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Os romances psicografados

A Codificação da Doutrina Espírita, como organizada por Kardec, eu acho um tanto complicada. Apenas o "Livro dos Espíritos" e "Evangelho segundo o Espiritismo" me parecem mais fáceis de ler ou consultar. Os demais exigem estudo e disciplina, o mesmo pode ser dito da prática do "Evangelho no Lar". Creio que a complexidade pode ser uma barreira (para mim, é.) Para quem só lê superficialmente sobre a doutrina pode parecer uma incorporação de conceitos budistas e hinduístas ao cristianismo.

Mas o que eu quero falar é sobre uma vertente da literatura espírita, os romances psicografados das últimas décadas, muito populares no Brasil. Tanto pela facilidade de compreensão como pela forma lúdica de absorver os conceitos mais importantes fiquei muito simpatizante do atalho representado pelo "neoespiritismo" (exemplo : livros da Zibia Gasparetto.) Já devo ter lido uns 60 ou mais romances do gênero.

AchoAcho que o mais antigo deles é "O Amor Venceu" (espírito Lucius), dos anos 50. Do qual não gosto tanto porque ainda é um pouco no estilo dos livros psicografados por Vera Krijanowsky (espírito Conde Rochester) ou mesmo do Chico Xavier (espíritos Emmanuel ou André Luiz.) Os romances psicografados do final do século XIX e primeira metade do século XX dão muitas voltas, passam os conceitos muito aos poucos, são difíceis até no vocabulário. "A Noite de São Bartolomeu" (Vera K. - Rochester), por exemplo, é ótimo sobre história da França, mas não esclarece em nada como sucede a vida espiritual, que nem é citada. É o tipo de romance que não faz diferença ser psicografado ou não, afinal, também não sabemos o quanto da genialidade de escritores e pensadores é exatamente individual, há uma "névoa" encobrindo o conceito de "intuição". Acho que diferente seria "Nosso Lar", que aborda diretamente a vida espiritual, mas interrompi a leitura logo no início.

Mas, enfim, a própria Zibia (ou seus mentores) logo mudou de estilo. Começaram a surgir (acho que nos anos 80) romances como "O Matuto" e "Esmeralda" (ambos da Zibia), "Nada Fica sem Resposta" (da Elisa Masselli, já nesta década), "Violetas na Janela" (psicografado por Vera Marinzeck.) Todos esses livros são muito agradáveis de ler, e de cada um aprendi algo. "O Matuto", por exemplo, fala de Umbanda, além de ser engraçadíssimo. Os livros podem parecer policiais, comédias, novelas românticas ou romances de aventura, mas, ao mesmo tempo em que entretem, vão passando conceitos de como é a vida espiritual, quais são as explicações para vermos sentido na reencarnação, o que podemos fazer para evoluirmos e agirmos melhor conosco e com os demais. Em nenhum momento os considero proselitistas ou conformistas. Alguns falam sobre religiões (em geral ou alguma específica), sobre os grandes problemas sociais (racismo, preconceitos em geral, machismo), como lidar com perdas, até episódios de distúrbios psicológicos.

Nada de seu conteúdo me parece que possa ser considerado como uma religião propriamente dita, embora em alguns romances haja menções a Centros Espíritas. Acho no geral parecido com o espiritualismo dos Estados Unidos (Sylvia Browne, por exemplo.) No entanto, para quem aceita em algum grau a existência de espiritualidade, esses romances podem ser uma boa forma das pessoas, individualmente, se verem inseridas em um contexto mais amplo. 

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É muito interessante o texto do autor sobre romances psicografados.Eu pessoalmente nessa literatura prefiro os clássicos com os de Rocheste , em que se inclui A noite de São Bartolomeu .Já que me identifico com narrativas em cenários de ''epoca'' e sobretudo da abordagem da complexidade humana que o autor traz.E creio que há no livro citado , uma importancia espiritual .Mas percebido de forma sutil do desenrolar dos fatos.Como na posição final adotada  por Diana . E mesmo pelo médico Antonio Gilberto . Em que há vínculo  com as  narrativas da obra. 

E penso que também faz parte de obras dessa natureza , a manifestação da boa narrativa , a descrição do cenário , etc. Pois foram escritas em contextos sociais e humanos .Com abordagem de temas diversos inclusive os da vida comum.No que podem se assemelhar aos livros de escritores couns.Porém com a película , as vezes sutil da espiritualidade.

Assim cabe nessa vasta literatura a busca por aquilo que manifestamos afinidade.

Como penso ser outros tipos de literatura não ligadas ao espiritismo , de fundamental importancia.Sendo filosofica ,artistica , cientifica , etc.Pois todas elas aprimoram as nossas formações e preenchem as necessidades da complexa e diversificada natureza humana.

 

A

 

Gunter

A tal codificação na França foi importante e é de facílimo entendimento para quem tem mediunidade.

No Oriente tudo isto sempre foi sabido e era “tratado” nas escolas religiosas, por gurus etc. Até os judeus aceitam o postulado da reencarnação e houve proibição de contatos com o “outro lado” na Bíblia deles. No Oriente Médio, antes da religião hoje professada, o mediunismo corria solto – não faz muito vi um excelente filme franco-espanhol de um filho de argelinos que volta a Argel para conhecer suas origens, e quando percebe, está numa sessão semelhante a do nosso candomblé. Tudo meio escondido, meio não, mas a prática continua lá como mostra o filme. No Ocidente sempre existiu o asfixiante manto do catolicismo romano sobre o assunto, mas a prática sempre houve de alguma forma.

Ocorre que a mediunidade, segundo revelações que foram feitas neste campo mesmo, é num primeiro momento para a grande maioria dos que devem lidar com isto, uma desordem da mente. Para uma minoria é um dom. Então o primeiro passo do Centro Espírita Kardecista é a doutrinação, muito ligada à questão da caridade entre os chamados encarnados, e a cura, ordenamento ou tratamento da mediunidade que é feita a partir dos assistentes desencarnados. Se pesquisar, verá que na maioria dos tais centros não há mais por exemplo a incorporação e quando há, é para fins bem específicos como a desobsessão, que alguns centros fazem em alguns dias fixos da semana.

A grande sacada do Espiritismo brasileiro e do Chico, foi colocar o mediunismo no patamar de dom e não de distúrbio. Com isto eles atraíram muitos dos que necessitavam de tratamento para as casas e deram uma oportunidade única de convivência com uma situação pessoal que em outros tempos seria tratada como loucura. Passa de infortúnio pessoal para a graça de ter um bonito dom.

Outro ponto em que eles foram muito felizes, é o de não vincularem a atividade ao recolhimento de grana. Os frequentadores regulares pagam mensalidade para trabalhar e ajudar, não se menciona em dinheiro para os assistidos e se aceita doações. Com isto, evitou-se aquelas divisões intermináveis que existem em todas as outras religiões onde existem contribuições, dízimos, caixa.

