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Proposta de um novo modelo de partido

Um novo modelo de partido

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Achei um comentário interessante no site do Rodrigo Vianna, propondo um novo modelo de partido: e aí, o que vocês acham?



"Caro Rodrigo, aqui está o programa alternativo!!!

Não é o capitalismo que tem que controlar a internet e sim a internet (via o povo) é que tem que controlar o capitalismo.

Como a população controlaria o sistema???

1- Para alterar as regras do jogo eleitoral, precisamos primeiro, começar a fazer parte do jogo. Por mais que nós gritemos, fizermos passeatas, enviemos emails…nada disso comoverá os políticos, que lá estão. Por isso, a necessidade de se criar um novo partido político e exercer, através deste partido, a real vontade da população.

2- Este novo partido terá que apresentar uma proposta, totalmente diferenciada para a população. Caso contrário, será apenas mais um partido. A novidade será o website do partido, onde os filiados acessarão e votarão sobre os rumos das políticas publicas e sobre as escolhas dos novos candidatos.

3- A novidade trazida será a sua gestão descentralizada, ou seja, as decisões partidárias serão tomadas mediante o voto direto dos filiados no partido. O político que representa o partido, será apenas um interlocutor entre as decisões já tomadas pelos filiados e o congresso nacional. Ele não poderá agir por conta própria, nem contrariar o voto dos filiados, senão, estará automaticamente expulso do partido.

Porque a população se interessaria sobre isso?
- Pelo mesmo motivo que se interessam pelo twitter, facebook e Orkut.
- Por poderem interferir diretamente no processo de discussão e construção das leis.
- Por ser uma “coisa” transparente.
- Por não carregar os velhos vícios dos partidos vigentes.
- Por ser um processo dinâmico.
- Por ser nacional e não carregar o cunho de ser uma coisa de paulista, carioca ou nordestina.
- Por ser a única oportunidade de unir sobre um mesmo guarda-chuva, gente de esquerda, de direita, moderados e extremistas.
- O peso dos votos de cada dos filiados um é igual ao do outro.
- Por evitar a formação de blocos ou setores dentro do partido.
- Por que os filiados votariam em idéias e não nas pessoas.

Exemplo:

Imagine que exista no congresso o seguinte projeto: Projeto de lei que obriga as TV e Radios de tocarem, 3 vezes por dia, o hino nacional.

Como funciona a politica hoje:

- O gabinete do deputado/senador receber uma cópia do projeto de lei;
- Os assessores analisam o projeto e repassam para o politico os principais pontos;
- O político, então, agenda conversas paralelas com as pessoas da área de comunicações para saber os prós e contras do projeto. (jornalistas, empresarios do setor e etc)
- Se o projeto for atingir o setor “negativamente”, no ponto de vista do empresários, o parlamentar “sabiamente” decidirá então, cobrar um “taxa de sucesso” desses empresários, para que o projeto não siga para a votação ou se for, que ele seja alterado para que não prejudique os interesses dos tais empresários.
- O projeto vai a votação e esses honrosos politicos fazem as alterções, embargos juridicos e todas as chincanas possiveis, para que o projeto saia de acordo com os interesses de quem esta pagando a tal “taxa de sucesso”.

Como funcionará:

- O gabinete do deputado/senador receber uma cópia do projeto de lei;
- Automaticamente o projeto seria colocado no site do partido para leitura e discussão pelos filiados.
- Uma lista com os 10 principais pontos, a favor e os 10 principais pontos, contra, seria feita para sintetizar as partes mais importantes.
- Os filiados logariam e teriam acesso para leituras e comentários.
- Seria aberta a votação.
- Encerrada a votação, a posição vencedora, seria levada pelo parlamentar do partido da web, para o congresso, para que o mesmo a apresentasse como uma posição do partido.

Perguntas e respostas:

Porque só seriam eleitos deputados e senadores em um primeiro momento?
- Existem 3 poderes constituídos no Brasil: Executivo (prefeitos, governadores e presidente), Legislativo (vereadores, Deputados estaduais, Deputados Federais e Senadores) e Judiciário (Juizes de varias intancias, promotores e etc)
Como as leis são feitas no congresso e este é constituido por Deputados Federais e Senadores é lá que temos que atacar primeiro.

Para o executivo e o judiciario, seria implementada uma segunda fase.

Porque o token + senha?
- A questão que seria mais discutida e martelada pela imprensa, governo e oposição seria a questão da confiabilidade do banco de dados e das votações.
Estes 3 personagens (midia + oposição + governo) se juntariam para poder desacreditar o projeto e dizer que as votações são manipuladas.
Teriamos que fornecer o maximo de segurança e confiabilidade no processo de cadastramento dos filiados, votação e apuração.
Um cartão de senhas númericas aleatórias (token igual ao do Bradesco) + uma senha de 8 dígitos seria o suficiente para uma boa segurança.

Como o partido seria gerido?
- Um grupo de pessoas seria responsável por gerenciar a ferramenta, porem estas pessoas não poderiam se tornar candidatos. Já as pessoas que queiram se tornar candidatos, não participariam da gestão da ferramenta.

Como seria o processo de discussão?
- Os filiados, ao acessarem o site, leriam os projetos e fariam comentários, criticando ou enaltecendo o projeto. Os comentários seriam avaliados, pelos outros filiados, que poderiam dar notas (+1) para os bons comentários feitos.

Como seria o processo de alteração do projeto?
- Se algum ponto do projeto for muito controverso, algumas votações isoladas poderiam ser feitas, apenas para alinhar estes pontos. Exemplo: A maioria dos filiados entende que o hino nacional deve ser tocado, mas apenas 2 vezes ao dia. Assim colocasse em votação primeiro este item, e depois o projeto, já ajustado.

Como seria o processo de votação?
- Em um dado momento, as discussão online seria encerrada e os filiados estariam aptos a votar os projetos. As pessoas se posicionariam a favor, ou contra, o projeto. Só poderia votar uma vez e sem permissão, de alteração posterior.

