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Os problemas do Instituto Butantan

Por Rogerio.Bertani

Nassif, como jamais conseguirei escrever na pag. 3 da FSP, peço a gentileza de publicar meus comentarios sobre o artigo abaixo.

A falta de comunicação entre a Fundação Butantan e o Instituto Butantan como um todo, é enorme, como reconhece a autora do artigo. Alguns pesquisadores do Instituto Butantan estão tentando organizar uma reunião para debater as questões de gestão da instituição, sem sucesso, há mais de um ano. Se existe algum debate, está ocorrendo nos bastidores. Por isso, estranho a publicação do artigo abaixo por um jornal de grande circulação.

Após o escândalo do desvio de 35 milhões há um ano atras, e do incêndio das coleções do Butantan em maio, pouco foi feito. O presidente da Fundação foi afastado, mas foi criada uma nova função para ele. A vice-presidente da Fundação à época, é a que escreve o artigo abaixo, atual diretora do Centro de Biotecnologia. E ela mesmo reconhece que há problemas de gestão.

Se há um problema de comunicação, e, portanto, de gestão, porque não houve nenhuma mudança nos cargos de direção até o momento ? A única funcionária demitida após o incêndio foi a bibliotecaria, que era comissionada. Deu uma entrevista para o estadão falando sobre os problemas do predio da biblioteca. Dizem que foi demitida por causa de uma reestruturação que ocorreu na Divisão Cultural do instituto, porém, por que foi a única a ser exonerada ?

Até mesmo o site do Instituto (www.butantan.gov.br) , que custou R$ 81.400,00, está fora do ar há meses, prejudicando a comunição interna e o contato com a sociedade. As incrições para a Reunião Científica Anual do Instituto foram feitas em um site improvisado. Onde está o "novo sistema de gestão" que foi implantado ?

Finalmente, é de entristecer a maneira como trata uma perda tão grande para a ciência brasileira, que era a centenária coleção de serpentes e aracnídeos do Instituto Butantan: "... o acidente decorre mais de tradição brasileira de não se preocupar com a preservação do seu patrimônio nacional". Mais uma infeliz frase a se juntar às outras ditas após esse terrível evento.

Grato

Dr. Rogério Bertani

Pesquisador Científico

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1309201008.htm 

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  A dança das Filhas

 

  Essa senhora, née Cerqueira Leite, é lidima filha de um dos chefôes da FSP.

   Se consultarmos o passado, quando o ínclito professor Raw foi afastado da direção do Instituto ( aprox 1998) Cerqueira, o pai usou o mesmo espaço para defender seu amigo numa inesquecível matéria onde apoiava o passa´moleques que Raw estava dando, pois tendo completado 70 anos, não podia mais continuar como diretor.São águas passadas.

Agora vem a sinhazinha, que  tenta por panos quentinhos e joga a culpa da queima das cobras na "tradição do povo brasileiro.." Quepovo???? Os responsáveis pelas cobras centenárias eram membros da elite  soi-disant científica do Instituto e que só pensam naquilo: "Publish or perish" como se diz.

A situação é grave no Butantan, as vacinas de gripe continual a ser importadas.O BUtantan só envasa. E mesmo assim .....

 

João Luiz Cardoso

 

37 anos no Butantan, com muito orgulho e tristeza ( êta vida!)

 

Bertani,

 Não é nada pessoal contra a Luciana, mas esse artigo dela é muito fraco. É um amontoado de platitudes e clichês, com a tese central de "vamos ter fé e esperança que dias melhores virão". Tãotá. Não emplacava nem no Folhateen, acho q o lugar mais apropriado era a Folhinha.

 A culpa não é dela, óbvio. Não dá pra colocar o dedo na ferida. E não dá pra dizer que a culpa  do que acontece no Butantan é da administração do Raw. Aliás, nem sei quem tá lá. Li uma notícia que o Erney Camargo iria substituir o Raw interinamente, depois q o Octávio Azevedo Mercadante era diretor.

 Tem que olhar mais pra cima. Ah, vai entrar no FlaxFlu? Vai sim.

 Pq não adianta "tirar, chacoalhar, guardar", fazer reengenharia, downsizing, middlesizing, mudar peça, obter ISO qqmil e y, sem tratar da questão política. Enquanto o Estado for conduzido por pessoas que se propõe a desmantelá-lo, não tem solução.

[]s

 

"Eu quase de nada não sei. Mas desconfio de muita coisa" Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas

Candidato Serra, contribua para a rápida recomposição do estoque do Butantã... Doe sua filha.