 

 

O Evandro Condé levantou uma questão acima - em dois comentários, creio:

 "Nassif, aproveitando e evidentemente já questionando: não há nehuma sinfonia , um trabalho científico, um brasileiro escrevendo em idiche ? há elgo nese sentido? Há algum tipo de restrição ou impedimento ou sou eu que desconheço?"

Até onde eu sei, não existem sinfonias psicografadas, trabalhos científicos ou grandes romances com pretensões literárias. Normalmente as informações e mensagens encaminhadas na psicografia  - de uma simples carta a livros - têm o objetivo maior de dar conhecimento do mundo espiritual, no que isso puder ser útil. O desenvolvimento da ciência material, por exemplo, segue o seu curso natural, para o nosso progresso e desenvolvimento que estamos encarnados.E a humanidade tem de fato se esforçado mais no progresso material que no espiritual, não precisa de muitos empurrões nesse sentido. Deles podemos obter dicas ou sugestões, mas o trabalho é nosso.

Não sei o quanto alguém que tenha sido um grande músico em sua última encarnação veria de utilidade em escrever novas sinfonias. Ele foi um músico naquela encarnação. Pode vir a ser um engenheiro ou professor na próxima, se assim preferir e julgar útil ao seu crescimento.  Pode muito bem ser que, sei lá, Darwin ou Wagner tenham (ou estejam) reencarnados, e provavelmente não buscarão as mesmas experiências nessa encarnação seguinte: podem viver anonimamente num gênero de existência muito diverso do que os tornou conhecidos na precedente.

Dependendo do seu grau de elevação moral, o espírito será cada vez menos personalista: espíritos elevados normalmente são anônimos, muitos usam pseudônimos pra se comunicar. O que julgamos elevado na Terra muitas vezes não o é no plano espiritual. E humildade é uma marca de crescimento e elevação espiritual.

Uma outra coisa a se considerar é que desenvolvimento intelectual e espiritual não caminham juntos necessariamente. Um prêmio Nobel egoísta e misantropo não será um grande espírito. Há pessoas más extremamente inteligentes. Existem grandes espíritos encarnados sob aparência simples por aí, e nunca saberemos: o anonimato e o esquecimento da reencarnação não são por acaso.

E, mesmo pra se escrever uma sinfonia, por exemplo,há que se considerar as questões "técnicas" (por isso falamos que mediunidade não é exclusividade do espiritismo, mas o estudo dele é sim uma característica sua). Há diferentes tipo e graus de mediunidade. Muitas pessoas a possuem na forma de intuições e pensamentos confusos, outros terão visões (que podem ser mais ou menos claras), psicografias serão mais ou menos claras. Aí entra o exemplo de Chico Xavier, por exemplo: dotado de grande faculdade mediúnica, teve na vivência da caridade e da humildade um depurador dos possíveis interferentes nas comunicações que recebia. É mais fácil aos espíritos bons transmitir boas mensagens a pessoas boas, por exemplo; quando são ruins, dificilmente conseguem fazê-lo. Existem vários outros aspectos a serem considerados nisso.

Com relação à escrita em línguas diferentes, impedimento não há . Não sei se espíritos sérios verão utilidade nisso. Comunicações não são demandadas daqui pra lá, o que acontece é o oposto. Em compensação, espíritos levianos terão respostas pra tudo o que lhes for perguntado. Ou seja, não é o objetivo.

Enfim, as comunicações são mais uma forma de expandir as ferramentas que a humanidade tem à sua mão para crescer moralmente, porque já são várias as religiões e filosofias que trabalham nesse sentido. O objetivo é que o homem cresça em bondade e se melhore. Curiosidades e anseios materiais rasteiros dificilmente serão satisfeitos por espíritos elevados. Muitas das nossas preocupações e aflições não o são em planos superiores, da mesma forma que os anseios de uma criança podem ser considerados bobos e infantis pra um indivíduo maduro. Dar a conhecer a vida após a morte, a existência da reencarnação e do plano espiritual consola, dá indícios das causas dos nossos problemas na nossa existência, e ajuda a refletirmos de forma a não repetir em tais erros, ou para que não incorramos em novos.

Desculpe se não conseguir ser claro na exposição das idéias, rs.

 

 

 

 

Caro Thiago,

É bonito dizer que "as comunicações são mais uma forma de expandir as ferramentas que a humanidade tem à sua mão para crescer moralmente". Veja, antigamente era comum se queimar pessoas na fogueira em praça pública, e hoje isso não é admitido na maioria dos lugares. Creio que isso pode ser chamado de crescimento moral (me corrija se eu estiver errado). Tal avanço se deu por um maior entendimento do mundo, com o predomínio da ciência e do laicismo sobre a religião. Fundamental para tal mudança foi a revolução copernicana, por exemplo, que mostrou que a Terra não era o centro do universo, e assim solapou as bases da religião de então. Pois bem, dito isso, cadê as comunicações espíritas científicas que poderiam auxiliar no crescimento moral da humanidade? Cadê uma dica sequer que sugira como funciona um espírito, se ele tem propriedades que possam indicar que ele é feito de átomos ou campos de energia ou matéria escura ou neutrinos ou sei lá o quê? Para mim, qualquer ajuda na demonstração científica da materialidade dos espíritos (eles têm que ser feitos de algo, não é?) seria o maior passo na direção de um crescimento moral da humanidade: afinal, todos se veriam obrigados a se aceitar como criaturas eternas, com as devidas consequências. Mas, infelizmente, os espíritos parecem preocupados apenas com blá-blá-blás moralistas...

Um abraço!

 

Machado de Assis sobre o espiritismo

 

O espiritismo é uma fábrica de idiotas e alienados, que não pode subsistir. [...] Quando eles me vêm contar uns ditos de Samuel e de Jesus Cristo, sublinhados de filosofia de armarinho, para dar na perfeição sucessiva das almas, segundo estas mesmas relatam a quem as quer ouvir, palavra que me dá vontade de chamar a polícia e um carro. Os espíritas que me lerem hão de rir-se de mim, porque é balda certa de todo maníaco lastimar a ignorância dos outros. Eu, legislador, mandava fechar todas as igrejas dessa religião, pegava dos religionários e fazia-os purgar espiritualmente de todas as suas doutrinas; depois, dava-lhes uma aposentadoria razoável.

 

http://machado.mec.gov.br/arquivos/html/cronica/macr11.htm

 

A visão de um católico conservador:

 

Allan Kardec – um racista brutal e grosseiro 
A contaminação do racismo kardecista no espiritismo tupiniquim

Fabiano Armellini

Chegou até nós um longo, evasivo e prolixo artigo (www.espirito.org.br/portal/artigos/paulosns/allan-kardec-um-racista.html), proveniente de um site espírita brasileiro, onde um autor espírita, chamado Paulo da Silva Neto Sobrinho, busca escusar o racismo de Allan Kardec, o codificador do espiritismo moderno, atacando artigos e cartas do site Montfort pelas citações que extraímos dos próprios livros do espiritismo.