Como se tornar um candidato?
- Qualquer filiado poderia se candidatar a um cargo. O que determinaria os candidatos seriam a quantidade de avaliações positivas que o candidato tivesse em seus comentários. (Como se fosse uma avaliação de “behavior score”)

Isso demonstraria:
1) As pessoas com maiores votações (avaliações) são as que mais participam e estão “antenadas” nos mais diversos assuntos;
2) São pessoas que conseguem através de um espaço reduzido, propor algo novo. Explicar isso para uma quantidade grande de pessoas.
3) Seriam as pessoas mais preparadas (independente da educação formal) a representar e levar a mensagem do grupo aos demais parlamentares.

Seria feita uma analise do coeficiente eleitoral para se determinar quantos candidatos seriam lançados por estado. Então, seriam feitas algumas discussões presenciais e debates com estes pretendentes, para analisar discurso, fala e demais atributos.
Feitos isso, estes candidatos seriam colocados no site para serem selecionados, por votação direta dos filiados, quem seriam os candidatos do partido.

Porque não seriam aceitos politicos de outros partidos como candidatos?
- Simplesmente porque não precisariamos deles e segundo, porque iria “queimar o filme”.
No que está sendo proposto, não há a necessidade de se abrir a porta para os políticos profissionais.

Porque o politico só poderia se candidatar por dois mandatos?
- Pra que ele quer ficar mais? Nesse modelo a importância do politico é bem reduzida. Não há a necessidade de se fazer uma carreira politica.

Quais seriam as “clausulas pétrias” (imutáveis) do estatudo do partido?
- O partido se chamaria PINTA: Partido da Internet Aberta e teria como ponto base a disseminação da internet para toda a população brasileira, bem como, a democratização dos meios de comunicação.
- O parlamentar eleito pelo partido tem a obrigação de seguir a votação do partido. Se não o fizer, estará automaticamente expulso;
- Ninguem pode se candidatar mais do que duas vezes para o mesmo cargo.
- Todas as contas do partido seriam abertas no site.
- O partido não aceitaria doação de nenhuma empresas privadas, apenas de pessoas fisicas e limitado ao valor de um salário mínimo.

Tecnologia para fazer isso tudo…já temos!!!

abs,
Giovani"

Deixo já aqui minha opinião: acho que esse projeto tem pontos muito bons, porém ainda sou um pouco cético em relação ao fim do "político profissional". Existe algo dentro de nós, seres humanos, que precisa da personificação, a pessoa que faz. O projeto com as pessoas nos bastidores é sim importante, porém o ser humano (principalmente os de camadas mais pobres) muitas vezes se deixa levar pelo culto à pessoa, o que pode tornar esse projeto inviável. Mas e vocês, o que acham? 

(PS: aqui vai o link para quem quiser ler a matéria e o comentário do Giovani)

http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/o-povo-na-rua-mas-nao-aqui-no-brasil.html

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A DEMOCRACIA DIRETA AVANÇA!

CONHEÇA O PARTIDO DA INTERNET!

Já temos gente engajada nessa proposta, mas é fundamental que haja participação das pessoas de boa vontade. Porque senão, os políticos profissionais e seus assessores podem perfeitamente invadir e tomar conta do novo partido, desviando-o para outro caminho.

VEJAM O MARAVILHOSO E REVOLUCIONÁRIO ESTATUTO DISCUTIDO PELO PARTIDO DA INTERNET (A ideia pode ser levada para seu partido também):

https://docs.google.com/document/d/1hsYS3RFAmWelFKNLpi_kyHOaEWemOBG1Mlrov_JaVNs/edit?pli=1#heading=h.zcngrmsuc70h

https://www.loomio.org/d/VpNvrMHF/estatuto-do-partido-da-internet

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1578617799086616&set=gm.910128532377836&type=1

O brasileiro precisa se conscientizar de que os bilhões de reais dados pelos bancos às campanhas presidenciais, representam a própria corrupção no Brasil. Por isso essa gente, os banqueiros, exportadores, especuladores imobiliários, etc; nunca sofrem nada, mesmo nas crises. Vejam a situação confortável em que se encontram, ficando praticamente isentos de impostos, enquanto nós pagamos a conta sozinhos:

http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2015/02/impostos-sim-mas-com-justica.html

Isso não ocorre apenas porque eles compram todos os principais candidatos a presidente, que quando chegam lá, já estão comprometidos com essas oligarquias. O principal culpado somos nós mesmos, que não nos dispomos a lutar por mudanças dentro dos partidos políticos, para torná-los mais democráticos; e nem ao menos ajudar quem está querendo trazer propostas novas ao Brasil. O que pode ser feito sem gastar um único centavo, para quem não tem condições; bastando participar e ajudar com trabalho voluntário, onde for preciso. Ou seja, enquanto eles despejam bilhões de reais, para ter acesso ao centro de decisões políticas do país; nós não nos dispomos nem de participar de uma reunião, ajudar a formar uma ideia, fazer uma crítica, etc; ajudando quem está procurando associar, organizar, e unir a sociedade; para que tenha mais força, e possa enfrentar a corrupção. Por isso quem manda no país, e sai ileso de toda crise são eles...

Seu voto: Nenhum

DEMOCRACIA DIRETA
Porque o Brasil é de todos os brasileiros.
https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/
 

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+34 comentários

Sofativistas não se cansam de ser ridículos.

 

Ridículo.

 

 

Plenamente apoiado!

Vou me inscrever para os devidos fins

 

Gostaria muito de experimentar isso na cidade onde estou, no Sul do MA. Sendo necessário que a população tenha acesso à internet banda larga para que todos possamos capturar  os fragmentos da realidade, os flashs, estes instantâneos. O mundo acabou, a antiga realidade já não faz o menor sentido, as pessoas morrendo em acidentes de trânsito, o Poder Curador ausente. De forma que faz-se urgente a nova realidade. No momento minha irmã me interrompe dizendo-me "você quer contratar o Velox da OI mas fica a mesma coisa porque tem que pagar o provedor, quase 300 reais, fica na mesma".

