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Para entender o xadrez da política - 2

No dia 11 passado, publiquei o post "Para entender o xadrez da política".

Vamos ao próximo levantamento, à luz dos últimos episódios.

Como é o jogo de poder nas democracias

  1. Há três mundos distintos na opinião pública. Um, o mundo da chamada voz das ruas, que elege políticos, de vereadores a presidentes. O segundo, o mundo da opinião pública midiática, controlado por grandes grupos de comunicação. O terceiro, o mundo das instituições, onde se inserem os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e as demais instituições constitutivas do Estado: Forças Armadas, Ministério Público, órgãos de controle, diplomacia etc. Importante: esse mundo, seja no plano das funções ou familiar, é influenciado majoritariamente pelo mundo da mídia.
  2. O mundo das instituições é fundamentalmente legalista e formalista, no sentido de seguir normas, regulamentos e leis. Há maneiras de dar by-pass na legalidade que seguem sempre o mesmo padrão: denúncias de corrupção, quebra da ordem econômica e social e, no caso de republiquetas latino-americanas, o fantasma da subversão. O clima de caos aumenta a sensação de vácuo de poder e alguém acaba ocupando. Meses atrás publiquei aqui um extraordinário artigo de Afonso Arinos de Mello Franco, de 1963. Ele próprio integrante da UDN, mostrava como a oposição manipulava conceitos que, em 1963, ele já via defasados: como o fantasma da Guerra Fria. E diagnosticava: se não houver pulso da parte do governo, termina em golpe militar. Não houve pulso, a conspiração prosperou e, depois, foi alimentada por manifestações de rua e comícios que passaram aos militares a ideia de quebra da hierarquia. 1964 foi fruto do vácuo de poder.
  3. A mídia sempre tem papel central nesses movimentos. Durante meses criam-se fatos verdadeiros ou não, escandalizam-se meros problemas administrativos (já que não se consegue produzir escândalos verdadeiros todo dia), martela-se, martela-se até obnubilar a opinião pública e consolidar a ideia do caos. As movimentações de rua são consequência e o melhor álibi para golpes. Se a favor, legitima-os para atender aos pleitos da opinião pública. Se contra, legitima-os para impedir a baderna.
  4. Em muitos episódios latino-americanos – quedas de Fernando Collor, no Brasil, e Carlos Andres Perez, na Venezuela - o golpe ocorreu via aliança Legislativo-Mídia. Em outros casos – tentativa de derrubada de Chávez – na aliança entre Mídia e setores das Forças Armadas. Em casos recentes, na parceria Mídia-Supremo. Em todos os casos, há o clamor da opinião pública legitimando os golpes.
  5. O atual embate STF x Congresso visa definir quem é a lei. Não se trata de episódio trivial, briga de egos e quetais. É briga de poder MESMO. Na eventualidade de um episódio crítico qualquer no futuro, quem conseguir ser a LEI manobrará todo o universo das corporações públicas. Se não houver esse momento crítico, cada personagem se recolherá novamente a seu papel tradicional e a disputa não terá passado de uma briga de egos. Melhor: de imensos egos.

As peças do jogo no quadro atual

Os pontos levantados  não significam que há uma organização conspiratória juntando todas essas peças. Deflagra-se um processo e são as circunstâncias específicas que determinam a dinâmica e conferem um papel a cada agente.

Entendidos esses aspectos genéricos do jogo de poder, vamos ao quadro atual:

  1. O PT é bom de rua, bom de voto e ruim de instituições. Quando Lula assumiu, tentou avançar através de dois operadores: José Dirceu e Antônio Palocci. A estratégia de Dirceu consistia em assumir todo o know-how de poder desenvolvido por FHC, o controle daquele grande rio subterrâneo do poder de fato, onde transitam os poderes constituídos, poderes econômicos, lobistas, parlamentares donos de bancada, técnicos e sistemas de influência em geral. No início do governo, ainda verde, essa estratégia levou o partido a “adotar” o esquema Marcos Valério, legítima criação do PSDB mineiro e que chegou ao Planalto através das mãos de Pimenta da Veiga, Ministro das Comunicações de FHC. Depois, aprendeu, mas o pecado original não pode ser exorcizado.
  2. O “mensalão” amarrou a ação de ambos os operadores, derrubou-os e, para afastar o fantasma do impeachment, Lula, inspirado por Márcio Thomas Bastos, apostou em um republicanismo ingênuo, no qual FHC jamais embarcou: não indicou o Procurador Geral da República, usou as indicações do STF (Supremo Tribunal Federal) para gestos simbólicos, descentralizou as ações da Polícia Federal. E deu todo o espaço político de que essas estruturas necessitavam para ambicionar mais espaço político. É movimento típico das burocracias . Quando não há nenhuma forma de resistência à sua expansão, a tendência é ocupar espaço. O quadro de quase confronto atual é resultado direto do vácuo de poder no sistema judiciário, muito mais do que de manobras conspiratórias.
  3. Com o vácuo, cada ator político – PGR, STF, setores internos da PF – pôde crescer livremente, sem resistências e sem risco. O PGR Roberto Gurgel acumulou seu poder empalmando em suas mãos (e no da sua esposa) todos os processos envolvendo personagens com foro privilegiado. A maneira como ministros do STF atuaram no “mensalão” – um comparando o partido do governo ao PCC, outro incluindo falas fora do contexto da própria presidência da República – é típica de quem, à falta de qualquer tipo de limites, deixa de supor e passa a acreditar piamente que é Deus
  4. Finalmente, a cobertura exaustiva do julgamento do “mensalão” calou fundo na classe média – e não apenas na midiática. Graças ao Jornal Nacional, entrou no imaginário das famílias, das crianças e dos velhos. Acredita-se em um mar de corrupção incontrolável embora nem se identifiquem bem quem são os atores.
  5. A lógica que vigorou até agora para Lula e o PT – a cada campanha midiática a resposta das urnas – vale para eleições, não para o jogo institucional que se arma.

