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Professores de MG recebem aumento

Por Marcio dos Santos

Já que deu polêmica o assunto salário dos professores de Minas. Coloco mas lenha na fogueira. 

Do Estado de Minas

Professores de Minas recebem aumento

Leonardo Augusto - Publicação: 14/01/2011 06:29 

A nova política do governo de Minas de remuneração para os professores da rede estadual de ensino, retroativa a 1º de janeiro, foi publicada quinta-feira no Minas Gerais. Os salários passam a ser calculados pelo sistema de subsídios, unificados por carreira, de acordo com tabelas estabelecidas por lei. Gratificações por tempo de serviço e outras foram incorporadas aos subsídios. Pelo sistema, conforme a Secretaria da Educação, os 310 mil professores ativos e aposentados terão aumento de salário real de, no mínimo, 5%, com impacto de R$ 1,2 bilhão por ano na folha de pagamento da pasta. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute-MG), no entanto, afirma que apenas 234 mil servidores, da ativa ou não, receberão contracheque mais alto com as mudanças adotadas pelo governo. As modificações foram feitas por resolução conjunta das secretarias de Educação e Planejamento e Gestão. 

Segundo o governo, as novas tabelas de remuneração garantem uma valorização real para o professor em Minas Gerais em relação ao piso nacional salarial, de R$ 1.024,67, por 40 horas semanais. No estado, o menor valor recebido por professor da educação básica será de R$ 1.122,00 para uma jornada de 24 horas por semana.

A presidente do Sind-Ute estadual, Beatriz Cerqueira, confirma o percentual mínimo de aumento real de 5%, mas reclama que, pelo novo sistema, professores com tempo maior de carreira tiveram reajustes menores. Para 156 mil servidores, 40% do total, todos com mais de 10 anos de magistério, não haverá aumento, afirma a sindicalista. "Precisamos de uma política salarial que atenda toda a categoria", reivindica Beatriz. As mudanças publicadas quinta-feira foram parte de acerto para pôr fim a uma greve dos professores que durou 47 dias, no ano passado. 

A subsecretária de Informações e Tecnologias Educacionais, Sônia Andere Cruz, nega que parte dos servidores vá ficar sem aumento, mas confirma percentuais reduzidos para profissionais com mais tempo de trabalho e que já têm remunerações maiores, em função de benefícios acumulados ao longo dos anos. Conforme a subsecretária, o sistema elimina distorções, incompatíveis com o conceito de carreira, que pressupõe ganhos equivalentes para servidores com o mesmo posicionamento, tempo de serviço, qualificação e nível de desempenho. "Os índices de aumento, no futuro, serão igualitários para todos os servidores", justifica. 

A presidente do Sind-Ute, no entanto, afirma que a adoção do subsídio não é o melhor formato para remuneração dos professores. "É um instrumento de remuneração previsto para agentes públicos, mas, na nossa avaliação, desvaloriza a carreira, que é construída a partir de gratificações alcançadas ao longo do tempo". Beatriz promete para 1º de fevereiro, já no início das aulas na rede pública, o começo da rodada de discussões para construção da proposta salarial deste ano, a ser enviada ao Executivo. 

O sindicato reclama ainda do fato de o governo do estado tratar o subsídio como piso salarial, entendido até então como valor inicial dos vencimentos, sem acréscimo de gratificações. "Esse debate existe entre o governo e o sindicato, mas acreditamos que o subsídio facilita o entendimento (da remuneração do servidor)", retruca a subsecretária. 

Dúvidas

A partir de fevereiro, os professores poderão consultar o valor que passarão a receber no contracheque no site https://www.portaldoservidor.mg.gov.br/. Para acessar as informações é preciso fornecer a matrícula de servidor público (Masp). O novo posicionamento na tabela dos subsídios já pode ser consultado no mesmo site. Os professores que não quiserem fazer parte do sistema adotado pelo governo devem comunicar a decisão à Secretaria de Educação até 90 dias depois do pagamento do primeiro contracheque, em fevereiro. 

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Comentários

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Leia: SEM HABILIDADE COM NÚMEROS, Junia Oliveira, O Estado de Minas, 08/06/2010

http://wwo.uai.com.br/EM/html/sessao_18/2010/06/08/interna_noticia,id_sessao=18&id_noticia=141062/interna_noticia.shtml

Consta em                                         

http://www.exkola.com.br/scripts/noticia.php?id=34579041

http://blog.opovo.com.br/educacao/sem-habilidade-com-numeros/

 

Nada disso adianta se o sujeito já nasceu geneticamente defeituoso para aprender. O que faz isso em Minas não sei, quiçá queijo. No Pará há uma fruta, pupunha, e dizem que se uma mulher roer o caroço só terá filho tanta

 

Caro Ivan Moraes,

Continue comentando  sobre Minas e sobre Tudo, vc diz o que muitos querem e não podem dizer ou não

conseguem!

