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Serra na disputa esquenta 'mercado' das coligações

Entrada de Serra na disputa esquenta 'mercado' das coligações; PT mira PSB


Do Estadão


Sucessão. Candidatura do tucano conta com adesão automática do DEM e do PSD, mas partido aposta também nos apoios do PPS e do PV; como ex-governador tende a nacionalizar eleição, PSB de Eduardo Campos deve se aproximar de Fernando Haddad na capital


FERNANDO GALLO, BRUNO BOGHOSSIAN, DANIEL BRAMATTI - O Estado de S.Paulo


A entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na campanha pela Prefeitura de São Paulo aumenta a tensão no "mercado" de coligações e cotas de propaganda eleitoral gratuita na televisão ao atrair partidos para a órbita tucana e empurrar o PSB, aliado do governo federal, ao campo petista.


Com Serra no páreo, a chapa tucana, que até o momento dá como certo apenas o apoio do PP de Paulo Maluf, terá também o alinhamento automático do DEM e do PSD do prefeito Gilberto Kassab. Líderes do DEM já indicaram até que, se o ex-governador sair candidato, poderão abrir mão da vaga de vice para facilitar uma composição.


A candidatura do tucano também torna mais plausível a atração do PPS e do PV, que negociam a formação de um "bloquinho" na capital. Juntos, eles somariam ao tempo de TV dos tucanos quase dois minutos por bloco de horário eleitoral, além de duas inserções de 30 segundos.



O PPS mantém a pré-candidatura de Soninha Francine, mas já foi sondado por Serra na quarta-feira, conforme antecipou o Estado. O partido é aliado do PSDB nas esferas federal e estadual, e apoiou a candidatura do tucano à Presidência em 2010. O mais provável é que ceda e se una a uma chapa tucana com Serra.


O PV, por sua vez, sofre forte influência de Kassab, que sempre apontou essa parceria como primeira opção no cenário eleitoral. "Participamos dos governos municipais do Serra e do Kassab", disse o presidente do partido, José Luiz Penna. "O mínimo de coerência exige abrir uma conversa com o PSDB."


Uma das maiores preocupações de Serra para entrar na corrida eleitoral é a formação de uma chapa forte em termos de exposição na televisão. A propaganda seria fundamental para reduzir a taxa de rejeição ao ex-governador, que chega a 33%, segundo a última pesquisa Datafolha.



Em 2008, o então candidato tucano Geraldo Alckmin, com uma chapa fraca, teve 4min27s, contra 6min40s de Marta Suplicy (PT) e 8min44s de Kassab. Não chegou ao segundo turno.


Planos nacionais. O ingresso de Serra na campanha nacionaliza a disputa eleitoral. Na avaliação do PT, a disputa na capital pode se tornar uma espécie de terceiro turno da eleição presidencial de 2010. Isso afasta o PSB da órbita tucana, já que o presidente nacional da legenda, governador Eduardo Campos (PE), tem planos para se aproximar cada vez mais da presidente Dilma Rousseff e do PT, por duas razões: é visto como um possível vice da petista na reeleição de 2014, caso haja percalços na aliança com PMDB, e também projeta um voo solo para 2018.


Por essas razões, embora o PSB seja aliado dos tucanos no governo Alckmin, Eduardo Campos terá dificuldades para apoiar Serra. Além disso, o governador já disse a petistas que caberá à cúpula nacional do PSB definir o rumo do partido em São Paulo.


A cada dia, o PT conta mais com o PSB, com quem costurava, juntamente com Kassab, um acordo envolvendo a vice da chapa do ex-ministro Fernando Haddad. Até agora, líderes do PT dão como certa apenas a aliança com o PR, que lhe dá pouco mais de um minuto e meio na televisão. O PSB, por sua vez, traria mais um minuto e 19 segundos.


Os petistas mantêm o discurso do esforço na busca por alianças com siglas da base de Dilma, mas têm assistido ao PMDB fincar pé na candidatura do deputado Gabriel Chalita, o PDT na do deputado Paulinho da Força, o PC do B na do vereador Netinho de Paula e o PRB na do ex-deputado Celso Russomanno.


O PTB, que está timidamente na base do governo em Brasília, mas é forte aliado dos tucanos em São Paulo, também ensaia a candidatura própria com Luiz Flávio D'Urso, presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).


Das cinco pré-candidaturas dos partidos da base mencionados, duas são dadas por dirigentes petistas como irreversíveis: a de Chalita e a de Russomanno. O PT ainda aposta na desistência de Netinho. Com o PDT, o diálogo é mais áspero. Um membro do partido avalia que, caso a candidatura própria não se concretize, a executiva deve apoiar Serra.

