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Os que ganham com a Selic

Por Marcos Queiroz Dias

comentário ao post "O Banco Central e a confraria dos juristas"

Nassif,

Infelizmente nao e' tao simples assim. Sua tese estaria perfeita se cada participante do mercado futuro tivesse uma dotacao especifica de lotes para operar. Se, por exemplo, cada instituicao pudesse operar apenas 100 lotes de juros futuros, seria correto afirmar que o movimento de precos indica o posicionamento da maioria. O que ocorre no mercado real e' que os tamanhos das instituicoes sao muito diferentes e nao e' possivel identificar o numero de participantes com determinada opiniao so' pelo movimento de precos. Pode haver insider tanto contra o movimento imediatamente anterior como favoravel. Principalmente por que o mercado vem buscando um equilibrio quando se aproxima do Copom e dificilmente ha' grandes movimentos nos dias que o antecedem, desde que nao ocorra algum desdobramento muito importante como quando a divulgacao do IPCA, por acaso, ocorre perto do Copom. No caso especifico, imagine que 100% do mercado acreditava em manutencao e que o mercado estava nesse equilibrio dias antes da reuniao. Se algum player tem um insider de queda, como os precos estavam em equilibrio qualquer movimento de venda vai forcar o preco para baixo. Se for um bancao(ha alguns que tem limite para fazer 50% do volume) os precos vao derreter. Mesmo que seja apenas 1 contra o resto do mercado, se for grande(principalmente bancos) o movimento nos precos vai acontecer.

Comentário

Se confirmado que um grande banco de investimento pactuou a queda de meio ponto na Selic, é caso que merece ser aprofundado. TRata-se do mesmo banco que acertava todas as inflexões da Selic no período Meirelles-Pallocci.

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Lembro: BTG = back to game.

São piores que o o pior dos bancos americanos. Estão no mercado visando apenas ganhar dinheiro.

Não existe etica, os garotos que lá trabalham querem somente uma coisa: ficar rico e bem rapido.

 

E a velha história.....quem tem padrinho não morre pagão....ops...pobrão.......

 

Justo a mim coube ser eu!!! Mafalda

Quanto ao movimento no mercado de juros, creio que seja um movimento muito mais de tentativa de zerar posição, já que havia uma grande expectativa de aumento de juros da Selic  até o final de julho, o que permita muita investidores estarem comprados no mercado de juros.

A queda dos preços de ativos no mercado internacional, no início de agosto, em função do aprofundamento da crise fiscal na zona do euro e nos EUA, mudaram radicalmente as expectativas dos mercados.

 

2014---distribuição de renda

Creio que um aspecto importante do atual processo de alívio monetário praticado pelo copom é fato de o alívio monetário ter se iniciado pelo corte de juros da Selic e se mantido as medidas macroprudenciais.

Além disso o Ministério da Fazenda manteve o aumento do IOF para os financiamentos destinados ao consumo, cartões de crédito,  para aplicações de estrangeiro não residente, e para os financiamentos obtidos no exterior.

Mantido as medidas macroprodenciais abre-se espaço para que os juros da Selic fiquem em um patamar bem mais baixo, mesmo que ocorra uma recuperação mais rápida da economia americana e da zona do euro.

Além disso é possível aumentar ainda mais o IOF ei superávit primário.

Creio que o aumento do superávit primário também é uma medida macroprudencial.

São alguns aspectos da mudança na condução da Política Monetária e uma melhor coordenação da Política Monetários e fiscal no Brasil, que está permitindo criar um cenário onde seja possível manter o controle da inflação, da contas públicas garantindo um longo círculo virtuoso de crescimento do PIB.

 

2014---distribuição de renda

Entre a cordialidade e o servilismo!
Por Paulo Kliass, na Carta Maior

Tá certo, eu sei que existe muita polêmica acerca das possíveis interpretações sobre a proposição de Sérgio Buarque de Holanda quanto à natureza cordial do jeito brasileiro de ser. Mas o fato é que há elementos de ordem sociológica e cultural que parecem comprovar esse nosso lado de sempre querer agradar, de ser o bonzinho. Nelson Rodrigues falava do complexo de vira-lata e muitas vezes nos deixamos flagrar por uma conduta que se encaixa bem nessa expressão.

