Revista GGN

Assine

Serra e as ficções políticas, por Mauro Santayana

Do Jornal do Brasil

As ficções políticas e as realidades do mundo 

Mauro Santayana 

Faz parte da história política de São Paulo a aparente indecisão de muitos de seus líderes. O senhor Jânio Quadros, que tinha dias de Hamlet e dias de MacBeth, subordinava suas decisões a dois pontos geográficos da cidade: Vila Maria e Sapopemba. Vila Maria é a região de classe média emergente e Sapopemba, área mais pobre. Ele costumava consultar os dois eleitorados. De Vila Maria vinha a esperança da vitória, uma vez que, desde sua eleição para vereador, contara com o apoio de seus eleitores. Sapopemba era o teste de popularidade. Antes de candidatar-se a esse ou àquele cargo, aferia, nos comícios, o apoio de seus moradores.

José Serra não chega à tragédia de MacBeth mas se aproxima, em seu “ser e não ser”, do príncipe da Dinamarca 

O ex-governador José Serra não chega à forte tragédia do escocês MacBeth, mas se aproxima, em seu “ser e não ser”, do príncipe da Dinamarca. Não que Hamlet disputasse uma eleição, a não ser a do destino, e que a sua dúvida fosse muito além de sua própria tragédia, ainda que nela amarrada. Mas se Jânio e Serra estão muito distantes da essência do caráter que Shakespeare dá aos dois personagens, e que ele pintara como antípodas morais, os dois paulistas começam a se assemelhar.

Jânio adorava que fossem bater à sua porta, apelar para a sua taumaturgia populista. Serra, ao desconfiar de que não o procurariam, como a boia salva-vidas na tempestade (mesmo porque os ventos políticos sopram brandos, por enquanto), resolveu aceitar, de bom grado, os ralos apelos que lhe chegam.

Os paulistas começam a dar à eleição para a prefeitura de São Paulo importância maior do que ela realmente tem, e os comentaristas políticos, próximos dos tucanos bandeirantes, avançam sobre a lógica, dizendo que ela terá efeitos nacionais. Não há dúvida de que a cidade é a mais importante do país, no que se refere à economia e à cultura, de maneira geral, mas está distante da realidade política e social do Brasil como um todo. Os paulistanos atuam como se fossem o sol, em torno do qual os planetas menores orbitam e de cuja luz dependem.

Na noite de sábado para domingo, em uma cidade satélite (das mais pobres) de Brasília, Santa Maria, alguns rapazes atearam fogo a moradores de rua. Um deles morreu, e o outro se encontra seriamente ferido, com poucas possibilidades de sobrevivência. Há dois fatos, relacionados com essa tragédia, que devem ser ponderados. Até há algum tempo, os pobres costumavam ser solidários entre eles.

Agora, no entanto, submetem-se à cultura, made in USA, da intolerância, da violência pela violência, da discriminação e do desprezo pela vida. Talvez — e as investigações continuavam — os incendiários de fim de semana sejam dos “emergentes” das cidades satélites, filhos de pais bem empregados, moradores em casas confortáveis. E, talvez, não — o que será pior.

O outro ponto de reflexão é o da impunidade. Há quase quinze anos, cinco rapazes, filhos de famílias da elite de Brasília, atearam fogo ao índio Galdino, dirigente da etnia pataxó da Bahia, que dormia em um ponto de ônibus. Presos, graças ao testemunho de um rapaz da mesma idade, que passava de carro pelo local, os culpados foram defendidos com veemência. Seus pais, e os advogados que contrataram, tentaram desqualificar o crime — tratara-se, segundo a desculpa, de uma brincadeira que dera errado. Não tinham a intenção de matar, só a de assustar com o fogo. Foram presos e julgados. Condenados, em 2001, a 14 anos de prisão — menos um deles, que era adolescente — não passaram mais de quatro anos na prisão, onde gozaram de todas as regalias, entre elas a de sair para estudar e trabalhar, quando aproveitavam o tempo para beber e namorar, chegando frequentemente muito depois da hora de recolher.

Todos somos iguais diante da lei, embora alguns sejam muito mais iguais que outros

As denúncias de que estavam sendo privilegiados de nada adiantaram. Eles eram enteados e filhos de juízes. Como sabemos, todos somos iguais diante da lei, embora alguns sejam muito mais iguais.

