newsletter

Relator da CPMI diz que não vai blindar Delta

Do O Globo

Relator nega blindagem da Delta e diz que CPI não vai dar em pizza 

Chico de Gois

BRASÍLIA - O relator da CPMI do caso Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), disse que não tem intenção de blindar a Delta Construções, como acusou a oposição durante a primeira sessão de trabalho da comissão, na quarta-feira. Disse que a empresa vai “para dentro” da CPI. Ao GLOBO, afirmou que está focado 100% no trabalho e que será inevitável que as investigações respinguem em algumas pessoas, do governo ou não. Mas, para ele, isso não o preocupa. Odair também negou acordo entre os partidos para poupar os governadores citados, garantindo que a CPMI irá tratar da questão dos governadores a partir de junho, como está no plano de trabalho aprovado na quarta-feira.

O GLOBO: A CPMI corre o risco de virar pizza, como já acusam alguns parlamentares da oposição?

ODAIR CUNHA: Vários parlamentares, de todos os partidos, aprovaram o plano de trabalho, o que sinaliza que o plano aponta para uma investigação séria, com uma lógica investigatória a partir dos dois inquéritos da Polícia Federal, as operações Vegas e Monte Carlo. É isso o que faremos.

Por que o senhor evitou deixar claro que a investigação atingirá a Delta Construções?

ODAIR: Primeiro, vamos ouvir o Cláudio Abreu (ex-diretor da Delta no Centro-Oeste), que está preso e que tem várias ligações (gravadas pela PF). Vamos investigar as relações de Carlinhos Cachoeira com setores empresariais e agentes de mercado. Não vamos deixar de investigar nada. Vamos colocar a Delta para dentro. Não estamos excluindo ninguém.

Por que o ex-diretor do Dnit Luiz Antonio Pagot não foi convocado a depor neste primeiro momento?

ODAIR: Vamos investigar a organização criminosa. Precisamos ver qual a ligação de Pagot com a organização. Por enquanto, não recebemos nada ainda sobre isso. A partir de segunda-feira, vamos ver melhor.

O governo o está pressionando?

ODAIR: Cuidei do governo enquanto era vice-líder do governo. Agora estou focado 100% na CPMI.

Por que os governadores não foram convidados agora? Houve um acordo?

ODAIR: Não há acordo. Vamos tratar da questão dos governadores em junho, conforme o plano de trabalho.

O senhor pediu que a investigação abrangesse dez anos, a partir de 2002. Não pode ser um tiro no pé do PT, pois vai pegar o escândalo Waldomiro Diniz?

ODAIR: Não há temor. Do ponto de vista da investigação, é melhor analisar uma década e não um governo. Respingar aqui e acolá é inevitável. Não vou ficar preocupado com isso.

Sem votos
10 comentários

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+10 comentários

De acordo com a Isto è independente tudo não passa de Guerras Mafiosas :

Pesca fora da lei - ISTOÉ Independentewww.istoe.com.br/reportagens/paginar/197706_PESCA+FORA.../2

7 abr. 2012 – Ex-ministra da Pesca Ideli Salvatti terá de dar explicações sobre aquisição dos barcos. ... A compra de 28 lanchas de patrulhamento marítimo pelo Ministério da ... da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, no escândalo. ... do senador careca da "direita"e deste modus operandi brasiliense,é

 

Dastanhêda

Estou confiante de que essa CPMI dará bons resultados. Sem escândalo, sem o carnaval que costuma acompanhar esses eventos,  investigará o que for preciso. A partir das investigações do MPF e da PF. Condenará quem for culpado e absolverá quem, injustamente, acaso estiver sendo acusado. Não desejamos que aconteça linchamentos como a oposição, com a ajuda de seu braço midiático, vem fazendo. Seriedade e tranquilidade para realizar um trabalho que possa mudar, de fato, os rumos do nosso país nesse quesito.