Por outro lado, é amplamente conhecido o fato de que nossas elites guardaram, desde sempre, uma postura servilista face aos interesses e as pressões das elites dos países do chamado “centro do mundo”. E essa forma de encarar a nossa posição nas relações internacionais continua muito presente até os tempos recentes. Uma citação em qualquer revista ou jornal dos Estados Unidos ou da Europa é considerada como muito mais importante do que qualquer outro meio de comunicação daqui de dentro. E as observações ali contidas devem ser levadas “a sério”! Muitas vezes confunde-se o necessário ”aprender com a experiência internacional” com simples e vulgar “copiar os caminhos e os modelos” adotados pelos países que maior influência exercem sobre nossas classes dominantes.

E esse tipo de subserviência vale para as esferas da cultura, da política, da sociologia e, principalmente, da economia. Nesse último domínio, então, a coisa é terrível! E um elemento que agrava as conseqüências é que pegamos o mau exemplo a seguir com uma defasagem temporal – uma cópia pirata mal feita, no momento inadequado. É o velho problema de querer ser mais realista do que o rei! E a história recente está cheia de fatos. Os sucessivos acordos com os organismos internacionais (Fundo Monetário Internacional – FMI e Banco Munidial – BM) desde os anos 80, a aceitação dos modelos de ajuste macro-eocnômico incluindo privatização e liberalização irresponsável da nossa economia, a abertura sem controle de nosso sistema financeiro e nossa conta de capitais aos operadores do resto do mundo, entre outros.

Do passado recente, o caso mais emblemático foi, sem dúvida alguma, a decisão anunciada pelo governo em 2003, logo depois da posse de Lula. O Ministro Palocci veio a público, sem que houvesse nenhuma pressão a exigir uma medida dessa natureza, anunciar a boa vontade do Brasil em assegurar o pagamento dos juros e serviço da dívida pública. Para tanto, anuncia, em cerimônia de muita pompa, a elevação unilateral do superávit primário de 3,75% para 4,25% do PIB. Um exemplo de bom mocismo para o mundo das finanças! Nesse mesmo momento, por exemplo, a nossa vizinha Argentina estava em pleno processo de renegociação de sua dívida externa e chegou a entrar em “default” (termo do financês para o não pagamento de um compromisso financeiro) até que os credores externos aceitaram uma redução do valor nominal da dívida. Já os nossos neo-convertidos à responsabilidade fiscal do Planalto Central acusavam o falecido presidente Kirchner de demagogia e populismo. No entanto, o futuro mostrou o acerto da via adotada por ele. O catastrofismo não colou. Apesar da negociação dura dos “hermanos” e da perda imposta aos credores espalhados pelo mundo, o capital internacional não deixou de se dirigir para aquele país. Muito pelo contrário!

Pois bem, parece que as raízes da cordialidade e do servilismo são mais profundas do que se imaginava. A tradição continua firme e forte.

Na semana passada muita gente se animou com a disposição da Presidenta Dilma em – finalmente! – receber as centrais sindicais e as entidades do movimento pela reforma agrária. Afinal, já havia muita reclamação de que ela estava com seus ouvidos mais voltados para o capital (em especial, o financeiro) e pouco sensível às demandas dos trabalhadores. Porém, parece que o otimismo durou pouco. A grande surpresa foi a natureza do anúncio mais importante do encontro: péssimas notícias para o País e para a maioria da população.

Dilma anunciou em alto e bom tom, para quem quisesse ouvir: o governo vai aumentar, ainda mais, a meta do superávit primário de 3% para 3,5% do PIB para o ano em curso! Uma loucura! Não bastasse a previsão de pagamento superior a R$ 200 bilhões de recursos públicos para pagamento de juros da dívida pública, a Presidenta anuncia que vai reservar ainda mais valores do Orçamento para essa destinação estéril do gasto público. E ainda tem a desfaçatez de chamar isso de “responsabilidade fiscal”!