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Dois “flanelinhas” desistem da prévia Por Altamiro Borges

Em “primeira mão”, o blogueiro Ricardo Noblat, hóspede do jornal O Globo, informou hoje (26) pela manhã:

*****

SP: Secretários desistem de prévias para apoiar Serra 

Andrea Matarazzo, secretário de Cultura do governo de São Paulo, anunciará no início da tarde de hoje que desistiu de concorrer às prévias do PSDB que indicarão o candidato a prefeito da capital.

Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente, anunciará a mesma decisão amanhã durante reunião com o governador Geraldo Alckmin e parte dos demais secretários.


Nesta segunda-feira, José Serra enviará carta à direção municipal do PSDB formalizando seu desejo de participar das prévias marcadas para o próximo domingo, dia 4.

- O importante é derrotar o PT. Serra reúne melhores condições para isso - antecipou, ontem, Andrea em conversa com um amigo.


*****

Mais cauteloso, o blogueiro Josias de Souza, hospedado na Folha, escreveu nesta madrugada que a situação no ninho tucano não é assim tão tranqüila. Por motivos desconhecidos, o jornalista tem fustigado o processo interno do PSDB para a escolha do candidato à prefeitura de São Paulo. Já chegou a escrever que os “tucanos optam pela ‘autodestruição’ da espécie”. Hoje ele postou:

*****

Submetido ao noticiário que apresenta José Serra como virtual candidato do PSDB à prefeitura paulistana, José Anibal decidiu reagir. Pendurou na internet um vídeo. A peça foi gravada neste sábado (25).

Contrário à idéia de adiamento das prévias agendadas para 4 de março, Aníbal trata o encontro como fato consumado. “Hoje é 25 de fevereiro. Estamos a oito dias das prévias que vão eleger o candidato tucano a prefeito de São Paulo”, diz ele.

Embora Serra já admita participar da disputa interna, ele tenta adiar o embate por pelo menos 15 dias. Ajuda-o na empreitada o governador tucano Geraldo Alckmin, de cujo governo José Aníbal é secretário de Energia.

Aníbal é um dos quatro tucanos que se inscreveram para as prévias no prazo regulamentar. Além dele, há o deputado Ricardo Tripoli e outros dois secretários de Alckmin: Bruno Covas (Meio Ambiente) e Andrea Matarazzo (Cultura).

Bruno e Andrea são apresentados nos subterrâneos do tucanato como quase ex-postulantes. Estariam na bica de abdicar de suas pretensões em favor de Serra. Aníbal e Tripoli, ao contrário, freqüentam a cena como ossos duros de roer.

Há dois dias, em entrevista ao blog, Tripoli dissera que não cogita retirar-se da disputa nem mesmo na hipótese de sobrar apenas ele de um lado e Serra do outro. No vídeo veiculado neste sábado, Aníbal também ergue a lança.

(...)

Em nota veiculada o twitter, sem mencionar o nome de Kassab, Aníbal criticou o fato de Serra ter terceirizado o anúncio ao mandachuva do PSD. Escreveu: “Vamos intensificar a movimentação para vencer as prévias. Pelo PSDB fala o PSDB!”

Noutra nota, Aníbal cutucou os que operam para protelar as prévias: “A mobilização dos filiados do PSDB de Sampa incomoda os que ‘sabem tudo’. De um modo ou outro tentam ignorar a legítima vontade de participação.”

Como se vê, Alckmin terá mais dificuldades do que gostaria para ajeitar o palco de modo a facilitar a entrada tardia de Serra em cena. Com a peça pelo meio, parte do elenco parece relutar em assumir o papel de escada.


*****

Os "palhaços" do PSDB

Apesar da aparente resistência, tudo indica que José Serra, o eterno candidato, disputará a prefeitura paulistana e “unificará” o partido. Ou seja: quem manda no PSDB são os caciques. As prévias serviram para agitar os tucanos enquanto Serra ficou em cima do muro. Quando percebeu que não tinha como evitar o “enterro”, ele desmontou nos bastidores o circo “democrático”.

Os quatro pré-candidatos que suaram a camisa para vencer as prévias tucanas fizeram o papel de “flanelinha”, guardando o lugar para o grão-tucano – conforme piada que circula entre os próprios militantes da sigla. Como desabafou em vídeo Catarina Rossi, dirigente do movimento de mulheres do PSDB, Serra agiu como “palhaço” e fez os filiados de palhaços.

