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Sobre os Testemunhas de Jeová

Em Observação

Por Marco A.

Comentário ao post A discriminação nas religiões 

Antes de sair escrevendo besteiras e bobagens, misturando alhos e bugalhos, fui pesquisar o tal processo e conversei com testemunhas de Jeová, amigos meus. Alguns aliás, amigos de muitos anos.

Em primeiro lugar, é curioso ver comentaristas misturando assuntos como Edir Macedo e o post em questão. Outros claramente ex-membros ou dissidentes da religião citada, aproveitaram o post para fazer sua campanha do contra. E curiosamente até aqueles que escreveram não ver problemas no caso em si ao ponto de gerar um processo de discriminação, usam da mesma por colocar a pecha de "fanáticos" nos cristãos desta denominação específica.

A partir do que me foi explicado, convenhamos, até partidos politicos possuem o intrumento da expulsão. Qualquer associação possue códigos de conduta que podem levar a expulsão, até condomínios. Porque tanto alvoroço com uma denominação religiosa?

De fato, a igreja catolica tem a excomunhão de fieis entre seus ritos, rito ao meu sentir, inócuo já que a igreja pouco efeito prático produz na dia-a-dia de seus fiéis. Oras, a igreja condena o sexo fora do casamento e quantos são excomunhados pelo delito pecaminoso? Quantos católicos acusados, julgados e condenados por atos considerados ilícitos pelo código penal receberam a pena máxima religiosa? Quantos políticos pegos com a boca na botija, são vistos nas missas e cultos como se fiéis aos preceitos religiosos fossem quando não conseguem sequer cumprir o código de ética do congresso? - De fato, seria de se perguntar se a igreja ao invés de silenciar tivesse excomunhado o católico de nascimento Hitler se a massa de católicos alemães teria tão facilmente aderido ao regime.

E nesse ponto se deve fazer um parenteses, porque se membros individuais das igrejas batista, luterana, catolica e outras foram mártires se opondo ao regime de Hitler por conta de sua fé, pagando com prisão e em alguns casos morte, as testemunhas de jeová fizeram isso como religião organizada e não por vontade de um ou outro membro e isso, meus caros é história.

Logo a meu sentir, o que ocorre é que a religião citada leva mais a sério o texto sagrado do que as outras religiões e isso é o que diferencia; levando alguns a chama-las de fanáticas. O que obviamente signifca que para esses, os que assim as chamam, o texto deveria não ser levado tanto a sério e o que vale é o que a pessoa sente ou o bem que pratica. E isso é uma estultice porque religião é a busca de Deus pelo homem e não a busca do homem por Deus. Há de se valorizar e te-la como sagrada, no caso da biblia, se a pessoa quiser ser cristã. Se for pra ser diferente que seja de outra religião ou de uma denominação que não leve o texto sagrado a sério e acrescento, nem a si mesma, por pura obviedade.

No caso concreto, a religião organiza seus ritos e procedimentos dentro do que demanda os textos bíblicos e segundo as cartas de Paulo, o apóstolo, o fiel deveria evitar contato com qualquer pecador (e cita um sem número de pecados, hoje em dia alguns deles aceitos como coisa normal como a fornicação - sexo fora do casamento), que se chamasse irmão. Citam outros textos informando que qualquer um que trouxesse ensino diferente do estabelecido não deveria sequer ser recebido nos lares e por ai vai.

Pois bem; um sujeito que escolher entrar pra religião, não o faz dentro de um show de musica com os sentimentos e emoções exarcebadas, mas depois de estudar as doutrinas, estudo que pode levar meses ou anos a depender da vontade do freguês e somente é aceito nas fileiras se a vida do sujeito está adequada aos padrões. Deve abandonar o vicio de fumo e drogas, se vive com alguem deve regularizar a situação com o casamento civil (a religião não aceita a união estável), enfim...depois de tudo isso o sujeito é levado ao batismo e passar a ser contado como fiel batizado. Em resumo: qualquer cidadão pra ingressar na religião fica sabendo de cor e salteado o que é permitido ou não, como regra de conduta.

Ademais a chamada desassociação ou expulsão possui duas premissas importantes: a primeira é que é uma punição de natureza espiritual e a segunda é que sua aplicação é naqueles que não se arrependem da prática do pecado. Dito de outro modo: Se o sujeito é um cristão batizado, testemunhas de Jeová, ele sabe que a partir do entendimento da Biblia, a religião proibe que o fiel seja praticante do que o nosso código penal considera crime, porque eles ensinam que se deve dar a cesar o que é de cesar, e entre essas coisas, está o respeito a lei. Além disso tem as práticas que o codigo de leis não considera crime como sexo fora do casamento, o adultério, o uso de fumo, excesso de alcool, adoção de outra religião, defender crenças diferentes do ensinado dentro da associação, o que se dá o nome de apostasia. Se o sujeito cai em um desses pecados, os líderes chamados de anciãos irão verificar o assunto para saber se foi uma fraqueza ou foi prática do pecado, qual o grau de reconhecimento do erro o pecador tem e se está arrependido dos atos e estando e sendo possivel, se foi reparado o erro. Nesse caso fica claro que a desassociação se dá quando o errante não reconhece o erro e não se arrepende. Isso ocorrendo e podendo o caso de alguma forma corromper outros a fazer o mesmo; o pecador impenitente é separado dos fiéis fiés pela desassociação. Dessa forma qualquer vinculo de amizade e relacionamento especialmente espiritual é cortado. Afinal convenha-se que o alvo da disciplina não respeitou os demais, nem considerou as "emoções" dos amigos quando praticou aquilo que os demais consideram errado. Também não considerou os "sentimentos" dos amigos ou familiares quando passou a defender credo diferente do ensinado. Ocorre que esse afastamento é condicionante. O pecador demonstrando que está arrependido do erro, pode retornar ao seio da denominação e os vínculos são reatados.

Também foi explicado e li nos artigos publicados por eles, portanto é informação passivel de constatação e não mero achismo, que a religão não proibe o contato de parentes nem manda bater a porta na cara de um parente desassociado. Explicam que quando parentes moram na mesma casa ou tem relação próxima como mae ou pai, filho, etc; o que é cortado são as conversas de cunho espiritual, já que é preciso manter a conversa sobre os assuntos familiares de qualquer forma.

Agora se o parente mora separado ou distante, o relacionamento deve ser mantido no mínimo pelas mesma premissas acima.

Aqui entre nós, tem gente aos montes que deixam pais e maes em asilos e levam pra "conviver" nos dias das maes ou dos pais. Em geral esses se arvoram em juizes questionando as testemunhas como fanáticas porque os amigos deixam de conviver com uma pessoa que na prática do dia-a-dia considera os demais como idiotas.

A maioria tem parentes distantes e quando se dão conta, passaram-se meses sem contato, mas nesse caso em questão, é um deus nos acuda, alguem cortar relações com um parente ou amigo porque esse teima em ser adultero ou usuário de drogas, mentiroso caluniador e por ai vai, citando apenas as coisas que não são crimes do ponto de vista humano.

Por fim me explicaram que a decisão de desassociar é tomada por um comitê ou comissão de no míninio 3 lideres. Se a desassociação foi a decisão tomada, o pecador pode escrever uma carta solicitando uma revisão da decisão, por assim dizer. Ai outra comissão ou comitê é formado que recebe o processo, ouve os acusadores na frente do acusado e depois ouve a defesa do acusado. Se a decisão é por não desassociar o chamado empate e levado a direção geral da entidade e essa decide qual das duas comissões ateve-se ao caso, se usou os meios necessários para trazer o pecador ao arrependimento e por ai vai. Se a decisão do comitê revisor também for pela desassociação, o pecador pode escrever para a direção geral colocando seu ponto de vista.

Explicaram também que há aqueles que se dissociam-se, escrevendo que desejam deixar de ser testemunhas por este ou aquele motivo. Claramente a situação é idêntica ao do pecador desassociado porque aquele que se dissocia não comunga mais dos mesmos anseios. Convenhamos, quem é que se divorcia e mantem relacionamento amigo, íntimo e familiar com sogros, primos da ex-esposa e assim sucessivamente? Criam-se novos amigos, nova familia, pode-se até ter contato mas não é a mesma coisa. O mesmo se dá com as testemunhas, porem por motivo mais nobre que é manter sua identidade e organização limpa na medida do possivel.

Por fim, o reclamante em si, andava escrevendo textos em jornais e tinha lá sua pequena fama na cidade. Quando passou a escrever sobre assuntos religiosos, incluso trechos inteiros de artigos publicados pela religião; a mesma pediu que cessassem. Não os artigos em si, mas os de natureza religiosa que defendiam os procedimentos das testemunhas ou expunham sua fé. O sujeito foi desassociado porque obviamente se recusou a parar de escrever e suponho eu, o motivo da desassociação foi a rebeldia e a soberba. Volto a repetir, acho eu isso.