 

Enriqueci o texto. Veja que nas entrelinhas do texto há uma matéria do Correio Brasiliense, que mostra porque ofuncionalismo público não terá aumento durante  os oitos anos de governo da Dilma. Não é chute, é resposta baseada em ciência econômica e ciência política. A Dilma e o Lula comprometeram toda arrecadação com o PAC 1 E 2 nestas duas legislaturas.Ademais, há o agravante de que a corrupção vai comer o dinheiro todo das obras, deixando um cemitérios de elefantes brancos pela frente,em razão de um grande volume de obras que não vai terminar. A CPI veio em hora inoportuna para o Governo. Mas o tiro da CPI já saiu prla culatra. A ideia da CPI é fazer morrer o processo do Mensalão. Tudo que se move na PF, tem o dedo do Governo. Vide exemplo,a Satiaghara fez a propaganda do Tarso Genro, que se elegeu Governador do RS com 3.416.460 votos, ou 54,35% do total de válidos. Tarso Genro esteve a FRENTE  da operação Satiaghara  qdo foi  ministro da Justiça. 

Mas, veja a análise da conjuntura atual, finalizando com o efeito da CPI no Rio, smj. 

 Há setores da INDUSTRIA não estão fechando com o PT. Por quê?  Em todos os blogs ligados a industria o clima é de apoio a CPI, no sentido de arrastar e arrasar quarteirão sem discriminação partidária. Nem todos tem a visão periférica a 360°, que faz enxegar que os membros da CPI são poderosos chefões do crime organizado. O partido do crime organizado não tem sigla, mas coopta todos os partidos.

 Nesste contexto, o PMDB é uma Cosa Nostra Brasileira,pois se envolveu tanto com a corrupção que come de todos os lados: FAZ ALIANÇA com quem DÁ MAIS.

Como iniciante na estrutura de poder, o PT, na pessoa do Lula, no máximo faz  o papel de papagaio de pirata.

A Dilma  recebe ordens e tem que cumprí-las,porque eles vem do Poder Paralelo instalado na Política brasileira, que constitui, hierarquicamente, o elo máximo do poder estruturante do Estado. Vai explicar para o povo que a Dilma é cercada por corruptos perigosos por todos os lados. Neste cenário, o PMDB sabe fazer o fluxo do caixa do ORÇAMENTO do governo chegar até suas mãos. Historicamente, são mais de quarenta anos fazendo política com o jeitinho brasileiro, desde os tempos da Ditadura, qdo a sigla ainda era MDB. Dilma não é leiga em gestão pública, por isso sabia os efeitos desta CPMI em sua Administração.

O Lula, mais uma vez no afã de fazer política com a visão de que carrega um carisma polpular, partiu pro pau e mandou bala para constituir uma CPI. Na primeira vez, Lula se emocionou com o anuncio do PAC, sem enxergar as aves derapina do PMDB. Pois, Lula nunca teve a visão de gestor,pois é leigo no sentido de enxergar como funciona os meios de fazer uma obra pública sem O EFEITO MULTIPLICADOR DO CUSTO por metro quadrado da obra-a gordura da corrupção. https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/4/2/armadilha-eleitoral

Lula, agora, acordou e viu que o incendio da CPI vai fazer muito mais estragos nos seus aliados. Com efeito,em se tratando de preparativos dos jogos da Copa, esta CPMI vai causar mais  mora ainda nas obras dos estádios no Rio e em outros estados.É o efeito dominó. Lula agiu, emocionalmente, com ódio e ressentimento. Dilma,por sua vez, agiu racionalmente, sem deixar se contaminar com o clima de campanha. Dilma tem uma visão estratégica a 360°. Lula mostrou que tudo que fez em seu Governo deu certo, porque agiu como um aluno que tem a cola pronta na hora da prova. Lula é uma figura decorativa, que só recebeu ordens de eminencias pardas. Não descarto a possibilidade de LULA TER SIDO CERCADO por bandidos profissionais em todas as áreas do crime organizado.

