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Os professores temporários nas federais

Por sergior 

Da Folha

Governo libera contratação de professor sem concurso em federal

Docente temporário poderá atuar em novas universidades e campi

BRENO COSTA
DE BRASÍLIA

O governo federal poderá preencher vagas em novas universidades e escolas técnicas sem a necessidade de promover concursos públicos para a contratação de professores efetivos.

Medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff coloca a expansão das instituições de ensino federais, uma das principais promessas da presidente, na categoria de "excepcional interesse público".

Com isso, fica liberada a contratação de professores temporários, que gozam de regime trabalhista mais precário, para preencher vagas nessas instituições. A MP é editada justamente no momento em que o governo se prepara para cortar R$ 50 bilhões do Orçamento.

O limite de vagas de temporários nas federais ainda será definido.

Na prática, a MP vale só para novas universidades ou novos campi. No caso de professores efetivos que entram em licença, por exemplo, já existe a figura do professor substituto, que é um outro tipo de professor temporário. Agora, com a MP, vagas "virgens" também podem ser ocupadas por temporários.

Além de salários menores (o pagamento é feito por horas trabalhadas), esses professores não têm direito a férias, nem acesso ao plano de carreira que profissionais efetivos desfrutam.

Em discursos e entrevistas, Dilma costuma reforçar sua preocupação com a "valorização dos professores".

De acordo com o texto da MP encaminhada na segunda-feira ao Congresso, a contratação desses profissionais temporários deve respeitar o prazo de um ano, prorrogável por igual período.

O texto não deixa claro, porém, se a vaga temporária poderá ser preenchida por outro professor, também em caráter temporário, após o fim do prazo máximo de dois anos. A MP afirma só que "as contratações serão feitas por tempo determinado".

O Ministério da Educação nega que exista a possibilidade de a vaga ser perpetuada como "temporária". Segundo o MEC, depois dos dois anos, ou mesmo antes disso, haverá contratação, via concurso, de professor efetivo.

A política de contratação de professores temporários, em detrimento de concursos, é alvo de críticas por parte de sindicatos dos docentes, por conta da precariedade da relação trabalhista. 

CONCURSOS EM SEGUNDO PLANO

COMO FUNCIONA HOJE
Não há previsão de contratação temporária de professores para suprir vagas abertas com a criação de novas universidades ou com a abertura de novos campi nas instituições que já funcionam. O que existe é a previsão para contratação de professores substitutos, que devem cobrir exonerações, aposentadorias, falecimentos ou licenças. Além disso, pela lei atual, o percentual desses professores substitutos não pode passar 10% do total do quadro docente de uma universidade

COMO FICARÁ
As contratações temporárias para "suprir demandas decorrentes da expansão das instituições federais de ensino" passam a ser permitidas, por prazo máximo de dois anos. Ou seja, o governo fica dispensado de abrir concurso público e pode fazer a contratação temporária para novas vagas em universidades. Em relação aos professores substitutos, fica estabelecido um limite de 20% do total de professores efetivos da instituição

Fonte: MP nº 525, de 14 de fev. de 2011, e Lei 8.745/1993 

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Não se pode calcar uma política de expansão das universidades federais empregando como ferramenta os professores temporários. Como o termo mesmo indica, "temporário" é para um emprego limitado devido às circunstâncias. Não se pode fazer política de circunstâncias, pois ter apenas políticas de circunstâncias é não ter política . Fiz um concurso público para uma universidade federal aqui do Rio em 2010. O concurso era de apenas 1 vaga. O resultado foi publicado no D.O.U em meados de 2010. Na véspera da minha nomeação, o governo Dilma suspendeu as nomeações, inclusive aquelas, como a minha, de docentes já aprovados  e aguardando posse. Assim como eu, há vários professores na mesma situação. Talvez o público em geral não forme uma ideia clara da grave violência que este governo está fazendo com um dos pilares básicos da vida institucional.Assim como os prédios mal sustentados, os valores também podem ruir. O que este governo está fazendo é, assim como fazem os engenheiros sem muita qualidade, arquitetar uma educação fadada a nos fazer vítimas de seus escombros.

