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Para entender a revolta das feministas

Um artigo de bom nível para entender a razão do termo "feminazi" ter provocado a ira das feministas. E também informações sobre a diversidade do movimento feminista.

Do Blog Groselha News

A quem interessa comparar feministas a nazistas?

dezembro 13th, 2010 · 39 Comments · Marie Claire

Dentro de um movimento social, ou mesmo dentro de pequenos grupos sociais organizados, é possível encontrar grupos ou pessoas com características mais radicais. Na maioria das vezes o termo “radical”, no sentido filosófico, é usado para definir grupos que optam pelo uso de ações extremas, por exemplo, violência física ou verbal, para gerar transformações sociais. Porém, o termo “radicais” pode possuir infinitas interpretações. No caso do feminismo as pessoas gostam de definir como radicais as mulheres que queimam sutiãs em praça pública (você já viu alguma?), as que são incisivamente a favor da legalização do aborto, as que afirmam que o casamento é uma instituição social de aprisionamento da mulher e até as que defendem uma reforma  de gênero na língua portuguesa. Porém, há pessoas que afirmam existir um tipo de feminista que quer a extinção dos homens e para compará-las aos nazistas deram-lhe a alcunha absurda de feminazi.

Essa é uma feminazi? E tem que usar roupa de homem, né?

Você conhece alguma mulher feminista que prega um mundo em que os homens iriam para campos de concentração e depois exterminados? É até possível que alguém tenha essas idéias, um dia Hitler e várias pessoas a tiveram, porém, o movimento feminista não prega o extermínio de pessoas. O movimento feminista prega a igualdade de gênero e o fim do machismo. E ao se falar de igualdade não significa que mulheres querem ser homens, nem que queremos mijar em pé, significa que  mulheres e  homens devem ter os mesmos direitos e deveres na sociedade. Isso inclui desde equalização nos salários, até licença maternidade e paternidade compartilhada, passando por diversas outras questões como a violência doméstica. O movimento feminista é constituído por um discurso social, político e filosófico que tem como base os direitos iguais de gênero e a proteção legal às mulheres. O feminismo contempla não só o âmbito coletivo, como também o âmbito privado das relações humanas, pois o machismo está presente culturalmente na sociedade.

Então, a quem interessa comparar feministas a nazistas? A quem interessa grudar no movimento feminista uma etiqueta que representa supremacia de um gênero sobre o outro, totalitarismo e extremo racismo? Ao se utilizar o termo feminazi definem-se características perversas não apenas para uma feminista, mas para todo o movimento, pois, note que ninguém nunca sabe apontar uma feminista nazista radical, sabem apenas que elas representam grande parte do movimento e são uma grande ameaça a nossas crianças, pois os meninos crescerão afeminados e todas as meninas serão lésbicas. Não é mesmo? Um conjunto de informações erradas que de tanto repetidas na mídia e pelas pessoas se tornam verdades.

Quem se utiliza do termo feminazi quer principalmente desqualificar o movimento feminista, suas conquistas e sua voz. Quer reproduzir idéias estereotipadas, tacanhas e falsas que ajudam a definir o feminismo como um clichê em que mulheres raivosas lutam para tomar o lugar dos homens. Além de se utilizar do direito de definir um movimento do qual não faz parte, justamente para empobrecer sua causa. O que podemos concluir, ao ler o que as pessoas que usam o termo feminazi dizem, é: “Aceito que você seja feminista, desde que não seja uma feminazi, mas quem vai determinar se você é ou não uma feminazi sou eu.” Então, além de desqualificar um movimento social e suas participantes, a pessoa também se sente no direito de definir os critérios para classificar quem é radical e quem não é. Quem utiliza e dissemina o termo feminazi não está qualificando uma pessoa, na verdade está desqualificando todo o movimento feminista e banalizando o nazismo.

Veja bem, existem muitas pessoas chatas no mundo, gente que xinga muito no twitter e etc. Você pode simplesmente achá-la chata, não? Eu não gostava do Plínio de Arruda Sampaio nos debates eleitorais, achava-o chato e implicante, não vi contribuição para a discussão, só fazia atacar e atacar. Poderia definí-lo como um socialista radical chato. Isso me basta, pois reconheço o direito que ele tem de ser assim e a validade de suas idéias. Tanto no socialismo como no feminismo há bandeiras e causas que você pode concordar ou não. Porém, em nenhum momento cunhei o termo nazi-socialista para ele, em nenhum momento espalhei e preguei que ele quer o extermínio das pessoas neoliberais deste país. Então, para que cunhar e disseminar um termo como feminazi? A quem interessa desqualificar todo um movimento e não apenas chamar uma pessoa de chata? Os movimentos sociais reivindicam mudanças sociais por meio de expressões políticas, sociais e filosóficas. A quem interessa não discutir propostas de mudanças sociais?

Isso é uma feminazi? E tem que ser peluda também, né?

A quem interessa afirmar que não há racismo no Brasil? Que há igualdade para todos, basta a pessoa correr atrás? A quem interessa dizer que você pode ser gay, mas só se usar roupas de homem e se comportar como macho? A quem interessa espalhar as idéias de que negros, mulheres e gays querem ganhar privilégios e que os homens brancos e héteros estão ameaçados? A quem interessa dizer que se homofobia virar crime a liberdade de expressão estará ameaçada? A quem interessa dizer que todas as feministas são radicais e violentas e dar provas disso usando tuitadas em que a pessoa fala palavrões? A quem interessa afirmar que qualquer opinião contrária é patrulhamento?

Nenhum movimento social é homogêneo. Ninguém é uma pessoa 100% justa e correta só por fazer parte de um movimento social. Dentro do movimento feminista há diversas opiniões divergentes sobre pornografia, prostituição, licença-maternidade, casamento, economia, política, etc. Porém, há pontos de união, há a luta contra o machismo que prejudica não só a mulher, como também o homem. A identidade de um movimento está em suas ações e não na particularidade de suas participantes. Porém, quando não se tem mais argumentos, a solução para desqualificar um movimento é compará-lo a algo extremamente desumano como o nazismo. Quem faz questão de usar e disseminar um termo como feminazi ajuda na expansão do conservadorismo e na extinção das novas idéias sociais. Contribui para a falta de diálogo e para a renovação do machismo na sociedade.

