser inclusiva, e finalmente a atuação da polícia.

Quanto à atuação da polícia não conheço nada, mas o Estado de São Paulo promulgou em 2001 uma lei contra a homofobia no atendimento em estabelecimentos comerciais e de serviços, públicos ou privados. O Metrô foi um dos processados, sinal que leis ajudam. Essa lei não criminaliza (pena de prisão) mas pune com multa, por exemplo, bares ou restaurantes que tratam gays e lésbicas de modo desigual. Também leva a advertência a funcionários públicos que demonstrem preconceito.

Outros dois estados muito bem cotados em legislação são RJ e RS. Ambos tem leis antihomofobia (similares a de SP) datadas de 2000 e 2002. Veio de ambos a ADI que foi julgada em maio/2011 a favor da União Homoafetiva. O RS agora passou a lei do nome social (que existe numa versão reduzida para o município de S.P. desde 2010.)

Desde pelo menos 2010 também há em S.P. a coordenadoria para diversidade sexual, tanto em âmbito estadual como municipal (capital). Há algo similar no RJ.  Esses órgãos  têm  feito mais é vídeos educativos para treinamento de funcionalismo, se tiverem interesse posso procurar alguns links para eles no YouTube. Não tenho notícia (não quer dizer que não existam, mas não vi, não recebi por grupos, etc) de outros estados com materiais semelhantes feitos pelos órgãos públicos. Do poder público federal o material mais recente que conheço, patrocinado pelo ministério da Cultura é um premiado filme para o público adolescente (Não quero voltar sozinho), do final de 2010 ou começo de 2011.

Além disso (legislação e coordenadorias ou secretarias próprias) as mesmas delegacias que acolhem delitos raciais em SP atendem as reclamações por homofobia, com um detalhe no entanto ruim que já foi criticado por LGBTs: o horário é infeliz, pois essas delegacias não teriam funcionamento ininterrupto (o que até é compreensível, pois em que situações há mais crimes raciais? Em horário comercial?), mas muitas das agressões homofóbicas se dão no lazer noturno (desde atendimento preconceituoso a gangues perseguindo pessoas na saída de estabelecimentos.)

Finalmente, há vários estados organizando oficialmente uniões homoafetivas comunitárias (marcadas para final de junho próximo), são eles MG, PA, RJ e SP (portanto SP participa do primeiro ano desse tipo de evento.) Além de que o governador do Estado é o primeiro político de cargo executivo do qual tenho notícia que deu entrevista (abril passado, para o blog MixBrasil e Revista Júnior, antes de Obama e Hollande portanto) mostrando-se favorável a Casamento Gay.

Todas essas coisas acredito que contribuam para a formação de um ambiente mais inclusivo, embora falte muito, sem dúvida.

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Eu acho que os gays no Brasil tinham que ter um pouquinho mais de consciência do seu significado como grupo e não ficar subindo em caminhões nas paradas gays e ficar se beijando. Quatro milhões se juntando podem eleger o presidente da República.

 

Mas uma coisa não concorre com a outra. Dá pra ficar em Paradas e ajudar a eleger presidente e congresso simpatizantes (o que é muito mais fácil e resolveria do mesmo modo, já que a pauta de reinvindicações é limitada e quase não requer recursos, apenas atitude. Se algum dia for atendida, LGBTs concorrerão a cargos públicos por vocação, como para qualquer profissão, não para reinvindicar.

Vejamos o que ocorrerá na Argentina. O país completou com uma série de medidas recentes uma das legislações mais inclusivas do mundo. A tendência, eu imagino, é a pauta das questões LGBT sair do noticiário.

Alguns reclamam que há notícia todo dia. Claro, no Brasil há "reação" todo dia. Quando a legislação for igual pra todos e quando o Estado demonstrar interesse em combater a homofobia mesmo (não só com o disque 100 que é muito pouco) aí não haverá mais notícias.

Mas ficar se beijando não é algo gay, é um condicionamento geral da nossa sociedade, vemos sempre isso em filmes (na tela e no público do cinema), em novelas, em capas de revistas. Tem até o BBB que fica estimulando isso, e fazendo sucesso com isso.