Seja por estar mal assessorada no assunto, seja por estar mesmo com segundas intenções, o fato é que a proposta de Dilma não se sustenta nem mesmo de acordo com os argumentos apresentados até agora. Senão, vejamos. O governo apresentou três razões para tal decisão: i) a necessidade de apresentar uma postura de responsabilidade no trato da questão fiscal; ii) abrir espaço para redução da taxa de juros no Brasil; iii) evitar que a crise nos países desenvolvidos afete ainda mais nossa economia. Então, vamos lá, analisando um por um.

Superávit primário, recordemos, nada mais é do que um eufemismo (ou uma enganação) do economês para dizer que todas as despesas públicas são iguais, mas para lembrar que algumas são mais iguais do que outras. Uma situação de equilíbrio fiscal faz referência a alguma forma de igualdade entre o total arrecadado pelo Estado e o total de suas despesas. Numa situação de superávit, as receitas são maiores que as despesas e o Estado pode dispor de mais recursos para, por exemplo, realizar investimentos não previstos. O pulo do gato veio com a criação desse conceito de “superávit primário”. Nesse caso, todo o esforço fiscal vai ser realizado para preservar apenas um tipo de despesa: os gastos financeiros, com o pagamento de juros da dívida pública. Ou seja, os demais gastos (pessoal, saúde, educação, investimentos, etc) são contidos e apenas os gastos com juros permanecem “imexíveis”.

Ora, parece estranho aparecerem de novo com o discurso encomendado da seriedade no trato da questão fiscal, quando o Estado esteve justamente com uma política de redução de arrecadação, em função das isenções e deduções concedidas às empresas e ao capital em geral ao longo dos últimos 3 anos. Aliás, essa foi uma das medidas acertadas para evitar o aprofundamento da crise por aqui, desde o seu recrudescimento em 2008. Mas parece que não se consegue sair da lógica viciada dos interesses das classes dominantes. Cortam-se as receitas por meio da isenção de impostos devidos pelas empresas e depois repassam a conta da “necessária responsabilidade fiscal” à maioria da sociedade por meio de cortes na previdência social, nas áreas sociais e nos investimentos. Seriedade na condução da contabilidade pública? Estamos todos de acordo. Porém, que tal começarmos a reduzir despesas inúteis, como os gastos com a dívida pública? Nesse caso, o caminho é justamente o oposto do praticado desde há muito e anunciado agora outra vez: é necessário reduzir o superávit primário e aumentar os gastos com investimento público!

E ainda no campo da arrecadação, a cordialidade e o servilismo tupiniquins poderiam bem se espelhar um pouco na postura das elites de alguns dos países tão levados em conta. O triliardário norte-americano Warren Buffet acaba de declarar publicamente ser favorável à taxação sobre as grandes fortunas como sendo uma forma de contribuição dos muito ricos para a saída da crise. E o ultraconservador Presidente Sarkozy acabou de aprovar um aumento no Imposto das Grandes Fortunas na França, com o mesmo intento. Por mais que se possa discutir a respeito das verdadeiras intenções por trás das iniciativas de tais personalidades do mundo da política e das finanças, no mínimo elas poderiam servir como argumento para implementar algo similar aqui em nossas terras. A Constituição Federal aguarda desde 1988 pela regulamentação do artigo 153, que cria o Imposto sobre as Grandes Fortunas! Haja espírito cordial e de subserviência!

Felizmente parece que o governo se deu conta da necessidade de que a taxa SELIC seja reduzida. Mas causa estranheza o anúncio público que tenta condicionar a possibilidade de baixar os juros ao aumento do superávit primário. É só mesmo prá confundir! Ora, o governo pode decidir baixar os juros na hora que quiser. Basta vontade política! Porém, até agora a postura sempre tem sido de cordialidade e servilismo com o capital financeiro. A Presidenta da República é quem nomeia os integrantes do COPOM (diretoria do BC). Ora se a preocupação (mais do que justificada, diga-se de passagem!) é evitar uma elevação descontrolada do consumo e as possíveis pressões inflacionárias, o Banco Central tem à sua disposição outros instrumentos, a exemplo da elevação do depósito compulsório dos bancos [1] . Provoca o mesmo efeito de reduzir a demanda e não tem o altíssimo custo do pagamento de juros. Os únicos prejudicados serão as instituições financeiras, que reduzirão seus ganhos fáceis e sem risco de mamar nas tetas abundantes do Tesouro Nacional.