É neste país, em que as leis são meras declarações de intenção, e apenas 3% dos responsáveis pelos crimes de homicídio são julgados e cumprem penas, que temos de pensar. Não entendem os legisladores e administradores públicos que a impunidade dos poderosos estimula a criminalidade geral.

Assim, enganam-se os tucanos da maior cidade brasileira. São Paulo, com toda sua opulência (mesmo com a maior população de moradores de rua de todo o país), não é a estrela em torno da qual circula o sistema planetário nacional. Mesmo porque as elites de São Paulo, salvo poucas exceções, exercem uma cidadania off-shore, desligada do destino do país.

O nosso futuro está sendo construído em todo o território nacional, pela inteligência, pelo esforço e pelo patriotismo de seus trabalhadores, incluídos os de São Paulo — e não pelos senhores da Febraban, das corporações multinacionais, empenhadas em novo e cômodo colonialismo.

Sem votos
41 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
+41 comentários

Murilo, antes de criticar o Mauro, sugiro dar uma passadinha pelo blog dele para conhecer o texto dele. para vc ter uma idéia, é o único jornalista brasileiro publicado no Pravda, e na edição inglesa, ainda por cima ! :

www.maurosantayana.com

 

Os paulistas dão a São Paulo importância maior do que ela hoje realmente tem.

 

Quero ver o Zé Chirico conjugar outra vez o verbo que ele inventou: jaramentir.


Serra juramentiu que cumpriria seu mandato na PM de São Paulo e registrou sua juramentira em cartório. Em um debate poderemos ver o seguinte:


Borris CCCasoy:


- O sr., sendo eleito, juramenta que cumprirá seu mandato até as eleições de 2016?


Candidato:


- Juraminto, e faço um documento para ser registrado em cartório.


 

 

Kid Prado

Seria essa uma forma honesta de debater? Subordinar um assunto a outro. Parece que o articulista quer que o mundo pare e que não se comente ou faça mais nada porque os moradores de rua foram queimados. O congresso deveria parar de discutir o piso nacional dos salários dos professores. A Presidenta da Republica também deve deixar de lado o acidente da base científica na antártica. Achei péssimo o artigo e com analogias bem estúpidas. O fato da candidatura do Serra não tem nada haver com os moradores incendiados. Completamente debil e estúpida a argumentação! Vale tudo agora? Vale o interesse de quem finacia o Blog.

 

aff li um comentario que o cara critica a presidenta por repassar recurso pra o gov sp construir casas populares em sp?! Depois de um comentario desses...

 

Esse texto me lembrou quando assisti "Feline 8 1/2". Quando terminou a exibição, no cinema todo  aquela salva de palmas. Também aplaudi, embora não tivesse entendido nada.

Depois de muitos anos, quando sei de alguém que viu e gostou do filme eu peço uma explicação.

As explicações? Todas diferentes uma das outras. Talvez seja esta a característica de uma obra prima.

Ter muitos entendimentos.

Mas a hipótese mais provável: é que não entendi nada.

 

PS. Estou brincando, entendi sim, quando li uma resenha do Rubens Ewald Filho.

(e lá vem anti paulistismo, paulistanismo, anti são paulinismo)

 

E tem mais. Se o PT ganhace passada para governador em São Paulo o PCC se rebelava.

 

Quem adquiriu televisorews de tela plna pla os lideres do PCC foi o Governo TucaNO, oU ESTOU MENTINDO ?

Precisamos de um Beltrame para bater de frente contra o crime organizado nas barbass do PSDB !?

 

 

Quem já leu a história da república do nosso país sabe com pensavam (e pensam) as elites paulistas. E esta história influencia os atuais PT e PSDB (que não levam o meu voto), partidos eminentemente paulistas, bairristas e que defendem debaixo do pano privilégios para aquele estado. Em pleno ano de muita chuva no sudeste com estragos em MG (estado mais prejudicado), ES e RJ, a nossa presidente foi assinar com o governador de SP um repasse de verbas federais para construção de casas populares (somente 6 bi..., depois de ter liberado no final do ano passado 3,2 bilhões para construção do ferroanel de SP. É muita grana em comparação com o que é liberado para investimentos em outrosestados). Detalhe: SP não teve muitas casas destruídas pelas chuvas em comparação com os outros estados...