Sem internet, sem bandar larga acessível para todos, nada feito. Aqui onde estou, em Sambaiba, sul do MA,  a TIM trouxe serviço de celular que não funciona. A TV aberta não funciona. Internet estou usando de uma tal Mangnet, 70,00 por mês, tem hora que é lento. A arte passa sem que seja percebedia, os sonhos não são trabalhados. Isto aqui, esta realidade é uma justificativa para a existência do SINTA (Sociedade da Internet Aberta) ou PSINTA( Partido da Sociedade da Internet Aberta). Quem sabe possamos adotar o termo "partido" apenas por questão de nomemenclatura, uma vez que se trata de exigência do TSE. Com o tempo ficaremos livres do "P", quando existirem condições concretas para tal, ou seja, quando a sociedade(SINTA) existir de fato.

 

Não esquecendo que mesmo para estas votações de web vão tentar que (no Brasil) o voto seja obrigatório (rsrsrsrs!!)

 

Seria de todo um sacrifício reservar um minutinho para votar?

Drião: gritar "internautas de todo o mundo, uni-vos" equivale a  bradar "portadores de celulares de todo o mundo, uni-vos"; Afirmarão  isso como forma de apontar para a massa heterogênea que se aponta diante  de todos nós. Sim. No entanto isso não é problema, uma vez que:

1- Na Sociedade da Internet Aberta a base de tudo será a cidade e não a  província e nem a União. Estado e governo federal e mesmo o planetário  são consequências da base(cidade-estado)..O poder decisório estará  concentrado nas mãos de cada cidadão a partir da sua cidade, da sua  cidadania, do seu direito à arte, à saúde, etc. Ao contrário do que propôs Giovani, não haverá votações para cargos estaduais e  federais, uma vez que é uma incongruência se votar em pessoas desconhecidas como costumamos fazer quando votamos para deputados estaduais, federais, senadores...as pessoas só possam votar em pessoas  conhecidas, ou seja, em gente da sua cidade, sendo daqui brotarão as  demais instâncias (província, União, governo planetário), as  decisões ocorrerão no âmbido da cidade, sendo as demais instâncias, repito,  praticamente de caráter consultivo.

2- Sociedade ou Partido? O  SINTA (Sociedade da Internet Aberta) será diferente, também, no que diz  respeito à sua natureza jurídica uma vez que, embora possa parecer, não  será de todo um partido. Na nova realidade não haverá motivos para a existência indivíduos partidos, ou seja, de partidos polítcos, uma vez que toda e qualquer contradição no seio da sociedade ou do indivíduo que a habita será resolvida no âmbito do Poder Curador. que, como já explicitado,  passará a existir no lugar do Judiciário.  A luta de classes dará lugar à harmonia entre os animais (dos vírus aos dinossauros), os seres humanos e as  pessoas jurídicas.

Não entendi a incompreensão de alguns comentaristas. Que tal experimentarmos, com todo o rigor e seriedade esta utopia. No fundo no fundo as pessoas tem medo do novo.

 

 

 

...spin

 

 

O PT nasceu em decorrência da luta, era época de ditadura militar, sindicatos sufocados, o que deu força e justificativa para o nascimento do PT. O PMDB foi criado para dar, sob o bipartidarismo MDB x ARENA, se dar um ar de democracia ao regime ditatorial. PSTU, PSOL e outros nasceram das entranhas do PT. O PC do B veio no rescaldo da Albânia. Enfim, cada partido tem seu DNA, seus motivos. Pode até parecer que a reunião de internautas em torno de um partido é algo patafísico, que não encontra suporte na realidade uma vez que, ao contrário dos demais partidos, é destituido de motivo ou justificativa para a sua existência.  Mas não custa experimentarmos, não é mesmo. Se ao final das contas se mostrar um fiasco temos a recompensa de termos experimentado. No mínimo aprenderemos e muito. Internautas de todo o mundo, uni-vos.

 

Obs: Às vezes comento como IV Avatar do Brasil, quer dizer, do Rio Meia Ponte, tem hora que me dá uma preguiça de logar e comento com meu nome civil

 

WPP (Web Partido Político)? É uma ótima idéia e, aqui no Portal, todos nós participantes cadastrados, poderíamos participar de forma mais efetiva na atividade partidária, em todos os partidos, se tivéssemos a disposição, pelo menos, um mínimo de organização, entre nós, para tal, e a disponibilidade dos diversos links, onde postaríamos os nossos pensamentos direto na fonte, principalmente no que diz respeito a temas de grande relevância, envolvendo inclusive os três poderes. A união faz a fôrça.

 

"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.

acreditar que um novo partido trará a benesse democrática de volta me soa tão ingênuo quanto tentar praticar um "capitalismo justo para todos" como forma de fazer um mundo melhor.

como é possível que as pessoas, no afã de criar algo novo e melhor do que está aí, não consigam pensar um centímetro fora do modelo centenário da falida democracia liberal? Querem vir com novas idéias para a criação de Partidos?! é realmente a miséria da política... ou mais provavelmente o fetiche da tecnologia.

 

OK, agora que temos um "como", que tal discutir "o que".

 

Em democracia participativa a Venezuela esta 15 anos na frente, ja que as decisoes importantes sao tomada apos plebicito popular (prefiro no voto, do que virtual).

 

A idéia é interessante, mas, na minha visão, há dois aspectos fundamentais nos quais patinaria.

Primeiro, por perguntar e responder o que segue: "Porque a população se interessaria sobre isso? - Pelo mesmo motivo que se interessam pelo twitter, facebook e Orkut". Evidentemente, creio que haveria diversos interessados. Mas quem está acostumado a postar textos com algum fundo político percebe a falta de disposição das pessoas a discutir a matéria nesse tipo de rede social. É engraçado: poste uma frase chumbrega de auto-ajuda (meu respeito a quem gosta do estilo, mas eu não sou fã dele) e muita gente irá comentar e curtir. Poste um texto a respeito da escravidão em fornecedores das lojas zara, e alguns irão comentar e curtir, mas porque viram num programa de televisão algo a respeito. Agora, poste um texto do Sakamoto sobre nove mortes de operários em belo monte e provavelmente serás solenemente ignorado. Claro que minha amostragem não é das maiores, mas já conversei em mais de uma roda de amigos sobre isso e todos concordaram que as pessoas gostam mesmo é de falar sobre bobagens e aspectos da vida privada nas redes sociais.

