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PSDB, a impossível reconstrução

É curioso o Estadão. Numa matéria atribui a um genérico "brigas" o fator que atrapalha a oposição para traçar uma estratégia para 2014. "Brigas", no caso, é a tentativa de renovação do partido, de livra-lo da herança amarga de José Serra, não os dossiês de Serra contra adversários – como parece ter sido as matérias desengavetadas sobre o cunhado de Geraldo Alckmin.

Na página de opinião, FHC mostra como (não) se fazer oposição.

É um amontoado de críticas pontuais, bordões denotando uma ampla incapacidade de enxergar além do dia seguinte. O pensamento de FHC é binário. Mais ou menos o seguinte:

1. O papel da oposição é bater sempre.

2. Aqui vai um cardápio de temas para quem quiser bater. E ponto.

Não há ideias estruturantes, conceitos mobilizadores, visões sistêmicas do país para os próximos dez ou quinze anos para, a partir daí, definir uma estratégia de (re)construção partidária.

O drama do PSDB – que compromete seu futuro político – é enorme.

TinTinha uma imagem pública que se esboroou no período FHC-Serra. Essa imagem garantia adesão de segmentos amplos da classe média, um pacto com a mídia e permitia ao partido ser um imã, atraindo boas ideias dos segmentos modernizadores do país. Nem precisava se esforçar.

Grosso modo, no período pré-Internet três grupos participavam da formação da imagem de partidos, personagens, produtos.

No primeiro nível, os formadores de opinião, conjunto restrito de economistas, acadêmicos, jornalistas, empresários, lideranças civis, especialistas setoriais que identificam virtudes ou defeitos e formavam o primeiro e mais consistente julgamento.

No segundo nível, influenciados pelo primeiro grupo, os propagadores de opiniões. Integram esse conjunto colunistas da velha mídia (alguns poucos são do primeiro nível), editores, âncoras de rádio e TV e, num plano mais amplo, a estrutura de opinião de rádios e TVs por todo o país, operando como caixa de ressonância..

No terceiro nível, o eleitor propriamente dito, a maior parte dos quais se escuda em ideias vagas sobre o tema analisado, impressões apenas, formadas a partir de ecos do debate no segundo nível.

Apesar do circuito se mover muito mais por impressões e formação superficial de imagem, se não tiver bem alicerçado no primeiro nível, dança.

A formação de imagem do PSDB

Graças a algumas figuras referenciais e a um conjunto de circunstâncias, no final dos anos 80 o PSDB tinha conseguido criar uma imagem que se consolidou nos anos seguintes.

Essa imagem se deveu a Franco Montoro e Mário Covas, acertando as contas fiscais do Estado; e a Sérgio Motta montando o novo modelo das telecomunicações e a um conjunto de jornalistas que entendeu o papel do partido nos novos tempos. Depois, incorporou os economistas do Cruzado, com toda a dose de fantasia que estimulava a opinião pública.

De um lado, conseguia se desvencilhar da imagem fisiológica do PMDB – consolidada no ato de partilha de cargos no governo Sarney. De outro, sugeria uma postura de centro-esquerda não-dogmática, de partido comprometido ao mesmo tempo com a eficiência e as políticas sociais, distanciando-se do estilo mais radical e aguerrido do PT.

Era o anti-malufismo com quem uma certa esquerda sempre sonhou.

Nos anos 90, havia duas linhas hegemônicas no partido: a de FHC (que torna-se hegemônica apenas com o Real) e a de Mário Covas.

Em 22 de outubro de 1998 tracei as diferenças básicas entre o PSDB de FHC e o de Covas:

«Mais do que um anti-Maluf, Covas é o avesso de FHC.

FHC é homem de grandes voos intelectuais, Covas, um cartesiano, até certo ponto rústico. FHC se inebria com as formulações teóricas, Covas é o cultivador dos valores básicos da gerência. FHC persegue os grandes momentos, Covas se compraz com as cobranças diárias. FHC é o arquiteto, Covas, o engenheiro. FHC é o condutor, Covas, o comandante.

O resultado final é que o Brasil é um quebrado, que FHC explica com justificativas sofisticadíssimas. E São Paulo, um Estado saneado, sem precisar explicar nada.

A fórmula de Covas é tão velha e eficiente quanto a descoberta da gerência. Definiu os valores básicos de um bom gestor: ênfase na gerência e no controle das contas públicas. E coragem de dizer não.»

Infelizmente a morte precoce de Covas acabou desequilibrando as discussões internas e deixando como único referencial a superficialidade de FHC.

O governo FHC teve dois momentos que ajudaram a plantar o ovo da serpente no âmago do PSDB.

Na primeira parte (até a crise de 1998) um deslumbramento acomodado, que o fez desatento para o enorme potencial de transformações do país e ao variado contingente de homens públicos que seu governo atraiu, grupos de especialistas em diversas áreas dispostos a transformar o país.

Deixou passar um enorme estoque de possibilidades de consolidação de um novo modelo, em substituição ao discurso único da estabilização da economia.

O segundo momento foi o da crise do "apagão". Em vez de crescer na adversidade, FHC se encolheu, reduzindo a pó a imagem de que o PSDB seria garantia de boa gestão.

Com sua falta de gana, de vontade transformadora, só tiveram espaço no seu governo pessoas sem a menor vontade de mudar nada – a não ser a própria vida. Abriu mão dos homens da inovação, das tentativas de reforma administrativa de Bresser-Pereira, do próprio modelo das telecomunicações, após a morte de Sérgio Motta.

Depois dele, panorama de terra salgada. Não houve renovação política nem intelectual no partido. Instaurou-se uma gerontocracia dominada por FHC e José Serra – graças às suas ligações com o grupo da velha mídia formado no pacto de 2005.