O feminismo é um movimento que encontra-se muitas vezes isolado, sem o apoio de grupos de direita e esquerda,  não pelo “radicalismo” de suas participantes, mas justamente pelo preconceito, pelas idéias deturpadas, pela falta de visão quando se fala de representatividade para mulheres, pela falta de educação e de um conhecimento maior do que seja feminismo. É fato que mesmo na internet as feministas parecem falar para elas mesmas e por mais que perteçam a grupos de [email protected] suas reivindicações não ganham peso, pois a maioria não faz questão de que exista representatividade, acham que há questões mais importantes a serem tratadas. O feminismo, assim como o movimento LGBT e o movimento negro, deveria ser uma luta de todos na sociedade, pois pregam justamente o fim das desigualdades sociais, são movimentos pautados nos direitos humanos. Todos somos cidadãos, mas não somos vistos e tratados da mesma forma. A quem interessa isso?

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Fillipe

O problema é que o o

O problema é que o o movimento feminista têm duas formas, digamos assim. A forma real e a forma que ele tem de fato. A forma que eu aqui cito como real seria sim a igualde entre gênero em todos os aspectos, enquanto as diferenças biológicas não interferirem. Mas não é por isso que grande parte das feministas lutam. Muitas não querem igualdade, mas superioridade. Digo isso pois conheço mulheres assim e que me repugnam apenas pelo fato de eu ser homem hétero. E essa é a grande realidade do feminismo, mas é encoberto pois o que ouvimos hoje em dia sobre o movimento feminista é vinculado pelo próprio.

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Leonardo Jandre Mataruna

Uso do singular para descrever movimentos plurais

Prezado Luis Nassif.

Concordo totalmente com o repúdio ao termo feminazi. Também acho o feminismo válido, só não acho perfeito ou santificado.

Sua defesa do movimento é retóricamente exemplar. Só esbarra numa realidade interessante, a pluralidade dos movimentos feministas.

Sim, porque o feminismo descrito no singular como a luta pela igualdade de direitos entre os gêneros é um reducionismo utópico absurdo de vários movimentos plurais, com alinhamentos e antagonismos entre sí. Principalmente porque há grupos radicais que recorrem, como você citou, à atos de violência física, verbal e ideológica. E fazem isso não apenas contra o opressor patriarcal, o que de certa forma validaria esses atos, mas também contra outras minorias oprimidas e outros atores sociais, como grupos profissionais e religiosos. 

Há grupos que violentam pelo silêncio, omissão e prevaricação. Pelas calúnias, injúrias e difamações. Pelo uso do discurso medo como forma de proselitismo. Pelo uso da dicotomia maniqueísta. E tudo isso porque reproduzem as táticas e estratégias das quais foram vítimas. E fazem isso porque funciona. Em especial, funciona muito bem o método psicológico que extrai o membro familiar do convívio parental em prol do novo grupo, ao ínves de instrumentalizar a pessoa para capacitá-la a expressar-se no seu meio social de origem.

Cunham seus próprios termos de isolamento e luta. Podemos pesquisar maletears, menstalking, mensplanning e os aportuguesados iuzomi, duzomi entre outros. Para separar ao invés de unir.

É incrível o anátema de perceber que existem feministas racistas. Existem feministas transfóbicas. Existem feministas misandricas. Existem feministas que erram ao julgar precipitada e duramente os filhos das suas próprias companheiras feministas. Isso não tira o mérito nem desqualifica os movimentos. Esconder, camuflar e negar essas realidades faz isso. Nada mais danoso ao feminismo do que torná-lo em mais uma das muitas hipocrisias humanas racionalizando suas próprias inadequações em prol da imagem e propaganda públicas.

Vivemos numa era que se alimenta da publicidade positiva. Até aí é louvável passar uma boa imagem. Reprovável é passar oleo de peroba pra lustrar a cara de pau. Inté.

Seu voto: Nenhum

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Primeiro, lutam pela igualdade.

Não satisfeitas, partem para a imposição de exigências inatendíveis, a dominação e a hostilização, psicológica e até física,  e , depois, o extermínio.

A revolução francesa, contra o "antigo regime", levou a guerras e mortes.

As revoluções comunistas institucionaram o genocídio e se tornaram escola de nazistas.

O partido nazista começou assim: pedindo uma chance de concorrer.

Todo mundo sabe no que deu... Todo movimento "igualitário" acaba em sangue e lágrimas.

Feminismo: mais um subproduto do "humanismo" e do comunismo.

Mais um fascismo disfarçado de libertador.

E ai de quem discordar: afinal, direito de livre expressão é só para quem defende aberrações. Quem discordar será insultado e perseguido: é a patrulha ideológica. E chamar os outros de conservador só vai tapar o sol com a peneira. Ataquem o argumento, não o argumentador.

 

toda conversa séria visando o novo implica em não conservadorismo. normalmente são conversas boas com bons entendimentos e resultam em evolução com queda de tabus e melhoria de vida para todos os seres humanos. preocupa-nos o levante de bandeiras sem esses propósitos para atender interesses minoritários e na maioria das vezes visando comercialização com objetivos lucrativos, o que mesmo assim as vezes gera bons frutos. existem até religiosos de peso contrarios ao dia da consciencia negra, dia internacional da mulher, dia da secretária e de tantos outros dias que na visão deles

 

Nada melhor que um video para debulhar dúvidas em relação ao movimento feminista.

Obs: A diferença entre a beleza das duas me faz lembrar "A era dos extremos". ehehehehe.

 

Esse vídeo mostra bem o baixo nível do "humorismo" machista. E o que tem beleza a ver com a história? Tb há muita diferença de inteligência entre as duas, mas isso você nao achou importante, nao é?

 

Bem, eu não saberia definir o nível de inteligência de duas atrizes a partir de um vídeo em que elas claramente interpretam papéis. Não é possível que vc acreditou que esses dois estereótipos eram reais, né?

 

Ué... Nao estava havendo uma comparação? É uma comparação entre estereótipos, o fato de serem manifestados por pessoas reais ou por atrizes nao faz a menor diferença. Faz parte do jogo de estereótipos a atribuição de beleza ou de inteligência a uma ou outra.  

 

Como assim não faz diferença? É um vídeo de humor. De humor. Você acha mesmo que a atriz que interpreta a Amanda concorda realmente com a personagem? Óbvio que não. A Amanda representa a mulher submissa ao extremo, completamente alienada de seus direitos e de sua importância social, a ponto da coisa ficar ridícula. Dito de outro modo, mostra, através do contradicto absurdum, que a submissão feminina ao machismo que existe na sociedade é algo deplorável e faz isso de forma bem humorada.