****

Em tempo: Será que Clóvis Rossi, o colunista da Folha que adora satanizar os "caudilhos" que governam a América Latina, não vai criticar a ditadura e o caudilhismo que imperam entre os tucanos? Ele não tem nada a comentar sobre o desabafo de Catarina... Rossi!

 

É desalentador ler sobre política no Brasil!

Partido Socialista (PSB) aliado do Governador Alckmin do PSDB? Por muitos considerado um Governador conservador, ao extremo! 

PDT, sigla que fez história com Leonel Brizola aliar-se com o SERRA em eleições, em pleno 2012?  (se fosse em outro tempo, até se poderia imaginar). Logo Brizola o mais ferrenho combatedor da Rede Globo de Televisão, emissora que sem nenhuma cerimônia apoiou descaradamente o SERRA em 2010? 

Mas se no âmbito Federal, também, acontece, quem somos nós para recriminar. 

O difícil nesta mistura de "ideologias" coligadas é saber onde mora o interesse público e social. Ou será que a sobrevivência do político X, da sigla Y no Plano Federal, em um Estado, em uma Prefeitura vale mais do que a coerência? 

Eu aprendi que o Socialismo não defende a propriedade privada. Eu aprendi que o Capitalismo é defensor da propriedade privada. Os dois coligados? Como é possível? Um latifúndio para o socialista é um disparate, para o capitalista é perfeitamente normal. 

Será que as siglas partidárias não mais representam os seus dizeres? 

Dirão! Não se governa sem maioria!

Então, penso: não sei mais em quem votar! Voto em pessoa. E não em partido. E voto na pessoa do partido X sabendo que ele fará X - y - w- z. 

Alguém consegue imaginar PSB e PDT serem mais propensos em dar apoio ao PSDB do que ao PT em São Paulo?

O político de qualquer partido segue a ideologia do seu partido? Baita confusão para minha cabeça!

 

Esse repórter disse uma mentira ao afirmar que o PDT vai apoiar Serra, sendo que o Paulinho perdeu um processo na justiça para o Serra.

 

Será que São Paulo ainda merece Serra?

Para o resto do Brasil Serra já está morto e enterrado.

 

Claro que São Paulo não merece Serra. Principalmente depois da grande mentira de que permaneceria prefeito até o fim do mandato. Mas o eleitorado paulistano, as vezes, pensa mal, se deixa levar por propaganda enganosa, por jogo de aparências, plea blindagem da grande imprensa. Assim foi quando destruiram Marta por um lamentável equívoco de seu publicitário e votaram em Kassab que não cumpriu nem metade de suas promessas eleitorais. Assim foi quando deram maciça votação a Paulo Maluf que, eventualmente vai apoiar Serra. Esse mercado de coligações me deixa enojado: os partidos deixam claro que a primeira meta é o poder político e deixam de lado a preocupação de investir em candidatos realmente com vigor e criatividade para administrar uma das maiores cidades do planeta. Serra já provou a sua incapacidade administrativa, vamos votar em que apresentar as melhores ídéias e os melhores planos para São Paulo, planos esses que devem ser registrados, planos que tenham viabilidade. Precisamos de soluções e não de demagogia    

 

Adorei a palavra, no texto,

"mercado".

 

Votem em mim e elejam o vice...

Otários!!! Estou com a mira na presidência.

Re: Serra na disputa esquenta 'mercado' das coligações
 

Gilberto .    @Gil17

Aliás, o maior dos estelionatos políticos de Serra foi sua eleição a senadorm que colocou no senado o empresário Pedro Piva (quem???), pai do ex-presidente da FIESP Horácio Lafer Piva.

Aliás (2) o maior dos estelionatos políticos recentes foi a "eleição" do Itamar a senador...aquilo lá foi "uma vergonha".

 

Nós eleitores mineiros ficamos realmente numa situação extremamente difícil. Como diria o Brizola, era escolher "entre o demônio e o coisa ruim".

Podiamos votar no Pimentel, grande amigo dos tucanos mineiros, que destruiu e entregou o PT mineiro e a prefeitura de Belo Horizonte ao neto de Tancredo.

Ou então votar no Itamar e eleger o Perrela...

Diante dessas alternativas muitos votaram em branco ou anularam o voto.

 

O apoio a candidatura própria do PT cresce em BH, Lacerda não terá vida fácil.