Ocorre que a tentativa do autor não só foi frustrada, como totalmente infeliz, uma vez que ele mesmo acaba admitindo o racismo de Kardec e do espiritismo como verdade evidente. Pois diz ele em certa altura de seu longuíssimo texto:

“Quer [o Prof. Orlando] goste ou não, existem pessoas mais inteligentes que outras, povos mais inteligentes que outros e raças mais inteligentes que outras, mas isso não quer dizer, como bem coloca Kardec, que isso será por toda a eternidade pois o espírito ao reencarnar irá renascer nas mais evoluídas, num progresso sem fim, até a perfeição possível a um ser humano.” (Paulo da Silva Neto Sobrinho, Allan Kardec, um racista brutal e grosseiro?!? Os destaques são nossos)

Ele tenta justificar o racismo de Kardec argumentando que, pela bem falsa doutrina da Reencarnação dos espíritas, uma pessoa negra, que segundo ele seria atualmente inferior a uma pessoa de cor branca, reencarnar-se-ia numa futura existência num corpo de branco. E portanto, para Allan Kardec, todos seriam irmãos, embora uns menos “evoluídos” do que outros.

O autor parece não entender que o racismo não consiste em achar ou não que um negro tenha alma ou possa se salvar, mas em considerar que as raças sejam essencialmente umas melhores do que as outras. Isto é, que uma pessoa, por ser negra, é necessariamente menos capaz ou de menos valor do que uma pessoa de raça branca. Esse pensamento monstruoso, falso e contrário à justiça e à caridade é um dos germes da Eugenia e do Nazismo.

O autor espírita a que nos referimos, em consonância com Allan Kardec, vai defender, em seu artigo, que o homem negro estaria numa escala de “evolução” espiritual inferior à do homem branco. E que um negro precisaria se reencarnar como branco futuramente, quando atingiria um nível de aperfeiçoamento espiritual. Ora, essa é justamente a tese racista, brutal e horrorosa que condenamos.

Por incrível que pareça, para esclarecer esta doutrina o autor cita na íntegra um artigo de Allan Kardec chamado “A perfectibilidade da raça negra”, que foi escrito para a edição de abril de 1862 da Revue Spirite, um periódico que o próprio Kardec fundou, onde ele expõe sem máscaras todo o seu preconceito racista.

O texto é tão brutalmente racista, como mostraremos mais adiante, que os adeptos do kardecismo deveriam se envergonhar dele. Isto pelo simples fato de que o texto foi escrito pelo codificador da doutrina que eles professam. O normal seria que eles tentassem jogar o texto no esquecimento. Mas pelo contrário, o autor espírita que nos critica fez questão de publicá-lo na íntegra, em um site espírita, o que nos faz levantar duas hipóteses: ou esta pessoa não entende o que lê, ou é tão brutal e racista quanto Allan Kardec.

Ocorre que este artigo não é um trabalho isolado e sem importância de Kardec, pois é inclusive parcialmente citado ipsis litteris em uma das principais obras do fundador do espiritismo moderno, “A Gênesis” (cf. Allan Kardec, “A Gênesis”, 36a edição, FEB, Cap. XI, no. 32, p. 221). Daí o esforço dos espíritas em tentar justificar seu fundador... E é nesta tentativa que os autores espíritas acabam se complicando ainda mais. Se os autores espíritas atuais, Internet afora, realmente crêem no que dizem em suas defesas de Kardec, devemos expandir a acusação de racismo não só a ele, mas também a todos esses espíritas.

Passemos agora ao exame deste artigo de Allan Kardec, utilizado pelo autor espírita que nos criticou, na tentativa de provar que Kardec não era racista. Na leitura do texto, ficará evidente que é o contrário.

O texto trata da questão das aptidões inatas das pessoas. Kardec não admite que Deus possa dar mais a uns do que a outros, pois é absolutamente igualitário no campo espiritual. Se há diferença de dons, segundo o Kardec, é indicativo que aquele que tem mais aptidões tem uma alma mais “evoluída” do que a daquele que tem menos aptidões. “Evolução” esta proveniente de encarnações anteriores da alma.

O princípio é falso, pois Deus pode sim dar mais a uns do que a outros. Na parábola dos talentos, Cristo nos ensina que Deus não dá igualmente os talentos: a alguns Deus dá mais, a outros dá menos; mas cobra na medida do que foi dado.

"A quem muito for dado, muito será exigido" (Lc XII, 48).

A Justiça de Deus não consiste em dar tudo igualmente a todos, mas sim em cobrar de acordo com o que é dado. Kardec recusa este ensinamento de Cristo, e associa a justiça à igualdade. Para ele, Deus distribui igualmente Seus dons:

"Deus, em sua justiça, não pode ter criado almas mais, ou menos, perfeitas" (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, 79a edição, 1993, q.222, p.127).

Partindo então dessa premissa falsa, de que os mais capazes têm uma alma mais “evoluída”, Kardec passa das pessoas aos povos, e destes, às raças. E aqui começam as pérolas (os destaques nas citações a seguir são todos nossos).

Kardec começa afirmando que é materialmente impossível um selvagem (negro, como ele vai explicitar mais adiante) se torne um sábio:

“O selvagem feroz pode, numa só existência, adquirir as qualidades que lhe faltam? Que educação dar-lhe-íeis, desde o berço, para fazerdes deles um São Vicente de Paulo, um sábio, um orador, um artista? Não; é materialmente impossível.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

Depois, Kardec afirma que, sem a reencarnação, Deus seria injusto por dar mais aptidões aos brancos do que aos negros:

“Mas, então, porque nós, civilizados, esclarecidos, nascemos na Europa antes que na Oceania? Em corpos brancos antes que em corpos negros? Por que um ponto de partida tão diferente, se não se progride senão como Espírito? Por que Deus nos isentou do longo caminho que o selvagem deve percorrer? Nossas almas seriam de uma outra natureza que a sua? Por que, então, procurar fazê-lo cristão? Se o fazeis cristão, é que o olhais como vosso igual diante de Deus; se é vosso igual diante de Deus, porque Deus vos concede privilégios? Agiríeis inutilmente, não chegaríeis a nenhuma solução senão admitindo, para nós um progresso anterior, para o selvagem um progresso ulterior; se a alma do selvagem deve progredir ulteriormente, é que ela nos alcançará; se progredimos anteriormente, é que fomos selvagens, porque, se o ponto de partida for diferente, não há mais justiça, e se Deus não é justo, não é Deus. Eis, pois, forçosamente, duas existências extremas: a do selvagem e a do homem mais civilizado.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

E a seguir, Kardec afirma que as raças “inferiores” têm "atrofia dos órgãos da inteligência", isto é, como se diz de modo bastante vulgar e ofensivo, seriam “burros”. Afirma Allan Kardec que dar um corpo “evoluído” para a alma de um negro, menos “evoluído” segundo ele, seria como dar um excelente piano a alguém que não sabe tocar esse instrumento:

“O exame frenológico dos povos pouco inteligentes constata a predominância das faculdades instintivas, e a atrofia dos órgãos da inteligência [!!!]. O que é excepcional nos povos avançados, é a regra em certas raças. Por que isto? É um injusta preferência? Não, é a sabedoria. A natureza é sempre previdente; nada faz de inútil; ora, seria uma coisa inútil dar um instrumento completo a quem não tem meios de se servir dele. Os Espíritos selvagens são Espíritos de crianças, podendo assim se exprimir; entre eles, muitas faculdades ainda estão latentes. Que faria, pois, o Espírito de um Hotentote no corpo de um Arago? Seria como aquele que não sabe a música diante de um excelente piano. Por um razão inversa, que faria o Espírito de Arago no corpo de um Hotentote? Seria como Liszt diante de um piano que não teria senão algumas más cordas falsas, às quais seu talento jamais chegaria a dar sons harmoniosos.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

Será que Kardec tinha noção que os jesuítas, já há mais de 300 anos, ensinavam música erudita aos índios da América? Graças a Deus eles não pensavam como Kardec...