 

E vem aí o “mega investimento” do trem bala (com grana do BNDES, ou seja, do contribuinte) para agradar a elite paulista e não o trabalhador, que sofre com transporte público nas capitais e não tem dinheiro para usufruir do futuro TB.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eleição estranha para o PSDB esta de São Paulo. É um embate surdo dentro do partido, entre um fascista e um maluco sem ética que se recusa a vestir pijama e responder por seus atos. Pobre partido que um dia nasceu pra outros ares. Qualquer um que ganhe, o partido irá continuar o seu destino em direção à escória, à direita, ao totalitarismo das idéias e da policia.

 

O problema é que toda grande mídia vai a reboque, ressaltando a "enorme importancia" da entrada de Serra na disputa por SP e, claro, escorada pelo intelectual de plantao Marco Villa 

http://g1.globo.com/globo-news/entre-aspas/videos/t/todos-os-videos/v/candidatura-de-jose-serra-a-prefeitura-de-sao-paulo-altera-aliancas-politicas-no-pais/1834493/

 

 

 

"Serra, ao desconfiar de que não o procurariam, como a boia salva-vidas na tempestade (mesmo porque os ventos políticos sopram brandos, por enquanto), resolveu aceitar, de bom grado, os ralos apelos que lhe chegam."

É isso aí, foram ser gentis com o homem, ele aproveitou a brecha. Resultado, implosão das "prévias" e  um candidato pesado para carregar.

Haddad e outros candidatos trazem um sopro de juventude e renovação  que serão um contraponto ao mais do mesmo serrista. O PSDB, também, passa recibo ao eleitorado de um partido que só tem meia dúzia de políticos. Com Serra até o discurso anti corrupção foi para o ralo. Desvio de dinheiro público, aborto são exemplos de casos explorados por Serra em 2010 que não poderá usar em 2012. Fatos novos mostram quel nesses casos a família Serra tem "rabo preso".

Seria normal  que as vítimas das maldades do ex-meio prefeito  dessem o troco, mas a questão é que a derrota de Serra pode ser o começo do fim do PSDB. Serra jogou com isso, mesmo seus desafetos terão que ajuda-lo por instinto de sobrevivência. A vingança terá que ser adiada para outra ocasião.

Se bem que, minha intuição indica, será o eleitoraddo que dará um basta no serrismo. 

 

Texto ruim, Murilo C? Marketing pro Serra? Levando a sério o seu comentário, creio, então, que você deve ter algum substitutivo de muito maior qualidade a ser publicado no lugar desse "textozinho". Como o Nassif tem o dom democrático de acrescentar comentários aos posts, sugiro que apresente o seu artigo, para compararmos com o de Santayana. É cada uma, viu...

 

 Excelente Mauro Santayana. Aponta o mal maior do Brasil contemporâneo: um judiciario pernicioso, viciado em privilégios e politicos ociosos, preocupados apenas com suas carreiras e egos, sem compromisso com o povo e o Pais. 

 

"Cidadania off shore"! Ótimo. Nada define melhor essa falsa elite, que de melhor não tem nada [elite: do francês élite, o que há de melhor (sentido adquirido em fins do séc. XIV)]. Sem dúvida essa submissão ao exterior é gritante nas coberturas de SP, habitada por gente cujo orgulho é achar sua cidade igualzinha a New York (!!??), sobretudo no caso das gerações mais recentes, mas não é monopólio daqui: no resto do Brasil, infelizmente, encontramos o mesmo estereótipo.

 

"O mundo estaria salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas" Nelson Rodrigues

Caramba, concordo com tudo, mas que o texto é ruim, isso ele é!

 

O Cerra é uma tragédia Inglesa. O povo paulista gosta de sofrer ?!

 

Tragédia e sofrimento quem vai sofrer são os adversários do Chirico.

Recomendo a Fernando Haddad e à família dele um forte preparo psicológico p/ enfrentar o mais pútrido pântano que ele jamais atravessou na vida. 

 

O problerma do PT énão acusar no horário eleitoral. O Haddad tem que acusar pra valer o Cerra sobre a privataria tucana, Auston, Rouboanal, Paulo Preto etc. O Cerra não tem projeto, não tem futuro, só tem dinheiro e biles espelindo de raiva contra os Petistas.

Quero ver ele elogiar o Lula agora !

O Mercadante perdeu a eleição em São paulo porque não colocou o vídeo do Alkmin sobre ele tirando o corpo fora sobre a criação do PSDB, ou seja, PCC !

O Famoso vídeo que a maioria desconhecem !