 

Também já fui professor substituto na UFRGS, em Porto Alegre. Passei por processo seletivo, tinha contrato de 40h e dava 18h em sala de aula. Pelo regimento interno da universidade era proibido de fazer pesquisa e extensão e de exercer qualquer cargo administrativo. Felizmente eu havia terminado o doutorado recentemente e o grupo de pesquisa a que pertencia (Astrofísica) tinha (e tem) a clareza sobre a importância da pesquisa científica, e me deu o total apoio para continuar a minha pesquisa. No ano (ago/04 a ago/05) em que fui substitiuto acabei publicando 3 artigos indexados em revistas internacionais graças a este apoio.

Trago o meu testemunho apenas para ressaltar que um professor substituto pode perfeitamente exercer a atividade de pesquisa, ensino e extensão como qualquer outro colega com cargo efetivo. Cabe ao instituto e departamento vê-lo como um professor e dá-lo todo o apoio. Infelizmente é comum a visão entre professores efetivos de que os substitutos são professores de sala de aula, e que estão ali para aliviar a carga horaria que seria atribuída a eles. Mas há muita gente que pensa diferente e que entende a universidade pública como algo coletivo, construído por todos.

A notícia da Falha de São Paulo é de fato uma não notícia. Professores substitutos são contratos sim via processo seletivo! Ao meu ver a única coisa que muda é que professores substitutos poderão exercer qualquer atividade, diferentemente de antes. Mas o caráter temporário se mantém, tal como antes. Depois de dois anos de o contrato de um professor substituto simplesmente acaba, e ele só pode voltar a pleitear um cargo igual só depois de outros dois anos. Mas nada o impede de fazer um concurso e se tornar um professor efetivo.

Enfim, mais um desserviço à informação dada pela FSP. O problema é que eles nunca se retratam e publicam um "desculpe a nossa falha"... Mas acho que já deveria vir impresso na primeira página uma tarja preta com caracteres brancos dizendo "Os seguidores do bom jornalismo advertem: este jornal não tem compromisso com a informação".

 

Prezados,

Isso é preocupante!

As universidades federais já possuiam a figura do professor substituto. Esse professor também recebe menos, não tem férias e é temporário. Embora o processo de seleção seja simplificado, ele tem de passar por concurso.

Por que então criar uma nova categoria, que não precisa passar por concurso?

Uma resposta, que me parece simples, é que é para fazer cabide de empregos para gente incompetente e afilhado de políticos!

Para dar um exemplo de como mesmo simplificados, os concursos para substitutos são sérios, aqui na UFPel, na matemática, tivemos 10 candidatos para uma vaga de substituto.

Ao ser divulgado o assunto para a prova didática, desistiram 6! No dia da prova só 4 corajosos compareceram. Dois deles não tinham noção do que estavam falando e foram reprovados sumariamente. Apenas dois passaram.

Sem concurso, quem entraria desses 10? O sobrinho de um amigo de um amigo de um vereador?

 

Algumas estaduais já vem sofrendo devido essa precarização do professor, que atinge diretamente na formação de qualidade, pois esses professores são muito limitados, pq além de não terem nenhum direito trabalhista, não podem desenvolver os pilares de uma universidade que além do ensino, é a pesquisa e a extensão. Na Universidade Estadual vale do acaraú(UVA) em Sobral/CE,  estudantes e professores estão fazendo uma paralisação de aulas, protestando contra esse desrespeito ao corpo discente e docente.  Essa realidade já existe, ela só está propagando, e isso é lamentável, o governo dela tem sido uma grande contradição. Espero que a comunidade acadêmica e a sociedade não aceitem essa imoralidade.

 

Para aqueles/as que trabalham em IFES esta notícia foi um balde de água fria. Já me perguntaram se o Haddad pediu a consultoria do Paulo Renato, pois em matéria de "economia" com o Ensino Superior Público ele foi o campeão. Não foi lá um bom caminho, portanto, espero que estes "temporários" sejam bem temporários mesmo. De toda forma, a medida não soa bem e nem é coerente após o pronunciamento da Presidenta dizendo que a valorização do professor/a seria prioridade.