 Gostando ou não de Veja, temos que engolir que a Revista de CIVITA tem o maior trunfo na mão, a saber: A estrutura PRINCIPAL de poder do Rio de Janeiro é toda do PMDB. A cidade do Rio, a Assembleia legislativa  e a banda podre do P. Judiciário do RJ ficaram vulneráveis com esta CPMI.  Culturalmente,temos que considerar a condição Ceteris Paribus do modo de viver do carioca,que produz o efeito devastador de que os acontecimentos políticos do Rio repercutem no Brasil inteiro,o que significa dizer que mexer com o Rio é mexer com  A CABEÇA e o modo de pensar do Brasil do Oiapoque ao Chuí. Isso é uma constante,que pode ser visto como uma variável que não se mexe, mas causa efeito multiplicador. Em todo lugar do Brasil, o sonho dos que não conhecem o Rio é visitar o Rio ou morar na Cidade Maravilhosa. Logo, a condição sine qua non explicada EM MIÚDOS é que o Rio é uma caixa de resonancia de opinião pública, que funciona 24 horas, EM TEMPO REAL,via Interne . Logo , Cabral já queimou geral o filme de Lula e Dilma. Não vai demorar  muito para Dilma, Lula e Cabral e   Eduardo Paes serem vaiados nos palanques de campanha. Hoje, Cabral ainda foge do povo pelas portas dos fundos, mas até quando o povo carioca vai segurar aquela  vontade que dar de gritar:  Lalau, Lalau,  Cabral!


 Vamos a leitura desta matéria que dá versão de outro lado, diferente de quem vota no PT  cegamente (ceteris paribus) . Ainda tem gente que lê a Veja, COMO QUE VOTA NO  PT.

 

http://textileindustry.ning.com/profiles/blog/show?id=2370240%3ABlogPost...

De Gaulle dizia que a velhice é um naufrágio — uma visão pessimista de mundo. Lucrécio (99 a.C.- 55 a.C.), um materialista, afirmava que, se a alma fosse imortal, não nos desfaríamos em lágrimas ao constatar que morremos. Huuummm… Tivesse eu sido contemporâneo de ambos (quando De Gaulle morreu, em 1970, eu tinha só 9 anos…) e privado de sua intimidade, recomendaria que cultivassem a memória como ...


 

Por que se instalou só agora a CPI, e por que já há muita gente arrependida na base do governo

 

De Gaulle dizia que a velhice é um naufrágio — uma visão pessimista de mundo. Lucrécio (99 a.C.- 55 a.C.), um materialista, afirmava que, se a alma fosse imortal, não nos desfaríamos em lágrimas ao constatar que morremos. Huuummm… Tivesse eu sido contemporâneo de ambos (quando De Gaulle morreu, em 1970, eu tinha só 9 anos…) e privado de sua intimidade, recomendaria que cultivassem a memória como antídoto contra a morte — a verdadeira morte é o esquecimento — e que (cito Drummond) procurassem o próprio queixo no queixo dos filhos (também dos netos, sobrinhos…). A memória, felizmente, não me abandona. Recomendo vivamente: cultivem-na. Faço, assim, um introdução algo grandiloquente (não me conformo com o fim do trema…) para assunto até mesquinho, vulgar mesmo — em muitos aspectos, até vagabundo. Tento tornar esse mundo mais interessante…

Recuem — na área de pesquisa deste blog ou de qualquer site noticioso — a agosto do ano passado. Lembram-se da CPI do Dnit? Eu lembro!!! A oposição chegou a conseguir o número necessário de assinaturas para instalá-la. Mas aí o governo fez um trabalho intenso de retirada de assinaturas, como vocês verão abaixo, e conseguiu matá-la no nascedouro. O Planalto entrou com tudo. Curioso, não é?, que, enquanto isso, a Polícia Federal continuasse ali, com o sistema Espião ligado, ouvindo as maiores barbaridades… Tivesse topado, então, a investigação, talvez a área já estivesse mais limpa. Vamos recapitular algumas coisas. Transcrevo trecho de uma reportagem de João Domingos, no Estadão, do dia 4 de agosto do ano passado. Leiam com atenção. Volto em seguida.
*
Tendo à frente a própria presidente Dilma Rousseff, que contou ainda com a ajuda de ministros e líderes na Câmara e no Senado, o governo conseguiu enterrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes requerida pela oposição. Para abortar a CPI, o Planalto prometeu acelerar obras, apoiar um candidato ao Tribunal de Contas da União (TCU) e até garantir a presença de Dilma na inauguração de uma ponte.