Após essas declarações escandalosas, Kardec conclui associando o "grau de adiantamento" do corpo com o da alma:

“A Natureza, portanto, apropriou os corpos ao grau de adiantamento dos Espíritos que devem neles se encarnar; eis porque os corpos das raças primitivas possuem menos cordas vibrantes que os das raças avançadas.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

Mais adiante, Kardec vai afirmar que a raça negra só pode progredir através do cruzamento com brancos... mais uma afirmação brutal e horrorosa:

“As raças são também perfectíveis pelo corpo, mas isso não é senão pelo cruzamento com as raças mais aperfeiçoadas, que lhes trazem novos elementos que enxertam [!!!], por assim dizer, os germes de novos órgãos.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

E na seqüência ele garante que os negros “SEM DÚVIDA” são inferiores:

“Os negros, pois, como organização física, serão sempre os mesmos; como Espíritos, sem dúvida, são uma raça inferior, quer dizer, primitiva; são verdadeiras crianças às quais pode-se ensinar muita coisa;" (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

E, para finalizar, Kardec afirma que os negros podem progredir, numa outra encarnação, dentro de limites estreitos , dizendo expressamente que a "raça negra, corporalmente falando, jamais alcançará o nível das raças caucásicas"... espiritualmente, sim, mas em outras encarnações:

“Sob o mesmo envoltório, quer dizer, com os mesmos instrumentos de manifestação do pensamento, as raças não são perfectíveis senão em limites estreitos, pelas razões que desenvolvemos. Eis por que a raça negra, enquanto raça negra, corporeamente falando, jamais alcançará o nível das raças caucásicas; mas, enquanto Espíritos, é outra coisa; ela pode se tornar, e se tornará, o que somos; somente ser-lhe-á preciso tempo e melhores instrumentos. Eis porque as raças selvagens, mesmo em contato com a civilização, permanecem sempre selvagens; mas, à medida que as raças civilizadas se ampliam, as raças selvagens diminuem, até que desapareçam completamente, como desapareceram as raças dos Caraíbas, dos Guanches, e outras. Os corpos desapareceram, mas em se tornaram os Espíritos? Mais de um, talvez, esteja entre nós”. (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

* * *

As afirmações de Kardec são tão brutalmente racistas, que falam por si só e dispensam maiores comentários... elas deixam patente que Kardec era de fato racista, e dos mais grosseiros.

Estas citações vêm se somar às citações que já havíamos apresentado anteriormente, e que estão presentes em praticamente todas as obras doutrinárias de Kardec: “A Gênese”, “O Livro dos Espíritos”, “O Evangelho segundo o Espiritismo”, “O Que é o Espiritismo?” e nas suas “Obras Póstumas”.

Em todas elas, ele utiliza suas concepções racistas como prova da necessidade da Reencarnação para explicar o que ele entende como Justiça Divina, dentro do seu sistema igualitário, onde tudo deve ser dado igualmente a todos, negando o ensinamento de Cristo na parábola dos talentos.

A doutrina da reencarnação espírita conduziu logicamente Allan Kardec diretamente ao racismo. Ou pelo menos abre uma brecha doutrinária que permite a justificação de uma atitude racista. Essas crenças na reencarnação e na evolução se harmonizam perfeitamente com o sistema doutrinário racista do nazismo.

Ensina-nos Nosso Senhor que: “Não pode a árvore má dar bom fruto” (Mt VII, 18). Como poderia da árvore racista de Allan Kardec nascer algo de bom?

É de se espantar que haja escritores de sites espíritas que defendam Allan Kardec até as últimas conseqüências, a ponto de aceitar e defender o racismo mais brutal e grosseiro?

Estes são os frutos dessa árvore má, que é o espiritismo.

O que é mais incrível, e o que mais entristece, é que esta doutrina tenha encontrado praticamente o seu único reduto, nos dias atuais, exatamente no nosso Brasil, onde as raças foram tão integradas pela cultura e pela miscigenação, graças à doutrina católica que nos ensina que todos os homens descendem de um só casal original, e que, por isso, todos os homens são irmãos. E, mais ainda, que pelo Batismo nos tornamos todos, de todas as raças, filhos adotivos de Deus Altíssimo.

 

 

 

Meu caro,

Kardec, como qualquer outro, era um homem de seu tempo. O próprio foi claro: caso a ciência viesse a apontar qualquer ponto em que ele estivesse equivocado, que ficássemos com a ciência. Hoje não há dúvida quando ao equívoco da superioridade do corpo físico dos brancos com relação aos negros, vermelhos, amarelos ou qualquer outra cor que queiram inventar. Ponto. Discutam-se os muitos outros pontos da doutrina, que, no todo, em nada é abalada por esse equívoco. 

 

NAONAONAONAONAONAONAO!

Nao "racista brutal e grosseiro" de novo!  Isso eh velharia!

Catoliquinho "conservador" de araque, vai tirando o cavalinho da chuva a respeito do espiritismo, ok?  Nao eh casa da sogra, meu caro.  Pelo contrario, somos todos comunistas e queremos o seu coracao em uma bandeja com bastante alho e enfeitado com fatias de macan.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Querido Gunter,

Não vou me aprofundar muito, mas gostei da tua abordagem original deste estilo literário.

Quem gosta de ler, lê tudo, sem preconceito. Isto para mim já é muito bom. Ser um generoso leitor.

O que mais me comove no Espiritismo é ser essencialmente CONSOLADOR!

Os livros espiritas são muito populares, talvez por isto. As pessoas buscam respostas , buscam  um sentido espiritual para a vida. "A alma do mundo sem alma". E buscam consolação dúvidas, suas dores e perdas imensuráveis. Quem sou em para julgá las?

Para mim ter fé é aceitar o mistério, palavra de origem grega que significa: o inacessíevel o impenetrável.

PS. Você está escrevendo muito e bem e eu não estou dando conta de te acompanhar....rsrsrs

Um beijo, um abraço e um aperto de mão.

 

 

Luís Bueno

Nassif, aproveitando e evidentemente já questionando: não há nehuma sinfonia , um trabalho científico, um brasileiro escrevendo em idiche ? há elgo nese sentido? Há algum tipo de restrição ou impedimento ou sou eu que desconheço?

