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Para entender o xadrez da política - 2

No dia 11 passado, publiquei o post "Para entender o xadrez da política".

Vamos ao próximo levantamento, à luz dos últimos episódios.

Como é o jogo de poder nas democracias

  1. Há três mundos distintos na opinião pública. Um, o mundo da chamada voz das ruas, que elege políticos, de vereadores a presidentes. O segundo, o mundo da opinião pública midiática, controlado por grandes grupos de comunicação. O terceiro, o mundo das instituições, onde se inserem os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e as demais instituições constitutivas do Estado: Forças Armadas, Ministério Público, órgãos de controle, diplomacia etc. Importante: esse mundo, seja no plano das funções ou familiar, é influenciado majoritariamente pelo mundo da mídia.
  2. O mundo das instituições é fundamentalmente legalista e formalista, no sentido de seguir normas, regulamentos e leis. Há maneiras de dar by-pass na legalidade que seguem sempre o mesmo padrão: denúncias de corrupção, quebra da ordem econômica e social e, no caso de republiquetas latino-americanas, o fantasma da subversão. O clima de caos aumenta a sensação de vácuo de poder e alguém acaba ocupando. Meses atrás publiquei aqui um extraordinário artigo de Afonso Arinos de Mello Franco, de 1963. Ele próprio integrante da UDN, mostrava como a oposição manipulava conceitos que, em 1963, ele já via defasados: como o fantasma da Guerra Fria. E diagnosticava: se não houver pulso da parte do governo, termina em golpe militar. Não houve pulso, a conspiração prosperou e, depois, foi alimentada por manifestações de rua e comícios que passaram aos militares a ideia de quebra da hierarquia. 1964 foi fruto do vácuo de poder.
  3. A mídia sempre tem papel central nesses movimentos. Durante meses criam-se fatos verdadeiros ou não, escandalizam-se meros problemas administrativos (já que não se consegue produzir escândalos verdadeiros todo dia), martela-se, martela-se até obnubilar a opinião pública e consolidar a ideia do caos. As movimentações de rua são consequência e o melhor álibi para golpes. Se a favor, legitima-os para atender aos pleitos da opinião pública. Se contra, legitima-os para impedir a baderna.
  4. Em muitos episódios latino-americanos – quedas de Fernando Collor, no Brasil, e Carlos Andres Perez, na Venezuela - o golpe ocorreu via aliança Legislativo-Mídia. Em outros casos – tentativa de derrubada de Chávez – na aliança entre Mídia e setores das Forças Armadas. Em casos recentes, na parceria Mídia-Supremo. Em todos os casos, há o clamor da opinião pública legitimando os golpes.
  5. O atual embate STF x Congresso visa definir quem é a lei. Não se trata de episódio trivial, briga de egos e quetais. É briga de poder MESMO. Na eventualidade de um episódio crítico qualquer no futuro, quem conseguir ser a LEI manobrará todo o universo das corporações públicas. Se não houver esse momento crítico, cada personagem se recolherá novamente a seu papel tradicional e a disputa não terá passado de uma briga de egos. Melhor: de imensos egos.

As peças do jogo no quadro atual

Os pontos levantados  não significam que há uma organização conspiratória juntando todas essas peças. Deflagra-se um processo e são as circunstâncias específicas que determinam a dinâmica e conferem um papel a cada agente.

Entendidos esses aspectos genéricos do jogo de poder, vamos ao quadro atual:

  1. O PT é bom de rua, bom de voto e ruim de instituições. Quando Lula assumiu, tentou avançar através de dois operadores: José Dirceu e Antônio Palocci. A estratégia de Dirceu consistia em assumir todo o know-how de poder desenvolvido por FHC, o controle daquele grande rio subterrâneo do poder de fato, onde transitam os poderes constituídos, poderes econômicos, lobistas, parlamentares donos de bancada, técnicos e sistemas de influência em geral. No início do governo, ainda verde, essa estratégia levou o partido a “adotar” o esquema Marcos Valério, legítima criação do PSDB mineiro e que chegou ao Planalto através das mãos de Pimenta da Veiga, Ministro das Comunicações de FHC. Depois, aprendeu, mas o pecado original não pode ser exorcizado.
  2. O “mensalão” amarrou a ação de ambos os operadores, derrubou-os e, para afastar o fantasma do impeachment, Lula, inspirado por Márcio Thomas Bastos, apostou em um republicanismo ingênuo, no qual FHC jamais embarcou: não indicou o Procurador Geral da República, usou as indicações do STF (Supremo Tribunal Federal) para gestos simbólicos, descentralizou as ações da Polícia Federal. E deu todo o espaço político de que essas estruturas necessitavam para ambicionar mais espaço político. É movimento típico das burocracias . Quando não há nenhuma forma de resistência à sua expansão, a tendência é ocupar espaço. O quadro de quase confronto atual é resultado direto do vácuo de poder no sistema judiciário, muito mais do que de manobras conspiratórias.
  3. Com o vácuo, cada ator político – PGR, STF, setores internos da PF – pôde crescer livremente, sem resistências e sem risco. O PGR Roberto Gurgel acumulou seu poder empalmando em suas mãos (e no da sua esposa) todos os processos envolvendo personagens com foro privilegiado. A maneira como ministros do STF atuaram no “mensalão” – um comparando o partido do governo ao PCC, outro incluindo falas fora do contexto da própria presidência da República – é típica de quem, à falta de qualquer tipo de limites, deixa de supor e passa a acreditar piamente que é Deus
  4. Finalmente, a cobertura exaustiva do julgamento do “mensalão” calou fundo na classe média – e não apenas na midiática. Graças ao Jornal Nacional, entrou no imaginário das famílias, das crianças e dos velhos. Acredita-se em um mar de corrupção incontrolável embora nem se identifiquem bem quem são os atores.
  5. A lógica que vigorou até agora para Lula e o PT – a cada campanha midiática a resposta das urnas – vale para eleições, não para o jogo institucional que se arma.

Cenário da desestabilização

O que seria um cenário de desestabilização? Esses cenários não são planejados de antemão, mas frutos de circunstâncias que vão se somando até virar o rascunho do mapa do inferno. Mostra-se, aqui, uma situação limite hipotética.

1. Intensificação da campanha midiática em duas frentes: a denuncista e a econômica.

O “efeito-mensalão” será absorvido com as festas de fim de ano e um janeiro tradicionalmente morno. Haverá a necessidade de substituí-lo por outros temas candentes.

A “denuncista” em tese depende da disposição do PGR e de setores da PF de abrir inquéritos e vazá-los para a mídia amiga. Há um processo nítido de auto-alimentação entre mídia e o PGR. Vaza-se o inquérito, monta-se um estardalhaço; com base no estardalhaço tomam-se outras medidas que resultam em mais estardalhaço. Tem que se atuar sobre esse cordão umbilical.

A econômica dependerá fundamentalmente do desempenho da economia e, principalmente, dos dados do PIB no primeiro semestre. Como já alertei aqui, a crítica se concentrará na atuação da Petrobrás no pré-sal, nos financiamentos do BNDES e no PAC.