 

A remuneração dos professores, ainda assim, é bem abaixo dos valores pagos pelo legislativo, pelo judiciário e por algumas das carreiras do executivo. O modo como o estado trata, e tem tratado assim há anos (desde quando posso lembrar), os profissionais de saúde e de educação é lamentável e revela a hipocrisia dos discursos proferidos ontem e hoje sobre justiça social, desenvolvimento, cidadania e quetais.

A instituição do subsídio como forma de remuneração é uma solução provisória que contempla os servidores em princípio de carreira ao elevar o piso salarial. De outra parte sacaneia sem pudores e temores os servidores mais antigos e os aposentados que perderão suas vantagens pessoais e não serão beneficiados pela nova tabela.

Por que o mesmo estado que consegue pagar salários elevados aos servidores da Assembléia, do Tribunal de Contas, da Polícia Militar, do Tribunal de Justiça, entre outros, é tão insensível os profissionais da educação e da saúde? (para ficar em duas áreas de grande visibilidade)  a pergunta é retórica, mas dirijo-a a esses profissionais e a seu sindicatos como forma de chamar para o centro da questão não só elemento remuneração, que é relevante, mas também o lugar que ocupam estas áreas nas prioridades governamentais.

É preciso que educação e saúde saiam dos discursos empapados e gordurosos para tornarem-se na prática prioridades da sociedade e do estado.

 

E ainda querem que bons profissionais trabalhem na área de educação. Medidas políticas como essas desmotivam ainda mais os professores sobreviventes desse "caos". Parece que, mesmo com poucos avanços conquistados  na gestão de Lula, a educação nesse país tem muito a evoluir. Quem em sã consciência faz um curso superior pensando em lecionar ganhando um salário como esse? A solução é federalizar o ensino.  

 

Meu caro, a explicação é simples. Não há curso de licenciatura que não esteja lotado de gente e todos vindos da camada social mais das mais pobres e, portanto, sabem como viver com pouca grana. E prova disso é quer, especialmente com o governo Lula, esse país criou milhões de chances para qualquer um ficar milionário e não soube de nenhum que tenha deixado docência para fazer outra coisa.

 

 Parece que o Haddad tema intenção de unificar os concursos num único concurso nacional. A pessoa aprovada poderia optar por lecionar num outro estado que não o seu dependendo da disponibilidade de vagas e do salário. é um caminho.

 

pelo q fala o sindicato não há nada p comemorar. tds os q lá trabalham vem aqui no blog e atestam q os salários são mt baixos (quer dizer, nem tds pq tenho notado q "assessores de imprensa", estão visitando o blog p apresentar outras versões sobre os acontecimentos). outro dia um colega se prontificou a colocar o holerith no blog. alguns falam de 8 anos sem reajuste e/ou aumento. acho, sinceramente, q o governo federal vai precisar entrar mais diretamente nesse debate. já sei q alguns vão me contraditar dizendo q é errado envolver o governo federal nessa discussão, mas eu acho q se não entrar essa maioria de governos tucanos, não vão fazer nada além disso. o msm vale p o pmdb de sérgio cabral. um colega chegou a postar aqui uma carta compromisso do cabral que era mt clara. ele se comprometia com uma série de recuperações salariais e não cumpriu. essa questão é basica e se não for acertada vai interditar qqer debate. o governo alckimn coloca dinheiro p creche e não paga salários adequados ao seu professor, aí fica difícil.

 

"governo alckimn coloca dinheiro p creche e não paga salários adequados ao seu professor":

O dinheiro esta sendo colocado nas maos de construtoras.  A infraestrutura escolar em si, isso eh, professores das creches, nao vai receber um tostao furado.  A coisa toda das 200 creches vai ser um enorme desperdicio de cimento.  So isso.

Repetindo:  nao existe prefeitura no mundo que construiu 200 creches, e muito menos que investiu na infraestrutura de suporte delas.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Acho que ha certas coisas que deveriam ser melhor atacadas no Brasil (algo que sei que é dificil porque a Constituiçao nao deixa). Uma delas é a isonomia salarial nas carreiras do serviço publico, que é sim injusta. 1000 Reais em Belo Horizonte quase nao da pra pagar o aluguel. Em muitas cidadezinhas do interior, da e sobra. Se a gente pega a Uniao, o quadro fica ainda mais dramatico. O cara que trabalha num orgao central, em Brasilia ou nas grandes capitais, leva uma vida algumas vezes apertada com o salario que recebe. Nas projecoes em cidades menores, tem funcionario publico das mesmas carreiras vivendo em grandes sobrados e levando vida de nababo.

 

 Eu gostaria de entender aonde quer chegar Nassif com essa ufania mineirista.

 

_O Sr. tomou parte nesses tumultos? _Não são tumultos, Sire, é uma revolução!

Que o Nassif têm relação próxima com políticos de Minas, não resta dúvida. Aqui no blog Minas é sempre exemplo para todo o Brasil. Que interesses se escondem por trás de tal ufanismo?

 

 Uma notícia dessas publicada num jornal desses deveria ter um "Em observação". Porque eu procurei outra fonte no google e não tinha . parece que os outros dois jornais  importantes de BH não deram nada. e esse texto está pra lá de confuso.

 a única informação objetiva é  " No estado, o menor valor recebido por professor da educação básica será de R$ 1.122,00 para uma jornada de 24 horas por semana.".

 Se for verdade então tivemos um aumento de quase 200%!!!!

 No entanto eu imagino que foi omitida o detalhe de que este piso é só pra quem tiver doutorado. 

 Muitos pontos obscuros. espero que alguém esclareça.

 

Professor da rede pública estadual/municipal com doutorado? Espécie já extinta... Só pra ter uma idéia: a bolsa de doutorado Capes/Cnpq é maior que o salário... R$ 1.800,00 (no Cnpq ainda tem a taxa de bancada de R$ 400,00). Ou seja, o sujeito ganha mais pra se especializar do que colocando a experiência em prática... Professor doutor em escola do estado ou do município só quando os salários forem equivalentes para todos os professores em todos os níveis, isto é,  não houver mais o abismo entre o salário de um professor de ensino médio e um professor universitário, considerando ambos funcionários públicos e portadores do título de doutor...

 

 

Comentario no blog do Nassif, estrelando Jeferson:

"Só pra ter uma idéia: a bolsa de doutorado Capes/Cnpq é maior que o salário... R$ 1.800,00 (no Cnpq ainda tem a taxa de bancada de R$ 400,00). Ou seja, o sujeito ganha mais pra se especializar do que colocando a experiência em prática."

Eh ridiculo.  Eh de doer uma coisa dessas...  pra isso a favela informacional foi criada.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Não é só para quem tem doutorado.O salário é esse para quem tem, no mínimo, ensino médio(engraçado que, até onde eu saiba, quem tem apenas ensino médio não pode lecionar). No meu caso, por exemplo, licenciatura plena, é de mais ou menos 1.300.

 

No entanto, está muito defasado. Além disso, quem tem alguns benefícios com biênio e outros vai receber menos do que antes. Outra coisa: há vários descontos que não estão inclusos aí. Esse valor é bruto.

 

Pois é agora o estado não valoriza mais o tempo de serviço.Resultado: tenho 24 anos de carreira e ganhando menos que antes.Isso não é subsídio é suicídio.

 

 Estranho que o salário para licenciatura plena seja de 1300 e o para licenciatura curta com 24 horas semanais seja de 1122. Principalmente se a carga horária do amigo for de 40 horas.

 Só se o amigo confirmar que está sendo feito de bobo pela turma do choque de gestão. Aí fica parecendo que eles querem criar uma grande briga interna na classe. pra desmobilizar. Acho que é uma boa linha de raciocínio. 

 

"Muitos pontos obscuros":

"Gratificacao" aparece aonde deveria ser "bonus".  "Salario aparece 3 vezes.  "Subsidios" aparece 6 vezes.  Isso eh importante porque "subsidio" NAO EH SALARIO.  Eh reconhecimento di ki a industria esta pesadamente problematizada.

http://en.wikipedia.org/wiki/Subsidy

"Subsidio (tambem conhecido como subvencao) eh uma forma de assistencia financeira, paga a um negocio ou setor economico.  A maior parte dos subsidios eh feita por governos a produtores e distribuidores de uma industria para prevenir o declinio daquela industria (por exemplo, como resultado de operacoes continuamente sem lucro (e como se diz "unprofitable" em portugues que eu nao sei?!)) ou um aumento dos precos de seus produtos ou simplesmente encorajar la a contratar mais trabalhadores (como no caso de subsidio de salario).  Exemplos sao os subsidios para encorajar a exportacao; subsidios em algumas comidas para manter o custo de vida baixo especialmente em areas urbanas; e subsidios para encorajar a expansao da producao das fazendas e alcancar (self reliance) na producao de alimentos.

Subsidios podem ser encarados como forma de protecionismo ou barreira de comercio por fazer bens domesticos e servicos artificialmente competitivos com as exportacoes.  Subsidios podem distorcer o mercado e podem impor custos economicos altos.  Assistencia financeira na forma de subsidio pode vir do governo mas o termo "subsidio" pode tambem se referir a "grants" de assistencia (grants = doacao de dinheiro sem cordinhas), como individuos ou ongs."

Subsidio NAO EH SALARIO.  EH DOACAO COM CORDINHAS.  Pra receber um subsidio voce tem que preencher um requerimento previo, e eh nisso que esta o golpe:  os requerimentos previos se tornam cada vez mais bizantinos --essa eh a razao das 56 categorias salariais oficiais.  Eles chegam a nao ter absolutamente nada a ver com o trabalho que voce faz, mas com que cursos voce cursou, isso independente da aplicacao do seu curso para a aula em questao.  Quem vai pagar os custos dos cursos a mais dos professores, os "subsidios" ou os "salarios"?  O dinheiro pros custos dos professores com o pos graduacao e cursos de especializacao vao cair do ceu?

Eh um catch 22.  Intencionalissimo, pois a desculpa oficial numero um daqui pra frente passa a ser "nao se pode dizer que o governo nao tentou, a culpa eh dos professores".  Ja vi isso antes aqui nos EUA.  Nem vou poder dar detalhes, havia corrupcao da grossa envolvida e nem tinha a ver com roubo de dinheiro publico, eram outras coisas.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Pior besteira que os constituintes/reformadores fizeram foi facultar a opção por "subsídios" para pagamento dos servidores públicos de carreira, em substitução à velha forma de remuneração - vencimentos básico, vantagens, gratificações - esta mais adequada ao critério da "meritocracia". Aqui, no meu Estado, MS, ficou um troço meio bizarro: as categorias com mais poder político acabaram dando um jeitinho e, além do subsídio, continuaram recebendo certas vantagens e gratificações. Quer dizer, tudo o que recebiam virou subsídio, mantendo-se o direito adquirido a algumas vantagens. Outras, com menor poder de fogo, ficaram só no subsídio, que, em muitos casos, resultou em redução salarial, garantindo-se uma "vantagem pessoal nominativa", que iria ser comida pela inflação,  dando muita pendenga judicial, mas parece que também deram um jeitinho e ajeitaram a coisa. Pelo vai-da-valsa, o tal subsídio vai acabar virando vencimento básico para a incidência de outras vantagens.

 

Pelo jeito o "Estado de Minas" e o restante da imprensa mineira continuam sob o cabresto da Andréa Neves....

 

"Os salários passam a ser calculados pelo sistema de subsídios, unificados por carreira, de acordo com tabelas estabelecidas por lei. Gratificações por tempo de serviço e outras foram incorporadas aos subsídios":

Nao disse?  Nao disse?

So tem coisa alarmante nessa noticia.  Aonde ja se viu salario ser calculado por sistema de SUBSIDIOS, gente?  Ate "gratificacoes" por TEMPO DE SERVICO virou "subsidio".

Ces tao ficando malucos...  Isso eh de uma lunaticidade aa prova de canhao.

 

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Se eh noticia de Minas Gerais, ela eh suspeita automaticamente e instantaneamente, e na maior parte das vezes cai aos pedacos com somente umas poucas perguntas.

Qual das 56 categorias legais recebeu aumento?

 

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Dá preguiça de ler os comentários sobre notícias de minas por sua causa. Você não vive aqui e sabe ser chato.

 

 Tudo que eu li do Ivan sobre Minas  nesse blog é a mais absoluta verdade. tem que morar em Minas pra falar de Minas?

 É um preço muito alto.

 

Voce nao respondeu minha pergunta.  Ja olhou a favela informacional da tal "tabela" de precos pra ver quem recebe e quem nao recebe aumento, e de quanto eh o aumento de SUBSIDIO?

 

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