 

... Os demais (livros de Kardec) exigem estudo e disciplina... é verdade. Certa feita o Espírito de Emmanuel disse a Chico Xavier: disciplina, disciplina e disciplina. O fenômeno mediúnico há tanto tempo esclarecido por Alan Kardec, ainda é uma incógnita para a ciência. E pergunto aos senhores, por quê? Se no Brasil temos as maiores antenas psíquicas do mundo (Divaldo Franco, Raul Teixeira, etc., sem mencionar as religiões afro-brasileiras) por que razão nossos melhores cientistas não se ocupam com a vasta manifestação mediúnica em nosso solo? Talvez isto exija... estudo e disciplina... demais!

 

... Os demais (livros de Kardec) exigem estudo e disciplina... é verdade. Certa feita o Espírito de Emmanuel disse a Chico Xavier: disciplina, disciplina e disciplina. O fenômeno mediúnico há tanto tempo esclarecido por Alan Kardec, ainda é uma incógnita para a ciência. E pergunto aos senhores, por quê? Se no Brasil temos as maiores antenas psíquicas do mundo (Divaldo Franco, Raul Teixeira, etc., sem mencionar as religiões afro-brasileiras) por que razão nossos melhores cientistas não se ocupam com a vasta manifestação mediúnica em nosso solo? Talvez isto exija... estudo e disciplina... demais!

 

Cara Gabriela,

Sem hipocrisia, ou Hipocrisia com H maiusculo, queria me desculpar em nome dos hipocritas. Desses que, diariamente, vao ao Centro Espirita, ouvem as palavras do evangelho de Jesus e, inevitavelmente, terrivelmente, nao conseguem pratica-lo. Talvez nao saibas o tamanho da dor de saber que ha um abismo entre o que queremos e o que fazemos.

Sinceramente, creio que haja muito poucos verdadeiros Espiritas. Na acepcao do termo. Nao porque nao lutemos. Mas pelos tais dos vicios de origem. Mas nao vou parar de lutar. De pedir inclusive desculpas para, diariamente, aprender. Aprender com minhas proprias faltas, com meus proprios erros, com minhas limitacoes. 

Nao sabes o quanto eh saudavel saber que os outros veem o tamanho de nossas fraquezas, de nossa mesquinhez e as apontam! Espero que continues nos ajudando a espantar essa nossa diferenca entre as exigencias do Cristo e a nossa pequenez.

Saudacoes,

 

Sabia'

 

Caro Elizeu,

As suas perguntas são inteiramente pertinentes para quem não conhece a Doutrina Espírita. E aí não vai nenhuma crítica. As respostas estão claramente explicadas nas Obras Básicas,  codificadas por Allan Kardec. Para seus esclarecimentos, seguem as respostas:

1 - Sim, os Espíritos reencarnam, ou na condição de missionários (muito poucos) que aqui chegam para auxiliar no desenvolvimento espiritual do planeta, ou na condição de espíritos comprometidos (a maioria) que fracassaram em seus compromissos, necessitando, portanto, refazer o caminho, a fim de liberar a sua consciência dos equívocos cometidos. Portanto, devemos considerar a reencarnação como a expressão máxima da bondade e da misericórdia divina ao nos dar novas oportunidades na estrada da evolução.

2 -  Jesus nos disse claramente: NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS. Portanto, a população da Terra atual é composta na sua maioria (quase a totalidade) de espíritos que emigraram de outros mundos, também na condição de espíritos comprometidos, atraídos pela psicosfera do nosso planeta (os semelhantes se atraem), e aqui chegaram degredados de mundos regenerados, isto é, mundos que já atingiram nível elevado de desenvolvimento espiritual e que, portanto, não mais poderiam acolher essas almas. Isto é, tais almas não são mais compatíveis como grau de desenvolvimento destes mundos.

3 -   Os espíritos são criados por Deus, simples e ignorantes. E, através das encarnações sucessivas, adquirem os instrumentos que os credenciam a uma plena evolução espiritual.

         O assunto e muito complexo e as respostas estão bastante resumidas. Há muitos conceitos que desconhecemos face estarmos, ainda, nos primeiros degraus da evolução espiritual.  Para um melhor entendimento destas e de outras questões é de fundamental importância o estudo da Doutrina Espírita, bem como o exercício destes  conceitos muito caros a ela ( amor, caridade, tolerância, perdão, humildade), junto a todos aqueles com quem compartilhamos essa experiência reencarnatória.

        Um abraço fraternal.

 

 

Caro Elizeu,

As suas perguntas são inteiramente pertinentes para quem não conhece a Doutrina Espírita. E aí não vai nenhuma crítica. As respostas estão claramente explicadas nas Obras Básicas,  codificadas por Allan Kardec. Para seus esclarecimentos, seguem as respostas:

1 - Sim, os Espíritos reencarnam, ou na condição de missionários (muito poucos) que aqui chegam para auxiliar no desenvolvimento espiritual do planeta, ou na condição de espíritos comprometidos (a maioria) que fracassaram em seus compromissos, necessitando, portanto, refazer o caminho, a fim de liberar a sua consciência dos equívocos cometidos. Portanto, devemos considerar a reencarnação como a expressão máxima da bondade e da misericórdia divina ao nos dar novas oportunidades na estrada da evolução.

2 -  Jesus nos disse claramente: NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS. Portanto, a população da Terra atual é composta na sua maioria (quase a totalidade) de espíritos que emigraram de outros mundos, também na condição de espíritos comprometidos, atraídos pela psicosfera do nosso planeta (os semelhantes se atraem), e aqui chegaram degredados de mundos regenerados, isto é, mundos que já atingiram nível elevado de desenvolvimento espiritual e que, portanto, não mais poderiam acolher essas almas. Isto é, tais almas não são mais compatíveis como grau de desenvolvimento destes mundos.

3 -   Os espíritos são criados por Deus, simples e ignorantes. E, através das encarnações sucessivas, adquirem os instrumentos que os credenciam a uma plena evolução espiritual.

         O assunto e muito complexo e as respostas estão bastante resumidas. Há muitos conceitos que desconhecemos face estarmos, ainda, nos primeiros degraus da evolução espiritual.  Para um melhor entendimento destas e de outras questões é de fundamental importância o estudo da Doutrina Espírita, bem como o exercício destes  conceitos muito caros a ela ( amor, caridade, tolerância, perdão, humildade), junto a todos aqueles com quem compartilhamos essa experiência reencarnatória.

        Um abraço fraternal.

 

 

Realmente, pra quem gosta de picaretagem a Zibia Gasparetto é otima.

 

hum.

"É um erro crer-se que basta a certos incrédulos verem fenômenos extraordinários para estarem convencidos. Aqueles que não admitem a alma ou o Espírito no homem, não podem admiti-lo fora do homem; por conseguinte, negando a causa, negam o efeito. Chegam assim, quase sempre, com uma idéia preconcebida e uma posição de negação que os desviam de uma observação séria e imparcial. Fazem perguntas e objeções às quais é impossível responder-se instantaneamente de um modo completo, porque seria preciso, para cada pessoa, fazer uma espécie de curso e recomeçar as coisas desde o início. O estudo prévio tem por resultado responder antecipadamente às objeções, das quais a maioria é fundada sobre a ignorância da causa dos fenômenos, e das condições nas quais eles se produzem."

