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Sobre o dinheiro público e o BNDESPar

Por Leandro C. 

Muita especulação e pouca informação.

Não existe empréstimo do BNDES, é participação do BNDESPar, ou melhor BNDES Participações S/A, com Debêntures negociados na bolsa, não dinheiro publico, responsável por aproximadamente 50% do lucro do BNDES que foi de R$ 9 bilhões no ultimo exercício.

O BNDESPar posiciona-se em mercados e empresas estratégicas, como Vale, Petro, JBS, (maior fornecedor de proteína animal do mundo), Empresas de Energia (Produção e Transmissão), Usinas Alcooleiras, enfim, empresas onde a participação e influencia do governo pode ser fundamental para regular mercados e garantir segurança energética e alimentar.

ObraO Brasil é a menina dos olhos de todos grandes varejistas do mundo, ou os brasileiros se posicionam no mercado ou os estrangeiros virão, e não terá um brasileiro no conselho dessas empresas. Com essa operação o BNDESPar terá participação societária de 18% no conglomerado Brasileiro e 9% de participação nas operações globais, ou seja, lugar no conselho e influencia estratégica nas operações globais de um dos maiores distribuidores de alimentos do mundo.

Essa não é apenas uma jogada comercial, isso é Realpolitik, enquanto a China está buscando investir e controlar áreas energéticas e alimentares, nos aqui olhando apenas para nosso território, achando que é dinheiro da viúva para supermercados, esse negócio trata de um posicionamento na distribuição global de alimentos, e governo brasileiro ter essa influencia é uma jogada de mestre. 

Do G1

Não há dinheiro público na fusão do Pão de Açúcar e Carrefour , diz Gleisi

Abílio Diniz participou de reunião com ministra sobre Câmara de Gestão. Oposição critica BNDES na fusão entre as redes atacadistas. 

Iara Lemos e Robson Bonin
Do G1, em Brasília 

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, negou nesta quarta-feira (29) que existam recursos públicos envolvidosna fusão do grupo Pão de Açúcar e a rede Carrefour no Brasil. Segundo a ministra, esta não será uma operação de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

"Essa é uma operação enquadrada pelo BNDES não é operação de crédito do BNDES. Não tem recurso público, envolvido, nem FGTS nem Tesouro. É o BNDESPar que vai fazer isso. É ação de mercado, portanto, não tem nada a ver com decisão de governo", disse a ministra. 

O BNDESPar é um braço de participações do banco em empresas privadas. A ação, portanto, não passa pelo crivo do governo.

No Congresso, líderes da oposição criticaram a participação do BNDES na operação da possível fusão entre as redes atacadistas.

Gleisi participou na tarde desta quarta-feira (29) da primeira reunião da Câmara de Política de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo federal, que tem entre seus coordenadores o empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de açúcar. Segundo Gleisi, o encontro da Câmara de Gestão não tratou da fusão das empresas.

"Foi uma enorme coincidência", disse Gleisi sobre a presença de Abílio Diniz.

Coordenador da Cãmara de Gestão, o empresário Jorge Gerdau reafirmou que a fusão entre as duas empresas não envolve recursos públicos. "É uma operação de mercado e não de financiamento público. É uma operação de mercados de capitais", disse.

Na análise de Gerdau, a fusão das duas empresas, caso venha a ocorrer, não deve resultar em uma redução de empregos.

"O mercado da área de distribuição está crescendo de tal forma que não deve ter desemprego. A área comercial é a que mais gera emprego. Se fecha aqui abre outra. O comercio como todo a que mais cresce", disse.

Críticas da oposição
O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), afirmou nesta tarde que não haveria interesse público na participação do BNDES na transação e que o país estaria deixando de incentivar pequenas e médias empresas para favorecer grandes conglomerados.

"A maior parte dos recursos é canalizada para um seleto grupo de grandes empresas ao passo que as pequenas e médias empresas, principais responsáveis pela geração de trabalho e renda no Brasil, permanecem esquecidas", afirmou Demóstenes na tribuna do Senado.

O líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), afirmou que o BNDES está privilegiando "megaempresários" com dinheiro público, fugindo de sua função de "banco social".

"Achamos um absurdo [a participação na fusão]. É preciso que pelo menos retirem o 'S' do BNDES. Essa aplicação dos recursos exclui a hipótese de banco social. O que há é um banco privilegiando megaempresários no país com recursos públicos."

Já o líder do PSOL, Randolfe Rodrigues (PA), seguiu o mesmo tom dos colegas: "Quem gera trabalho e renda no Brasil são as pequenas e médias empresas."

Cautela
Diferentemente dos integrantes da oposição, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi cauteloso ao analisar a fusão, apontando "vantagens" e "desvantagens" do negócio.

"O CADE [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] tem que avaliar todas as questões [da fusão], mas o que estamos vendo é uma empresa se organizar para ocupar o cenário internacional. A vantagem é que é uma empresa que tem mais condição de se inserir no mercado, baixar preços, ter competitividade a nível nacional e internacional. A desvantagem é que é preciso fazer fiscalização para que não haja monitoramento de preços, para que não haja prejuízo para o consumidor", analisou. 

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Meu Deus, de novo o discurso de "multinacional brazuca"?

Desde quando varejo é segmento estratégico, comparavel a produção de alimentos, terras, petroleo e telecomunicações?

BNDES e BNDES Par não é dinheiro publico?