Ou então, os responsáveis pela economia estão envergonhados de dizer publicamente que mudaram de idéia. E agora acham que a razão de nossa taxa de juros ser elevada é porque nossa dívida pública é grande e que o esforço de política econômica deve ser toda para reduzir a dívida. Essa é outra falácia do discurso liberal, mas que saiu de moda nos últimos anos, em razão da crise generalizada pelo mundo ter mostrado que a realidade é bem mais complexa que seus “modelitos” possam sugerir. É claro que a taxa de juros de um país sempre guarda alguma relação com o risco de se emprestar para aquele Tesouro – por exemplo, comprando títulos da sua dívida. Mas isso não tem nada a ver com o Brasil ostentar taxas estratosféricas há décadas, mesmo depois de muita gente já ter festejado nossa cotação como “investment grade” pelas agências de risco internacional. Podemos baixar nossa SELIC para níveis de 6% ao ano sem problemas – e ainda assim estaremos na lista dos “top ten” mais altos. Reduzimos os juros e ainda ganhamos como bônus da operação a desistência de uma boa parcela do capital especulativo que vem para cá. Com isso, a taxa de câmbio pode ficar num nível mais realista e haverá uma queda nas despesas financeiras do orçamento. Ou seja, basta não querer ser tão cordial assim, bem como recuar um pouco na taxa de servilismo ao capital financeiro internacional. Só teremos a ganhar com isso.

O terceiro argumento fala da necessidade de se evitar que a crise internacional nos afete de forma negativa. Perfeito! Ninguém quer que sejamos prejudicados pela recessão nos Estados Unidos e na Europa, com suas repercussões sobre a China, Índia e demais países de peso na cena mundial. Mas o que isso tem a ver com o aumento do superávit primário? Nada ou muito pouco! Muito pelo contrário! A solução passa pelo reforço do mercado interno, com a recuperação da capacidade de investimento do Estado e pela manutenção do nível de renda por meio de programas importantes como o salário mínimo, benefícios da previdência social, Bolsa Família e demais projetos na área social. E como os recursos orçamentários são finitos, a escolha deve recair sobre a redução das despesas com juros. Além disso, por via indireta, a redução da SELIC permite trazer a taxa de câmbio a níveis menos fantasiosos, com o fim dessa valorização artificial atualmente em vigor. Com uma desvalorização no real, as exportações ficam estimuladas e as importações ficam mais responsáveis. Ou seja, aponta-se no caminho inverso da atual tendência à desindustrialização. Essa é forma de evitar um contágio negativo da crise externa sobre nós.

E me despeço aqui com uma frase de Paul Krugman, economista que pode ser acusado de tudo, menos de ser esquerdista ou sonhador. Escreveu ele recentemente: “Logicamente, os suspeitos habituais chamaram essas ideias de irresponsáveis. Mas eles sabem o que é, de fato, irresponsável? Sequestrar o debate sobre a crise para conseguir as mesmas coisas que defendiam antes da crise, e deixar que a economia siga sangrando.” [2]

[1] http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4896

[2] http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18253

Leia outros textos de Outras Palavras

 

BANCO CENTRAL INDEPENDENTE - Dogma moderno posto a circular na esteira do prestigio da Escola de Chicago e que os papagaios do monetarismo repetem ad nauseam dando a entender que é coisa secular. Nunca foi. Os mais antigos bancos centrais, os da Inglaterra e da França, nunca foram independentes. O que na realidade é possivel é uma autonomia relativa. É relativa porque nas guerras, nas crises politias e nas turbulencias da economia até essa autonomia desaparece, dando lugar a ação politica do Estado sobre a moeda. Na realidade nunca houve banco central independente, alguma autonomia existe em epocas de bonança, nas crises desaparece porque nenhum Chefe de Estado vai entregar seu futuro a burocratas não eleitos.

