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Os supostos testes atômicos no Brasil, no fim dos anos 1950

No Plano Brasil

A Operação “Argus” (1958) e as controvérsias sobre a ocorrência de testes atômicos no Nordeste brasileiro

Tácito Thadeu Leite Rolim

Sugestão: Armando Rosário

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O objetivo do artigo é discutir as conjecturas e especulações em torno de dois episódios ocorridos no Brasil no final da década de 1950. O primeiro deles foi uma explosão ocorrida nos céus de uma cidade do interior do Ceará, em julho de 1958, e o segundo a Operação “Argus”, conduzida pelo Departamento de Defesa estadunidense, entre agosto e setembro do mesmo ano. As apropriações feitas pelos sujeitos históricos de um e de outro episódio os levaram a associá-los a um possível teste atômico realizado clandestinamente no Nordeste brasileiro.
Palavras-chave: Guerra Fria – Operação “Argus” – Testes Atômicos

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Operation Argus

Lista de navios envolvidos na Operação

USS Tarawa (CV-40)

USS Bearss (DD-654)

USS Warrington (DD-843)

USS Courtney (DE-1021)

USS Hammerberg (DE-1015)

USS Neosho (AO-143)

USS Salamonie (AO-26)

USS Norton Sound (AVM-1)

USS Albemarle (AV-5)

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-77042010000100004&script=sci_a...

Tempo vol.14 no.28 Niterói June 2010http://dx.doi.org/10.1590/S1413-77042010000100004 

DOSSIÊ 
1946 – 1964: A EXPERIÊNCIA DEMOCRÁTICA NO BRASIL

A Operação "Argus" (1958) e as controvérsias sobre a ocorrência de testes atômicos no Nordeste Brasileiro

Operation "Argus" (1958) and the controversies about atomic tests in the Northeastern part of Brazil

L'opération "Argus" (1958) et les controverses par rapport à la réalisation des tests atomiques dans le Nord-est du Brésil

Tácito Thadeu Leite Rolim

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense. E-mail:rolimtacito@yahoo.com.br

RESUMO

O objetivo do artigo é discutir as conjecturas e especulações em torno de dois episódios ocorridos no Brasil no final da década de 1950. O primeiro deles foi uma explosão ocorrida nos céus de uma cidade do interior do Ceará, em julho de 1958, e o segundo a Operação "Argus", conduzida pelo Departamento de Defesa estadunidense, entre agosto e setembro do mesmo ano. As apropriações feitas pelos sujeitos históricos de um e de outro episódio os levaram a associá-los a um possível teste atômico realizado clandestinamente no Nordeste brasileiro. 

Palavras-chave: Guerra Fria – Operação "Argus" – Testes Atômicos

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     Pouco se fala sobre alguns assuntos, mas:


     1. Entre o final da IIGM e meados da década de 70, os meios de escolta e projeção de poder naval, da Marinha Brasileira (contra-torpedeiros, navios de desembarque, apoio logistico) NÃO eram de propriedade da MB, eram cedidos pela US Navy em regime de leasing operacional, através do MAP (Military Assistance Program), exceção feita quando da aquisição do PAviões Minas Gerais, adquirido da Inglaterra (classe Colossus), reformado na Holanda - somente não foi "locado" um PAviões americano da Classe Essex devido ao custo de manutençaõ do mesmo, mas mesmo assim os meios aéreos embarcados no Minas Gerais tinham que ser americanos (fornecidos pelo MAP).


      2. Na lógica da época, a MB estava inserida na estratégia global da US Navy, e em caso de "esquentamento" da guerra fria, uniria-se a 4a Frota Americana (como na IIGM), co-responsabilizando-se pela segurança do Atlantico Sul Ocidental, tanto a 4a Frota quanto as unidades da MB a ela agregadas seriam especilaizadas em guerra anti submarina, pois na visão NATO/Americana, somente submarinos russos teriam condições de operar no teatro secundario do Atlantico Sul, antes que perguntem: a Armada Argentina não era confiavel, a época, pela visão da US Navy, por não ter participado da IIGM..


       3. Argus Project: aproveitando as varias experiências mundialmente programadas para 1958, ano geofisico internacional, os Estados Unidos realizaram estes testes nucleares atmosféricos, em um clima de acobertamento - foram disparados 3 foguetes XT17, armados com ogivas de 1,7 Kiloton e detonados há: 100 Km, 300 Km e 500 Km de altura (o apogeu de um XT17 é de no máximo 500 Km)


        4. local dos testes: próximo a Ilha de Tristão da Cunha, a aproximadamente 1200 mn a sudoeste da Cidade do Cabo (Africa do Sul) - Por que lá? A parte oriental (africana) do Atlantico Sul é conhecida pelos cientistas como onde estão mais próximos da Terra, as correntes chamadas de 'cinturão van allen" , sendo a area descrita como: anomalia magnética do Atlantico Sul.