Fecharam os espaços para qualquer espécie de arejamento. As ideias dos cientistas sociais tucanos envelheceram, os intérpretes não conseguiram entender o novo país, as novas mídias. Criou-se uma nova linha de intelectuais de rinha de galo, os Villa da vida, sem e envergadura da geração anterior, envoltos em um superficialismo guerreiro de envergonhar primeiro anista de política.

A pá de cal foi o governo Serra em São Paulo. Como Ministro da Saúde, Serra preservou espaço dos sanitaristas e conseguiu passar a impressão de reencontro do partido com suas origens.

No governo do Estado, repetiu em tudo o padrão Maluf, na ênfase exclusiva na construção civil, na extraordinária leniência com a especulação imobiliária (enquanto prefeito), na falta de visão de futuro, na truculência, na incapacidade de gestão (nesse ponto conseguiu superar o próprio Maluf) e, na campanha, no endosso a teses medievais.

Agora, tenta-se uma reconstrução impossível.

A perda do bonde

Voltemos aos esforços atuais para construir uma nova imagem. A falta de rumo é ampla e fica nítida no programa gratuito do partido. A "aula" de FHC se limita a tentar reabilitar conceitos dos anos 90, o partido dos gestores, o partidos dos honestos, amplamente superados pelos fatos e pelos tempos.

Analisemos os pontos que poderiam ser âncoras no processo de (re)construção da imagem do partido:

Gestão moderna.

Perdeu o bonde. Após o ajuste fiscal de Covas, havia tentativas de avançar sistemas de gestão em São Paulo, propósitos ousados mas que foram abortados pela morte precoce do governador. No principal reduto tucano, Geraldo Alckmin nunca mostrou propensão à gestão moderna.

A gestão Serra teria sido a grande oportunidade do PSDB mostrar um contraponto que fosse. Mas ainda será considerada uma das mais ineptas da história moderna de São Paulo. Creio que nem o governo Fleury foi tão medíocre e desmobilizador.

Além disso, a expansão da informação está liquidando a blindagem sobre a suposta gestão técnica em São Paulo. O aparelhamento da máquina estadual é amplo e irrestrito. Os esquemas de financiamento de campanha em nada diferem dos demais partidos e do modelo político brasileiro.

Resta a experiência de gestão em Minas. Além de ser, por si, insuficiente para definir um partido, não é mais marca tucana. Eduardo Campos faz o mesmo (ou até mais) em Pernambuco. O governo Dilma será um avanço em cima das bases plantadas pelo modelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de gestão. A bandeira da gestão está sendo transferida irreversivelmente para Dilma.

Grande técnico, a "Dilma" de Aécio, Anastasia representa muito mais o gestor apolítico do que um padrão tucano. Seus avanços estarão contabilizados na cota dos governantes gestores – independentemente da cor partidária -, assim como o do (supervalorizado) Sérgio Cabral, ou de Paulo Hartung.

Mesmo no ambiente dos municípios – onde é mais fácil implantar modelos de gestão – não há a menor criatividade do partido em definir um modo tucano de governar.

Novo padrão de desenvolvimento

Dois valores tendem a ser hegemônicos nos próximos anos: a questão da mobilidade nas grandes metrópoles e a questão ambiental. O chamado desenvolvimento saudável e sustentável tornou-se um desses fatores essenciais.

Qual a marca do PSDB nesses dois campos? Enquanto prefeito, Serra flexibilizou mais o plano diretor de São Paulo do que o próprio Paulo Maluf. Seu herdeiro Gilberto Kassab continua preso aos mesmos padrões de décadas atrás. Não há nenhuma marca tucana em nenhuma dessas frentes.

Visão social

A bandeira mais relevante da atualidade, que foi entregue de bandeja para Lula.

Nas discussões políticas atuais, uma das maiores bobagens é a história de quem começou o quê. O papel do Estadista não é o de criar projetos ou ideias do nada. Há um estoque de ideias e de potenciais para serem explorados. O papel do político é identificar esses ativos e colocá-los em prática, massificar, dar dimensão.

Esses conhecimentos frequentaram a casa de FHC, através de dona Ruth. Mas faltava o básico: sensibilidade social, identificação com o país e o povo e capacidade de pensar grande. E, mais que isso, uma base social ao PSDB, quadros nos movimentos populares. Até a identificação com os movimentos de base da Igreja Católica foram para segundo plano no período FHC.

A impossível reconstrução

O que resta para reconstruir o PSDB?

Ouso dizer que será impossível essa reconstrução.

O primeiro ponto é a total carência de novas ideias. A única referência de ideias é FHC, que há muito deixou de tê-las. Não se chegou nem ao básico: uma interpretação das transformações atuais do país, do papel mobilizador das novas mídias etc.

Pior, não há nada no partido que atraia uma nova geração de acadêmicos criativos. A cara do partido é José Serra e aqueles arreganhos fundamentalistas, é o Álvaro Dias que todos conhecem e o Beto Richa, que ainda não se sabe a que veio, Geraldo Alckmin, que apenas tem imagem de bom moço.

Resta a imagem solitária de Aécio Neves, que carrega uma bandeira – da gestão -, a fama de bom articulador político, e só. No restante, ainda é um vazio de ideias e de conceitos.

É pouco pau para montar uma canoa.

A Aécio caberia o papel de aglutinar outras estrelas, aproximar-se de políticos progressistas, atrair os mercadistas.

É desafio considerável que esbarra, numa ponta, no peso da imagem de Serra, o ranço embolorado deixado no partido nas últimas eleições, a certeza de que enquanto tiver fôlego, FHC sempre será um obstáculo a mais, as resistências tanto de setores de centro-esquerda quanto dos mercadistas à herança de Serra.