 

Já fui professora substituta de uma universidade federal, mas não acho uma boa alternativa.  Para mim foi muito bom, mas sei que não é bom para a universidade. Entretanto, em alguns casos, a situação começa a complicar. Todo estado brasileiro tem uma (oumais) federal, mas nem todas conseguem preencher as vagas de professor efetivo por concurso; obviamente isso acontece com as universidades localizadas em estados fora do circuito sul-sudeste. Aliás, já está acontecendo até aqui em Recife. Tenho conhecimento de departamento na UFPE que não consegue preencher vaga de professor adjunto (doutorado) há dois conursos. Imagino que isso se repita em toda a Região Norte do país. Neste caso, substituto é uma saída, felizmente temporária.

Mas a medida de Dilma é para conter gastos mesmo e pronto. Ser presidente é isso, vai ter que aguentar as críticas.

 

Pessoal, eu li uma notícia a respeito do corte no orçamento e a suspensão temporária dos concursos na semana passada e acredito que um detalhe importante passou despercebido.

Nessa notícia do IG do dia 09/02/11:

http://bit.ly/i074N4 -

Concursos e nomeações estão suspensos no País

(...)

Segundo Miriam, a folha de pagamento do governo é a principal fonte de gastos do custeio do governo e, por consequência, um dos principais alvos do corte anunciado hoje. Foi feito um levantamento completo  das despesas do governo com o funcionalismo federal e novas ações estão a caminho.

O governo usará um contrato que já possui com a FGV para instalar uma auditoria externa sobre a folha de pagamentos do governo, diz Miriam. Além disso, o Ministério do Planejamento quer aperfeiçoar um sistema que oferece alertas automáticos para auditorias por desvios de parâmetros.

Será desenvolvido, ainda, um sistema de cruzamento de dados de cargos e aposentadorias com as informações de Estados, para verificar se o acúmulo de benefícios não atinge o teto do funcionalismo público. Esse pente-fino será feito semestralmente.

(...)

x-x-x-x-x-x-x-x

PS.: Podem já ter comentado e eu não ter visto. Se for o caso, me desculpem, por favor.

(Só eu considerei relevante essa melhor administração dos gastos?)

 

...Indo e vindo...Caminhando e cantando...

LN,

 

A realidade dos profesores substitutos existe nas estaduais paulistas. ë um dos maiores des-serviços à universidade pública. Pena, que seja levada para o âmbito federal agora. Junto com o congelamento de contratações, é uma opção que sacrifica a qualidade, mantendo a oferta de vagas. 

Terá efeitos muito ruins e sinaliza uma mudança de rumos na educação superior federal. Para pior.

 

Isto serve até como qualificação para o profissional, porque existe professores efetivos que não servem nem para  pré-escola,  mas estas provas didádicas e subjetivas são sembre como a palavra diz subjetiva. Só que isto não pode virar moda, substituto toda hora não dar.

 

O que mudou basicamente foi isso:

"No texto anterior, a lei previa que a admissão fosse feita “exclusivamente para suprir a falta de docente da carreira, decorrente de exoneração ou demissão, falecimento, aposentadoria, afastamento para capacitação e afastamento ou licença de concessão obrigatória”. Além das condições já previstas, o novo texto libera o preenchimento das vagas por professores substitutos em caso de promoção, readaptação, posse em outro cargo e licenças de qualquer ordem."

Ou seja na forma antiga se um professor tomasse posse em outro cargo, não podia chamar um substituto.

O resto é fofoca da FSP.

 

Do Cloaca News,mais uma obra de breno todynho costa:

domingo, 5 de dezembro de 2010

O REPÓRTER-TODDYNHO DA FOLHA DE S.PAULO E O CASO DA “CABELEIREIRA DA DILMA” .
No último dia 10 de novembro, a advogada gaúcha Márcia Westphalen teve sua nomeação para o cargo Especial de Transição Governamental publicada no Diário Oficial da União. Na tarde daquele mesmo dia, Márcia recebe telefonema do repórter Breno Costa, do auto-denominado jornal Folha de S.Paulo. “Ele queria saber se eu havia trabalhado como cabeleireira, pois havia feito uma busca no Google, com meu nome, e encontrou essa informação”. O jornalista quis saber, também, como ela havia sido nomeada e qual seria o seu cargo.Eis o relato de Márcia Westphalen: “Pacientemente, expliquei que havia trabalhado em um salão durante um período curto, que não chegava a cinco meses, em uma época de crise financeira, mas que aquela nunca foi minha atividade principal. Disse que era formada em Direito pela PUC-RS, que tinha inscrição na OAB,  que falava quatro idiomas, e que no período em que trabalhei no salão eu me ocupava mais com produção para desfiles, marcas e modelos do que com atendimento direto a pessoas físicas. Falei que havia trabalhado em diversas empresas, sempre com cargos que envolviam confiança, e que qualquer dos meu ex-empregadores poderia atestar. Contei ainda que havia morado na Inglaterra e na Argentina, sempre trabalhando. Disse que ele estava mal informado, pois no Governo de Transição não havia cargos, somente uma escala de nomeação que vai do número I ao V ou VI, não sabia bem, conforme ele poderia verificar no Diário Oficial, e que trabalharia na função de secretária executiva”.Márcia Westphalen informou ainda que já havia trabalhado na coordenação de campanha de Dilma Rousseff, no escritório político, e que lá exercia a função de secretária/assistente do coordenador administrativo, e que, por isso, havia sido selecionada para o Governo de Transição. “Ele perguntou como eu havia entrado lá. Contei que foi por análise de currículo. Fui, pedi, fiz entrevista e fui contratada. Assim. Ele falou que só estava verificando, que eu não me preocupasse. Mas eu já tinha sentido a maldade...”Segue o relato: “Logo depois, começo a telefonar para meus contatos, pois me ocorrera o seguinte: como ele tinha o número do meu celular de Porto Alegre, sendo que eu trabalhava aqui na Transição, que tem Assessoria de Imprensa e tudo?Descubro que ele havia ligado para o XXXXXX, meu último empregador antes da campanha, uma produtora, fazendo-se passar por amigo meu, dizendo que sentia saudades de mim e pedindo o meu celular. O pessoal de lá, sempre ocupado, diz que não tem em mãos o meu número, mas que passaria o telefone da XXXXXX, que era minha amiga e que o teria, com certeza. Descubro que ele havia telefonado para ela da mesma forma baixa e anônima. E que ele mentira novamente. Falou que morria de saudades de mim, que queria saber como andava minha vida, como eu estava aqui em Brasília, se ainda cortava cabelos... A XXXXX, pessoa de boa-fé, disse que eu estava bem, que não trabalhava mais com cabelos, que estava superfeliz aqui etc. Não sei o que mais ela falou, mas sei que caiu na lábia dele, porque até achou que era algum ex-namorado meu... Quando eu falei para ela que aquele sujeito era um jornalista da Folha de S.Paulo, e que senti a maldade dele, ela queria morrer...”No dia seguinte, uma nova versão da vida de Márcia Westphalen aparece estampada na Folha de S.Paulo, assinada por…Breno Costa. Em poucas horas, como um rastilho de pólvora, a "notícia" abaixo já está alastrada em emissoras de rádio, portais de internet e blogs limpinhos.  O governo vai pagar mais de R$ 6.800 para uma cabeleireira gaúcha trabalhar como secretária na equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff. Márcia Westphalen é uma das 13 pessoas nomeadas ontem para compor o governo de transição de Dilma Rousseff, até a posse da nova presidente.Até 2009, ela trabalhava como cabeleireira num salão de beleza em Porto Alegre. Manteve até ontem à tarde no ar um blog sobre "cabelos, tendências e dicas de visual". O blog saiu do ar após a Folha entrar em contato com o governo de transição.No blog, se apresentava dizendo já ter morado em "vários países" e trabalhado "em salões de diversos estilos". Afirmava ainda que, "por ideologia, não faço alisamento, escovas progressivas ou qualquer outro processo agressivo".Segundo o governo de transição, Westphalen é formada em direito e foi selecionada por análise de currículo pela campanha de Dilma, quando passou a atuar, de acordo com a assessoria, como secretária trilíngue.À Folha Westphalen informou outra função. Também disse que foi selecionada por análise de currículo, mas que trabalhou na área de "apoio de produção", auxiliando na organização de eventos da campanha de Dilma.Sobre seu papel no governo de transição, disse que ainda não sabia qual seria sua função, mas negou que fosse trabalhar como cabeleireira.Para saber quem republicou, acriticamente, a patifaria do desmunhecado funcionário de Otávio Frias Filho, clique aqui, ou aqui, ou aqui, ou aqui.Para visitar o Talking Hair – novo blog de Márcia Westphalen – e conhecer a repercussão que o episódio teve na chamada imprensa gaúcha, clique aqui

Postado por Cloaca News às 01:47:00

http://cloacanews.blogspot.com/2010/12/o-reporter-toddynho-da-folha-de-s...