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Que o Brasil não vire uma Ucrânia, que vergonha, que vexame para o mundo civilizado:

Fotógrafos flagram agressão a militante gay na Ucrânia

Fotógrafos flagram agressão a militante gay na UcrâniaFoto: Anatolii Stepanov/REUTERSSVYATOSLAV SHEREMET HAVIA ANUNCIADO O CANCELAMENTO DA PARADA GAY DE KIEV, QUANDO FOI ATACADO POR 3 HOMENS ENCAPUZADOS

Opera Mundi - Svyatoslav Sheremet, líder de uma organização LGBT da Ucrânia, foi agredido neste domingo (20/05) em Kiev, capital do país, depois de ter saído de uma coletiva de imprensa para informar sobre o cancelamento da parada gay da cidade.

Sheremet foi fotografado ensanguentado e recebendo chutes e socos de três homens com os rostos cobertos. Os agressores fugiram quando perceberam que havia fotógrafos registrando o ataque. Ainda não há informações sobre a identidade dos três agressores.

A Ucrânia foi o primeiro país da ex-URSS reconhecido pelas Nações Unidas que descriminalizou a homossexualidade, em 12 de dezembro de 1991. No entanto, a constituição do país, aprovada no mesmo ano, não menciona explicitamente a orientação sexual ou de gênero. Ela contém várias cláusulas que citam os direitos humanos básicos, incluindo a igualdade de direitos, "independentemente de convicções políticas, religiosas e outras" ou "outras características", mas o poder judiciário ucraniano tem evitado que estas cláusulas sejam usadas na luta pela equiparação dos direitos da comunidade LGBT.

Em um levantamento feito em dezembro de 2007 pela Angus Reid Global de Monitor, 81,3% dos ucranianos entrevistados disseram que as relações homossexuais não são "nunca aceitáveis".

Em outra pesquisa do mesmo instituto, em uma longa lista de possíveis reformas sociais no país, o casamento gay só recebeu 4,7% dos votos, o mais baixo de todos os tópicos em questão.

Nenhum partido político do país, nem mesmo os menores ou considerados mais de esquerda, defende formalmente os direitos LGBT. Na Ucrânia, não há leis anti-discriminação abrangendo orientação sexual e, mais recentemente, grupos anti-gays e filme com temática LGBT como pornográfico.

Um dos principais grupos anti-gay da Ucrânia, "Amor contra a homossexualidade", tem o apoio público de celebridades e de membros do parlamento que acreditam que as pessoas do coletivo LGBT são "pervertidos sexuais".

Nos últimos meses, voltou a ser debatida na Ucrânia a proposta de uma lei anti-propaganda gay. O projeto tem como objetivo proibir que se discuta a homossexualidade publicamente, alegando que "a lei pretende proteger os menores e impedir o avanço do HIV".

A Europa do Leste tem saltado ultimamente às manchetes internacionais devido aos esforços em se proibir a visibilidade LGBT e a promoção da cultura gay. Os parlamentos da Moldávia, da Lituânia e da Hungria e a prefeitura de Moscou estudam propostas que proíbem a difusão de qualquer material LGBT ou de qualquer ato que seja considerado propagandista deste coletivo.

Em março, a segunda maior cidade da Rússia, São Petersburgo, aprovou uma lei parecida. Outras quatro regiões da Rússia já possuem lei semelhante e três cidades da Moldávia.

http://brasil247.com/pt/247/mundo/60215/Fot%C3%B3grafos-flagram-agress%C3%A3o-a-militante-gay-na-Ucr%C3%A2nia.htm

 

Calendário SPIN

já ficou nitido que o PT em função das continuas derrotas sofridas em São Paulo, adotou uma tatica de demonização do estado, isso e facil de ver no blog do PHA, onde ele adotou a linha de ataque para com o estado.

esse odio stalinista (de tentar se vingar de quem não se submete) irá aumentar ainda mais com a eventual derrota de Haddad a prefeitura. 

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Eu nem culpo as pessoas da cidade e do estado de SP por elegerem ladrões para lhes governar. A culpa é deste sistema que permite a ladroagem.

 

Não, caro Tarkus, não pedirei desculpas à São Paulo. Continuarei participando da "temporada de caça à Tucanolândia".

Agora falando sério, SP não pode ser considerado um estado homofóbico, acho que nenhum pode, não é por aí.