Na outra ponta o desgaste de brigas intestinas, os tiros pelas costas, o uso da mídia para ataques.

O exercício da futurologia é complexo. Depende muito de intuição, de saber identificar fatores que poderão levar as decisões para um lado ou para o outro.

Por mais que me esforce, não consigo imaginar um PSDB coeso.

O quadro mais provável será o de um período de desgaste e, mais à frente, uma confluência de quadros partindo para a construção de uma nova alternativa de oposição.

E conferindo justo descanso a FHC e Serra, devidamente enterrados com o partido que ajudaram a destruir. 

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A exemplo de Kassab no DEM, Serra tenta reunir forças para deixar o PSDB

http://correiodobrasil.com.br/a-exemplo-de-kassab-no-dem-serra-tenta-reunir-forcas-para-deixar-o-psdb/211822/

 

Entro tarde na discussão e não tenho o talento do Nassif para ir e voltar nos temas, fazendo reflexões originais, produzindo alternativas, se perguntando E Se , o tempo todo. Mas vou dar o meu pitaco, direto e reto.

Nassif escreveu:

"O exercício da futurologia é complexo. Depende muito de intuição, de saber identificar fatores que poderão levar as decisões para um lado ou para o outro."

Não só de intuição, mas do uso do ferramental mínimo e necessário para o correto desempenho da proeza. A humanidade vêm se batendo nisto, para sobreviver mesmo, desde a aurora dos tempos, e, confesso, fico impressionado com os resultados. Cada vez mais o edifício da civilização alcança maior esplendor.

Um dos pontos mais claros para mim, é que o tempo, da forma como é manejado pela humanidade hoje em dia ainda, está acabando. A Singulariedade tecnológica se impõe, velhos truques de salão estão já totalmente obsoletos, mesmo as análises sobre estes truques também perderam o fascínio.

O Real e o verdadeiro se imporá como uma nuvem que se postará à vista de todos.

Tudo que dependia destes velhos e obsoletos truques, mesmo o dinheiro fiduciário, sofrerá um processo de desintegração e novas coisas, com novas estruturas surgirão em seus lugares.

Muitos dizem, que o ponto culminante deste evento, quando a percepção global ultrapassar a massa crítica de mobilização ocorrerá no dia 21 de dezembro de 2012, data identificada pela Gnose de Princentown, nenhum esquema de poder destes conhecidos e expostos pelo artigo passarão a ter valor real. O poder será transferido para esta nuvem de realidade.

Só por curiosidade, o que têm valor nessa nuvem depende de Astrologia, Tarot e Geometria.

 

Follow the money, follow the power.

Com todos os problemas brilhantemente expostos pelo Nassif o candidato do partido ainda conseguiu 44 milhões de votos nas últimas eleições presidenciais. Aqui em SP seu candidato a governador foi eleito no primeiro turno. O partido elegeu governadores em Minas e Paraná, dois importantes estados. Isso pode indicar que uma reconstrução no sentido estrito da palavra talvez não seja necessária. De minha parte espero que as pessoas que votaram nesse partido reflitam antes de repetir essa opção nas próximas eleições. Creio que deva ser motivo de estudo o elevado número de eleitores que continua a se deixar levar pela ultrapassada cantilena dos tucanos. Talvez a guinada à direita possa explicar uma boa parte dos votos. O que não é admissível é que em pleno século 21 as oposições no país não tenham nada melhor a apresentar.

 

Prezado Nassif,

Não li todo o texto, nem os comentários, mas não posso deixar de comentar:

1. Covas era um tremendo corrupto, assim como Sérgio Motta. Muito fácil mostrar eficiência administrativa depois dos governadores biônicos da Ditadura Militar, Maluf incluso. Montoro pode sim ser citado como exemplo, até onde sei, de conduta ilibada. Esses outros dois se aproveitaram de situações favoráveis para aplicar a velha tática malufista do rouba mas faz. E rouba muito, diga-se de passagem.

2. Foi justamente Covas que iniciou o maior programa de destruição da educação pública no estado. Me lembro muito bem, das filas e acampamentos de pais de alunos para conseguirem vagas nas escolas. Foi apenas para acabar com isso que foi criada a educação continuada. Ou seja, sem repetência, abrem-se vagas de forma natural na rede pública. As filas e acampamentos deixaram de ser notícia, sem que se precisasse fazer nenhum investimento sério em educação. Pelo contrário, hoje é possível cursar da primeira série do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio sem se aprender absolutamente nada.

3. Volto a insistir na questão da corrupção: foi durante os governos do PSDB, tanto estaduais como na presidência, que tomei conhecimento do que eram paraísos fiscais, e que não era apenas na Suíça que se poderia manter contas sem denominação de usuários.

4. Chamar FHC de arquiteto é uma ofensa grave a essa classe de profissionais já tão pouco valorizada no Brasil. Por favor, encontre outra denominação para defini-lo, pois creio eu, qualquer classe de trabalhadores se sentiria ofendida com a comparação. Se preciso for, invente uma! Nem os sociólogos querem ser identificados com esse senhor. Sugestão: Ociólogo!

Obrigada!

 

Você parece acreditar que houve um PSDB na década de 1990, que sabia aonde ir e tinha projetos claros, mas perdeu-se no início do século XXI. Mas, será mesmo?