Desassociado, o citado escreveu artigos denunciando o procedimento da desassociação e tornou  amplamente e publicamente conhecido o fato. Ademais, basta uma pesquisa no google e seu nome será alistado em referências de sitios anti-testestemunhas de jeová, ou de ex-testemunhas ou de entidades ou pessoas contrárias as testemunhas de jeová. Na base do "diga-me com quem andas e te direi quem és", como o sujeito pode esperar ser bem recebido pelas testemunhas de jeová fiéis se ele se junta imediatamente aos que são contra elas ou são da turma do contra, já que evidentemente, não se pode tomar o que os chamados "criticos internos" como se verdade absoluta fosse porque no mínimo existe interesses a defender, no caso de idéias.

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Lírio Branco

Mais informações!

   Acabei de ler sua pesquisa e gostaria de te informar que tem muitas coisas que omitiram de você! Sou ex testemunha de Jeová e tenho um livro aqui comigo que só eles possuem, este livro diz como tratar um desassociado. Isso ao meu ver é um crime, porque somos chamados por eles de mundanos. Não sou puta, não bebo, não fumo e tenho a vida correta, apenas não queria mais ser dessa religião pelo simples fato de não comemorarem nada: Natal, páscoa, ano novo, dia das mães e dos pais, não pode brindar, não pode parabenizar pelo aniversário e não pode servir a marinha, não é aconselhável fazer faculdade. Meu caro, meu pai faleceu dia 11/01/2014 e não queria me ver devido a influência religiosa, meus pais se afastaram completamente de mim, tenho gravações aqui do meu pai dizendo que não podia ter contato comigo por eu ter saído e que isso era traição a Jeová. (Isso é uma lavagem cerebral)

    Aqui no livro diz que as Testemunhas de Jeová devem ter "ÒDIO" por coisas do espiritismo. Essa palavra dada a uma pessoa ignorante causa sérios danos. Eles só deixarão você saber de coisas até um certo ponto, mas há muitas coisas que você não sabe.

    Eu na época pedi para sair da organização, mas eles insistiram e disseram que se eu pedisse para sair estaria dizendo que eu "repgno Jeová" rsrsrs Mas, se eles me expulsassem, eu teria mais chances para voltar. Se parar para pensar, a verdade toda disso, é que eles não querem um número de dissociados e sim desassociados. Porque? Simples, porque todo ano é lançado no anuário deles (livro) quantos sairam e quantos entraram. Se muitos saem, é porque algo vai errado. ;)

  Minha família foi completamente destruída, meus pais se afastaram de toda a família, ficaram completamente enlouquecidos. Meu avô morreu triste com meu pai por isso. 

  Não julgue! Essa religião é nociva ao mundo! Pregam o amor, mas desprezam um ser humano pelo erro? Só há perdão se voltar para dentro dela? E o livre arbítrio? Onde está na Bíblia que desves desprezar um irmão?

  Tenho uma amiga em Maricá RJ que está desesperada há anos, a mãe passa na calçada e nem na cara dela olha. Acredite, ela é uma boa moça. Apenas quis se separar porque não estava feliz em seu casamento, ela foi honesta e não fez nada errado.

Fique em paz!

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Parabéns,

Comentário justo, sem exageros . Pessoa digna !!

http://www.facebook.com/photo.php?v=128458893996201&set=vb.100004962730591&type=2&theater

 

Voltando à questão da suposta equivocada interpretação das TJ em relação ao que a Bíblia diz sobre a desassociação, vejamos:

(Versão TNM) 1 Cor. 5:11 - "Mas, eu vos escrevo agora para que cesseis de ter convivência com qualquer que se chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso, ou idólatra, ou injuriador, ou beberrão, ou extorsor, nem sequer comendo com tal homem."

(Versão Católica) 1 Cor. 5:11 - "Mas eu simplesmente quis dizer-vos que não tenhais comunicação com aquele que, chamando-se irmão, é impuro, avarento, idólatra, fornicador, difamador, beberrão, ladrão. Com tais indivíduos nem sequer deveis comer."

(Versão Almeida Revisada Imprensa Bíblica) 1 Cor. 5:11 - "Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem sequer comais."

Onde está a interpretação equivocada? Qualquer pessoa - que não seja analfabeta funcional - entende o que o texto sagrado diz. O contato e a comunicação com o transgressor impenitente deveriam ser cortados.

O que Paulo tinha em mente quando escreveu tal ordem "dura e desumana"? Ele mesmo responde em 1 Coríntios 5:5: "Entreguem tal homem a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor". Paulo pediu a expulsão do homem da congregação e o mesmo iria voltar ao mundo que é governado por Satanás. (1 Jo 5:19) Censurado pela congregação, ele teria que  repensar suas ações e reajustar seu proceder, traduzindo-se em arrependimento. Ao mesmo tempo, preservaria o espírito puro que deve haver na congregação. Traduzindo: a congregação não é casa da mãe Joana, onde tudo se faz, tudo pode. Na época de Paulo não existia Direitos Humanos, evidentemente também seria processado por discriminação e preconceito. Mas fica claro que a Bíblia não apoia o prevalecer de um clima de "tapinha nas costas" ou "panos quentes" em relação a pecadores não-arrependidos.

Toda essa questão se resume como já foi colocada pelo Sr. Marco A.: somente as Testemunhas de Jeová aplicam o que o texto diz. Ponto. Quando a Igreja faz vista grossa a erros cometidos por seus adeptos ela é permissiva e liberal demais. Quando disciplina é preconceituosa. Ah faça-me o favor!

Agora a pergunta final: será que o homem a quem Paulo severamente condenou se fez de vítima, de dódói, se julgou discriminado ou excluído? Leia aí na sua Bíblia 2 Coríntios 2:6-8. Mas resumindo: ele tomou vergonha na cara e reajustou seu proceder para que a congregação pudesse recebê-lo de volta. Será que ele teria feito isso se todo mundo continuasse se comportando como se nada tivesse acontecendo? Você já sabe a resposta.

Outra coisa: "a turminha do contra" (adorei esse termo) argumenta que tenta ajudar as TJ a "verem a verdade". Tenta fazer com que eles "deixem de se iludir". Como cara-pálida? Usando termos como idiotas, retardados, alienados e assim vai? É assim que tentam "ajudar"? Suponhamos que alguns poucos caiam nesse mimimimi de vocês. O que será mais prazeroso que viver de acordo com os princípios bíblicos? Fazer bloguinho e site na internet pra demonstrar minha insatisfação e minha revoltinha contra a Torre? Ah cresçam!!! Se bem que toda vez que me deparo com esses argumentinhos fúteis de vocês, minha fé só se fortalece. Sabe por quê? Jesus disse: “Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa é grande nos céus; pois assim perseguiram os profetas antes de vós." (Mateus 5:11,12)

Só querem mídia com esse processo, mas todo mundo já sabe o que vai dar. Até entraram com recurso contra a decisão do JUIZ QUE JÁ EXTINGUIU O PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO.

 

Gostaria apenas de frisar que a análise do Nassif esta correta apenas quando vista de um angulo muito específico. Porém como Testemunha de Jeová posso afirmar que existem muitas outras situações a qual não é do seu conhecimento. Naturalmente que as Testemunhas de Jeová, acreditando ter a propriedade da verdade e sendo os únicos a pertencerem a única religião verdadeira, jamais poderiam se ver com alguma de suas doutrinas ou procedimentos sendo aplicados de forma errônea, pois tudo que se pratica  parte do princípio que é uma aplicação do que a Bíblia diz.

Então neste ponto abro um parênteses. O que a Bíblia diz segundo a interpretação das Testemunhas de Jeová.

Nem todos os casos de desassociação se dá pela prática de um pecado em sí. Uma pessoa pode ser desassociada por não concordar com uma regra ou doutrina, mesmo levando uma vida de boa moral e cristã. Mesmo assim discordar de uma regra ou doutrina é encarado do ponto de vista da Instituição como uma "rebeldia" e pecado, assim passível de desassociação. E a partir do momento que for desassociado o tratamento segue o modelo padrão que não diferencia um pecado do outro. Sendo assim uma Testemunha de Jeová que fosse desassociada por praticar os pecados cometidos por Hitler teria o mesmo tratamento de outro que simplesmente achasse que a recusa de transfusão de sangue não é Bíblica.

Na verdade uma Testemunha de Jeová conversaria normalmente com um criminoso numa prisão que tivesse matado centenas de pessoas ou estrupado crianças, porém sequer cumprimentaria uma Testemunha de Jeová que tivesse sido desassociada porque discordou do procedimento relativo a transfusão de sangue.

A questão ou o que se discute não é o direito de desassociar ou não desassociar, como você bem mencionou quando uma pessoa não compartilha mais do pensamento do grupo o mais natural é que este não pertença mais ao mesmo. Porém, acha razoável que esta pessoa seja cerceada do convívio de amigos e familiares ? Acha mesmo que isto é coerente e sensato ? Acha mesmo que um Pai ou mãe não deve mais conviver com um filho seu porque este simplesmente decidiu que para a sua consciência não há nada de errado em comemorar o Natal ?