Quer dizer então que se algo der errado o BNDES vai falir e fechar como uma empresa normal? Qua qua qua qua...

Vamos deixar de conversa e vamos aos fatos:

Esta união vai:

Concentrar mercado.

Gerar demissões.

Diminuir a concorrencia.

Prejudicar fornecedores.

Beneficios?

Vamos desenvolver alguma tecnologia nova?

Vamos abrir os mercados europeus aos produtos brasileiros? qua qua qua...

Sem ilusões, num futuro não muito distante a familia Diniz vai vender a participação a um grupo internacional e a seda da empresa vai ser na Belgica, tudo com a concordancia do "sócio" BNDES e sob os aplausos da grande imprensa.

Nóis é muderno.

 

Se os militantes de vanguarda do progressismo petista raciocinam com o intestino, tomando suas posições políticas em função das posições da Mirian Leilão ou do Tucanato, feche o boteco e vamos todos à praia. Não há saida para esse país de bosta. Entregue o caixa para o Delfin, que se dá muito bem com o Lula, a Leilão, os Diniz e etc. e tal. 

O pensamento "cor sim, cor não", é típico do stalinismo que caracteriza os ex guerrilheiros petistas. Que tristes tempos! 

 

Tem razão o senhor AA.  As privadas, não suportam correr riscos, mesmo usando discurso contrário recheados de auto-elogios. A privada quando acha moleza, é feito gato doméstico, detesta sair pra caçar.

Veja se esses calhordas iriam colocar recursos no pré-sal? Claro, teria que ser com dinheiro de empresa pública. Aliás, onde mesmo que a Nasa vai buscar recursos? Quais empresários botaram dinheiro para implantar Planta Metalúrgica, principal base para industrialização brasileira? Onde o merda do FHC foi buscar recursos pra montar a maracutaia das telefônicas? Ah! Os Fundos de Pensão são privados...uh! Então tá. Se era para colocar recursos públicos, essas merdas da telefonia poderiam ser públicas. Ora.

AA comete equívoco quando reclama de se usar como referência a opinião padrão da Míriam Leitão. Especialista plantonista da rede globo em opinião preestabelecidas e uniforme anti-governo não tucano.

Não há como errar meu caro, se o doutor Roberto Marinho tivesse usado esse princípio acautelatório, não teria logrado aquele prejú com a desvalorização do Real. Evento antevisto  apenas por deus e o mundo, e, negada pela jornalista? Economista? Urubóloga? Até quebrar a cara....pode-se retrucar que alí, tratava-se de motivo de força maior, vai, né?

Orlando

 

 

O BNDES é uma empresa pública. Todo o dinheiro que está lá é público. Senão, seria uma empresa de economia mista. Ou pode-se pegar dinheiro público, aplicar numa empresa privada e o lucro obtido não ser público?

Ou a MP que colocou 55 bilhões no BNDES através de emissão de títulos do tesouro não existe?

Basta entrar na página do banco para encontrar:

"As principais fontes de recursos da BNDESPAR são provenientes dos retornos e 

rendimentos de seus investimentos (notadamente, juros recebidos de debêntures, 

dividendos e juros sobre capital próprio de participações acionárias e desinvestimentos).  

Adicionalmente, a BNDESPAR tem como fonte de recursos complementar os contratos 

de mútuo firmados com o BNDES. As condições financeiras desses contratos de mútuo Formulário de Referência usualmente espelham as condições de custos e prazos do BNDES com suas principais 

fontes de recursos, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (“FAT”) e o Tesouro Nacional. A 

gestão financeira da BNDESPAR é feita de forma integrada à gestão das demais 

empresas do Sistema BNDES (conforme definido abaixo), sendo política do BNDES 

suprir suas subsidiárias com os recursos requeridos para a execução de suas atividades 

de apoio financeiro a empresas brasileiras. "

 

Demonstrativos Financeiros - BNDES PARTICIPAÇÕES S.A. - BNDESPAR(pdf)
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO - 31 DE DEZEMBRO DE 2010(pdf)
Senhor acionista e demais interessados:
Apresentamos o Relatório da Administração e as informações financeiras anuais da BNDES Participações S.A. relativas exercício findo em 31 de dezembro de 2010. As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as disposições da Lei das Sociedades por Ações, das normas emanadas da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, e, quando aplicável, em consonância com as normas seguidas pelo seu acionista controlador, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.