 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

EXCLUSIVO – A TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA QUE O REPÓRTER DA FOLHA FEZ COM O SENHOR CLOACA NA SAÍDA DO PLANALTO .

  - Olá, você é o senhor Cloaca, não é?-Você, não. Senhor.-Hãã…o senhor é o senhor Cloaca, não é?-Até prova em contrário. E enquanto as pragas não pegarem…-Será que voc…o senhor poderia me dar uma palavrinha?-Uma só? Pode ser um adjetivo?-Na verdade, tenho algumas perguntas…-Então, por que pediu uma palavrinha em vez de perguntar se podia fazer algumas perguntas?-É que…,como voc…o senhor vê, sou novo nisso.-Não vi nada. Mas vejo que você tem um crachá da Folha.-É, pois é.-É seu mesmo? Deixe-me ver a foto…(Cara, crachá, cara, crachá, cara, crachá)-Não repare muito, senhor Cloaca. -Vem cá, você é sobrinho da Tia Lenita?-Quem?- Deixa para lá…- Mas, senhor Cloaca…as perguntas…- Ah, sim, claro!- Voc…o senhor não acha que o Presidente Lula está querendo censurar a imprensa?- Não, não acho. De onde você tirou essa ideia estapafúrdia?- É que me mandaram perguntar…- Você acha isso?- Sabe, eu sou apenas um operário da mídia…- Estou vendo. E vamos deixar claro que não tenho nada pessoal contra você, meu caroooo… qual é mesmo seu nome?- (mostra o crachá) Breno. Breno Costa. E o seu?- Senhor. Senhor Cloaca.- Sei. Mas o seu nome verdadeiro…- Isso não é importante. Sequer sou famoso.- Mas agora está famoso, não é?- Quem está famoso é o Senhor Cloaca.- Mas, essa história de o Presidente Lula querer calar a imprensa…- Que história, rapaz?- O Lula atacou a imprensa, oras!- O que o Presidente Lula fez foi manifestar suas ideias a respeito de como certa imprensa o tem tratado. Isso não é atacar a instituição Imprensa. Aliás, se você viu a entrevista que ele acabou de dar para os blogueiros…- Uma entrevista chapa-branca, não é?- Chapa-branca? Pode me citar algum exemplo?- Bem…veja bem…ãããnnn…- Escuta, não está na hora do seu Toddynho?- Que horas são?- Exatamente, meio-dia e quarenta.- Então, a censura à imprensa…- Olha, meu filho, a mesma liberdade que certa imprensa tem de publicar o que quiser contra o Lula tem o Lula de dizer o que pensa daquilo que publicaram contra ele. Ou a Imprensa não pode ser criticada?- Não é isso…é que…- Seu jornal, por exemplo, teve toda a liberdade de publicar que o Lula é assassino e estuprador.- Veja bem…quer dizer…- Seu jornal chamou a ditadura de ditabranda.- É, isso é verdade.- O que é verdade?- Meu jornal chamou a ditadura de ditabranda.- E você trabalha lá.- Como eu disse, sou apenas um operário…- Objetivamente, o que você saber de mim, que já não saiba?- Voc…o senhor trabalha onde?- Você vai publicar exatamente o que eu disser, não é?- Sim.- Assessoro políticos do PT-RS, mas vou evitar o assunto.- É verdade que, na hora da foto, o Lula disse: vem cá, ô Cloaquinha”?- Sim, é verdade, ele disse.- E o senhor fez o quê?- Nada. Apenas fui.- Não vai se gabar disso?- Vou, sim. Estou até pensando em botar uma placa no pescoço com os dizeres: O Lula me chamou depois: ‘Vem cá, ô Cloaquinha!’(Toca o celular. “Alô, mamãe! Como? Acabou??? Tudo bem, pode ser Ovomaltine!” Desliga o celular) - Bem, obrigado pela entrevista, senhor Cloaca, mas estão me esperando para o almoço.  - Também vou indo. Até a próxima, Breno! E, olha, não aceite doces de estranhos na rua, tá?..O diálogo acima é 85% verdadeiro. E está gravado..Foto: Zeza/Café & Aspirinas

Postado por Cloaca News às 08:30:00

http://cloacanews.blogspot.com/2010/12/exclusivo-transcricao-da-entrevis...