Por um lado SP e Rio, são menos homofóbicas, por terem espaços de aceitação desse grupo, como é comum em cidades maiores, geralmente mais cosmopolitas e mais acostumadas com diversidades de comportamento.

Dificilmente você terá no interior do PI, espaços para essas minorias. Não são só os gays. Dá para imaginar punks "à carater" andando normalmente nas ruas do Piauí, como vemos em SP?

Mas por outro lado, o que estamos assistindo é um acirramento da intolerância. As diversas "tribos" que habitam SP, por exemplo, deixaram de conviver cada um na sua. Os chamados "carecas" que são facistas passaram a manifestar fisicamente o que antes era só reprovação, um desdém pela condição do outro.

Dizem que foi a campanha do Zé facista. De qualquer modo, não se pode tampar o sol com a peneira. Li, não me lembro onde, que o número de sites neonazistas tem crescido assudadoramente. E constatou-se que mais de 90% deles são de SP, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Não há dúvida que muitos gays do interior do Brasil pensam em ir para SP ou Rio onde podem "achar sua turma". Só que a turma neonazi não está gostando nada disso.

Se não se combater a intolerância, daqui a pouco o gay do interior do PI ficará entre permanecer em sua cidade "dentro do armário" ou ir para São Paulo, assumir e correr risco de apanhar de boçais. Ou pior, os gays resolverem se armar para se defender. Aí é a barbárie

 

Juliano Santos

Ah, as estatísticas. Cuidado com elas. Tanto podem esclarecer, como confundir. O pior são as inferências precipitadas e de afogadilho.

Será que há alguma espécie de redundância para as do tipo que estamos tratando? Qual a fonte que as alimenta? Em todo ato de violência há o envolvimento de "n" fatores de ordem econômica, cultural, psicológica e sociológica. Só em casos raríssimos um homicídio, por exemplo, é singular. 

De qualquer modo, se apenas uma mulher ou um homossexual for morta ou morto somente por essa condição temos que reagir de forma efetiva e veemente.

 

"se apenas uma mulher ou um homossexual for morta ou morto somente por essa condição temos que reagir de forma efetiva e veemente."

Esse foi o raciocínio usado no Chile. Piñera disse que a homofobia não ficaria impune. É claro que lá deve haver muito mais casos de crimes de ódio que o do rapaz cruelmente assassinado este ano. Mas lá um caso causou tanta comoção que um projeto de lei anti-preconceitos (similar ao brasileiro 7716) foi alterado de última hora para incluir orientação sexual.

O congresso brasileiro sancionou nos anos 1990 a inclusão de antissemitismo na lei 7716/89. Acho ótimo, é importante criminalizar o antissemitismo. (Não lembro se houve influência dos atentados em Buenos Aires nisso) Mas quantos homicídios no Brasil são relacionados a isso?

No entanto, no Brasil ocorrem de 250 a 300 homicídios por homofobia por ano e o Congresso se recusa a incluir orientação sexual na lei 7716/89.

A meu ver é um descalabro e por isto não me sinto representado (a não ser por Marta Suplicy, Erica Kokay, Fatima Cleide e Jean Wyllys) e não sinto que este seja um país para todos, é para 97% héteros.

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Caro JB COSTA,


De nossos debates não se pode dizer que tenham tido um histórico de concordâncias, porém, lhe admiro pela perspicácia, veemência e coerência. É óbvio que a homofobia existe, mas ela está longe de ser o "caos" que um "lobby" tenta, propagar e tornar tema diário.


A aversão a idosos, o espancamento destes e de mulheres, e o preconceito quanto aos portadores de deficiências especiais, são públicos e notórios e, com relação à aversão aos idosos (não sei o nome científico disso) podemos dizer, com absoluta certeza podem chegar a 1.000 vezes por dia em número possivelmente igual ao espancamento de mulheres, por homens. Eu, a cada dois dias, sou objeto de um tipo de tentativa de violência e preconceito, especialmente "em filas" (sou idoso e portador de diciências especiais "não expostas" - mas, sei me defender; a maioria não). Porém, não me lembro de este BLOG ter feito mais do que uns 3 Posts sobre o tema, enquanto sobre o assunto homofobia é praticamente um assunto diário. QUE LOBBY ESTRANHO SERÁ ESTE ???