 

Interessante esse trecho citado, Fernando. Mas e se fizermos uma pequena inversão e mudarmos alguns termos?

 

"É um erro crer-se que basta a certos crédulos nunca verem realmente fenômenos extraordinários para deixarem de acreditar. Aqueles que já de saída supõem a alma ou o Espírito no homem, não podem deixar de supô-la fora do homem; por conseguinte, inventando a causa, inventam o efeito. Chegam assim, quase sempre, com uma idéia preconcebida e uma posição de afirmação que os desviam de uma observação séria e imparcial. Fazem afirmações e argumentações às quais é impossível responder-se instantaneamente de um modo completo, porque seria preciso, para cada pessoa, ser iniciado nos mistérios e fenômenos do culto e recomeçar as coisas desde o início. O estudo prévio tem por resultado responder antecipadamente às objeções, das quais a maioria é fundada sobre a ignorância da causa dos fenômenos, e das condições nas quais eles se produzem."

 

hum

Interessante esse trecho citado, Gabriel. Mas e se nao fizermos uma pequena inversão e mudarmos alguns termos?

Inversao nao eh argumento:  EH SIM!  NEH NAO!  EH SIM!  NEH NAO!  EH S...

Mas, como voce esta vendo, eh contra argumento.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Segui a doutrina kardecista durante 25anos, graças a Deus, hoje sou Batista, e não me arrependo nem um pouco da mudança.

Eu era escravo do "adversário", sempre lhe prestando culto, podem ter certeza, voce so cnsegue meia feliciade.

 

gAS

 

Então, oremos.

 

Então, oremos.

 

Creio ser arriscado o termo neoespiritismo, mesmo entre aspas. Primeiro, por tratar de termo totalmente inexistente. O espiritismo é, filosoficamente, alicerçado nas obras básicas de kardec, sendo seu conteudo bastante atual e dinâmico. Segundo, pelo espiritismo não ser detentor dos conceitos espiritualistas, daí uma grande confusão. Ser espitita quer dizer ser espiritualista, mas a recíproca não é verdadeira. De modo simplista, espírita é o espiritualista que estuda a obra de Kardec. Veja bem, ESTUDA. E como todo estudo exige sacrifício, tempo, disciplina. E terceiro e último pelo simples fato de NEO mais religião ser uma mistura altamente perigosa, que leva a  fundamentalismos.

Em relação ao pensamento que ler Zíbia parece que é algo que não é espiritismo, concordo. Simplesmente não é mesmo.

 

Eu sou leigo nesses temas religiosos. Mas tenho uma dúvida sobre o espiritismo, aliás, uma não, duas, ou melhor, três:

1- Todo espírito reencarna?

2- Se sim, onde estavam todos os espíritos existentes quando a população do mundo não passava de algumas centenas de seres (corpos)? 

3- Como (e de onde) nascem os espíritos?  

 

Acreditando, ou não, nos preceitos Espíritas, fato é que nos resta apenas uma certeza: o túmulo, eis que pelo berço já passamos. Acho que a ideia Espírita consola mais do que o niilismo dos materialistas. Uma leva à Vida, a outra ao suicídio. Pelo sim, pelo não, não custa nada estudar com os especialistas, sem preconceitos. Se fôssemos acreditar só no paupável, não acreditaríamos na Eletricidade, na Lei de Gravidade, nos gases e nem na influência da Lua nas marés e na Vida em geral. A Vida é por demais maravilhosa para terminar no túmulo, e as diferentes aptidões, às vezes inexplicáveis, e reveladas desde o berço, dão conta de que talvez este, o berço, não foi o início de tudo. Entendo, com Kardec, que a Vida antecede o berço e transcende o túmulo. Com relação à mediunidade, aventada acima, Joana Darc é um exemplo histórico recente, que com  as "suas vozes", e ainda adolescente, liderou o exército francês na Guerra dos 100 Anos com a Inglaterra, tendo sua liderança levado-a ao fim. Foi levada à fogueira pela Igreja, por intolerância desta com a diversidade. Ao entrar no mundo real, a que alude Platão, estando ele certo, bom seria que soubéssemos, ainda que filosoficamente, o que nos espera.

 

Espíritos podem ser bem palpáveis:

http://www.ceticismoaberto.com/paranormal/3417/chico-xavier-e-a-fraude-de-otlia-diogo-a-irm-josefa

 

Os livros psicografados por Robson Pinheiro (pelo espírito Joseph Gleber) são muito interessantes, e não são romances.

Acredito que os livros do André Luiz (através do Chico Xavier) são mais relatos do que romances, e são muito debatidos e lidos nos Centros Espíritas.

 

 

 

È consenso entre a comunidade espírita que Zíbia Gasparetto fazia um bom trabalho de divulgação da doutrina em seus romances iniciais - o Matuto, muito bom livro, é um exemplo. Depois, cedeu às tentações materiais, renegou a doutrina, e deixou-se influenciar por espíritos impuros: Lucius há muito tempo não está com ela.

 

Por  Fernando

O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal, ou seja, O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações e como religião ele trata da nossa relação com Deus.

 É um erro crer-se que basta a certos incrédulos verem fenômenos extraordinários para estarem convencidos. Aqueles que não admitem a alma ou o Espírito no homem, não podem admiti-lo fora do homem; por conseguinte, negando a causa, negam o efeito. Chegam assim, quase sempre, com uma idéia preconcebida e uma posição de negação que os desviam de uma observação séria e imparcial. Fazem perguntas e objeções às quais é impossível responder-se instantaneamente de um modo completo, porque seria preciso, para cada pessoa, fazer uma espécie de curso e recomeçar as coisas desde o início. O estudo prévio tem por resultado responder antecipadamente às objeções, das quais a maioria é fundada sobre a ignorância da causa dos fenômenos, e das condições nas quais eles se produzem.

Aqueles que não conhecem o Espiritismo, imaginam que se produzem fenômenos espíritas como se faz em experiências de física e de química. Daí sua pretensão em os submeter à sua vontade, e a recusa de se colocar nas condições necessárias para a observação. Não admitindo, em princípio, a existência e a intervenção dos Espíritos, ou pelo menos não conhecendo sua natureza, nem seu modo de ação, eles agem como se operassem sobre a matéria bruta; e do fato de não obterem o que procuram, concluem que não há Espíritos.

Colocando-se em um outro ponto de vista, compreender-se-á que os Espíritos, sendo a alma dos homens depois da morte, nós mesmos seremos Espíritos, e que estaríamos pouco dispostos a servirmos de joguete para satisfazer as fantasias dos curiosos. 

Retirado do Livro  O  que é o Espiritismo de Alan Kardec.

 

 

 

O essencial do Espiritismo está em "O Livro dos Espíritos". Há inúmeras versões on line (ver aqui). Para entender a Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto - ciência, filosofia e religião -, é preciso começar por este livro. Em linhas gerais:

No aspecto científico, Kardec desenvolve um método para explicar os fenômenos associados à pré-existência e sobrevivência da alma à vida física (até hoje ainda não estudado, de forma abrangente, por nenhum outro campo científico).

