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Os problemas da seca na Floresta Amazônica

A agonia sem fim da Floresta Amazônica

Do Estadão.com.br

Região Amazônica não consegue se recuperar da seca do ano passado 

Estudo patrocinado pela Nasa alerta para as consequência da mudança climática na região 30 de março de 2011 | 9h 14

estadão.com.br

SÃO PAULO - A área verde da Floresta Amazônia diminuiu após a seca recorde registrada no ano passado. A conclusão foi obtida em estudo patrocinado pela Agência Espacial Americana (Nasa). De acordo com a pesquisa, a área perdida corresponde a pouco mais de três vezes o tamanho do estado americano do Texas.

Simulações feitas em computador mostraram que a sensibilidade às secas, como a ocorrida em 2010, poderá levar a uma mudança no clima, com temperaturas mais quentes e alteração nos padrões de chuva na região fazendo com que se desenvolva vegetação típica de cerrado e savana no lugar da floresta tropical. O Painel de Mudança Climática da Nações Unidas alertou para a possibilidade das secas se tornarem mais frequentes na região Amazônica no futuro.

A área afetada pela última grande seca é quatro vezes maior que a registrada na ocasião anterior, em 2005. O nível dos rios da região também foi comprometido com o ocorrido. As águas começaram a baixar em agosto e atingiram o nível mais baixo em outubro de 2010. O Rio Negro foi um dos atingidos pela seca, apresentando o menor nível de águas nos 109 anos de registros disponíveis.

O estudo foi elaborado por uma equipe de cientistas de vários países, que utilizaram imagens de satélites dos últimos 10 anos para verificar o tamanho da área verde da região, usado para verificar a "saúde" da floresta. A pesquisa será publicada na revista científica Geophysical Research Letters.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,regiao-amazonica-nao-consegue-s...

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13 comentário(s)

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eu acho que e muito legal a floresta amazonica

 

nao fala sobre a floresta amazonica so os comentarois que voces postam sem graça

 

Passei o mês de novembro de férias em hotéis de selva distantes a até 100 km de Manaus.

A seca foi realmente impressionante. A diferença entre o nível da água e as residencias dos ribeirinhos era impressionante, ainda mais quando contavam que na cheia anterior muitas daquelas casas ficaram semi submersas.

 

Outra coisa que reparei é que não se navega nem 5 minutos num barco lento sem avistar uma moradia ou um mini povoado e que estes moradores na sua maioria não se importam em desmatar vastas áreas de suas glebas e depois queimam tudo em imensas fogueiras.

Uma cena que muito me impressionou foi uma raiz de árvore imensa (duas vezes maior que a kombi que estávamos) que ardia numa fogueira e que uma semana depois quando voltávamos continuava da mesma forma e não havia diminuído quase nada.

Impressionante também era o relato de muitos dali que a situação estava sob controle e onde desmatam para valer é no Pará.

Não sou eco chato e sei que as pessoas que ali vivem tem direito a uma vida digna, mas do jeito que a coisa anda aquilo vira um deserto ainda na nossa geração.

Barreto

 

Não seria o caso de por esse post como "em observação"?

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

Tive uma experiência relevante em Santarém com a recuperação da Floresta Amazônica.

Um cliente planta soja a uns 30 km de Santarém em uma área de 1.200 hectares.

Foi deixada determinada faixa de aproximadamente 200 ha sem plantio por 2 anos.

A capacidade de recuperação da floresta sobre estes 200 ha foi impressionante. Em qualquer outro lugar demoraria de 5 a  7 anos para conseguir a reposição florestal ocorrida no espaço tempo de 2 anos que foram acompanhados. Consultamos moradores locais e um disse: "O homem pensa que sabe tudo, mas não sabe é nada. Se o homem sair da floresta, em 10 anos ela cobre tudo de novo. "Nóis" vai a floresta fica."

Os discípulos de 2012 deveriam conversar mais com o povo da floresta do que olhar mapas satélites.

 

Só pode ser agrado pra Obuana...

NASA alerta e a floresta nem ai, pois há anos acontece como sempre aconteceu

Ou será que os ispicialistas consideram que se passar da data certa para se recuperar, não se recupera mais? Tem data?

Começou...moda agora é bisbolhotar o Brasil de forma mais negativa possível

 

@atenir "Pesquisa de gringo sobre a amazônia..."