Cenário da desestabilização

O que seria um cenário de desestabilização? Esses cenários não são planejados de antemão, mas frutos de circunstâncias que vão se somando até virar o rascunho do mapa do inferno. Mostra-se, aqui, uma situação limite hipotética.

1. Intensificação da campanha midiática em duas frentes: a denuncista e a econômica.

O “efeito-mensalão” será absorvido com as festas de fim de ano e um janeiro tradicionalmente morno. Haverá a necessidade de substituí-lo por outros temas candentes.

A “denuncista” em tese depende da disposição do PGR e de setores da PF de abrir inquéritos e vazá-los para a mídia amiga. Há um processo nítido de auto-alimentação entre mídia e o PGR. Vaza-se o inquérito, monta-se um estardalhaço; com base no estardalhaço tomam-se outras medidas que resultam em mais estardalhaço. Tem que se atuar sobre esse cordão umbilical.

A econômica dependerá fundamentalmente do desempenho da economia e, principalmente, dos dados do PIB no primeiro semestre. Como já alertei aqui, a crítica se concentrará na atuação da Petrobrás no pré-sal, nos financiamentos do BNDES e no PAC.

2. Reação intempestiva do PT e Lula levando a movimentos de rua, com possibilidade de conflitos.

Leve-se em conta que a cobertura do “mensalão” tirou do PT o monopólio da mobilização popular. Agora há espaço para marchas contra a corrupção e coisas do gênero.

3. Reações do governo que possam ser interpretadas como ameaça às instituições.

4. Supremo sob controle do grupo dos cinco dizendo que, agora, “eu sou a lei” e se impondo para conter o caos.

As estratégias de lado a lado

Entendidos os pontos centrais da disputa, vamos tentar avançar no que poderiam ser as táticas de lado a lado.

Da oposição, obviamente, é elevar a fervura da água. Para tanto, necessita manter acesa a parceria com o PGR e com setores serristas da Polícia Federal para garantir a alimentação de escândalos; e declarações bombásticas de Ministros do STF para dar solenidade às suposições. E investir tudo em escândalos permanentes, desses que permitem um vazamento por dia e duas declarações retóricas de Ministros do STF por semana.

Enquanto isto, tratar de alimentar o negativismo do noticiário econômico superdimensionando notícias negativas e minimizando as positivas.

Da parte do governo, o jogo é o oposto, é baixar a fervura. Significa o seguinte:

  1. Considerar finalizado o episódio “mensalão”. Para tanto, o PT terá que dar baixa no balanço das lideranças atingidas. Do mesmo modo, a Presidência se afastará cada vez mais do episódio e reforçará o legalismo. No início, a inação do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, era coisa dele. Agora, não: é coisa dela.
  2. O MPF é permanente; Roberto Gurgel, passageiro. Como organização burocrática, disciplinada e legalista, bastará que seja tratado com respeito e que o governo emita sinais discretos sobre a sucessão de Gurgel, sem nada que afronte a autonomia relativa do órgão e sem nada que alimente as fantasias continuístas do grupo de Gurgel. Automaticamente se formarão novos centros de poder e influência internos.
  3. Em relação ao STF, o problema não é o órgão, evidentemente, mas a coalizão circunstancial que permitiu aos “cinco do Supremo” votar em bloco, em um STF desfalcado, e, com a hegemonia provisória, tornarem-se celebridades. Havendo normalidade na política e na economia - e acerto na substituição de Ministros - termina a maioria circunstancial, já que as Ministras, severas nas suas sentenças, mostraram-se discretas e legalistas. Celso de Mello voltará a se comportar como lente, Gilmar como político, Marco Aurélio como outsider, Luiz Fux buscará outras lâmpadas em torno das quais esvoaçar – bom radar porque especialista em rodear as lâmpadas que irradiam maior calor.  E Joaquim Barbosa… continuará sendo Joaquim Barbosa.
  4. No plano econômico, torcer para que venha logo a colheita das medidas plantadas nos dois últimos anos. E melhorar substancialmente as ferramentas de divulgação dos atos positivos de política econômica. O reajuste dos combustíveis foi passo importante para devolver à Petrobras o fôlego financeiro, tirando-a da linha de fogo.

Fatores de atrito

Há dúvidas no ar, obviamente. A manutenção de um clima de tranquilidade, com a economia sob controle, será relevante para que a nova formação do Supremo retorne à discrição e à responsabilidade institucional que se exige do órgão.

Gurgel e Joaquim Barbosa continuarão ativos. Manterão a parceria? São incógnitas.

A grande tacada da mídia serão as investidas contra Lula. Essas, sim, poderão provocar as manifestações de rua que se pretende para ampliar a percepção de caos político. No MPF, há uma gana para pegar Lula que transcende a própria figura do PGR.

É por aí que o bicho pode pegar. E é por aí que deverá se concentrar a atuação política dos que não pretendem assistir o país pegar fogo.

