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Sobre a denúncia e as provas contra Bispo Rodrigues

Comentário ao post "Sobre os embargos declaratórios de Carlos Rodrigues"

Vc está equivocado.

O interrogatório do bispo e as provas testemunhais dos membros do PL são provas, não indícios, da alegada corrupção ainda no ano de 2002, mediante ajuste prévio.

As votações de 2003 apenas ratificaram essa lógica, que aliás meu comentário demonstra que está expressa na denúncia.

Não se alega que a corrupção foi praticada na votação, como vc diz equivocadamente, já que por evidente quando se vota não se solicita ou recebe vantagem não é correto?

O que se alega é que a lógica da denúncia e, por isso, da imputação que foi feita, é a de um ajuste prévio, feito no 2o turno das eleições de 2002.

Mas os nobres ministros do stf, do alto de suas infalibilidades humanas, ao seguirem cegamente a lógica contraditória da denúncia simplesmente pegaram uma mesma e idêntica fonte de prova, o interrogatório do bispo, para dai decotar quer ele não teria feito prévio ajuste em 2002.

Mas, para espanto de todos, nesse mesmo interrogatório o bispo narra claramente que apoiou o pt no 2o turno de 2002 e narra, com todas as letras, que pediu material do pt para fazer a campanha do pl do rj. Até onde eu sei isso tem um nome que atende por ajuste (solicitação ou aceitação de promessa).

E mais. Estaria esse interrrogatório, decotado pelo barbosa de forma teratológica, isolado nos autos?

Resposta: Não.

Vários depoimentos de membros do pl contam, com detalhes, que o pl do rj participou diretamente da campanha do lula no 2o turno, até porque era o partido do vice jose alencar.

Isso não se chama indício, isso se chama prova direta, solenemente ignorada pelos nobres ministros, que afirmaram no acordao que não havia o ajuste prévio pq o bispo tinha apoiado o garotinho em 2002. Está escrito lá com todas as letras quando trata da condenação do bispo. Só esqueceram de avisar ao barbosa que em 2002 houve um 2o turno do qual o garotinho não participou. Apenas isso, nada mais.

Em suma, os ministros seguiram cegamente a lógica da denúncia que, por ser contraditória em si mesmo, já que cita um recebimento de vantagem vinculado a uma motivação anterior (votações de 2003) mas não fala do patente ajuste prévio de 2002 levou a essa condenação embananada do que jeito que ficou, tendo esse réu que ajuizar revisão criminal, como indicado claramente pelo Teori.

Não creio nem em má-fé, como muitos afirmam, para condenar na pena mais grave, mas sim numa redundante patetada originada desde a confusa denúncia, somada à incapacidade da maioria dos ministros em fazer um simples exame da prova nos autos.

Talvez tenha sido a coluna do joaquim que atrapalhou e induziu o erro.

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