Se vocêr quiser, pode recorrer à prata da casa, que modestamente, contra ventos e tempestades,  faz pesquisa também. Você conhece o Paulo Vanzolini - aquele compositor popular que fez "Ronda" entre outros sucessos inesquecíveis? Pois é, ele tem outros talentos. É biólogo e tem coautoria em uma teoria de "refúgios" que diz respeito a essa questão da seca na floresta Amazônia.

Estudando a distribuição de espécies na floresta ele (e outros pesquisadores estrangeiros, me parece que independentemente) inferiram que a cobertura vegetal, ao longo de intervalos de tempo seculares, ora se expande ora se contrai em ilhas de vegetação restritas, deixando uma registro na distribuição de espécies.

No momento presente a questão que se está certamente discutindo é a influência do aumento de emissões de CO2 e aquecimento global nesses ciclos. Um assunto complexo que desperta polêmica com todo tipo de resposta dos especialistas. Pelo visto, as transições podem ser muito rápidas e as causas não são conhecidas com certeza.

Pois é, esse é o tal do Vanzolini. Ele também é "o cara", acredite.

 

É a mesma coisa quando acontece uma queimada, seja na floresta, no cerrado, ou qq outro tipo de vegetação. Depois da chuva e mais um tempinho, tudo volta como dantes...

 

mas se recupera, é só esperar mais um pouquinho. a recuperação de um longo período de estiagem não acontece de uma hora para outra, eles não sabem?

 

luz

Pesquisa de gringo sobre a amazônia é melhor ficar de orelha em pé. Pode ter algo encondendo coisa mais importantes. Não dá para se tirar conclusões precipitadas...

Em termos de preservação de florestas, os gringos não têm nenhuma moral e nem servem de exemplos, pois eles já destruíram as que tinham há séculos....agora querem dá pitaco na preservação da nossa floresta. Xô gringos...

 

 

FOLHA DE S. PAULO, Eduardo Geraque

“A Amazônia quer destruir a floresta”, diz Vanzolini

Zoólogo-sambista nega autoria da teoria dos refúgios; “só estudamos um bicho”

Autor de “Ronda” e teórico da biodiversidade, que faz 84 anos em abril, diz que única saída para a floresta é “trancar e perder a chave”

 

A generosidade e as opiniões contundentes -e muitas vezes politicamente incorretas- de um zoólogo compositor poderiam servir de inspiração para um grande samba. Mas Paulo Emílio Vanzolini, que completa 84 anos no dia 25 de abril, não faz mais música. E, mesmo na ciência, anda acertando as contas com sua obra-prima: a teoria dos refúgios.

“Nem deveria chamar teoria dos refúgios. Fizemos apenas um modelo de especiação de uma espécie. Um bicho. Nós não desenvolvemos nada. Não usamos o termo teoria dos refúgios no trabalho de 1970.”
Vanzo, como é conhecido, conta como surgiu a explicação científica mais ilustre (e debatida) sobre a origem da biodiversidade amazônica.
O ano é 1969. Trabalho quase pronto sobre um lagarto do gênero Anolis, que existe em boa parte do Brasil. Vanzolini, que dividia o projeto com o americano Ernest Williams, recebe um pacote da revista científica americana “Science”. Era um trabalho assinado por Jürgen Haffer sobre distribuição de aves na Amazônia brasileira.
“Ernest, acho que passaram a perna na gente”, foi a reação de Vanzolini. Logo em seguida, o trabalho sobre a distribuição de répteis no Brasil foi enviado para Haffer. “Gosto muito dele, que é pessoa inteligente, e, além disso, como bom alemão, gosta muito de cerveja.”
Haffer, que estava na África do Sul, pegou um avião e veio para o Brasil discutir o assunto com Vanzolini. Os dois trabalhos foram publicados em 1970. A concepção dos refúgios, provavelmente, ecoou porque encontrou dois autores generosos, algo nem sempre fácil de ocorrer no mundo da ciência.
Outro pesquisador que contribuiu, com seus estudos paleoclimáticos, para o trabalho de Vanzolini e Williams foi o geógrafo Aziz Ab’Sáber, amigo com quem Vanzo anda chateado. “O Aziz é uma criança. Somos muito amigos, apesar de que agora ele está nessa fase de invenção, de dizer que ele descobriu a teoria dos refúgios. Ele colocou isso na internet.”
Nem Haffer nem Vanzolini aceitam as críticas que vêm sendo feitas nos últimos anos aos refúgios -nome dado às “ilhas” de mata úmida e cerrado que se formaram na Amazônia à medida que o clima oscilou entre seco e úmido da Era do Gelo para cá. Essas “ilhas” isolam geograficamente as populações, estimulando o surgimento de novas espécies.
Mas críticas são algo que não falta quando o zoólogo-sambista fala da Amazônia atual.