O Hariovaldo faz a mesma coisa com o discurso conservador. Você acharia ele um humorista machista porque chama a Maria Frô de "péssimo exemplo da insubmissão feminina"? Daqui a pouco tão dizendo que o Hariovaldo faz humor facista.

 

E em que isso que você está dizendo responde ao que eu falei? O que eu disse é exatamente que, se se trata de um jogo de estereótipos, nao faz a menor diferença se o ator acredita ou nao no texto, o jogo é entre os papéis.

 

Eu gostei da piada em si.

Quanto a inteligência, está claro que a refinada ironia mostra bastante inteligência.

E você quer mesmo fazer comparação de uma atriz representando o T-54 soviético e a outra representado o T-zão ?

O discurso social-democrata stalinista/feminazi é tosco por definição. E opressivo, a julgar o intenso patrulhamento do nick "Anarquista Lúcida".

 

Não me entenda mal, o vídeo é ótimo. Já assisti a alguns da série, são muito engraçados. Mas o roteiro não é de nenhuma delas, pelo que consta nos créditos do final.

 

 então ficamos combinados. qualquer pessoa que ,inadvertidamente usar a palavra 'feminazi' será um porco chauvinista fascista do tea party. e não estará se referindo a uma pessoa ou a uma facção mas a todo o movimento feminista e a toda mulher. 

 Sim o sexista misógino deverá ir pra fogueira. ou então para um campo de concentração.

 

 

Então tá combinado, qualquer pessoa que se sentir ofendida quando for insultada tem mais é que sorrir e dar a outra face, para não ser tachada de inquisidora, nazista, etc, e nem acusada de querer - pasmem! - mandar pessoas para campos de concentração!

 

Ai meu Senhor, como voce é chatinho. Eu, mãe de família (2 filhos pequenos) e professora nas 40 horas semanais vagas do emprego de mãe não me sinto ofendidinha com essas coisas nao.

Sabe por que? 

Porque eu tenho roupa pra lavar, marido pra cuidar, e os filhos dos outros para educar (sim, educar os filhos das feminazis que nao cuidam dos seus, de tao emancipadas que sao).

Parece que o senhor esta sem serviço.

Eu nao fico ofendida com essas coisas nao. E se ficasse, tenho gente para me ajudar a superar, porque tenho uma familia muito feliz. Eu chego em casa, cansadinha, e todos vêm me dar cafuné. 

O ruim mesmo é ter que passar a roupa, porque até lavar o marido lava. Que bom foi casar com um homem que sabe lavar roupa.

Se eu fosse feminista extremista estaria numa hora dessas sozinha, velha, sendo chamada de velha necessitada. E provavelmente ranzinza, ranzinza de mal-amada.

Tem gente a quem falta uma bela trouxe de roupa pra lavar. Você!

Viu como eu sou feminista? Eu acho que os homens tem que lavar roupa também.

 

Sou "radicalmente" a favor do movimento feminista.

Mas, a grande dificuldade é que: somos nós que menstruamos, engravidamos, parimos, amamentamos e muitas vezes educamos sozinhas nossos filhos. E quem é mãe sabe muito bem como é difícil conciliar maternidade com luta social, mesmo querendo um futuro melhor e mais justo para elas (es). Já observei que a maioria dos movimentos feministas são compostos por mulheres jovens sem filhos, mães com filhos já criados e mulheres não jovens sem filhos. Dificilmente mulheres que têm filhos de 0 a 20 anos conseguem tanto: criar, trabalhar e participar efetivamente do movimento. Então, torna-se extremamente importante educá-los de forma a não serem futuros machistas, intolerantes, homófobos e racistas. Daí vem aquela frase: "Muito se fala em deixar um planeta melhor para nossos filhos, mas quando pensaremos em deixar filhos melhores para nosso planeta?"

Quanto ao termo feminazi, acho que é usado por pessoas que querem desprezar o verdadeiro movimento feminista e a grande maioria da sociedade, inclusive machistas, sabe disso.

 

Um texto tao maravilhoso, e uma discussao tao pobre! Pena.

 

Anarquista,

Partindo de você toda crítica, além de bem vinda, é motivo de maior reflexão face (perdoe o trocadilho involuntário) à sua lucidez habitual.

Reconheço humildente a superficialidade do meu comentários, bem como a falta de melhores referências. É que minha intenção foi inicialmente apenas realçar esse papel preponderante e asfixiante do macho a longo da história. Supremacia - real ou simbólica -  que ainda hoje ainda persiste. Basta ver algumas opiniões aqui externadas.

Uma das estratégias do preconceituoso para anular o discurso contrário é exatamente  computar para suas vítimas  os mesmos defeitos de caráter de que é possuidor. Ou seja, se as mulheres pedem igualdade, querem impor uma supremacia de gênero; minorias étnias ao reclarem espaço estão imbuídas apenas de revanchismo histórico; os perseguidos pela diversidade sexual buscam  impor padrões de comportamentos excepcionais. Ora, mas é isso exatamente que o statuo quo faz ao longo do tempo! O macho, o branco, o religioso moralista, em contextos iguais ou diferentes, sempre imporam suas visões de mundo! De certo modo há nesse processo de desconstrução um reconhecimento implícito de que eles estiveram, e ainda estão, errados ou equivocados. Daí os verdadeiros contorcionismos para justificar o injustificável.

Remontar um processo - papel da mulher -  que remete a mais de dez mil anos é tarefa para gigantes. As próprias, e únicas, fontes a serem exploradas são suspeitas. O que temos na realidade são apenas painéis, mosaicos, fragmentos, que nos dão uma panorâmica do que realmente ocorreu. E por eles é insofismável que a história da civilização(tiro fora os povos autóctones) é a história do gênero masculino.

A tese falsa sobre uma eventual supremacia de gênero cai por terra quando a partir do começo dos meados do século XVIII(Revolução industrial) quando, paulatinamente, o papel social das mulheres deixa de ser apenas de reprodutoras e gerentes do lar.  Nesse sentido, o alvorecer da lenta, mas contínua, emancipação da mulher, inicia-se com o capitalismo e a sua estruturação completa através da divisão do trabalho.