 

 

 

 

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Se uma Testemunha de Jeová for expulsa ou decidir sair por não concordar com algum ensino da organização, ela perderá amigos e parentes que estão na organização. Perderá a sua reputação e até mesmo tratos comerciais ou empregos dados por uma outra Testemunha de Jeová.

Veja o que diz a liderança da organização:

"Não há motivos de se escutar o filho ou o cônjuge desassociado, se este tentar justificar-se ou procurar convencer o fiel do seu modo de pensar e agir. Tampouco deve dar-se  ouvidos às suas objeções quanto a como o caso foi tratado pela comissão judicativa." (livro "Organizados Para Pregar o reino e Fazer discípulos", p. 172)

"O absoluto perigo à espiritualidade também provê base para a separação. O crente num lar dividido em sentido religioso deve fazer todo o possível para aproveitar-se das provisões espirituais de Deus. Mas, permite-se a separação caso a oposição do cônjuge descrente realmente impossibilite praticar a adoração pura e deveras puser em risco a espiritualidade". (revista A Sentinela de 15/12/1981,p.25)

"Depois de ouvir um discurso numa assembléia de circuito, um irmão e sua irmã carnal se deram conta de que precisavam mudar o modo como tratavam a mãe, que morava em outro lugar e havia sido desassociada seis anos antes. Logo depois da assembléia, o irmão ligou para a mãe e, depois de reafirmar seu amor por ela, explicou que não falaaria mais com ela a não ser que um assunto familiar importante exigisse esse contato". (Nosso Ministério do reino do mês de agosto de 2002,p.4)

"Isso significa que os cristãos leais não devem ter companheirismo espiritual com ninguém que tenha sido expulso da organização. Mas há mais envolvido. a Palavra de Deus declara que não devemos sequer comer com tal homem. (1 Corintios 5:11) Assim, evitamos também o convívio social com quem foi expulso. Isso significa que não vamos com ele a piqueniques, festas, jogos, compras, ao cinema, nem tomamos refeições com ele, quem em casa quer num restaurante". (Nosso Ministério do reino, de agosto de 2002,p.3)

Raymond Franz, ex-membro do Corpo governante das Testemunhas de Jeová, foi expulso por que tomava uma refeição em um restaurante com um ex-testemunha de Jeová que era o seu patrão. (revista Times, 22 de fevereiro de 1982,p.66)

Diz um livro da TORRE DE VIGIA: "Em fidelidade a Deus, nenhum dos da congregação deve cumprimentar tais pessoas (que saem) ao se encontrar com elas em público, nem deve acolhê-las no seu lar. Até mesmo parentes consangüíneos, que moram no mesmo lar com o parente desassociado, por darem mais valor às relações espirituais do que as carnais, evitam tanto quanto possível o contato com tal parente desassociado". (Organizados Para Pregar o Reino e Fazer Discípulos, p. 171; A Sentinela 15 de dezembro de 1981,p.21)

A revista A Sentinela diz assim: "Precisamos odiar no mais completo sentido os desassociados, o que é considerar com extrema e ativa aversão. Considerar tais pessoas como nojentos , odiosos e imundos, e detestar mesmo." (A Sentinela 1º de outubro de 1952,p.599)

Jesus ensinou que devemos odiar os nossos inimigos? Vejamos: "No entanto, eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos, a fazer o bem aos que vos odeiam, a abençoar os que vos amaldiçoam, a orar pelos que vos insultam." (Lucas 6:26,28).

Disse João: "Todo aquele que odeia a seu irmão é homicida." (1 João 3:15)

Então a quem devemos obedecer? À Palavra de Deus ou aos ensinamentos do Corpo governante das Testemunhas de Jeová?

As fontes de pesquisa são literaturas da TORRE DE VIGIA. Portanto não se trata de uma ação difamatória a este grupo religioso, mas de esclarecimento sobre sue posicionamento no mínimo estranho, ou até mesmo contraditório em relação aos que não concordam com algum ponto doutrinário ensinado pelo grupo.

 

 

esse primeiro comentario e bem interessante pois ele disse que as testemunhas nas nossas publicações descriminamos os espiritas mas esse vai ter com os cães e um texto biblico como isso pode ser descliminação sendo que a propria biblia que diz então a biblia e preconseituosa ,poxa oque fazemos e tira textos da biblia pois segundo Jesus em João 17:17 a tua palavra e a verdade então somente dentro da biblia e que esta a verdade então essa e uma das verdades biblicas

 

É muito chato ter que dize-lo, mas sou obrigado a faze-lo depois de tanto blá-blá-blá da turminha do contra.

Eu estava com a razão.

Por curiosidade, va lá mórbida; fui verificar a quantas andava o tal processo contra as malvadas testemunhas e o juiz decidiu que não cabia processo, extinguindo o mesmo. Não havia segundo consta, fatos que indicassem a prática de crime como afiançava a peça da inicial.

Faço esse comentário primeiro por uma questão de justiça, porque colocar post dizendo que fulano, sicrano ou a instituição A ou B está sendo processada por esse crime e aquele é coisa comezinha. Atualizar a informação dizendo que aquilo que foi dito não era verdade é outra bem diferente e quase nunca fazem.

Meu comentário mesmo foi colocado, sei lá porque em observação, talvez porque precisasse ser objeto de verificação quanto ao contéudo.

Em segundo lugar, porque os comentários claramente indicavam desconhecimento de quem são os religiosos em questão, ou gente que estava lá e descrente de tudo passou a ser digamos assim da ala da oposição e rápido como um raio os antigos companheiros passaram de melhores amigos que se pode ter a quadrilha armada para assaltar a fé do incauto.

De qualquer forma fica o registro.

 

Sou consultor organizacional e vejo uma clara semelhança entre padrões estabelecidos pelas TJ e as empresas: quem deixa de seguir as regras da empresa em que trabalha, automaticamente se posiciona como independente, ou seja, deseja fazer as coisas ao seu modo desrespeitando assim as regras de conduta e ética pré-estabelecidas pela empresa. Simples assim.

Analisando a situação do ponto de vista da maioria dos interessados aqui, se você não está disposto a seguir aquele modo de vida, viver de acordo com as normas da empresa só lhe restam duas opções: pedir demissão ou como fazem os brasileiros, "dão trabalho" para ver se conseguem ser mandados embora - uma vez que não são excelentes o bastante para assumir o erro e se corrigirem, pedindo para sair. No entanto, no meio empresarial as coisas são feitas com muito menos decoro, respeito e dedicação do que pelas Testemunhas. Estas, se preocupam com a vida espiritual do errante, querendo realmente restabelecê-lo e não tirá-lo do "quadro". Mas, quando o cidadão não quer, por que só não fica quem não quer (conheço caras que foram desassociados 6 vezes) aí, sim, são cortados dos benefícios de serem Testemunhas. Benefícios estes que a meu ver valem muito mais do que demagogias de muitos outros credos: justifica-se comemorar aniversários, sob a desculpa de amar o aniversariante - mesmo que depois este seja abusado ou violentado pelos mesmos que o parabenizaram e ninguém, nem a Lei nem a Igreja que eles frequentam pune o criminoso... Outros defendem que os verdadeios amigos são aqueles que dão tapinhas nas costas e só falam o que apazigua, mas, a base da verdadeira amizade é curtir e respeitar os mesmos valores (morais e éticos) coisa, que só as Testemunhas fazem. São leais, éticas, pagam muito mais impostos que todos os que estão comentando aqui no cyberespaço e enfim, não se vê caso de Testemunhas que violentam mulheres a anos, ou que subornam fiéis em troca de milagres, ou mesmo um TJ Pedófilo. Se você conhece, pode ser você o mesmo! Ah! A questão do sangue? Poucos sabem que hoje, a questão do sangue levantada pelas Testemunhas na década de 70 hoje é uma questão de atualização médica. Assim como contadores, marqueteiros, administradores e outros profissionais precisam se atualizar constantemente,  os MÉDICOS TAMBÉM PRECISAM SE ATUALIZAR. Médico que não faz cirurgia sem sangue, não faz por que não sabe. Quem sabe fazer e não tem rabo preso com Banco de Sangue, faz por que realmente respeita a vida do próximo acima do respeito ao próprio ego.

Enfim, Testemunhas de Jeová merecem ser  respeitadas. Estudei suas doutrinas por muitos anos e entendi o termo "lavagem cerebral". Eu era rebelde, mau humorado, só pensava em meios de roubar e  maltratar os outros, não respeitava a lei, e tinha aversão aos impostos. AINDA BEM QUE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ LAVARAM MINHA CABEÇA. Hoje sou uma pessoa de bem!

Diferentemente das empresas, entre as Testemunhas entra quem quer. Sai quem não tem coragem de se autocorrigir e viver do jeito certo. Forte abraço a quem leu até aqui!

 

Gostei muito do artigo. Gostei muito do ponto de vista do autor e do conhecimento adquirido para fazer esse texto. Tambem concordo com seu ponto de vista. 