I.CENÁRIO MACROECONÔMICO
A recente situação fiscal dos países da Zona do Euro vem se consolidando como um ponto vulnerável da recuperação da economia mundial. O expressivo crescimento dos déficits fiscais a partir de 2007-2008, cuja intenção seria combater os efeitos recessivos da crise internacional, gerou forte elevação do endividamento público como proporção do PIB na Europa, em especial de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha. Essa combinação vem desencadeando uma aguda desconfiança nos mercados internacionais, elevando os custos não apenas de novas emissões de dívida soberana por esses países, mas também de rolagem/refinanciamento dos compromissos vigentes. Mesmo com a adoção de um pacote de financiamento à região no valor de € 750 bilhões, arquitetado pelas principais economias da Zona do Euro, os spreads de CDS – Credit Default Swap (uma medida de
risco) dos países em situação fiscal mais frágil continuam em níveis elevados...
..II.A EMPRESA
...III. ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DO EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/10
...RESULTADO
A BNDESPAR apurou lucro líquido de R$ 3.670 milhões no exercício de 2010, o que representa uma redução de 36,5% em relação ao exercício de 2009. Na formação deste resultado destaca-se o decréscimo do resultado de participações societárias e das outras receitas (despesas) operacionais. A redução expressiva deste grupo, de 123,1%, deve-se ao registro excepcional de atualização monetária de dividendos declarados pela Eletrobrás em dezembro de 2009, relativos aos exercícios de 1979 a 1998. Este e outros serão apresentados com mais detalhes na análise do resultado a seguir .
Resultado de Participações Societárias
A composição do resultado com participações societárias está demonstrada no gráfico a seguir. Observa-se que o resultado de alienações juntamente com a receita de dividendos e JCP foram os valores que mais contribuíram na formação do resultado de participações societárias de 2010. Em 2009, destacaram-se os impactos do ganho por compra vantajosa em operações de reestruturação societária em que a BNDESPAR participou e a realização de ajuste de avaliação patrimonial por conta de mudança no critério de avaliação de investimentos de “TVM disponível para venda”, avaliado pelo valor justo, para “investimento em coligada” ,avaliado por equivalência patrimonial.

O resultado com alienações de TVM apresentou crescimento de 189,6% em comparação a 2009 devido às alienações de grande vulto realizadas neste exercício, a maior parte no 2o semestre. As principais operações realizadas em 2010 envolveram ações de Telemar Participações, Banco do Brasil, Petrobras, Rio Polímeros e Light, que juntas responderam por 68,2% deste resultado (R$ 2.056 milhões).
Em 2009, as principais alienações envolveram ações de CSN, Light e LLX, cujos resultados obtidos somaram R$ 876 milhões.
Historicamente, o resultado com alienações reflete a estratégia de giro da carteira de investimentos da BNDESPAR e visa contribuir com o orçamento de investimentos do Sistema BNDES, sempre aproveitando as oportunidades do mercado.

A receita com dividendos e juros sobre capital próprio apresentou ligeira redução de 8,0% entre 2009 e 2010.

As empresas com maior participação na receita de dividendos e juros sobre capital próprio em 2010 foram: Petrobras (R$ 950 milhões), Vale (R$ 280 milhões), Light (R$ 177 milhões), Valepar (R$ 151 milhões), CPFL Energia (R$ 121 milhões) e Eletrobras (R$ 108 milhões), perfazendo um total de 80,2% da receita. Cabe ressaltar que estas empresas também foram destaques em 2009.
O resultado de equivalência patrimonial apurado no exercício de 2010 não apresentou variação relevante em comparação ao apurado no exercício de 2009 e reflete o desempenho das coligadas da BNDESPAR.

O resultado com derivativos reflete a variação no valor justo de instrumentos financeiros derivativos, os quais são divididos em dois grupos:
derivativos isolados vinculados a participações societárias
e derivativos embutidos em debêntures conversíveis ou permutáveis.
ESTRUTURA PATRIMONIAL

O ativo total da BNDESPAR atingiu R$ 125.823 milhões em 31 de dezembro de 2010, o que representou crescimento de 15,7% em relação a 31 de dezembro de 2009. Este aumento, por sua vez, é explicado principalmente pelo acréscimo de 47,3% da carteira de debêntures e de 15,2% da carteira de investimentos em participações societárias.
Principais Ativos
O principal ativo da BNDESPAR está representado pela carteira de ações que, em 31/12/10, totalizou R$ 102.890 milhões (81,8% do ativo total). Esta carteira encontra-se dividida de dois grupos:
(i) investimentos em coligadas, avaliados pelo método de equivalência patrimonial, no total de R$ 13.641 milhões em 31/12/10;
e (ii) investimentos em não-coligadas, classificados como “TVM disponível para venda” e avaliados pelo valor justo, no total R$ 89.249 milhões na mesma data.
A BNDESPAR é uma importante fonte de apoio financeiro às empresas através de valores mobiliários e mantém seus investimentos por um prazo médio de cinco anos, raramente detendo mais do que 33% do capital total de uma empresa. Apesar de serem transitórios por natureza, alguns dos investimentos da BNDESPAR são feitos por períodos mais longos, dependendo essencialmente do tempo de maturação dos investimentos realizados.
Adicionalmente, no início dos anos 80, houve integralização de capital do BNDES pelo Tesouro Nacional com ações de empresas estatais. Essas ações foram transferidas posteriormente para a BNDESPAR, constituindo atualmente parte expressiva do valor da carteira de participações societárias da Emissora.
Dessa forma, as decisões de investimentos da BNDESPAR são pautadas por uma visão de longo prazo, o que lhe confere uma certa blindagem quanto às flutuações e crises de curto prazo do mercado de capitais, configurando-se, assim, em uma fonte segura de recursos para as empresas nacionais.

O segundo maior ativo da BNDESPAR está representado pela carteira de debêntures no total de R$ 13.102 milhões (10,4% do ativo total) em 31/12/10. As debêntures são classificadas entre duas categorias:
(a) debêntures designadas ao valor justo com contrapartida em resultado, avaliadas por modelos de precificação que consideram suas características;
ou (b) empréstimos e recebíveis, avaliadas pelo custo amortizados
As debêntures designadas são aquelas com cláusula de conversão, permuta ou que dispõem de bônus de subscrição e representam 91,9% do saldo da carteira de debêntures em 31/12/10.