E esse alvorecer nos legou mulheres notáveis, anônimas ou não, cuja citação alargaria o objetivo desse comentário.

Dado esse impulso elas passaram a ombrear-se conosco e, sem querer fazer média, tendem a nos ultrapassar a longo prazo. Isto não tenho dúvidas. Pode ser que só assim a frase característica do machismo autocondescendente, "ATRÁS de um grande homem tem sempre uma grande mulher", ceda lugar para algo mais sublime tal como "ao lado de uma grande mulher tem sempre um grande homem"; ou vice-versa. Não há grandeza na submissão. Porque somo, afinal, um todo UNO.

 

 

 

 

JB, eu estava fazendo acima um comentário geral sobre o tópico até aí. Sobre os 2 (?) trolls trocando baixarias, mais alguns "engraçadinhos" dizendo que gostam é de mulher, falando de mulher com TPM e outras coisas tao "proveitosas". Nem por um momento passou pela minha cabeça dirigir essa crítica a você, que fez uma contribuição séria.

 

Quando li o post “PARA ENTENDER A REVOLTA DAS FEMININISTAS”, de ontem,  e o número de comentários até então- 110 - pensei: caramba! Que bela discussão deve estar ocorrendo no Blog! Vou nessa! Estava com dois dias sem opinar.

Até que me deparei com o embate (mais rasteiro que barriga de peba) entre o Criton e o Gontijo. Pensei (de novo!): tem jeito não! Liberou, o pau cantou. Mas de qualquer modo de tudo se tira uma lição: aprendi com os comentaristas citados como NÃO debater.

Ao assunto: o post é dez. Dez, não: MIL! Nenhum repito, nenhum grupo social, étnico, político, sei lá mais o quê, sofreu tanto na História como as mulheres, seres responsáveis pela existência da espécie humana. Por todos os lados, enfoques, contextos, que se queira. Podem escolher:

Religião: sem exceção: todas as consideram na melhor das hipóteses um mero complemento do macho; na pior, um ser descartável, ou seja, a perspectiva é mais machista que o falecido Jece Valadão. O homem, sempre traído, bonzinho. No Gênese já começa a anulação: a mulher – Eva – só vem ao mundo para diminuir o tédio do Adão (deve ser mesmo um saco viver num paraíso; tudo certinho, nenhuma preocupação; acho que ao rogar por uma mulher o Adão queria algum frisson, tipo discutir uma relação etc e tal). E de onde Deus vai tirar a mulher? De uma costela de Adão. Nasce daí o que vem a ser o primeiro chiste do macho contra a fêmea: “Quer ser o quê, menina? Doei parte do meu corpo para existires! Não serias nada sem o papaizinho aqui!” Logo segue o episódio “A queda do Adão”. Responsável: Capiroto. Instrumento: Eva. Cúmplices: a cobra e a maçã. Daí pela ordem vem: Dalila traiu Sansão. Mais na frente aparece Salomé, a personificação da luxúria. De sobra ainda pede a cabeça de João Batista. No Novo Testamento a coisa não muda muito de figura, não. Maria Madalena que, segundo alguns evangelhos apócrifos, era na verdade a líder dos apóstolos, se não a própria esposa de Jesus, na versão oficial não passa de uma “madalena arrependida”. São Paulo, por exemplo, não era nada galante com o mulherio. Num acesso de Criton chegou a afirmar que “o homem não foi criado para a mulher, mas que a mulher foi criada para o homem” (1 Cor. 11:09). Pulando para a Idade Média aí é que o que era ruim passa a péssimo. As vítimas maiores da (nada) Santa Inquisão foram as...... mulheres! Naqueles sombrios tempos o mulherio não queimava sutiãs; eram elas mesmas queimadas com “corpetes” e tudo. Sentir prazer era o principal indício de compadrio com o Diabo. De sacerdotisas do Oráculo de Delfos na antiguidade passam a feiticeiras (a propósito, Jules Michelet escreveu um belo livro sobre esse período cujo título é “A Feiticeira”). Joana d’Arc foi aclamada heroína da França mais pelos seus “dotes” masculinos (marciais) que femininos. Já para os inimigos ingleses não passava de uma feiticeira e por isso foi assada em fogo brando. No Islamismo o papel da mulher pouco difere da do escravo: só lhe cabe a obediência e peia, muito peia, se ousar contraditar seu proprietário. Um singelo chifre pode levar ao apedrejamento (Já pensou se isso fosse no Brasil? Ia faltar pedra).

A História foi quase cem por cento feita por homens. Alguém se lembra de alguma filósofa da civilização grega? Será que existiriam? Platão, a propósito, afirmava que as mulheres eram inferiores aos homens e só comparáveis aos escravos. As pirâmides foram construídas para eternizar a glória dos Faraós. Do mundo romano sobrou apenas a mulher de César. Só que com viés – como sempre – negativo. O tal aforismo “a mulher de César não tem só que ser honesta; tem que parecer honesta”. E para o homem? Não sobra nada? Machismo latino. Epa: agora me lembrei de uma mulher citada por alguns historiadores: Boudicca, rainha da Bretanha, macho para caramba. Derrotou os romanos em várias batalhas. Outros vácuos: Renascimento: fácil, facílimo, citar incontáveis gênios. Da Vinci, Erasmo, Thomas Morus, Michelangelo, Rafael, Botticelli, Shakespeare, Copérnico, Maquiavel, Giordano Bruno.....todos homens. Navegadoras? Nem pensar. A velha Albion é que a partir dessa época, pelo menos no que tange aos ungidos para monarcas, começa a “democratizar”. Isabel I, ou Elisabeth I, e sua rival Maria Stuart, foram poderosas no seu tempo. Como mulher não perdoa outra que faz sucesso (segundo os machistas), esta última teve o belo pescoço cortado a mando da segunda, conhecida como a “RAÍNHA VIRGEM” (algum vezo ainda existia). E o Iluminismo, que iluminou o próprio modo de pensar do Homem?  Com relação ao mulherio continuava uma escuridão só. “Rousseau jactava-se:”....... a mulher perpetua-se eternamente na infância.....”  Para eles, iluministas, mulher boa era na cozinha. E assim se repete por toda a idade moderna. Nada de novo ocorre até o século XIX, já na  Idade Contemporânea. Nesse século é que verdadeiramente se inicia o processo de emancipação da mulher no mundo ocidental, a começar pelo desuso do desnaturado espartilho. Coincidência ou não é quando também começa a florescer a ciência e sua influência na vida social, econômica da humanidade.