Conheço muitas Testemunhas de Jeová e com certeza pertencem a uma religiao sincera em quem colocam a Bíblia como lei. Sendo assim, que o façam bem feito

 

O mal do MUNDO, é as pessoas dizerem que sao cristãs, e depois nao agiram conformem o que dizem. Por isso considero e apoio a dessassociação ou se é ou nao se é cristão. JEOVA nao quer pessoas divididas entre 2MUNDOS. Sabemos que o Apostolo Paulo exortou o que a Justiça tem haver com a Injustiça? Nada. 1º para todos os que se dizem cristaos.... bem sabe que a 1º EXPULSÃO/DESASSOCIAÇÃO OCORREU NO JARDIM DO EDEM EM QUE JEOVA Sentenciou Adão à morte, e expulsou tanto a ele como a sua esposa Eva do jardim do Éden. (Gên 3:19, 23, 24). 2-º Sob a Lei Mosaica. Alguém podia ser decepado, isto é, morto, por violações graves ou deliberadas da lei de Deus dada por meio de Moisés. (Le 7:27; Núm 15:30, 31) A apostasia, a idolatria, o adultério, comer sangue e o assassinato estavam entre os delitos que acarretavam esta penalidade. — De 13:12-18; Le 20:10; 17:14; Núm 35:31. 3º O Sinédrio e as sinagogas. Durante o ministério terrestre de Jesus, as sinagogas serviam de tribunais para julgar violadores da lei judaica. O Sinédrio era o tribunal de maior instância. Congregação Cristã. As Escrituras Gregas Cristãs, baseadas nos princípios das Escrituras Hebraicas, por ordem expressa e por precedente, autorizam a expulsão, ou desassociação, da congregação cristã. A congregação, por exercer esta autoridade dada por Deus, mantém-se limpa e em boa situação perante Deus. O apóstolo Paulo, com a autoridade de que fora investido, ordenou a expulsão dum fornicador incestuoso, que tomara a esposa de seu pai. (1Co 5:5, 11, 13) como analisa-se a desassociaçao nao é algo novo. Mas em muitos casos usados pelo proprio Deus, para preservar a Integridade dos seus seguidores Justos. Por isso, isso é uma questao moral, porque cada um tem que tomar as suas decisoes e saber o que quer...porque pessoas com acçoes duplas e falsas, isso é o pior que existe. Por isso estams num mundo tao mal, em que tds sao falsos... proclamam ser cristaos, judeus, gregos, atenienses.... mas onde esta os actos? bem sabemos.. ser ou nao ser: Eis a questão! E as Testemunhas de Jeova Escolherem SER. SER CRISTÃO POR ACÇOES E VERDADE.

 

Infelizmente vivemos num mundo de pessoas sem noção que acredita em tudo que lê. Parabéns a Luis Nassif por ao invés de acreditar nas baboseiras que as pessoas com tempo sobrando escrevem, tirar tempo de pesquisar a fundo antes de tirar sua conclusão. A Bíblia chama essas pessos que acredita em tudo sem pesquisar de "tolos". Isso mostra que você é uma pessoa diferente, o que ela chama de "sábia". Parabéns pela iniciativa.

Até onde eu sei as Testemunhas de Jeová se preocupam em seguir exatamente o que a Bíblia ensina. Suas crenças são baseadas unica e exclusivamente na Bíblia. Caso tenham dúvidas, perguntem a elas que terão o maior prazer e esplicar-lhes dentro da Bíblia. Melhor do que ficar acreditando no que a maioria aqui estão falando sem nenhuma base ou baseado em suas opniões pessoais.

Pelo que conheço da bíblia, deus exige uma adoração exclusiva e pura. Aqueles que acham que podem agradar a Ele em alguns sentidos e passar por cima de alguns princípios, estão prestando uma adoração que não serve para nada. A bíblia fala que até sua oração não é ouvida por Deus. Muitos vãoa igreja, fingem seguir o que aprendem, mas por tráz são fornicadores, adulteros, e etc. Não seguem o exemplo de Jesus.

E para terminar, parabéns também as TJ, primeiro por seguir de perto os ensinamentos de maior ex Jesus em suas condutas, e segundo por realizar a obra que o próprio senhor Jesus realizava, a obra de pregação de casa em casa. Vocês são os unicos que fazem esse serviço como o Senho ensinou e ordenou (mateus 28:19,20) Se todos fizesses a mesma coisa, teríam menos tempo para ficar escrevendo baboseiras como vimos aqui.

Sem mais,

JR

 

Infelizmente vivemos num mundo de pessoas sem noção que acredita em tudo que lê. Parabéns a Luis Nassif por ao invés de acreditar nas baboseiras que as pessoas com tempo sobrando escrevem, tirar tempo de pesquisar a fundo antes de tirar sua conclusão. A Bíblia chama essas pessos que acredita em tudo sem pesquisar de "tolos". Isso mostra que você é uma pessoa diferente, o que ela chama de "sábia". Parabéns pela iniciativa.

Até onde eu sei as Testemunhas de Jeová se preocupam em seguir exatamente o que a Bíblia ensina. Suas crenças são baseadas unica e exclusivamente na Bíblia. Caso tenham dúvidas, perguntem a elas que terão o maior prazer e esplicar-lhes dentro da Bíblia. Melhor do que ficar acreditando no que a maioria aqui estão falando sem nenhuma base ou baseado em suas opniões pessoais.

Pelo que conheço da bíblia, deus exige uma adoração exclusiva e pura. Aqueles que acham que podem agradar a Ele em alguns sentidos e passar por cima de alguns princípios, estão prestando uma adoração que não serve para nada. A bíblia fala que até sua oração não é ouvida por Deus. Muitos vãoa igreja, fingem seguir o que aprendem, mas por tráz são fornicadores, adulteros, e etc. Não seguem o exemplo de Jesus.

E para terminar, parabéns também as TJ, primeiro por seguir de perto os ensinamentos de maior ex Jesus em suas condutas, e segundo por realizar a obra que o próprio senhor Jesus realizava, a obra de pregação de casa em casa. Vocês são os unicos que fazem esse serviço como o Senho ensinou e ordenou (mateus 28:19,20) Se todos fizesses a mesma coisa, teríam menos tempo para ficar escrevendo baboseiras como vimos aqui.

Sem mais,

 

J.R.

 

Parabéns pela sua matéria! Um bom jornalista é esse, livre de preconceitos, que pesquisa e escreve algo com propriedade...infelizmente vivemos numa época em que as pessoas são muito orgulhosas e esquecem do "dia de amanhã" quando elas podem de repente precisar de alguém de uma fé diferente da delas para as socorrer numa dificuldade qualquer...

É preciso conhecer antes de falar algo e a sua postura foi exemplar, digna de um bom profissional, não é atoa que já recebeu prêmios.

Que essa informação sirva para outros pesquisarem antes de falar algo preconceituoso de alguma denominação religiosa que não conhecem, o mundo precisa de mais respeito um pelo outro e mais amor ao próximo.

 

Assim como alguém que não respeita as leis da sociedade vai presa, quem não respeita as leis da sua religião é removida dela.

 

não esqueçam de processar os escritores da bíblia, vai saber onde eles estavam com a cabeça quando escreveram kkkkkkkk.

 

Ah ! As religiões. Alguém, não sei quem já disse...."A religião é o ópio do povo !"

Deputados federais católicos,  foram ameaçados de excomunhão pela igreja católica, se votassem a favor da lei do aborto. Não é só as igrejas TJ que tem lelés !!

 

 

Os cães ladram e a caravana passa...

 

Parabéns pelo presente texto. É tudo o que se pode dizer de uma análise sincera e justa dos fatos.

Mais informações podem ser obtidas por se acessar o link abaixo:

https://sites.google.com/site/atestemunhadejeova/home/x-respostas-necessarias/desassociacao-dissociacao---legitimidade

 

esquiber,

 

Seu imbecil, quadrúpede, jumento, idiota, donzelo!

Vai procurar uma lavagem de roupa antes de falar besteiras de um assunto que você nem conhece, seu babaca, otário!

 

Existem pessoas que são tão moralista que julgam as Testemunhas de Jeová. Dizem que elas expulsão pessoas, separam familiares.  Mas uma coisa que eu nunca vi foi pessoas da religião deles fazerem guerras e matar pessoas da propria religião. quando tem uma guerra vai lá um padre catolico orar para que eles ganhem a guerra do outro lado inimigo a mesma coisa um padre catolico vai lá orar para eles ganharem as guerra. Onde estão o amor será que Deus vai tirar cara e coroa para ver quem vai ganhar. Para não falar dos padres que abusam de crianças inocentes sobretudo meninos (puxa a pedofilia eh aceita). Vamos ver outras reliões onde o pobre fiel tem que dar todo seu salario para pagar o dizimo se não Deus não ira abençoalos. Conheço pessoas que deixam os filhos passar fome do que deixar de pagar o dizimo(Ah sim isso é aceitavel). Esse é o amor e os que maltrantam os pais idosos batem, ou jogam crianças recem nascidas fora. Ou simplesmente comentem aborto...Isso é uma hipocresia deixem de falar mal das Testemunhas de Jeová e vão cuidar de sua propria vida.. Seus desocupados. Tenho muitos amigos que sãop Testemunhas de Jeová e eles sempre estão me apoiando. Quando minha mãe ficou internada em hospital que foi me socorrer não foi as pessoas da minha igreja mas sim a minha amiga Testemunha de jeová ela me ajudou em muito e eu nem era da religião dela.