2. Reação intempestiva do PT e Lula levando a movimentos de rua, com possibilidade de conflitos.

Leve-se em conta que a cobertura do “mensalão” tirou do PT o monopólio da mobilização popular. Agora há espaço para marchas contra a corrupção e coisas do gênero.

3. Reações do governo que possam ser interpretadas como ameaça às instituições.

4. Supremo sob controle do grupo dos cinco dizendo que, agora, “eu sou a lei” e se impondo para conter o caos.

As estratégias de lado a lado

Entendidos os pontos centrais da disputa, vamos tentar avançar no que poderiam ser as táticas de lado a lado.

Da oposição, obviamente, é elevar a fervura da água. Para tanto, necessita manter acesa a parceria com o PGR e com setores serristas da Polícia Federal para garantir a alimentação de escândalos; e declarações bombásticas de Ministros do STF para dar solenidade às suposições. E investir tudo em escândalos permanentes, desses que permitem um vazamento por dia e duas declarações retóricas de Ministros do STF por semana.

Enquanto isto, tratar de alimentar o negativismo do noticiário econômico superdimensionando notícias negativas e minimizando as positivas.

Da parte do governo, o jogo é o oposto, é baixar a fervura. Significa o seguinte:

  1. Considerar finalizado o episódio “mensalão”. Para tanto, o PT terá que dar baixa no balanço das lideranças atingidas. Do mesmo modo, a Presidência se afastará cada vez mais do episódio e reforçará o legalismo. No início, a inação do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, era coisa dele. Agora, não: é coisa dela.
  2. O MPF é permanente; Roberto Gurgel, passageiro. Como organização burocrática, disciplinada e legalista, bastará que seja tratado com respeito e que o governo emita sinais discretos sobre a sucessão de Gurgel, sem nada que afronte a autonomia relativa do órgão e sem nada que alimente as fantasias continuístas do grupo de Gurgel. Automaticamente se formarão novos centros de poder e influência internos.
  3. Em relação ao STF, o problema não é o órgão, evidentemente, mas a coalizão circunstancial que permitiu aos “cinco do Supremo” votar em bloco, em um STF desfalcado, e, com a hegemonia provisória, tornarem-se celebridades. Havendo normalidade na política e na economia - e acerto na substituição de Ministros - termina a maioria circunstancial, já que as Ministras, severas nas suas sentenças, mostraram-se discretas e legalistas. Celso de Mello voltará a se comportar como lente, Gilmar como político, Marco Aurélio como outsider, Luiz Fux buscará outras lâmpadas em torno das quais esvoaçar – bom radar porque especialista em rodear as lâmpadas que irradiam maior calor.  E Joaquim Barbosa… continuará sendo Joaquim Barbosa.
  4. No plano econômico, torcer para que venha logo a colheita das medidas plantadas nos dois últimos anos. E melhorar substancialmente as ferramentas de divulgação dos atos positivos de política econômica. O reajuste dos combustíveis foi passo importante para devolver à Petrobras o fôlego financeiro, tirando-a da linha de fogo.

Fatores de atrito

Há dúvidas no ar, obviamente. A manutenção de um clima de tranquilidade, com a economia sob controle, será relevante para que a nova formação do Supremo retorne à discrição e à responsabilidade institucional que se exige do órgão.

Gurgel e Joaquim Barbosa continuarão ativos. Manterão a parceria? São incógnitas.

A grande tacada da mídia serão as investidas contra Lula. Essas, sim, poderão provocar as manifestações de rua que se pretende para ampliar a percepção de caos político. No MPF, há uma gana para pegar Lula que transcende a própria figura do PGR.

É por aí que o bicho pode pegar. E é por aí que deverá se concentrar a atuação política dos que não pretendem assistir o país pegar fogo.

Nem se ouse apostas sobre quem pode botar mais gente na rua. Entrar nesse jogo é tiro no pé na certa.

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Que medo este de mobilização de ruas pelo Lula ou do PT?


Acredito sim que o PT com a força dos votos das últimas eleições e um planejamento da mobilização popular nas ruas, destruirá este cenário de desestabilização. Assistimos nos últimos anos o fracasso da imprensa grande ou PIG no apoio a mobilização popular contra os governos do PT. Movimentos como o cansei, e tantos outros, foram um fracasso, porque o PIG perde a cada dia audiência/leitores e credibilidade.   

 

Desculpe-me Nassif, mas discordo em parte de sua análise. Que o PT fragilizou a estabilidade democrática com o seu exagerado republicanismo não resta dúvida (aliás, democracia e república nem sempre andaram juntas. Que o digam Deodoro e Floriano). Agora, excesso de cautela depois que o estrago foi feito, é uma temeridade. Os espaços estratégicos de poder estão quase todos dominados pelo golpismo a exceção de parte do Congresso e das FA ainda escaldadas da aventura que as desmoralizou (até quando?). Até várias funções da alta burocracia dos ministérios estão dominadas por RA's da escola neo-liberal seja por carência de quadros do próprio PT, seja pelo fato do governo não confiar nos servidores de carreira de estado. É incrível mas parece que o governo prefere confiar na "competência" de gente que parece que está lá mais para sabotar. Sei do que estou falando. Conheço vários quadros concursados de carreira e a queixa é a mesma (antes que alguém desqualifique dizendo que é choro de quem foi preterido, digo que tenho provas do que falo mas isso seria assunto para outra postagem). Sem mais delongas, aonde eu quero chegar é que o governo perdeu espaço institucional de ação política e a recuperação (pelo que você, Nassif, parece propor) é um processo longo (assim como 2014 é tempo relativamente longo para recolher os resultados dos investimentos econômicos) incapaz de, por si só, deter um movimento golpista que, para mim, já está em marcha acelarada. Ou seja, pouco sobrou para o governo e o PT além do espaço das manifestações de rua. É hora de abandonar a excessiva cautela. Lembro, ainda, que na época que surgiu o tal "mensalão" chegou a ser articulado o impeachment do Lula. A ideia do sangramento só veio a tona depois do Lula ameaçar chamar a população às ruas.

 

Desculpe-me Nassif, mas discordo em parte de sua análise. Que o PT fragilizou a estabilidade democrática com o seu exagerado republicanismo não resta dúvida (aliás, democracia e república nem sempre andaram juntas. Que o digam Deodoro e Floriano). Agora, excesso de cautela depois que o estrago foi feito, é uma temeridade. Os espaços estratégicos de poder estão quase todos dominados pelo golpismo a exceção de parte do Congresso e das FA ainda escaldadas da aventura que as desmoralizou (até quando?). Até várias funções da alta burocracia dos ministérios estão dominadas por RA's da escola neo-liberal seja por carência de quadros do próprio PT, seja pelo fato do governo não confiar nos servidores de carreira de estado. É incrível mas parece que o governo prefere confiar na "competência" de gente que parece que está lá mais para sabotar. Sei do que estou falando. Conheço vários quadros concursados de carreira e a queixa é a mesma (antes que alguém desqualifique dizendo que é choro de quem foi preterido, digo que tenho provas do que falo mas isso seria assunto para outra postagem). Sem mais delongas, aonde eu quero chegar é que o governo perdeu espaço institucional de ação política e a recuperação (pelo que você, Nassif, parece propor) é um processo longo (assim como 2014 é tempo relativamente longo para recolher os resultados dos investimentos econômicos) incapaz de, por si só, deter um movimento golpista que, para mim, já está em marcha acelarada. Ou seja, pouco sobrou para o governo e o PT além do espaço das manifestações de rua. É hora de abandonar a excessiva cautela. Lembro, ainda, que na época que surgiu o tal "mensalão" chegou a ser articulado o impeachment do Lula. A ideia do sangramento só veio a tona depois do Lula ameaçar chamar a população às ruas.

 

Algumas considerações:

1. Quem levou Valério ao PT foi Virgílio Guimarães, não Pimenta da Veiga.

2- A aliança MP/Mídia começou com o PT vazando inestigações iniciais à imprensa contra FHC.; publicadas, aí o MP instaurava processo; Dirceu era um dos principais. e até reconheceu o excesso quanto a Eduardo Jorge. Mas quando o feitiço virou, agora grita: golpistas!

3- Quem transformou juiz do STF em celebridade foi o PT, apoiando Barbosa contra Gilmar. Naquela época a voz das ruas interessava. De lá prá cá esse estrelismo exacerbou, e o que era excesso de garantismo a Dantas virou falta aos mensaleiros....

4- Muitas das medidas econômicas regulatórias são contestáveis, não é pule de 10 que gerarão bons resultados em 2013. PAC? Ninguém lembra disso, sua característica, o voluntarismo estatista, saiu das obras (agora "concedidas") e foi prá regulação.

 

Ele quis dizer que Pimenta da Veiga levou o Valério ao Planalto, não ao PT, depois que foi expulso de Minas. 

 

 Arre, Nassif! O fim de sua analise nos deixa amedrontados com o curso politico deste inabalavel, inesquecivel, annus horribilus, 2012. A  revista francesa Télérama setenciou em sua capa esta semana : "2012, mais um ano de merda!" E viva 2013... sera ?

 

OBRIGATÓRIO

No Conversa Afiada, vídeo onde Lula explica os critérios que nortearam a escolha de seis ministros da Suprema Corte, inclusive Joaquim Barbosa.

Lula é sem dúvida um sujeito decente, mas muito ingênuo por continuar acreditando na honestidade das pessoas,  por continuar acreditando em Papai Noel.
Espero que a Dilma não seja tão ingênua quanto foi o Lula. Não  dá mais para indicar ministro da Suprema Corte sem conhecer o cidadão da cabeça aos pés. O Fux foi, sem sombra de dúvida, a pior escolha que a Dilma fez em toda a sua vida. E o Brasil vai pagar (já está pagando) caro  por isto.

http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2012/12/21/como-lula-escolheu...

 

Nassif

Sem querer ser Leviano.

Mas só existiria uma explicação para tamanho empenho de Gurgel nessa sandice, depois de admitir que as provas eram tênues, de parte do STF entrar nesta cruzada:  Parece coisa sofisticada demais pra parecer coincidência ou zelo  pela coisa pública, parece coisa de inteligência, arapongagem, parece que algumas peças deste jogo são ativos no jogo, outros teriam o "rabo preso", que em alguma passagem de suas vidas como Ayres e genro e etc... ficaram expostos e capitularam. 

 

Obrigado, Nassif, por esta obra prima de cautela.  Concordo plenamente contigo, apesar de indignado com a ação da oposição, meu sangue esfriou o suficiente para raciocinar de novo. Quem está no poder não são eles e quem está no poder é que tem de se preocupar com a governabilidade do país. Nada de dar as descupas que tanto desejam. E todo o cuidado é pouco, para se evitar um episódio do tipo "incêndio do Reichstag".  Quanto ao Ministro Joaquim Barbosa, acredito que ele aceitará levar em frente o processo dos tucanos.Esta é a sua índole! O mesmo não penso sobre Fux. Este não passa de um falastrão, procurando o brilho que não possue.

 

Se depender de notícias econômicas como essa, dificilmente Dilma deixa de se reeleger em 2014:

http://economia.ig.com.br/2012-12-21/taxa-de-desemprego-no-brasil-cai-a-...

Taxa de desemprego no Brasil cai a 4,9% em novembro, aponta IBGE

 

Não acredito que esse supremo julgue os tucanos. Sem o eco da midia, os ministros perderão o interesse. E alguém duvida que a midia não emudecerá, ao ver seus aliados no banco dos réus? Aliás, pode até haver julgamento mas sem a parceria midiática, tornando seu resultado absolutamente inexpessivo.

 

A grande maioria dos réus tucanos, no total de 79,  tiveram seus processos arquivados(sem o vazamento dos nomes para a imprensa) sob a alegação de que o que praticaram foi caixa 2 mesmo se sabendo que desviaram recursos públicos das estatais mineiras,  o valerioduto era o mesmo, mas no caso tucano a dupla Gurgel/Barbosa considerou que foi caixa 2, crime prescrito. Bando de salafrários.

 

 

...spin

 

 

Muito bom esse artigo, fiquemos em alerta total! Mexeu coma democracia no meu Brasil, mexeu comigo!

 

Nassif,

          correta a sua análise sobre o MPF e sobre Gurgel. No entanto, gostaria de chamar sua atenção para o fato de que, ao contrário do que existe na França, no Brasil os Procuradores Gerais, seja no MPF, seja nos MPs dos Estados, não possuem poder hierárquico sobre os Procuradores da República e e Promotores de Justiça. Lembre-se de que, na época do FHC, a atuação mais forte contra o governo vinha dos Procuradores Gerais.

             abs

            Fernando Santos

 

lembre-se o povão assiste o jn por que é antes da novela prova real do que falo foi a eleição em sao paulo capital o mensalão não teve efeito algum sobre lula .Enquanto o governo do pt continuar distribuindo renda e oportunidade ele sempre vai ganhar no final do jogo.É...... Mais uma coisa, lula da o pão e a globo da circo um não vive sem o outro......

 

Luam meu caro , vejo a coisa diferente;  O povão liga a TV na hora da novela e não quer nem saber de noticiário. A alienação é ampla , e na hora de votar embarca no papo de demagogo.

O PT deve agradecer a Globo por manter a despolitização do povão e assim continuar com uma boa audiencia com ajuda é claro do bolsa familia  .

 

Bom, assistir a novela ou os telejornais é a mesma coisa, uma ficção cheia de mentiras, talvez o povo esteja ficando mais esperto e já não acredita mais na Gloria Péres e no Boner.

 

 Já os tucanos e demais esclorosados da direita raivosa  gostam de tirar o pão da boca dos brasileirinhos necessitados. E ainda têm a coragem de ir a igreja orar.    

 

É curioso, mas concreto, como numa análise ampla e profunda assim, ficam de fora os partidos políticos brasileiros. Não deveriam estar no mundo das instituições? Não deveriam ter força equivalente à da mídia?

Certamente, não. Apesar de todo o enxovalho dos últimos 10 anos e da "Carta aos Brasileiros", de 2002, ainda parece ser o PT que mais se aproxima de uma instituição política. No mais, à esquerda, direita ou qualquer nota, parecem todos fora do tabuleiro. Peças que foram "comidas" ao longo do jogo.

É pena. Lembro ser difícil estudar sociologia e política sem considerar os partidos. Tudo se transformou, perguntaria Paulinho da Viola? 

 

Partidos totalmente ultrapassados para disputar o poder no mundo de hoje.

A complexidade do planeta aumentou expoencialmente, junto com a população e a extração dos recursos naturais finitos da Terra.

Grandes corporações, sem pátria, nem cara, dão as cartas hoje.

O Brasil se defende como pode, mas política para valer, no mundo de hoje, na minha humilde opinião só funciona se operar como a Matrix. 

Fora disto, é amadorismo e busca de interesses menores inconfessáveis.

Enter the matrix: the deep law that shapes our reality

* 07 April 2010 by Mark Buchanan

SUPPOSE we had a theory that could explain everything. Not just atoms and quarks but aspects of our everyday lives too. Sound impossible? Perhaps not.

It’s all part of the recent explosion of work in an area of physics known as random matrix theory. Originally developed more than 50 years ago to describe the energy levels of atomic nuclei, the theory is turning up in everything from inflation rates to the behaviour of solids. So much so that many researchers believe that it points to some kind of deep pattern in nature that we don’t yet understand. “It really does feel like the ideas of random matrix theory are somehow buried deep in the heart of nature,” says electrical engineer Raj Nadakuditi of the University of Michigan, Ann Arbor.

All of this, oddly enough, emerged from an effort to turn physicists’ ignorance into an advantage. In 1956, when we knew very little about the internal workings of large, complex atomic nuclei, such as uranium, the German physicist Eugene Wigner suggested simply guessing.

Quantum theory tells us that atomic nuclei have many discrete energy levels, like unevenly spaced rungs on a ladder. To calculate the spacing between each of the rungs, you would need to know the myriad possible ways the nucleus can hop from one to another, and the probabilities for those events to happen. Wigner didn’t know, so instead he picked numbers at random for the probabilities and arranged them in a square array called a matrix.

The matrix was a neat way to express the many connections between the different rungs. It also allowed Wigner to exploit the powerful mathematics of matrices in order to make predictions about the energy levels.

Bizarrely, he found this simple approach enabled him to work out the likelihood that any one level would have others nearby, in the absence of any real knowledge. Wigner’s results, worked out in a few lines of algebra, were far more useful than anyone could have expected, and experiments over the next few years showed a remarkably close fit to his predictions. Why they work, though, remains a mystery even today.

What is most remarkable, though, is how Wigner’s idea has been used since then. It can be applied to a host of problems involving many interlinked variables whose connections can be represented as a random matrix.

The first discovery of a link between Wigner’s idea and something completely unrelated to nuclear physics came about after a chance meeting in the early 1970s between British physicist Freeman Dyson and American mathematician Hugh Montgomery.

Montgomery had been exploring one of the most famous functions in mathematics, the Riemann zeta function, which holds the key to finding prime numbers. These are numbers, like 2, 3, 5 and 7, that are only divisible by themselves and 1. They hold a special place in mathematics because every integer greater than 1 can be built from them.

In 1859, a German mathematician called Bernhard Riemann had conjectured a simple rule about where the zeros of the zeta function should lie. The zeros are closely linked to the distribution of prime numbers.

Mathematicians have never been able to prove Riemann’s hypothesis. Montgomery couldn’t either, but he had worked out a formula for the likelihood of finding a zero, if you already knew the location of another one nearby. When Montgomery told Dyson of this formula, the physicist immediately recognised it as the very same one that Wigner had devised for nuclear energy levels.

To this day, no one knows why prime numbers should have anything to do with Wigner’s random matrices, let alone the nuclear energy levels. But the link is unmistakable. Mathematician Andrew Odlyzko of the University of Minnesota in Minneapolis has computed the locations of as many as 1023 zeros of the Riemann zeta function and found a near-perfect agreement with random matrix theory.

The strange descriptive power of random matrix theory doesn’t stop there. In the last decade, it has proved itself particularly good at describing a wide range of messy physical systems.

Universal law?

Recently, for example, physicist Ferdinand Kuemmeth and colleagues at Harvard University used it to predict the energy levels of electrons in the gold nanoparticles they had constructed.

Traditional theories suggest that such energy levels should be influenced by a bewildering range of factors, including the precise shape and size of the nanoparticle and the relative position of the atoms, which is considered to be more or less random. Nevertheless, Kuemmeth’s team found that random matrix theory described the measured levels very accurately (arxiv.org/abs/0809.0670).

A team of physicists led by Jack Kuipers of the University of Regensburg in Germany found equally strong agreement in the peculiar behaviour of electrons bouncing around chaotically inside a quantum dot – essentially a tiny box able to trap and hold single quantum particles (Physical Review Letters, vol 104, p 027001).

The list has grown to incredible proportions, ranging from quantum gravity and quantum chromodynamics to the elastic properties of crystals. “The laws emerging from random matrix theory lay claim to universal validity for almost all quantum systems. This is an amazing fact,” says physicist Thomas Guhr of the Lund Institute of Technology in Sweden.

Random matrix theory has got mathematicians like Percy Deift of New York University imagining that there might be more general patterns there too. “This kind of thinking isn’t common in mathematics,” he notes. “Mathematicians tend to think that each of their problems has its own special, distinguishing features. But in recent years we have begun to see that problems from diverse areas, often with no discernible connections, all behave in a very similar way.”

In a paper from 2006, for example, he showed how random matrix theory applies very naturally to the mathematics of certain games of solitaire, to the way buses clump together in cities, and the path traced by molecules bouncing around in a gas, among others.

The most important question, perhaps, is whether there is some deep theory behind both physics and mathematics that explains why random matrices seem to capture essential truths about reality. “There must be some reason, but we don’t yet know what it is,” admits Nadakuditi. In the meantime, random matrix theory is already changing how we look at random systems and try to understand their behaviour. It may possibly offer a new tool, for example, in detecting small changes in global climate.

Back in 1991, an international scientific collaboration conducted what came to be known as the Heard Island Feasibility Test. Spurred by the idea that the transmission of sound through the world’s oceans might provide a sensitive test of rising temperatures, they transmitted a loud humming sound near Heard Island in the Indian Ocean and used an array of sensors around the world to pick it up.

Repeating the experiment 20 years later could yield valuable information on climate change. But concerns over the detrimental effects of loud sounds on local marine life mean that experiments today have to be carried out with signals that are too weak to be detected by ordinary means. That’s where random matrix theory comes in.

Over the past few years, Nadakuditi, working with Alan Edelman and others at the Massachusetts Institute of Technology, has developed a theory of signal detection based on random matrices. It is specifically attuned to the operation of a large array of sensors deployed globally. “We have found that you can in principle use extremely weak sounds and still hope to detect the signal,” says Nadakuditi.

Others are using random matrix theory to do surprising things, such as enabling light to pass through apparently impenetrable, opaque materials. Last year, physicist Allard Mosk of the University of Twente in the Netherlands and colleagues used it to describe the statistical connections between light that falls on an object and light that is scattered away. For an opaque object that scatters light very well, he notes, these connections can be described by a totally random matrix.

What comes up are some strange possibilities not suggested by other analyses. The matrices revealed that there should be what Mosk calls “open channels” – specific kinds of waves that, instead of being reflected, would somehow pass right through the material. Indeed, when Mosk’s team shone light with a carefully constructed wavefront through a thick, opaque layer of zinc oxide paint, they saw a sharp increase in the transmission of light.

Random matrix theory comes up with strange possibilities not suggested by other analyses, which are then borne out by experiments

Still, the most dramatic applications of random matrix theory may be yet to come. “Some of the main results have been around for decades,” says physicist Jean-Philippe Bouchaud of the École Polytechnique in Paris, France,” but they have suddenly become a lot more important with the handling of humungous data sets in so many areas of science.”

In everything from particle physics and astronomy to ecology and economics, collecting and processing enormous volumes of data has become commonplace. An economist may sift through hundreds of data sets looking for something to explain changes in inflation – perhaps oil futures, interest rates or industrial inventories. Businesses such as Amazon.com rely on similar techniques to spot patterns in buyer behaviour and help direct their advertising.

While random matrix theory suggests that this is a promising approach, it also points to hidden dangers. As more and more complex data is collected, the number of variables being studied grows, and the number of apparent correlations between them grows even faster. With enough variables to test, it becomes almost certain that you will detect correlations that look significant, even if they aren’t.

Curse of dimensionality

Suppose you have many years’ worth of figures on a large number of economic indices, including inflation, employment and stock market prices. You look for cause-and-effect relationships between them. Bouchaud and his colleagues have shown that even if these variables are all fluctuating randomly, the largest observed correlation will be large enough to seem significant.

This is known as the “curse of dimensionality”. It means that while a large amount of information makes it easy to study everything, it also makes it easy to find meaningless patterns. That’s where the random-matrix approach comes in, to separate what is meaningful from what is nonsense.

In the late 1960s, Ukrainian mathematicians Vladimir Marcenko and Leonid Pastur derived a fundamental mathematical result describing the key properties of very large, random matrices. Their result allows you to calculate how much correlation between data sets you should expect to find simply by chance. This makes it possible to distinguish truly special cases from chance accidents. The strengths of these correlations are the equivalent of the nuclear energy levels in Wigner’s original work.

Bouchaud’s team has now shown how this idea throws doubt on the trustworthiness of many economic predictions, especially those claiming to look many months ahead. Such predictions are, of course, the bread and butter of economic institutions. But can we believe them?

To find out, Bouchaud and his colleagues looked at how well US inflation rates could be explained by a wide range of economic indicators, such as industrial production, retail sales, consumer and producer confidence, interest rates and oil prices.

Using figures from 1983 to 2005, they first calculated all the possible correlations among the data. They found what seem to be significant results – apparent patterns showing how changes in economic indicators at one moment lead to changes in inflation the next. To the unwary observer, this makes it look as if inflation can be predicted with confidence.

But when Bouchaud’s team applied Marcenko’s and Pastur’s mathematics, they got a surprise. They found that only a few of these apparent correlations can be considered real, in the sense that they really stood out from what would be expected by chance alone. Their results show that inflation is predictable only one month in advance. Look ahead two months and the mathematics shows no predictability at all. “Adding more data just doesn’t lead to more predictability as some economists would hope,” says Bouchaud.

In recent years, some economists have begun to express doubts over predictions made from huge volumes of data, but they are in the minority. Most embrace the idea that more measurements mean better predictive abilities. That might be an illusion, and random matrix theory could be the tool to separate what is real and what is not.

Wigner might be surprised by how far his idea about nuclear energy levels has come, and the strange directions in which it is going, from universal patterns in physics and mathematics to practical tools in social science. It’s clearly not as simplistic as he initially thought.

Mark Buchanan is a writer based in the UK. His latest book is The Social Atom (Bloomsbury)

 

Follow the money, follow the power.

"O Príncipe" tupiniquim.

 

Olá amigos, Nassif, como sempre, se antecipando... a parceria Gurgel/Barbosa não está tão afinada. Genoíno vai passar o Natal em casa.

 

Rita Lelis

Afinada está!

O que acontece é que pensaram melhor. O tiro podia sair pela culata.

O Dirceu falou em se entregar, o Paulo Cunha querendo estudar direito na prisão, etc. O PIG queria enfrentamento. O PIG quer que o PT se dessangre lutando em favor de todos os envolvidos, incluidos os tucanos que vem a seguir; ou seja, a tucanada iria se livrar sem mexer um dedo.

Ou seja, os acusados não se intimidaram e, logo da prisão deles, teria acabado o show contra o PT e seriam obrigados a começar com os tucanos.

 

Nisso tudo, é como se a política paraisse à parte, longe do mundo real. Onde estão as bases socias e econômicas que sustentam a crise política? Onde está a profunda crise do capitalismo global que lança por terra, cada dia mais, a democracia, não só no Brasil como no mundo inteiro?

 

Exemplos de imprensa lulista: Conversa Afiada, Brasil de Fato, Carta Maior, Carta Capital, Luis Nassif Online. Mas, cuidado! Caso fale isso, seu IP pode ser banido. 

Jogada típica de xadrez  esta do JB. Nesta jogada de aparente recuo, deslcocou o Bispo uma casa p´r atrás, para depois, dependendo do movimento adversário atacar a Torre e finalmente pegar o Rei e a Rainha "nús com a mão-no-bolso".  Os peões?  Ah, os peões são meros detalhes, só estão no jogo  mesmo para encherem o saco e se "lenharem"  uns  após os outros !!!!   hehehehe

 

 

"A democracia é o pior sistema de governo do mundo. À exclusão de todos os demais” ...Churchill.

 

Tio, uma coisa é certa, o peão não pode recuar.

 

Concordo com Nassif. O fim do fim do Collor foi ter chamado o povo pra rua. A Globo ganha essa porque coloca quantos globais for necessario para juntar gente. E compra tinta colorida para a volta dos cara -pintados, tão falsos, tão inconsequentes como sempre.

 

nassif acerta na espuma e nao ve o cerne, ate por uma caracteristica pessoal, um sectario tipico de centro, do consenso, da media, centrista historico.

as ditaduras na america latina, na qual incluiu a do brasil, nada tem a ver com governanetes da epoca, foi intervenção norte americana para aparelhamento das "instituições" para tal democracia, imprensa, judiciario e uma elite empresarial.

veja caso da imprensa na argentina, uma familia produzia o papel para imprensa, ditadura eliminou a familia e transferiu produção ao clarin, uma das brigas do atual governo, outro exemplo da argentina, sao os civis que se beneficiaram do periodo, seja empresario ou funcionario publico, ja ha casos de condenação a cadeia perpetua.

no brasil, lula entrou com varias versoes porem, unanime que a partir de 2004 comecou a ter força, governo comeca sair da crise, etc,,, dai vem o merdo o efeito orloff, se retomam e prendem os criminosos da ditadura la, lula deveria ter comecado aqui, é neste contexto que vem o judiciario e marginaliza, ate com prisao os simbolos da resistencia ze genuino e ze dirceu.

vale lembrar, america latina tem governos progressitas, apesar da resitencia norte americana, estes ja nao tem o poder de fogo, principalmente economico como tinha no pos guerra para impedir ou seja deixou meio orfos o executores e beneficiados da ditadura, DAI IMPORTANCIA DO JUDICIARIO APARELHADO NA DITADURA PARA DECRETAR A IMPUNIDADE ampla geral e irrestrita.

 

Já repararam que as oposições, o que restou delas, só fica no denuncismo e não apresenta nenhuma proposta.


Ou criticam o que acham ruim , ou desdenham , minimizam o que poderiam considerar bom.


Apelam tanto , ás vezes , que chegam ao ridículo(Merval Pereira arranjar namorada casada pro Lula)


O evento de apoio a Lula , feito por governadores de vários Partidos , inclusive o PSDB , é um sinal que as coisas estavam estrapolando e atrapalhando o curso normal da democracia brasileira, num momento de crise mundial. Quem tem responsabilidade pública fica preocupado, mas,essa atitude de responsabilidade, por enquanto , tá passando longe do STF , do PGR e da maioria das Grandes Mídias.


Temos que COBRAR ação do Judiciário no encaminhamento dos Mensalões-tucano-mineiro, nos mensalão do DEM , dos problemas nas licitações do Metrô paulista e de todas as 190 ações da fila do STF. Temos que cobrar trabalho doo MPU, do PGR e dos Min. do STF. Agora querem desenterrar(não é duplo sentido ) o caso do Prefeito Celso Daniel. toda época de eleições a Mídia paulista e partes do Judiciário Paulista reabrem esse caso. Temos que cobrar os casos da sequência . Se Marcos Valério tem algo a dizer deve ser cobrado é sobre o caso PSDB Mineiro ainda não julgado e não extender ad infinitum um caso já julgado (ação 470).


Ou será que a oposição só tem a oferecer a JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA?

 

Uma boa parcela da oposição não apresenta proposta pois na verdade nunca as tiveram.  Estão no poder única e exclusivamente para usurpar o erário e nada mais....este sim,  o verdadeiro "projeto" que sempre os norteou. E, agora, ficam pululando aqui e ali, contra a corrupção como se os mesmos não fossem os maiores mentores de todos os grandes desvios já testemunhados neste país. a mesma justiça que condena uns, liberta, solta, Cachoeira...Garotinho.....o assassino de dorothy Stang.....roger Abdelmassih.......Daniel Dantas......e por aí vai,  numa fila sem fim!!!  Tudo dependendo da conveniência e dos interesses envolvidos  Nossa justiça se tornou um balcão de negociatas.........onde os interesses do Brasil e dos brasileiros nunca são apreciados em primeiro plano!!!

 

Creio que há pelo menos uma consideração a ser feita. Não dá para falar de "reação intempestiva do PT" num momento em que toda sua militância clama justamente por isso. A reação só é intempestiva porque já deveria ter começado há muito tempo. O que Lula quer é trazer a luta política para um campo onde haja um mínimo de igualdade. Em que outro lugar poderia ser travada essa luta. Na grande imprensa? Pode se questionar se a mobilização popular nesse momento seria o melhor caminho. Mas já está passando do tempo, o início dessa dita reação.

 

 

Então vc concorda que se trata de "reação intempestiva"!

 

Exatamente. Existe uma mídia feroz tentando levantar a bola, de forma semelhante a futebol de cachorro (não sei se já viram isso no circo).  Está na hora de baixar a bola, evitar falar demais, mostrar sobriedade. E acima de tudo nos próximos meses e semestres mostrar realizações na área econômica.

 

Prezado Nassif, quero frisar estes pontos do comentário... 

Ta aí a impotência da mídia,  eles não podem destruir LULA, ele se tornou imenso, ele se tornou nação.” (http://blogln.ning.com/profiles/blogs/ta-a-a-impot-ncia-da-m-dia-eles-n-...)

... Tenho que resta claro que o discurso da oposição/mídia, por demais centralizado na Instituição Supremo Tribunal Federal  e, em  suas decisões, necessita de um contraponto (forte, específico) neste mesmo campo de atuação, o qual entendo cada vez mais factível,  notadamente em razão da recente atuação do Presidente Joaquim Barbosa com seu parceiro Roberto Gurgel (alvo de criticas pela maioria dos componentes do STF e que resultou no recuo do Ministro Barbosa na decretação imediata da prisão dos réus condenados na AP 470)).

Verifico, neste ponto, que, mesmo constatando mudanças em teu posicionamento, ainda que parciais, pois já considera outras pessoas no STF, como Rosa Weber e Carmen Lúcia,  como potenciais viabilizadores de um possível discurso em reação aos excessos, ainda não erigiu o Supremo Tribunal Federal como um dos palcos fundamentais a serem neutralizados no atual confronto.

A segunda questão. Prossigo.

Não é o fator mobilização popular que move Luis Inácio Lula da Silva, mas a criação de fatos políticos, e o contraponto no campo ideológico e contra-midiático (visa atingir a mídia convencional e cooptada) .

Outro fator, Lula está consolidado no imaginário popular,  ele não precisa mover multidões, ele precisa que as multidões saibam que ele está com elas, que está novamente lutando com elas  e a favor delas, apesar do câncer, apesar do cansaço, apesar da idade, apesar dos ataques, apesar...  pois, não obstante tudo isso, ele continua ao seu lado, sempre, não há recurso aos poderes constituídos, o recurso de Lula, hoje e sempre, é ao povo e,  este,  depois que o conheceu, sempre o acolhe, o reconhece como um deles, e o abraço e protege como um de seus filhos, como um dos seus.. 

É simples.

Lula não é um mito, Lula é de carne e osso e os mitos não prescindem da forma abstrata.

Por outro lado, é exatamente isso que o diferencia, Lula é profundamente  humano,  e as demais pessoas simples do povo, sabem disso, porque, se para os deuses é fácil, para um Homem, é preciso um esforço que só não é sobre humano porque LULA consegue, apesar de tudo, realizar seus intentos em prol da sociedade como um todo.

Assim, para nós,  brasileiros, a mensagem “sim nós podemos”, é real.

E  este Nassif,é  o maior fator.... o POVO, o povo simples,que vê  e se vê em Lula...  

Ta aí a impotência da mídia,  eles não podem destruir o LULA, ele se tornou imenso, ele se tornou nação.

 

 

Nassif, o site “Independência Sul Americana” postou um texto que bate em cima do que você falou neste seu artigo, só que é um pouco grande para postar aqui, mas o foca é na chantagem do sistema financeiro e bancos em cima do congresso para desestabilizar o governo Dilma.

http://independenciasulamericana.com.br/2012/12/bancocracia-neoliberal-d...

 

Rodolfo Machado

A coligação Gurgel-Barbosa é mais um tentáculo da máfia demotucana. Essa turma infectou todos os setores mesmo. Bando de malfeitores!

 

Ou seja, está tudo politizado. E haja politiqueiro demotucano, e guenta tanta politicagem e picaretagem.... Bando de sacripantas larápios e corruptos! Cansamos de ser enganados!

 

Como sempre, um excelente texto do Nassif. No entanto, como também sói acontecer, permita-me dizer, esqueceu o principal: as forças externas, ou seja, a grana e o poder dos banqueiros internacionais e dos EUA. Estavam presentes em todos os episódios narrados (Chavez, Honduras, 1964, etc). E estão presentes agora também.

 

Peraí: a queda do Collor agora passou a ser golpe??

[é minha única ressalva ao artigo]

 

Pois é, e eu fiquei tão feliz, o PT em festa e nós, ignorantes, nem percebemos que era "golpe". E agora lembro de uma capa da veja que guardamos aqui em casa por algumas semanas: "O dia em que nos livramos delle". Mamita, e foi golpe, assim não dá, assim não é possível, esqueçam tudo que festejei.

 

Meu caro Marco. Enquanto os privatas FHC e Serra estiverem livres e soltos por aí, qualquer outra condenação parece injusta.

 

Joaquim Barbosa rejeita pedido de prisão imediata dos condenados do mensalãoDo UOL, em Brasília21/12/201213h20  

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, negou nesta sexta-feira (21) o pedido da PGR (Procuradoria Geral da República) que pedia a prisão imediata dos condenados no julgamento, concluído na última segunda-feira (17).

Gurgel poderia ter feito o pedido em plenário enquanto o julgamento estava em curso, o que permitiria que a decisão fosse tomada de forma colegiada e que teria poucas chances de ser aceita, uma vez que a prática mais comum do tribunal é a de determinar prisão somente depois de analisados os recursos.

No entanto, o procurador-geral optou por aproveitar uma decisão monocrática de Barbosa, que além e relator do processo é o ministro de plantão durante o recesso forense iniciado ontem (20).

 

Nassif, sua análise como sempre é perfeita. No entanto, peca na solução preconizada : se não existe m mais mecanismos legais para barrar a investida política do Supremo, só restará o impasse !

Para a criação do impasse, o presidente da Câmara não poderá ficar solteiro, sozinho, na empreitada. Terá que ser acompanhado vigorosamente por seus pares, senão pagará o pato.

Essa investida há muito tem sido engendrada, desde Gilmar através do ativismo judicial, passando por Peluso com a imposição da autoridade judicial. O erro foi do Lula, como vc. abordou, em dar sequência a uma postura republicana, que só alimentou esse plano de poder do grupo dos 5. Subestimou-os.

No plano político, Lula, sim tem que aproveitar seu cacife junto ao povão para terminar com esse alucinado jogo de poder alimentado por uma mídia tresloucada por causa da perda de influência para a força da internet. Sair, sim, pelo país garantindo sua influência e apoio.

O executivo não pode entrar abertamente nessa luta para não repetir os mesmos erros de João Goulart e oferecer os argumentos para uma garantia da ordem democrática. 

Em suma, a luta deve se restringir ao Legislativo porque a ele o Supremo quer subjugar primeiro.

 

Nassif sai na lista de 150 importantes "que acham que mexer com o chefe supremo é mexer com eles, do Augusto Nunes (blergh!).

NÚCLEO JORNALÍSTICO-ESGOTOSFÉRICO

Eduardo Guimarães, Emir Sader, Franklin Martins, Hildegard Angel, Jânio de Freitas, Leonardo Attuch, Luis Fernando Verissimo, Luis Nassif, Marcos Coimbra, Mino Carta e Paulo Henrique Amorim.

Para quem quiser ver e vomitar:

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/o-pais-quer-saber/confira-a-lista-dos-que-acham-que-mexer-com-o-chefe-supremo-e-mexer-com-eles/

 

Esse Augusto Nunes é muito ruim, é podre.


Creio que nem ele mesmo se leva a sério.

 

Do Twitter do Eduardo Guimarães:

1 h

De um dos maiores jornalista do país por telefone: "O Augusto Nunes deve pensar que o golpe está perto e já fez sua listinha de delações"

 Expandir

 

Nem mesmo o Supremo Tribunal Federal está acima da Constituição. Os três poderes, o Executivo, o Judiciário e o Parlamento, estão em pé de igualdade e a todos incumbe a defesa da Carta Magna. A postura isolada de membros do STF querendo impor sua vontade, em matéria estranha à sua competência, sobre o outro Poder é explícita arbitrariedade, jamais admitida pelo ordenamento democrático atual. Em outras palavras, o Supremo não apenas errou feio, mas alguns de seus membros agiram intencionalmente, ultrapassando os limites de sua competência. Segue artigo do prof. Renato Janine Ribeiro sobre o imbroglio criado de forma isolada por ministros do STF.

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sexta-feira, dezembro 21, 2012Indultos, impeachment etc. - RENATO JANINE RIBEIRO 

VALOR ECONÔMICO - 21/12


Esta segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal, em que pese a retórica de alguns de seus membros, infringiu a Constituição, cuja guarda lhe incumbiria. Não interessa aqui discutir se o artigo 55 dela é justo ou não, bom ou não; ele determina que um parlamentar só perde o mandato, em decorrência de condenação judicial, com o endosso da casa legislativa à qual ele pertence. Tal regra é estranha, pois pode permitir que sentenças judiciais não sejam cumpridas. Mas o fato é que ela está na Constituição. Os ingleses e canadenses, por exemplo, se indignam não apenas com as injustiças, mas com o descumprimento da lei. Mude-se a lei, se com ela não concordarmos. Mas mude-se pelo processo correto, que é o voto pelos representantes eleitos do povo. O que o Supremo fez esta semana foi invadir a competência dos dois Poderes eleitos, os dois Poderes legitimados pelo voto do soberano, que é o povo. Isso é grave, não só porque é errado do ponto de vista político, ético e constitucional, mas também porque pode prenunciar ataques ao voto popular.

Nada impediria que no futuro o Supremo, alegando por exemplo cláusulas gerais da Constituição, como o respeito à moralidade (art. 37), decidisse, por exemplo, cassar um candidato eleito, por ter vagamente violado um preceito moral do gosto dos juízes, até mesmo na sua vida privada. E isso pouco importando se ele foi eleito pelo povo. A Corte Suprema já tolerou a substituição do governador tucano da Paraíba e do governador pedetista do Maranhão, ambos cassados, pelos candidatos que eles haviam derrotado. Já sustentei aqui que o STF é bom nos direitos humanos mas entende pouco de democracia: jamais um candidato vencido em eleição majoritária poderia tomar posse. Some-se a isso a decisão monocrática do ministro José Fux, impedindo o Congresso de votar um veto presidencial. Não está certo o Judiciário impedir o povo ou seus eleitos de decidir questões políticas.