Hoje é moda o reconhecimento dos profundos erros –apesar de contextualizados – cometidos contra minorias, povos, nações, e até em desfavor da natureza. Entretanto, não observo nada igual com relação às mulheres, vítimas que foram durante todo, TODO, o decorrer da história do ser humano na Terra. Escravidão, humilhações, torturas, desprezo, galhofas, terror, sempre foram, e em parte ainda, são o que sempre demos as nossas mães, filhas, as “rainhas do lar”, aos “nossos tesouros”, esposas, “santas mulheres” (imaginem se não fossem santas!).

Ainda alcancei, apesar de não ser muito antigo, o modo servil como as mulheres eram tratadas. Tivemos até pouquíssimo tempo no nosso Código Penal como atenuante para o assassinato de uma mulher o fato do criminoso alegar ter sido corneado. Às mulheres eram exigidas todas as virtudes; aos homens dadas todas  às concessões, em especial as sexuais. A fidelidade e a submissão canina ao homem eram -ainda em parte - é, a única via para que alcançassem o respeito no meio social. Enquanto isso os respeitados senhores banqueteavam-se nas carnes das cortesãs. Ah a hipocrisia!

Viva as mulheres e abaixo o machismo idiota!

 

 

Boudicca, Cleópatra, Teodora (Bizantinos), Catarina, as rainhas "mais conhecidas" da Inglaterra... Mas é, de fato, pouco. Uma história mais "justa" teria muito mais.

 

Esse é um texto que vem do suposto "forjador" original do termo feminazi (LIMBAUGH). Apesar de eu saber que isso (definidor de palavra) não existe, dá para ver claramente que o mesmo não forjou tal expressão como se fosse válida para todas as feministas, mas para umas poucas.

A fonte é o Corpus of Contemporary English, do Mark Davies (de quem a esposa foi minha professora). A tradução segue o texto original.

 

Date1993 (19931105)TitleThe Forgotten Victim; Title; Rush Limbaugh; UpdateSourceABC_2020

 

Expanded context:

: Kind of? It's uproariously funny, and it's harmless WALTERS To you it's uproariously funny- Mr. LIMBAUGH: No, it's harmless WALTERS Okay, let's just define this for people who say, " He calls them feminazis. " Mr. LIMBAUGH: But I don't. I don't WALTERS What do you mean when you did it? Mr. LIMBAUGH: No, I never did call feminists feminazis. There are a select few feminists who I call feminazis, and you have to really work hard to earn your way into the feminazi status. You know what feminazi really is is a woman who is so consumed with the advancement of the feminist agenda that she gets mad when a woman who's pregnant, who was going to have an abortion, is talked out of it; and women think that, for example, all sex is rape, even the sex in marriage, because- and women are just- WALTERS: Okay, you're saying extreme- you're saying the feminazis are extremists. Mr. LIMBAUGH: Sure. It's an extremist.

LIMBAUGH:Meio que? Isso é muito engraçado, e é inofensivo. 

WALTERS: Para o senhor é muito engraçado

LIMBAUGH: Não, é algo inofensivo. 

WALTERS: OK, vamos só definir isso para esse pessoal que diz "Ele as chama de feminazis".

LIMBAUGH: Mas, eu não chamo. Não.

WALTERS: O que você quis dizer quando as chamou disso?

LIMBAUGH: Não, eu nunca chamei as feministas de feminazis. Há um seleto grupo de feministas que eu chamo de feminazis, e é necessário trabalhar duro para conseguir o status de feminazi. Você sabe o que é uma feminazi. É uma mulher que está tão consumida pelos avanços da agenda feminista que ela se irrita quando uma mulher que está grávida, que ia fazer um aborto, desiste de fazer isso. E mulheres que pensam, por exemplo, que todo sexo é estupro, ainda quando é sexo dentro do casamento, porque - mulheres são só....

WALTERS: Está bem, você se refere ao extremo. Está dizendo que feminazis são extremistas.

LIMBAUGH: Com certeza. É uma extremista."

Faça a troca LIMBAUGH por ANDRÉ (o autor do famigerado texto que deu origem a todo esse debate), e voi là!

 

Sator Arepo Tenet Opera Rotas

Criton, você sabe quem é Rush Limbaugh? Você sabe o que ele qualifica - na prática, não só na fala - como "Feminazi"? Para quem fala que é tradutor, que conhece os EUA, etc, você está me saindo um ignorante total e completo. De fato, o Limbaugh DIZ que não é contra o feminismo "razoável". Só que, na prática, por todas as outras coisas que ele fala, sobre o tema e sobre outros temas, qualquer um que conheça a cultura norteamericana um pouco mais a fundo sabe que "feminista razoável" para o Limbaugh é aquela que quer que mulheres possam trabalhar, mas só como professoras, enfermeiras e garçonetes. Ou você é completamente ignorante sobre quem vem a ser Rush Limbaugh (o que joga areia na sua afirmação de que você conhece cultura americana), ou você está jogando com os fatos para tentar justificar o uso de um termo e fazer, você sim, uma "inquisição" sobre quem ouse se ofender com ele.

Então? Qual dos dois?

 

Eu não vou mais discutir com você.

Seu problema é falta de referência. Coisa de gente que lê pouco, ouve pouco, e fala demais.

Fica aí debulhando suas opiniões preconceituosas e odiosas.

Minha discussão não diz respeito a sua opinião, nem à minha, porque cada um tem a sua.

Minha discussão se baseia em argumentos.

Quem é sujeito que eu mencionei? O que ele diz? Eu citei de onde veio um aspecto central do meu argumento. Baseei meu argumento no que li, e no que pude referenciar (sim, eu citei uma referência), e não num julgamento subjetivo (de quem quer que seja) de uma pessoa, até porque eu não teria fonte alguma.

E você, o que debulha? Preconceito. Duvido que tivesse ouvido um dia essa conversa da qual eu postei a transcrição. DUVIDO!

"mas você sabe quem é esse fulano"?"Oh, não, ele é terrível, é um sujeito mal..."

"A ignorância é o que move os radicais". Aforismo meu.

Seu discurso é fraco, juvenil. Nota-se que você lê pouco, escreve pouco, e falta-lhe capacidade de "interagir" com a opinião alheia - porque desde o princípio a única coisa que você sabe citar é sua opinião. Você faltou daquelas aulas!

Conversa fiada. Papo de botequim.

Não sou bebum para perder tempo com seu papo aranha. Fale o que quiser.

Vai ler a coletânea. Está precisando.

 

 

Sator Arepo Tenet Opera Rotas

Cara, novamente, você vomitou um monte de besteiras pseudo-dialéticas, posou de "civilizado" enquanto xinga o oponente, e ainda falhou em considerar que, sim, a grande maioria dos americanos moderados pensa de Limbaugh exatamente isso aí. Se você pensa como ele, ou não vê nada de errado em tachar certo grupo de nazista (mas fica todo putinho quando esse grupo demonstra ofensa, pois - para você - o grupo tachado de nazista não tem direito de se ofender), beleza. Assume isso logo de uma vez. Você não vai ser mais escarnecido por falar com todas as letras suas opiniões do que você já foi por disfarçá-las horrivelmente mal.

 

Papo aranha! 

Vai conversar com bebum no bar que você aprende a argumentar!

O dia que você for capaz de citar uma referência e argumentar sobre ela, eu falarei com você.

Até lá...

E é sempre assim: quem antes xingava, agora vem se fazer de xingado. Coitado!

Como eu disse, só faltou chorar.

SÓ FALTOU CHORAR. 

 

Sator Arepo Tenet Opera Rotas

1- Pensei que você tinha dito que não ia mais "argumentar" (e as aspas se aplicam, dado o que você chama de argumento) comigo.

2- Você me ofendeu. Seguidas vezes. E se posa de coitadinho. Bate a carteira e berra "pega-ladrão", parafraseando Serra, em quem você provavelmente votou.

3- Os fatos são que você aceita, sim, que um grupo seja comparado aos nazistas, e não aceita que esse grupo se ofenda. Ou seja: Quem está fazendo patrulha ideológica aqui é você.

 

Ninguém chamou ninguém de nazista.

Escreve aí a referência. Diz onde uma pessoa chamou a outra de nazista. No texto do André?

A sua falta de habilidade para entender depois de ler é baixa. Por isso é incapaz de mencionar a fonte. Você não cita fonte de nada. Sai falando, falando, falando, falando de novo. E a fonte? Quem falou isso? Quem chamou quem de nazista? Não entendi. Se alguém falou, oras...

Ademais....

Você não pode misturar as duas línguas.

(Hora dessas vai traduzir anecdote para anedota e chronicle para crônica)

 

A hora que argumentar com fontes, como já disse, eu continuo argumentando com você. Fora isso, como já qualifiquei, é conversa de bar, ou conversa de colegial. Eu não perco tempo com essas coisas.

Vai conversar com seus bêbados!

 

Sator Arepo Tenet Opera Rotas

Cara, que "elegância" a sua. Para quem posou de civilizado (e de vítima), já ter me comparado a bêbados e a viciados em crack está muito bacana mesmo (detalhe: Não bebo, nem me drogo. O gosto de bebidas me desagrada, e eu não gosto nem de fumar cigarro normal, quanto mais outros). Bem se vê que você aprendeu a argumentar no blog do Reinaldo Azevedo. Mas agora você está simplesmente tentando discutir semântica para escapar. Então, tudo bem. Vou reformular e dizer o seguinte: Você essencialmente deu a entender a quem lesse o que dizia que é perfeitamente aceitável insultar grupo "X" tachando-o de "Y". E que o grupo "X" em questão não tem o direito de manifestar ofensa por ter sido tachado de "Y", ou estará cometendo "patrulha ideológica". Dois pesos, duas medidas.

 

Coitadinho dele...

Como te falei, seus comentários ad hominem empobrecem seus argumentos. O demônio da vez é o Azevedo - que mesmo não tendo idéias muito parecidas com as minhas, sabe argumentar.

Como já disse antes: "Coitadinho dele, foi vítima do malvado Criton", 

Só faltou chorar. E citar qualquer referência dentre as que pedi: NADA, NENHUMA. NANANINAS.

 

O bom é que depois de ter percebido que o chumbo aqui é grosso, você parou de xingar!

Como disse antes, "estou aqui para o bem da humanidade" - as palavras são muito maiores que preconceitos e gente odiosa que se diz politicamente correta. Que se diz vítima. Assim foi sempre, e por isso temos a brilhante interjeição:

CARALHO!

O milagre de hoje foi ver sua boca sendo limpa aos poucos. Sua mãe me agradeceria. Que bonito!

Eu devo afirmar que na noite você foi o personagem principal.

 

"eu vou até o poema concreto" (aforismo meu).

"CARALHO!" . (interjeição da qual a etimologia vale a pena estudar).

 

Sator Arepo Tenet Opera Rotas

1- Prefere que eu te xingue abertamente para você se fazer de coitadinho ou que eu não te xingue (ao menos não abertamente, pois apontei sua "elegância") para você se fazer de fodão?

2- Você ainda não respondeu o seguinte: Por que é que o insulto Y pode ser usado para designar o grupo X e o grupo X não pode manifestar ofensa, senão é "patrulha ideológica"?

3- A segunda melhor piada da noite foi você me dizendo que Reinaldo Azevedo sabe argumentar.

4- A melhor piada da noite foi você achando que VOCÊ sabe.

 

Pode xingar a hora que quiser. Seus bêbados, do botequim onde você é acostumado a argumentar.

Isso só faz comprovar publicamente a pessoa BAIXA que você é.

Eu no seu lugar apagaria os posts todos seus. Um dia uma pessoa vai pensar em contratar seus serviços, ou você, e vai achar essa papagaiada toda aqui. Essa baixaria.

Ademais, você é ruim para escrever, ruim para argumentar. Só sabe falar o que pensa, o que pensa, o que pensa. Isso não é argumentar. Não citou uma referência sequer - sem elas, seus argumentos são suportes para sofismas. Nada mais.

Em tom irônico:

Tudo mais que falar só comprovará a tese curricular (sua) de que é muito bom no trato com as pessoas.

E competente tradutor. Ai que preconceito com as palavras! Ai que medo da palavra que foi forjada em inglês e agora aparece no português! AI QUE MEDO. AI QUE PRECONCEITO>

 

Repito, em tom medieval (em homenagem aos feminquisidores)

Estudai!

 

Em tom bufão, para descontrair:

CARALHO!

 

"Eu vou até o poema concreto". (aforismo meu).

"Nem que for amanhã". (idem).

"Transformai uma alma xingadora hoje, mostrando a ela que o chumbo é grosso" (ibidem).

PS: Em tom sonolento:

Dorme em paz!

 

Sator Arepo Tenet Opera Rotas

Não respondeu ao que perguntei porque não tinha como. E apelou para a ignorância porque esse papo seu de "civilizado" nada mais era do que um verniz. Quanto a mim, não tenho medo por meus clientes. Eles sabem o trabalho que faço. Você, por outro lado, se quiser apagar as imbecilidades que escreveu, esteja a gosto.

 

Eu vou até o poema concreto.

 

Sator Arepo Tenet Opera Rotas

Vocês sao mesmo duas pessoas diferentes? Ou apenas o mesmo troll simulando 2 comentaristas? A cada vez que alguém coloca algo que possa melhorar um pouco a discussao, lá vem você(s) com mais troca de baixarias.

 

E rufem os tambores. 

 

Sator Arepo Tenet Opera Rotas

Depois que o Sandoval, que era do bem mas depois do serra virou do mal, andou dizendo por aí que homem é mais importante que mulher inclusive por leis divinas, explicando que se a humanidade for reduzida a últimos 100 sobreviventes 99 homens e 01 mulher depois de 9 meses teremos apenas mais 01 da espécie (com sorte gemeos) e que, invertendo-se para 1 homem e 99 mulheres depois de 9 meses vai ser uma maravilha com nenens chorando e mamando pra tudo que é lado, deu no que deu.

 

Depois que o Sandoval, que era do bem mas depois do serra virou do mal, andou dizendo por aí que homem é mais importante que mulher inclusive por leis divinas, explicando que se a humanidade for reduzida a últimos 100 sobreviventes 99 homens e 01 mulher depois de 9 meses teremos apenas mais 01 da espécie (com sorte gemeos) e que, invertendo-se para 1 homem e 99 mulheres depois de 9 meses vai ser uma maravilha com nenens chorando e mamando pra tudo que é lado, deu no que deu.

 

E aí, nos dois cenários, depois de umas três ou quatro gerações, todos morreriam de defeitos congênitos. :p Acho que o necessário para repopular sem esse risco é pelo menos uns doze de cada (de preferência de genótipos bem diferentes), mas não tenho certeza...

 
 

Bem, novamente o assunto.

Não tenho nada contra mulheres, mas tenho tudo contra o coletivismo.

O coletivismo é pegar um aspecto do ser humano (dos muitos aspectos como localidade, sexo, faixa de idade, profissão, esporte preferido, time preferido de qualquer esporte...) e colocar como fim último.

O coletivistas o fazem, tolhem o ser humano para fortalecer o grupo.

Isso mata a verdadeira minoria. O indivíduo. Este é minoria de uma pessoa só.

O mundo ao longo das eras vem sendo lúgubre não como resultado dos defeitos dos coletivistas, mas das virtudes destes.

As virtudes do socialismo produziu ditaduras esquerdistas horrendas.

As virtudes do capitalismo produz essa desigualdade aberrante e triste.

As virtudes da raça ariana produziu assassinatos em massa num período que jamais deverá se repetido.

Agora chegamos as feministas e feminazis.

E para isso peço ajuda de um comentário vindo do "Blog da Mulher" internado no blog "Viomundo". Comentário do nickmane Will:

"... O certo é combater a ideologia dominante de que o homem tem que ser sempre o chefe da família, o provedor; que não pode demonstrar seus sentimentos e emoções, que não pode nem chorar; e que se não trabalha e fica em casa para cuidar dos filhos (dono-de-casa, stay-at-home-dad) é um vagabundo; que sempre tem que ter um salário maior que o da sua parceira; que não pode cozinhar, lavar roupa e ajudar a limpar a casa; que se um homem defende o feminismo ele é um frouxo, um pau-mandado, uma "bixona"..."

Veja só que triste: O feminismo e sua versão nazi (salvo engano, aí eu peço ajuda para explicar melhor) deixou para os homens lutar pelo direito de ser AFEMINADO.

ISSO MESMO. VOÇÊ LEU CORRETAMENTE

Além do discurso ter ficado capenga, pois comentário(s) a respeito do post foram retirados (quem for ler ficaria se perguntado o que afinal  de contas escreveu o tal Bruno), a realidade não é a postada por ele.

Eu posso dizer sem errar.

O FEMINISMO VENCEU.

E venceu porque qualquer contraditório é resolvido com o apontamento de uma arma chamado ESTADO para a cabeça do interlocutor.

Não necessidade dessa patrulha a la "polícia do pensamento" de George Orwell. Homens como o tal já fazem isso por vocês na esperança de agradar uma das mocinhas lá e levá-las para cama. É óbvio que isso nem funciona tete-a-tete, que dirá via web.

Já escrevi sobre isso antes me pergutaram se o fato das mulheres lutarem pelos seus direitos é equivalente a transformar os homens em afeminados.

Não deveria ser assim, porém o efeito colateral acabou sendo este. Aí vem o defeito do coletivismo. Um grupo é formado para lutar por reconhecimento e direitos, porém alguns vem e não contente com isso, já propõe o esmagamento do "inimigo".

Como o "inimigo" está dispenso, não formou grupo, é fica fácil esmagar. Daí as feminazis.

O discurso feminista venceu. E este é o resultado das virtudes do feminismo:

 

Este é o ponto! Não se trata de luta pela igualdade, trata-se de massificação. Aguardem o "direito" das crianças à uma educação padrão "xyzw". Aguardem a extinção da individualidade e depois da humanidade...

 

Cara, o que tem nesse chá que você andou bebendo?

 

96 posts às 20:54!!!

O assunto é tabu mesmo por aqui. 

Estão aí as estatísticas fresquinhas do IBGE para mostrar. (http://www.ibge.gov.br/lojavirtual/fichatecnica.php?codigoproduto=90182)

Em tempo: lutar contra a vitimização e violência não é patrulhamento.

Quando se cobrou o significado do termo, foi mais na luta contra esta violência do que no sentido de proibir o uso de uma palavra.

O texto inicial do André adotou a palavra e sua "eficiência",  só depois ele tentou relativizar... 

 

Gilberto .    @Gil17

Tá, mas o feminismo quer acabar com o machismo?!

O melhor, talvez, seria abandonarmos os "ismos"!

 

Depois daquela belissima performance entre o Gontijo e o seu companheiro de impropérios, ainda com a ordem do Moraes de ambos irem jogar bolinha de gude, a qual, espero, tenha afastado do ambiente as nuvens da guerra fratricida, arrisco-me a jogar um pouco de lenha ao fogo.

Talvez por ser velho; talvez por ter vivido meus verdes anos (expressão moderninha, pois não ! )antes de 1968, 1970, quando era possivel ir namorar de carro perto de qualquer praia ou parque, sem perigo de assalto, quando se era parado em um blitz e se conseguia dar uma boa explicação mesmo tendo esquecido os documentos, enfim tenho nostalgia daqueles tempos também por outros motivos,

Mesmo teóricamente, tenho minhas dúvidas da conveniência do politicamente correto em todas as circunstâncias. Se queremos realmente aceitar e respeitar a diversidade, e tenho certeza de que queremos isso, então não podemos de forma alguma aceitar como ofensivo chamar alguem de preto, negrão, judeu, turco, portuga, alemão, polaco, gringo, bugre, etc. Do mesmo modo não deveria ser ofensivo chamar alguem de viado, sapato, mané, caipira, paraiba, baiano, etc.

Nossa língua, nossa expressividade perde muito com o patrulhamento em cima desses termos.

Imaginem em uma obra, um diálogo:

Negão, tú e o polaco alí, tratem de encher a betoneira.- Qual é, tou cansado tio. Só sobrou tú, vê se vais me dar uma de preto. Tá bem, tá bem, mas isto é viadagem. E  anota bem as horas, se não o judeu das contas vai nos passar pra trás.

Ora, o negão, no caso, pode ser que fosse até mais claro que o tio. O polaco, seria apenas de cabelo mais clarinho, ou até pintado. E o judeu das contas, provavelmente tinha o penis completo, e ia ao culto batista toda a semana.

Será que não estamos importando modismos de fora e complicando as coisas aquí?

E como é que vamos cantar, daqui pra frente a marchinha?

-Mulata, cor de canela,

Salve, salve, salve salve, salve ela.

E a outra  musiquinha :

Oi mulata assanhada, que passa com graça, fazendo pirraça...

E  os gauchos, como vão cantar 

Maria, florão de negra,

Pascácio negro na flor,

Se negacearam por meses,

Por uma noite de amor...

 

Será que o politicamente correto vai nos tirar a poesia?

E haverá maneira mais carinhosa de invocar a namorada do que chamar : Neguinha, vem cá.

Invoco os versados em linguística, comunicação, para dizer algo. Porem tenho a intuição que ainda neste caso o que é bom para os irmãos do norte,ou seja acirrar as cautelas com a expressão, pode não ser bom para nós. Expressão mais livre pode ser sinômimo de vida mais harmônica. Expressão tolhida e censurada, pode não ser o caminho do respeito ao outro.

E ainda o contexto é decisivo para qualificar a ofensa - Miseravel é uma palavra neutra, uma grande obra do Victor Hugo, se não me engano chama-se "Os miseraveis". No entanto dita pelo... - vamos dizer - comentarista da RBS, ficou feia : "qualquer miseravel pega o carro e sai por aí". Pegou mal.

Então convido - vamos estudar direitinho essa história do politicamente correto. Será mesmo necessário criar um "index verborum proibitorum"? Será muito triste.

Ebrantino

 

Criticar o "politicamente correto" virou uma maneira ótima de defender o conservadorismo mais reles. O politicamente correto, no início, foi um movimento americano. Chegou a extremos, e provocou um movimento contrário, útil naquele contexto. Mas o politicamente correto nunca "pegou" realmente no Brasil. Já a grita contra ele... Como, pretenderem acabar com nosso DIREITO de sermos homofóbicos, machistas, racistas, etc e tal, nao é mesmo?

Uma pessoa "politicamente correta" no máximo pode ser chata. Uma pessoa "politicamente incorreta" é um ser humano desprezível.

Palavras têm importância demais, orientam o pensamento e justificam atitudes.

 

 

Anarquista, eu imagino que você esteja meio aborrecida com minha pessoa, mas:

1- Matou a pau. Gostei de ver.

2- Sua frase sobre as palavras foi magnífica. Com sua permissão, a usarei em situações devidas.

 

Bom ver este texto da Srta. Bia postado aqui. Na verdade, é um alívio.

A Srta. Bia foi no ponto: é possivel usar palavras para depreciar uma pessoa ou um grupo inteiro e atravancar uma discussão, o mesmo valendo para associações entre palavras. E isto está muito além de toda a discussão sobre politcamente correto, é muito mais abrangente. Já até citei aqui neste blog a Lei de Godwin, bastante conhecida por quem já frequenta há muito tempo listas de discussão e fóruns.

O que me choca mesmo, e me entristece, é o desdém. Achou a reação exagerada, beleza, mas por favor, não ridicularize. Isto depõe contra você. Felizmente, parece que a situação está mudando lentamente, e este post é um primeiro passo. Daí o meu alívio.

Mesmo com esta avalanche de comentários pouco gentis de pessoas que nunca vi por aqui e nem pelas internets da vida, seria bom ter uma discussão serena sobre os assuntos levantados: postura diante do diferente, entendimento dos movimentos pelas minorias (que não são minorias numéricas, mas grupos desfavorecidos por conta de uma característica particular). E cuidado pra não interditar o debate - ou, em linguagem de internet: trollar (no mau sentido).

 

Posso assinar em baixo, Silvana? Depois de tanto cri-cri-cri é um alívio te ler.

 

Machismo é ruim e feminismo é bom ?

 

E os direitos iguais para os homens ?

 

Reproduzo opinião do Roberto, a qual deve ser discutida também :

 

"O que me dá medo é uma legislação previdenciária injusta com os homens, um Poder Judiciário tendencioso para as mulheres, um sistema de saúde que é mais ineficiente para os homens, uma cultura que joga os homens no mercado de trabalho mais cedo e para funções mais perigosas, e por aí vai."

 

Um bom começo para vc seria se perguntar o porquê da manutenção destas diferenças... vc vai se surpreender que não pelo motivo de obter privilégios.