 

TENDÊNCIAS/DEBATES

As duas faces do Butantan

LUCIANA CEZAR DE CERQUEIRA LEITE

O novo sistema de gestão implantado na Fundação Butantan possibilitará uma real discussão de prioridades em pesquisa e em produção

O Instituto Butantan é uma instituição singular, que tem a missão de realizar pesquisas biomédicas e prover produtos para a saúde pública. Começou em 1901, produzindo soro contra a peste e investigando venenos de serpentes para desenvolver os soros antivenenos.
Foi esta dualidade que estabeleceu o reconhecimento internacional da instituição. Nos seus mais de cem anos, teve seus altos e baixos.
Na gestão do dr. Beçak houve um processo de renovação, tanto de pesquisa quanto do parque tecnológico, com a criação da Fundação Butantan, que teve continuidade na gestão do dr. Isaias Raw.
Foi o fato de os dois trabalharem juntos que permitiu que o instituto crescesse, na área cientifica e na produção de imunobiológicos. Ambos reconhecem que, para cumprir seu papel adequadamente, esses dois aspectos do Butantan devem caminhar juntos; de fato, ano a ano a produção científica do instituto tem crescido, assim como a produção de vacinas e soros.
Recentemente, com a fatalidade do incêndio que destruiu uma parte significativa da coleção centenária de serpentes e artrópodes, ocorreram acusações de falta de investimentos e valorização da área de pesquisa, especialmente por parte da Fundação.
Na verdade, me parece que o acidente decorre mais de tradição brasileira de não se preocupar com a preservação do seu patrimônio nacional -declarações na imprensa têm relatado que outras coleções e museus estão em situação similar.
Temos testemunhado repetidas perdas de patrimônios nacionais artísticos, históricos e científicos.
Mas a solidariedade em torno do incidente foi grande, com apoio dentro e fora da instituição, de laboratórios nacionais e internacionais, inclusive da Fundação.
Mas o saldo deste triste incidente é que toda essa movimentação levou a uma conscientização do problema, e já vemos movimentos, tanto institucionais como nacionais, visando mudar tal situação.
A animosidade se estendeu para uma parte da área básica de pesquisa. As questões principais são geradas pela falta de uma melhor compreensão das funções da Fundação e de como são investidos os seus recursos, além da falta de um canal de comunicação efetivo.
O novo sistema de gestão implantado na Fundação pode facilitar a divulgação dessas informações e possibilitar uma real discussão de prioridades.
Uma vez que o Butantan objetiva a produção de imunobiológicos a custos compatíveis com sua distribuição gratuita a toda a população pelo Ministério de Saúde, investe-se no desenvolvimento de produtos de baixo custo, e, portanto, os valores para investimento serão proporcionais. O mais importante será o fortalecimento do canal de comunicação entre o Instituto e a Fundação, entre a área de pesquisa e a área produtiva.
Esta disposição existe de ambos os lados e colegas estão se articulando para a adoção de uma agenda positiva. Sempre foi a junção de esforços desses dois lados do Butantan que permitiu que se renovasse e fizesse das crises uma oportunidade para o crescimento.

LUCIANA CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, doutora em bioquímica pela USP, é diretora do Centro de Biotecnologia do Instituto Butantan.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. [email protected]

 

Sugestão ao pessoal do Butantã.

Fazer um estágio, no Rio, na FIOCRUZ seria produtivo. Paulista sempre foi muito bom de Indústria.

Prestar Serviços, com excelência, só cariocas. Estão aí, sobrevivendo, IURD, RECORD, GLOBO e TIO PATINHAS. Fizeram, lteralmente, a festa em SP. Até quem sinaliza a cidade é uma empresa do Rio.

Fora os excelentes golpistas que faturam em cima de ógãos do governo; prenderam a Georgina mas o "Chefão" ficou fora. Ou alguém acredita, que fora a diretoria  alguém tinha alçada para emitir um cheque, como indenização de acidente de trabalho - os dedos do tratorista,  equivalente a US$ 30 milhões - vide INSS.

Aqui o Lalau, levou, mas, se deu mal.

O que está escrito na pista antes dos semáforos? Farol ou Sinal?

 

O conteudo é restrito a assinantes, porem foi repercutido no site abaixo:

 

http://sergyovitro.blogspot.com/2010/09/as-duas-faces-do-butantan-lucian...

 

É doutor, a coisa tá preta; uma coisa o senhor, pode se orgulhar; a iniciação da produção de vacinas contra HN1, inaugurada pelo candidato José Serra; talvés esteje aí os 35 milhõizinhos relatado pelo senhor; em breve com a venda das vacinas, o instituto, segundo Serra, vai recuperar.

 

Oh!!! Rogério

Você parece que não é frequentador do blog.

Coloca o link que remete a leitura só para assinantes.

Aquí ninguém lê a Folha. Ou tem ?

 

Não, dude, só leem o da IURD.

Só os fantasmas leem a Folha. São eles que postam os artigos do "Jornalão" aqui no Blog. LOL

 

não tenho dúvida que o butantan é um viveiro, um covil de cobras criadas...

 

"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

Por gentileza, é possível colocar o artigo completo neste BLOG? O UOL só está disponibilizando o artigo em questão a quem é assinante. E eu não sou, graças a Deus.

Raul.