Se o PT não tiver candidato na capital, o partido estará ameaçado, Aécio se beneficiará e Leonardo Quintão (PMDB) mais ainda (pois vai atrair votos de petistas insatisfeitos e terá um desempenho melhor que em 2008, pois a resistência a Lacerda é muito maior que há 4 anos).

OBS: Curioso é que no interior e grande BH, a situação do PT é confortável, o partido terá candidato em quase todas as cidades mais populosas, com muitas chances de vitória. São altas as chances de governar cidades que já governou (Ipatinga) e cidades que nunca administrou (Juiz de Fora, Uberlândia).

 

 

Claro, candidatíssimo a presidente em 2014, pelo PSD(b) de Kassab, mas isso não vai ocorrer pq  o coiso não se elege nem prá sindico do prédio onde ele mora

 

Calendário SPIN

José Carlos,

Penso que o sonho dele é repetir FHC, sentar na cadeira de prefeito, perder a disputa e aí...

Sonhar é permitido, não?

 

Gilberto .    @Gil17

Re: Serra na disputa esquenta 'mercado' das coligações
 

Gilberto .    @Gil17

 A bem da verdade é que nesse momento todo o processo da pré-campanha, com tantos postulantes, ainda esta bem emaranhado, e acho que teremos surpresas nessa eleição paulistana... Estou achando que o Lula é quem estava certo...

 

O PSB vai ser a noiva mais cobiçada até 2014.

Da base do Governo atual, poderia abrir uma cunha no centro esquerda, incorporando Aécio e concorrer contra o PT. O PT deve estar atento a esta estratégia. Eduardo Campos, Ciro e Aécio são jovencitos que acham que são predestinados a serem os novos Lulas.

 

Aqui em SP não tem jeito.

Se o PT enfrentar partido de cachorro, a classe média sai latindo pelas ruas.

 

 Alguém acredita que Serra possa perder em São Paulo?

 

Ulderico

São Paulo para todos

 

O significado da eleição em São Paulo

O campo politico brasileiro está constituído e polarizado entre o PT e o PSDB, desde o governo FHC, como polos que agrupam a esquerda e a direita realmente existentes. Essa configuração foi a segunda, desde o fim da ditadura, quando havia um mapa mais difuso, com o PMDB ocupando o centro do campo politico, com sua aliança com o PFL, que havia comandado a transição conservadora que tivemos, tendo o PDS mais à direita e o PT, o PDT, o PC do B, mais à esquerda.

Essa configuração foi sobre determinada pelo governo Sarney, surgido da aliança PMDB-PFL, passando pelo Colegio Eleitoral – que trocou Ulysses Guimarães por Tancredo Neves – e pela contingência da morte deste. Esse campo politico foi sendo esvaziado pela impotência do PMDB e seu desgaste por pagar o preço de um governo em que não era hegemônico.

O novo campo político passou por uma transição, marcada pela chegada da onda neoliberal através da candidatura e do governo Collor. Ao final desse projeto, prematuramente cortado pelo impeachment, se desenhou a configuração atual do campo político, com o deslocamento do PMDB e a assunção da aliança PSDB-PFL como novo eixo da direita, assumindo a continuidade reformulada do projeto neoliberal. Desde a passagem ao segundo turno do Lula e a disputa acirrada com o Collor em 1989, o PT passou a polarizar pela esquerda o campo político.

Neoliberalismo e resistência ao neoliberalismo marcaram ideologicamente o novo campo politico – e o definem até hoje. Ao encarnar o neoliberalismo aqui – depois que estava prestes a embarcar no governo Collor, quando do seu impeachment -, o PSDB assumiu o lugar de eixo político da direita brasileira, renovada, com o governo FHC e sua aliança com o então PFL. Como se viu pelas campanhas eleitorais posteriores, essa pecha nunca mais saiu dele – com as privatizações como sua marca essencial, mas acompanhada do Estado mínimo, da abertura acelerada do mercado interno, da precarização das relações de trabalho.

O PT, aliado à CUT, ao MST e ao conjunto dos partidos do campo da esquerda e aos movimentos sociais, esteve na resistência ao neoliberalismo, conseguindo frear a privatização já programada pelos tucanos da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica. 

O triunfo do Lula fez com que seu governo aparecesse como o contraponto do modelo neoliberal encarnado pelos tucanos: prioridade das politicas sociais, fim da Alca e prioridade da integração regional e dos intercâmbios Sul-Sul, Estado indutor do crescimento econômico e garantia das políticas sociais e nao Estado mínimo que entregava a centralidade ao mercado.