Na Historia do Federal Reserve, com sua ""aura" de independencia, por duas vezes após a Segunda Guerra Mundial o Chiarman do Fed foi despachado pelo Presidente dos EUA. Basta qualquer choque frontal e o Chefe de Estado ejeta o ""independente"" da cadeira.

Quando Roosevelt assumiu a Presidencia em 1933, em meio à Gande Depressão, precisa mudar imediatamente a politica monetaria ortodoxo (e maluca) do Fed herdado da Presidencia Hoover. O então Chairman, o milionario Eugene Mayer, que depois seria dono do washington Post, avô da nossa conhecida Lally Weymouth, não aceitou o que Roosevelt pretendia, expandir a liquidez para reativar a economia. O que aconteceu: Roosevelt simplesmente trocou o Chairman do Fed no meio do mandato, Mayer caiu fora. Simples assim. E Eugene Mayer não era qualquer um. Depois, em 1946 foi o primeiro Presidente do Banco Mundial.

Eisenhower tambem trombou com o Chairman do Fed herdado de Truman, o rei do papel higienico, Thomas Mc Cabe, CEO da Scott Paper. Cortou-lhe o mandato e mandou McCabe de volta à Scot Paper. E a "independencia"? Nunca existiu.

Porque o Presidente dos EUA é um lider eleito, é depositario da soberania, é um lider de fato, o Chairman do Fed não, é apenas um ""caretaker"", um gestor temporarário, não tem como bater de frente com o Presidente. Se isso ocorrer e já ocorreu, quem sai? O eleito ou o "não-eleito"". É claro que é este ultimo. O Preidente dos EUA não vai renunciar para deixar o Chairman do Fed tranquilo. Isso não existe e nunca existiu. Portanto essa independencia do Fed nunca existiu., é uma lenda. Ms é uma lenda vendida para os crédulos da periferia.

Os bancos centrais cuidam da moeda. Nas macro decisões sobre a moeda, quem decide? É o Governo e não o Banco Central. Em 1925, Winston Churchill, Ministro da Fazenda da Inglaterra,

reinstituiu o padrão ouro vinculado à libra esterlina, uma decisão absurdamente errada, que agravaria enormente a Depressão de 1929. Foi uma decisão politica, o Banco da Inglaterra não

piou, apenas cumpriu ordens. O padrão ouro acabou em 1931, para não acabar com a Ingllaterra.

Outra macro decisão sobre a moeda: em 1971 o Presidente Richard Nixon cancelou com o padrão ouro do Dolar. Decisão politica mais importante do Seculo relativa a moeda. O Fed disse o que?

Nada. Cumpriu ordens da Presidencia. Era assunto sobre a moeda, o Fed não era independente? Nunca foi. A decisão foi politica, de Estado, não se delega ao banco central tanto poder.

Na configuração classica do Estado moderno, existem os tres poderes: Executivo, Legislativo e Judiciario. Não há um quarto poder, que seria o Banco Central. Este faz parte do Executivo, não tem nenuma razõa para ser um poder independente. Porque?

O manejo da moeda é central para a gestão do Estado. Mais ou menos crescimento, a distribuição da renda dentro da Sociedade, a competividade do cambio para a industria, são decisões de Estado, a partir delas se faz a politica economica. Como é que esse imenso poder vai ser delegado a buriocratas não eleitos? Porque?

A logica da independencia do BC para os monetaristas é que é preciso acima de tudo garantir a estabilidade monetaria e porisso tem que se delegar ao BC independencia para isso. Quer dizer,

ISSO É IMPORTANTE para os apllicadores financeiros mas não é tem a mesma importancia para o conjunto da Sociedade, que pode querer mais inflação e mais crescimento por um tempo ao invés de inflação zero e crescimento zero. Uma sociedade altamente endividada será beneficada pela inflação que diluiu as dividas, o que será um desatre para os credores.