O gerenciamento da carteira da BNDESPAR enfatiza a diversificação e o giro de ativos.
Em 31 de dezembro de 2010, tal carteira compreendia títulos de emissão de 189 empresas (incluindo ações em 152 empresas) e de 38 fundos, com valores concentrados principalmente nos setores de petróleo e gás, mineração, energia elétrica, alimentos, papel/celulose e telecomunicações.
a) Carteira de Ações (Participações Societárias)
A carteira de participações societárias da BNDESPAR está dividida em dois grupos, conforme já mencionado: investimentos em coligadas e investimentos em não coligadas.
O saldo das participações em não-coligadas apresentou crescimento de 18,8% em 2010, passando de R$ 75.121 milhões para R$ 89.249 milhões. Cabe ressaltar que as mudanças no valor justo dessas participações correspondem a ganhos ou perdas econômicos não realizados, ou seja, sem efeito financeiro.
A principal operação de investimento realizada neste exercício foi a subscrição de 60.994.736 ações ON e 783.269.961 ações PN ações da Petrobras, no valor de R$ 22.408 milhões, adquiridas como parte da operação de capitalização da companhia realizada em setembro de 2010. Com este investimento a participação da Petrobras na carteira de não-coligadas na BNDESPAR atingiu 46,9%,

b) Debêntures
Conforme já mencionado, a carteira de debêntures da BNDESPAR está segregada em dois grupos: debêntures designadas a valor justo com contrapartida em resultado e empréstimos e recebíveis.
O valor contábil da carteira de debêntures alcançou R$ 13.102 milhões em 31/12/10, o que representa um crescimento de R$ 4.207 milhões em relação a 31/12/09. Este aumento decorreu principalmente das subscrições realizadas em 2010, no total de R$ 3.770 milhões, sendo as operações de Marfrig e Hypermacarcas responsáveis por cerca de 95% deste total.
Em 31/12/10 os dividendos a receber da Eletrobrás, relativos ao período de 1979 a 1998 e suportados por fato relevante publicado em 22/01/10, representavam 93,0% do saldo de R$ 1.909 milhões referente a dividendos e juros sobre capital próprio a receber.

Fontes de recursos
As principais fontes de recursos da BNDESPAR são provenientes dos retornos e rendimentos de seus investimentos em participações societárias e debêntures e eventuais desinvestimentos. Adicionalmente, a BNDESPAR tem como fonte de recursos complementar os contratos de mútuo firmados com o BNDES. As condições financeiras destes contratos usualmente espelham as condições de custos e prazos do BNDES junto à sua principal fonte de recursos, o Tesouro Nacional (TN). A gestão financeira da BNDESPAR é feita de forma integrada à gestão das demais empresas do Sistema BNDES (FINAME e BNDES), sendo política do BNDES suprir as suas subsidiárias com os recursos requeridos para a execução de suas atividades de apoio financeiro às empresas brasileiras.

a) Obrigações por Repasses
Em relação à estrutura de capital, o BNDES se apresenta como a principal fonte onerosa de financiamento da BNDESPAR, representando 9,3% do passivo total. O saldo do passivo com o BNDES em 31/12/10 era de R$ 11.691 milhões, 70,0% inferior ao registrado no final do exercício de 2009.
Destaca-se em 2010 o aumento do saldo do passivo em setembro de 2010 no valor de R$22.400 milhões devido ao repasse de 5.111.911 LFT ́s pelo BNDES utilizados pela BNDESPAR para integralização das ações adquiridas na capitalização da Petrobras.
Já em dezembro de 2010, por outro lado, o saldo foi reduzido pela conversão de R$ R$ 15.600 milhões do mútuo com o BNDES em capital social da companhia. Essa operação fez com que o patrimônio líquido da BNDESPAR representasse 68,75% das fontes de recursos em 31/12/10.

As debêntures emitidas pela BNDESPAR correspondem hoje à segunda principal fonte onerosa de recursos da companhia. Referem-se às debêntures simples emitidas pela BNDESPAR, da espécie quirografária, realizadas no âmbito de três Programas de Emissão de Debêntures e cinco emissões realizadas. Estas emissões tem como objetivos principais:
• atrair pequenos investidores de renda fixa para um tipo de mercado até então acessado apenas por grandes instituições; e • contribuir para o desenvolvimento do mercado secundário, propiciando liquidez aos papéis negociados.
Em dezembro de 2010 a BNDESPAR realizou sua quinta oferta de debêntures, a primeira no âmbito do Terceiro Programa de Distribuição. Foram emitidas três séries, uma prefixada (primeira série), uma com taxa flutuante trimestral (segunda série) e outra indexada ao IPCA (terceira série).
Foram distribuídas 2.025.000 debêntures simples, quirografárias, com valor nominal total de R$ 2.025.000.000,00. Foram colocadas 500.000 debêntures da primeira série, 1.000.000 debêntures da segunda série e 525.000 debêntures da terceira série. A primeira e a segunda série têm vencimento em 1/1/14 e a terceira série tem vencimento em 15/1/17.

d) Patrimônio Líquido Em relação à estrutura de capital, o patrimônio líquido representa 68,7% do passivo total e apresentou crescimento de 17,9% em relação a 31/12/09, atingindo R$ 86.502 milhões.
Esta variação resulta basicamente da capitalização ocorrida em dezembro de 2010 por meio da conversão de mútuo com BNDES no valor de R$ 15.600 milhões.