 

“Felizes os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque a eles pertence o reino dos céus. Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa é grande nos céus; pois assim perseguiram os profetas antes de vós."

Palavras de nosso Senhor Jesus Cristo no livro de Mateus Cap. 05 Versículos 10-12.

Realmente me sinto muito feliz quando minha fé é colocada à prova ou quando sou perseguido de qualquer maneira por opositores. Isso reforça todas as palavras mencionadas e me dá garantias de que estou no caminho certo!

 

“Felizes os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque a eles pertence o reino dos céus. Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa é grande nos céus; pois assim perseguiram os profetas antes de vós."

Palavras de nosso Senhor Jesus Cristo no livro de Mateus Cap. 05 Versículos 10-12.

Realmente me sinto muito feliz quando minha fé é colocada à prova ou quando sou perseguido de qualquer maneira por opositores. Isso reforça todas as palavras mencionadas e me dá garantias de que estou no caminho certo!

 

 

Quero expressar meu respeito ao colunista por sua coragem em defender a verdade nesse caso, mesmo sabendo que fazer isso significa expor-se a inevitáveis pedradas.

Quanto aos que atiram pedras, quer se apercebam disso quer não, empenham-se por uma causa perdida, porque estão lutando contra Deus. Que chance podem ter?

Aconselho a pessoas sinceras que passem por aqui, e se deparam com essa enxurrada de difamações pelos opositores sempre de plantão, a fazer o que o colunista fez: converse com as TJ, assista uma de suas reuniões, ouça com atenção, veja com seus próprios olhos e tire suas conclusões. Pense: se você vivesse nos dias de Jesus e quisesse informações verdadeiras sobre ele, será que poderia confiar nas informações dadas pelos escribas e fariseus?

Sou poeta-trovador e expresso minha crença nessa trova:

 

Deus campeia a humanidade

procurando quem prefira

os açoites da verdade

aos afagos da mentira!

 

Este tópico morreu.Mas como houver trechos de comentários pertinentes, resolvi finalizar minha participação, atendendo essas pertinências e dizendo o que achei.

Irá valer de verdade, nesta questão a decisão do juiz se aquilo que chamaram de peça inicial vingar em processo. Fosse ela escrita por um advogado interessado da parte, até daria desconto pela efetivo ar tendencioso em detrimento do grupo religioso evidentemente; mas decorre que a peça inicial foi escrita por um membro do ministério público com base no depoimento do autor da denúncia e mais três outras pessoas, que observando na internet são profissionais da turminha do contra, possuindo sitios e foruns que se dedicam a descer o porrete sem dó na dita religião. Se a peça inicial trouxesse depoimentos dos líderes da citada religião ou sei lá eu representantes qualificados da mesma, ouvidos em audiência com seus depoimentos devidamente tomados e apontados para indicar o índicio de atos ilícitos, eu não teria visto problema algum no processo. Aliás estou no aguardo que o representante do ministério público poste aqui tais documentos, já que a peça inicial está disponivel dan internet e com isso elucide ou elimine minha crítica ao processo, porque o resto é opinião.

Como colocado no entanto, acho dificil que um juiz equilibrado resolva levar algo a julgamento sem que tenha havido respeito ao "contraditório", porque somente a partir deste poder-se-á tomar uma conclusão. Nem estou a falar em direito de defesa ainda, posto que não existe julgamento, estando tal coisa no futuro.

Por amor ao debate das idéias; até porque já disse que meu nivel de paciência com as militâncias organizadas é baixo; atendi ao apelo de um ou dois que aqui comentaram e fui pesquisar o tal "outro lado". O que eventualmente apanhei por aqui, estava apanhando por lá também. E curiosamente, acusavam o texto de "tendencioso" porque somente ouvira amigos fiéis da religião e não ex-fiéis.

Li o que escreveram. Uma delas chega a ser cômica em dizer que ninguem que não passou pelo problema poderia falar ou escrever sobre o assunto. Ou seja, levada para outros campos do conhecimento o como chamarei, argumento da moça é que somente pode discutir o assunto morte quem já morreu; assuntos médicos devem ser restritos a médicos e por ai vai. Como os fiéis da religião citada são considerados: manipulados, idiotas, hipócritas, membros de uma verdadeira máfia, preconceituosos, difamadores e por ai vai; restariam apenas como interlocutores idôneos os que sofreram processos disciplinares ou que sairam por vontade própria porque  estão eivados de razões corretas amparadas no belo, no nobre e no virtuoso. E sou eu que sou tendencioso, vejam vocês.

A cereja do bolo, foi comentários do autor da denúncia e membro ativíssimo do forum, insinuando que o artigo, na verdade comentário no post, era coisa construida pela religião e que minha dúvida, que está ancorada na lógica e no mínimo de bom senso a respeito da motivação do MP e porque não convocou a instituição para esclarecimentos (nenhum depoimento a favor da religião ou va lã, neutro foi citado e anexado a peça inicial, mas apenas depoimentos de profissionais da oposição e até filmes europeus de ficção supostamente baseados em fatos reais, volto a repetir); era a religião querendo mandar no MP; e nem perderei tempo na qualidade de argumentação usada.

Na verdade o que vi, foi uma maçica ação de reproduzir na mídia, organizando a turminha a repercutir em jornais e comentar nos espaço de comentários se houverem. O que vale é a propaganda da causa anti-testemunhas e ai vale tudo, desde teorias conspiratórias até depoimentos pessoais que pouco a pouco se tornam um método.

E nem há no caso interesse financeiro; mas é curioso observar que o empenho que antes dedicavam a religião é agora maior na desconstrução.

Enfim, decerto existem pessoais mais sensiveis que outras que podem ter sofrido muito com aparente corte de relacionamento. A meu ver no entanto, seria o caso de pensar que do outro lado igualmente as pessoas também sofreram muito com as ações dos que foram disciplinados e não se arrependeram e além disso vão pro outro lado da calçada por assim dizer, se associando com turminhas organizadas do contra. Como esperam que se mantenha a amizade? - Porque quase todos falam dos amigos íntimos, das amizades sólidas e por ai vai. Torna-se óbivo que amizade sólida não existe de forma unilareal e intimidade muito menos.

A religião pode e deve exigir um modo de ação ou conduta de seus membros, porque corre o sério risco de sendo livre a forma de agir, a religião se transformar em uma agremiação de serviços e bem querência como um rotary ou lions da vida, no qual um insipiente "fazer o bem" não importa a quem" se torna o único édito possivel de ser disciplinado. Agora, ela não pode controlar efetivamente se seus membros respeitam e apoiam esse código de conduta.

Claramente em nossa sociedade, existem aqueles que dão de ombros para nosso arcabouço jurídico. E justamente por isso estão respondendo processos ou presos. Quando não, relegamos meramente nosso desprezo e crítica (vide o que apanha o Serra neste sitio, por exemplo). Outros prezam por demais a vida humana e respeitam as leis e o código de trânsito mas não se importam em comprar dvd´s piratas o que é também uma quebra da lei, tanto a venda quanto a compra. Decerto haverá aqueles entre os fiéis da religiao que acham que essa regra ou aquela norma é coisa de velho, dos antigos, fora de moda, etc e tal. Ocorre que enquanto nossa sociedade é conivente com a quebra de uma ou outra regra de convívio ou lei, a religião citada leva a sério todo seu código e cabe aos interessados se amoldar e não a instituição se amoldar a eles.  Alguns citaram que outras religiões expulsam mas não proibem o contato; mas o que dizer se o texto sagrado (e nesse quesito é óbvio que a turminha do contra irá gritar que estão sendo mal e mau interpretados), reza exatamente que deva haver silêncio, quebra de convívio, etc?

A turminha do contra enfatiza o tal do abandono do pobre coitado do parente que se afastou ou foi afastado, mas não cita quais as ações desse parente. a  posteriori  sua disciplina Enfim, os sitios e foruns são obviamente tendenciosos porque sua função é justamente fazer a crítica da mesma forma que as revistas da instituição, dela falam bem, porque obviamente sua função é justamente fazer a apologia das crenças.

Se o motivo da desassociação ou dissociação fosse tornado público, os alvos da disciplina iriam acrescentar difamação e calunia na reclamação de preconceito, até porque muitas coisas proibidas pela religião são permitidas pela lei. Se o motivo da disciplina no entanto não é informado, os alvos da disciplina reclamam do que seus anteriores amigos podem estar a pensar e a falar e que os líderes são maliciosos...enfim...é impossivel agradar salvo se a instituição se descaracterizar por completo. E ai resta a pergunta: se é um grupo tão malévolo, cheio de iniquidade, hipocrisia e insensatez; porque a luta inglória de se fazer ouvir, de ter convívio? Se por outro lado desejam tanto assim o convívio, porque não se adequam ao código de conduta ou de crença exigido?