O governo conseguiu que dois senadores da base aliada retirassem suas assinaturas a favor da CPI. Como a oposição havia coletado 27 assinaturas - número mínimo para a instalação de comissão parlamentar no Senado -, as duas baixas inviabilizaram a iniciativa. Com apenas 25 assinaturas, o requerimento foi mandado pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) diretamente para o arquivo. Se quiser abrir uma CPI, a oposição terá que recomeçar a coleta de assinaturas. O objetivo da CPI era investigar as irregularidades no setor de transportes, que já resultaram na demissão de 27 pessoas, entre elas o ex-ministro Alfredo Nascimento e o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (Dnit) Luiz Antonio Pagot.

O senador João Durval (PDT-BA), o primeiro a retirar a assinatura, recuou em troca da promessa do governo e do PT de apoiar a candidatura de seu filho, o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), para vaga de ministro do TCU. Até então, Dilma mostrava-se simpática à candidatura da deputada Ana Arraes (PSB-PE), mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Carneiro conseguiu da bancada de 86 deputados do PT a promessa de que cada um buscará o voto de um colega a seu favor na disputa pelo TCU. O cargo de ministro do tribunal é vitalício.
(…)
Durval teria recebido ainda a promessa de que, enfim, será construído um anel viário em Feira de Santana, núcleo de sua base eleitoral, reivindicação que ele faz há cinco anos ao governo. Como Alfredo Nascimento prometia o anel viário e não o fazia, Durval vingou-se assinando o requerimento da CPI. Mas recuou para não prejudicar o filho.

“O governo operou mesmo para impedir a CPI”, disse ontem o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR). “A CPI não vai servir de instrumento de açoite do governo pela oposição.” Já o líder do governo no Congresso, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), afirmou que trabalhou nas últimas 24 horas para acabar com a CPI antes mesmo que ela começasse. Também retirou a assinatura o senador Reditário Cassol (PP-RO), suplente e pai do titular Ivo Cassol (PP). O próprio filho ajudou o governo a levar o pai ao recuo. De acordo com parlamentares da base, o filho lembrou ao patriarca que os Cassol são empresários do setor de geração de energia elétrica e fazem negócios com o governo.
(…)

Voltei
Sim, não se conheciam ainda detalhes do esquema de Carlinhos Cachoeira, mas o que as reportagens de VEJA havia mostrado provavam que algo de muito podre se passava no Ministério dos Transportes e no Dnit. Como se nota pela confissão dos líderes governistas, a ordem era não instalar a CPI. Ponto!

E por que, agora, a CPI do Cachoeira andou tão depressa? Porque a oposição topou imediatamente a investigação e, desta vez, uma parte do petismo aderiu, toda assanhada, à proposta. Havia a crença, FUNDADA EM INFORMAÇÕES FALSAS E NA PURA FOFOCA, de que a tal “mídia” — sabem, né?, “mídia” é jornalismo decente, que os petralhas odeiam — estaria comprometida com o esquema criminoso de Carlinhos Cachoeira. Alimentou-se a fantasia, certamente baseada em leituras apressadas e fragmentadas, de que as revelações da Polícia Federal destruiriam o jornalismo independente, o que era, obviamente, do interesse dos mensaleiros.