Re: Sobre o dinheiro público e o BNDESPar
 

2014---distribuição de renda

Essa    gente   não  se  conforma,  miriam  leitão  à  frente :   o  neoliberalismo  perdeu  as  eleições  por  três  vezes  seguidas.  Logicamente,  o  governo  atual  tem  um  projeto  para  o  País  diferente  dos  derrotados,  os  neoliberais. A  ditadura  do  mercado,  no  Brasil,  está  enfraquecida  ( infelizmente  não se conseguiu   derrotá-la  de  todo).

      Eles  que  esperneiem,  mas  o  governo  atual  faz  o  que  entende  que  é  bom  para  o  Brasil,  e  não  para  o  "mercado".

 

A ministra deve, não sem razão, nos tomar por tolos:

- O BNDES é o ÚNICO acionista do BNDESPar. Como a "ação" deste último não passa pelo crivo do primeiro?

- O BNDES se financia pela "viúva" e decide politicamente (no melhor e pior sentido da palavra) quem são os ganhadores e perdedores em suas venturas.

A história da "participação" na sociedade é outra bobagem. Quem capta dinheiro no mercado pagando SELIC e empresta cobrando metade desta taxa a qualquer empresa deveria tomar cuidado antes de dizer que não é dinheiro público. Ou alguém aí me responda quem tapa o buraco desta diferença. A resposta "lucro do negócio" não vale pois dele não nos beneficiamos. Ou a picanha do fim-de-semana ficou mais barata depois da "Boibrás"?

 

A única razão pela qual acho negativa essa operação é pela concentração que vai provocar no setor de supermercados no Brasil. Os valores que tenho visto na imprensa (desinformada e seletivamente indignada, como sempre)   oscilam entre 17% a 32% desse mercado. Acredito que o CADE não vai aprovar. A não ser que Abílio Diniz consiga convencer os conselheiros com os mesmos "argumentos" que o pessoal da Ambev deve ter usado para conseguir aprovar uma concentração de mais de 70% no mercado interno de cervejas.

 

Pimentel: Fusão Pão de Açúcar-Carrefour será estratégica para o país

Qua, 29 de Junho de 2011 19:16

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Da Agência Brasil

A fusão da rede brasileira de supermercados Pão de Açúcar com a multinacional francesa Carrefour será estratégica para o Brasil disse há pouco o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Para ele, a junção poderá estimular a exportação de produtos industrializados brasileiros.

Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, Pimentel disse que o possível ingresso de recursos da ordem de R$ 4 bilhões por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na operação ainda está em estudo, mas que, se for aprovada pela diretoria do banco, será positiva para o Brasil.

Para Pimentel, a operação não é “fora do comum”. “É uma operação que tem méritos. O banco tem autonomia para avaliá-la, julgar o risco e fazer ou não o aporte de recursos necessários”, afirmou Pimentel.

“Em primeiro lugar, como é uma operação entre duas grandes empresas que tem presença no mercado de capitais, ações na Bolsa de Valores, por força do cargo que ocupo, tenho que ser muito cauteloso com o que vou falar para não provocar movimentos na Bolsa que causem lucros ou prejuízos a quem quer que seja”, ponderou o ministro.

De acordo com o ministro, essa é a oportunidade de o Brasil ter uma grande cadeia varejista internacional. “Para colocar nossos produtos lá fora, para aumentar nossa capacidade de exportação, justamente no momento em que discutimos a necessidade de diversificar nossa pauta de exportação.

A cadeia do agronegócio também será beneficiada. “[Ela] vai ter uma alavanca fortíssima. Esse é o motivo que leva nosso banco de desenvolvimento a estudar [o assunto] com muita cautela. Se for acontecer, será nessa direção”, argumentou Pimentel.

 

 

ANDRÉ

O Álvaro Dias é um sujeito ordinário, inclusive do ponto de vista moral. Portanto, não vamos perder tempo com ele.

Sejamos objetivos: pelo que você refute os resultados apresentados pelo Roberto São Paulo. Desse modo, você justificaria os investimentos  ruins feitos pelo BNDES e demonstraria que as decisões políticas (com riscos que o mercado não aceita)  foram prejudiciais à sociedade brasileira.

Penso que participar de uma rede de distribuição internacional de alimentos é da maior importância, pois influi no sistema primário (o Brasil  pretende ser o maior produtor mundial de alimentos) e no sistema secundário (a indústria de transformação de alimentos teria condições de colocar seus produtos em nível mundial). Portanto, a questão da decisão política estaria justificada pelo fato de que os investimentos são do interesse da economia nacional.

Ou não é nada disso e estou completamente enganado ?

Mas, por favor, não venha com discurso do tipo álvaro dias.

 

Meu caro, voce não entendeu o que eu escrevi. Eu disse que o tema do post, o negocio do Pão de Açucar-Carrefur-Casino não tem nada a ver com o que pensa a Miriam leitão, o Alvaro Dias ou o Chico Anisio, o que de ser analisado é o negocio pelo seu proprio mérito.

O que tem a ver aqui a biografia do Alvaro Dias ?

 

O sofrimento dessa gente por serem brasileiros é tremendo. Miami é o sonho de pátria deles.

O Álvaro estaria satisfeito se o BNDES emprestasse alguns Bi para o Cassino comprar o Pão de Açúcar como fez  o saudoso FHC,  afinal de contas esse mercadeco de secos e molhados  pertence a brasileiros, um bando de incompetentes.

