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Os salários no Brasil, nos EUA e na Europa

De EFE

Profissionais ganham mais no Brasil do que nos EUA e Europa, diz pesquisa

Brasília, 4 dez (EFE).- A crise que afeta a Europa e os Estados Unidos provocou um investimento em termos de remunerações e fez com que o profissional técnico que trabalha no Brasil tenha salário superior ao que ganharia em países desenvolvidos, conforme estudo privado publicado neste domingo pelo jornal "O Globo".

Elaborado pela empresa de consultoria Michael Page sob encomenda do jornal, o estudo cita exemplos de várias profissões e garante que, em alguns casos, a diferença salarial pode chegar até 85%.

Entre diversos casos, o relatório diz que um engenheiro elétrico que trabalha em uma empresa assentada no Brasil obtém remuneração mensal mínima de R$ 14,9 mil, o que seria equivalente a R$ 8 mil se trabalhasse na Espanha e a R$ 9 mil se o fizesse na Itália.

Segundo "O Globo", a empresa de consultoria comparou os "salários em grandes empresas de todos os setores situadas em grandes cidades e considerou o ganho dos profissionais de níveis de gerência", sem incluir no estudo fatores como o custo de vida.

As diferenças salariais são registradas principalmente nas áreas técnicas, "embora o fenômeno possa ser ampliado para outras profissões" em função do desenvolvimento da crise financeira, disse ao jornal o analista Ricardo Guedes, um dos responsáveis pelo relatório.

O jornal entrevistou estrangeiros que vivem e trabalham no país, que confirmam receber salário superior no Brasil, mas que isso não chega a ser uma solução.

Um dos exemplos citados foi o do português João Nunes, da própria empresa Michel Page, quem declarou que apesar de no Brasil ter salário superior em 30% ao que tinha em Portugal, sua capacidade de poupança é "muito menor" agora.

"Aqui tudo é mais caro. O preço de um aluguel é duas vezes mais caro do que em Portugal, e o mesmo ocorre com a comida", declarou Nunes.

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil, alertou que os elevados salários "começam a afetar a competitividade do Brasil".

Em sua opinião, os altos salários, somados as protecionistas leis trabalhistas e a uma onerosa estrutura tributária, encarecem os custos das empresas e "fazem com que o país perca mercados" no comércio internacional.

EFE/ O Globo

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Thomaz Thiago

Vix, quero saber onde um

Vix, quero saber onde um engenheiro ganha um salário "mínimo" de 14,9 mil aqui no Brasil!!


Na grande maioria das empresas, um engenheiro recém formado chega a receber metade do salário mínimo estipulado por lei ( o que da em torno de uns 3 mil reais).


Apenas uma dica....


Engenheiro "elétrico"? Só se ele der choque. O correto é engenheiro eletricista.

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+36 comentários

No Brasil há um enorme fosso salarial entre os trabalhadores e os cargos gerenciais. A pesquisa deve ter comparados altos cargos (gerência como cita o artigo) e profissionais com vasta esperiência (em falta).

O autor da matéria chutou o balde quando disse: "engenheiro elétrico ... obtém remuneração mensal mínima de R$ 14,9 mil". Tá bem longe disso. Numa grande empresa, o salário inicial está na faixa dos R$6mil, isso para os alunos das universidades de primeira linha.

Economista, Engenheiro químico, Especialista em Processamento de Petróleo.

 

O presidente da Brasscom só não culpa o spread bancário  pelo custo Brasil. Por que será?

 

Vou repetir aqui parte de um post que publiquei em 11/03/12 (Caminhos para o Brasil na Crise), que, acho, tem bastante a ver com o artigo que estamos comentando:

O Brasil nunca esteve tão bem preparado para enfrentar uma crise. Tem um excelente nível de reservas, tem um parque produtivo saudável, é auto-suficiente em todos os tipos de energia e matérias primas, está com o nível de desemprego mais baixo em muitos anos, a nossa agricultura nunca produziu tanto, a nossa inflação está controlada e é obediente às políticas monetárias, o nosso momento político é favorável, mas... 

Mesmo que a China, que é o nosso principal parceiro comercial no momento, também não esteja em crise, os principais clientes dela estão. Além disso, eles também são nossos clientes e nós concorremos com a China naquele mercado que, por sua vez concorre conosco em outros e, no final disso tudo, a crise não vai escolher em quem dar a paulada; somos todos clientes e fornecedores num mundo globalizado, estamos todos sujeitos às mesmas glórias e dissabores e, no frigir dos ovos e das sardinhas, alguém sempre vai tentar arrastar a brasa pro seu fogareiro e nem sempre vai usar de meios bem aceitos, ou dignos de louvores.

Resta saber se nós temos condições e “preço” pra fazer frente, lá fora, a esse tipo de competidores.

Mas aqui dentro sim. Temos condição de competir com eles. Basta não deixá-los entrar na nossa economia como se fosse a casa da sogra, seja pela frente ou pelos lados, impedindo, já que está claro que há uma guerra cambial lá fora que desfavorece a competitividade dos nossos produtos, que os produtos deles possam entrar no nosso mercado interno com preços artificialmente baratos. E não há outra maneira. Só taxando.

Se bem que, por um lado e num primeiro momento, a taxação das importações (visando ao equilíbrio das oportunidades de negócio entre produtores externos e internos), incremente em certo grau os preços a serem enfrentados pelo nosso consumidor interno e, paralelamente, reduza os efeitos antiinflacionários que se esperam das importações, em uma economia de “preços livres” (ao diminuir a pressão do “freio de preços” aos produtos nacionais, representado pela concorrência com produtos importados, as vezes mais baratos e de melhor qualidade), do outro lado essa política, se usada com responsabilidade, preserva o parque produtivo nacional e os empregos que este gera, ao mesmo tempo em que mantém firme o mercado consumidor representado pelo nosso trabalhador empregado e, mantendo o mercado, mantém o poder de barganha frente às parcerias que acabarão entendendo que, se querem vender, têm que continuar comprando.

Mas há outras políticas que também merecem, neste momento, uma maior atenção do Estado: O “mercado” de um país não se sustenta no consumo de “artigos de luxo” e um governo não se sustenta dos impostos gerados pelos produtos exportados. Quem suporta o mercado e o governo é o micro-consumidor, é o assalariado, é ele quem gera, com a sua produtividade e a re-injeção de tudo o que ganha na capilaridade da economia, os excedentes que permitem a todos os demais agentes posar de “Money makers”, quando, na realidade, na sua maioria são agentes passivos, tal qual aranha de teia que, feita a armadilha, fica só “esperando”.

Quem ganha o “salário mínimo” (e de boa parte da população falamos) é bem verdade que não compra supérfluos, nem importados e muito menos lanchas, Jet-skys, ou carros, mas sustenta as pequenas e medias empresas que geram emprego no seu bairro e, estas, por sua vez, são as que sustentam o resto da cadeia de produção, ao adquirir e distribuir os seus produtos, sejam nacionais ou importados, além de suportarem também o governo, através dos impostos, por seu intermédio, cobrados. Aliás, se bem analisado, o salário é o preço que paga todos os demais preços da economia, inclusive todos os impostos e, também, os próprios salários.

Senão, vejamos: 

Para qualquer empresário, de qualquer setor da economia, os salários que paga e respectivos encargos, os impostos e todos demais custos, inclusive os pessoais (já que é em função destes que estabelece a sua retirada ou o "seu" salário) são repassados aos preços que pratica e sobre estes ainda aplica uma margem, que é o “lucro”. Isto é justo, ninguém trabalha visando o prejuízo, mas quem paga tudo isso evidentemente não é ele (empresário), é o "consumidor final", ao comprar aqueles produtos assim precificados.

Se esse "consumidor final" também for empresário... a história se repete, pois, como este também repassa indiretamente aos seu preços, os seus "gastos pessoais", os custos daqueles produtos que está comprando, são enfrentados, em última análise, pela margem de lucro dos produtos ou serviços que vendeu a alguém, afinal, a própria retirada ou o salário com que se auto-remunera foi aplicada aos custos da sua empresa e tem que dar para "cobrir" o padrão de consumo a que está acostumado.

Não é nem preciso que este indivíduo seja um "grande empresário" para que isto seja verdadeiro, o simples verdureiro que vende quiabo ou chuchu a “lotes”, na feira, faz a mesma coisa: aumenta mais um real no preço do "lote" quando a sua despesa está apertando. O autônomo, e o "biscateiro", fazem a mesma coisa: chutam pra cima o "orçamento do serviço", quando o “aluguel” ou a "conta do gás" está chegando.

O único agente econômico que não pode repassar os próprios impostos (já descontados "na fonte", ou embutidos nos preços dos produtos comprados) e que, quando aumentam as suas despesas, não pode aumentar o preço do seu "produto" (que é a sua força de trabalho), é o assalariado. É ele que está no final dessa "cadeia", pagando todos preços que há acima dele no mercado, inclusive o próprio salário e todos os demais custos, com a produtividade que gera e, inclusive, os impostos dos mais abonados.

Lembra? São pagos com o “lucro”, que é aquilo que sobra depois que tudo foi pago.

Cuidado então ao apoiar aumentos de impostos para "os mais ricos", pode ser você quem os está pagando.

Do exposto, seria bom olhar com olhos de ver para essa possível grande ferramenta macroeconômica, que é a "massa salarial" que circula no mercado. Essa pode ser a chave da sustentabilidade e crescimento de uma economia responsável, se for usada com visão de futuro e com responsabilidade. A imensa desigualdade de meios e oportunidades que oprime a nossa sociedade não é insolúvel e algumas tímidas políticas, nesse sentido, já postas em prática pelo nosso governo, provam que é possível colher bons frutos dessa árvore.

É evidente, entretanto, que não nos referimos aos salários altos que geram viagens, consumos de luxo e "royalties", ou repasses para matrizes no exterior, aumentando o déficit da nossa balança comercial. Nos referimos aos salários pequenos e medios, e também às aposentadorias e pensões, que geram negócios e empregos na base da economia; nos balcões dos mercadinhos, das padarias, dos armarinhos, do cabeleireiro da esquina e que, muitas vezes, são o único "oxigênio" financeiro de muitos municipios do interior e não raras vezes, o único "arrimo" de muitas famílias humildes, nos grotões desamparados de muitos estados.

Vai aumentar um pouco o "déficit da previdência"? Talvez... Mas isso não é de todo ruim, afinal, esse "déficit", não deixa de ser um recurso bem distribuído e, em toda regra, é na verdade um "imposto ao contrário"; é o Estado devolvendo um pouco do que cobra, não do que produz, já que não produz nada, logo, essa idéia de “déficit” é relativa, já que não aplicada a uma atividade produtiva e sim a uma atividade que, aliás, traz implícita, nas suas competências, a obrigação de distribuir.

Não devemos esquecer que, como qualquer um que tem um vaso de planta em casa sabe, a "arvore da economia", como qualquer outra árvore, não se rega pelas folhas, nem pelos galhos: rega-se pelas raízes e, as raízes, estão “lá embaixo”.

Saudações

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

O ìnclito discurso do Senador Marajoara deve se aplicar a muitos Projetos , tanto militares quanto civis . E agora , até Barcos Patrulhas Navais para a ....Pesca do Robalo ?...

 

Dastanhêda

salario de R$ 15.000,00, aonde???

 

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

 Frede69

Que comparação mais... tosca.

Como o próprio português colocou, pode-se até ganhar mais aqui no Brasil neste momento mas viver aqui também custa mais. Afinal somos o país da telefonia mais cara do mundo, dos carros mais caros do mundo, dos eletrônicos mais caros do mundo... e por aí vai. A forma correta de se comparar é poder de compra.

E tinha que ter é claro um filho duma %#&@ chorando que a solução para o Brasil continuar "competitivo" é cortar os salários. Aí quem vai comprar os produtos da indústria competitiva, cara-pálida?

ESSA MER## DE ECONOMIA DE COLÔNIA ACABOU, ACORDEM!!!

O maldito mercado está aqui dentro, bem debaixo dos seus narizes!

Vão esportar para quem em um mundo que está desmoronando graças à psicopatas que conseguiram sugar países até deixarem eles à beira da morte? Ou o sonho molhado é um "Brasil-China" com mão de obra semi-escrava? Melhor deixarem este sonho de lado se quiserem continuar com as suas cabeças encima dos pescoços...

Entendam a maldita lição de uma vez por todas: Só existe mercado aonde existam pessoas capazes de comprar. E para existirem pessoas capazes de comprar, elas precisam ter salários. E a capacidade de compra delas é diretamente proporcional ao salário que ganham. Continuem nessa droga de pensamento de "acumular infinitamente às custas de todos os outros" que vocês vão causar o colapso do "Deus Mercado", isso se não perderem literalmente a cabeça antes.

 

Prezados,

 

Gostaria de ver um comparativo entre salários e prerrogativas (mordomias) de juízes, desembargadores, promotores, procuradores e ministros da justiça de países desenvolvidos e do Brasil.

 

Será que alguém dispõe de dados para essa comparação?

 

Seria interessante também comparar a forma de escolha: se concurso, eleição, indicação, etc.

 

Grato,

 

Mário

 

Como se manipula a massa, como se produz um texto tendencioso.

Observem as palavras chaves do texto:

 - Profissional técnico, depois engenheiro elétrico, depois profissionais de nível de gerência; em seguida capacidade de poupança aqui ser inferior que em Portugual (há tá), elevados salários "começam a afetar a competitividade do Brasil" (o termo começam é palavra chave da manipulação mental); aí conclui: - os altos salários... blá blá blá..."fazem com que o país perca mercados" no comércio internacional."

Qual a conclusão que chegamos? (Pelo menos os menos avisados)

- Que o país está passando por uma crise séria por causa do aumento da renda da população, a solução é fud... (ops) desoneração da folha de pagamento, diminuir a taxa de reajuste do salário mínimo, etc...

 

Acredito que estas supostas "matérias", "apuradas" por diversos jornalistas, por seu conteúdo duvidoso, deveriam vir c/ uma indicação no post.

Algo como o "Em Observação" do Nassif...

Salários altos veem significando avanço ao Brasil.

Os impostos não mudaram e os custo têm acompanhado esse boom, tão somente.

OPINIÃO minha...

 

Thiago.

A economia de qualquer país é impulsionada pela classe média.

Esta esta esfacelada no rasil. Ganha pouco.

A grande melhoria da economia do Brasil se deve aos miseráveis que saíram desta condição para a de classe média paupérrima (salários até R$1.500, 00, parece).

A classe média no Brasil, vamos definir como aqueles que ganham entre R$ 2.000,00 a R$ 8.000,00 vivem em situação difícil ou "apertada", (por isso chamo de classe média pobre).

 

Na Holanda quem recebe R$ 8000 (3300 euros) não é classe média baixa. Ao contrário, este é considerado um *ótimo* salário!

É muito difícil que alguém receba mais do que R$ 10.000 (4000 euros) ou menos do que R$ 2.900 (1200 euros).

Isto é o que torna a sociedade igualitária.

 

foo

O Brasil é louco.

Abordei dessa maneira porque quem ganha R$ 8.000,00 no Brasil, só para dois filhos na escola (escola pública no Brasil é uma vergonha) gasta no mínimo R$2.000,00 (só de mensalidade escolar). Só por este exemplo você irá entender porque chamo  de classe média pobre aqueles que ganham menos de R$8.000,00

 

Só que essa "classe mérdia" (eu prefiro chamar de pequena burguesia, como nos clássicos), em vez de lutar por uma escola pública de qualidade - gratuita - prefere ser "diferenciada" e pagar para que seus filhos sejam "superiores" à "ralé" proletária.


Enquanto os ricos e remediados puderem ter uma educação "diferenciada" e uma saúde "diferenciada", não moverão uma palha para que melhorem a educação e a saúde públicas. E os políticos (de direita e da "esquerda" oportunista) que os representam no(s) parlamento(s) e governos, obviamente que também não.


Só a organização e mobilização dos trabalhadores assalariados mais pobres e dos excluídos pode botar pressão nessas camadas sociais e nesses governantes para que façam concessões (como ocorreu na Europa, com a ascensão dos partidos comunistas, na Itália e na França, e a ameaça do exemplo da URSS e dos países socialistas do Leste Europeu).

 

Aliás, NÃO PAGAM despesas de saúde e só pagam, parcialmente, despesas com instrução, porque aquelas são TOTALMENTE deduzidas do imposto de renda, e estas, até um determinado limite (se não pagassem planos de saúde, nem consultas médicas particulares, nem ainda a escola  particular, teriam de pagar mais imposto).

 

Juriti.

Há tempos venho tocando neste assunto aqui no blog.

Sonhava em encontrar algo semelhante a este post para trazer ao blog.

O que traz esta matéria não é difícil de sentir, de imaginar, mas, em um mundo tão "científico" seria obrigatório trazer dados de pesquisa.

Ora, porque não seria difícil de sentir, de imaginar?

Em um país que é a quinta economia do mundo, salário mínimo degradante, condições sociais,  escolas e hospitais públicos deploráveis, preços de tudo, energia, automóveis, telefonia, dos mais altos do mundo, só poderia se concretizar em uma sociedade de grande abismos salariais entre "os da casa grande e senzala".

E olhe que o artigo fala apenas no caso dos salários de um engenheiro elétrico.

Imagine se fosse englobar salários outros como os dos deputados, senadores, diretores de empresas, juízes?

Esta forma desequilibrada provoca uma insatisfação geral. Os que ganham pouco sem perspectiva de melhores salários, os que ganham muito reclamando que o dinheiro não dá com tantos impostos, preços caros, escolas e saúde, reclamação que não leva em conta os preços cobrados de itens que atingem base e ápice da pirâmide e que são igualmente caros e de prejuízos muito maiores aos da base por tratar de primeira necessidade. Por outro lado o governo, com base de consumo limitado, na trava, sem poder baixar impostos.

Para se ter um Brasil democrático terá que se mexer em tudo isso. E para aumentar salários da base, só diminuindo os salários do ápice. Aí vai ter grande confusão, tão grande quanto é a disponibilidade salarial e a cobrança de preços, impostos, etc.

Dá para se entender porque o país se tornou tão injusto, desequilibrado, carente de atenção as causas sociais, imensa pobreza, esfacelamento dos transporte, escolas e hospitais público e preços tão caros.

 

"E olhe que o artigo fala apenas no caso dos salários de um engenheiro elétrico.

Imagine se fosse englobar salários outros como os dos deputados, senadores, diretores de empresas, juízes?"

 

De fato, aqui na Holanda um salário de R$ 30 mil é absolutamente impensável.

O próprio sistema de impostos progressivos faria com que o sujeito pagasse 52% pelo valor acima de R$ 10 mil -- ou seja, o salário não chegaria a R$ 19 mil.

O brasileiro precisa colocar na cabeça que um salário de R$ 10 mil já é considerado excessivo para o padrão europeu.

Em compensação, um valor abaixo de R$ 2.500 é considerado baixo.

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É assim que a nossa sociedade precisa se organizar: reconhecer as diferenças, mas não permitir (ou inibir, através de impostos) que uma pessoa receba 10 ou 20 vezes mais do que outra. (No caso dos políticos este valor pode chegar a 50 vezes!)

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Segue a tabela de imposto de renda holandesa (em valores anuais):


- Para a parte da renda de até € 18.626: 1,85%; imposto sobre 18.626 € = 345 €
- Para a parte da renda entre € 18.627 e € 33.436: 10,8%; imposto sobre 14.808 € = € 1.599
- Para a parte da renda entre € 33.437 e € 55.694: 42%, o imposto sobre 22.258 € = € 9.348
- Em todos os rendimentos mais 55.694 €: 52%



 

A elite europeia só reconheceu isso por causa do "medo do comunismo". Agora que a ameaça - aparentemente - acabou, tratam de "abrasileirar" os salários. Nada como o "capitalismo de desastre" (Naomi Klein) para fazê-lo.

 

Foo

Brassileiro não tem a mínima noção disso.

"O brasileiro precisa colocar na cabeça que um salário de R$ 10 mil já é considerado excessivo para o padrão europeu.

Em compensação, um valor abaixo de R$ 2.500 é considerado baixo."

 

Há realmente muito mais que se analisar que simplesmente o valor nominal, mas que os salários de nossos representates (com tudo incluso) é uma imoralidade não resta a menor dúvida.

 

A notícia é de dezembro de 2011.

 

A matéria é da EFE, mas parece uma encomenda do Globo: dá uma volta imensa só pra chegar no último parágrafo.

A Europa está destruindo a proteção ao trabalho, que custou tantas vidas pra ser construída. Está mergulhando sua juventude no desemprego e na desesperança, e seus velhos na fome e na miséria. E os EUA não são muito diferentes disso. Mas os malditos neoliberais não desistem nunca. Mataram o mundo, e agora lutam para devorar a carniça...

 

Concordo.

O que os caras querem é acabar com os direitos trabalhistas.

Por que não falam dos direitos trabalhistas na França, por exemplo? E lá, como são?

 

Essa comparação é feita para cargos de gerência. Por que não compararam de modo geral os salários de uma mesma profissão? Todos sabem que no Brasil as diferenças entre os maiores e os menores salários são grandes, fora do normal.

Quero que comparem também esses salários descontando-se o que esses trabalhadores gastam com transporte, moradia, saúde, educação, alimentação, previdência e imposto de renda.

E depois quero que mostrem qual é o lucro das empresas no Brasil e na Europa/EUA, dividido pelo número de trabalhadores.

Só os números absolutos não dizem nada.

O salário de um engenheiro eletricista no Brasil pode ser maior, mas se o salário descontando-se os gastos com transporte, moradia, saúde, educação, alimentação, previdência e imposto de renda do brasileiro forem maiores também, obviamente isso significa que na prática o salário do brasileiro é menor. O lucro das empresas sabemos que não é menor aqui apesar desses supostos (não compararam salários de modo geral) maiores gastos com salários.

 

 

" elevados salários começam a afetar a competitividade..."

Estes caras morrem de inveja da China...

Sonho de consumo de 99 entre 100 empresários brasileiros: regime chines sob o comando da iniciativa privada.

 

A única coisa que os senhores de bom grado dão aos escravos é a esperança. (Albert Camus)

"(... )e a uma onerosa estrutura tributária,(...)

E lá vem a cantilena dos impostos...

 

Se o peso dos impostos for medido pelo seu retorno a população, não tenha dúvida de que no Brasil eles estão entre os mais altos do mundo, mesmo ao redor de 35% do PIB, mais alto até relativamente de que os aproximadamente 50% da dinamarca.

Se você pudesse escolher entre uma escola, um hospital, uma delegacia, abrir uma empresa no Brasil ou na Dinamarca onde você escolhe. Não dá para ser ufanista assim.

 

Faça as contas, os impostos nos países desenvolvidos são mais elevados e também lá a arrecadação per capta é muito maior devido à renda per capta ser muito maior do que a de cá.

Os serviços públicos são ruins não só por má administração, mas principalmente por sub-financiamento.

 

Imposto de renda no Brasil é baixo e atinge mais diretamente aos da "casa grande".

O imposto sobre consumo é que é grande e atinge injustamente a todos.

No Brasil, pobre paga muito mais imposto do que os ricos.

 

"O imposto sobre consumo é que é grande..."

Isso mesmo, Ribeiro. E é cobrado pelo estado; o que significa que para a turma do "impostômetro", não é o governo "dos invasores" em Brasília (sempre sugerido nas entrelinhas) o responsável por metade da carga tributária; e sim o governo de seu estado que cobra até sobre o que exportado para o meu. E essa cantilena de dinheiro de imposto mal empregado é história de sonegador. Cidadão cumpridor de seus deveres chia, mas paga. E principalmente, cobra.

 

isso é piada por acaso?

 

É uma piada de mau gosto. Slários altos no Brasil? O que a materia esconde é que as distancias salariais são monstruosamente mais altas no Brasil do que nesses outros paises. A diferença entre o executivo e o peão é um abismo. Só isso, a simples e velha dsitribuição de renda entre os 20/20% da populacao (ou, mais precisamente, entre os 5% e os outros 95%). 

Alem disso... Quando se fala em 35% do PNB na Dinamarca, na Suiça ou na Suécia, é 35% mesmo. Por que? Por que a economia informal (nao contabilizada) é pequena. No Brasil, quando se fala de 35%, fala-se de 35% do PNB contado, isto é, contabilizado. Em outros termos, falamos de menos de 20%. De resto, é isso: pobre paga mais imposto do que rico. E mesmo o IR tem distorçoes enormes: quem paga, mesmo, é assalariado e pensionista. O resto, paga o que quer. É por essas e outras que o ancora do JN (entre muitos) é pessoa juridica e nao assalariado: paga menos de 1/4 do que deveria pagar. 

 

Concordo que é piada de mau gosto e de má-fé. R$ 8.000,00 equivalem a pouco mais de 3.000 Euros, o que é um absurdo se levarmos em conta que o salário mínimo na Espanha é de cerca de 750 Euros (na França é de 1.400 Euros). Um engenheiro elétrico na Espanha deve ganhar cerca de 8.000 Euros por mês, ou R$ 20.000,00 mas, se for considerada paridade do poder de compra esse valor é muito superior do que o mesmo valor no Brasil.

O site da agência europeia de estatísticas traz inúmeras informações, basta um pouco de boa vontade e disponibilidade de tempo para garimpar que se encontra quase tudo sobre os salários na zona do Euro.

http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/labour_market/earnings

 

 

Eu dei uma olhada no site que você mencionou, e o salário anual de profissões técnicas na Espanha é de 28 mil euros, ou 2.3 mil euros por mês.

Na Alemanha, o salário médio de um engenheiro é de 4.3 mil euros por mês, antes dos impostos. O imposto é progressivo e varia de 15% a 42%; assim, o valor líquido não deve passar de 3 mil -- que é um *excelente* salário na Europa!!! 

A grande diferença é que a Europa otimizou sua sociedade para que todos recebam entre 1.5 e 3 mil euros por mês.

Bem diferente do Brasil, onde uns reclamam de receber "apenas" R$ 10 mil líquidos ( 4.1 mil euros ) e outros têm que sobreviver com R$ 650 ( 267 euros ).

 

 

E o campo "Lucros e dividendos recebidos pelo titular e pelos dependentes" nas declarações de IR. Uma palhaçada. Já vi vários profissionais (liberais, empresários) declarando quase a totalidade na renda ali, onde não há tributação para pessoa física.

Enquanto isso a classe média pobre paga tudo na fonte.

 

Não é piada não.

Na Holanda, um engenheiro recebe por volta de 4000 euros brutos (R$ 9.700). O salário real, depois dos impostos, será por volta de 3000 euros (R$ 7.200).

Já o salário mínimo está por volta de 1200 euros (R$ 2.900) e paga apenas 2.3% de imposto.

É muito difícil alguém receber mais do que 4500 euros brutos (R$ 10.900), pois, a partir daí, o imposto chega a 52%.

Esta é uma das razões da qualidade de vida na Holanda: o sistema de impostos torna valores acima de 4 salários mínimos proibitivos, o que cria uma sociedade mais igualitária.

E o mais incrível é ver pessoas que recebem R$ 20 mil no Brasil reclamando do imposto de 27%...

 

Reclama de 27% e diz que é a maior do mundo.