Estou errado? Ficaria grato pela sua opinião, se for posível.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

homofobia está longe de ser o "caos" que um "lobby" tenta, propagar e tornar tema diário.


Poupe-nos de teorias conspiratórias. Se você não entendeu, ao longo dos últimos anos cheios de notícias e de discussões no Congresso, notícias essas não só do Brasil como do mundo inteiro, não vai ser neste post que vai entender.

Por que então não apoia o PLC 122/06, que além de orientação sexual visa incluir portadores de deficiência e idosos nas categorias protegidas pela ei 7716/89? O projeto existe e Fatima Cleide o apresentou em 2009. Reclame com o Senado por não votá-lo.

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

"QUE LOBBY ESTRANHO SERÁ ESTE" 

Pq defender idoso não causa nenhuma crise , não há ganhos para a "subversão" da sociedade.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

Aliança,

O que vem a ser mesmo "subversão da sociedade"? Como se subverte uma sociedade inteira? Você por acaso está se referindo a uma conspiração mundial para todo homem "jogar pedra com a mão esquerda" e toda mulher "calçar 44"?

Isso não é uma tremenda paranóia? 

 

Fughe,

Debate sem discordância não é debate. É conversa de comadres. 

Concordo em parte com seu arrazoado. Mesmo porque meu comentário remete exatamente a isso: a consistência das nossas estatísticas e as leituras. Ou seja, metodologia e inferências.

Quando envolvem violência aí é que a coisa pega. A não ser que, de chofre, se faça algum tipo de associação entre os agentes e as condições nas quais se deu o fato. Se alguém mata um cidadão gay somente por essa condição e não há fatores subjacentes envolvidos(loucura do agente, em defesa própria etc) é claro que uma típica demonstração dramática de homofobia. A pergunta é: os dados estatístios refletem ou foram apurados com o devido apuro para esses aspectos? E se um cidadão for velho, acima de 60, e gay, como saber a real motivação? Mesma coisa para mulheres lésbicas.

Ou seja, não se pode impingir a uma comunidade ou sociedade em geral qualquer fobia se não houver não só uma representatividade estatística robusta, como também se a mesma é confiável. Entretanto, repito: a morte de UMA só ser humano é deplorável e inaceitável. Se for apenas por uma singularidade(homossexual, mulher, negro, idoso, o que for) aí foge de qualquer avaliação.

E o que parece faltar para o caso específico de agressões a pessoas e idosas e/ou portadoras de deficiências especiais são exatamente estatísticas. Sem os dados para efeito de comparação com a homofobia fica arriscado vaticinar que esta prevalece em relação a outras.

Quanto a um suposto lobby dos homossexuais, acredito que, sim, eles existem. Mas não avalio isso como negativo. A forma mais efetiva e curta de procurarmos valer o que achamos ser nossos direitos é agir em grupo e com sinergia. E isso, convenhamos, eles fazem muito bem. Numa sociedade complexa e multifacetada como a atual, tem mais capacidade de luta quem exatamente souber concatenar e canalizar esforços comuns. 

Agora, se há excessos de posts para eles e insuficiência para outros, aí é com o dono do blog. Mas fica a sugestão: você mesmo trazer para debates material acerca de preconceitos e violências contra idosos ou mesmo de qualquer outra modalidade. Afinal, todos são desprezíveis, não é mesmo?

 

 

 

 

"Quanto a um suposto lobby dos homossexuais, acredito que, sim, eles existem. "

Olha JB, eu nunca vi. O que há é pequenas ongs que fazem o que dá. E uma grande população de LGBTs que, sem organização nenhuma, colocam a boca no trombone de tão cansados que estamos. 

Mas não existe "lobby". Não existe uma sede, um nome, uma arrecadação. Nada.

E também não existe nenhum resultado. Nada.

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Grato pela atenção e sugestões.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

Caro Fu.etc.., a pergunta não foi para mim, mas peço licença ao JB para dar meu pitaco. Não é um lobby estranho. Estranho é minorias discriminadas não fazerem lobby para defender seus interesses.

Que os idosos (seu caso?), deficientes e etc mandem ver no lobby!

