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Presidenta ou presidente?

(Atualizado em 3 de janeiro, às 15h29)

Vi esse comentário sobre o tema e resolvi postar, isso foi além do argumento usado por muitos sobre a questão que a palavra "presidenta" está presente em dicionários. Eu pouco me lixo para o que o dicionário diz o que é ou não certo, para mim quem fala errado é quem fala o que não entendo, no mais é nóis na função, sem menisquencia no migué cortando o barato dos pé de breque, no dialeto que os paquito num registra pra evitar judaria e coxinha, de chapéu atolado, mas sempre no corre!

"Presidenta", que palavra é essa?
Por José Bones:

Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus apoiadores, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.

Presidenta?

Mas, afinal, que palavra é essa?

BemvBem, vejamos:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o  ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos anteente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do gênero, masculino ou feminino. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um exemplo (negativo) seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentr e tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta."

Por Silvana

De todo modo, quem vai definir o uso mesmo é o povo falante da língua, como sempre. ;) A chamada "consagração pelo uso" fez muitas palavras novas ou alteradas entrarem nos dicionários, assim como transformou erros em acertos ortográficos. Pode ser que isto ocorra com presidenta, ou não, aguardemos.

Enquanto isto, fiquemos com um post do Inagaki (o negrito é meu):

http://www.interney.net/blogs/inagaki/2011/01/01/presidente_ou_presidenta/

Sábado, 1 de Janeiro de 2011

Presidente ou Presidenta?

Hoje Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil. Desejo a ela muito boa sorte, e boto fé no sucesso de sua gestão. Mas devo confessar que o que me motivou a publicar este post foi uma dúvida que voltou a aparecer na minha cabeça quando vi a manchete principal da home-page do iG neste dia histórico, destacando uma bela foto com Dilma e Lula.

Em quem votei nas eleições de 2010.

Já tinha me convencido a chamar Dilma de "presidente". Porém, ao ver o iG usando a palavra "presidenta", fiz uma pesquisa básica a fim de saber qual seria o tratamento mais correto a adotar em meus textos. As respostas, oriundas de especialistas como Cláudio MorenoThaís NicoletiSérgio Nogueira e Pasquale Cipro Neto, foram unânimes: ambas as formas são corretas e aceitas do ponto de vista gramatical.

A respeito desse impasse, afirmou Cláudio Moreno: "cada vez que alguém optar por uma ou por outra forma estará participando de imenso plebiscito silencioso, que acabará, com o tempo, determinando o destino das duas." Porém, quando li os discursos proferidos por Dilma no Congresso e no Parlatório, procurei ver como ela se refere ao cargo que assumiu no dia de sua posse. Os trechos abaixo, que retirei dos pronunciamentos feitos por Dilma, mostram claramente o modo como ela prefere ser chamada:

- "A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos."

- "Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres também possam, no futuro, ser presidentas; e para que - no dia de hoje - todas as mulheres brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher."

- "Conviver todos estes anos com o presidente Lula me deu a dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e por sua gente. A alegria que sinto pela minha posse como presidenta se mistura com a emoção da sua despedida."

Atenderei à preferência tacitamente declarada da presidenta Dilma Rousseff, pois. E vamos que vamos!

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O que mais me irrita, é saber que os defensores dessa estupidez oficial (chama a PresidentE de PresidentA), é produto único dos "intelectuais" de esquerda, aqueles defensores dessa senhora.

É ridiculo a tentativa, desesperada, dessas pessoas em querer justificar o injustificável.

Por favor, nos poupem dessas suas "aulinhas" e, pelo menos uma vez em suas vidinhas mesquinhas, de esquerda falida, e reconheçam o erro de seu governo vermelhinho...

 

Comentário de quem entende "mesmo" do assunto: Sírio Possenti, no Terra Magazine. http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4874411-EI8425,00-Feminin...

 

 presidente ou presidenta, tanto faz, se fizer um bom governo...

mas, se meter os pés pelas mãos, vou chamá-la de presidANTA.

 

A palavra soa mal por nunca ter sido usada, talvez por um ranço machista, quem sabe, o fato é que ela existe, e a escolha de seu uso pela presidenta Dilma tem um sentido totalmente simbólico, uma pontuação do feminino, e não gramatical ou semântico, o resto é sexo dos anjos.

Viva a mulher! Viva a Presidenta Dilma!

 

Definitivamente PRESIDENTE!!! Soa muuuito melhor.

 

Presidente ou presidenta, tanto faz! Mas a Dilma prefere presidenta pela força simbólica de evidenciar a primeira mulher na presidência do Brasil. É só isso (o que não é tão pouco). Os dicionários registram presidente para homens e mulheres e presidenta para mulheres. As duas formas são adequadas para se usar no feminino, é fato! O que acontece é que nunca tivemos uma presidenta antes, talvez nem se costume usar presidenta para associação de bairro, mas isso vai mudar, porque a Dilma já colocou a palavra em uso. Quem não concorda, vai engolir sem razão de reclamar, contentando-se com o PiG usando presidente. O mais importante é saber que não é inadequado usar presidenta e, como eu já disse, além de adequado tem uma força simbólica! Abraços.

 

 

Quinta, 16 de dezembro de 2010, 08h06Presidenta?STRINGER/ReutersA novidade não é a forma feminina (presidenta). A novidade é uma mulher no cargo "A novidade não é a forma feminina (presidenta). A novidade é uma mulher no cargo"

Sírio Possenti
De Campinas (SP)

 

Se eu pudesse decidir, com base apenas no meu gosto, Dilma seria chamada de "presidente". Mas quem disse que meu gosto é critério? E logo posso me acostumar. Porque língua funciona muito na base do costume.

Leio que ela voltou à carga. Que, tendo visto documentário com Pilar Del Rio, que insistia em ser chamada "presidenta" de uma fundação, avisou que quer esta forma de tratamento. Durante a campanha, as duas formas foram usadas, "presidente" e "presidenta", por ela e por outros, às vezes no mesmo evento, e até na mesma fala.

A novidade não é a forma feminina. A novidade é uma mulher no cargo. Chamá-la de "presidente" ou de "presidenta" se tornou um pequeno dilema, que lembra um certo rebolado que os outros candidatos tinham que encarar, antigamente, com Lula entre eles, nos debates: chamá-lo de "você" poderia parecer preconceito; chamá-lo de "senhor" parecia inadequado, já que era um operário (hoje quase todos se chamam de "você", mesmo se são doutores, e esta pode ter sido uma das consequências da popularização de certas candidaturas).

O principal argumento que tenho visto em favor da forma "presidenta" é seu registro nos dicionários. O argumento é que não está errado. Não só no Houaiss, bem recente, mas também no Aurélio e, pasmem, no Caldas Aulete. Digo "pasmem" não porque o registro da forma feminina nesse dicionário mais antigo seja de pasmar. Exclamo "pasmem" porque vi circular uma textinho, que teria sido baixado do Aulete digital, que ridicularizava a forma feminina de maneira francamente ridícula. O argumento era: se se diz "presidenta", por que não "contenta"? Mas isso não era nada: acrescentava-se que então também se deveria dizer "presidento contento".

Vejo na Internet que esse dicionário pode ser atualizado. Deduzo que o acréscimo em questão deve ter sido feito por um analfabeto. Pelo menos em morfologia e em lexicologia. Primeiro, porque os argumentos são elementarmente errados. Não é porque não se diz "gerenta" que não se diz "presidente" ou "parenta". No domínio do léxico, as irregularidades são muitas. E as formas se fixam ou não se fixam em razão do que uma sociedade considera necessidades. Mas, principalmente, do fato de que se diga "presidenta" não decorre que se diga também "contenta" e, muito menos, que se diga "presidento". Se todas as palavras masculinas devessem terminar em "o", teríamos que dizer "dar tiros de revólvero", "beber umas no baro", servidos por um "garçono", enquanto vemos um jogo de "futebolo". Ora!

Línguas levam os fatos rigorosamente a sério. Só se usa o que se usa. Em segundo lugar, no Aulete de verdade (quer dizer, na edição atualizada por Hamilcar de Garcia, porque o original é bem anterior), a forma "presidenta" está registrada. A edição é de 1974, bem antes da eleição de Dilma Roussef. O que está lá é: "Presidenta, s.f. (fam.). 1. mulher que preside; esposa de um presidente. // F. presidente". Esse "F" quer dizer "formação", ou seja, informa sobre a origem da palavra. "fam."

Se um argumento em favor da forma é seu registro em dicionários, é claro que o argumento contrário se valerá do mesmo critério de autoridade. Mas, como se vê pelo caso Aulete Digital, há autoridades bem questionáveis.

Outro argumento contrário ao uso de "presidenta" seria que se trata de um som horrível. Nossos ouvidos pedem "presidente", alega-se. "Nossos" de quem, cara pálida? O argumento me lembra o de uma gaúcha de Erechim chamada Sheila que disse ter gostado de Harry Potter, mas não da dublagem carioca, porque tinha muitos "x"... como em Sheila e em Erechim (trata-se do som, é óbvio!). Também me lembra dos que riem do francês que "faz biquinho", porque nunca se viram, ou nunca viram os outros, proferindo "oo" e "uu" em português.

Feminismo exagerado? Tem sido outro argumento. Apesar da antiguidade do Aulete, talvez valesse a pena chamar o velho Sigmund e perguntar-lhe se não há, escondida, alguma resistência às mulheres no comando, ou a uma mulher em particular. Pode ser tucanismo enrustido, pode ser ojeriza da política como tem sido feita. Razões nobres. Mas que se culpem os sons! Aposto que os que acham o som de "presidenta" horrível não têm nada contra "magenta", "setenta", "sedenta" ou mesmo "purulenta" e "polenta".

 

Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4845435-EI8425,00-Presidenta.html

 

Se a questão é pra ser resolvida via plebiscito, então escolho "presidente Dilma" e não presidenta, tanto pelo lado lingüístico exposto pelo autor quanto por me parecer de melhor sonoridade

 

A unica FUNÇÃO que aceita bem a variação feminina, que me lembre é Capitão, deputado e senadora. Capitã, deputada e senadora soam bem. No mais é um horror Presidenta, coronela são absolutamente horríveis. Voto por Presidente Dilma. Em tempo. A Policia Federal tá mal de mulher. Cada peitão e bundão que deus me livre. A PMs aqui de Minas tem cada gata que chega ser inconstitucional. Advogo na Justiça Militar do Estado e de vez enquanto surge um quiprocó em razão das beleza de nossas Pms. A turma não resiste e ta armada a confusão.

 

A unica FUNÇÃO que aceita bem a variação feminina, que me lembre é Capitão, deputado e senadora. Capitã, deputada e senadora soam bem. No mais é um horror Presidenta, coronela são absolutamente horríveis. Voto por Presidente Dilma. Em tempo. A Policia Federal tá mal de mulher. Cada peitão e bundão que deus me livre. As PMs aqui de Minas tem cada gata que chega ser inconstitucional. Advogo na Justiça Militar do Estado e de vez enquanto surge um quiprocó em razão das beleza de nossas Pms. A turma não resiste e ta armada a confusão.

 

Gente, um pouco de respeito com a opinião alheia é sempre bem-vindo (ou benvindo, como preferirem).

O fato é que a palavra "presidenta" já é registrado desde 1899 (segundo Cândido de Figueiredo, que, até onde eu conseguisse descobrir, foi o primeiro a registrar o vocábulo, e registrando-o como neologismo). Portanto, essa briga é bem mais velha do que todos nós...

Dos grandes dicionários, não encontrei registros em Bluteau (1720), nem em Morais (1789), provavelmente pela época em que foram escritos. Todos os grandes que consultei, desde 1900, acusam o termo, incluindo Aulete, Houaiss e Aurélio, os melhores da atualidade. Também os dicionários portugueses abonam a palavra, como o Priberam ( http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=presidenta ) e Porto ( http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/presidenta ).

O termo parece ter sido utilizado por conta das definições mais antigas da palavra presidente, que associavam o termo com o sexo masculino, como nestes excertos:

De Bluteau (1720) (grafia original):

"PRESIDENTE. (...) Deve o Presidente ser homem são, douto, versado aos negocios concernentes ao seo officio..."

De Eduardo de Faria (1853) (grafia original):

"Presidente. s.m. (...) homem que preside camara, congresso, assembléa, junta, adademia, acto litterario."

 

presidenta , assim como elefanta, governanta, me soa menos elegante-   ( e falando nisso, com todo respeito, espero que a primeira-modelo possa dar algumas rapidas aulas e exercicios para melhorar a maneira de caminhar etc)

 

Não interessa a mim a opinião de gramáticos e de outros pensantes. Para mim é Presidente,seja Homem ou Mulher que esteja no cargo. 

 

Estou me divertindo com essa discussão tola e inútil. Mas tem outra coisa que quero comentar "en passant" (em homenagem ao Lula).

Quando eu era criança os discursos eram pródigos em saudações, procurando não deixar ninguém de fora: era um tal de "senhor prefeito, senhores vereadores, senhor diretor, senhores professores, senhor padre, senhor sargento e demais autoridades civís, militares e eclesiásticas." Somente nós, pobres alunos e funcionários, não merecíamos o tratamento cerimonioso, éramos apenas "caros".

Meio século depois as coisas não mudaram muito, e o que mudou foi para pior. Sarney inspirou-se em Getúlio, com seu bordão "trabalhadoras e trabalhadores" e introduziu o "brasileiras e brasileiros" em seus discursos. Com o PT o mantra passou a ser "companheiras e companheiros", isso bem antes da chegada de Lula ao poder.

Hoje, não sei se por conta do politicamente correto ou do feminismo, o emprego dos dois gêneros tornou-se uma praga nos discursos oficiais: além dos três citados, que se tornaram clássicos, acrescentaram-se os "deputados e deputadas", "ministros e ministras", "senadores e senadoras", "governadores e governadoras", "prefeitos e prefeitas", "vereadores e vereadoras", "professores e professoras", e por aí vai. Lula foi um dos expoentes dessa mania de se referir aos dois gêneros, ao se dirigir a qualquer profissão ou categoria profissional. Eu esperava que a presidenta Dilma abolisse essas excrecências mas, a julgar por seus discursos iniciais, parece que elas vieram para ficar.

 

Uai, tudo que é divertido não é inútil, pois divertir é uma coisa boa!

Perca as esperanças, serão 4 ou 8 anos de "meus queridos, minhas queridas" e como vivemos tempos afirmativos essa forma ficará se alternando com "minhas queridas, meus queridos".

É só no início, não toma muito tempo, é simpático. Desencana...

 

"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

Fiquei zonza com a discussão. Adoro a palavra presidenta.

 

 

Presidenta pra mim é igual a gerenta.... ou seja, não existe...

 

Abraços!

 

Ação afirmativa

O Franklin Martins afirmou na entrevista a Rede TV que a própria Dilma deseja ser chamada de presidenta. Acho que ninguém aqui duvida que ela conhece muito bem as duas formas, presidente e presidenta, e que, independentemente de qual seja a mais correta, escolheu "presidenta" por representar uma ação afirmativa, para reforçar a idéia de que uma mulher pode, sim, dirigir a nação. Para nós, que provavelmente somos quase todos das classes A e B, talvez não faça muita diferença, afeta apenas o nosso tímpano, mas para aquela dona de casa ou filha vivendo com o marido ou pai machista, lá no grotão, obrigadas a submeterem-se por serem mulheres, pode fazer muita diferença. E custa muito pouco para Dilma.

Acho que ao invés de discutirmos o quão correta é a palavra, devíamos reconhecer que a presidenta tem, sim, o direito de preferir ser chamada dessa forma em nome de uma ação afirmativa. E isso demonstra uma certa sensibilidade social.

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_afirmativa

 

Artigo oportuno de Rui Martins

Publicado em 02/01/2011

Cesare Battisti, refém do STF?

Berna (Suiça) - Quem manda no Brasil ? Cesar Peluzo, presidente do Supremo Tribunal Federal pode provocar neste começo do mandato de Dilma Rousseff uma crise institucional, negando-se a assinar o alvará de soltura de Cesare Battisti para tentar, com Gilmar Mendes, anular a decisão de Lula, tomada nas suas últimas horas de seu mandato, com o objetivo de enquadrar Dilma segundo o gosto do STF.

Tudo vai se jogar nesta segunda-feira. Se Peluzo reconhecer a competência de Lula ao negar a extradição de Battisti para a Itália, deverá assinar o documento liberatório, ainda de manhã ou, no máximo, à tarde. Caso não o faça, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo poderá tomar a iniciativa de assinar, ele mesmo, o alvará de soltura. Mas nesta hipótese, já terá começado o conflito de poderes e não se sabe se o diretor da penitenciária da Papuda cumprirá o mandado de libertação.

Não nos esqueçamos, isso já aconteceu, existe, portanto, o precedente. Quando o ex-ministro Tarso Genro concedeu o asilo político a Cesare Battisti sua decisão foi obstada pelo STF, Gilmar Mendes negou a libertação do italiano e submeteu a decisão ministerial ao julgamento do STF, e ela foi anulada por 5 a 4 votos. Tarso Genro é hoje governador do Rio Grande do Sul mas foi um ministro destituído de seus poderes pelo STF.

O conflito executivo com judiciário sobre competências foi evitado para não se envenenar o clima eleitoral, mas criou-se o precedente. E esse precedente pode levar a um outro confronto, do qual Gilmar e Peluzo, que nunca foram plebiscitados pelo povo, poderão sair mais fortes em termos institucionais que a presidenta Dilma.

E um absurdo jurídico pode acontecer – apesar do presidente Lula ter deixado o poder com o apoio de 84% da população, Peluzo e Gilmar tentarem anular a decisão por ele tomada com o objetivo declarado de desprestigiá-lo, de confronto e advertência à presidenta Dilma e de se sobrepor o STF ao Executivo.

Outro absurdo já existe – o STF praticamente sequestrou Cesare Battisti, ao ignorar a decisão do ministro Genro, e o mantém como seu refém na penitenciária da Papuda. Se Battisti continuar preso, apesar da decisão de Lula, mesmo que seja até fevereiro, se confirmará, mais uma vez, a condição de Battisti como refém do STF e o Brasil estará a um dedo de uma crise institucional.

Na verdade, Battisti é apenas um pretexto. Gilmar Mendes, nomeado por FHC, será provavelmente o relator no caso de um retorno da questão Battisti ao STF. Embora juristas como Dalmo Dallari, o ministro Marco Aurélio Melo e o advogado Luiz Roberto Barroso afirmem com base jurídica ter chegado o momento de se libertar Battisti, poderá continuar o sequestro do italiano, numa tentativa para queimar Dilma junto à população, pois seria assimilada a Battisti pela grande imprensa.

O lamentável nesta hipótese é que Gilmar e Peluzo assumiriam mais uma vez as dores do governo italiano e poderiam dar provimento a uma nova queixa italiana com base no Tratado Mútuo de Extradição, como se o governo brasileiro devesse abrir mão de sua soberania e ser obrigado a se curvar às exigências italianas. E no caso de se submeter o ato de Lula a uma validação pelo STF (o que em si mesmo já seria uma provocação), quais seriam os riscos de uma anulação do ato do ex-presidente ?

Alguns juristas, como Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional, acham que não se repetiriam os 5 a 4 do ano passado contra Battisti, mas além de se submeter Battisti a um novo purgatório de tensão, espera e estresse, ninguém pode garantir um resultado.

No julgamento do ano passado, a questão parecia resolvida com a eleição para o STF do advogado da União, José Antonio Dias Toffoli. Porém, as expectivas foram traídas e com a abstenção de Toffoli, vigorou a extradição. Sem Lula no poder, imaginam-se os interesses que estarão em jogo para se obter uma anulação de sua decisão, com o objetivo de se colocar Dilma contra a parede, enquanto o ministro da Justiça seria esvaziado de seus poderes já no começo do mandato.

É bastante sintomática a notícia de que Cesare Battisti, ao ter conhecimento da decisão presidencial, não comemorou, pois já devia ter sido alertado da trama de Peluzo e do STF – forçar o Brasil a entregá-lo à Itália para desmoralizar Lula e sua sucessora. A tentação golpista dos perdedores existe. A infamante campanha contra Dilma tinha esse objetivo. Utilizar Battisti para dar um xeque-mate na presidenta, provocando-se uma crise institucional caso ela reaja contra uma decisão, aparentemente legal mas arranjada do Supremo, deve ser o sonho dos derrotados.

Esperemos que ainda nesta segunda-feira saia esse alvará de soltura, caso contrário ficará evidente haver uma conspiração e deveremos nos preparar para abortá-la junto com seus autores golpistas, para que não sofra o Brasil todo, justamente agora que vai se tornando potência mundial.

http://www.diretodaredacao.com/noticia/cesare-battisti-refem-do-stf

 

Dilma é nossa gerente ou gerenta? nossa governante ou governanta?

O termo presidenta é capaz de pegar porque não soa feio como o primeiro exemplo nem equivocado como o segundo.

Porem, prefiro a forma "assexuada" PRESIDENTE. Quem preside é presidente, nao importa o sexo

Atribuir um gênero ao termo ressalta o ineditismo do Brasil ter uma mulher presidente. Mas espero que doravante isso vire carne de vaca.

 

O problema é que existem gramáticos conceituados que defendem o uso de presidenta como feminino de presidente. Então, quem está certo???

 

Discussão bizantina, pergunta cretina, digo,  bizantina: e se a nossa PresidentAAAAAA(assim a chamarei) se casar durante o mandato? Como se chamará seu marido: primeiro-damo, primeiro-esposo(essa doeu!), primeiro-cavalheiro, primeiro-valete??????

Oh dúvida cruel!

 

Acho a pergunta boa. Não é porque uma questão não seja grave ou urgente que não podemos falar. São as melhores partes deste blog aliás, os demais são muito sisudos.

Que eu me lembre isso já está consolidado como primeiro-cavalheiro. Vi várias vezes como referência a Nestor Kirchner e ao marido de Angela Merkel.

Aqui lanço um manifesto pelo fim da discriminação dos primeiros-cavalheiros pelo seguinte:

Nos encontros tipo G-20 é usual que se levem cônjuges. Aí há a foto oficial dos líderes, em que evidentemente ficam misturados homens e mulheres. E existe a foto das primeiras-damas. Mas os primeiros-cavalheiros não aparecem em foto oficial nenhuma!!!

Algo muito importante: a Presidenta Dilma não aparecerá no meio das fotos como o Presidente Lula aparecia. Isso será comentado e devemos saber o porquê.

Li uma vez que a ordem é definida assim : ao centro o líder do país onde está havendo a reunião, à direita dele (esquerda para quem vê) o líder há mais tempo empossado (Lula estava pelo menos há 7 anos no poder durante todo o ano de 2010), depois o 2º mais antigo e assim montando o quadro.

Por essa lógica Dilma aparecerá nos cantos nas primeiras fotos.

 

"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

Uma opção interessante seria primeiro-consorte (em analogia ao marido da Elizabeth II da Inglaterra, que é príncipe consorte).

Mas pode ser primeiro-consortO ou primeiro-damO também, ué; qualquer que seja a escolha, se pegar, pegou! :D

 

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Qualquer um de nós poderá constatar que a palavra PRESIDENTA faz parte oficialmente da língua portuguesa, bastando, para isto, consultar o site da Academia Brasileira de Letras:

- Clicando em NOSSA LÍNGUA e depois em BUSCA DO VOCABULÁRIO e, em seguida escrevendo a palavra "presidenta", vai poder confirmar que ela aí está classificada como substantivo feminino.

Qualquer palavra que estiver neste site é oficial. As que não constarem são neologismos, pelo menos por enquanto.

Seria muito bom que os sabujos do PiG tivesse a humildade de recorrer pelo menos ao site da Academia Brasileira de Letras, pois iria ajudar muito a que escrevessem menos baboseiras...

 

A Dilma quer ser chamada de presidenta e o pig, reparei, a chama de "a presidente Dilma"

Então, obviamente optarei pela primeira opção

 

Juliano Santos

Talvez possa chegar-se a um consenso. Minha proposta para tal é que em seu primeiro mandato tenhamos um período de transição, isto é, tratemo-la como "Presidente" ou "Presidenta", a gosto do freguês ou freguesa.
Em seu segundo mandato, aí sim, vamos todos e todas de "Presidenta".
Que tal?
PS: É por essas e outras que sou a favor da monarquia. Estaria tudo resolvido. Ou é Rei ou é Rainha. Bem entendido: sou monarquista desde que o rei ou rainha seja eleito ou eleita por voto direto secreto e universal, com mandato de quatro anos, sendo permitida uma única reeleição; a obtenção de título de nobreza, tipó "conde", "duquesa", "barão", etc..., não implicará em nada mais que a conquista de um diploma, cuja despesa de confecção correrá por conta do agraciado ou agraciada. Por exemplo, o Sr. José Serra pagaria as custas financeiras - as políticas já pagou - de se tornar nosso querido "Visconde da Bolinha de Papel".
Não seria legal?
PS2: Feliz ano novo!

 

O português escrito e falado no Brasil é a língua de Machado de Assis. Devemos ter orgulho disso como os ingleses o fazem ao se referir ao idioma deles como o de Shakespeare.

E se Machado escrevia 'presidenta' em 1880, vocês levam a sério o cretino que diz que "Dilma, entre tantas outras atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta"?

Senhoras e senhores, dêem-se o respeito.

 

Para mim tanto faz Presidente como Presidenta, desde respeite o juramento "observar as leis" e coloque Daniel no seu devido lugar, doa a quem doer, mesmo que tenha de cortar na carne.....

 

Alguns linguístas acusam a língua portuguesa de ser machista pelo simples fato de que os substantivos neutros empre decaem para a forma masculina, ou pela concordância nominal de vários  substantivos femininos e masculinos ser sempre masculina. No entando, com a ascenção de uma mulher para o cargo mais importante do país, é natural que a palavra presidente agora seja presidenta, sem que substantivos semelhantes acompanhem a tendência (gerente, dirigente., e etc.). Essa é uma mudança inevitável na sociedade, e a língua coloquial não está preocupada se alguém concorda ou não com isso. Até contraditório pessoas que aqui se dizem progressistas e libertárias politicamente sejam tão conservadoras filologicamente. A língua deve servir a sociedade, e não o contrário: estará sempre se amodelando conforme o quadro social e cultural vigente. Jamais será imutável ou incorrerá em "involução", o que não existe, tratando-se de línguistica.

 

Ninguém enche ninguém com "parenta", então não me venham com essa história de "doenta", "pacienta", "contenta"...

A forma "presidenta" existe, está dicionarizada e consta no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa editado pela Academia Brasileira de Letras.

Então tanto faz, fica ao gosto do freguês, se se usa "a presidente" ou "a presidenta".

Só não venham com discurso de que não existe ou que é errado.

[]s,

Roberto Takata

 

só para contrariar a falha, eu vou de Presidenta!!!

 

Caro Edu e leitores,

 

Leiam no blog Terra Goyazes (terragoyazes.zip.net), o primeiro capítulo série As razões da IV Frota: O Planeta Água!

 

Agora, com essa polêmica, passo a entender a expressão "discutir sexo de anjo". Rsrsrsrsrsrs

 

Fico com Presidenta! Muitas mulheres são "governantas" de residências. Por que nunca houve discussão a respeito disto e só agora, que uma mulher assumiu a Presidência da República, este assunto tornou-se pauta?

Independente de particípios ativos, a língua é algo em constante mutação! Deixem a Globo, a Folha, a Veja e o Estadão chamarem ela de Presidente. Talvez isto até ajude para que mais e mais pessoas a chamem de Presidenta!

 

Verba parienda sunt imponendaque nova rebus novis nomina. 

(google pessoal....)

 

Espero que a nossa Presidenta atue em um  ponto que atormenta os brasileiros e afronta a legislação e a Constituição da República. Meu nome é Célio Leite - cpf 02380335460 e advogado do setor público. Vou contar uma pequeno relato sobre uma operadora de telefonia móvel (concessão pública) e que acontece todo os dias em nosso país e com os brasileiros de forma exagerada.

Absurdo 1- Fui cancelar a conta da operadora Vivo, devido a má qualidade do sinal em determinados momentos e as contas estarem vindo estratosféricas. Então fui surpreendido, ao ouvir da funcionária da Vivo que não podia cancelar a minha conta pelo meu celular. Disse que só podia cancelar de outro aparelho?? Perguntei se precisava ir a um telefone público (orelhão) e ao que parece a mesma deu a entender que de orelhão era possível cancelar minha conta. Do meu celular, mesmo depois de repassar todos os meus dados pessoais, não podia;

 

Absurdo 2- Depois de quase uma hora esperando sem ter a linha cancelada ou comunicado do cancelamento, direito inalienável de cidadão resguardado por normas pátrias, a Vivo desligou na minha 'face', sem qualquer aviso, se precisaria ir a um ''orelhão'' ou se tinha sido cancelado a MINHA conta;

 

Absurdo 3- Ao chegar na loja, consegui falar pelo número da Vivo, com uma funcionária que tendo em vista os valores da minha conta, me ofereceu um desconto de 25% por 1 ano para eu não sair da Vivo. Tarde demais, a Vivo já estava morta para mim;

 

Absurdo 4- Nos vários dias anteriores havia tentado falar com a operadora pelo sac da Vivo, mas nunca era atendido, sempre ficava ouvindo uma música irritante por minutos quase infinitos; Uma das razões para querer sair da mesma;

 

Absurdo 5 - Recebo uma multa de mais de 300 reais por ter 'quebrado' o contrato e saído antes do prazo determinado por Eles. Me pergunto, que critérios usam para cobrar tal valor desproporcional de um cliente que é humilhado, não gosta da qualidade dos serviços e tem todo o direito de sair de uma operadora? Será que é o contrato leonino, unilateral de adesão que somos obrigados a assinar e que pelo Código do Consumidor são cláusulas nulas de pleno direito?;

Absurdo 6- Como a agência reguladora - ANATEL, é digamos, inoperante e digamos, omissa perante essas multinacionais que acham e fazem do Brasil o seu quintal de 'traquinagens' e práticas irregulares e cobram uma das maiores tarifas do planeta e tratam brasileiros feito ignorantes, tive que pagar o valor da 'multa de adesão' sob pena de meu nome ir parar no SPC.

E elas colocam no SPC sob os olhos afáveis e bondosos da ANATEL.

Quando uma das maiores potências econômicas e um dos maiores PIB'S do planeta em breve, vai exigir respeito aos seus cidadãos destas empresas, acostumadas a tratar grandes países como o nosso, como se ainda fossem colônias?

 

Quando teremos uma agência reguladora de telecomunicações atuante?

 

Quando a VIVO vai começar a respeitar os brasileiros?

 

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Do ponto de vista etimológico, Presidente surge de Presidir: reunião de: "prae"-  "primeiro", "à frente de" - com "sedere" - "sentar". Presidente começa por ser o particípio presente do verbo presidir, que no português também se tornou adjectivo ou substantivo. Como forma verbal, "presidente" é o termo mais correcto mas uma vez que o particípio presente também tem valor de adjectivo julgo que é possível "presidenta" como feminino face a "presidente" tomado como masculino.

De minha parte prefiro "a presidente" embora respeite aceite quem prefira "presidenta". No caso, meramente académico, de me dirigir pessoalmente à Presidente do Brasil, ou estar em sua presença, uma vez que ela se manifestou como preferindo "Presidenta", respeitaria sem reservas essa preferência e usaria o termo "sra Presidenta", no entanto, fora isso, usaria "a presidente", não julgo que qualquer político, ou seus apoiantes, tenha autoridade para impor um termo quando há duas alternativas possíveis e nem deve ser tomado como falta de respeito ou elitismo que se faça, neste caso, a escolha oposta à da Presidente. Quer dizer pode haver elitismo na pessoa e na atitude, mas não na palavra em si que não tem culpa se serve programas outros que não a mera expressão do que significa.

 

Que me desculpem quem gosta desse tipo de linguagem, mas tratar Dilma como presidenta me cheira a uma maneira meio "nojentinha" de falar, típica da esquerda que quer dar ênfase ao fato dela ser mulher e se esquece do gabarito da ex-guerrilheira, torturada, engenheira, praticamente primeira-ministra do Lula e que teve muito mérito em fazer do segundo mandato do ex-presidente Lula o sucesso que ele foi (lembra outra palavra chata, "chefa", que nem existe em nossa Língua).

Além disso, a mídia que interessa já adotou o uso da palavra presidente, o que faz com que essa seja a opção que vai cair na boca do povo: porque é mais fácil, consagrada pelo uso, mas, principalmente, menos agressiva aos ouvidos do "presidenta".

E o que o PIG não faz, com certeza, é adotar frescuras na linguagem que usa no dia-a-dia.

 

A Academia Brasileira de Letras aceita e exibe em sua lista de vocábulos da Lingua Portuguesa a palavra "presidenta". Portanto, é "oficialmente" correto...

Quanto à lógica, o autor também está correto, já que as palavras com sufixo "ente" atendem aos dois gêneros. O que não invalida "presidenta", que talvez seja preferida pela Dilma por atender apenas ao gênero feminino, dando mais destaque ao (importante) fato.

Não fosse esta a dinâmica idiomática, "vosmicê" ou "você" ainda estaria sendo chamado de "vossa mercê", némêz?

Incomoda-me mais a "neoinvenção" "haja vista", que esquece que "haja visto" (o mesmo que "tenha visto"), é uma pressuposição, pela conjugação de verbo composto e não do substantivo "vista", que teria pelo menos que ser "construído como "vista DE".

Ou "de o", que esqueceu que "do" é a (correta) conjunção de "de + o".

Ou das letras "ê" e "ô" quando há a regra que define que NOME de vogal se pronuncia aberto.

Ou de chamar as (poucas) embaixadoras mulheres de "embaixador", evitando usar o sufixo "a" e estabelecendo uma diferença com "embaixatriz", que seria apenas a esposa de um embaixador.

Ou...deixa pra lá...

Falar 100% "corretamente" é frequentemente uma mera demonstração elitista de erudição ou suposta "superioridade", coisa que um certo "operário analfa" brilhantemente adequou à sua devida importância.

Como disse o autor, o fundamental é que a comunicação seja feita com clareza.

 

Boa contribuição de um dos comentaristas. Não dá pra brigar com o Machado de Assis, não é verdade?

O uso de escritores consagrados, aliás, é um dos critérios aceitos por gramáticos para analisar as formas da variante culta da língua portuguesa.

Existem várias razões e vários processos pelos quais o  léxico de uma língua pode ser acrescido de novas palavras, e isso aconteceu desde que o português era latim. Aliás, não se esqueçam. Nós, os italianos, os falantes de espanhol, todos estamos falando latim! O latim falado (não a norma culta), que se transformou pelos usos das respectivas comunidades de falantes, através dos séculos.

A Linguística Histórica poderia esclarecer melhor essas transformações linguísticas, posso apenas comentar bem rapidamente. Às vezes uma palavra pode ser incorporada ao léxico porque soa bem, ou porque é emprestada do estrangeiro, ou porque é um neologismo que o uso popular consagra, ou porque a literatura (os autores consagrados) passam a empregar essa palavra, ou porque designa um fato ou processo histórico de maneira mais intensa que a preexistente.

No caso da palavra "presidenta", ocorrem vários desses critérios, além de ser uma palavra que já está dicionarizada, isto é, um outro critério importante, que examina os critérios  anteriores citados, também já se aplica a ela. E isso é aceito por alguns estudiosos da gramática. Pronto, está incorporada a palavra, não é preciso mais nada. Se alguém a aceita ou não, já é um critério pessoal e não cultural, da própria história da língua. Se, além de tudo, os falantes a empregam, então junta-se a tudo isso o fato consumado, pois a fala incorporada vem primeiro, o estudo depois...

Há, como base histórica, a ascensão das mulheres na sociedade, a sua luta para não ficarem trancadas dentro de casa e conquistarem a própria independência, o movimento feminista, a pílula anticoncepcional, a presença cada vez maior das mulheres no mundo profissional e em funções que eram consideradas estritamente masculinhas, pela sociedade machista de décadas atrás. A palavra presidenta passou a ser usada com mais frequência pelas próprias mulheres, querendo marcar exatamente as suas conquistas na sociedade.

Sob esses aspectos todos, quem tomou posse mesmo, realmente e de fato, foi a presidenta Dilma, mas, se quiserem usar presidente, não está errado.

 

Eu acho que quem manda é ela. O que ela quiser está "querido" e pronto! rs.

 

Eu ainda acho que quem vai continuar mandando vai ser o Zé Dirceu, como durante o Governo LULA, ou vai dizer que você não sabia disto???

 

Presidenta.

Por que não? Ser contra é querer voltar no tempo - um tempo em que não "havia" mulheres... só esposas e patroas.

Os homens e mulheres evoluem. Por que não a língua?

 

Uma vez que gramaticamente, pode as duas formas, quem manda é a Dilma , aliás

PRESIDENTA DILMA , pronto !!! 

E o que interessa são os atos da pessoa, no exercício do cargo.

Inté mais.

 

Nassif, desculpe o exemplo que vou dar, mas acredito que simplificará a situação posta:

O cara tem pela mulher "um tesão" ou "uma tesão"??? Tanto faz, o importante é que tenha tesão.

Com relação ao artigo postado, o que importa é o casamento do povo com a principal gestora do país. Se é Presidenta ou Presidente, não vem ao caso e não vai altera a produção de forma alguma.

Quem levanta uma "lebre" dessas, na verdade, tá se preocupando com a cor da meia e não com a cor dos olhos. Falou?

 

Ó! óia aí sô: O professor Pasquale falou que tá certo, a Dilminha tá querendo, então é presidenta mesmo!!!

 

Já que é para discutir, vamos pensar no futuro! Não fiquemos apenas nas questões que já têm solução fácil!

Quando houver eleição de uma transexual de sexo biológico originalmente masculino, mas que já tenha requerido a adoção do "nome social" feminino, será presidenta também? Acho que sim, né não?

Ou alguém vai perguntar se é operada??

 

 

"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

Eu acho que tem de ser presidenta, Gunter. Eu gosto de presidenta.