        5. A luminescencia gerada pelas explosões atmosféricas atomicas, mesmo com a baixa potencia de 1,7 Kt, na alta altitude, teoricamente poderia ser vista até no NE do Brasil, pois percorreria as linhas magnéticas, dispersando-se somente na região do Equador.


         6. A força tarefa 88 da US Navy, capitaneada pelo Tarawa, após a realização dos testes, dirigiu-se para o porto do Rio de Janeiro, suspendendo em retorno para os Estados Unidos após 5 dias.

 

junior50

De fundamental importância para que o governo brasileiro paulatinamente se alinhasse com os Estados Unidos e, consequentemente, com a causa aliada, a partir de Pearl Harbor, foram: as tentativas veladas de ingerência nos assuntos internos brasileiros por parte da Alemanha e Itália, especialmente a partir da implantação do Estado Novo; a progressiva impossibilidade, a partir do final de 1940, de manter relações comerciais estáveis e efetivas com esses países devido à pressão naval britânica e, posteriormente, americana; e a chamada política de boa vizinhança praticada pelo então presidente Roosevelt, que, entre outros incentivos econômicos e comerciais, financiou a construção de uma gigantesca siderúrgica, a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).[1][2][3] Segundo informações da época, os Estados Unidos tinham supostamente planos para invadir a região Nordeste do Brasil, caso Getúlio Vargas insistisse em manter a neutralidade do país

Brasil na Segunda Guerra Mundial – Wikipédia, a enciclopédia livrept.wikipedia.org/wiki/Brasil_na_Segunda_Guerra_Mundial

Ver artigo principal: FEB na Segunda Guerra Mundial Marinha do Brasil na Segunda ... pelos Estados Unidos em 1943 sobre a participação do Brasil na guerra. ... os Estados Unidos tinham supostamente planos para invadir a região Nordeste do ... de Parnamirim, vizinho à capital Natal, no estado do Rio Grande do Norte.

 

Dastanhêda

 Nunca ouvi falar nesses testes, e pelo que entendi do video, foi feito à revelia do governo brasileiro. Portanto, o Brasil não teria realizado testes atômicos, mas sido usado como cobaia pelos estadunidenes. Mais uma vez.

 

Episódio esquecido  sobre   a importação de  gerador nuclear da Alemanha, ainda nos anos quarenta depois do final da guerra,  sob a orientação  do  comandante Álvaro Alberto .A operação  foi arruinada pela intervenção americana,ainda no porto de Hamburgo. A preocupação com a independencia  economica,tecnológica e ideológica do Brasil  exacerbaram  o diapasão da guerra fria, até quase o  fim do século passado.Os prejuizos  sofridos  por sucessivas  intervenções nos destinos  da  nação, está para ser inventarida.Tal como um bloqueio,não " á cubana",mas todavia,bem construida, com  intensa colaboração interna, da elite:militar,política tecnológica,clero e  da mídia.

 

Tem a história, que ouvi de duas fontes independentes, da fuga de Oppenheimer, bêbado, para o Brasil em 1944. 

 

É inacreditável, incompreensível, que o Brasil, já na década de 50 do séc. passado, tinha pesquisas relacionadas ao uso de energia atômica e parou o desenvolvimento destas pesquisas.

Da mesmo forma que, aparentemente, a marinha do Brasil, ainda na década de 70 desenvolvia pesquisas sobre energia eólica e solar.

Uma vergonha os projetos de médio e longo prazo no país, talvez fruto da riqueza fácil obtida nesta terra riquíssima de boas terras e riquezas minerais e que proporcionavam imensos e imediatos lucros para os senhores da "casa grande". Parece que ainda vivemos neste "conhecimento".

 

E nem o militares da ditadura escaparam da vassalagem aos EUA!

 

 

Como assim "nem" - foi ESSA vassalagem e subserviência abjeta dos milicos de TODA a América Latina que ocasionaram as ditaduras daqui. Um bando de paus mandados puxa-sacos interessados em si mesmos e em seu poderzinho na sua terra servindo ao monstro estrangeiro em contenda com o outro vermelho - eles precisavam anular qq foco contrário a eles no mundo e o fizeram. Vernon Walters, oficial de ligação da época da FEB foi de país em país daqui da AL articular as "revoluções" ORDENANDO os golpes. Democracia só para eles - e daquele jeito de lá, com eleições indiretas para presidente via " colegiado" e sujeito a fraudes horrorosas como a que catapultou o warlord Bush retardado e títere da indústria de armamentos e que mergulhou o mundo na crise de 2008.

 

Pra mim, o Brasil tem uma bomba nuclear sim! Tenho dúvidas se os militares esconderam ou se ela foi enviada para os EUA depois.