 

Num país em que mídia até já elogiou regime torturador, defender mensaleiro é um honra.

 

Kikikikikikikikiki...

Esse caso da "pobre cabelereira que subiu na vida" do Toddynho apareceu aqui no blog, Wilson, e foi hilario.  Ate ele proprio apareceu, em papel de troll e repetindo uma dezena de vezes a mesma coisa ja desmentida.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Caros

Sou professor adjunto em uma das universidades federais novas. Digo que a carga de trabalho anda bem extensa e vultuosa nas  instituições e campi novos. Além de atividades de ensino, pesquisa e extensão temos as funções administrativas e outras tantas burocráticas. Em outras palavras, além do trivial, leia-se 18 horas-aula, orientações de alunos, elaboração e execução de projetos técnico-científico-didáticos, temos ainda que planejar, acompanhar e fiscalizar a construção de salas de aula, laboratórios e prédios; elaborar requerimentos, manuais e regimentos; fazer cotações, preencher formulários e dar pareceres técnicos sobre a compra de equipamentos e materiais de consumo, entre outras.Isto tudo do zero, uma vez que somos instituições novas. Em outras palavras, estamos com falta de recursos humanos para consolidar toda as nossas potencialidades. Neste cenário, entendo que esta pode ser uma medida boa.

No entanto, sabe-se que esta pode também ser muito prejudicial. Estes colegas não poderão participar de certas atividades como orientação em pós-graduação por exemplo. Eles ficarão na instituição somente um ano ou dois não logo não poderão dar continuidade as ações de pesquisa e orientações. Se esta medida for usada por tempo longo não teremos mais docentes efetivos que realmente fazem a máquina funcionar. Vejo perigo no horizonte.

O negócio é esperar que a Presidenta Dilma retire esta medida agora ou no máximo em dois anos. É esperar para ver.

 

 

 

Ah se fosse na USP. Dava uns 300 comentários...

 

Mas, se fosse na USP seria escandoloso mesmo, pois se isso acontecer numa desta é a destruição total do pouco que temos de qualidade.

 

Não se esqueça que por aqui, dependendo do agraciado, até doação para campanha vinda do Daniel Dantas é bem vinda e eticamente aceitável. Não perca seu tempo procurando coerência, o item está fora de estoque faz tempo....

 

a figura do professor temporário sempre existiu, exatamente para atender... a provisoriedade.

desconheço casos onde sobrecarga horária aconteçam, o que não quer dizer que não ocorram, claro, num evidente desrespeito às regras... problema mais da instituição, do departamento)

mas, me parece que a mudança da lei está sobretudo neste aspecto que destaco em negrito (permitindo professor provisório em cargos diretivos... me parece uma novidade...)

"Art. 2º. ....................................................................................

.........................................................................................................

X - admissão de professor para suprir demandas decorrentes da expansão das instituições federais de ensino, respeitados os limites e as condições fixados em ato conjunto dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Educação.

§ 1º. A contratação de professor substituto de que trata o inciso IV do caput poderá ocorrer para suprir a falta de professor efetivo em razão de:

 

III - nomeação para ocupar cargo de direção de reitor, vicereitor, pró-reitor e diretor de campus.

 

luz

Eu consigo entender a decisão por saber da dificuldade que é preencher vagas em campis avançados e mesmo em universidades pequenas. Inúmeros concursos são abertos para vagas efetivas que tem que ser refeitos, pois não aparecem candidatos com a qualificação mínima que se pede. Ainda, se usado seriamente pode ser uma saída para uma concursada disparatada, aonde, obviamente, muita gente formalmente qualificada porém sem capacidade ou talento real para a posição vai ocupá-la pelos próximos 30 anos. Em outras palavras, dá a chance de se escolher candidatos ao longo de um intervalo de tempo maior  melhorando portanto a amostragem. Porém, não deixa de ser uma decisão que me deixa apreensivo. É o tipo de política que é muito facilmente desvirtuada. É torcer para ser literalmente uma medida provisória.