E isso acaba nos levando mesmo que a força a mesmissima conclusão já feita: Trata-se de uma questão de fé.

E fé é algo vivo que deve ser criado e mantido nesse estado, vivo. E isso é uma escolha pessoal e sendo pessoal, logo impossivel de ser repartida e compartilhada, as consequencias da escolha também resultam ser unidirecionadas para o portador da fé ou da não-fé.

Dito de outro modo: Se não compartilha mais da mesma fé, viva sua vida e faça novos amigos, a sua altura ou na altura que acha possuir e quanto a familiares, se você não é daqueles casca s de ferida que não se arrepende do mal-feito ou que se torna militante de uma causa e transforma tudo em um embate contra a malvada religião, não enxergo motivos para familiares cortarem relacionamento familiar salvo espiritual. Mas se você passa a ser militante da causa anti-religião, o que você espera? Uma bandinha em homenagem ao herói da resistência que a todos considera no mínimo como uns tolos manipuláveis? - Façam-me um favor.

 

Enquanto alguns se preocupam em fazer criticas as Testemunhas de Jeová se esquecem do que acontecem em seus proprios templos religiosos, que dizer da Pedofilia na Igreja Católica? veja o site abaixo

http://m.noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2011/05/26/casos-de-pedo...

Que dizer da exploração financeira nas igrejas envangelicas e que se algum membro não der o que ajuda o Pastor a cumprir sua meta este sim é discriminado ao qual tenho muitos amigos que estão sempre reclamando ? Veja abaixo o site

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/01/748117-ha+uma+exploracao...

E que dizer do Espiritismo, bem tenho um vizinho que entra no cheque especial só para cestas basicas aos mesmos pobres que se negam a trabalhar pois se acostumaram a viver de "caridade" e meu proprio avõ que é espirita abandonou a idéia de ser "caridoso " pois os mesmos que ele ajudava estavam esperando ajuda no outro mês , no outro ano , fora que a caridade é uma desculpa para fornicação, adultério , fraude e desunião, eu em especial tenho vários vizinhos espiritas os quais vão ao mesmo Centro Espirita, mas não tem amizade entre si, quando um parente chega onde procuram uma vaga para colocar o carro dele ? Não na casa dos outros vizinhos da mesma crença mas na minha que não sou espirita , mas sou pelo menos prestativo , neste ponto fico impressionado com a falta de amor entre eles pois dei caronas a uma tia de minha esposa que é espirita , e no caminho bateu em meu carro um espirita que estava com o carro de seu cliente sem carta sem documentos e este espirita estava embriagado , interessante que desci do carro e tentei amenizar o ocorrido pois ninguem se machucou , resultado foi que a tia de minha esposa e o que bateu no meu carro começaram a brigar , fiquei surpreso com briga pois eles pertenciam ao  mesmo centro espirita , neste momento tive que apartar uma briga de pessoas que por darem cestas basicas se acham caridosas mas não tem nem amor entre si mesmas !E Pior  ainda pelo pouco que lia Biblia o espiritismo é condenado duramente pois Deuteronomio 18:10 a 12 diz ser coisa detestavel a Deus .

Agora outro ponto , alguns tem receio ou medo da chamada "seita das Testemunhas de Jeová" , será que conhecem bem elas para poderem criticar? Bem eu as conheço e são imperfeitas sim , assim como voces e eu mas o que vi lá dentro e pelo que conheço a atitude delas só procuram o bem dos seus menbros , e o fato de terem regras , se pergunte voce que tem casa , aceita tudo dentro de sua casa ? Aceitaria todo tipo de coisa no seu precioso lar ou proibe certas coisas para manter seu lar limpo , a menos que goste de sujeira com certeza voce estabelece certas regras para amigos e filhos pois deseja um lar em ordem , portanto em vez de criticar pense no bem que elas fazem , sei que milhares de pessoas são ajudadas a deixar as drogas , melhorarm o seu casamento , os filhos de Testemunhas de Jeová raramente se envolvem com drogas e violencia, são jovens estudiosos e bem quistos , as Testemunhas de Jeova pelo que vi são trabalhadoras pois se dão ao trabalho de ir até suas casas  para falar coisa positivas sobre o futuro e acredito que se , não apreciam não deveriam criticar por que quaisquer um de voces não tem coragem de ir falar de algo bom aos outros , mas pelo que li tem tempo de sobra para criticar os que não conhecem . Deveriam pensar algo simples como :

Se as testemunhas de Jeová não participam na guerra , ora se todos fossem não haveria guerra , portanto não teriam morrido mais de cem milhoes de pessoas em guerras ?

Ora se não participam em violencia alguma , o mundo não precisariam nem da policia pois que ocorrencia existiria ? e minha casa não precisaria de muros altos ?

Ora se não se envolvem em adultério ou fornicação e tranfusões de sangue ou uso de drogas , não haveria doenças venérias , Aids , ou casamentos rompidos ou ainda gravidez de adolescentes e filhos ilegitimos ?

Ainda para pensar : Vão a um congresso das testemunhas de Jeová e verão que não tem policias vigiando , pois não precisam delas , e qual evento onde estão milhares de pessoas em que não ha confusão, brigas e total falta de respeito ao proximo.

Por ultimo se ainda não deixaram de ler minha defesa delas , em vez de critica-las se calem pois duvido que tem o amor que elas tem , pois não existe povo no mundo que tem tal união , nos campos de Concentração era ou unico povo organizado que eram vitimas de Hitler não por sua raça mas apenas por sua fé , podiam ter se livrado apenas por ter assinado um documento renegando sua fé e preferiram se unir e morrer a negar sua fé no Criador.

Voce seria capaz disto , será que nós seriamos ? As igrejas da época não foram mas as Testemunhas de Jeová foram e creio que ainda são!

Tenho um amigo e um conhecido que trabalha numa prisão e adivinham as religiões das pessoas la dentro , católicos , evangelicos, espiritas e outros , mas o que não se vê é uma testemunha de Jeová na prisão , neste ponto fico admirado . Será porque ?

Voce sabe bem a resposta?

Eu sei por isso coloco meu testemunho de quem viu e ouviu por decadas a atitude delas !

 

Pensem  bem antes de sair criticando outros , tente ver o que há de bom neles , pois nós somos meros comedores de arroz com feijão .

 

Só a Deus pertence a salvação .

 

 

Alguem viu algum comentário de alguma Testemunha de Jeová ??

Todos que deram seus comentários depreciativos, tenho a certeza que nunca tiveram um diálogo aberto com uma delas.

Meu conselho é que antes de comentar, é preciso conhecer, como fez o Nassif.

Estudem a biblia e conheçam melhor as Testemunhas de Jeová

 

José Carlos

 

Eu não concordo com os comentários feitos acima e com o caso dessa pessoa que se sentiu lesada por estar desassociada, primeiro pq eu tenho parentes mto proximos a mim, como pai e irmãos que estão desassociados, e nem por isso deixamos de falar com eles, é claro que nosso tipo de conversa se limita, ou seja, assuntos espirituais não podemos ter mesmo, pq se a própria pessoa, está desassociada, ou afastada, é pq os assuntos ditos lá dentro ja não interessam mais a elas certo, se não interessam pq ter esse tipo de conversa? É claro que uma vez ou outra, podemos comentar o que foi dito nas reuniões, pq pode até servir de encorajamento para a pessoa voltar um dia. Esse comentário que fizeram que o Comentárista é um Testemunha de Jeová, mas não quer se identificar está totalmente incoerente, pq nós Testemunhas de Jeová nunca ocultamos o que somos, independente se é para o bem ou qdo somos torturados, como no caso de mtos irmãos em volta do mundo que temos passam por perseguições, eles não ocultam o que são apenas para salvar suas vidas, pq mesmo que percam suas vidas neste mundo hostil que vivemos, sabemos que ao morrermos íntegros, nosso Maravilhoso Jeová nos trará de volta a vida num paraiso terreste, e o que falaram do comentárista que ele pode ser desassociado por postar mensagens em um site "politico" é um absurdo, vcs sabem o que leva a uma desassocisção ???????? Se vcs não sabem pq não procuram se inteirar do assunto primeiro para dps fazer uma crítica???????? tudo o que foi postado por ele é a mais pura verdade, uma pessoa só é desassociada em caso de pecado G-R-A-V-E-S. Alguem aqui sabe o que é isso ????????? Tenho certeza que não, mas estão postando seus comentários pq se trata das TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, pq se fosse um católico expulso da igreja isso tudo passaria em branco. Pelo amor de Deus gente, vamos deixar a ignorancia de lado. Alguem sabe o real motivo pelo qual aquele fulano foi desassociado ?????? será que foi inocentemente ????? parem para ver os dois lados, se ele foi desassociado é pq coisa boa não era, ou se alguem vier e matar seus pais ou suas mães, amanhã ou dps é preso, vc vai ter algum sentimento pelo assassino de alguem que vc tanto amou ??????? é gente, ta vendo como tudo tem que saber entender...essa pessoa virou as costar para Deus, pq deveríamos ter contato com ela ???? Já perdi mtos amigos a quem eu amava, mas se viraram as costas para Jeová, virou para mim tbm, então pq vou querer uma amizade assim para mim? de uma pessoa que não se importa comigo??