Insustentável
“Vejo a situação da Amazônia com grande desgosto. A equipe dessa ministra [Marina Silva] é muito ruim. Você conhece o [João Paulo] Capobianco [secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente]? É o pior que tem. Agora ele inventou essa história de gestão do patrimônio genético”, dispara.
Do governo, Vanzo parte para criticar os próprios moradores da floresta e as ONGs.
“A Amazônia inteira quer derrubar a floresta. Principalmente o pessoal que vive lá mesmo. O único jeito seria diminuir a população. Não existe desenvolvimento sustentável. É uma besteira completa. Enquanto a população crescer, você não vai negar comida”. A única solução é: “Tranca a porta e perde a chave. Enquanto tiver gente e gente fazendo mais gente, como você vai comer sem plantar, sem matar os bichos que estão por lá?”
Em seguida, muda de bioma, mas mantém o alvo. “O grande mal são as ONGs. Elas são ignorantes e muito militantes. Fico feliz que agora liberaram a usina de Tijuco Alto.” O projeto da hidrelétrica, que poderá ser erguida sul do Estado de São Paulo pelo Grupo Votorantim, se arrasta há 20 anos na Justiça.
“Eu e algumas alunas tínhamos uma firma de impactos ecológicos. Fizemos estudos naquela área. Lá não tem um metro de mata atlântica. Tem só capoeira, o que é pior.”
Mas as boas lembranças amazônicas do autor de “Volta por Cima” -expressão que virou verbete em dicionário e o único samba, segundo Vanzolini, que rendeu algum dinheiro (“Comprei muitos livros com ele”)- voltam logo.
“Uma das maiores emoções que eu tive na vida foi na Amazônia, ao lado do Márcio Ayres [primatólogo morto em 2003], que eu conheci no berço.”
Os dois cientistas estavam atrás de uma espécie nova de macaco e pararam seu barco em uma ilha, na região de Mamirauá. “Logo quando chegamos pensaram que nós éramos regatões e foram logo perguntando o que vendíamos. Dissemos que estávamos trabalhando nessa coisa do mico-de-cheiro. “Qual o senhor quer?” -perguntaram. “O da cabecinha ruiva ou o outro?” Quase desmaiei na hora. Eles já sabiam que eram dois [tipos].”
Quando um exemplar da espécie nova foi encontrado, o próprio Vanzolini matou o animal. Ayres afirmou que não sabia fazer aquilo. “Eu fui lá e matei. Depois taxidermizei e o Márcio descreveu (e fez uma homenagem ao então orientador, dando o nome ao macaco de Saimiri vanzolinii).
Apesar de ter ficado de fora dessa descrição, a obra de Vanzolini não se resume ao estudo que acabou gerando a teoria dos refúgios. Nas coletas de campo ou no Museu de Zoologia da USP, ele não tem conta do número de espécies que descreveu e batizou, principalmente de répteis e anfíbios (“Quem é sério tem perfil baixo”, disse uma vez).
Matar bicho para fins científicos é cada vez mais importante, segundo Vanzolini. “As ONGs acham isso besteira porque elas não entendem de nada”, generaliza o zoólogo.

 

 

 

"Ganhe as profundezas, a ironia não desce até lá" Rilke. "A ironia é o pudor da humanidade" Renard. "A ironia é a mais alta forma de sinceridade" Vila-Matas.

Notícia gereda por norte americanos e publicada no estadão, tô fora!

 

é o brasil de vidas secas desbravando a sagrada floresta amazônica.

 

"Ganhe as profundezas, a ironia não desce até lá" Rilke. "A ironia é o pudor da humanidade" Renard. "A ironia é a mais alta forma de sinceridade" Vila-Matas.