No aspecto filosófico, analisa as consequências morais, na vida presente, da sobrevivência do espírito, na vida futura (muda completamente o ponto de vista).

No aspecto religioso, propõe uma nova forma de relação com Deus, baseada na prática cotidiana destes preceitos morais ("fora da caridade não há salvação"), e na ligação direta do homem com Deus, sem a necessidade de imagens, objetos, rituais, templos ou sacerdotes. Uma religião sem liturgia, "em espírito e verdade", conforme a recomendação bíblica.

Quem quiser conhecer melhor o aspecto religioso do Espiritismo, sugiro a leitura do livro "O Espírito e o Tempo", do jornalista J. Herculano Pires.

 

"Incrédulos". A palavra chave quando uma discussão ou simples conversa sobre religião torna-se dificíl de ser sustentada por um religioso.

 

TF

Espiritismo é ciência! Será? E se for, estará mais perto da verdade? Cada um busca e afirma sua verdade. Quando ela encontra pontos em comum com a de outros, ficamos mais convencidos. Mas, não é certo que estando mais convictos estaremos mais próximos da verdade. O erro e ver o erro na verdade do outro! Incrédulos e crédulos, estão todos errados.

 

tio, tiiiio, tio Nassif, me tira daqui?

postei na pauta sobre a BOMBA atômica (uma colocação ao JB Costa), uma pauta que já esta na outra página  ..e acho que estou preso novamente

dá pra ir me soltar no anti-span?

brigado

 

Li  os livros de Machado de Assis, Graciliano, Alencar, Dickens, Dostoiewsky, Os Miseráveis de VHugo, etc., enquanto era muito jovem. Bem mais tarde, num momento muito difícil da minha vida, ganhei "Nosso Lar" de presente, cuja leitura me ajudou a entender muita coisa e seguir em frente. Acredito em carma e reencarnação, mas ainda preciso estudar bastante a doutrina espírita. 

 

Interessante  ..sem saber fui ver uma peça de Z.Gaspareto  .."Ninguém é de ninguém"  ..cara  ..ao contrário do título  ..enquanto o casal daqui não se juntou ali (no "éter") não teve conversa  ..um era do outro e o outro do um, e fim de papo ..o que tinha de contradição ?! nas 3 horas de duração  ..uma atrás da outra  ..e a cadeira era dura pra caramba

Interessante é ver a família Gasparetto lidar muito bem com a MATERIALIDADE que a espiritualidade lhes proporcionou  ..e eu mesmo não conigo entender como ele pinta em diversos estilos e com o pé

..quem sabe o dia que deixarmos de preconceito daremos o mesmo espaço ao MAGO Paulo Coelho  ..este sim o MAIOR de todos os tempos  ..um que todos deveriam ler  ..inclusive eu que ainda não li nenhum

..sabe, eu até que gostaria de acreditar   ..mas quanto mais vivo, mais o tempo se esvai, mais  desanimo ..acho que o problema ainda esta com a PSIQUIATRIA (neuro ciência, sei lá) , que ainda engatinha, para explicar muitos destes "fenômenos"

e vocês repararam como tem faltado novos santos?

..e sobre a alma humana  ..eu ainda sou muito mais JERRY SEINFIELD ..este sim um Gênio do Cotidiano  ..e Ray Romano, tb muito bom

 

Raio X do espiritismo.

É uma religião com muitos hipócirtas no meio.

Não estou falando à toa. Há cerca de um ano deixei de frequentar um centro espírita e nunca mais quero pisar em um.

ERa um centro localizado nas Perdizes e a parte social na periferia de São Paulo na zona norte. eu frequentava mais no da periferia, pois me sentia melhor.No começo, adorava, mas depois veio a hipocrisia.

Os palestrantes das Perdizes diziam para nós, de acordo com o Evangelho, sermos humildes e despreendidos materialmente, pois não levamos nada dessa vida e que tínhamos que contentar com o que tínhamos e vivíamos. Tinhamos que conformar com os nossos carmas e se tínhamos alguma dificuldade eera nós que plantamos Ate'aí, tudo bem. Mas na hora que o belo palestrante de Perdizes ia embora, era o carro último tipo, roupa de marca estilo Shopping e por aí vai.

Vi muitos da classe média alta de Perdizes durante os trabalhos sociais humilhando o povo da periferia. Incluive numa palestra na própria Perdizes, um dos diretores da casa dizia que os pobres só servem para jogar futebol e proporcionar reencarnação.

Quando minha situação financeira era boa, todos me tratavam bem. Agora minha situação difícil de separada, começava a chorar nas reuniões, pois estava num momento muito difícil. Uma das frequentadoras disse para mim que quando ela passava por situaçao difícil, ninguém sabia pois ela teve muita ajuda espiritual do mentor da casa, dos pais, de não sei mas quem. Ou seja, mandou parar de chorar, pois ninguém tinha nada com isso!!

Decididamente, eu percebi que era hora de embora, pois estava "incomodando" os trabalhos, as pessoas. Os espíritas fazem propaganda de que a doutrina é consoladora e que devemos ser caridosos, desde que não  encha a paciência!!

Ainda tem o 171 espiritual. Na casa espírita,eles falam que quem trabalha, a família tem proteção espiritual da casa e bla'blá.. Infelizmente, não fui contemplada !!Outro 171: Anchieta é um espírito evoluído(Chico Xavier no Pinga Fogo). Fontes históricas mostram que o tal colégio, não era bem um colégio e sim um local onde se escravizavam os índios (Olhem no Observatório da Imprensa, num dos comentários do post "Anchieta resgato Hipolito, Costa, alguma coisa assim: tem um comentário que destrincha o espirito superior de Anchieta).

O espiritismo sem dúvida é uam religião elitista, com uma monte de espiritos e espiritas  julgando -se acima dos negros, índios e caboclos.

 

Agora, hoje, prefiro estar com os meus caboclos, eles são mais humildes !!

 

 

 

 

 

Essa hitoria da gabriela, com todo respeito, montadinha demais, feita sob medida contra o espiritismo. Tenho certeza que li algo muito parecido em muitos lugares da web. Copiou de onde gabriela? Seu espiritismo não se baseou no entendimento, na fé, ou outros atributos de quem escolhe e se dedica a uma filosofia. Se baseou, gabriela na sua preocupação com os outros. Somente isso. O fato vai se repetir em outros lugares: na sua escola, na sua familia, no seu grupo de amigos. Infelizmente, é isso, Gabi. Um moto-contínuo emocional.