 

Há em São Paulo a presença de três fatores que impõem ao restante do país algumas coisas, dentre elas a obrigação de eleger um paulista para a presidência da república: maior PIB, maior população, maior concentração de mídias.

Por isso que é justo o que grande jornalista diz, mas não é certo. É sim o sol ao redor do qual giram os outros planetinhas. Exemplos dessa situação têm aos montes.: das vantagens no futebol à proeminência dos artistas, da indicação de ministros ao Planalto (apenas "uspianos" deve ser uns três ou quatro) à preferência nos investimentos do governo federal.

O ultrapresidencialismo brasileiro custa um absurdo porque afasta a efetividade das decisões do foco dos problemas. De modo prático, é menor a força do cidadão quando decisões que podiam ser tomadas pelo governador dependem do presidente. 

Vc tem um governo que se dobra e desdobra para construir um Trem Bala de 50 bilhões de reais (uma jogada eleitoral evidente), mas o mesmo não consegue fazer a manutenção de uma ponte na saída da região metropolitana de BH ou a duplicação de uma BR como a 381.

Tem um presidente que se esgolea pela construção de um estádio de futebol e ganha de presente o apoio para seu candidato a prefeito - desde já o futuro governador e presidente do país -, mas não tem duzentos milhões de reais para o aeroporto de Confins (talvez até porque este rivalizaria com o sistema aeroportuário paulista).

E assim a coisa anda..

P.s: seria muito interessante investir nas televisões educativas dos estados para reduzir um pouco a influência que da mídia concentrada em São Paulo e, um pouco menos, no Rio.

Lembro até que um nobre deputado chegou a propor uma espécie de quota regional para os programas e propagandas de tevê.

Nâo foi prá frente, claro..

 

 


Chico Pedro (quarta-feira, 29/02/2012 às 09:44),


Em meu entendimento, um comentário e tanto. Venho trombando com seus últimos comentários e fazendo as minhas críticas às vezes até com um pouco de elogio, como no post “O partido industrial, por Renato Janine Ribeiro” que eu já deixei o link junto ao comentário de Walter Araujo, enviado quarta-feira, 29/02/2012 às 09:22, mas mais recentemente um tanto decepcionado. Creio que o comentário que mais me decepcionou eu nem cheguei a o comentar, mas houve outro que eu também avaliei como um comentário não bem ruim, mas preguiçoso e que está lá no post “Mantega, a personalidade individual por trás da pública” de sábado, 25/02/2012 às 09:03 e que você enviou domingo, 26/02/2012 às 01:52. O endereço do post “Mantega, a personalidade individual por trás da pública” na terceira página onde esta seu comentário é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/mantega-a-personalidade-individual-por-tras-da-publica?page=2


Enfim finalmente um comentário em que eu me vejo em total concordância com você. Concordo com você até em relação ao trem bala em que eu também considero que houve um desvirtuamento de prioridade. Agora, penso que essas grandes obras devem ter também outra análise. Lembro aqui uma analogia que eu fiz em defesa do pré-sal. Em minha avaliação o pré-sal poderia ser visto como um empreendimento como a NASA. A NASA se a gente for fazer uma pesquisa sobre os objetivos dela vai ver muita conversa fiada. No Wikipédia há um boa abordagem sobre a NASA. Lá há a seguinte declaração em 14/01/1958, do Diretor da NACA, Hugh Dryden:


"É de grande urgência e importância para o nosso país, tanto na consideração do nosso prestígio como uma nação, bem como das necessidades militares, que o desafio representado pelo Sputnik seja encarado através de um enérgico programa de pesquisa e desenvolvimento para a conquista do espaço”.


Quer dizer o objetivo da NASA era “um programa de pesquisa e desenvolvimento para a conquista do espaço”. O endereço do Wikipédia sobre a NASA é:


http://pt.wikipedia.org/wiki/NASA


É algo bem vago a conquista do espaço. No National Aeronautics and Space Act, instituindo a NASA, assinado em 29/07/1958 por Dwight D. Eisenhower, não há um objetivo mais preciso. O ato que criava a NASA tinha como fito a pesquisa em problemas de vôo dentro e fora da atmosfera da Terra.