Mais: num primeiro momento dos vazamentos, a anti-estrela solitária da lambança era o senador Demóstenes Torres (GO), até então uma das figuras mais vistosas da oposição — era respeitado até por quem não comungava dos valores ideológicos que alardeava. Desmoralizar a oposição e a “mídia” pareceu a Lula e a Zé Dirceu uma chance de ouro. Mais:  vazamentos seletivos indicavam que a confusão iria bater às portas, e foi mesmo!, do tucano Marconi Perillo, governador de Goiás, detestado pelo Apedeuta. Bom demais para ser verdade, devem ter pensado os que sempre sonharam com o Partido Único. Seriam aniquiladas num só golpe a oposição e a… mídia!

Tiro n’água
A acusação contra a imprensa foi desmoralizada de maneira até vexaminosa. Subsiste hoje apenas na pena de alguns aloprados, que têm de continuar a fazer o serviço pelo qual são pagos — com dinheiro público! E, ora vejam, surgiu uma Delta no meio do caminho, com a sua, digamos assim, força avassaladora. Na mesma corrente em que o PT sonhou arrastar Marconi Perillo, também podem rodar Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal (e esse é apenas um de seus problemas), e a figura até então ascendente da política (eu, ao menos, nunca entendi por quê…) Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio. E isso pode ser apenas o começo. Imaginem, então, se Luiz Antônio Pagot (ver post abaixo) resolver falar.

Os que se assanharam na esperança de “destruir a mídia” — e se destaque, em nome da precisão, que esse ímpeto foi de Lula e José Dirceu, não do Planalto (embora se ligue à chicana, sim, já digo como) — certamente ignoravam o grau de intimidade entre a Delta e o esquema de Carlinhos Cachoeira. Aí tudo ficou, de fato, enrolado demais! PT e PMDB fecharam ontem uma espécie de pacto para deixar os governadores fora da investigação — e o PSDB  não vai reclamar se as coisas caminharem por aí. Ficariam, assim, fora da CPI Marconi Perillo, Agnelo Queiroz e Sérgio Cabral. Com isso, pretende-se, também, afastar Fernando Cavendish, o dono da Delta, dão imbróglio.Nota à margem: o governo se liga à chicana à medida que órgãos públicos e estatais financiam a pistolagem na Internet. Sigamos.

Para onde vai a CPI? Sabendo o que sabem, Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres aceitarão arcar sozinhos com a punição? Vamos ver quais instruções lhes darão seus respectivos advogados, dois criminalistas experimentados: Márcio Thomaz Bastos e Antônio Carlos de Oliveira Castro, respectivamente. Parece-me que tudo caminha para a chamada estratégia de redução de danos. Se decidiram botar fogo no circo, arrastando meio mundo político junto, eles próprios sabem que o futuro não lhes será leve. Entre se danar muito danando a muitos e se danar menos preservando alguns parceiros de viagem, a racionalidade lhes apontaria o segundo caminho.

Quando o Planalto percebeu — e tarde! — o tamanho do rolo, já não dava mais tempo de recuar. Lula e Zé Dirceu, por sua vez, viram frustrado o intento de mandar a imprensa para o banco dos réus. Anos de gravação flagraram o jornalismo fazendo o seu se trabalho, buscando notícias que eram do interesse público, como aquela que levou à demissão de 27 valentes do Ministério dos Transportes — inclusive, sim, Luiz Antônio Pagot (ver post abaixo).

E a tentativa de negar a existência do mensalão, origem da fúria da turma? O tiro saiu pela culatra. Em vez de jogar areia nos olhos da população, chamou a atenção para a tentativa de golpear a moralidade. A pressão para que o ministro Ricardo Lewandowski conclua a revisão do processo só cresceu. PODE ATÉ SER QUE O SUPREMO INOCENTE TODO MUNDO, MAS NÃO SERÁ POR CAUSA DESSA CHICANA.