 

Juliano Santos

O senhor acaba de cometer um crime de intolerância e preconceito INAFIANÇÁVEL(amenizado pela falta de capacidade civil, que denota ser portador).  


Certo, ó Pedro Bó, todos eles, tem a saúde de um cidadão que desfila desnudo em pleno inverno, na Parada Gay na Paulista (do qual sou defensor, e já  fiz a defesa, aqui, "n" vezes (Gunter onde está você?), irão marchar juntos de Cadeira de Rodas, de muletas, os portadores de sequelas invisíveis como os idosos que já tiveram derrames e infartos e hipertensos, que tomam diuréticos, entre outros,  irão subir ladeiras, caminhar portando faixas e "banners", e urinar nos milhares de banheiros públicos das cidades.


Estupidez, assim, é luxo !!!

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 

É da cultura nacional, só a polícia para dar conta, mas para isso os Órgãos de Segurança teriam que ter em mãos  a lei que criminaliza a homofobia. Isto o Estado brasileiro está devendo.Pai abraça filho e é agredido por homofóbicos em SP, por Estadão, via G1

Agencia Estado

19/07/2011

 

Um homem teve a orelha mordida e decepada enquanto passeava com o filho na Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (Eapic) em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A vítima, de 42 anos, estava abraçada com o filho, de 18, quando foi abordada pelos agressores, que ainda não foram identificados pela polícia.

O grupo de cerca de 20 pessoas teria perguntado se os dois eram gays. O homem tentou explicar que eles eram pai e filho, mas, pouco depois, levou um soco. A vítima disse à EPTV que desmaiou depois de ser golpeado no queixo. Quando acordou, ouviu as pessoas gritando que ele tinha perdido um pedaço da orelha, arrancada com uma mordida por um dos agressores. O filho teve ferimentos leves. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/07/pai-abraca-filho-e-e-agredido-por-homofobicos-em-sp.html

 

 

Calendário SPIN

Creio que essa fama pode ser explicada pela atuação da mídia.


Boa parte dos grandes veículos de comunicação estão localizados em SP, logo, casos que ocorrem no estado acabam ganhando divulgação nacional. Diferente de casos ocorridos em outros estados, que, talvez, podem nem ganhar espaço na mídia local devido ao preconceito existente, que é confirmado pelos dados divulgados.


E os próprios blogs acabam contribuindo com esse mito ao ignorar casos graves que ocorreram em outros estados. Lembro de ter colado um caso do RS no clipping, tempos atrás, que não foi alçado ao status de post. Mas o problema não é só esse, pois alguns blogs por aí acabam explorando o assunto politicamente, sem procurar tratar o tema de forma séria, como ocorre por aqui.

 

Esta estatística apontada no post se refere a denúncias feitas por telefone ao governo federal. Como o PI tem um bom sistema de divulgação de crimes desta natureza, daí o número maior de denúncias. Em muitos Estados e municipios não há nem mesmo a percepção de que alguém pode ser atacado por objeção do agressor à sua homossexualidade. O próprio agressor não tem consciência disso. Até pouco tempo atrás isso ocorria com as mulheres. Agredir uma mulher era algo normal, pois que esta era tido como propriedade do macho. No que diz respeito aos gays, a agressão tem caráter de punição.  A situação é grave em todos os Estados. Como pode uma pessoa, por causa da sua sexualidade, não poder sair às ruas, sob pena de ser agredido, pelo que eu saiba a CF garante a todos os brasileiros o direito de ir e vir, seja em SP, RJ, PI. 

Governo recebe 3,4 denúncias de homofobia por dia, da BBC, no Terra

A Secretaria de Direitos Humanos do governo federal registrou em 2011 uma média de 3,4 denúncias diárias de violência praticada contra homossexuais no Brasil. A violência fruto da intolerância é um dos temas combatidos no Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia (rejeição a transexuais e travestis) - celebrado nesta quinta-feira.

A comemoração foi criada por ativistas franceses em 2005 para marcar a dada em que a homossexualidade foi tirada, há 22 anos, da lista de doenças mentais da Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a data foi marcada por manifestação com 500 pessoas já na quarta-feira em Brasília.