 

É isso ai, pensem antes de criticarem, olhes os prós e os contras...uma moeda tem dois lados não é mesmo ??????/ todas as histórias tbm tem

 

Eu não concordo com os comentários feitos acima e com o caso dessa pessoa que se sentiu lesada por estar desassociada, primeiro pq eu tenho parentes mto proximos a mim, como pai e irmãos que estão desassociados, e nem por isso deixamos de falar com eles, é claro que nosso tipo de conversa se limita, ou seja, assuntos espirituais não podemos ter mesmo, pq se a própria pessoa, está desassociada, ou afastada, é pq os assuntos ditos lá dentro ja não interessam mais a elas certo, se não interessam pq ter esse tipo de conversa? É claro que uma vez ou outra, podemos comentar o que foi dito nas reuniões, pq pode até servir de encorajamento para a pessoa voltar um dia. Esse comentário que fizeram que o Comentárista é um Testemunha de Jeová, mas não quer se identificar está totalmente incoerente, pq nós Testemunhas de Jeová nunca ocultamos o que somos, independente se é para o bem ou qdo somos torturados, como no caso de mtos irmãos em volta do mundo que temos passam por perseguições, eles não ocultam o que são apenas para salvar suas vidas, pq mesmo que percam suas vidas neste mundo hostil que vivemos, sabemos que ao morrermos íntegros, nosso Maravilhoso Jeová nos trará de volta a vida num paraiso terreste, e o que falaram do comentárista que ele pode ser desassociado por postar mensagens em um site "politico" é um absurdo, vcs sabem o que leva a uma desassocisção ???????? Se vcs não sabem pq não procuram se inteirar do assunto primeiro para dps fazer uma crítica???????? tudo o que foi postado por ele é a mais pura verdade, uma pessoa só é desassociada em caso de pecado G-R-A-V-E-S. Alguem aqui sabe o que é isso ????????? Tenho certeza que não, mas estão postando seus comentários pq se trata das TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, pq se fosse um católico expulso da igreja isso tudo passaria em branco. Pelo amor de Deus gente, vamos deixar a ignorancia de lado. Alguem sabe o real motivo pelo qual aquele fulano foi desassociado ?????? será que foi inocentemente ????? parem para ver os dois lados, se ele foi desassociado é pq coisa boa não era, ou se alguem vier e matar seus pais ou suas mães, amanhã ou dps é preso, vc vai ter algum sentimento pelo assassino de alguem que vc tanto amou ??????? é gente, ta vendo como tudo tem que saber entender...essa pessoa virou as costar para Deus, pq deveríamos ter contato com ela ???? Já perdi mtos amigos a quem eu amava, mas se viraram as costas para Jeová, virou para mim tbm, então pq vou querer uma amizade assim para mim? de uma pessoa que não se importa comigo??

 

É isso ai, pensem antes de criticarem, olhes os prós e os contras...uma moeda tem dois lados não é mesmo ??????/ todas as histórias tbm tem

 

Marco, perceba o seguinte...

 

Tá, muitas pessoas viram TJs porque são atraídas à "única verdade" por livre e espontânea vontade, ok...

 

Agora tomemos dois casos. No primeiro, a pessoa aprende e adere às normas e se batiza, se associando oficialmente. Apartir de então passa a seguir aquilo de toda a alma e tenta seguir ao máximo os preceitos. Então passa a rejeitar amigos mundanos e se apegar apenas aos amigos TJs (Pois assim é orientado). Passam-se 20 anos e de repente acontece uma mudança organizacional, um novo dogma, uma coisa que era errada e agora passa a ser certa, e ela é obrigada a aceitar aquilo. Como sua consciência não permite que aquilo passe a ser certo, ela é ameaçada de ser desassociada se não ficar calada. Então ela se nega a mudar de crença, e por fim acontece o anúncio e todos a quem ela se apegou passam a rejeitá-la. Pelo que deu pra perceber no seu post, Marco, a solução pra isso é simples: "Vá viver sua vida e faça novos amigos"... Mas não é simplista assim meu amigo, não é fácil você ter que abandonar seus amigos anteriores pra viver numa crença e depois voltar a fazer novos amigos depois de um abalo desses. Tem que ser muito frio pra não ligar pra todo mundo que antes você conhecia lhe virar a cara. Principalmente quando envolve família, pais, mães, filhos. E isso é feito de propósito. A pessoa é criticada intensamente quando tem amigos fora da Torre de Vigia, "mundanos" (Não importa sua conduta, não é TJ, é mundano e ponto final.), justamente pra que ela fique dependente dos amigos dentro da instituição e ao sair não tenha mais opções de amigos... Não são poucos os casos de desassociados que tem dificuldades sérias de criar novas amizades. A Torre de Vigia castra nesse sentido também.

 

Agora analise uma segunda situação, parecida com a minha. Você nasceu filho de TJs. É imposto a você que se comporte como uma, você não tem o que escolher, tem que obedecer aos pais, ou leva surra (sim, a vara da disciplina das TJs envolve palmadas físicas), daí passa a não querer mais aquela vida... e agora José? Você acha fácil toda sua família não falar mais com você ou até ser obrigado a sair de casa se for maior de 18?

 

Enfim, só peço isso a você: se coloque como uma pessoa com sentimentos, não como um robô. Não é tocar o dane-se e seguir em frente, o buraco é mais embaixo

 

Entendo seu ponto de vista. Note que escrevi com base na questão principal de demandar uma ação judicial. Todo processo de mudança traz benefícios e também problemas que precisam ser gerenciados.

Um desses meus amigos, tem um filho de 22 anos que seguia a religião e com 17 começou a deixar de lado. Percebi que estava deixando de lado porque passando na rua dele, notei que o cabelo do moleque tava igual aquela turma do restart. Dai pensei: ou foi vento ou o garoto não quer ser mais crente. Era o segundo.

Costumo conviver com esses amigos, até profissionalmente, e não vi o filho sendo colocado de lado. Pode ser que no caso em questão o fato do garoto não ter chegado ao nivel do batismo mude alguma coisa; enfim...

Acredito sinceramente que uma instituição, qualquer que seja tem o direito de ditar o código de conduta exigido. Quem não quiser segui-lo que vá buscar outro passatempo. Me parece ser uma questão de fé e de mais-valia.

E o ponto é esse: fé. Se o sujeito, você no caso, não comunga mais da mesma fé e ai me parece que não seja por conta de uma questão pontual de mudança como mencionado mas se  você deposita real confiança no emissor dessa mudança, ou dito de outro modo: se você discorda da liderança da instituição como ela se apresenta, como pode esperar que os demais que mantêm essa fê enxerguem você como antes?

Se, a partir do que li em comentários e na internet, a turminha do contra entende que fiéis são idiotas porque se deixam enganar, aduladores de pastores, egos inflados, uma máfia organizada para tungar dinheiro dos incautos, assassinos ignorantes, tontos que acreditam em fábulas e por ai vai; como podem esperar que assumindo essa postura devam ser tratados como se nada tivesse ocorrido?

Como disse, e olhando o caso em particular, é muito confete pra pouco samba neste carnaval. Me incomoda muito algo comum na rede que é o vitimismo e o coitadismo de grupos. Normalmente isso ocorre em assuntos politicos ou sociais, e foi a primeira vez que vi ligado a assunto religioso. É um tal de colocar como inocente, "achei que a recomendação não era pra valer", "fui surpreendido com a reação", "fui ameaçado de morte",

Olha, os caras sequer servem o exército, foi citado um cara que fez parte da alta liderança e que abandonou...Como uma instituição tão perigosa e controladora não eliminou o sujeito de vez, se fosse levar a sério essa imagem de organização satânica e mafiosa...só rindo mesmo!

Volto a questão: O que nos faz melhores, não são as qualidades mas as escolhas que fazemos. E uma vez feitas, devemos aproveita-las no que resultam de positivo e gerenciar o s efeitos negativos. Se você está descontente com a religião, adapte-se ou vá ser contente em outra ou em nenhuma. Se você não consegue viver aquele código de conduta ou não concorda com isso e mais aquilo, peça ajuda dos que lá estão se deseja se manter lá ou vá viver sua vida.

 

Prezado, voce escreve bem, porém, não retrata a realidade, é preciso ver os dois lados da questão, seu comentário no mínimo é tendencioso.

Sou uma mãe, amorosa e responsável, de moral elevada, no entanto, ao pedir para deixar essa organização, sem cometimento de quaisquer pecados, assistir minha filha testemunha-de-jeová, então com 18 anos e minha dependente, passar a me isolar e não me dirigir a palavra dentro da minha própria casa, fato que só deixou de acontecer quando essa filha resolveu cursar uma faculdade o que era anteriormente e acho que hoje ainda visto com maus olhos por essa organização, e ela tendo sido pressionada a abandonar essa idéia de prosseguir nos estudos resolveu deixar essa religião, desculpe a expressão, religião maluca e que enlouquece as pessoas.