 

Como sempre o Breno nos dá uma aula de não-jornalismo, como bem lembram acima, isto é uma não-notícia. Em nenhum momento a Folha contou que nos últimos anos e, inclusive agora, está havendo uma enxurrada de concursos para efetivos nas Escolas Técnicas e nas Universidades Federais, justamente para as vagas antes ocupadas por subsititutos.  A medida provisória é clara: é para que a própria Folha não faça reportagens dizendo: 'olha esta universidade nova, nem professor tem...'.

Concordo que o excesso de substitutos e temporários é um problema, mas não vejo como tapar os buracos da franca expansão, e aposto que boa parte dos temporários de agora serão os concursados do futuro.

 

 Não se deve levar a sério o que o Reporter "Toddynho" escreve.. Bem lembrado... hehe

 

Logo agora que estou terminando o doutorado? É assim que se quer fazer uma boa Universidade Pública? Com pesquisa de qualidade? Estou muito p.

 

Vamos esperar 2012, poque esse ano...

 

Espero que isso não vire política efetiva do governo Dilma, eu, como professora de faculdades, sei bem o que é pegar esse tipo de "deserviço" em federais: péssimas condições de trabalho, somos tratados como professores de segunda categoria (mesmo como titulação equivalente ou maior que os dos efetivos), não temos poder de decisão ou influência dentro dos departamentos, nada de tempo para pesquisa, nos lotam de aulas...

Votei em Dilma e espero mesmo que ela reestruture a questão da educação superior no Brasil, aconteceram inúmeros avanços, mas a política de tapa buraco com professores "temporários"  não funciona.

 

Cara Gra

 

Não sei em qual instituição você atuou como substituta, mas se você foi realmente tratada da forma como está citando, houve muitos erros praticados pela instituição, porque legalmente seria impossível lotar você de aulas. A lei prevê que o professor assuma no mínimo de 8 e máximo de 12 horas no caso do professor 20 horas e 16 horas e 24 horas aula para os professores 40 horas.

Já com relação as decisões departamentais, você podia e deveria participar das reuniões e teria direito a pronunciar-se e atuar nas decisões departamentais.

Finalmente, é óbvio que não seria possível equiparar um substituto de 2 anos a um titular ou adjunto de cadeira. Logo, não seria aceitável e nem razoável esperar que instituição realizasse investimentos em um professor substituto para participar de congressos e similares... gerar todo um conhecimento, que teria data de vencimento e logo seria perdido pela instituição.

 

Numa sitiuação ideal seria tudo perfeito meu colega, infelizmente já dei aulas em algumas por esse brasilzão, tenho colegas tb na mesma situação e a situação, infelizmente, não é um mar de rosas, bem longe disso...  é óbvio que, por ex, não estou "pedindo" financiamentos em pesquisas ou eventos para os substitutos (mesmo achando que merecem), mas também é preciso pontuar que além das aulas (com salários vergonhosos), assumimos orientações, participações em bancas, em projetos nas universidades, publicamos, viajamos por conta, damos palestras, cursos, e isso não é levado muito em conta, afinal, somos os descartáveis.

Mas, enfim, coisas velhas e tristes ainda presentes na estrutura da educação superior no Brasil e levará alguns bons anos para ver a situação ser modficada, só não aceito retrocessos na forma de tapa buraco. 

 

É realmente uma não notícia. Está em curso uma substituição dos professores substitutos por efetivos em todas as Universidades Federais. Ainda hoje há vários concursos em andamento.  Só no meu Instituto estamos agora abrindo concurso para sete vagas. 

Esta contratação é emergencial e para fazer frente à expansão para que os alunos não comecem o semestre sem professores. Mas, certamente, deverá haver uma seleção públca, a exemplo do que sempre ocorreu com os professores substitutos. Não existe a possibilidade de uma contratação sem uma avaliação de desempenho dos candidatos. 

Agora, sem dúvida, é preciso que esta situação emergencial seja de fato emergencial e que logo possamos concluir o processo de composição dos quadros de todas as Universidades (algo que já está definido).

 

Me conta uma coisa. Quando efetivos do seus departamento estão com, pelo menos, uma livre de ministrar uma disciplina por ocupar cargo administrativo? No meu, mais de 60% estão dispensados de mais de uma. Como há uns otários -  efeitivo, pois substituto só pode mesmo ministrar aula,  que aguentam mais de 70 alunos por turma, talvez  amanhã isso passe para 65%. 