Talvez melhor fosse um objetivo bem determinado: A NASA objetiva procurar petróleo nos satélites e planetas e o trazer para os Estados Unidos. Até hoje tivesse sido esse o objetivo da NASA, os americanos estariam a ver navios. Mesmo considerando que teria sido totalmente frustrante o objetivo pretendido na criação da NASA se o objetivo tivesse sido a busca do Petróleo na lua e outros planetas, o quanto o mundo deveria em avanço tecnológico a esse empreendimento impossível da NASA, ou, sendo um pouco mais realista, a esse objetivo maluco da NASA (E maluco aqui não é só o meu, é claro)?


Clever Mendes de Oliveira


BH, 29/02/2012

 

maior PIB, maior população, maior concentração de mídias.

Era o terceiro maior Orçamento do País, atrás do Federal e do Estado de São Paulo. Ainda é?

 

Perfeito, a infraestrutura em Minas Gerais, no que é responsabilidade do Gov. Federal é uma vergonha, simplesmente não investem, mesmo nos momentos em que o Estado demonstrava forte crescimento da produção industrial e do PIB o governo Federal parecia que não enxergava e continua fazendo isso, só para dar um exemplo, o caso do gasoduto que vem da Bolívia, basta ver o traçado, já li em algum lugar que ele se ramificaria no estado de Sao Paulo e  passaria por Minas Gerais também, o que não ocorreu, hoje quem está pagando para que o gasoduto chegue a Minas (sul e triângulo) é o governo mineiro por meio da Gasmig enquanto que em outros estados quem está bancando expansão de gasodutos é a Petrobrás.

 

Há um governo estadual que "investe" quase dois bilhões de reais numa Neveslândia, de notório apelo eleitoral, e mantém 250 presos em uma penitenciária que comporta 50. Há um governo estadual que gasta milhões com promoção de artistas e não tem verba para atender compromissos assumidos com a magistratura. Deusmelivre do ultragovernadorismo (LEI DELEGADA), da total submissão do TCE, do Legislativo, do Judiciário e da imprensa. Tudo isso para incensar um nome para a sucessão do seu despachante. Falam até, deusmelivre travêiz, em uma nova remessa de Neves. Agora, a primeira irmã. Um navegante acima falou em ditadura do Rio e de São Paulo. Vocês não têm a menor idéia do quanto seria prejudicial ao país uma eventual instalação da  ditadura do  pó, digo, do Pão de Queijo.Esse tal choque de gestão QUEBROU o Estado. O que não é surpresa em se tratando de demotucanos.

O PERIGO MORA EM MINAS. E, pior, dirige bêbado.

 

Ao que parece, estávamos falando de investimentos federais em Minas Gerais, que não investe e não deixa ninguem investir, não é? por que não investimos um pouco mais de energia nesse assunto?

 

outro exemplo, a BR 381 que liga BH a Gov. Valadares, ao inves de duplicar a rodovia, que possui um transito enorme de caminhoes, eles entopem a BR de radares para as pessoas transitarem a 60 Km/h e assim diminuir os acidentes, esse é tipo de progresso que estudam para o estado?

 

Ele é militante profissional. Talvez seja o fake de algum participante do blog, inclusive.

Seu negócio é desviar o foco.., E tem capacidade de argumentação pífia.. 

 

Ô Chico, você não me conhece. Para você, qualquer um que fale do Baladeiro do Baixo Leblon é militante. Você é que deve pertencer a turma do chapéu. Vai aí uma boa leitura para se distrair.

http://www.minassemcensura.com.br/conteudo.php?MENU=&LISTA=detalhe&ID=418

 

Fake..

 

Pífio!

 

 Desculpe Edmundo. A "resposta" ficou mal situada. Não me refefira à sua intervenção. Se bem que uma

leitura mais atenta, por si só, deixaria isso claro.

 

Lendo o seu texto Chico fiquei com a impressão que o problema maior é o governo federla NÃO privilegiar Minas Gerais...

 

Pedir reforma de ponte e obra de 200 milhões de reais é pretender o privilégio dos paulistas.?

Faz-me rir..

 

o Serra no Título é marketing prum texto ruinzinho....

 

O Santayana apenas disse que São paulo não é o centro do universo(Brasil), é apenas um tiquinho do Brasil !

 

DIlma já havia colocadoa mídia paulista no seu devido lugar ontem ao responder pergunta sobre a eleição paulista.

Aqui, PHA, como sempre com a acidez que esta turma merece, comenta:

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/02/28/dilma-engole-o-pig-%E2%80%9Cnao-sou-prefeita-de-sp%E2%80%9D/

 

SP é a cidade culturalmente mais importante do país? Com todo respeito ao Mauro, essa forçou a barra, demais.