Na década de 1990 a América Latina foi varrida pela dolarização e privatização. E FH, que defendia um tal de “desenvolvimento dependente” desde a década de 1960, estava no lugar certo e na hora certa para pegar esse barco. O PSDB não existia. Mário Covas que me perdoe, mas o PSDB não existia… aliás, como não existem diversas siglas partidárias. A sorte de FH colocou o grupo político do qual fazia parte no poder. Como sempre, o PFL (atual DEM, ex-PDS, ex-ARENA), ou melhor, as pessoas que se juntavam ao redor da sopa de letrinhas ‘P’ ‘F’ ‘L’, aderiram ao governo e, por tabela, ao pensamento hegemônico de então – não que o defendessem, afinal, o PFL ainda rumina certo ódio contra Pedro II e a princesa Isabel por terem abolido a escravidão, mas como precisavam de uma narrativa “moderna” para justificar sua presença nos palácios de Brasília, qualquer coisa disponível servia.

Aliás, o PSDB era tão inexistente que foi necessário empurrar goela abaixo da Constituição a possibilidade de reeleição presidencial, pois ninguém além de FH garantiria a manutenção do grupo político no poder. O personalismo era tão grande que uma “solução Dilma” era impensável. Não havia ninguém que encarnasse claramente um “projeto PSDB”. Não havia ninguém que garantisse que aquele grupo incoerente continuasse ao redor da fogueira do poder a não ser o próprio FH. E também porque simplesmente não havia um projeto PSDB. O que havia era um homem que garantia um “plano econômico”, o Real, e só. Nem as privatizações e as propostas de um Estado reduzido eram percebidas como importantes pelos eleitores…

Infelizmente (para eles) o personalismo é tão grande que ainda existe um serrismo com força suficiente para pautar o partido e matê-lo nesse neo-udenismo capenga. O PSDB corre sério risco de virar uma caricatura tupinambá do Tea Party (que já é uma caricatura).

E não haverá um novo partido se ele não dialogar com “as forças vivas da sociedade”, como talvez dissesse Marina Silva. Mas o PSDB não fará isso, pois seus integrantes costumam ter medo de sujar o sapato na lama do Brasil, como talvez dissesse Carlota Joaquina.

Essas quatro letrinhas, P, S, D e B, formam, porém, a maior sopa de letrinhas oposicionista. E só isso os une e dá coerência. São contra. Esse será o “novo” PSDB, o partido do contra. Só falta decidir qual o volume com que gritarão, ou se deixarão o barulho para a imprensa sozinha, limitando-se a fornecer comentaristas para as análises dos jornais.

Mas, por mim, que o PSDB feneça. Afinal, nos últimos anos, não passou de uma versão mal feita da UDN, de triste memória. Que insistam na estratégia serrista do conservadorismo mais rasteiro, do denuncismo mais vazio, da raiva mal canalizada e da pregação do ódio. E que morram do próprio veneno.

reaproveitado de uma postagem aqui: http://outrascoisaseafins.wordpress.com/2011/01/22/nao-existira-psdb-algum/

 

Não tem jeito Nassif, o PSDB e os ideiais de uma social democracia em terras brasileiras não passou de um sonho de verão.

Os ideais originais dos tucanos eram factíveis e sedutores, mas começaram a ruir quando FHC deixou-se seduzir pelo canto da sereia neoliberal após a queda do muro de Berlim, o colapso do socialismo no leste europeu e as teses do fim da  história e da predominância do pensamento único neoliberal.

 

FHC inciou o processe de destruição do PSDB e José Serra é o vírus final desagregador e destruidor que porá fim a esta história política.

 

pois é o psdb acabou.  a grana tá acabando. o psdb nunca foi um partido.  na verdade, um amontoado de parasitas intelectuloies e bucefalos carecas e uma mistura que gera uma das piores quadrilha que o brasil tem. não temos mais que faLAR NO PSDB. QUE A MORTE LHE SEJA BREVE. TENHO DITO. POIS ALGUEM JÁ DIZIA ISSO.    

 

Muito interessante o post.

Me coloquei a seguinte questão - que vai para além do campo da gestão que você apontou no post:

Essa situação do PSDB não é, no final das contas, um ponto negativo para termos uma reforma política como é necessário? Afinal, o enfraquecimento de ideias do principal partido da oposição nos coloca numa situação até perigosa para o fortalecimento da democracia no país.

Diferente de outros que me antecederam, julgo que um PSDB nessa situação extremamente negativo para a democracia brasileira.

 

PSDB perdeu o rumo... Acho difícil encontrarem a saída, a não ser que apareça alguém para resgatá-los...

 

Há erros factuais e construções de imagens que não batem com o ocorrido.

1. Covas, FHC e Serra disputaram espaço político com Quércia e perderam, no fim do governo Montoro.  Traíram seu partido em 86, ao apoiar Antônio Ermírio para governador. Covas, segundo os jornais da época, lutou para manter o controle das indicações para o porto de santos, por exemplo. Não há vestais entre estes senhores.

2. De esquerda, o PSDB inicial pouco tinha. Irapuan Costa Jr, Afonso Arinos, dentre ouitros muitos, nada tinham de esquerda. O PSDB nasceu como uma divisão do PMDB, em que aqueles que regionalmente haviam sido derrotados se abrigaram.

3. O governo Covas deve ser reavaliado. A privatização desenfreada do patrimônio do estado, a perseguição ao funcionalismo, o silêncio diante de FHC apoiando Maluf em 98, o silêncio e a concordância com os erros do governo FHC. Covas, no governo, não foi o Covas deputado líder da oposição em 68 ou o senador líder da maioria na constituinte.