Os PSDB se refugiou em São Paulo onde conseguiu manter sua hegemonia, controlando o governo do Estado e da cidade de Sao Paulo, por um conjunto de fatores, entre os quais não estão isentos erros do PT e da esquerda. O Estado foi guindado à posição de bastião da direita e do conservadorismo em escala nacional, pela associação com órgãos de imprensa – FSP, Estado, Editora Abril, Radio Jovem Pan, entre outros. Em mais de duas décadas, as únicas exceções foram os governos de Luiza Erundina e de Marta Suplicy, que não conseguiram reeleger-se.

A nova derrota tucana para a presidência da República não impediu que Alckmin se elegesse no primeiro turno para o governo do Estado. Porem a manobra serrista da aliança do Kassab contra Alckmin nas eleições anteriores para a prefeitura, terminou trazendo problemas para as hostes tucanas, pelo mau governo do Kassab e pela ausência de nomes para disputar sua sucessão.

Depois da farsa da consulta interna – em um universo de filiados que foi se revelando totalmente fictício, até chegar ao numero irrisório de 8 mil, sem a certeza de quantos votariam –, os tucanos apelaram para Serra como candidato (não importando como vão resolver a farsa da consulta interna). O que recoloca fortemente a polarização nacional no coração do núcleo de resistência tucana, agora com Lula diretamente envolvido – pelo candidato escolhido por ele e pela sua participação sem os limites da presidência da República.

O significado desse embate eleitoral é o de trazer para a cidade os grandes debates nacionais. A cidade e o Estado foram transformados profundamente conforme os critérios mercantis do neoliberalismo pelos governos tucanos. A esfera pública e, com ela, os direitos sociais, foram enfraquecida, em favor da esfera mercantil. O estado e a cidade mais ricos do pais – o segundo e o terceiro orçamentos do Brasil – não são, nem de longe, referência para o país em nenhum dos quesitos essenciais – condições de trabalho, educação, saúde, transporte, segurança, politicas culturais, habitação, políticas para a juventude, para as mulheres, para as diversidades étnica, sexuais e culturais, para a democratização dos meios de comunicação. 

Ao contrário, a cidade de São Paulo, com toda a riqueza não apenas econômica, mas social, cultural, tornou-se uma cidade cruel, pelas condições péssimas em que vive a maioria da população. As elites paulistanas, que lograram impor seus interesses através dos tucanos e da mídia, oprimem, exploram e discriminam a grande maioria da população, que não encontrou até aqui formas eficientes no plano político para reverter essa situação.

A cidade de São Paulo tornou-se o epicentro do racismo e da discriminação no país, contra os pobres, contra os nordestinos, contra os homossexuais, contra os jovens pobres, contra todos os oprimidos, os humilhados, os marginalizados. Mais do que qualquer cidade do país, São Paulo precisa de um governo que priorize as políticas sociais e culturais, que a humanize, que difunda os sentimentos e as políticas de solidariedade. Que troque o atual sentimento de exclusão que prioriza as políticas tucanas pela ideia de que precisamos de uma SAO PAULO PARA TODOS.

Postado por Emir Sader às 09:05

 

Ele(Serra) não será barrado pela Ficha Limpa? E a CPI da Privataria Tucana? Ele sendo candidato receberá uma espécie de imunidade e dirá que se trata de "intriga da oposição". Eita nóis

Do Cabresto Sem Nó:

Privataria Tucana - CPI Já!! 

Amigos: criei este BOTTOM para ser usado como forma de exigirmos a imediata instalação da CPI da Privataria Tucana.  O arquivamento ou instalação desta CPI depende nós. Já está claro que a imprensa estará ocupada em requentar o chamado escândalo do mensalão que ela mesmo superdimensionou na época em que tramava o golpe contra o presidente Lula. As maracutaias de Serra e FHC descritas no livro “A Privataria Tucana” de Amaury Ribeiro Jr. amplamente documentadas em mais de 100 páginas, têm que ser reveladas à opinião pública.A CPI vai contra os interesses de muitos criminosos do colarinho branco. Farão tudo que estiver ao seu alcance para impedí-la. Por isso, só será instalada se houver MUUUITA pressão popular.Vamos distribuir este bottom a todos nossos contatos?
Lembrem-se: É GRÁTIS e só requer o uso do velho e bom Ctrl+C / Ctrl+V

Fonte: http://oqueseraquemeda.wordpress.com

 

Calendário SPIN

Cara! Se já começou BOTTOM, vai terminar mais embaixo ainda

 

Fábio, imperdível este seu comentário na época da campanha para presidente, quando juravas de pés juntos que ele(Serra) iria se eleger. Pois se prepare que o seu candidato vai levar chumbo de novo

A entrevista de Serra no JNTítulo do comentário:Re: A entrevista de Serra no JN

O Serra não tergiversa, ele vai governar para as pessoas humanas...