 

Se isso não for dinheiro público, é o que então?

Abilio Diniz sábio...Hummm, pra mim um grande espertalhão, isso sim.

 

 

Ontem à noite na USP, pessoas desinformadas pela nossa mídia, afirmavam que o governo estava dando (doando mesmo!) dinheiro público para o Abílio Diniz.

Se estudantes universitários da USP estão tão desinformados, imaginem o estrago  que os "jornalistas especializados" estão provocando na compreensão da maioria dos cidadãos.

Não há Democracia sem uma Comunicação Social livre, isenta e fidedigna.

 

Chará,

isso sim é de chorar.

Sds.

 

O funding do BNDESpar é da mesma origem que alimenta o BNDES. Vem do FAT e do Tesouro, portanto é dinheiro publico. O BNDES é um banco publico, seu risco de credito é o mesmo da Republica. As operações do BNDES e as decisões de compra de ações e debetures que toma são decisões politicas e não de mercado. Quando o BNDESpar compra R$1,7  bilhões de debentures do JBS para aquisição de frigotifico nos EUA  a emissão não teve compradores no mercado, obrigando o BNDESpar a ficar com 99,7% da emissão,  quer dizer, o mercado NÃO QUIS COLOCAR DINHEIRO NA OPERAÇÃO, é ai sempre que o BNDESpar, portanto não é uma operação boa na visão do mercado.

O mesmo acontece agora com o Pão de Açucar: PORQUE PRECISAM DO BNESpar se o Pão de Açucar é uma companhia aberta cotada nas bolsas de São Paulo e Nova York? Porque não se financia no mercado? É PORQUE O MERCADO NÃO COMPRA ESSE RISCO.

Então não adianta vir aqui com esse papo pobre de dizer que se a oposição é contra é porque o negocio é bom, se a Miriam Leitão é contra é porque é bom para o Brasil, isso é ridiculo. O negocio tem que ser bom ou ruim por seus proprios méritos, não é bom ou ruim para o Pais porque o Alvaro Dias acha bom ou ruim.

 

Pelo que me consta, o BNDES tem vários jeitos de se financiar, governo, debêntures, mercado, etc, e o que diz o banco, é que o capital dessa operação foi obtido NO mercado exclusivamente, não dinheiro público per se. Mas até que ponto há essa separação de forma eficaz eu não sei.

 

André, será que há dinheiro do BNDES para salvar o Tietê? Isso seria lamentável.

 

Meu caro, o Tietê é um problema do Governo do Estado de São Paulo e o BNDES estaturariamente não pode emprestar dinheiro para governos.

 

O comentário do Roberto acima mostra realmente como sua perspectiva é distorcida da realidade.

O "mercado" apostava em Serra 2002, perdeu deu Lula. O "mercado" apostava em Alckimin em 2006, perdeu deu Lula de novo. Em 2008 o "mercado" viu um tsunami e veio marolinha. Em 2010 o "mercado" apostava em Serra, deu Dilma. Ainda vamos falar de "mercado"? Fala em "mercado" para 50 milhões de brasileiros conforme vimos no relatório "os emergentes dos emergentes: reflexões globais e ações locais para a nova classe média brasileira"  e vai ouvir uma sonora risada.

 

Em 2012 a Casino se tornaria dona do Pão de Açúcar, Extra, Sendas e Compre Bem e as maritacas de plantão viriam gritando "porque não se fez nada? porque deixam espoliar empresas brasileiras?" Como o Abilio que é sábio, deu um "drible da vaca" no Casino e ainda vai levar uma boa grana e de quebra o BNDES, um exemplo de banco de desenvolvimento que esteve junto do Brasil na crise de 2008, fica sócio as maritacas de plantão vem com aquele "Discurso-CPMF" que só um bando de pardais perdidos pode repercutir. SE o negócio era ruim porque hoje o Cassino coloca mais 1 bi na história?

 

Tem outros nesta lista o Assai, Extra Fácil e talvez ainda mais......aí, quando tudo ficar dominado.....haja maritaca, como vc diz.  O problema da maritaca não é nem os gritos é a sujeira que ela faz.  Aí que enche mesmo, pois para acertar, limpar depois,  é difícil, dá trabalho  e é  muito mas muito complicado. Aí que mora o perigo.  E já tem maritaca por aí.....

 

Esse é o problema, não adianta tentar explicar a verdade que a oposição não aceita. O Brasil é o celeiro do mundo e tem que se proteger, tem que ser forte, tem que ter comando. Mas essas reações oposicionistas são normais, isso é democracia. Mas o que importa é que o Brasil é o principal país no mundo em alimentação e com relação a isso, a matéria acima do Leando C. explica bem a participação do BNDESPar sobre esse caso específico. O Brasil de 2003 em diante é o Brasil Potência.

 

Não tem absolutamente nada a ver. Trata-se de uma jogada EXCLUSIVAMENTE FINANCEIRA, para beneficio unico e exclusivo de um individuo, aonde ele não quer por no negocio de volta o dinheiro do Casino que ele pos no bolso em 2005 e quer agora dar uma rasteira no mesmo Casino com o dinheiro do BNDES, o dele não entra na jogada e os baba ovos do PT ainda batem palma só porque o negocio tem o selo do governo que eles adoram e nem sabem porque. É de rir para não chorar.

 

Leandro,
É por aí…….