 

Começo concordando que é importante, para todos os governo, que haja oposição, que haja o contraditório e a crítica. Mas jamais vou me preocupar com o que houve e haverá com esse PSDB, quero mais que ele se exploda ou, se isso não for possível, que ele vá minguando pateticamente. Quero uma oposição à esquerda, não essa agremiação de interesses espúrios, esse vendilhões. Antes que o PSDB acabe, espero que paguem pelo prejuízo ao patrimônio público causada pelas privatizações, especialmente a da Vale. E quero que o Aécio envelheça, fique senil e gagá esperando a sua vez de personificar o papel para o qual o playboy foi preparado, o de Tancredo II...Quero mais que ele que fique careca!!!

 

O problema de ficar chutando esse cachorro vai ser na hora em que estourar a barrigada podre.

Ninguém vai aguentar o futum.

Eeeeca!

 

Nassif, concordo com sua análise do passado, mas discordo de suas previsões para o futuro. Acredito que o Alckimin vai se destacar no cenário nacional. Não tanto por méritos próprios, embora a experiência deva ter ensinado muitas coisas a ele, mas porque será beneficiado pela inação do governo Serra em São Paulo e porque existe uma classe média subrepresentada (que graças ao PT está crescendo) cujas bandeiras (principalmente a questão da segurança e da corrupção) podem ser mais facilmente assumidas pelo PSDB.

 

Os  tucanos  estão  perdidinhos:  miisturar  parcerias  com  os  demos, pps,  psol  e  parte  do  pv....Sei  não!

 

mello

Que FHC e Serra em 2011 são patéticos, é um consenso. Não entendo porém o porquê de se incensar Covas e Motta. Covas fez um governo pífio e foi o arquiteto - junto de seu vice Alckmin - desse modelo maluco que tornou as estradas paulistas as mais caras do mundo. Além disso, calou-se ante a trapalhada federal que foi a intervenção e posterior privatização no Banespa. Covas e seu afilhado Alckmin capitanearam um processo que culminou com a sucatização da estrutura estatal de São Paulo: basta verificar a desastrada atuação dos governos tucanos em educação, saneamento e infra-estrutura.

Que dizer do "trator" Motta? Devemos celebrizá-lo pelo modelo equivocado na privatização das comunicações - cujas tarifas, mais de dez anos após sua morte, continuam entre as maiores do mundo? Ou é melhor lembrar do Serjão pelas suspeitas envolvendo o aliciamento de parlamentares em prol da emenda da reeleição presidencial?

 

"A bandeira mais relevante da atualidade, que foi entregue de bandeja para Lula."

 

No meu ponto de vista, essa bandeira jamais poderia ser entregue a Lula pelo PSDB. Lula sempre teve essa visão social. É algo natural dele. 

 

Concordo plenamente e vou além, o PSDB nunca empunhou essas bandeiras. Por empunhar bandeiras eu entendo fazer ações concretas para realizar as propostas, mas o PSDB só teve preocupação social na propaganda política. Nos governos que fizeram e fazem é justamente o oposto, insesnsibilidade social, entreguismo aos ditames do poder econômico e um autoritarismo atroz. Eles nunca entregaram bandiras para o lula, com ou sem bandeja. Não poderiam entregar o que não tinham.

 

ABAIXO A DITADURA

 

"desafio considerável que esbarra, numa ponta, no peso da imagem de Serra, o ranço embolorado deixado no partido nas últimas eleições, a certeza de que enquanto tiver fôlego, FHC sempre será um obstáculo a mais":

Nao seja por mim esse folego todo.  Tem anos que estou na fila de torcer o pescoco dele!

 

"não há nada no partido que atraia uma nova geração de acadêmicos criativos":

A marca registrada deles --pelo menos ate agora-- eh a deconstrucao de Lula.

Eh que quem parou no tempo ainda acha que o presidente eh Lula.

Tou com uma vontade louca de pedir pra AOL comprar o PSDB.  Sairia bem mais barato que o Huffington.  Bem mais histerico tambem.

 

Leia isso: [No seu primeiro discurso como senador, Wellington Dias (PT-PI) comentou nesta quinta-feira (3) a decisão da presidente Dilma Rousseff de dar prioridade à erradicação da miséria do país e alertou não ser "tão simples assim" cumprir essa meta. ] Isso prova que o petismo sabe ser tanto governo quanto oposição e, portanto, por si basta e esse restante deveria ser extinto.

 

 

 

 

 

Prezado Nassif, suas análises são sempre oportunas. Concordo com as papéis atribuídos a Covas, Montoro e até Sérgio Motta. Insisto, porém, na tese de que o 'ovo da serpente' no PSDB é anterior ao governo de Cardoso. Para mim, esse processo de envenenamento foi-lhe inoculado a partir da aliança com o PFL, na figura de ACM, para bater Lula em 1994. Ali, Cardoso definiu o que viria a ser o PSDB nos momentos e circunstâncias seguintes (tão bem descritos por você, acima), disseminando a degradação de um Partido que, em sua origem, continha um quê de modernidade em benefício do País.

 

O Ciro Gomes perdeu uma grande oportunidade, para o próprio e para o PSB, ao deixar de disputar o Governo de SP, mesmo provavelmente perdendo, quem sabe até num segundo turno, ocuparia um espaço político, fortalecendo o PSB em SP.

 

 

Luis, de quem vc esta esperando o convite definitivo para sair das "propostas"e entrar na briga pra valer?

 

Concordo com o título e com quase tudo que veio escrito abaixo dele. Finalmente, acho que agora vamos (pelo menos aqui no blog) deixar que o PSDB descanse em paz e nos focar no que interessa, não é?

Um ponto que sugeriria para ser tema de postagens é o das reformas. Aos poucos, foi-se construindo o consenso de que reforma alguma que seja pra valer passe no Congresso, que tudo tem que ser aprovado aos poucos, devagarinho, pra não cansar muito deputados e senadores, talvez...