 

"Gabriela" eh membro de SRV (Seita Religiosa Voadora), aparentemente.  A "historia" que ele contou nao eh acreditavel sob nenhuma circumstancia.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

"Gabriela" eh membro de SRV (Seita Religiosa Voadora), aparentemente.  A "historia" que ele contou nao eh acreditavel sob nenhuma circumstancia.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Aqui tem uma relação interessante entre o Kardec e o racismo:

http://www.youtube.com/watch?v=XQL9sEJ1g2c

 

 

 

Entao porque voce nao descreve essa relacao tao "interessante"?  Eh so pra aumentar a audiencia do video, sim, mas porque?  Nao clico em mil anos.  Descreva o video.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Calma. É a simples leitura de um livro de Allan Kardec (A Gênese) que possui coisas assim:

"O progresso não foi, pois, uniforme em toda a espécie humana; as raças mais inteligentes naturalmente progrediram mais que as outras, sem contar que os Espíritos, recentemente nascidos na vida espiritual, vindo a se encarnar sobre a Terra desde que chegaram em primeiro lugar, tornam mais sensíveis a diferença do progresso(sic!). Com efeito, seria impossível atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que mal se distinguem dos macacos, que aos chineses, e ainda menos aos europeus civilizados"

Na obra intitulada O Livro dos Espíritos:
"Por que há selvagens e homens civilizados? Se tomarmos uma criança hotentote recém nascida e a educarmos nas melhores escolas, fareis dela, um dia, um Laplace ou um Newton?" (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 126)."Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão ?" (op.cit., p. 127)."Esses Espíritos dos selvagens, entretanto pertencem à humanidade; atingirão um dia o nível de seus irmãos mais velhos, mas certamente isso não se dará no corpo da mesma raça física, impróprio a certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento não estiver mais em relação ao desenvolvimento, emigrarão de tal ambiente para se encarnar num grau superior, e assim por diante, até que hajam conquistado todos os graus terrestres, depois do que deixarão a Terra para passar a mundos mais e mais adiantados" (Revue Spirite,abril de 1863, pág. 97: Perfectibilidade da raça negra, in Allan Kardec, A Gênese, Lake _ Livraria Allan Kardec editora, São Paulo, p. 187. O negrito é do original e o sublinhado é meu).Posso citar o site de onde tirei as citações, apesar de que você não vai clicar, certo?http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=kardec&lang=bra

 

Emilio, o instituto montfort não é referencia de diálogo construtivo. Basta ver o título do link. Começar  uma discussão sensata com "Allan Kardec, um racista brutal e grosseiro" é não querer debater, mas destruir  odos os pilares do diálogo. Acho que superamos isso aqui no blog do Nassif.

Com certeza o Kardec cometeu alguns equivocos. Mas isso deve ser colocado sob uma perspectiva do momento.  O fato  não descaracteriza sua obra, coberta de coerencia. Se estivesse ainda entre nós, teria revisto pontos de vista. Como fazemos todos os dias. Eu, Nassif e muita gente boa nesse blog. Temos que baixar as defesas, as imposições, analisar sem paixões. Se o catolicismo te faz feliz, prossiga nele. Se a sua Igreja evangelica te ergue, continue nela.

A revista www.novae.inf.br, que estou envolvido ha mais de uma década, foi construída por colaboradores ateus ou agnósticos, em sua  maioria. Nem por isso deixou de ser humanista e plural.  Nem por isso deixou e emanar amor e fé em um mundo melhor.

Emilio, quando olhamos para as coisas, temos que adicionar uma dose de amorosidade, mesmo se o assunto não nos interessar. Se for pra destruir, para que vou me envolver?

Pessoalmente, tenhos minhas crenças, materialistas, filosoficas e quânticas.  Gosto de conversar. Os mercados sáo conversações. Mas nem por isso fico preocupado em impor. Gosto da investigação. Do pensamento ativo. Da reflexão racional e emocional, a depender do momento.

 

"O fato  não descaracteriza sua obra, coberta de coerencia". Se prega amor entre homens esta já é uma giganteca falta de coerência. E coerência sobre que ponto de vista, se for dos espíritas não tem sentido a afirmação. Coerência por coerência, quem escreveu ou leu ou acredita no texto abaixo o deve achar perfeitamente coerente:

"

Os anjos moram no mundo do Espírito, o mundo do céu, no plano etérico. Nós vivemos no mundo da matéria. Anjos flutuam naturalmente para o ambiente deles. Assim, se você quer que os anjos se sintam confortável com você, precisa fazer de seu mundo, seus pensamentos, sentimentos e ambientes, mais como o deles. Para frasear a Epístola de James : Chegue perto dos anjos e eles chegarão perto de você.

Os anjos sentem-se confortáveis com pensamentos de paz e amor, e não com irritação e agressão. Você pode não deixar de pensar no motorista rude que lhe deu uma fechada, mas você pode se livrar da irritação e pode começar conversando com os anjos durante poucos minutos por dia.

Primeiro, separe-se das distrações, desligue o rádio e a televisão, entre sozinho em um quarto ou vá para o seu local favorito na natureza, imagine um anjo em sua mente, (ajuda ter uma foto ou imagem de seu anjo favorito por perto) e converse com ele.

Simplesmente fale aos anjos sobre seus problemas. Fale como se você estivesse falando com o seu melhor amigo. Seja direto e o mais especifico possível. E então escute. Esteja calado a espera dos pensamentos que os anjos colocarão em sua mente.

Não se passará muito tempo para que a sua relação com os anjos se transforme em uma espiral superior e elevado: Os anjos lhe ajudarão a se sentir mais positivo, e sentir-se positivo o trará mais perto dos anjos. "

 

Gabriela, lamento pelo ocorrido. Mas como em toda doutrina, igreja, partido político, torcida de futebol, você vai encontrar uma amostra da sociedade ali. Só posso te dizer que essas atitudes não são de um verdadeiro espírita e que há centros e centros, infelizmente. Fique desapontada com as pessoas, mas não com a doutrina, que prega exatametne o contrário do que vc relata.

 

Márcio Xavier,

Seu texto é muito bom. Vc é um grande conhecedor da Doutrina Espírita.

Muito Obrigado pelos esclarecimentos, tão necessários!

 

Nao houve ocirrido nenhum.  Eh tudo invencao apresentada em estrutura jesuita, centenaria.

 

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A melhor crítica que li até hoje sobre Allan Kardec foi a seguinte: um grande homem (sábio e estudioso). O único problema dele foi ter vivido antes de Freud, ou seja, dedicou-se a codificar o Espiritismo sem ter tido a chance de conhecer os estudos de Freud (sobre a histeria, por exemplo).

Quando Kardec morreu, Freud ainda era um adolescente. 

 

Pode ir entregar os estudos de Freud a respeito de histeria pros parapsicologistas pois Freud nao tem quase nada a acrescentar ao espiritismo.

 

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Mas, talvez, como diz o colega Michel, se a psicanálise tivesse vindo antes do espiritismo, este nao seria o que é. Na verdade talvez não chegasse nem a ser qualquer coisa. Vai saber....

 

Que eu saiba o espiritismo de Kardek não é religião, o termo espírita surgiu também com Kardek, Zibia também não é espírita, o negócio dela é dim dim. Eu não tenho nenhuma religião, acredito que fomos abandonados aqui por experiência de algum `semeador`de vida e vamos sozinhos dar um fim em nós mesmos. Só isso!