Segundo, e principal questão, tenta ser um partido político sem política. Dizer que irá abrigar tudo que é tipo de pensamento político ("Por ser a única oportunidade de unir sobre um mesmo guarda-chuva, gente de esquerda, de direita, moderados e extremistas") implica em dizer que o partido não terá plataforma. Aliás, isso só pode ser dito por quem acreditou no fim da história, no fim das ideologias, etc, etc, etc. Se é verdade que os partidos atualmente não têm, em sua grande maioria, qualquer ideologia, isso é para ser criticado, jamais reproduzido. Toda e qualquer escolha política parte de uma espécie de visão de mundo, visão esta que é, nada mais nada menos, que ideologia.

 

 

Já que estou com a mão na massa, mais algumas anotações:

"Caro Rodrigo, aqui está o programa alternativo!!!

Sim. Precisamos destes novos formatos de mundo já que o atual não comporta as novas tecnologias.  A arte precisava de novo modus operandi, uma vez que os sistemas de galerias já não comportam a demanda. Meu sobrinho de 7 anos fez uns desenhos que remetem à morte de seus pais num acidente de trânsito. Sim, é arte de primeira, mas onde mostrar uma vez que a cidade-estado não nos oferece uma estrutura para que estas coisas sejam trazidas a público? Uma pena. No lugar do Poder Judiciário, de julgar, poderíamos ter o Poder Curador, de curar, uma vez que, na nova realidade é mais importante a cura do que o julgamento, não havendo nenhuma diferença entre crime e doença, podendo ser colocado no mesmo patamar o crimes de desvios de recursos públicos e o assassinato. Tudo são doenças. Ou crimes. Tanto faz. O partido da internet, que prefiro de chamar de SINTA (Sociedade da Internet Aberta) dará a direção para este novo mundo.

 

Não é o capitalismo que tem que controlar a internet e sim a internet (via o povo) é que tem que controlar o capitalismo.

O SINTA (Sociedade da Internet Aberta) atuará para no sentido da erradicação da contradição e isto implica em trazer à tona tudo isto que chamamos de contraste: a pessoa jurídica (de Igrejas a supermercados) que ludibria, o que, no caso, pratica crime contra os sócios da sociedade. A erradicação da contradição entre os sócios da sociedade ....

Um momento,,,minha irmã chegou aqui na sala gritando "isso é doença! Você fica no computador o tempo inteiro'.

Eu: hummm. Estou escrevendo...

Há aí, uma contradiçao entre ela e eu. Ela não sabe que se hoje resolvi escrever é porque sorrir me permitiu sorrir.

Como a população controlaria o sistema???

 

1- Para alterar as regras do jogo eleitoral, precisamos primeiro, começar a fazer parte do jogo. Por mais que nós gritemos, fizermos passeatas, enviemos emails…nada disso comoverá os políticos, que lá estão. Por isso, a necessidade de se criar um novo partido político e exercer, através deste partido, a real vontade da população.

2- Este novo partido terá que apresentar uma proposta, totalmente diferenciada para a população. Caso contrário, será apenas mais um partido. A novidade será o website do partido, onde os filiados acessarão e votarão sobre os rumos das políticas publicas e sobre as escolhas dos novos candidatos.

3- A novidade trazida será a sua gestão descentralizada, ou seja, as decisões partidárias serão tomadas mediante o voto direto dos filiados no partido. O político que representa o partido, será apenas um interlocutor entre as decisões já tomadas pelos filiados e o congresso nacional. Ele não poderá agir por conta própria, nem contrariar o voto dos filiados, senão, estará automaticamente expulso do partido.

Nada a acrescentar neste trecho.

Porque a população se interessaria sobre isso?
- Pelo mesmo motivo que se interessam pelo twitter, facebook e Orkut.
- Por poderem interferir diretamente no processo de discussão e construção das leis.
- Por ser uma “coisa” transparente.
- Por não carregar os velhos vícios dos partidos vigentes.
- Por ser um processo dinâmico.
- Por ser nacional e não carregar o cunho de ser uma coisa de paulista, carioca ou nordestina.
- Por ser a única oportunidade de unir sobre um mesmo guarda-chuva, gente de esquerda, de direita, moderados e extremistas.
- O peso dos votos de cada dos filiados um é igual ao do outro.
- Por evitar a formação de blocos ou setores dentro do partido.
- Por que os filiados votariam em idéias e não nas pessoas.

Exemplo:

Imagine que exista no congresso o seguinte projeto: Projeto de lei que obriga as TV e Radios de tocarem, 3 vezes por dia, o hino nacional.

Nada a acrescentar.

Como funciona a politica hoje:

- O gabinete do deputado/senador receber uma cópia do projeto de lei;
- Os assessores analisam o projeto e repassam para o politico os principais pontos;
- O político, então, agenda conversas paralelas com as pessoas da área de comunicações para saber os prós e contras do projeto. (jornalistas, empresarios do setor e etc)
- Se o projeto for atingir o setor “negativamente”, no ponto de vista do empresários, o parlamentar “sabiamente” decidirá então, cobrar um “taxa de sucesso” desses empresários, para que o projeto não siga para a votação ou se for, que ele seja alterado para que não prejudique os interesses dos tais empresários.
- O projeto vai a votação e esses honrosos politicos fazem as alterções, embargos juridicos e todas as chincanas possiveis, para que o projeto saia de acordo com os interesses de quem esta pagando a tal “taxa de sucesso”.

Como funcionará:

- O gabinete do deputado/senador receber uma cópia do projeto de lei;
- Automaticamente o projeto seria colocado no site do partido para leitura e discussão pelos filiados.
- Uma lista com os 10 principais pontos, a favor e os 10 principais pontos, contra, seria feita para sintetizar as partes mais importantes.
- Os filiados logariam e teriam acesso para leituras e comentários.
- Seria aberta a votação.
- Encerrada a votação, a posição vencedora, seria levada pelo parlamentar do partido da web, para o congresso, para que o mesmo a apresentasse como uma posição do partido.

Nada a acrescentar.

Perguntas e respostas:

Porque só seriam eleitos deputados e senadores em um primeiro momento?
- Existem 3 poderes constituídos no Brasil: Executivo (prefeitos, governadores e presidente), Legislativo (vereadores, Deputados estaduais, Deputados Federais e Senadores) e Judiciário (Juizes de varias intancias, promotores e etc)
Como as leis são feitas no congresso e este é constituido por Deputados Federais e Senadores é lá que temos que atacar primeiro.