 

Estava na padaria quando ouvi a Mirian Leitão endossando o discurso do PSDemB e afirmando com todas as letras que dinheiro é público sim, pensei com meus botões: Se a Miriam é contra deve ser bom para o Brasil.

 

FORA TEMER

Arte é Luz - União e Olho Vivo

 

Comentei com meu marido algo nesse sentido.

Ainda mais que a Miriam Leitão não fez análise nenhuma, o argumento foi que "o dinheiro é público sim, a não ser que o BNDES foi privatizado e não ficamos sabendo". Análise de uma profundidade ímpar.

 

 

 

A discussão aqui é sobre um MEGA NEGOCIO RUIM PARA O PAIS APRESENTADO COMO UM "" ATO DE PATRIOTISMO"". A discussão não é sobre midia, pig, Miriam Leitão, a Folha, o Globo, isso já está virando uma doença, uma patologia, uma piscose, o problema não é o fato e o o negocio, é tudo uma questão de IMPRENS,  essa galera não esta interessada no MUNDO REAL e sim no que diz a Miriam Leitão porque deve ser contra ela,  no hospicio tem gente muito mais sensta, faça-me o favor.

 

É exatamente isso, se a miriam diz é é ruim, significa q é bom pro pais! A tempos venho anotando as previsoes da Miriam e em 99% dos casos ela erra. Eu ate estou ouvindo a miriam p fazer meus investimentos, faco tudo ao contrario do q ela diz e estou obtendo um bom lucro! Hj o Helio, culunista da folha de SP, fala dos erros dos especialistas, destaca q um estudo cientifico colheu previsoes de profissionais da midia e empresarios e ao mesmo tempo colheu as previsoes de alguns "lixeiros", advinhem quem acertou mais previsoes sobre o futuro da economia?

 

Eu também quando vi o DEMO, PSDB e a Globo tascando o pau, pensei imediatamente, foi um bom negócio para o Brasil.

 

Eu também vi àquela pobre criatura(Urubulina), dizendo que era dinheiro público e metendo o pau no negócio...pensei na hora: "...então deve ser bom para o Brasill."

 

pois é GIL  ..mas é aí justamente que mora o perigo ..o descrédito de tudo, de todos e pelo tempo todo

conselho  ..consulte o seu íntimo

 

Já consultei há muito tempo, essa patota está nesse país por qualquer  interesse externo, menos o do Brasil.

 

Evolução do lucro líquido do BNDES
BNDES-Relação com Investidores....Desempenho

R$ milhões
Grafico com evolução do desempenho operacional do BNDES

O BNDES registrou um lucro líquido de R$ 9,9 bilhões no exercício de 2010. O resultado equivale a um aumento de 47,2% em relação ao obtido em 2009, de R$ 6,7 bilhões.

Os principais fatores que contribuíram para o desempenho do BNDES em 2010 foram:
a Receita com Reversão para Risco de Crédito, de R$ 2,9 bilhões;
o crescimento do Resultado com Participações Societárias em R$ 2,2 bilhões (54,4%);
e a expansão do Produto Bruto de Intermediação Financeira em R$ 1,2 bilhão (20,9%).

O impacto positivo da receita com reversão de provisão, em 2010, ocorreu em função da recuperação de créditos, no valor de R$ 2,3 bilhões. No exercício de 2009, o BNDES havia contabilizado uma despesa com provisão para risco de crédito de R$ 6 milhões.

O crescimento do Resultado com Participações Societárias decorreu, principalmente, do acréscimo de 179,5% do resultado com alienações, que passou de R$ 1,2 bilhão em 2009 para R$ 3,2 bilhões em 2010. Este aumento foi possível em função de melhora nas condições de mercado em 2010, quando comparado ao ano anterior, o que possibilitou a realização de operações de giro da carteira de participações societárias. O bom desempenho reflete, também, a qualidade da carteira da BNDESPAR, braço de participações do BNDES.

Quanto ao Produto Bruto de Intermediação Financeira em 2010, seu crescimento foi influenciado, principalmente, pela expansão da carteira de crédito e de títulos e valores mobiliários. O BNDES conseguiu atingir um desempenho financeiro compatível com suas atividades de banco de desenvolvimento, alcançando uma carteira de crédito de cerca de R$ 362 bilhões, 27,5% superior à do final do ano anterior.

Posição patrimonial - O patrimônio líquido do sistema BNDES totalizou R$ 65,9 bilhões em 31 de dezembro de 2010, correspondendo a um patrimônio de referência de R$ 83,1 bilhões, superior aos R$ 54 bilhões obtidos em 2009. O patrimônio de referência (PR) é a base utilizada pelo Banco Central para definir limites prudenciais que devem ser seguidos por todas as instituições financeiras. Quanto maior for o patrimônio de referência do BNDES, maior sua capacidade de conceder financiamento.

O crescimento do PR em 2010 resultou, basicamente, da avaliação a valor justo da carteira de participações societárias em empresas não coligadas (aquelas nas quais a BNDESPAR não exerce influência na gestão) em conformidade com o processo de convergência contábil internacional.

O índice de adequação de capital (Índice de Basiléia) registrado pelo sistema BNDES foi de 18,6%, uma situação confortável em relação aos 11% exigidos pelo Banco Central.