Será possível libertar o Brasil das amarras dessa forma lenta, gradual? É impossível, mesmo, debater uma reforma ampla, geral e irrestrita?

 

Por 8 anos tivemos um presidente refem da imprensa por esconder seu filho fora do casamento na Europa.

Isto é apenas "um grama" do que foram estes 8 anos.

O último programa do partido veiculado nas tvs só veio provar mais um pouco o que todo (eu disse todo) mundo sabe: o psdb é um partido de butique tentando manter algum glamour.

 

Taí, o grande economista Luís Nassif está nos devendo uma boa matéria sobre a evolução da dívida interna brasileira, principalmente ao longo dos 8 anos de FHC, com toda aquela grana que entrou no tesouro da república (ou não chegou até lá?) com as privatizações. Esta dívida, inacreditável!, dobrou durante o plano real. Por causa desta dívida interna, eternamente teremos que dar satisfação a esta entidade "anônima" chamada mercado financeiro que exige, através dos seus agentes midiáticos, superavits primários cada vez mais elevados, e taxas de juros também, para pagarmos, quando muito, os juros de uma dívida que só faz crescer. Basta pintar uma nova reunião do COPOM, e pimba, as previsões catastróficas de inflação em alta invadem as páginas dos jornais e o noticiário dos telejornais. E nessa luta do rochedo contra o mar o que sobra para se aplicar em infraestrutura, nos programas sociais, saúde, educação, segurança, etc, é uma merreca.

Portanto, o que eu chamo de herança maldita para mim e para meus tataranetos (pelo andar da carruagem, eles também já nascerão endividados) é exatamente esta dívida colossal que já ultrapassa a casa de um trilhão de reais.

E os banqueiros querem que eu me torne também inadimplente, da mesma forma que o Brasil é um país inadimplente. Na semana passada eu recebi uma cartinha da administradora dos meus dois cartões de crédito perguntando porque eu não parcelava minhas compras. Ou seja, eles querem que eu pague o mínimo permitido e que sobre o saldo devedor eu me lasque pagando taxas de juros mensais superiores a inflação anual declarada pelo governo. 

Definitivamente, este não é um país democrático: ESTE É O PAÍS DOS BANQUEIROS.

 

Essa estória de dizer que todos os méritos do governo Lula tiveram origem no desgorverno anterior, é papo de perdedor. FHC exterminou a classe média, diminuindo salários e o poder de consumo, entregou o país quebrado, fez muita politicagem, com a cumplicidade da imprensa marrom e do congresso,  e ainda entregou o país quebrando, em uma bomba-relógio armada, os números daquela época comprovam isso. Se não fosse mudada a orientação total dos rumos da economia, passaríamos por uma crise como a que ocorreu na Argentina. A atuação para o social do governo que sucedeu, fortaleceu a classe média, e justamente no oposto, fez surgir as classes C e D, ávida por uma demanda de consumo reprimida por décadas tenebrosas demotucanas. CANSAMOS DE SER ENGANADOS. O Brasil deve ser passado a limpo. Aos poucos, temos que ir desconstruindo esse castelo de areia de mentiras levantado pelo PIG.

 

  Estes trastes estão de a seculos a infernizar o Brasil,  mas graças a Deus foram varridos nas urnas, infelismente São Paulo ainda acredita em papai noel !

 

Tivemos um governador aqui em Minas que durante a semana se ausentava do Estado para curtir o Rio de Janeiro e outros roteiros turísticos. A imprensa nunca mencionou o fez uma única crítica sobre isso. Saia cedo, logo ao acordar, 11 horas da manhã e viajava para encontrar com os amigos. Compôs um secretariado político, composto por velhos raposões da política e seus pupilos. Fez uma obra faraônica para alimentar seu ego, totalmente equivocada, pelo desconhecimento que tem da capital Belo Horizonte, já que nunca morou nessa cidade. Essa mesma obra, teve licitações duvidosas, foi feita a "toque de caixa", e aposentou muita gente. Governou sem oposição na assembleia, na imprensa e no judiciário. Foi uma farra, um oba-oba. Não podia se esperar algo diferente de um fanfarrão nato. Agora, junto com Sérgio Guerra, esse dispensa comentários, é apresentado como alternativa para liderar a oposição, com um discurso pronto e vazio. Onde tem demotucanos, tem ditadura na imprensa e muita politicagem. Uma vergonha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fica fácil de entender os "porquês" quando se lembra que FHC é um traidor da pátria. Um total e completo imbecil, vaidoso o bastante para ser facilmente comprado e então direcionar os recursos do país para os rentistas e para o estrangeiro.

O "príncipe dos sociólogos" um dia ainda vai pagar pelo que fez...

 

E para contribuir ainda mais com a desconstrução do PSDB, Kassab já anda botando as manguinhas de fora e procurando o PT para tentar articular para as próximas eleições. Objetivo: varrer o PSDB de São Paulo.

 

Nassif,
sempre te leio escrever que à oposição faltam "ideias estruturantes, conceitos mobilizadores, visões sistêmicas do país". Tá, mas em português isso quer dizer o quê? Assim, trocando em miúdos, dá para dar exemplos de uma "ideia estruturante" ou de um "conceito mobilizador"?
Pergunto isso sem ironia, é de coração (rsrs). Ou você tem o mapa da mina e não quer entregar o ouro pros tucanos?

 

"sempre te leio escrever que à oposição faltam "ideias estruturantes, conceitos mobilizadores, visões sistêmicas do país". Tá, mas em português isso quer dizer o quê? Assim, trocando em miúdos, dá para dar exemplos de uma "ideia estruturante" ou de um "conceito mobilizador"?":

Nao sei se alguem interpretaria isso como ironia, Pedroncio, nao sei se da!