Nem se ouse apostas sobre quem pode botar mais gente na rua. Entrar nesse jogo é tiro no pé na certa.

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Quer dizer que Aecim nao tem dinheiro suficiente pra oferecer aa rede golpe, uh?

Bom saber.

 

Desculpa, Nassif , mas o texto é meio ingênuo. Na ânsia de explicar tudo em poucas linhas, corre-se o risco da super simplificação. Lembra os textos produzidos pela Escola Superior de Guerra, nos idos tempos do general Golbery. Partindo da lógica da Guerra Fria amontoava-se uma porção de conceitos e era produzida a salada, servida como prato principal. O desenrolar da História mostrou que não era bem assim.

Precisamos de análises mais densas e precisas. Afinal, estas podem se transformas em palavras-de-ordem.

Reconheço e louvo o seuesforço. Mas sinto que não é este o caminho. Adotando o popular: a coisa é mais embaixo...  A ver.

 

Acho que estão vendo coisas demais. Não estamos mais nos anos 60.

Errado dizer que em 64 houve um vacuo de poder aproveitado pelos militares. Os militares sempre foram protagonistas, desde o final da guerra. McCarthy...  No final, a revolução só acabou quando acabaram-se os herois de guerra pra suprir os cargos de governo. Então ela perdeu a legitimidade.

Esse mensalão com esse julgamento não está mobilizando ninguém. Eleitor não é bobo.  Não era nem em 64, mas naquela época, não tinha controle sobre os meios de comunicação. Hoje em dia, a internet é o verdadeiro mei ode comunicação.  TV e jornais é coisa de velho antiquado.

O judiciário já sofreu tremendos ataques nos ultimos anos, inclusive com a criação do CNJ. Podem tentar fazer seus movimentos moralizadores, mas o graaande fato é que tem tanto processo parado, que a população não quer nem saber deles. Não há campanha de marketing capaz de levantar o judiciário.

Pro povão, o PGR acaba de ser desmascarado. E se Joaquim Barbosa decidir prender os caras, também vai ser observado com lente de aumento pela população, pela maioria silenciosa que só age quando acha que deve agir.

E Lula continua sendo o Lula. Não é Maluf. Podem tentar envolve-lo, mas o fato é que, após o mensalão, a popularidade dele subiu a niveis nunca vistos. Após o mensalão, não antes. Querer  que um fato passado e sobrepujado por outros fatos mude a opinião do eleitor, só mesmo em mentes que não conseguiram entender por que o collor é atualmente senador.

O wishful thinthing grassa.

 

O McCarthy ficou fora de contexto, porque a frase foi truncada.

O que quis dizer é que, na época, havia Franco, Salazar, de Gaulle, até mesmo McCarthy, com governos com caracteristicas ditatorias. Os nossos generais, brigadeiros e almirantes tambem queriam participar dessa nova forma de governo pós-guerra. E conspirarampara isso, a despeito da democracia real, baeada em voto legítimo.

 

Tal qual o No. 1, outro post derrotista do Nassif.

Será que não existe outra alternativa?

Será que a caneta (não "o" caneta) não vale mais nada?

Vamos ficar condenados e confinados a sempre estar na retaguarda, esperando chegar agosto para o clone do Jô ir para aposentadoria, ao invés da cadeia?

E a CPI da privataria?

E o julgamento do mensalão tucano repleto de provas como a lista de Furnas?

Qualquer pessoa minimamente informada percebe que a situação difícil é das oposições (demotucanas e PIG) e não do governo .

Tá bem, de outro lado, reconheço a inércia do governo.  Por que manter o Zé, miniistro da justiça? Por que manter o atual diretor da PF, subordinado ao Zé (apenas em tese)?

E as discretas pressões que o executivo pode fazer para cancelar anúncios na globo? Por que não são feitas?

Ora, qualquer pessoa minimamente informada e corajosa resolveria o problema em poucos dias. O governo, infelizmente, não percebe a força que tem e os meios de que dispõe para sufocar os golpistas.

 

 

Nassif, voce desvendou uma charada pra mim que eu nao havia conseguido entender antes.  Eu nao havia entendido como um partido de favelados intelectuais como o PSDB acerta suas vitimas e os alicia pro lado dos ricos, e agora esta clarissimo

CAMPANHA SUBTERRANEA COM OS "NOVA CLASSE MEDIA", gente.  Ela ja esta acontecendo.  A espionagem vai fornecer os dados de emails, enderecos, e nomes deles, e a gentalha tucana imunda vai fazer o resto.  Eles estao sendo bombardeados com propaganda anti-Lula secretamente.  Nesse exato minuto.

A "minoria" que viraria Serra e o colocaria na presidencia em 2010 eram os imundos religiosos.  Agora eh a "nova classe media" que o PSDB DETESTA E SEMPRE DETESTOU.  Repito:  eles estao sendo bombardeados nesse exato minuto.  Atravez da mesma tecnica do "guru" de Serra.  Eh so dar uma olhada nas redes sociais deles pra ver quando vai aumentar.  So que eu nao tenho condicoes de responder aa altura e TODOS voces tem.

PROTEJAM ESSA NOVA CLASSE MEDIA A TODO CUSTO.  Ela pertence a LULA e a LULA somente.

Ja comecou.  O post do Nassif eh o zeitgeist desse comeco.