A inadimplência do BNDES representou 0,15% da carteira total, queda em relação aos 0,20% registrados no balanço de dezembro de 2009. A qualidade da carteira do Banco é demonstrada pelo seu perfil de risco de crédito: 98,5% do total dos créditos concedidos estão classificados entre os níveis de risco AA e C em 31 de dezembro de 2010, qualidade superior à média do Sistema Financeiro Nacional, que era de 92,6% na mesma data.

A qualidade de crédito é resultado da consistência de suas políticas. Os financiamentos concedidos pelo BNDES são objeto de contínuo acompanhamento e demandam garantias que cubram a posição devedora ao longo da vida dos contratos.

Os ativos totais do Sistema BNDES somaram R$ 549 bilhões em 31 de dezembro de 2010, apresentando crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2009. Tal aumento foi possibilitado pelas captações do Tesouro Nacional, que totalizaram R$ 105 bilhões em 2010.

Em 31 de dezembro de 2010, com a aprovação das novas normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os investimentos em participações societárias da carteira da BNDESPAR em empresas não coligadas passaram a ser avaliados a valor justo (valor pelo qual o bem seria realizado na data do balanço), gerando um aumento de R$ 45 bilhões em relação à antiga metodologia que refletia o custo de aquisição. O mesmo tratamento contábil foi aplicado ao Sistema BNDES, seguindo a Circular 3.068/01 do Banco Central.

Implantação do IFRS - Normas Internacionais de Contabilidade - em 31 de dezembro de 2010, o BNDES concluiu seu primeiro conjunto de demonstrações contábeis preparadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade, o IFRS, da sigla em inglês de International Financial Reporting Standards. As novas normas foram implantadas em atendimento à determinação do Banco Central, válida para todas as instituições financeiras, a partir de 2010.

Foi um desafio que envolveu grandes esforços não só de funcionários da instituição como também de consultores e auditores independentes (respectivamente, PricewaterhouseCoopers e Deloitte). O resultado deste trabalho, como já esperado, foi favorável ao BNDES. Analisando os saldos em 31 de dezembro de 2010, o patrimônio líquido do banco (R$ 69,8 bilhões), apresentou um acréscimo de R$ 3,9 bilhões (5,9%) como resultado, principalmente, de dois fatores descritos a seguir.

O primeiro foi a diferença do critério para cálculo da provisão para risco de crédito, com impacto positivo em R$ 2,4 bilhões. Os cálculos passaram a considerar perdas, de fato, incorridas, que afetam o fluxo de caixa futuro da operação, e não perdas esperadas. O segundo foi a transferência do deságio em aquisição de ativos no valor de R$ 2,3 bilhões (R$ 1,5 bilhão líquido dos respectivos efeitos tributários) para o resultado, que representa um ganho na aquisição de investimentos.

Pelas normas internacionais (IRFS) tal ganho deve ser reconhecido como receita no momento da operação. Já pelas regras do Banco Central deve ser apropriado ao resultado ao longo do tempo, proporcionalmente à realização de seu fundamento econômico.

O Ativo total (R$ 553,8 bilhões) foi acrescido de R$ 4,7 bilhões (0,9%), influenciado, também, pela diferença no cálculo da provisão para risco de crédito (R$ 2,4 bilhões) e pela transferência do deságio (R$ 2,3 bilhões), ambos detalhados anteriormente.

Com relação ao lucro líquido, houve uma redução de R$ 1,0 bilhão frente ao padrão contábil do Banco Central, como contrapartida da reversão de provisão para risco de crédito (mencionada na análise do patrimônio líquido). Isto decorre do fato de que parte do lucro do exercício de 2010 (R$ 2,9 bilhões) foi gerada por reversão de provisão. No IFRS, uma parcela dessa reversão, de R$ 848 milhões, foi atribuída a exercícios anteriores.
A aplicação do IFRS reflete melhor o resultado das operações da instituição na medida em que ganhos e perdas, econômicos ou financeiros, são imediatamente reconhecidos nas demonstrações financeiras. Além disso, representam um ganho significativo de qualidade de informações, proporcionando maior transparência para o mercado e facilitando a comparação com outras instituições, nacionais e internacionais, que também preparam os seus demonstrativos no padrão internacional.

O BNDES, em função do seu compromisso com a promoção de boas práticas do mercado no Brasil, atuará no sentido de estimular as companhias brasileiras a se valerem do IFRS para aprimorarem a transparência do mercado de capitais brasileiro. Também promoverá iniciativas para que as pequenas e médias empresas passem a adotar o IFRS, na sua versão simplificada. 

 

2014---distribuição de renda

Roma, parabens pelos comentarios. O fato é que é tudo "muita especulação e pouca informação". Ingredientes "saudaveis" para mais um factoide da nossa midia. Agora cedo, pela BAND NEWS só tinha depoimentos dos nossos aloprados do apocalipe, Demotestes e Alvaro Dias. Veja que corrente "pra frente". Mais três de manchetes...........leia a FSP. 

 

..há inúmeros outros aspectos envolvidos  ..este é apenas UM deles  ..

e é PAPO furado ..como diria Delfin, uma tremenda BOBAGEM ..não se esta pensando em se criar uma transnacional coisa nenhuma  ..primeiro combine com os adversários, diria Garrincha

isso é mais uma ANBEV, um UNIBANCO, Sadia-Perdigão, JBS-friboi, atacarejo da vida  ..tudo remendo feito nas cochas  que tem de muitos outros pontos desfavoráveis

 

sim sim, eu quis dizer coLchas mesmo  ..uma cheia de "detalhes"  ..ups, retalhos