As 1.259 denúncias foram recebidas de forma anônima pela secretaria por meio do telefone 100 do Disque Direitos Humanos. Elas englobam casos de violência física, sexual, psicológica e institucional, além de episódios envolvendo discriminação relacionada à opção sexual do indivíduo. Cada caso, segundo a pasta, foi repassado para a polícia e governos locais. Entre os Estados que mais registraram queixas estão São Paulo (210), Piauí (113), Bahia e Minas Gerais (105 cada) e Rio de Janeiro (96).

Homicídios
O governo federal e a maioria dos Estados não fazem levantamentos sobre o número de crimes praticados contra homossexuais. A estatística nacional mais aproximada é produzida pela entidade Grupo Gay da Bahia, que faz sua contagem por meio de notícias publicadas na imprensa. Segundo o levantamento, em 2011 ocorreram 266 homicídios - um recorde desde o início dos levantamentos na década de 1970. De acordo com o GGB, foi o sexto ano consecutivo em que houve aumento desse tipo de crime.

"A relação é que a cada um dia e meio ocorre uma morte. O Brasil é um país relativamente perigoso para homossexuais", disse o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira. "Não temos muito o que comemorar neste 17 de maio. Além da questão da violência, ações como o kit de combate à homofobia e a campanha de combate à aids no Carnaval (com foco na comunidade LGBT) foram vetadas pelo governo", disse ele.

São Paulo
Apesar de nominalmente registar o maior número de denúncias de violência contra homossexuais, segundo a contagem da SDH, São Paulo tem se destacado no cenário nacional pela criação de instituições e medidas de combate à homofobia.

Para tentar estimular a denúncia e contabilizar os crimes de intolerância contra homossexuais, o governo criou há um mês uma forma de se registrar boletins de ocorrência pela internet, segundo Heloisa Gama Alves, a coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria de Estado da Justiça. O software permite à polícia registrar à distância as comunicações de crimes contra a honra (injúria, calúnia, difamação etc), discriminando se eles foram cometidos por homofobia - o que permite que uma contagem seja feita eletronicamente.

Em paralelo, uma lei estadual prevê advertências e multas a indivíduos e empresas que tenham se envolvido em casos de discriminação por homofobia. Estabelecimentos comerciais podem até ser fechados se reincidirem na prática. O número de sanções aplicadas no Estado subiu de 33 em 2010 para 63 em 2011, segundo Alves.

Outras duas iniciativas são a criação de uma delegacia da Polícia Civil especializada em crimes de intolerância e uma unidade de saúde dedicada apenas a transexuais. "Temos o que comemorar (no 17 de maio), mas muito ainda tem que ser feito", disse ela.

Legislação
Tramita no Senado uma proposta para criminalizar atos de discriminação praticados contra homossexuais. O projeto transforma em crime formas de preconceito relacionado a orientação sexual ou identidade de gênero praticado no mercado de trabalho, nas relações de consumo e no serviço público. A proposta, porém, encontra resistência de alguns membros da bancada evangélica da Casa.

Atualmente, agressões e injúrias praticadas contra homossexuais são punidas com base no Código Penal. "O crime de intolerância não é um crime praticado só contra uma pessoa, é uma agressão a toda a sociedade e por isso muito mais grave", afirmou a defensora pública Maíra Coraci Diniz, do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito, da Defensoria Pública de São Paulo.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5778930-EI306,00-Governo+recebe+denuncias+de+homofobia+por+dia.html

 

Calendário SPIN

As 1.259 denúncias foram recebidas de forma anônima pela secretaria por meio do telefone 100 do Disque Direitos Humanos. Elas englobam casos de violência física, sexual, psicológica e institucional, além de episódios envolvendo discriminação relacionada à opção sexual do indivíduo. Cada caso, segundo a pasta, foi repassado para a polícia e governos locais. Entre os Estados que mais registraram queixas estão São Paulo (210), Piauí (113), Bahia e Minas Gerais (105 cada) e Rio de Janeiro (96).

IV AVATAR, agora que vi que esta estatística apontada pelo Tarkus não tem qualquer valor científico, pois foi feita com base em denúncias das vítimas por telefone. A quantificação mesmo é impossível, pois a polícia não arrola os crimes homofóbicos como tais.