Mas o blog do Nassif eh um compendio de ideias tao compactas que elas levam anos pra registrar.  Entre outras, vou salientar somente essa sentenca perdida no meio das outras:

"Dois valores tendem a ser hegemônicos nos próximos anos: a questão da mobilidade nas grandes metrópoles e a questão ambiental".

Nao ha unzinho tucano no Brasil que ja fez alguma coisa pelo transporte urbano --e muito pelo contrario.  E quantos ja moveram uma palha pela "questao ambiental" que voce ja ouviu falar?  Quantos ja moveram uma palha contra o desenfreada atividade imobiliaria?

E nao fizeram nem vao fazer.  Lobbies sao fonte de dinheiro.  Ninguem luta contra lobby.  A unica maneira de lutar contra lobby seria colocar tudo plebiscito.  Deixar as pessoas votarem se querem ou nao mais um shopping center em bairros sem estrutura de transporte nem estacionamento nem...  bom, nao vai acontecer muito cedo.

Acho que todas as bandeiras foram mesmo entregues pro Lula em bandeija de ouro filigranado...

 

Ivan, o problema da mobilidade ealmente já é um fato, mas, pior que isso, é como nossas metrópoles crescem pior que câncer. Planejamento realmente è substantivo abstrato. Para sentir um mínimo, cansei de ver prédios do PAC sem aquecimento solar. Se alguém me conseguir explicar o motivo...

 

Nassif, tudo bem?

Permita-me discordar apenas de um ponto em sua análise:  o psdb se tornou um vazio de idéias não apenas pela influência nefasta da dupla das trevas (Serra-FHC), mas; como os demos, se tornou refém de uma ideologia moribunda: o neo-liberalismo. É um insulto à social-democracia clássica um partido que tem em seu nome e sua gênese a social-democracia pregar privatizações em todas esferas da ademnistração pública, amputar direitos trabalhistas e sacanear empresas nacionais em favor do capital externo.

Sinceramente, não farão falta nenhuma e serão uma nota de rodapé de nossa História

 

"De um lado, conseguia se desvencilhar da imagem fisiológica do PMDB – consolidada no ato de partilha de cargos no governo Sarney"

Sei não mas eu acho que não foi nem é privilégio do Sarney.

 

ilusão por ilusão, sugiro que conheça melhor a educação em Minas. Você não vai fortalecer o Aécio se não criticá-lo. A mania de proteger uns em detritemento de outros fez o que vemos no PSDB paulista: uns caras vazios que se acham.

 

Dez com louvor! ;-)

 

[Não há ideias estruturantes, conceitos mobilizadores, visões sistêmicas do país para os próximos dez ou quinze anos] E nem pode. A eleição de Dilma mostrou que Lula consegui isso pelos próximos 50 anos. Por pior que se tenha nesse período um governo petista, melhor é uma impossiblidade reconhecida pelo mundo todo e cientificamente comprovada, a estruturação dada por Lula vai recompensar tudo. Não é por acaso que até a oposição e gente disfarçada de petista tem dado asas a teoria de que FHC enfrentou uma montanha de crises internacionais quando todas foram falsas e apenas como desculpas pela incompetência. 

 

 

Nassif:

Somente agora estou lendo o seu artigo, que achei excelente. É isso aí mesmo!!!

Um abraço,

JAA

 

José Antônio

"O que resta para reconstruir o PSDB?":

Assumir o fascismo de uma vez e acabar com a hipocrisia.

 

Rs... Mas daí que alternativa vai sobrar para o DEM?

 

"que alternativa vai sobrar para o DEM?":

O voto de Ali Kamel...  (:-)

 

Culpa do Lula, que não deixou nada pra eles...

 

O PSDB nunca foi de nada.

É um amontoado de intelectualóides que conseguiu surfar enquanto havia onda.

Depois que as pessoas com um pouco de bom senso descobriu que eram um bando de picaretas, deu no que deu.

E eu não excluo ninguém.

A começar de Mário Covas, que você Nassif, tem um certo fascínio, que no meu entender foi tão incompetente quanto os demais "quadros" do partido.

Falar de FHC (em quem votei na primeira eleição) ou falar de qualquer outra figura do partido é a mesma coisa.

Não é porque Covas não esteja mais entre nós que ele faria a diferença nesse início de desmonte do partido.

A mediocridade é tão grande, e não seria um Covas pintado de ouro (minha opinião) que faria o partido ter um referencial a ponto de evitar que a tucanada chegasse à beira do abismo. E não tem retorno.

Covas fez um governo pífio em São Paulo a ponto de, na luta pelo segundo mandato, quase perde para o Maluf, não fosse o providencial apoio do PT da Marta Suplicy.

Basta relembrarmos o ataque de "machismo" do governador ao enfrentar uma manifestação dos professores da rede estadual de ensino. Será que o sangue espanhol falou mais alto?

O terrorismo que ele instalou no funcionalismo público, não tem precedentes.

No seu primeiro mandato ( é aquela velha história que foi discutida aqui no blog sobre o "poder"), no mes de janeiro, parcela o salario do funcionalismo em duas  vezes. E no mes seguinte faz média política com prefeitos reunidos no palácio, distribuindo verbas polpudas para os prefeitos pedintes.

Vá ser demagogo lá na casa dele.

Covas recuperou as contas públicas? Sim. Mas não precisava usar o funcionalismo como judas para malhar.

A recuperação das contas do estado se daria de qualquer forma sem usar esse artifício demagógico.

Segurança Pública, Educação, Saúde...foram as eleitas para começar o processo de desmonte que se perpetua até hoje.