A cidade é a base. Que se comece na cidade-estado, pela eleição de parlamentares que formarão as câmeras locais das pessoas jurícias (senado municipal) e física (casa de respresentantes dos seres humanos) e, daqui, para a formação de governos estaduais e federal. Já discorri sobre isso no comentário anterior.

Para o executivo e o judiciario, seria implementada uma segunda fase.

Para o Poder Judiciário só há uma saída: a sua erradicação total, colocando em seu lugar o Poder Curador que, como já comentado, ouvirá as pessoas, todos os indivíduos sócios da sociedade. Para o SINTA, os sócios da sociedade são os animais, os seres humanos e as pessoas jurídicas, forças passivas  de serem acometidas por doenças ou crimes. Todos passarão por processos de cura, sendo que serão acompanhados pelo Poder Curador do nascimento à morte, tudo sendo encaminhado no sentido da erradicação da contradição entre os seres humanos, os animais e as pessoas jurídicas. Lamentável que ainda hoje vejamos crianças com baladeiras nas mãos matando passarinhos. Se isto ocorre é por falta do Poder Curador. Cadê a arte? Claro que vira cinzas, desaparece, como estes desenhos do meu sobrinho, aos quais a cidade-estado não terá acesso por causa da inexistência do Poder Curador. Judiciário prá que mesmo.

Porque o token + senha?

- A questão que seria mais discutida e martelada pela imprensa, governo e oposição seria a questão da confiabilidade do banco de dados e das votações.
Estes 3 personagens (midia + oposição + governo) se juntariam para poder desacreditar o projeto e dizer que as votações são manipuladas.
Teriamos que fornecer o maximo de segurança e confiabilidade no processo de cadastramento dos filiados, votação e apuração.
Um cartão de senhas númericas aleatórias (token igual ao do Bradesco) + uma senha de 8 dígitos seria o suficiente para uma boa segurança.

O cadastro biométrico do Poder Curador (atual TSE) resolve esta questão,  todas as votações ocorrerão via Poder Curador.

Como o partido seria gerido?
- Um grupo de pessoas seria responsável por gerenciar a ferramenta, porem estas pessoas não poderiam se tornar candidatos. Já as pessoas que queiram se tornar candidatos, não participariam da gestão da ferramenta.

Com o andar da carruagem só existirão dois partidos: os das pessoas físicas e o das pessoas jurídicas(de Igrejas a supermercados)

Como seria o processo de discussão?
- Os filiados, ao acessarem o site, leriam os projetos e fariam comentários, criticando ou enaltecendo o projeto. Os comentários seriam avaliados, pelos outros filiados, que poderiam dar notas (+1) para os bons comentários feitos.

Nada a acrescentar.

Como seria o processo de alteração do projeto?
- Se algum ponto do projeto for muito controverso, algumas votações isoladas poderiam ser feitas, apenas para alinhar estes pontos. Exemplo: A maioria dos filiados entende que o hino nacional deve ser tocado, mas apenas 2 vezes ao dia. Assim colocasse em votação primeiro este item, e depois o projeto, já ajustado.

Nada a acrescentar.

Como seria o processo de votação?
- Em um dado momento, as discussão online seria encerrada e os filiados estariam aptos a votar os projetos. As pessoas se posicionariam a favor, ou contra, o projeto. Só poderia votar uma vez e sem permissão, de alteração posterior.

Nada a acrescentar, inclusive este formamato seria adotado por ocasião da eleição local, bem como para a elaboração da Constiruição da Cidade, isso que chamamos de Lei Orgânica do Muncipio. A Constituição da Cidade será refeita de 4 em 4 anos, logo após as eleições.

Como se tornar um candidato?
- Qualquer filiado poderia se candidatar a um cargo. O que determinaria os candidatos seriam a quantidade de avaliações positivas que o candidato tivesse em seus comentários. (Como se fosse uma avaliação de “behavior score”)

Nada a acrescentar.

Isso demonstraria:
1) As pessoas com maiores votações (avaliações) são as que mais participam e estão “antenadas” nos mais diversos assuntos;
2) São pessoas que conseguem através de um espaço reduzido, propor algo novo. Explicar isso para uma quantidade grande de pessoas.
3) Seriam as pessoas mais preparadas (independente da educação formal) a representar e levar a mensagem do grupo aos demais parlamentares.

Esta mesma lógica valerá para as eleições locais, ou seja, para a formação do parlamento loccal do qual brotarão as demais instâncias de governos, ou seja, província(rios com suas cidades) e União federal.

Seria feita uma analise do coeficiente eleitoral para se determinar quantos candidatos seriam lançados por estado. Então, seriam feitas algumas discussões presenciais e debates com estes pretendentes, para analisar discurso, fala e demais atributos.
Feitos isso, estes candidatos seriam colocados no site para serem selecionados, por votação direta dos filiados, quem seriam os candidatos do partido.

Por meus adendos esta parte fica sem sentido, uma vez que não haverá candidatos estaduais ou federais, até mesmo porque o conceito de sociedade tem como limite as cercanias do município, não havendo sociedade maranhense nem sociedade brasileira. Sociedade quer dizer acordo entre os sócios, sendo o  limite espacial, repito, a cidade-estado, a base de tudo., de todo o processo político, artístico, cultural, etc.

Porque não seriam aceitos politicos de outros partidos como candidatos?
- Simplesmente porque não precisariamos deles e segundo, porque iria “queimar o filme”.
No que está sendo proposto, não há a necessidade de se abrir a porta para os políticos profissionais.

Nada a acrescentar.

Porque o politico só poderia se candidatar por dois mandatos?
- Pra que ele quer ficar mais? Nesse modelo a importância do politico é bem reduzida. Não há a necessidade de se fazer uma carreira politica.

Nada a acrescentar, pelo menos por enquanto. Ainda não pensei sobre esta parte. Talvez isso se resolva cortando a mamata, deixando os políticos em seus empregos, evitando que a politica seja correia de transmissão para seus bolsos. Assim, o politico poderia sim, ter vários mandatos, desde que vivendo às custas de seu próprio suor.

