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Os recursos do pré-sal para o piso nacional de professores

De O Estado de S. Paulo

Mercadante quer usar pré-sal para pagar piso nacional de professores

Ministro da Educação sugere vincular 30% dos recursos do petróleo para pagar o piso de R$ 1.451

Rafael Moraes Moura

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quinta-feira, 1, que a vinculação de recursos do pré-sal para a educação pode ajudar Estados e municípios a arcar com o novo valor do piso nacional dos professores, que foi reajustado para R$ 1.451 por mês.

“Precisamos fortalecer o repasse de recursos de educação para Estados e municípios, e o melhor caminho é o pré-sal. Se vincularmos pelo menos 30% dos recursos do pré-sal para educação, ciência e tecnologia, nós teremos como sustentar uma melhora significativa em todo o sistema educacional pelo menos por uma década”, defendeu Mercadante durante o programa Bom Dia, Ministro.

Mercadante disse que o Ministério da Educação (MEC) sabe das dificuldades de Estados e prefeituras de garantir o pagamento desse valor, mas afirmou que as “dificuldades não podem levar ao retrocesso”.

“Se quisermos ter educação de qualidade no Brasil, vamos ter de continuar recuperando o piso, para que os jovens que estão na universidade se motivem a ser professores”, afirmou. Ele também pediu que os professores evitem greves prolongadas que prejudiquem os estudantes.

Enem. Mercadante voltou a defender que as redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passem por mudanças no critério de correção, garantindo mais objetividade e segurança aos alunos. Conforme o Estado informou anteontem, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC que cuida do Enem, discute internamente mudanças na correção das redações. O Inep deve comunicar nas próximas semanas as alterações que serão feitas, válidas já para a edição 2012 do exame, marcada para 3 e 4 de novembro.

Uma das possibilidades é, no caso de discrepância das notas do primeiro e do segundo corretor, a redação ser levada a uma banca com três especialistas.

Outra medida em estudo é diminuir de 300 para 200 a diferença de pontos que leve à terceira revisão. “Vamos mudar os critérios de correção, porque a redação sempre tem um caráter subjetivo. Quanto menor a dispersão das notas, quanto mais objetividade e segurança nós dermos aos alunos, melhor para a valorização do Enem.”

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Nassif, que tal divulgar isso aqui:

http://brasil247.com/pt/247/poder/45427/Cachoeira-o-Poderoso-Chef%C3%A3o-amea%C3%A7a-Perillo.htm

 

mais um presidenciável tucano indo pro ralo...

 

Não é ruim, mas não é o ideal. A receita de royalties é temporária e incerta; folha de salários é permanente. Já pensou que, numa crise, a queda do preço do petróleo provoque dificuldades orçamentárias ao pagamento dos salários dos professores.

Creio que é o que Mercadante quer, mas não pode falar: a União precisa entrar com mais dinheiro pro piso.

 

Erick

Certo Erick M, mas você não nota o já direcionamento destes recursos do SEPARATISTA SEGREGADOR Aloizio Mercadante para São Paulo, REDUTO do PT ELITE???? Mercadadante adora uma tal de Política do Café com Leite da Velha República...

 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascist

Sera mais um cavalo de troia, este PT nao se acostuma mesmo, vai cair na labia dos demo tucanos
eta partidinho de otarios
Hermano Freitas
Direto de São Paulo

 

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), confirmou nesta sexta-feira as declarações citadas pelo presidente do PT, Rui Falcão, em entrevista publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. Ao jornal, Falcão afirmou que Kassab acreditava que o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) apoiaria a reeleição de Dilma Rousseff em 2014, em uma eventual disputa contra seu colega de partido Aécio Neves. Apesar de confirmar as declarações, Kassab disse que isso se tratava apenas de uma "avaliação pessoal".