 

O Disque 100 é relativamente novo, muito possivelmente a maioria das pessoas não o conhece. A única vez que vi uma propaganda foi muito sutil no que se referia a orientação sexual (deveria ser uma propaganda mais clara e específica) Deve haver muita não-notificação portanto. E talvez haja diferenças culturais no hábito de recorrer ou não a esse recurso.

Mas, se é impossível quantificar todos os crimes, mesmo assim há utilidade científica sim, senão quantitativa pelo menos qualitativa. O que é relatado deve/deveria ser trabalhado de algum modo.

Mas passemos aos homicídios compilados pelo GGB (o nome é Bahia, mas a atuação é nacional) Eles recolhem informação por todos os principais jornais estaduais onde aparece o que a polícia considera homofóbicos. Talvez não seja uma arrolação oficial, mas declarações de responsáveis à imprensa. 

E, pelos poucos números que aparecem desse disque 100 mais o que eu mais ou menos lembro dos números de homicídios, há uma forte correlação, quanto mais denúncias, mais homicídios. Bahia aparece muito mal em ambas as pesquisas. S.P. aparece como campeão em ambas, mas tem população muito maior. O que é racional, afinal os ambientes são os mesmos. Alagoas, por exemplo, tem cerca de 1/3 dos homicídios que SP, mas com população de pouco mais de 1/20, ou seja, é uma taxa muito maior, isso muda muito de estado pra estado.

Se eu encontrar as duas séries tentarei pôr em um gráfico.

 

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Todos tropeçando em um simples problema matemático de razões/proporções, aliás solucionados por uma "regra de três simples".


Os números de denúnciais, vis-à-vis a população (ademais, mais bem informada), joga São Paulo lá para a "rabeira".


Será que me fiz entender?

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

Pode ser que a população de SP seja melhor informada sobre o disque 100 e o seu raciocínio seja válido, isso melhoraria a posição relativa do estado. É uma hipótese a considerar.

Será que ninguém teria os números dos processos abertos na justiça com base na lei 7716? (antirracismo, antixenofobia, contra antissemistismo)? Se tivéssemos isso por estados dara uma boa indicação de como é a distribuição proporcional por estados.

Aliás, essa lei é a que Malafaia não quer que inclua homofobia. Ora, por que não se há muito mais casos no Brasil de crimes de ódio por homofobia que de origem geográfica ou antisemitismo? Talvez homicídios por racismo sejam em muito maior número, - e também subnotificados - mas, proporcionalmente, duvido que sejam mais que homofobia.

Eu acho que ter sido amplamente divulgado no passado a existência da lei 7716 pode ter melhorado o ambiente no Brasil. O que não compreendo é o porque da resistência do governo/Congresso em incluir homofobia na lista.

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

A homofobia é tão forte em SP que os gays não procuram a polícia homofóbica, que quando atende muitas vezes se recusa a fazer B.O. por não ser relevante. Existe uma tolerância maior sim em alguns setores, e uma homofobia localizada porém MUITO ativa. E esse gráfico sobre a participação de diferentes populações no estado de SP é uma enorme falácia ecológica pra definir a tolerância aos nordestinos. Talvez por serem mais presentes eles encomodem ainda mais o paulista e um jeito de vida arrogante de ser de alguns. Vivi na capital de SP por um ano e vi MUITO preconceito, como antes jamais tinha visto na minha pequena-grande roça Belo Horizonte, mas também vi muita aceitação. Acontece que os grupos preconceituosos de São Paulo são muito mais ativos e insatisfeitos, mas uma coisa é quase unanime entre os Paulistas: "carioca é vagabundo". Se for assim, pelo menos eles curtem a praia sossegados enquanto o paulista diz que trabalha mais e que é "a locomotiva desse país".

 

 

Preconceito contra nordestinos em São Paulo é fato. Eu já presenciei várias vezes. Contra cariocas também, eu presenciei (e senti  na pele). Quanto a paulistano trabalhar mais que carioca, as próprias estatísticas desmentem esse mito.

 

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".  Joseph Pulitzer

Gays, SP não é homofóbica. Mas não passem pela Avenida Paulista.

Nem ande de mãos dadas com seu pai, pois vcs podem ser confundidos com um casal de homossexuais, em SP houve um ataque a pai e filho por serem confundidos como tais, um deles teve a orelha arrancada por uma dentada.