Comeca assim:  eh so ver comprar dados de se logou/registrou em site/comprou coisa na internet pela primeira vez nos ultimos 3 anos.  Simples o bastante.  TODOS eles sao "nova classe media" EXCETO pelos mais jovens, cuja porcentagem populacional sempre vai existir.

O PSDB ESTA SABOTANDO A NOVA CLASSE MEDIA QUE LULA FEZ NESSE EXATO MOMENTO, GENTE.

Revidem aa altura.

 

Longe, o melhor post do ano!

"Nem se ouse apostas sobre quem pode botar mais gente na rua. Entrar nesse jogo é tiro no pé na certa."

O tempo já passou!!

Exatamente para evitar o clima atual, que antevi, repetia, há tempos: Dilma, chama o Lula.

 Inês... não a conheci.... é morta! 



 

E Joaquim Barbosa continuará sendo Joaquim Barbosa... Gente, na entrevista de hoje - da qual vi pequenos trechos na televisão - o JB devia estar brincando. Não é possível que um advogado recém formado manifeste tanta ignorância a respeito das garantias do Poder Legislativo sem que lhe cassem o diploma,naturalmente comprado.  Nos áureos tempos da ditadura militar voce podia encontrar idiotas discutindo a inviolabilidade dos parlamentares por suas opiniões, palavras e votos, porque estávamos em um regime de exceção.  Mas um ministro do Supremo confundir garantias constitucionais com privilégios descabidos eu nunca tinha visto(bem, não acompanho as sessões das cortes de Honduras e do Paraguai).

 

Belíssima análise.

Gosto principalmente da parte em que o PT tem que deixar o mensalão pra lá.

Na minha opinião - e defendi isso desde 2005 - o PT deveria ter reconhecido o erro que cometeu, expurgado do partido os mensaleiros, Dirceu à frente, e, com o carisma de Lula, tocar o barco em frente, sem deixar que a bandeira da ética caísse nas mãos da oposição como aconteceu.

Tenho certeza de que Dilma e o "novo PT" que ela representa farão isso.

As respostas rápidas de Dilma a qualquer malfeito que surge em seu Governo demonstram transparência e ideal republicano. Bem diferente do que Lula fazia, ao tratar tudo como um jogo de futebol, meu time contra o seu.

O PT quis ser "esperto", quis jogar o jogo dos bandidos. Deu no que deu.

Mas acho que uma reviravolta é possível.

Hoje, falar em ética é ser chamado de udenista e outras bobagens afins. Mas o discurso do PT - do velho e bom PT - tinha um componente fortíssimo na questão ética.

Dilma e o PT têm tudo para tocar esse Brasil pra frente. Já mostraram que é possível (até que enfim)  repartir o bolo.

Mas têm que abandonar esse gangsterismo que o PT de São Paulo adotou como norma de conduta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marcos,

você escreveu com perfeição aquilo que penso! Cuidado, pois a seita petista paulista vai te chamar de troll... rs

Falou tudo: "gangsterismo que o PT de São Paulo".

E discordo dessa tentativa ingênua de combate de toda e qualquer instituição de forma genérica... Criticar o MPF só pela atuação de Gurgel é justo? Não. O PT se valeu da mesma tática de vazamentos para atacar os tucanos.

Defender a lei da mordaça e a PEC para limitar os poderes do MP é uma afronta ao ideal de ética que o velho e bom PT sempre defendeu.

E criticar o "republicanismo" de Lula? Nassif, você mandou muito mal nessa.

O Brasil melhorou com Lula. Continua melhorando com Dilma. Mas vai ficar melhor ainda quando cair na real e reconhecer que erros graves foram cometidos. Não adianta levar tudo  e todos na base da acusação de golpismo.

Sds.

 

Mandrake

E a tendência, pelo que tudo indica, é que Dilma realmente vai tocar em frente. Chega de mensalão.

Pensemos mais em investimento em educação e menos em José Dirceu, que daqui a 6 meses estará solto por bom corportamento.

 

Neste jogo DE xadrez até agora é o PT que está ganhando. O Ministério Público e o Supremo estão mostrando o quê sempre foram, ou seja autoritários. Por outro lado, o PT está se fortacendo. Vejamos, quanto tempo não viamos a militância tão ativa como agora. Essa militância cresceu muito nesses últimos anos com os governos Lula e Dilma. Iremos perceber isso quando Lula for as ruas e nos chamar para participar dos atos nas ruas a fora. Gente!. O Brasil vai parar. Implicitamente Lula e cada um de nós (povão). Não se preocupem, temos o Governo e a grande maioria da sociedade do nosso lado. Lógico, que a luta não será fácil, mas será bastante interessante. Temos que entender que não será a primeira vez e nem a última que o PT irá ser atacado pelo os partidos da direita. Neste momento de crise é importante que cada um de nós possa agir conforme a determinação da nossa maior liderança (LULA) para obtermos o XEQUE-MATE. 

 

"...já que as Ministras, severas nas suas sentenças, mostraram-se discretas e legalistas". 

Em relação às Ministras, acompanharam quase que na totalidade os absurdos votos do relator no julgamento de exceção. Condenaram réus sem provas, concordaram com a fraude do domínio do fato, com as inovações de aplicação exclusiva a esse julgamento, como a da condenação por corrupção passiva sem ato de ofício, etc. Discretas elas foram, mas legalistas, de forma alguma.

 

E eu prefiro que o "pau quebre"; que venha a crise braba, para ver no que vai dar: Ditadura militar de direita, Ditadura militar de esquerda? Só vejo pela frente esses dois caminho.Acredito mesmo que desta vez, e pela primeira vez, a Ditadura  será a  de esquerda, que é uma m... como é uma m... a de direita. O que nos restará  então para acalmar os ânimos:Divisão do Pais,paraa satisfazer as duas  correntes? Mas quem fica com quem? Nova briga. Aí vem os Americanos, Israel, os Árabes,Francese,Ingleses, querendo um pedacinho, e o pau continua, e tome-lhe paranóia!

 

Precisamos SABER se o Joaquim Barbosa é tudo isso mesmo...

Peço que alguem, assim como fez o prevaricador, solicite que o JOAQUIM BARBOSA INICIE OS PROCEDIMENTOS PARA A REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA COISA QUE O CONGRESSO AINDA NÃO FEZ!

Vamos ver quem é o Deus deste Ministro...

 

"O que fazemos na vida, ecoa na ETERNIDADE!" (Máximus - Gladiador)

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

"Precisamos SABER se o Joaquim Barbosa é tudo isso mesmo...":

Marco Antonio, Barbosa esta atraz do pedido de prisao de Dirceu.  Barbosa o orquestrou.

 

"...E diagnosticava: se não houver pulso da parte do governo, termina em golpe militar. Não houve pulso, a conspiração prosperou".

E o carro-chefe da conspiração, a mídia golpista, ou PIG (partido antiquíssimo), comemorou o golpe de 1 de Abril, em editoriais, como este de O Globo:

"Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições" (...) "Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os "nossos" problemas terão soluções"(...) "(os golpistas) não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo" (...) "Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina (!) "(...)"Sejamos dignos de tão grande favor". http://www.viomundo.com.br/bau/mais-uma-declaracao-de-principios-esta-de-1964.html

 

A frase de O Globo (Roberto Marinho?) dizendo que o povo foi socorrido (no golpe de 64) pela Providencia Divina (ou seja, por ele próprio e pela mídia golpista), "é típica de quem, à falta de qualquer tipo de limites, deixa de supor e passa a acreditar piamente que é Deus", como disse Nassif.

 

Complementaria a boa análise com a idéia de que realmente tudo é compressão e descompressão , ou seja , de pressão e vácuo,ação e reação ( no caso , de poder ). A Dilma sempre passou ( e tentou agir assim ) a idéia de que não gosta de fazer politica ( no melhor sentido que isso venha a ter ). Parece se sentir técnica demais e presa a certos compromissos ( daí os vácuos de poder). E o PT parou de fazer pressão/ação e reação . Como se o governo ficasse parado , vendo apenas os aspecto da economia.( orientados por Lula e Dilma ?) É claro que houve falhas nas escolhas de Lula e dela para o STF e PGR , Ministério da Justiça e Policia Federal , mas está feito. Com relação à crise econômica mundial,creio que o Brasil até que vai se saindo bem ,  plantou e  certamenta vai colher frutos brevemente. Aí é que está a causa do problema : Tem gente perdendo dinheiro com a queda dos juros internos , lá fora e aqui dentro tem gente que não está vendo a menor possibilidade de retorno ao poder em 2014. Além dessa  turma , tem a direita conservadora , se radicalizando ( aqui e no mundo todo ). Resta as correções de rumo, no meu entendimento,como,outro ministro da justiça, outro diretor da PF , desmantelamento do núcleo tucano/Serrista , liberar o Congresso ( o que Collor tem feito ) para convocar o Gurgel ( que saiu fortalecido com a retirada de seu nome do relatório da CPMI do Cachoeira )e  nomeação criteriosa do novo Ministro do STF. 

 

Luis Nassif,

 

Parabéns pela brilhante análise e bem desenhada estratégia para o futuro.

 

"No MPF, há uma gana para pegar Lula que transcende a própria figura do PGR."


Dá pra desenvolver um pouco mais essa questão, Nassif?

 

De fato, entender o xadrez da nossa política é mais complicado que entender a política dos nossos xadrezes. Êta trocadalho do carilho ....

Mas, rememorando um pouco, voltando na nossa história recente a alguns raros momentos democráticos, a coisa não se esclarece. Relembremos Getúlio. Relembremos JK. Relembremos Jango, Jânio, Collor. Todos saíram, entregaram o poder legitimamente conquistado, em nome de um não enfrentamento. Desnecessário, segundo eles. Medo? Não creio.

Talvez Ulysses, talvez Tancredo tenham tido uma compreensão adequada aos seus dias. Mas infortunadamente, não viveram para nos contar. Estranho, não?

Estranhamente também, sermos uma sociedade em que os períodos democráticos se atingem lentamente, escalando escadarias de um calvário, enquanto os períodos de exceção são alcançados pela velocidade do trem-bala.

 

Brasil, mostra tua cara.

Cadê a qualificação (nome, endereço, etc...) dos que querem dar o golpe.

Se eles não aparecerem, não levam.

Esperar para ver, mas, humildemente, sugiro esperar deitado, pois coragem não faz parte do repertório deles.

Como o tempo joga a favor do governo...

Perdeu, playboy!

 

Follow the money, follow the power.

"Nem se ouse apostas sobre quem pode botar mais gente na rua. Entrar nesse jogo é tiro no pé na certa":

Se, na populacao e em geral, paulistas e brasilienses sao tao BURROS que acreditam em qualquer crise arquitetada pra destruir a si proprios e ao Brasil, entao me coloque na fila de destruir todos eles.

 

Nassif,


Excelente comentário de leitor sobre a entrevista do Amaury Jr ao Viomundo, que merece um post, não?


Severino Isidoro Fernandes Guedes ·

Como costumava dizer meu grande amigo Aderico Vasconcelos (que foi vice-prefeito de Goiana - PE, e foi um dos homens mais dignos e honrados que já conheci): "chegamos (o PT, Lula e as esquerdas) ao governo, não ao poder, o poder está nas mãos de quem sempre esteve (nas mãos do grande capital e dos interesses privados e econômicos". E assim continua a ser. O PT, para garantir uma frágil governabilidade, teve que fazer inúmeras concessões, e até trair a maioria de suas causas. Fez (e vem fazendo) um governo bem sucedido, um governo que, a seu modo (e ainda que de maneira tímida), está reduzindo as desigualdades sociais e promovendo a inclusão social de parcelas significativas da sociedade (e é isso o que justamente incomoda a direita e as forças conservadoras e mais reacionárias), mas vem fazendo tudo isso a um preço muito alto.
...O restante já se sabe: a direita, que sempre foi quem teve o poder de fato (pois vocaliza as aspirações do poder econômico), está enfraquecida, mas não morta ou irremediavelmente derrotada. E agora se rearticula numa cada vez mais nítida manobra golpista urdida junto com a mídia conservadora e com o que há de mais atrasado no Judiciário para avançar e desfechar um golpe contra o governo Dilma (legitimado pelas urnas).
Como a mídia já não consegue manipular o resultado de eleições como antes fazia a todo tempo (dado o sucesso econômico e social do governo), animada pelo que aconteceu em Honduras e Paraguai (países periféricos da América Latina, mas onde manobras golpistas engendradas por mídia e justiça deram bons resultados), por aqui as mesmas manobras percorridas pelas elites desses países para derrubar governos trabalhistas ou de esquerda, vão avançando.
Esse julgamento de exceção da AP 470 (relativa ao chamado "mensalão do PT) já foi um sinal claro disso. Contando com magistrados acuados, ameaçados, intimidados ou deslumbrados pelos 15 minutos de fama a que teriam direito na mídia, conseguiram a condenação (sem provas) de figuras importantes do núcleo político do PT, criminalizando irremediavelmente o partido. Para tal bastou o estupro de uma já discutível teoria do direito: a do "domínio do fato".
Condenados os réus, que agora deverão ser presos e execrados publicamente às vésperas do natal, por conta de manobras do atual procurador-geral da República (que é acusado pelo senador Collor de Mello, PMDB, de "chantagista" e "prevaricador") em conluio com o atual presidente do STF, a manobra golpista toma novos contornos.
Paralelamente a imprensa reacionária tenta criar constrangimentos ao ex-presidente Lula (com a divulgação desse affair com a tal Rose do escritório de São Paulo) e paulatinamente tenta ligá-lo ao "mensalão", o que não conseguiram até aqui, mas que insistirão em fazer, provavelmente com o inestimável apoio dos setores mais conservadores e reacionários do Ministério Público.
A parte final será chegar até a presidente Dilma e (bingo!) desfechar o golpe final, preferencialmente cassando o mandato da presidente ou, se isto não for possível (como não foi com Lula em 2005), criar um clima para que ela chegue nas urnas enfraquecida em 2014.
A sorte já foi lançada e não pensem que as elites não são capazes disso, e que isso é a apenas mera teoria conspiratória. As elites (nossa história já registra) são capazes disso e de muito mais quando tem seus interesses políticos e econômicos contrariados. E quando ser poder apenas já não lhe basta, havendo a necessidade também de ser governo.
Para os que dizem que o PT aparelhou o Estado, é risível o fato do PT ser (hoje) justamente refém desse Estado que aparelhado o fosse não lhe criaria embaraços de nenhuma espécie. Pois aí estão setores tucanos da Polícia Federal, setores reacionários do Ministério Público e do judiciário (com "j" minúsculo mesmo) e. obviamente, a mídia reacionária, todos trabalhando na direção de destruir o Partido dos Trabalhadores, sua principal liderança (Lula), a atual presidente da República, e toda a obra de construção de uma país mais justo e plural, que vem sendo tecida ao longo de uma década.
Infelizmente a verdade é que o PT contribuiu para isso, repetindo os mesmos esquemas de corrupção do PSDB (o principal partido de direita do país) e do DEMO (antigo PFL, PDS, ARENA, UDN...). Esquecendo-se porém de que não tinha tanto know-how nesse campo, e que essa seria a isca jogada para fisgá-lo depois.
O governo petista (tanto com Lula, quanto com Dilma) errou feio ao não avançar sobre o baronato da mídia, com uma lei para limitar oligopólios midiáticos à serviço do poder econômico (e que usam a liberdade de expressão como escudo para defender na verdade seus negócios e interesses ideológicos imediatos).
Enfim, se há acertos (e há muitos), os trabalhistas que hoje governam o país também abusaram de cometer erros.
Mesmo assim não é justo que caiam por conta de manobras golpistas. Pois os que os sucederiam não trariam nada de bom para o país, exceto o retorno do velho modelito de injustiça social e iniquidade econômica propalado pelo neoliberalismo desumano (e que tem levado os países europeus ao colapso, e o povo europeu ao empobrecimento acelerado, com os ataques sobre o Estado do Bem Estar Social).
Ainda há tempo de enfrentar esse golpismo que está avançando, e o antídoto se chama povo na rua. Ou se parte para o embate ou então o golpismo avança, e todos sabemos que o avanço do golpismo na verdade significa retrocesso e autoritarismo - assim foi com 1964, assim será enquanto existirem os que querem o povo amordaçado e de volta para as senzalas modernas das favelas e periferias (e de mãos vazias).
 