Em entrevista ao jornal, Falcão disse que Kassab o confidenciou que "o (José) Serra (PSDB) não vai mais ser candidato a presidente da República". "Para Dilma Rousseff, a melhor coisa que poderia acontecer é o Serra prefeito de São Paulo. Porque se tiver Dilma e Aécio (Neves, do PSDB), Serra é Dilma (na disputa presidencial de 2014)", afirmou Falcão.

Nesta sexta-feira, após passar por evento do PSD que debate a questão das privatizações, Kassab deu como certa a candidatura do "amigo e parceiro político" José Serra para a prefeitura de São Paulo. Segundo Kassab, o ex-governador "está feliz" com a possibilidade de ser novamente prefeito da capital paulista e que seu "foco mudou" do plano nacional, em que perdeu as últimas eleições, para o âmbito municipal, em que pretende derrotar o candidato petista Fernando Haddad.

"Serra mudou o foco - não que tenha abandonado o plano nacional. Ele está feliz, seus olhos brilham, está determinado, motivado, é positivo para a cidade que tenha um candidato tão qualificado quanto ele", disse Kassab. O prefeito, que chegou a dizer que Serra não se candidataria em 2012, declarou ter uma rotina de diálogo diário com o aliado. "Todos sabem que minha conversa com Serra é uma rotina, converso todos os dias com ele", afirmou o prefeito.

Kassab afirmou que não está definido ainda quem o partido apontaria como vice do postulante tucano no caso da consolidação de sua candidatura. Questionado se apresentaria o vice-governador Guilherme Afif Domingos, o prefeito afirmou que poderia também apresentar Alda Marco Antônio.

 

Por falar em educação:

 

 

Lei de Recursos Educacionais Abertos é aprovado em Washington

 

A lei HB 2337 "Quanto recursos educacionais abertos na educação K-12" foi aprovada pelo Senado (47 a 1) e está em seu caminho de volta para o Congresso. Ela já foi aprovada pela Câmara por 88-7 antes de ir para o Senado.

 

 

O projeto direciona a Superintendência da Instrução Pública (OSPI) a apoiar os 295 distritos a conhecer e adotar recursos educacionais abertos (REA) alinhados com o núcleo comum padrões curriculares de Washington (por exemplo, CK-12 e Curriki). O projeto também direciona a OSPI a "fornecer programas de desenvolvimento profissional que ofereçam apoio, orientação e instrução sobre a criação, uso e melhoria contínua do Open Courseware".

 

A seção de abertura do projeto de lei diz o seguinte:

 

"O legislador encontra recente adopção do estado de centrais comuns K-12 padrões fornece uma oportunidade para desenvolver  material didático de alta qualidade, abertamente licenciado que está alinhado com esses padrões. Ao desenvolver esta biblioteca de cursos abertamente licenciado e torná-los disponíveis aos distritos escolares de forma gratuita, os distritos estaduais e a escola serão capazes de proporcionar aos alunos currículos e textos, reduzindo substancialmente as despesas que os distritos, de outra forma, incorreriam na compra destes materiais. Além disso, esta biblioteca de cursos abertamente licenciados irá fornecer a distritos e estudantes uma ampla seleção de materiais, e materiais que são mais atualizados."

 

Embora o foco deste projeto seja ajudar os distritos escolares a identificar materiais de alta qualidade existentes, livres e abertamente licenciados, os padrões estaduais comuns núcleo alinhado recursos disponíveis para adoção local; qualquer conteúdo construído com fundos públicos, devem ser licenciados sob "uma licença de atribuição".

 

http://creativecommons.org/weblog/entry/31756

 

Fico feliz porque, no Brasil, o Aloizio Mercadante é o ministro mais alinhado com os movimentos de software e cultura livre. Ele entende a cultura hacker, e seria capaz de colocar um plano assim em ação.

Sei que existem iniciativas isoladas: http://www.ocwconsortium.org/en/members/members

O Governo poderia funcionar como catalisador, acelerando a adoção de recursos educacionais abertos (REA) em escolas e universidades brasileiras.