 

"Não há dúvida de que a cidade é a mais importante do país, no que se refere à economia e à cultura, de maneira geral" (grifo meu), foi o que o autor escreveu!


E acho que está certo, se considerarmos que, em Sampa, se apresentam todos os espetáculos de vulto e, lá, se consagram!


Talvez não dite o comportamento, tal qual o Rio um dia ditou. Sendo que, nesse caso, penso que o Rio ainda dita modas e comportamentos, em geral.


Abs,

 

Sou uma confusão de ideias em transe total: de dia declaro guerra a quem finge me amar e de noite a paz invade o meu coração... E, com tudo isso, me considero "perfeitamente quase normal"...

Abaixo a ditadura, principalmente dessas duas cidades, o Brasil não merece tanto castigo, hehe

 

Também acho! Pode ser a que possue mais eventos, espaços e equipamentos culturais, mas medir quem mais cultural que outro é sem sentido.

 

Forçou mesmo ! Com Cerra candidato novamente, é a locomotiva do atraso.

 

Sobre o assunto,  este é o artigo que poderiamos


qualificar como definitivo. Com incisões certeiras


esmiuça comportamentos, expõe as vísceras dos


responsáveis que pensam deter o poder.


Ave Santayana.


 


 


 

 

 


Walter Araujo (quarta-feira, 29/02/2012 às 09:22),


É realmente neste texto “As ficções políticas e as realidades do mundo”, saído no Jornal do Brasil, para o qual Esquiber fez a chamada que redundou neste post “Serra e as ficções políticas, por Mauro Santayana” de quarta-feira, 29/02/2012 às 0903, Mauro Santayana se excedeu. Lembro aqui a última referência que eu fiz a respeito dele. Foi junto ao post “O partido industrial, por Renato Janine Ribeiro” de segunda-feira, 13/02/2012 às 09:56, aqui no blog de Luis Nassif. Em meu comentário enviado segunda-feira, 13/02/2012 às 19:54, para Luís Nassif, há uma trecho em que menciono Mauro Santayana como se vê na transcrição que faço a seguir. Disse eu lá para Luis Nassif:


“Considero você um jornalista de esquerda e estimo mais os jornalistas de esquerda do que os jornalistas de direita, mas não creio que eu poderia dizer como José Adaílton que eu seja um admirador seu, principalmente porque eu pouco admiro os jornalistas. Talvez eu admire o Mauro Santayana, mas talvez eu nem mesmo o admire, apenas pouco discordo dele. Penso, entretanto, como José Adailton, a crítica que você faz a José Serra, mais o desmerece do que a José Serra”.


O endereço do post “O partido industrial, por Renato Janine Ribeiro” na segunda página onde está meu comentário é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-partido-industrial-por-renato-janine-ribeiro?page=1


Mauro Santayana criticava mais o José Serra do que o Luis Nassif. Criticava. Atualmente não sei se é possível alguém criticar mais José Serra do que Luis Nassif que excede nas críticas. Disse isso um pouco no post “O partido industrial, por Renato Janine Ribeiro” e voltei a dizer com mais detalhamento junto ao post “FHC chama à razão a Madame Bovary do PSDB” de segunda-feira, 20/02/2012 às 10:48, em comentários que enviei para junto do comentário de AleXandre de segunda-feira, 20/02/2012 às 11:23 e que podem serem vistos na primeira página do post “FHC chama à razão a Madame Bovary do PSDB” no endereço a seguir:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fhc-chama-a-razao-a-madame-bovary-do-psdb


Talvez em relação a Mauro Santayana venha ocorrer algumas críticas ao que alguns considerariam um viés anti-paulista dele. Deve existir um pouco, mas um tanto do que os outros vêem de preconceito é bem fruto de equívoco na percepção. De Mauro Santayana pode-se dizer o mesmo que uma vez ouvi dizer de Charles de Gaulle. Ele amava tanto a Alemanha que preferia que fossem duas. Mauro Santayana ama tanto São Paulo que preferiria que fossem muitos. Se o estado de São Paulo fosse dividido em uns seis Estados, haveria 18 senadores pelos novos estados de São Paulo, a representação de São Paulo na Câmara Federal talvez até quadruplicaria. E haveria muitas outras vantagens que eu não sei porque os paulistas ficam nesse marasmo e não se adiantam e fazem uma divisão assim.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 29/02/2011