Pois é… Lula e Zé Dirceu quebraram a cara desta vez: a) a imprensa independente sai limpa dessa história; b) muita gente que estava alheia acordou para o mensalão; c) é a base governista quem se articula mais freneticamente para esfriar a CPI. De quebra, o jornalismo financiado pelo estado mostrou a cara como nunca. O Zé forçou a amizade, e a turma teve de se ajoelhar no ridículo. Não há quadrilha na Internet que consiga mudar os fatos, as gravações, o conteúdo do inquérito. O Brasil ainda não é a Venezuela, a Argentina ou o Equador.

E, se depender dos brasileiros e da imprensa livres, não será!

 

Fonte:http://veja.abril.com.br

 

"O senhor pediu que a investigação abrangesse dez anos, a partir de 2002. Não pode ser um tiro no pé do PT, pois vai pegar o escândalo Waldomiro Diniz?"


Não, vai ser um tiro no quengo do pig. Vai demonstrar que, caixa 2 e mal-feitos à parte, os escândalos que fizeram a festa do pig, foram frutos do "jornalismo investigativo" do Cachoeira.

Vai mostrar que nesses dez anos, a direita não fêz outra coisa a não ser tramar o golpe via Nextel. De uma lado da linha o bandido e do outro o (bandido) jornalista, braço-direito do Civita. A partir deles, o resto da manada piguenta vinha a galope com gosto de sangue na boca.

Mas agora acabou a festa. Perdeu, plaboy

 

Juliano Santos

Nassif


Para mim o relator da CPI, além de ser inexperiente pra lidar com tantos políticos que querem  a luz  dos holofotes, e a bandidagem para destruí-lo, inclusive a mídia   golpista que  levanta a bandeira de "liberdade da imprensa" "Jornalismo investigativo" precisa ser muito forte pra seguir adiante, pois essa CPI pode durar mais que   1 ano pelo jeito, não  para de aparecer denunciados, o Brasil inteiro envolvido, todos os Estados tem cumplicidade.Não seria  melhor legitimar  o caixa2?O caixa 2 é o começo de tudo, e campanhas  políticas  tem agora pra prefeito.Não terá  caixa2?  consequentemente troca de favores??????Ingenuo seria que acreditar no desaparecimento  disso!!!!!!

 

"A corrupção à brasileira é como o solo de Roma: basta cavar um pouco e descobrimos ruínas." Mino Carta

O relator tem razão em fazer a CPMI desde 2002. Vai chegar no esquema montado para tirar Lula do

poder, com a criação do mensalão.

 

Ele está certissimo.

 

Antonio Lyra Filho

Que perguntas..., cretinisse sem limite. E as respostas mostram que o entrevistado lida muito bem com entrevistador cretino. Esses caras perderam a noção das coisa, não têm um mínimo de dignidade. Não é a toa que protegem seu sócio, veja, que é sócia mais direta do cachoeira.

O PT tem que ter aprendido algo com o tratamento destes bandidos sócios do cachoeira. Parece que aprendeu.

 

A confiança nessa CPI é muito grande. Os parlamentares que conduzem essa CPI sabem da sua importância para o país. Também sabem que milhões e milhões de internautas estão acessando diariamente para saber da CPI. A TV Camara e a TV Senado estão sendo utilizadas. Os jornais televisivos e escritos estão(ainda meia boca), divulgando sobre a CPI. A medida que as semanas vão passando, novas personagens irão se apresentar, na forma de convite ou convocação. Tudo dentro do plano estratégico de procurar saber a verdade e sem preocupação de chamar qualquer pessoa, qualquer envolvido, tanto nas área empresarial, do legislativo, do executivo, do judiciário e jornalistica. Todos serão chamados a depor. É nisso que estou acreditando e, com certeza, a grande maioria daqui do blog(que traduz o povo brasileiro), também tenham esse sentimento.

 

Claro que não vai blindar a Delta. Vai blindar é a midiona.

 

Nassif

Essa cpmi tem tudo pra ser  um   "fecha pasquim"  apesar dos tentaculos do "polvo cachoeira"...

Dá pra passar muita, mas muita coisa a limpo.....

 

Mário Mendonça