 

Calendário SPIN

José Carlos Lima essa arrogância tipicamente paulistana do FabioSP tem uma explicação. Ele leva em conta as previsões de especialistas em pesquisas eleitorais... hehehehe

Re: Serra na disputa esquenta 'mercado' das coligações
 

contam com o pv e o pps que somados ao fator nacionalização fica uma campanha caríssima então contam também com um dólar melhor senão quebram mesmo com a ajuda dos papas que alem de meterem as mãos nos bolsos prá desembolsar ainda metem o bico prá avacalhar.

 

A corrida eleitoral de Sao Paulo poderia fazer o imenso favor de nao encher o saco do resto do Brasil indefinidamente?

Muito obrigado.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Nacionalizar a disputa eh exatamente o que esta nos planos de Lula.

A incognita agora eh:

Quem sera o vice de Haddad? Chalita eh o sonho de consumo, mas ta dificil. Um vice do PSB seria segunda opcao e acredito que Netinho do PC do B seria a terceira opcao. O que Lula nao gostaria de ver eh o PSB fazer o vice do Chalita e deixar o PT literalmente sozinho, ou apenas com Netinho se este aceitar.

O fato eh que estes movimentos podem estar representando os movimentos que acontecerao em 2014. Ficaria Dilma "sozinha" e tendo que disputar a reeleicao contra uma chapa PMDB-PSB? Ou Serra "desistindo" do Planalto levaria o PSD de Kassab automaticamente no colo de Dilma?

 

"Nacionalizar a disputa eh exatamente o que esta nos planos de Lula."

Ah, ah, ah... Precisa avisá-lo que quem vai votar é só paulistano...

 

Eu preciso avisá-lo também que 44% dos paulistanos votam em um candidato indicado por Lula.

 

Ginah

Mesmo que o Serra ou o Delúbio ??? LOL !!!

Não conta mais piada, não, vai ...

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

LEI DOS GRANDES NÚMEROS - "TEOREMA DE BERNOULLI" - MINI-PRÉVIA DA ELEIÇÃO

1) A única chance de Haddad eleger-se será no 1º Turno, aproveitando a pulverização dos votos, pois será a candidatira com maior nível de fidelidade.

2) Se SERRA for para o 2º Turno, com o apoio de Kassab, ele será o Prefeito (coisa do tipo 60 x 40%).

OBS.: NESTE CENÁRIO NÃO HÁ ALTERNATIVA PARA HADDAD, A NÃO SER UMA EXIBIÇÃO DE LULA, COMO MáRTIR E DO APOIO DE DILMA, ARRISCANDO SUA CREDIBILIDADE COM A CLASSE MÉDIA ABASTADA PAULISTANA, QUE NESSE MOMENTO A APÓIA, MAS VOTARÁ EM SERRA.

E.T.: Votarei em Haddad

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

Discordo:

1) Kassab não tem capacidade de influenciar na eleição, sua popularidade é muito baixa.

2) Chalita e Russomano apoiarão Haddad no 2º turno (se forem candidatos, Netinho de Paula e Paulinho da Força vão fazer o mesmo).

3) Serra tem a maior rejeição (próximo de 40%).

4) Quase 50% dos eleitores confirmaram que vão votar no candidato indicado por Lula.

 

Jamais esqueça: "Falem mal, mas, falem de mim" O mais velho é um bilonário "decano" (uma fortuna de US$ 10 Bilhões, lá fora e inexpugnável). Os outros, que continuam lá no Congresso procurando "fazer mais grana" seguem o mesmo lema e, até,  LULA, os adotou como parceiros (Embaralho, Sirney, Calengulha, Réunão & asseclas).

Nunca falaram tão mal de Kassab e Serra e, isto, "nunca os beneficiou tanto". 

O que preferiu filmar a mulher morrendo do que salvá-la (levando-a para outro hospital - ele podia - um mau caráter), é o único que pode desequilibrar. Mas, se acontecer (e, eu vou votar em Haddad), o preço que o PT pagará não será muito diferente do que DILMA teve que saldar e se desgastar com "os amigos ricos que LULA recomendou". Mas, ele, coitado, se, quando são, NÃO SABIA, .......................

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.