Se o Supremo não garante a Constituição, mas escolhe nela o que vale e o que não, isso pode abrir lugar para reações que seria melhor não ocorrerem. Em algum momento, é possível que se peça o impeachment de algum ministro do Supremo. A Constituição prevê essa possibilidade. Começa com a denúncia sendo aprovada pela Câmara, que remete o julgamento ao Senado, que portanto atua como tribunal. Dado que o Senado só pode sentenciar por dois terços de seus membros, nenhum ministro do STF será condenado por crime de responsabilidade. Mas, se tal processo ocorrer, não será bom para ninguém. Acusações ressoarão no plenário do Congresso. As coisas podem piorar se, num tal processo, o Supremo decidir regulamentar como o Senado deverá proceder. O STF, como intérprete da Constituição, interviria na economia interna do tribunal que estará julgando um de seus membros.

Outra reação, mais viável, seria uma emenda constitucional limitando a ação do STF em matéria política. Tal medida nada teria de anti-democrática. Ao contrário, garantiria que a vontade do povo prevaleça sobre as simpatias de magistrados não eleitos mas que interfiram nas decisões dos eleitos. Já se falou numa emenda tal, esta semana. Mas o STF tem dado indicações de acreditar que possa invalidar partes da Constituição, e poderia anular uma emenda constitucional que limitasse seus poderes. Isso o constituiria como poder supremo na República, acima dos outros e do povo, que deixaria de ser soberano: nova e maior crise.

Finalmente, outro elemento que pode surgir da caixa de Pandora que o Supremo desnecessariamente abriu nos últimos dias é o do indulto presidencial a réus do mensalão. O indulto é um direito absolutamente inconteste, em nosso ordenamento constitucional, da Presidência da República. É diferente da anistia, que é uma lei, votada pelo Congresso e sancionada pelo Executivo, apagando o crime. O indulto vem por decreto presidencial, sem participação do Legislativo, e não zera a folha corrida da pessoa. Mas é constitucional. É lícito o Executivo indultar, no todo ou em parte, o condenado que quiser. Tenho a convicção de que Dilma Rousseff não quer indultar os réus. Isso teria um custo político alto, pois ela passaria por simpática a pessoas que parte da opinião pública vê como criminosas. Mas notem que, segundo a FGV, a confiança da população no Judiciário diminuiu durante os meses do julgamento, passando de 42 a 39%. A percepção social do terceiro Poder não melhorou (também, não piorou sensivelmente). Mas o STF não está blindado contra uma campanha.

É pena que, depois de julgar um caso tão momentoso e abrir uma jurisprudência importante, o Supremo esteja terminando o episódio com questões tão menores. O grande argumento contra as decisões que tomou é que estaria esvaziando os Poderes democraticamente eleitos. Isso, obviamente, não é bom para a democracia. Com todo o respeito pelo STF, lembremos que o mais conhecido tribunal superior do mundo, a Corte Suprema dos Estados Unidos, fez um mal danado àquele país no período que culminou no governo de Franklin Roosevelt. Durante meio século, ele fulminou toda lei social ou trabalhista. (Nosso STF está longe disso e tem uma bela folha na questão dos direitos humanos). Roosevelt chegou a propor, ao Congresso, a reforma da corte. Ela não foi aprovada, mas o Supremo recuou.

Enquanto isso, é Michel Temer quem propõe uma solução de conciliação: que o Supremo reconheça o direito da Câmara a cassar os seus membros, e que esta o faça. É o óbvio. Mas, quando as paixões substituem a reflexão, o óbvio fica difícil. Problemático é quando isso ocorre no Poder que deveria ser o mais ponderado, até porque seu símbolo é a balança. Se Temer tiver êxito, as instituições se acalmam - e ele acumula créditos no céu, por tê-las salvado. Mas instituições não deveriam precisar que alguém as salve. Instituições existem, justamente, para terem uma lógica que neutralize as paixões.


 

Nassif, penso que há uma lacuna importante no seu raciocínio final: a não-reação do governo, implica em passar à essa mesma classe média duas impressões erradas: 1 - que "Dilma é Dilma, e Lula é Lula", ou seja, Dilma nada teria a ver com o "mensalão", Lula, sim...  2 - a não-reação puxa o sentimento do "quem cala, consente!" - e ao "consentir", passa-se à sociedade a impressão geral de que tudo o que está ocorrendo, é normal, é legítimo, é legal, é ético.

Não é verdade! Além de Dilma ser a continuidade do governo Lula, e não lhe negar lealdade e confiança,  o povo tem que saber que o governo atual repudia esse messacre midiático somado à atuação selvagem do PGR e dos cinco boçais do Supremo.

Sua análise é válida, e concordo que partir para o confronto total é aposta alta demais, mas agir apenas com o que você aparentemente demonstra ser a "agenda positiva" - busca de crescimento econômico, etc. etc. - é permanecer no tal vácuo, onde você afirma ter havido o espaço natural para o crescimento das serpentes: STF, PGR e polícia federal tucana. Ora, o cão quando morde uma vez para experimentar a reação das pessoas, e não é repreendido, vai morder até arrancar pedaços, e já é o que estão fazendo! TEM QUE HAVER UMA REAÇÃO NA DOSE CERTA, PARA A SOCIEDADE SABER QUE ESTE GOVERNO NÃO CONCORDA COM O ATUAL PENSAMENTO DOMINANTE NA MÍDIA, NO PGR E NO SUPREMO, QUE HÁ UM GOLPE EM VISTA!

Lula é um animal político reconhecidamente sábio, de intuição aguda. Penso que se ele quer "botar o bloco na rua", defender-se, defender o PT, e defender o atual governo, essa atuação deve ser em conjunto com todas as forças democráticas que defendem esse governo, essa ideologia, esse Brasil.

Botar "panos quentes" quando os cães começam a morder com selvageria, é ignorar que essa gente não tem limites, e não vão respeitar qualquer tentativa do PT, de uma trégua, qualquer que seja, eles não querem isso, vão bater e bater e bater até a casa cair ou provocar incêndios.

Com sabedoria, discernimento e calma, mas com firmeza absoluta, é hora de reagir!

 

O verdadeiro "sangramento" de Lula, do PT  e do governo esta ocorrendo agora. Seja lá  que significado isso tenha, a impressão que eu tenho é a de que a "vida" que antes existia, a força e a energia que antes existia, esta se esvaindo em manobras institucionais e politicas, com o apoio da midia e dos setores a direita e a esquerda, que não suportam a permanencia do PT no governo. Sim, o PT é governo mas  perde poder a cada minuto. Isso que o Nassif chama de "vacuo",  que esta sendo ocupado pela burocracia policial e pelo Jidiciário, com o apoio da midia. O PT esta  feito cego em tiroteio. Perdido. Incapacitado. Não haverá mobilizações de rua por que hoje, o PT não junta nem meia duzia de gatos pingados ... É o fim de um ciclo.  E eu espero que  este fim seja breve e melancolico pois do contrario, vai  haver confronto e instabilidade ...   A proposito, Nassif, sua análise foi xcelente.

 

Nassif estamos "baixando a fervura" a 10 anos, e deu nisso. O negocio é por vento no carvão   e ver quem juntou mais garrafas vazias.