 

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 525, DE 14 DE FEVEREIRO DE 2011

DOU 15.02.2011

Altera a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, no tocante à contratação de professores.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1º. A Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, passa a vigorar com as seguinte alterações:

"Art. 2º. ....................................................................................

.........................................................................................................

X - admissão de professor para suprir demandas decorrentes da expansão das instituições federais de ensino, respeitados os limites e as condições fixados em ato conjunto dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Educação.

§ 1º. A contratação de professor substituto de que trata o inciso IV do caput poderá ocorrer para suprir a falta de professor efetivo em razão de:

I - vacância do cargo;

II - afastamento ou licença, na forma do regulamento; ou

III - nomeação para ocupar cargo de direção de reitor, vicereitor, pró-reitor e diretor de campus.

§ 2º. O número total de professores de que trata o inciso IV do caput não poderá ultrapassar vinte por cento do total de docentes efetivos em exercício na instituição federal de ensino.

.............................................................................................." (NR)

"Art. 4º. ....................................................................................

.........................................................................................................

II - um ano, no caso dos incisos III, IV, das alíneas "d" e "f" do inciso VI e do inciso X do caput do art. 2º;

.........................................................................................................

Parágrafo único. .....................................................................

I - nos casos dos incisos III, IV, VI, alíneas "b", "d" e "f", e X do caput do art. 2º, desde que o prazo total não exceda a dois anos;

..............................................................................................." (NR)

"Art. 7º. .....................................................................................

I - nos casos dos incisos IV e X do art. 2º, em importância não superior ao valor da remuneração fixada para os servidores de final de carreira das mesmas categorias, nos planos de retribuição ou nos quadros de cargos e salários do órgão ou entidade contratante;

..............................................................................................." (NR)

Art. 2º. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 14 de fevereiro de 2011; 190º da Independência e 123º da República.

DILMA ROUSSEFF

Fernando Haddad

Miriam Belchior

 

 

 

 

 

Conheci trabalhadores temporarios de 8 anos de "temporaridade".

Nao eram professores, mas essa eh uma pratica muito preocupante sendo adotada no Brasil.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

O "SPLIT ILLUSION" de Mantega no Salário Mínimo

Caro Ivan,

Agora pode tudo:

Hipocrisia de Sindicalistas e  Deputados aprova "ALAVANGAGEM NEGATIVA" proposta por Mantega.

Com salário mínimo a R$ 545,00 já se "capou" a base de cálculo para o que seria o incremento real futuro do SM, tão alardeado pelo governo. Com esse valor os próximos aumentos já partem de uma base capenga e não haverão aumentos reais.

Um ato vil como todos os outros de 1º ano de qualquer governo (O PT e DILMA não foram diferentes): as piorers maldades são feitas, agora, para que, as beneses do último ano de governo seja um "split illusion" ou seja,  trocar 6 por mei dúzia.

Enfim, eles estão de volta:

PS.: qualquer semelhança com a fitinha vermelha do chefão é mera coincidência.

Re: Os professores temporários nas federais
 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

Nassif, comentadores e comentadoras,

É uma não notícia. A matéria da Folha dá a entender que as federais poderão contratar professores sem concurso público (ou qualquer tipo de processo seletivo). Na lei 8745, é previsto o dispositivo do Processo Seletivo Simplificado, que já é utilizado pelas universidades federais para a contratação de professores substitutos, e foi usado e abusado no final da década de 1990 para tapar os buracos criados pelo programa de demissão voluntária nas universidades federais. (Eu mesmo participei de PSS para a UFPR nos idos de 2004...)

As críticas do sindicato procedem: sem uma equipe docente fixa é difícil dar continuidade a qualquer plano pedagógico. 

 

o que é isso terceirização da educação?

 

Pode não ser uma tercerização, mas está longe de ser coerente com a valorização da Educação que é muito apregoada em discursos.

 

Pelo amor de Deus!

Por nosso Senhor Jesus Cristo!

Por Virgem Maria, Ateu, a resposta é não!

 

Lamento, mas voto depositado não pode ser resuscitado, para que não atente contra à democracia. Além disso, por pior que seja, teremos Lula esperando para nos salvar em 2014.