O "trade off" inflação > juros sempre existirá. É bom ou ruim? Depende em que ponta se está. Para um grande rentista que vive de juros, quanto mais sólida a moeda melhor. Para um empresario altamente alavancado, um pouco mais de inflação alivia sua carga. São realidades do mundo real, é o que é, abstraindo-se de julgamentos morais.

O que os monetaristas fizeram foi tornar a moeda sacrossanta. Como o mais importante de tudo na vida é a moeda, é preciso garantir quem garante a moeda. É uma questão politica, não é da natureza das coisas.

A politica de juros do Banco Central pode no primeiro momento propiciar a estabilidade monetaria. Mas essa mesma politica de juros é tambem uma politica de distribuição de renda. Conforme a taxa de juros, o capital terá maior ou menor parte da renda nacional. A politica de juros do Banco Central praticada desde 1994 levou a despesa de juros da União a ser a MAIOR DESPESA DO ORÇAMENTO FEDERAL, maior que qualquer outra de qualquer tipo. Com isso, o Banco Central está arbitranto a renda nacional, está dizendo quem fica com que parte da renda nacional. É uma decisão politica que ccaberia ao Chefe de Estado.

A grande mágica dos monetaristas foi vender a ideia de que a decisão sobre taxa de juros é técnica. Nunca foi. A decisão sobre juros arbitra a renda das pessoas no Pais. É A MAIS POLITICA DAS DECISÕES, não tem nada de técnica e deveria sempre ser tomada pelo Chefe de Estado.

A indepdencia do BC é um lenda que custa cara a qualquer Pais, na realidade essa independencia significa em ultima instancia ""DELGGAR AO MERCADO FINACEIRO A DECISÃO SOBRE A TAXA DE JUROS BASICA" e em consequencia as variaveis do crescimento, da distribuição da renda nacional, a politica de cambio e o futuro da industria e do emprego.. è esse o grande mito que os Estados precisam descartar para sempre. Parece que o Brasil acordou.

 

"Na Historia do Federal Reserve, com sua ""aura" de independencia, por duas vezes após a Segunda Guerra Mundial o Chiarman do Fed foi despachado pelo Presidente dos EUA. Basta qualquer choque frontal e o Chefe de Estado ejeta o ""independente"" da cadeira":

Lula foi um bosta de nao despedir Meirelles quando ele aumentou os juros no que seria a maior crise finanCISTA desde 1929. E foi um bosta mesmo! Imperdoavel.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Creio que o Governo do Presidente Lula aproveitou os erros do copom, para primeiro aumetar a participação dos bancos públicos, para demonstrar  a importãncia dos estímulos fiscais, e principalmente para demosntrar que o copom estava errado, o que abriu espaço para atual mudança na condução da política monetária.

Muito provavelmente caso o copom tivesse reduzido os juros rapidamente no final de 2008, muito provavelmente Meirelles hoje seria o presidente da República, e o pior, Guido Mantega não seria o  atual Minsitro da Fazenda.

 

2014---distribuição de renda

Uau!   Merece virar post. Simples e direto.

E esclarecedor.

 

 

Todo mundo sabe que banco que mais ganhou com essa decisão do Banco Central foi o BTG- Pactual velho de guerra.

Do Zé Esteves e Persio Arida.

Que possui o seguinte codigo de ética:

 Guiamos nossas ações pelos mais altos padrões éticos e adotamos regras rígidas de compliance.Seguimos todas as leis, normas, regulamentos, políticas e procedimentos internos;

Isso significa que:

 

Nosso balanço financeiro é robusto e seguimos uma rigorosa disciplina financeira e de

gerenciamento de risco.