Qual foi a estratégia de Covas?

O que ele deixou alinhavado para o titubeante Alckmin fazer? Nada.

Então o que se vê, é a mesmice de sempre. Falta de idéias, falta de vontade, favorecimento de alguns grupos amigos do poder. As rodovias privatizadas são o exemplo clássico. Quem são os donos das empresas que administram as rodovias paulistas? Ou melhor quem são os donos?

Eu não engulo o PSDB seja de qualquer ângulo. Seja FHC, Covas em quem votei duas vezes, por falta de opção, ou qualquer outro político do partido.

Para mim o PSDB já morreu e está só faltando alguém enterrar, porque nem isso eu farei.

 

LUIS, acordou? PSDB, a sua Política: VENDER E VENDER, o Patrimônio Público. O Quê os Entreguistas Tucanos fizeram pra o POVO? Acordou AGORA? Interessante! Qual a proposta dos Entreguistas do PSDB, a não tirar os SAPATOS? A Turma de PIJAMA do ITAMARATI, que tirou os SAPATOS, pra o Tio SAM, foram elevados a comentaristas de Política Externa do Brasil, no GloboNews, e com o famigerado e arrogante William Waac, sempre se cheiram.E Você? Resolveu tirar a roupa tucana? Está do lado POVO? Os Tucanos sempre foram uma FARSA, ou NÃO?  O Quê, os TUCANOS fizeram pra VENDER o quê? Maquete que o PIG ADORA? AH, e a OCUPAÇÃO de ESPAÇO PÚBLICO, pelo PIG GLOBO, por ONZE Anos, e ZEPEDÁGIO doou ao PIG Globo? Nem o MP de São |Paulo, entrou na PARADA. Afinal, LUIS, suas elucubrações, são TUCANAS? Te amo,sem ser TUCANO.  Espero que agora, se volte á realidade do POVO, e seja um DIÓGENES Moderno da Mitologia Grega, e terá mais CRÉDITO por nós INTERNAUTAS, não sabia que seu coração era tão TUCANO ASSIM, ainda, bem que demonstra, que se recurou dessa doença. No nosso meio do POVO, somos mais Solídarios com VOCÊ. E o amaremos MAIS, o amor de nós o POVO, é eterno,ACREDITE. Eu, e muitos Internautas sempre o amamos, Sò AGORA DEU CONTA disso? Valem mal do PT, mas, o POVO o quer, e segundo pesquisa de todos INSTITUTOS, o PT, os Brasileiros, preferem o PT. Como Intelectual de apoio aos TUCANOS ENTREGUISTAS, percebeu-se pelo sofrimento Intelecutual, que meu LUIS, faz parte de NÓS, O POVO. Bem Vindo, ao lado POVO, afinal, estava vivendo numa DITADURA Tucana, e sem reconhecimento. Gosto de Vê-lo por segundos na REDE BRASIL, aqui em MINAS, acho, que a TV BRASIL, deveria dar-lhe mais tempo pra Falar, isso nos INTERESSA como POVO, visto, sua visão ECONÔMICA, é mais POVO e real, e não a MENTIRA do PSDB, que tem com BASE real, O PIG. Vide as Últimas Eleições o papel e o resultado final dos CORONÉIS DA VERDADE do PIG. Ainda bem, LUIS, que revela-se que não é SÍFUSO, Chega! Você merece MAIS, e Vale, MUITO MAIS, Beijos, um SORRISO das Alaterosas. Fora Tucanos.....de Belo Horizonte. 

 

 

              Excelente texto Nassif, porém, onde vc escreveu " mas faltava o básico : sensibilidade social, identificação com o povo e país e incapacidade de pensar grande", vc não quis dizer "capacidade de pensar grande"? Abraços

 

Acho que o PSDB acabou por atrair um conjunto de pessoas bem formadas do tipo que não constroi um país, mas apenas carreiras e acumula vantagens pessoais. Veja aquele econimista que vc tratou em seu livro cabeça de planilhas. Ele acabou por fazer fortuna com as ferramentas que havia ajudado a criar no governo. O Paulo Renato, de professor da UNICAMP, terminou por operar um esquema de vantagens junto com o ensino universitário privado. Hoje, não se sabe exatamente de que lado ele está. FHC tem como preocupação única defender sua imagem.  Comparativamente, Sarney, que também tem motivos para defender seu histórico, exibe um despojamento de um franciscano, se comparado ao comportamento de FHC. A mim, não parece que ele vai deixar que o partido se renove sem que seja sobre as glórias de seus tempos. Quanto a  Serra, vc o dissecou inúmeras vezes. Ele é caso psiquiátrico e uma prova viva de acidentes ocorrem em política, permitindo que ineptos galguem posições além de sua capacidade.  Seu objetivo declarado é concorrer uma vez mais à presidência. É candidato de si mesmo. Vai jogar ainda mais pesado do que em 2010. Ou o PSDB se livra dele o quanto antes ou vai ser terminar como um feudo, tendo Serra como senhor da guerra e FHC como doutrinador.

 

Ótimo texto, de quem conhece bem o PSDB.

 

Covas era pessoa melhorzinha do PSDB, não que fosse grande coisa.  Covas só aparentava ser grande pq os outros ao seu lado eram pequenos. Com sua morte, o partido caiu nas mãos da tropa do Serra e deu nisto que está aí.

 

Serra não vai permitir nenhuma mudança no PSDB, ele pratica a política da terra arrasada.

 

Por favor, esqueçam o FHC. Ele pediu que esquececem o que ele escreveu, mas o correto mesmo é esquece-lo. Não vale a pena comentar algo tão oco.

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)