Quais seriam as “clausulas pétrias” (imutáveis) do estatudo do partido?
- O partido se chamaria PINTA: Partido da Internet Aberta e teria como ponto base a disseminação da internet para toda a população brasileira, bem como, a democratização dos meios de comunicação.

As cláusulas pétreas: SINTA (Sociedade da Internet Aberta), a existência do Poder Curador no lugar do Judiciário, a erradicação da contradição entre os sócios da sociedade, há outras cláusulas imutáveis, mas no momento tenho que sair, minha irmã veio me chamar de novo para o almoço.

- O parlamentar eleito pelo partido tem a obrigação de seguir a votação do partido. Se não o fizer, estará automaticamente expulso;

Centralismo democrático. Ainda não sei. Talvez sim, desde que seja delegado à cidade-estado  ou ao menos aos filiados do SINTA a descisão final sobre expulsão de membros, mas não sei ainda se, na prática,  funciona.

- Ninguem pode se candidatar mais do que duas vezes para o mesmo cargo.

Se o candidato vai sobreviver do seu próprio emprego de motorista e do erário público,  pode se candidatar várias vezes.

- Todas as contas do partido seriam abertas no site.

Nada a acrescentar.

- O partido não aceitaria doação de nenhuma empresas privadas, apenas de pessoas fisicas e limitado ao valor de um salário mínimo.

O Poder Curador financiará as candidaturas, sendo proibida qualquer tipo de doação, seja por parte de pessoa física ou jurídica. Exemplo: Igrejas e supermercados costumam ter muita grana no cofre. O Poder Curador não permitirá que tal riqueza seja usada para desiquilibrar o processo eleitoral. Compra de votos será tido como crime grave, de forma que o candidato pessoas física ou juridica que usar esta prática sofrerá impedimento por parte do Poder Curador, podendo inclusive ser decretado a inexistência ou morte de tal pessoa jurídica. Todo o rigor será usado para que o processo eleitoral não caia em descrédito e para que o acesso à democracia seja permitido a todas as pessoas físicas e jurídicas.

Tecnologia para fazer isso tudo…já temos!!!

 

Nada acrescentar

abs,
Giovani"

Outro

Deixo já aqui minha opinião: acho que esse projeto tem pontos muito bons, porém ainda sou um pouco cético em relação ao fim do "político profissional". Existe algo dentro de nós, seres humanos, que precisa da personificação, a pessoa que faz. O projeto com as pessoas nos bastidores é sim importante, porém o ser humano (principalmente os de camadas mais pobres) muitas vezes se deixa levar pelo culto à pessoa, o que pode tornar esse projeto inviável. Mas e vocês, o que acham? 

(PS: aqui vai o link para quem quiser ler a matéria e o comentário do Giovani)

http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/o-povo-na-rua-mas-nao-aqui-no-brasil.html

Nada a acrescentar.


 

 

...spin

 

 

Estão propondo uma nova rede social queendo que ela seja partido político. Como se sabe, nem todo mundo participa de rede social no Brasil, e quem participa não tem tempo de ficar lá no Orkut ou Facebook charlando, que dirá discutindo horas a fio algum assunto sério. Ou trabalha ou discute ideia com o partido. Por isso que a gente tem que escolher direito nosso candidato, e saber como ele vai se portar no Parlamento. Essa proposta internética é muito hype, modernoso, fashionista, não abrange o povão que não tem tempo pra ficar charlando em partido da rede social. Não vai dar certo. Melhor nem tentar.

 

Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

Tem gente que passa tempo demais conectado e confunde as coisas...

 

Acho que exisitira muitas questoes do ponto de vista juridico que iria inviabilizar a ideia.

Mas apartir dela e´ possivel se pensar em coisas bem interessantes em termos de participaçao politica ativa  atraves da rede.

Por exemplo: Cidades que praticam o orçamento participativo. A internet poderia ser uma ferramenta muito util.

 

Portais que simulam plebiscito permitindo  a população pre-avaliar,            

projetos de leis, medidas provisorias cujo impacto seja significativo do ponto de vista economico, politico e social.

Com toda certeza o resultado  dessas avaliações iriam fazer a diferença.

 

Mas tudo isso so´  seria válido se os usuarios  tivessem uma identidade digital unica, confiavel e facil de se obter.

Teria que ser algo altamente confiavel, auditavel e transparente.

 

 

PATRUS já fazia isso em BH : orcamento participativo eram escolhidas as obras prioritarias pelo consenso da comunidade e por votacao na internet, entre outras coisas, o melhor politico de MG e vem o Lula pela segunda vez dar apoio ao nada do arremedo de prefeito marcio lamerda, tomara que BH se rebele contra essa coalizao nociva a nossa cidade.

 

Ops, não foi o Rodrigo Vianna e sim um comentarista seu, o Giovani. Aproveitando o embalo, segue link para texto em pdf:  "Trabalho e utopia na modernidade- II. O trabalho na Cidade do Sol de Tommaso Campanella´s"

http://www.revistasusp.sibi.usp.br/pdf/cpst/v8/v8a05.pdf

 

 

...spin

 

 

 

 

Gostei. Eu participaria de um projeto com estas características.

Por que não tentar? Seria uma experiência interessante. A idéia original, exposta acima, poderá ser aperfeiçoada com o tempo. 

Se der certo, acho que apareceriam diversos partidos com essas características, onde os participantes agrupar-se-iam por afinidade ideológica. Ainda teríamos uma democracia de partidos, mas muito mais participativa e verdadeira porque as bases teriam controle permanente sobre os representantes.

O aperfeiçoamento democrático só irá acontecer assim, com iniciativas concretas. A classe política em geral, independentemente da coloração política, está satisfeita com o modelo atual. 

 

 

 

 

"A independência tem um preço, sempre o soube, e nunca me recusei a pagá-lo." Eugénio Andrade.

Só não esqueça que, além de funcionar perfeitamente, esse partido teria que ter maioria no Parlamento, se quisesse influir em alguma coisa. Se não for assim vai ser só mais um partido seduzido pelo Poder e compondo Base ou Oposição ao governo...