 Cooperamos, de forma pró-ativa, com autoridades e reguladores para alcançar e manter níveis 

Aprovamos, publicamos, damos treinamentos e revemos periodicamente políticas,

ideais de gestão de risco, respeito e transparência;

procedimentos, orientações e manuais, que refletem os requisitos legais e regulamentares e as

diretrizes do Management Committee;

 

Realizamos os devidos processos de diligência e monitoramento, incluindo a verificação de

antecedentes, de modo a garantir que efetivamente conhecemos nossos clientes (“Know Your

Client”) e a origem de seus recursos;

 Mitigamos os riscos de lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e corrupção através da 

implementação de programas que visam prevenir, detectar e reportar atividades suspeitas;

Nunca aceitamos ou oferecemos suborno em troca de qualquer benefício ou vantagem;

 

Identificamos, gerenciamos e escalamos imediatamente preocupações e/ou conflitos de interesse

à alta administração e/ou funções de controles apropriadas;

 

Implementamos políticas e procedimentos destinados a eliminar ou mitigar conflitos de interesse

 

Identificamos, compreendemos e protegemos a confidencialidade das "informações materiais

 

não-públicas", ou seja, informações confidenciais que, se divulgadas, provavelmente afetariam o

preço de ativos financeiros (“informação privilegiada”, “insider information” ou “price sensitive

information”). Nunca nos utilizamos de “informação privilegiada” para qualquer fim que não seja

aquele para o qual foi gerada/ recebida, sempre em absoluta conformidade com a legislação e

regulamentação aplicáveis e as melhores práticas de mercado.

 

Me engana que eu gosto!!!!!!

 

Nassif,

Não sei quem tinha inside information. Mas um fato me chamou a atenção. Não havia surpresa numa diminuição da taxa, conforme as manchetes dos jornais e notas de  blogs ANTES do Copom, conforme os dois links de exemplo abaixo. Se a turma de rentistas se arriscou (e pela grita a perda foi grande) é pq devia ter informação de dentro, sim. Acho que caíram no conto do Cacciola ( a Míriam e o Loyola pela segunda vez). Mas neste caso, não sei se teria sido proposital, para detonar com o bolso da turma ou saber (ou confirmar) se havia a prática dentro do BC.   

http://blogs.estadao.com.br/economia-tempo-real/2011/08/30/bovespa-sobe-096-com-expectativa-de-juro-menor-e-ata-do-bc-dos-eua/

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/08/31/mercado-espera-reducao-de-juros-na-reuniao-de-hoje-do-copom/

 

banco grande? Se for nacional, é Itaú ou Bradesco,

 

"grande banco de investimento pactuou"

 

Puxa vida, agora nem dá mais para se ter dúvida rsrsrr......mais fácil que isso, não fica.

 

Justo a mim coube ser eu!!! Mafalda

Com a queda do PIB e da produção industrial, seria imprescindível que o banco central brasileiro fizesse uma reunião de emergência com seus diretores semana que vem e reduzisse ainda mais a taxa SELIC e afrouxasse o compulsório dos bancos, injetando liquidez na economia. O governo brasileiro precisa agir com pragmatismo, porque a recessão está batendo as nossas portas.

 

Este suspense com relção ao banco que sempre ganha, da uma agonia danada. 

Nassif, diga logo quem é......ou isso da processo? HEHE.

 

"Se confirmado que um grande banco de investimento pactuou a queda de meio ponto na Selic, é caso que merece ser aprofundado. TRata-se do mesmo banco que acertava todas as inflexões da Selic no período Meirelles-Pallocci."

 

vamos esclarecer mellhor, fica tudo meio nebuloso dessa forma

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

Atenção aos verbos da frase.

 

Perdão mestre, não sabia que você fazia correções também aqui!

Antes que eu esqueça...

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

Hehehe. Captou, João?

 

a selic é uma bomba de efeito lento retardado. o câmbio é uma bomba de efeito imediato. bomba por bomba a selic é menos dolorosa com chances de a qualquer momento alguém mijar no estopim.

 

Peço desculpas ao Nassif e a todos que apreciam o Blog, mas últimamente muito se tem falado sobre internet, banda larga, planos do governo, etc e tal. Assim, encaminho para conhecimento e discussão o que está acontecendo no mercado espanhol. A matéria é do jornal El País e está em castelhano, mas é muito fácil de entender.

http://www.elpais.com/articulo/economia/Ono/lanza/comercialmente/megas/t...

 

Eita Brasil véio sem portêra!

 

  Existe porteira, mas ela  é excludente. Imagina estes fazedores de dinheiro apostando no escuro?

Patriotas que não tem amigos, nunca se encontram, não se conhecem e não trocam informações......