 

 

 

Certinho, certíssimo!!!

Parabéns!!!

 

Antes de qualquer definição ideológica ou partidária,a mídia é uma instituição mercantilista  ou uma corporação capitalista cujos fins são o lucro.Os meios pelos quais ela alcança seus objetivos é apenas uma consequência de suas estratégias mercadológicas.

 

"Mensalão pagou tabuleiro de xadrez do Nassif", acusa Valério. FHC exige explicações. Oposição quer convocar Bispo, Rei e Rainha para depôr na CPI. Barbosa, do alto da Torre, condena peões e determina apreensão dos passaportes dos Cavalos.

 

"O que seria um cenário de desestabilização?":

Um terremoto vale?

Pra quando?  Qual eh a data precisa?

Eh so cronometrar.

 

Serve esse aí, de amanhã (horário: de preferência depois do almoço, que a gente não é de ferro !!!).....

 

 

"A democracia é o pior sistema de governo do mundo. À exclusão de todos os demais” ...Churchill.

 

Nassif, acho que você ficou medroso.

Nunca tivemos mobilização popular legítima nos últimos 50 anos, daquela que envolve todo o território nacional, sempre foi a classe média que desfilou nas capitais sob bandeiras conservadoras.

Portanto, não subestime o que pode acontecer com uma mobilização popular massiva!

De repente, é o que falta para sairmos do subdesenvolvimento.

 

tudo muito racional, mas...

eu já tenho 40 e simplesmente não posso ficar sentado esperando outra tragédia do Sarria!

mexeu com Lula mexeu comigo!

 

Del40

Caro Del40 , com todo respeito , mas esta história de mexeu com Lula mexeu com comigo   fica bem pra torcida organizada de time . Dentro da normalidade política  em que vivemos não cabe apoiar o ilícito , não temos ninguem acima da lei , errou tem que pagar , seja quem for . Mas isso dentro da observancia explicita da lei  . No caso recente da Rosemary , não foi a mídia nem a oposição que deflagou o caso , foi a PF.  O mensalão esta correndo e seus atores , como o Marcos Valério dão o tom da música , tambem não são os Tucanos os causadores dos problemas do PT , e lhe digo mais  a empreiteira DELTA vem por ai com um mar de lama a envolver o governo, e não é culpa da oposição nem da mídia.

 

Armando, conta aí pra gente, sobre esse "mar de lama" da Delta com o governo. Qual governo?

Aliás, lembro de ter lido, ouvido e visto esse termo "mar de lama" em algum lugar. Por acaso, não foi a globo sobre o governo do Vargas? Ou foi o Carlos Lacerda, apoiado pela globo?

Saudades do Samuel Wainer.

 

Olá Nassif,

Entendo que o novo ministro do supremo Teori Zavascki já teria condição de votar a respeito da competência de aplicar o artigo 55 CF, pois com o voto dele acabaria com essa barbárie dos joaquins da vida e outra coisa à aplicação do artigo mesmo que esteja inserida na ação 470 é um fato novo que será aplicado em outras ações.

Ele não pode ficar omisso tem que mostrar prá que veio!!!

 

 


                Exatamente. A discussão sobre quem tem competência para julgar perda de mandados é totalmente acima do contexto do mensalão. Ocorre que o Teori, ao que me consta, se deu por impedido (acho que o argumento foi justamente porque não conhecia o processo do mensalão - saída pífia para não participar dessa questão, porque a questão da competência é totalmente fora do contexto das provas ou não do julgamento do mensalão é questão puramente de direito com efeito praticamente "erga omnes" - infelizmente, o Teori se apequenou...).


                Agora, afastando-me da crítica ao Teori por ter se dado do por impedido (me corrijam se estou errado, mas salvo melhor juízo, foi ele mesmo que se negou a participar da votação), faço a seguinte indagação: Para dirimir conflitos de competência, existem regras jurídicas, que podem ir se desdobrando em disputas e parar no próprio STF, mas o que fazer quando a discussão envolve justamente dois dos poderes que chamam para si a competência ou prerrogativa?


               Tentando ser mais claro. Imagine uma disputa sobre a competência territorial entre dois estados, estamos diante de DUAS partes que clamam para sí a referida competência, então é lógico que, o Judiciário é a seara correta para se dirimir a questão. Mas, no caso, estão disputando a competência ou prerrogativa, justamente o Judiciário na pessoa do STF e o Legislativo, no caso, na pessoa da Câmara. Ora, as duas instituições SÃO PARTES DA DISPUTA, como pode uma delas apenas chamar para sí o direito de julgar a questão?


            A atual situação é uma aberração jurídica, onde UMA DAS PARTES NA DISPUTA, está julgando quem tem o direito...  INACEITÁVEL SER PARTE E JULGADOR AO MESMO TEMPO.


            Situações como estas necessitam de um diálogo muito mais complexo e a necessidade de se criar novos mecanismos de pesos e contrapesos.


             Gostaria muito que algum jornalista perguntasse aos ministros do STF o seguinte "Se o STF é parte interessada na disputa e a outra parte interessada é o Congresso, no caso da competência ou prerrogativa para cassar mandados, quem seria isento para julgar a questão?"


             

 

A discussão sobre quem tem competência de cassar deputado se é o Congresso ou STF é um assunto paralelo a ação 470, o ministro Teori Zavascki já esta em condição de manifestar através do voto!!

Ficar omisso e não se manifestar é muito cômodo, ele tem que mostrar a cara prá que veio.

 

MEXEU COM LULA MEXEU COMIGO!

 

Del40

Caro Nissif e amigos,

Concordo com muito do que disse o Nassif e alguns comentaristas.

Só acrescento o seguinte.

Num Tsunami, quando as ondas invandem o continente, sai acabando com tudo que vê pela frente e você acha que é o fim do mundo. Mas espere, o fim ainda não chegou. As mesmas águas que diziam ser o fim, é só o começo, o pior é quando elas resolvem voltar para o mar... Até agora, só vimos a onda entrando no continente, uma hora vai haver o refluxo, as águas vão querer voltar ao mar, aí...

Até porque ninguém fica apanhando o tempo todo, uma hora, tem que ir pro contra ataque. 

 

Continua em alta, a campanha do PIG, de caça aos indicados por qualqer um que tenha  cumprimentado Rosemary.  

A blogosfera suja bem que poderia contribuir  com  algumas contra-informações sobre os apaniguados-parentes de alguns figurões da direita ( políticos e PIG )  nos  diversos órgãos governamentais estaduais, principalmente de São Paulo ( 40% do PIB brasileiro ).

Com certeza   teríamos nomes interessantes pululando por diversos lugares: a começar do "ex-comedor de criancinhas" Roberto Freire, que apesar de viver em Recife, "trabalha" de vez em quando na Sabesp   !!!

 

 

"A democracia é o pior sistema de governo do mundo. À exclusão de todos os demais” ...Churchill.

 

O que eu sei e que estudei é a cultura brasileira tomando conta de todos movimentos dentro da economia, política e social. O famoso jeitinho que está presente em todos âmbitos. A sonegação de impostos corre a solta. Sonegação por todos os lados. Então pra entender a política tem de levar em consideração a cultura.

O político que chega ao poder corrompe-se aí ou corrompe-se nas relações sociais? Então, cassa-se políticos corruptos mas outros são fabricados com grau mais avançados de sofisticação. E o engraçado que muitos fala que isso é jogo democrático.

 

Robber

 Nassif,

 

 Execelente análise, porém acrescentaria a este comentário o verdadeiro barril de pólvora em que se tornou o a Polícia Federal. Com efeito, guardadas a devidas proporções, de certa forma, a guerra entre EPAs e Delegados faz lembrar a revolta dos marujos em 64. Neste momento histórico a PF talvez  tenha mais poder que os militares, informação, muita informação, então eis a arma dos delagados para constrager o governo se este acenar em aceitar as mudanças propostas pelos Epas. O ministro da justiça atual não é respeitado por nenhuma categoria da PF. Enfim, a PF é um balaio de gatos, um barril de pólvora e um cesto de cobras que vai fazer a diferença no jogo de poder do Brasil. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Acho que, dos 3 mundos da opinião pública citados, faltou o principal que é o ativismo dos sindicatos, movimentos sociais etc.  Acho que é este fator que tem segurado a peteca do governo e evitado que a classe média (em ascensão, mas por definição conservadora) abandone o partido que a beneficiou. 

 

Sufocar a PGR? Joseph.

Cada um dos seus membros faz o que bem quiser. São vitalícios e praticamente "imexíveis". Membro de um órgão com autonomia administrativa, funcional e financeira.

Caso algum procurador encontre indícios fortes contra o Lula, agora sem as prerrogativas do cargo, não vai largar o osso.

 

Vc entendeu o que eu disse, Rebolla. 

"Sufocar" quer dizer "Brindeirar", entende?

Simples.

 

Abs, joseph

"No MPF, há uma gana para pegar Lula que transcende a própria figura do PGR."

Não vale a pena aprofundar esse ponto?

Isso representa o que?

Uma cruzada legalista baseada numa convicção genuína que o ex-presidente cometeu atos de corrupção? Onde reside esta convicção?

Uma perseguição política baseada em posições partidárias do MPF?

Quão incrustado isto está no MPF?

 

Posso dizer, com profunda honestidade e certo conhecimento de causa, que o MP tem obsessão em combater a corrupção.

No mesmo sentido, o MP paulista fez de Paulo Maluf um alvo a ser caçado durante vários anos. Aliás, as ideias de restringir poderes do MP - que muitos do PT defendem hoje - foram obra de Maluf (que o PT veementemente combatia e com acerto).

 

Exatamente, por que estaria o orgao se prestando a esse tipo de perseguica ?

Ora, ao MP cabe a defesa da sociedade, contra todos possiveis atos ilicitos e nao perseguicao unicamente a um ex presidente. Isso nao tem cabimento. Significa uma atuacao politica.

 

Outra coisa: vocês se lembram da perseguição que FHC e seus Ministros sofreram pelos Procuradores da república Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb?

À época, não me lembro do PT criticá-los.

À propósito: http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Francisco_Fernandes_de_Souza