 

Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

Seria mais um dos chamados "Partidos nanicos".

 

Nassif e amigos: gostaria de discordar de alguns pontos. Vejamos:

1 - "partido que realmente representa a vontade do povo, (...) nao igual aos outros" - me lembrou o discurso do nazismo, facismo e outros. Não é um princípio democrático que haja vários pensamentos, a fim de o povo, titular do direito de definir os destinos da Nação, possa fazer suas escolhas? Se um partido representar a "real vontade do povo", o que fazemos com os demais, que não a representam? Quem irá definir qual a "real vontade do povo"? O partido? O povo, via facebook? Não me parece.

2 - controlar as ações do partido pela internet - é, na minha opinião, outra ilusão, que reproduz outro engano - ou má-fé, a depender: a de que a mobilização social é, hoje, virtual. Meus amigos: no século XIX, quando não havia nem telefone, a mobilização popular se dava pelos meios disponíveis à época; no século XX, mesma coisa; hoje, também é a mesma coisa. Não foi a internet, o twitter, o facebook e outros que "mobilizaram" ninguém. Eles são novos instrumentos da mobilização, mas não o motivo nem o fim dela. Quem foi para as ruas no Egito, avatares ou pessoas? Quem acampou na praça na Espanha? Quem radicalizou na Inglaterra? Pessoas, ganhas para uma causa, nenhuma delas virtuais. O fato de que se usa a internet para a luta política não significa que a luta política se transferiu para a internet. Ela se dá, e sempre se dará, no campo real. Quem defende o contrário, na minha opinião, mistura acessório com principal - no caso, a mensagem (principal) com o meio de difusão (acessório). Logo, não dá para ter  "partido virtual", pois ele somente se materializaria com a presença de pessoas.

3 - participação da militância controlando as ações dos representantes - nos partidos sérios, isso já é assim, e de forma real, o que é muito melhor. E em outros, que também são sérios mas nao dispõe de estrutura para tal consulta, há outros mecanismos representativos que ajudam. Há as instâncias partidárias, há as diretrizes partidárias e o momento de cobrar o cumprimento de cada uma delas. Votar pela internet nao garante que o parlamentar vai de fato adotar a proposta do partido. Mesmo porque, as posições políticas não são construídas com base no dissenso, mas na busca do consenso. De outra forma, nenhum partido ficaria unido.

4 - por fim, é quase de senso comum que o sistema político precisa de reparos, mas o maior problema das agremiações não é seu funcionamento interno, cuja correção cabe exclusivamente a seus militantes, não ao Estado, também com base no princípio democrático. O grande problema do sistema político é o financiamento privado, que funciona como um deformador das organizações partidárias.

Como a necessidade material da luta é real, não virtual, em muitos casos os partidos acabam invertendo as bolas: ao invés de batalhar pela materialização de seus objetivos, o objetivo do partido passa a ser a materialização, tornando-se o que assistimos hoje. Logo, é esta a questão inicial pela qual, no meu ponto de vista, deveríamos iniciar o debate da reforma políitica: como diminuir o poder do dinheiro no jogo eleitoral.

Não é tarefa simples e nem poderá resolvida pelo twitter, mas para a qual, aí sim, a internet pode muito contribuir, ao nos oferecer um canal privilegiado de debates e difusão de idéias.

 

 

Moacir de Freitas Junior

Moacir suas considerações foram muito bem colocadas......as reinvindicações ainda acontecem nas ruas....é lá que o povo manifesta suas vontades...tivemos vários exemplos este ano...a primavera árabe foi uma imensa demonstração.  E, outro problema que precisamos nos atentar....ninguém sabe quem estará por trás destes novos avatares....e aí reside um grande perigo que a internet não tem como validar. Sem dúvida a internet é uma excelente ferramenta, hoje em dia, para organizações, agendamentos, convocações  mas a rua ainda é o palco das manifestações coletivas.  Para nós, a internet é uma realidade mas para uma grande maioria ainda não o é. 

 

O interessante da proposta é que ela puramente online. Tendo em vista as  novas tecnologias a rua continua como cenário sim mas, ao contrário da politica tradicional,  o cidadão conectado tem outro meio de participar, claro que a rua jamais poderá ser descartada, não há como se deixar o dia-a-dia de lado,  nem é isso que se propõe. Abraço,

 

Concordo Moacir. Acredito que isso de confundir ferramenta com objeto é o que mais ocorre. Pense nas futilidades e imbecilidades proferidas no Twitter, Facebook, nos últimos tempos. Hoje a homofobia na internet é "cool", dizer que o povo brasileiro é feio é "cool", desde que isto se faça pelas redes sociais. Afinal, o que pode ser mais "in" do que isso?

Trazendo isso para o espectro dos partidos políticos é verdade, política é consenso, e nisso o artigo peca terrivelmente. Sim, as propostas devem ser debatidas na Internet, mas o autor esquece que o fiador das propostas é ainda o político. Infelizmente não há como agradar a todos, cabe aos políticos encontrar um denominador comum, uma demanda ampla e geral da sociedade, e lutar por isso. Exemplo: o casamento de homossexuais. Se não fosse o STF ao perceber essa demanda da sociedade, aqueles 20% raivosos estariam bradando até hoje um festival de intolerâncias (ainda estão).

Gostaria de complementar apenas dizendo que devemos também regular urgente a questão do lobby, seja ele de que setor vier. Também acrescentaria aqui criar um novo Código Civil para a Internet, estabelecendo direitos dos internautas, ao invés do Projeto Azeredo.

Abraços

 

O fantasioso não é uma alternativa ao racional, pois baseia-se no delírio de uns e na ingenuidade de muitos.

Acho muitíssimo mais viável, produtivo e consequente procurar envolver os internautas na discussão do projeto de reforma política que está sendo analisado na Câmara neste momento.