 

Isto não quer dizer que SP também não o seja, e é, isto é fato. O PI, assim como SP, além de homofóbico, é machista, é da cultura brasileira. O problema é que, pelo menos no que diz respeito ao machismo no PI, a policia conseguiu conter, o que já não ocorre no campo da homofobia, que nem consta no Código Penal como crime.

Como mensurar este tipo de violência se os ataques homofóbicos nem costumam ser denunciados e, quando o são, entram na estatística geral como homicídio, sem que seja apontado o motivo do assassinato. No artigo abaixo dá para perceber que a polícia é o melhor remédio para curar a violência contra a mulher e, no caso do post, contra os homossexuais. O PI é o estado onde há menor índice de violência contra a mulher, o que já não pode se dizer o mesmo no que diz respeito aos gays, pois estes, como disse, não tem qualquer proteção legal.

Mapa da violência contra a mulher mostra a realidade do país, diz Wellington Dias

Da Redação

Em pronunciamento nesta terça-feira (15), o senador Wellington Dias (PT-PI) chamou a atenção para o Mapa da Violência contra a Mulher 2012, que, conforme afirmou, mostra uma realidade cruel no Brasil, onde uma mulher é morta a cada duas horas.

O senador disse que ex-namorados, maridos e companheiros são os principais responsáveis pelas agressões contra as mulheres, muitas vezes cometidas no próprio ambiente doméstico.

De acordo com a pesquisa, divulgada pelo Ministério da Justiça, em um grupo de 87 países, o Brasil ficou em 7º lugar em número de agressões contra as mulheres, com 4.297 casos, ou 4,4 assassinatos em um grupo de 100 mil habitantes. De acordo com o senador, o Piauí foi o estado brasileiro com o menor número de agressões, com 2,6 casos para 100 mil habitantes. O mais violento é o Espírito Santo, com 9,4 homicídios para um grupo de 100 mil habitantes.

Em aparte, a senadora Ana Rita (PT-ES), manifestou apoio a Wellington Dias, e disse que as autoridades brasileiras devem se engajar para aplicar a legislação em defesa da mulher em toda a sua plenitude. O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também afirmou que os dados da violência no país exigem medidas enérgicas e urgentes das autoridades.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

 

Calendário SPIN

Só existe homofobia onde os LGTS tem liberdade para viverem como cidadãos. Onde eles são invisiveis não há nehuma incidência de homofobia. Logo, nesse sentido, São Paulo, está longe de ser homofóbica. Em especial por ter a maior parada gay do Brasil e, sobretudo, por que essa mesma para gay movimentar milhões para a economia da cidade de São Paulo. 

 

Também não é esse paraíso do norte da Europa, vamos por as coisas em perspectiva.

Possivelmente SP seja um dos estados menos homofóbicos, mas não quer dizer que não o seja. É que o país como um todo é ruim.

Não tenho dados quebrados por estado, mas em geral Sudeste e classes A/B e pessoas com nível superior de escolaridade são os que menos se declaram hmofóbicos. E SP é um dos estados onde há maior percentual A/B e/ou curso superior. Mas a pesquisa Fapesp (só vi dados agregados, talvez exista por Estado se aguém recorrer ao instituto) apontou que 27% dos brasileiros maiores de 16 anos se autorreconhece sem constrangimento como homofóbicos! (Versus 4% que se dizem racistas). Isso é muito e se em SP for, p.ex., a metade (12 a 15%) continua muito! É um absurdo pessoas praticamente se orgulharem de serem preconceituosas.

Não posso afirmar sobre todos os estados de modo definitivo, mas pelo que vejo em grupos de discussão SP é um dos estados onde há maior empenho do Estado para lidar com o tema homofobia. Quer em legislação quer com a constituição de órgãos específicos de apoio.


 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Se São Paulo subnotifica o número de homicídios você quer que eu acredite nos números das denúncias de homofobia?

http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2012/05/rapaz-vitima-de-homofobia-e-agredido-por-dez-em-araras-sp.html

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1093115-homem-diz-que-foi-agredido-por-estar-com-amigos-gays-em-sp.shtml

 

 

Marianna K

como vc sabe que o estado subnotifica?  

e a pura lorota!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH