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Os sinais do julgamento não isento

Por zanuja castelo branco

De Agência Estado

Advogados reprovam comentários sobre mensalão

DAIENE CARDOSO - Agência Estado

Especialistas em Direito Constitucional veem com preocupação os constantes comentários públicos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o julgamento do mensalão e o imbróglio envolvendo a suposta interferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao ministro Gilmar Mendes para adiar o julgamento do caso. Advogados ouvidos pela Agência Estado avaliam como negativa a superexposição dos ministros, uma vez que, tradicionalmente, um magistrado só se pronunciaria nos autos processuais. Os especialistas afirmam que, ao se manifestarem publicamente, os ministros dão indicações de como devem votar, abrindo assim espaço para interferências externas.

"Acho que (o julgamento do mensalão) já está contaminado. As pessoas já conhecem os votos pelas manifestações e entrevistas que dão e não deveria ser assim", avaliou Dirceo Torrecillas Ramos, presidente da Comissão de Direito Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Oscar Vilhena afirma que o modelo onde os ministros se preservam de comentários públicos, como acontece na Corte dos Estados Unidos, é mais positivo. "O ritual do nosso Supremo está esgarçado. É inadequado que as pessoas falem tanto assim", observou. Vilhena lembra que nos bastidores, os magistrados conversam entre si sobre os processos o que, em sua opinião, seria saudável. "Nas boas Cortes os juízes se ouvem, reservadamente conversam. Hoje a gente ouve essas conversas em público", comentou.

O advogado Tércio Sampaio Ferraz explica que a "regra social" do Direito recomenda que as partes envolvidas nos processos (juízes, promotores e advogados) só falem através do autos, mas ressaltou que o comportamento nos tribunais mudou nos últimos anos. "Falar fora do processo vem se tornando quase usual para todos os agentes. Isso se tornou mais agravado desde a transmissão online direta das sessões do STF, criando uma exposição de todos os julgadores e participantes do julgamento", contou.

Para Ramos, ao seguir a "regra social" do Direito, o magistrado dá sinais de comprometimento com um julgamento isento e não influencia os colegas de Corte. "Eles não deveriam fazer comentários, deveriam falar só nos autos e cumprir assim sua função com independência. Na medida em que comentam, eles tomam uma decisão política", acrescentou Ramos.

Os advogados dos 38 réus acusados de envolvimento no mensalão poderão argumentar que, ao fazer declarações públicas, os ministros do STF fizeram antecipação de juízo, o que poderia impedi-los de julgar. "Os advogados podem criar obstáculos, mas não acho que isso poderia ser acolhido (pelo STF)", disse Ferraz. Os especialistas não acreditam que a suposta tentativa de interferência do ex-presidente Lula junto ao ministro de Gilmar Mendes deixe-o de fora do julgamento por estar envolvido na polêmica. "Isso dificilmente vai ocorrer", previu Ramos. 

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O Ministro do STF, Gilmar Mendes, acusa o ex-Presidente Lula de fazer intrigas contra ele. Acusa, sem apresentar nenhuma prova, de que Lula insinuou uma barganha para adiar o julgamento do mensalão. Sua única testemunha, Nelson Jobim, desmente-o. Em 2008, Mendes acusou, sem nunca apresentar até hoje qualquer prova, de que o governo Lula grampeava ilegalmente seu telefone. Sua única testemunha chamava-se Demóstenes Torres, que auxiliava Cachoeira, contra o qual há várias provas de grampear ilegamente para fazer intrigas. Ou seja, no raciocínio de Mendes quem acusa não precisa apresentar provas e o acusado é quem faz intrigas. E olha que ele é Ministro da mais alta corte da Justiça !

 

 

O radicalimos político, foi criação da imprensa.

 

Antonio Lyra Filho

É muito tentador dizer que como as 2 denúncias iniciais sobre o Mensalão foram obras de Cachoeira , então o chamado Mensalão naõ existiu. Não é bem assim. EXistem provas de desvio de dinheiro público por parte de alguns dos tais mensaleiros, e contra outros não.

E não há nenhum comprovação material contra José Dirceu. Este, se for condenado, só o será na base do grito, se os ministros do STF usarem critérios políticos e não jurídicos. Num julgamento honesto, Dirceu será inocentado.

Mas o julgamento não será também político? Os ministros realmente não vão se deixar pressionar pela grande imprensa e oposição ao PT, e seguirão uma linha unicamente técnica?

 

Paulo Moreira Leite, sobre o Mensalão:

http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/05/30/verdades-incomodas-sobre-o-mensalao/

Verdades incômodas sobre o mensalão07:07, 30/05/2012 PAULO MOREIRA LEITE JUSTIÇAPOLÍCIA FEDERALPOLÍTICA TAGS: 

O leitor que tiver paciência de ler esta nota até o fim terá elementos melhores para julgar o debate envolvendo Lula e Gilmar Mendes.

Escrevi em nota anterior que o pano de fundo deste conflito envolve o ambiente político em torno do mensalão.

Uma das partes tem interesses em politizar o debate no ponto máximo. A outra tem esperança de convencer os ministros a apoiar-se em argumentos de natureza técnico, no exame das provas.

A leitura do relatório do delegado da Polícia Federal Luiz Flávio Zampronha, disponível na internet, é rico em detalhes e bastante completo na abordagem.

Só para o leitor ter uma ideia da radicalização da situação. Tratado pela imprensa, o relatório já foi exibido como prova definitiva da existência do mensalão. Também foi apontado como prova do contrário.

Em suas conclusões, o relatório mostra que se o PT não pode estar feliz com as denúncias apuradas, a oposição não tem o direito de festejar por antecipação.

É por isso que o julgamento é aguardado com tensão. Todo mundo espera um proveito político mas ninguém sabe o que pode acontecer.

Ninguém quer prestar atenção ao relatório.

Zampronha juntou os fios dos empréstimos bancários e dos contratos de publicidade do Banco do Brasil e concluiu que houve sim desvio de dinheiro público para pagar os compromissos assumidos pelo PT. Os dados estão lá.

O PT pode alegar, corretamente, que o mensalão de Delúbio Soares é igual ao mensalão mineiro e até pode dizer que o esquema dos tucanos mineiros está melhor demonstrado. Tudo isso é verdade. Mas a culpa de Marcos Valério em Minas pode até ajudar a denúncia em seu devido lugar. Mostra que o esquema do PT tinha antecedentes.

Mas nada disso ajuda a demonstrar que ele era inocente quando se juntou ao PT.

Pelo relatório, petistas e não petistas que deixaram sua assinatura em algum documento oficial terão dificuldades muito grandes para demonstrar que são inocentes.

O problema, para a oposição, é que essas conclusões estão longe de demonstrar a culpa dos 38 réus. Pior ainda. Para quem transformou José Dirceu no cérebro e gênio do mal, a investigação da Polícia Federal é uma decepção.

Evitando mencionar hipóteses que estão na mente de muitas pessoas, mas não podem ser comprovadas com fatos, o relatório não apresenta uma linha contra Dirceu.

Embora Zampronha não dê entrevistas, é fácil concluir o que aconteceu.

A culpa de Dirceu não foi registrada pela equipe de policiais encarregada de apurar os fatos capazes de incriminá-lo. Não há provas contra ele.

Não há uma denúncia nem uma testemunha. O próprio Roberto Jefferson, que fez acusações políticas a Dirceu em 2005, não apontou um caso específico nem uma situação precisa. Aliás: quem voltar à entrevista de Jefferson a Renata Lo Prete, na Folha, irá encontrar palavras em que ele testemunha a reação de Dirceu de crítica ao próprio Delúbio. Jefferson contou a Lo Prete que, ao ser informado do que ocorria, Dirceu até deu socos na mesa. (Ele também disse que Lula chorou).

Puro teatro maquiavélico, você pode dizer. Coisa de tem treinados profissionais do crime. São todos farsantes, mentirosos…Esses políticos são todos iguais. Quem sabe?

Falando para os autos, Jefferson também não falou sobre o esquema de “compra de votos no Congresso” nem de “compra de consciências”.  Jefferson repete nos vários depoimentos que deu à Polícia que jamais votou em projetos do governo em troca de dinheiro. Lembra que ele e sua bancada estavam de acordo com as propostas de Lula. Dá exemplos.

Fala que o problema é que os petistas combinaram e não entregaram recursos para a campanha de 2004.

Jefferson, neste aspecto, concorda com aquilo que Delúbio sempre disse. Era dinheiro de campanha.

Já estou ouvindo um grito do leitor do outro lado: “P…que p…!”

“Não é possível!”

“O PML enlouqueceu de vez!”

“Não percebe que a Polícia Federal faz o que o governo quer?”

Todos nós temos direito a uma opinião sobre o caso e seus protagonistas mas, acionada pela Procuradoria Geral da República, aquela que denunciou o governo pela montagem de uma “organização criminosa”, a Polícia Federal  chegou a outro caminho.

Não demonstra o “mensalão”.  Tampouco aponta para José Dirceu. Mas incrimina quem foi apanhado numa operação que implicava em desvio de recursos públicos. Não é pouca coisa, num país de altíssima impunidade. Mas não irá agradar quem acredita que estava tudo provado e demonstrado sobre a “quadrilha criminosa.”

Isso quer dizer que o Supremo irá seguir as recomendações da Polícia Federal? Nem de longe. Cada ministro tem o direito a suas convicções e próprias conclusões. O relatório da Polícia Federal pode inspirar alguns ministros, a maioria, a minoria, ou nenhum. Com certeza não será um julgamento unânime como a votação sobre cotas.

Não é inteiramente bom para nenhum lado. Nem totalmente ruim.

 

Querem mesmo é eternizar o caso mensalão. Porque quando for julgado, termina o discurso da oposição.

Este evento já devia ter sido julgado, os réus serem condenados. Hoje em dia já teria gente que até cumprira a sentença.

Judiciário brasilerio é o segundo câncer no Brasil. 

 

http://brasil247.com/pt/247/poder/62026/Ala-do-STF-suspeita-de-Lacerda-contra-Gilmar.htm

Do Brasil247

Ala do STF suspeita de Lacerda contra Gilmar

Ala do STF suspeita de Lacerda contra GilmarFoto: Folhapress_Fellipe Sampaio/STF/Divulgação

SEGUNDO INTEGRANTES DO STF, EX-DIRETOR DA POLÍCIA FEDERAL E DA ABIN, PAULO LACERDA ESTARIA RECOLHENDO E DISTRIBUINDO INFORMAÇÕES CONTRA O MINISTRO GILMAR MENDES; ACUSADO NEGA; ELE CAIU DA ABIN NUM EPISÓDIO QUE ENVOLVEU GILMAR

30 de Maio de 2012 às 10:43

Claudio Julio Tognolli _247 - O ex-presidente do Supremo, Ministro Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira que são “bandidos” os que passam informações a seu respeito ao ex-presidente Lula. Não são bandidos: é gente bem qualificada, suspeitam os ministros.

O PT teria montado há pouco mais de quinze dias uma central de informações para distribuir, na mídia eletrônica e no twitter, informações contra ministros do Supremo que capitaneiam votos de condenação aos ditos mensaleiros. Participam dessa central, além de redatores midiáticos, um publicitário, dois advogados classicamente aliados ao PT, e de pouco nome na praça.

Mas quatro ministros do STF foram informados que duas pessoas bem manjadas na Polícia Federal estariam levantando dados sobre a mais alta corte do país: o ex-diretor do órgão, delegado Paulo Lacerda, e seu ex-patrão: o advogado Fernando Ramazzini, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Ramazzini tem bom nome na mídia: é ele a apontar sempre que 85% dos pirateados que chegam ao Brasil são cópias fabricadas na China.

Na semana passada, três dias antes de Veja eclodir com as diatribes de Gilmar Mendes contra o ex-presidente Lula, Paulo Lacerda estava lá, em Brasília. Era um ouvinte, um teleguiado do PT, para o evento do lançamento de uma publicação no Superior Tribunal de Justiça. Chegou mudo e saiu calado. Foi trajando seu habitual paletó poule de cocq e sapatenis preto. Ficou ao lado de uma cortina, contra a parede. Após dez minutos hirto, numa posição que alguns classificaram de totêmica, teve de fazer enfim o seu solitário “shake hands” da noite: seu outro ex-chefe, o ex-ministro da justiça Marcio Thomaz Bastos, foi-lhe prestar mesuras. Ficaram lá os dois, como Cosme e Damião, isolados no cenário das cortinas bufantes. Não tinha quem não olhasse.

Paulo Lacerda aufere hoje cerca de RS$ 20 mil mensais como consultor de uma federação do ramo de segurança privada. E também investiu-se com seu ex-patrão, o advogado Ramazzini, na urdidura encomendada pelo PT: levantarem tudo o que podem contra o ministro Gilmar Mendes e contra o PSDB. Mais pra frente, pediu o PT, ficam os dois com o encargo de pegar também o ministro Marco Aurélio, do STF. Esse é o informe coletado pelos ministros. Mas ninguém lhes deu prova material de que tudo isso pode ser verdade.

Uma única vertente é fato: Paulo Lacerda tem Gilmar atravessado na garganta: desde que este conseguiu derrubá-lo da direção da PF. Gilmar brandiu ao ex-presidente Lula a história de um grampo no STF. Caiu Lacerda. O grampo jamais surgiu. Opositores de Gilmar chamam ao episódio de “o grampo sem áudio.

Antes de virar o diretor da PF, sob boa parte da octaetéride de Lula, Paulo Lacerda fazia levantamentos para Fernando Ramazzini, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Tal militância fez com que os dois, Lacerda como diretor, Ramazzini como “informante do bem”, como era conhecido na PF de São Paulo, fossem responsáveis pelas maiores operações da PF.

Só para lembrar: as operações da PF aumentaram quinze vezes durante o governo Lula. Pularam, por exemplo, de 16 em 2003 para 143 até agosto de 2009. De 2003 para 2010 o número de funcionários da PF pulou de 9.231 para 14.575, um crescimento de 58%. Lula botou nas ruas, na maioria das vezes sob Marcio Thomas Bastos, 1.244 operações, o que representa 25 vezes mais do que as 48 tocadas pela PF no governo Fernando Henrique Cardoso.

Não tenha dúvida que Lacerda e Ramazzini foram os czares da maior parte disso. Ramazzini era quem mostrava quais lojas deveriam ser estouradas, quais empresas, quais cervejarias, quais manufaturas e semi-manufaturas. Lacerda agradecia. “Quase tudo já chegava pronto em pastas, entregues na superintendência da Lapa de Baixo, com fotos acondicionadas, dicas, tudo”, diz um agente. Ramazzini era um xamã: suas dicas rendiam operações da PF republicana com altas doses de octanagem midiática.

Lacerda e Ramazzini foram também os maiores informantes oficiais do ex-deputado Medeiros, na CPI da Pirataria tocada em 2003. (Confira aqui)

Agora os dois estão de volta, cochicharam aos ministros. Mas há um terceiro elemento que lhes ajudaria, e muito: o ex-superintendente da PF em São Paulo, Jaber Makul Saad –aliás ano passado comissionado como analista-informante judicial adivinhem de que escritório? Do de Márcio Thomaz Bastos. 

Gilmar disse ainda que Lacerda tinha como missão lhe destruir (leia aqui).

Em entrevista para o Estadão, Lacerda negou que presta assessoria para o PT e disse que o ministro Gilmar Mendes está desinformado. (Leia aqui)

 

Na falta de provas contra os réus, criam esta confusão dos diabos para criar uma comoção nacional, um sentimento de linchamento contra os envolvidos que, pelo que se sabe, faltam provas que, por sinal, eram bem fartas no mensalão tucano de MG. 

 

 

...spin

 

 

 


Agora Paulo Moreira Leite vai ser demitido.


Diz, e eu concordo com ele, que não há provas contra José Dirceu.


http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/

 

Não podemos deixar de lembrar que a era dos magistrados midiáticos foi inaugurada pelo hoje moderado Marco Aurélio Mello.


Gilmar Mendes adicionou a compulsão ao protagonismo.


E a midia complementou ao glorificar Joaquim Barbosa quando do relatório do Mensalão.


Agora, durma-se com um barulho desses... 

 

Moderado mas sempre manifestou aversão a Lula e ao PT. Desde a primeira eleição.

O que me está intrigando é o fato do Sr. Gilmar Mendes não ter sentido medo ou intimidado quando chamou o Presidente às falas. Agora que Lula não tem cargo algum, como admitir verdade nas supostas intimidações que Gilmar diz ter sofrido de Lula? Imagino que Gilmar está com medo de outras coisas ainda não reveladas pelo tal segredo de justiça, bem mais graves do que seus encontros na viagem a Berlim. Um outro, qual o interesse do PIG em levar o mensalão para dentro da CPMI, onde seus correligionários, sócios e informantes estão enredados? Mais inusitado ainda, talvez para homenagear nossos descobridores, é a base aliada do governo ter que apurar delitos dos oposicionistas enraizados nos estados irrigados pelo Cachoeira. A reforma do estado tem que começar pelo poder Judiciário e desmantelamento do PIG. Desculpem a redundância.

 

Qualquer debate acerca de comportamentos inadequados(diria mais: indecorosos) de magistrados sem citar o ministro Gilmar Mendes peca por clamorosa omissão. 

Sua excelência tem se notabilizado desde que assumiu uma cadeira na Suprema Corte em criar casos, esbanjar eloquência vazia, incidir em personalismos pueris. Estes últimos quando adota o recurso de uma metonímia falsa e tosca ao tentar concentrar na sua "excelsa" pessoa todo o Judiciário brasileiro. Qualquer crítica a seu comportamento estabanado é recebida e ecoada por ele como um ataque a esse Poder.

Na história da Suprema Corte não se tem notícia de um membro que destoasse tanto dos padrões e ritos de um Juiz quanto essa figura nefasta. Adorador de holofotes e microfones não tem nenhum pejo de atravessar a tênue linha da sobriedade e discrição para deitar falação sobre tudis e sobre todos. Sempre encarnando o papel de rei da cocada preta.

Ontem, por exemplo, fez comparações só assimiláveis, tal o grau de desproporcionalidade, se vistas sob o prisma de um reles militante ideológico, tão comuns e que pululam nesses blogs de esgotos. Dentre as inúmeras declarações estapafúrdias e não compatíveis com sua posição, inclusive usando termos chulos como "MELAR o mensalão", o ministro lança um repto de que " o Brasil não é a Venezuela que manda prender juiz".

Ora, meus amigos, além de descabida é  profundamente desonesta essa comparação. Só uma pessoa com um ego como o dele para extrapolar seus querelas pessoais e vulgares e debatê-las no nível institucional.

Ora, seu Gilmar, recolha-se à sua insignificância! 

 

Nassif, estaria o Gilmar Mendes em busca de ELE  ¨Melar¨ o Mensalão com suas macaquices ? Porque não é possível alguém, com tamanha responsabilidade, sair por aí emitindo Juízo de Valor, sobre um assunto tão delicado e caro para a Nação ? Esse cara é um Mentecapto.

 

 Nassif

 O problema de hoje com o Gilmar começou 4 dias atrás

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/stj-nega-recurso-do-mpf-contra-acusados-do-mensalao

 Eles contavam que o STF aceitaria essa acusação de improbidade  afinal aceitaram o mensalão. Isso deu um nó na cabeça desse povo se materializando na cabeça do Gilmar.

 Em 2005 as pessoas assimilaram que houve desvio de dinheiro publico, a partir do momento que decorridos 8 anos nenhum sinal de nenhum real possa ter sido desviado e qualquer tipo de manipulação em licitações tampouco, esse povo caiu em desespero.

 Não adianta, a tese da acusação já teve sua primeira derrota 1 x 0 para o Dirceu. Nenhum dinheiro desviado. Isso na cabeça do povo tem um efeito de ter sido ENGANADO.

 Vivo conversando com meus colegas professores de direita e  na cabeça deles houve sim desvio de dinheiro. Agora eles vão ter que encarar a verdade e perceber que a direita é capaz de tudo e mais um pouco.

 Com relação ao Serra? Como ele vai se explicar junto a seu eleitorado de que até livros há sobre seu desvio, investigações foram abertas e não prescreveram e ele sim pode ( numa situação remota tipo o mundo explodir) ganhar e ser preso em pleno mandato.

  Não, o que esse povo fez de 2002 pra trás tem que ter reparação e o que eles fizeram o PT sofrer em 2005 também. Aqui em Brasilia sofremos os efeitos colaterais no GDF e queremos reparação, e que Alberto Fraga saiba muito bem disso.

 

Quem primeiro no Supremo Tribunal Federal fez críticas ao PT e citou o Mensalão foi Gilmar Mendes.

Quando surgiram na CPI do Cachoeira articulações para convocar o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel em razão da suposta prevaricação no caso da Operação Vegas, Gilmar Mendes acompanhou Gurgel em seus argumentos e fez críticas ao PT, relacionando o fato ao Mensalão.

Estadão, 10 de maio de 2012:

“Gilmar Mendes defende Roberto Gurgel e relaciona críticas do PT ao mensalão”

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,gilmar-mendes-defende-roberto-gurgel-e-relaciona-criticas-do-pt-ao-mensalao,871305,0.htm

Por que Gilmar Mendes tinha que se imiscuir em assunto que não lhe dizia respeito e ainda fazer juízo de valor sobre tema de Ação Penal em que seria parte no seu julgamento?

O problema é que Gilmar Mendes quer, como se diz na gíria futebolística,  bater o escanteio e ao mesmo tempo cabecear para fazer o gol.

Ou ele se mantém nos parâmetros que exige a liturgia do cargo ou deixa a magistratura e entra na política.

Mendes está, com frequência inexplicável, em reuniões de caráter político.

Ficou-se sabendo que Gilmar Mendes saiu da reunião com Lula e Jobim e foi se encontrar com outros políticos em reunião dos Democratas.

O grave é que o ministro age politicamente e argumenta como se o cargo lhe propiciasse as mesmas prerrogativas para suas opiniões e palavras.

Ou seja, sai acusando sem qualquer prova correndo o risco de caluniar, difamar ou injuriar. E pior, sem qualquer freio.

Portanto, não pode agora exigir que os petistas silenciem diante de seus ataques e exposição pública de suas preferências políticas.

Está na hora de alguém no Supremo botar um freio no ativismo político de Gilmar. Ou, então, que ele suporte todas as conseqüências do jogo bruto da política e se julgue suspeito no caso Mensalão.

 

 

 

 

 

"Por que Gilmar Mendes tinha que se imiscuir em assunto que não lhe dizia respeito e ainda fazer juízo de valor sobre tema de Ação Penal em que seria parte no seu julgamento?":

Porque nao esta e nunca esteve aa altura do cargo.

 

A meleca-mor que FHC nos deixou.

 

"..Está na hora de alguém no Supremo botar um freio no ativismo político de Gilmar...."

Já passou da hora, a sopa caiu no chão, o espelho quebrou, NÃO TEM MAIS JEITO, o crápula juntamente com alguns outros parceiros daquele supremim não tem condições morais pra julgar absolutamente nada .

Quero saber a que Corte os acusados do factóide "Mensalão" poderão recorrer quando o resultado desta epopéia circense sair .

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Sim, além de Gurgel e Civita, o Gilmar Mendes é apenas mais um usando o mensalão, pau prá toda obra, para se vacinar contra essa doença chamada Cachoeira. 

 

 

...spin

 

 

Acertou na mosca. A dobradinha com Demóstenes era total, isso não sai da minha cabeça. O desespero não é por pouca coisa. Quero ver a cara dos defensores do guardião da República quando tudo ficar as claras, já percebo em muitas penas amestradas um toque de vergonha quando defendem o fanfarrão.

 

 

O STF me dá um desânimo que nunca tinha sentindo antes. Sempre fui um cara otimista. Esses salafrários estão conseguindo me tirar do sério...

Êta saudades dos Mamonas...

" me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém"

Na época, eu só cantava. 

:-(

 

 

 

Afinal de contas, para o STF, o julgamento, hoje, amanhã ou daqui dois anos não tem diferença nenhuma. Trata-se de uma decisão sobre fatos e ponto.

Com base em que um ministro do Supremo expressa sua opinião acerca do momento exato disto acontecer? Não vejo  outro motivo que não seja por opinião politica ou interesse pessoal.

Não é o que vai julgar. É o porque fazer deste ou daquele modo.

O fato de GM querer julgar agora é uma decisão politica. O Quando não pode fazer parte da opinião dos juízes a não ser por ordem administrativa . 

 

(na minha opinião já ta mais que na hora)

 

O radicalismo político e inconsequente de ambos os lados levou-nos a esse impasse. Acrescido, infelizmente, pelo falta de serenidade e postura de um membro da Suprema Corte.

Mas a raiz do problema não é esse. Está na própria estruturação do nosso Judiciário, que delega a uma Corte que julga também levando em contas aspectos Políticos e não apenas jurídicos, matéria penal ou outras infra-constitucional e que por essa condição deveria ser afeta ao STJ no que diz respeito a foro privilegiado. 

Quando se remete a Suprema Corte, nãio implica afirmar que é a mais sábia, a que tem mais discernimento ou coisa parecida. É porque tem por encargo definir para seus jurisdicionados - todos nós, a sociedade - o que está ou não em consonância com o Contrrato Social que a todos rege :no caso, a Constiituição.

 

 

Sem contar que qualquer qualidade de advogado mediante o instrumento dos recursos protelatórios consegue fazer com que as causas cheguem ao STF e mediante a demora em julgá-los prescrevam!

 

  concordo em parte , depende de quem vai ser julggado , foram deixar anularem provas da satiagraha , castelo de areia , deixaram todas as aberrações juridicas possíveis na privatição do governo fhc , e quem sente o gosto , viu que fez e passou , vai fazendo mais .QUANDO O POVO VAI DAR UM BASTA.  tem o caso do banestado tambem.

 

O Sr Merval acabou de arrastar para olho do furacão o Ricardo Lewandowsky. Em comentário ao Sardenberg, afirmou que Lula o visitou no começo desse ano e que a família do ministro tem muita  amizade com a ex-primeira dama D Marisa. O PIG está visivelmente querendo pautar o STF e acaba de criar uma tremenda pressão supondo que, as afirmativas de Gilmar são verdadeiras (não falam uma palavra sequer do desmentimento do ex Min STF Nelson Jobim) e que isso teria se extendido a outros integrantes da corte. Onde isso vai parar ? Alguém tem que ser chamado às falas e por um fim nisso tudo, lembrando que a quem acusa cabe o ônus da prova.

 

Contaminação de nascença. E não poderia ser diferente, pois o mensalão foi obra de Cachoeira na sua disputa por território, como é comum ocorrer no mundo do jogo do bicho. Para derrubar a turma de Roberto Jefferson e emplacar os seus, o Cachoeira filmou o Marinho, funcionário do Correio, aceitando propina oferecida pelo próprio contraventor. Assim, Cachoeira ganhou e ampliou seu território com a queda de Bob Jefferson. Também ganhou Demóstenes Torres que, tendo sido vetado por Zé Direceu para integrar a base de Lula, vingou-se do ex-ministro. E ganhou a Veja com a venda de revistas, o governo de SP gastou milhões neste tipo de compra. Esta lógica contina a mesma até hoje, de forma que não se pode mesmo esperar julgamento isento. Esse caso dá um livro sobre as relações entre Globo e STF, como a emissora conseguiu pautar a Suprema Corte, porque o julgamento do mensalão tucano de MG, o pai dos mensalões e que envolve mais de 100 milhões de reais, 5 vezes mais do que o caixa 2 petista, não sai na mídia, o Gilmar Mendes não toca no assunto, enfim, gente fina é outra coisa. Por estas e outras este julgamento não será técnico, ou seja, baseado em provas, e sim político e, neste caso, quanto mais confusão melhor para os Gilmar Mendes da vida e pior para os réus que, como se vê, serão jogados em verdadeiros furacões. A velha mídia interessa-se pelo caos total no que diz respeito a este julgamento, pois todo mundo está careca de saber que, como diz o Mino, o mensalão ainda está por ser provado. E com certeza mensalão não é o caso, não o termo que se aplica ao caso, pois seria ridículo se imaginar os réus, petistas,  recebendo uma mensalidade para votar em projetos de interesse de Lula. Asneira total acreditar nisso. O tal mensalão foi caixa 2, isso que todos fazem, em GO a turma do Cachoeira elegeu-se como mesmo a não ser nadando na farta grana do mafioso, o que teria sido evitado não fosse a leniência de Gurgel, que manteve engavetado, de setembro/2009 até dias atrás, a notícia crime da Operação Vegas. Mas a culpa é do PT. Nada como um bode espiatório nestes momentos de obscurantismo.  Para o STF de Gilmar Mendes os réus do mensalão fazem este papel, o julgamento se avizinha cada vez mais como vingança de antigos ressentimentos do udenismo, o pelourinho está sendo preparado.

 

 

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