 

Gostei da idéia mas achei estranho o nome PINTA (Partido da Internet Aberta). O filiado ao PINTA seria chamado de pintista? Porque não começar com outra palavra que não partido? Que tal SINTA (Sociedade da Internet Aberta). Com o tempo, depois que a justiça eleitoral concluir o cadastro biométrico, é bem provável que o eleitor possa usar o sistema da Justiça Eleitoral para votar de casa mesmo. Enfim, gostei da viagem do Rodrigo, adoro estas construções de novas realidades, novas nações, novas cidades. Tô dentro. Depois posso discorrer sobre propostas, no momento estou de férias. Só adiantando algumas coisas:

1- O sistema será baseado no poder das cidades que, na prática, funcionam como cidades-estados. As províncias tem como território os rios com suas cidades situadas nas margens direita e esquerda. Os rios com suas cidades formam a nação.

2- Quem pode votar e ser votado: pessoas físicas e jurídicas. No sistema atual as pessoas jurídicas (de Igrejas a Supermercados) não podem ser votadas e por isso fazem falcatruas por debaixo dos panos. Com o advento da nova realidade pessoas físicas e jurídicas podem votar e ser votadas.

3- Todo o processo eleitoral se baseia na cidade, ou seja, na realidade local. Todos os candidatos são locais, assim o eleitor vota em quem conhece. O eleitor vota em 3 nomes. Os candidatos escolhidos formarão o parlamento local que, por sua vez escolherá, dentre eles, um para fazer as vezes de poder executivo(atuais prefeitos).

4- Do parlamento local escolherá, dentre os eleitos, um segundo nome para formar o parlamento estadual que por sua vez escolherá, dentre eles, um para fazer as vezes de poder executivo (atuais governadores).

5- O parlamento local escolherá, ainda, um terceiro nome, este para formar o parlamento federal que, por sua vez elegerá, dentre eles, um para fazer as vezes de poder executivo da união, atualmente ocupado por Dilma Roussef.

Como pode se notar, o regime é parlamentarista mas não um parlamentarismo baseado na realidade local, ou seja, todo o poder emanando de cada municipio.

Em Brasília ficarão sediados os representantes de cada um dos aproximadamente 5 mil municipios brasileiros que, como já disse escolherão, dentre eles, o chefe do poder executivo federal. Cada município manterá o seu representante em Brasilia podendo ser este pessoa física ou jurídica, dependendo da vontade do eleitorado de cada municipio.

Outra forma de composição poderá ser a seguinte: as pessoas jurídicas eleitas formarão uma segunda casa legislativa que se repetirá nos governos locais, estaduais e federais isto que já temos no plano federal e que chamamos de Senado. O que é o Senado hoje senão representante de interesses de corporações? Nada mal se isso não ocorresse por debaixo dos panos. Na nova realidade tudo ocorreria às claras, em todos os níveis de governo, ou seja, nas cidades, províncias e União .

Será que me expressei de forma compreensível? Não sou nenhum Thomas Morus.

 

 

 

...spin

 

 

"- Por ser a única oportunidade de unir sobre um mesmo guarda-chuva, gente de esquerda, de direita, moderados e extremistas."

não li o resto.

 

Que pena, é uma proposta interessante. 

Ajustes, todo mundo precisa.

 

Rafael Leite

O problema dessa proposta é que ela é pura online, querem uma rede social com nome de partido, e quem não tiver conhecimento de informática e internet (em suma, o povão), e tempo pra ficar plugado na rede (em suma, quem trabalha) não vai participar. Ou vai participar muito esporadicamente, ou superficialmente - como a maioria faz hoje nas redes sociais em que participa.

Um partido que queira ser realmente novo tem que construir formas de ouvir o povão e fechar questão em torno da meritocracia no Serviço Público. Cargo público (inclusive os de ministro) só pra quem for servidor de carreira, e pronto. Aí eu acredito que é realmente novo, pois rompe com o toma-lá-dá-cá reinante na relação Congresso x Executivo.

 

Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

Alan, por isso mesmo que uma das "cláusulas pétreas" do partido é "a disseminação da internet para toda a população brasileira, bem como, a democratização dos meios de comunicação". Já estamos caminhando para essa realidade, mesmo entre o "povão".

Quanto a "tempo para ficar plugado", isso é uma vantagem do novo partido perante os que já existem. Muito melhor um partido com interação online, em que vc participa qnd puder, do que um partido em que vc só participa em reuniões presenciais.

Quanto a meritocracia nos serviços públicos, aí vc já entrou no campo das propostas. Se o partido for lançado, sugiro lançar esta ideia para debates e votações.

 

Mas o caso não é só disseminar a internet, é fazer as pessoas entrarem e participarem horas a fio num partido-rede social e ficar lá, plugado, debatendo com os chatos de partido que tem tempo e disposição. Vai dar no mesmo que é hoje, quem tem interesse, tempo e estômago é que domina o partido...

O cara que propôs isso errou na avaliação do problema, que não é achar que o povo tem que decidir tudom tintin por tintin. Muita gente não tem capacidade e/ou conhecimento para opinar sobre certos temas, e muita gente simplesmente não quer opinar. O problema é os políticos respeitarem a vontade de seus eleitores. E isso só se resolve limando os que não corresponderem aos eleitores. Pisou na bola, o povo não reelege. Simples assim.

A família Sarney não mandaria no Maranhão há 50 anos se o povo não a reelegesse sempre. Os tucanos não estariam impondo pedágios a São Paulo há 16 anos se o povo não os reelegesse. O povo tem que aprender a votar, isso sim. O problema é que o povo quer ir pra lan house futricar sobre A Fazenda ou a morte da Norma, e não ver o que os políticos andam fazendo...

 

Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

Discordo. Vai participar quem quer. Hoje já existem canais de debate e debate quem quer. Este blog é um exemplo disso. A diferença é ir além do debate, transformando estas discussões em propostas reais. Se não tiver tempo/disposição pra debater tudo, pelo menos poderá votar nos pontos que concorda e isso já é muito mais do que os atuais partidos oferecem a seus filiados.

É este o valor que eu vejo na proposta, a de tornar a democracia partidária menos burocrática, mais direta e transparente. Só isso já me parece suficiente pra atrair muita gente que quer se envolver em política mas não sabe como ou não tem tempo pra isso.

 

O partido pirata brasileiro já trabalha com essa proposta desde seu início.

E provavelmente todos os outros embriões de partido político gerados via internet nos últimos 5 anos devem fazer o mesmo...

 

Acho uma boa.