Voce não sabe de nada.

Cordialmente,

Josita Souza

 

Prezado, voce escreve bem, porém, não retrata a realidade, é preciso ver os dois lados da questão, seu comentário no mínimo é tendencioso.

Sou uma mãe, amorosa e responsável, de moral elevada, no entanto, ao pedir para deixar essa organização, sem cometimento de quaisquer pecados, assistir minha filha testemunha-de-jeová, então com 18 anos e minha dependente, passar a me isolar e não me dirigir a palavra dentro da minha própria casa, fato que só deixou de acontecer quando essa filha resolveu cursar uma faculdade o que era anteriormente e acho que hoje ainda visto com maus olhos por essa organização, e ela tendo sido pressionada a abandonar essa idéia de prosseguir nos estudos resolveu deixar essa religião, desculpe a expressão, religião maluca e que enlouquece as pessoas.

Voce não sabe de nada.

Cordialmente,

Josita Souza

 

 

 

 

 

Achei interessante a tua argumentação, porém vejo que há duas coisas que não levaste em conta.

 

1ª: a sociedade promulga sim que não se tenha contato com membros desassociados e nos seus artigos de estudo não faz diferenciação entre convivio espiritual e social. A prova disto está na revista de estudo de congregação A Sentinela de 15 de maio de 2011; último artigo de estudo, paragrafo 17 (se não me engano). Para confirmar, basta baixar o pdf da mesma neste endereço: http://www.jw.org/index.html?option=QrYQCsVrGZNT

2ª: na analogia feita pelo senhor de dezenas de pessoas que deixam seus parentes a deriva para visitá-los quando convier, ela é errônea frente a realidade imposta pelo comunicado "Fulano não é mais uma Testemunha de Jeová". Ocorre que quando este anúncio é realizado, imediatamente os amigos  mais íntimos, os parentes distantes (primos, tios) e próximos (pais e irmãos) e algumas vezes até mesmo conjuges DEVEM te tratar de forma distante. Pessoas estas que teríamos contato diário, semanal e próximo. Pessoas que iríamos passear, aproveitar nosso tempo livre, conversar sobre a vida, enfim aqueles amigos que verdadeiramente são amigos deixam de o ser apenas por um anúncio.

 

Concordo que toda a associação deva ter regras para conduta de seus associados, porém o direito desta deixa de vale quando ultrapassa o direito de outra pessoa. Vários pais e mães são deixados a própria sorte pois foram desassociados e seus filhos não cuidam mais deles, muitas vezes inclusive violando as 'leis de César', leia-se estatuto do idoso. Estas pessoas não o fazem por não amar seus parentes e sim porque aceitam a interpretação dada por um grupo de pessoas de que agir assim é seguir as leis de Deus.

 

 

Este artigo revela bem, como qualquer pessoa, por mais instruída que seja, ainda assim, pode cair nas argumentações falaciosas de um qualquer culto religioso. A questão da desassociação, não se pode aceitar apenas, sob a premissa, que um pecador impenitente deve ser expulso de uma comunidade religiosa por não cumprir as leis a que se comprometeu cumprir aquando da sua adesão. Também não é de estranhar que um membro que um membro que renuncie voluntariamente a uma religião, seja visto com maus olhos pelos seus anteriores companheiros de fé.

Nada disto está em discussão neste processo. O que está em discussão neste processo é a legitimidade que uma qualquer organização religiosa tem, em impôr a seus membros, o isolamento social e a ostracização completa ou parcial (no caso das famílias), de um membro que seja expulso ou que deseje sair.

Ora se um dos mais fundamentais direitos humanos é o de escolher livremente ter uma religião ou não, e o de a qualquer momento abandoná-la sem sofrer quaisquer descriminação, não é de direito um estado democrático fazer valer esse direito aos seus cidadãos?

Ou então, podemos aceitar que a religião está acima de quaisquer direitos fundamentais do homem, bastando acenar com a Bíblia, ou melhor, a intrerpretação da mesma.

Poderíamos assim aceitar, por exemplo, que qualquer grupo religioso cristão que afirme que os cristãos podem ter escravos, visto que o NT não expressa condenação da escravatura, o faça.

Ou poderemos por exemplo, permitir que alguém crie qualquer outra prática, desde que ela usa a Bíblia como base, mesmo que para isso, arranja textos bíblicos fora do contexto ou os deturpe na ânsia de basear a sua argumentação.

No caso da forma como se pratica a desassociação entre as TJ, os textos usados são tirados fora do seu contexto e manipulados, conforme se pode constatar nalgumas postagens que aqui já foram colocadas.

Quando se defende uma doutrina que promove e impõe o corte de vínculos familiares, de amizade e sociais, está-se bem mais perto de defender as doutrinas dos extremistas islâmicos e de outros grupos religiosos que espalham o ódio e o terror, contra aqueles que não possuem as mesmas ideologias.

Sim, qual a base para aceitar a prática ostracizadora das TJ, da excomunhão e ao mesmo tempo, criticar as práticas de grupos extremistas como os talibãs e outros grupos extremistas islâmicos?

Não se baseia tudo no mesmo? Ódio contra aqueles que não pensam como nós ou não seguem a nossa ideologia?

Argumentar de ânimo leve, como se faz neste artigo, em defesa de uma prática que leva a distúrbios psicológicos graves como a profunda depressão, tendências suicídas ou até mesmo à morte, é no mínimo irresponsável.

Ninguém questiona o direito que as TJ têm de expulsar um membro ou de considerarem alguém que desejou sair, com maus olhos. O problema é até que ponto esta prática é imposta.

Quando uma mãe, pai, filho, filha, irmão, irmã, se sente compelido a limitar ao máximo a associação com um familiar que saiu porque quis ou porque foi expulso, porque a diretiva da sua religião assim o exige, não é isso condenável?

Se uma pessoa, que se tornou TJ porque na altura não conhecia a fundo verdades escondidas sobre a história dessa religião ou ainda não tinha conhecimento suficiente sobre as incoerências da mesma e decide sair, deve ser ostracizada?

Talvez a maior parte dos leitores não saibam, mas uma marca indelével das seitas (cults em inglês), segundo os especialistas na área, é a diabolização dos ex-membros. A Igreja da Cientologia pratica isto. O Mormonismo faz o mesmo. Diversos outros cultos ditos religiosos fazem a mesma coisa.

Para quê? Para que os que ainda permanecem na religião tenham medo dos ex-membros e os considerem como demónios ou filhos do Diabo. É claro que o objetivo, é que os membros não tenham contato com os ex-membros, podendo assim ficar a conhecer verdades por detrás desses cultos religiosos.

Aconselho a todos a procurarem saber mais lendo livros sobre este assunto. Um livro excelente é o de Steven Hassan: "Combatting Cult Mind Control".

 

 

Eu poderia passar muito tempo aqui dissertando sobre cada ponto defendendo os desassociados e descendo a lenha no Corpo Governante das TJs, mas vou me ater brevemente a duas coisas...

 

1 - Procure as reportagens sobre o caso nos jornais de grande circulação... você verá que eles tentaram entrar em contato com as TJs e estes não quiseram se pronunciar... você sabe se não foi esse o caso também com a promotora?

 

2 - e quem nasceu entre as TJs, pressionado pela infância e pela adolescência a viver num sistema rígido de disciplina, e quando decidiu que não era aquilo o que queria, foi ostracizado pelos próprios pais?

 

Desassociação é uma espécie poste de Tiradentes esquartejado, pra mostrar que ou você obedece e cala a boca ou vai sofrer igual, ou seja, é uma maneira de limitar o livre pensar e coagir os insatisfeitos a continuarem lá dentro na marra, pois acredite, tem muita gente que só não sai por medo e fica na moita discordando... isso é justo pra você?

 

Ah, mais uma coisa... não pense que o ego dos anciãos não influencia nos julgamentos... fazer panelinha pra puxar o tapete de uma pedra no sapato é muito comum nas comissões... só que ninguém fica sabendo da verdade porque não é mostrado francamente à congregação o motivo pelo qual a pessoa saiu...

 

Eu por exemplo saí porque não queria mais viver as regras da organização e não cometi nenhum pecado, pedi pra sair... daí já dá pra imaginar o que comentam meu a respeito (pois sim, eu fico sabendo): "ah, deve ter arranjado uma namorada e fornicado, mimimimimi..."... e assim é feita a limpeza na congregação, na base da especulação e na difamação incentivada, pois "ninguém sai porque quer... é a consciência de ter feito algo de errado que tava pesando"...

 

Veja bem:

As pessoas e instituições normalmente podem escolher darem ou não entrevistas a jornais. Até onde se sabe isso não é crime nem prova de um. Agora, quando alguem é convocado pelo MP para prestar esclarecimentos ou sei lá eu, recebe a visita de um membro do MP, salvo se for o crime organizado ou a máfia, prestará todas as informações cabiveis.

Mas aceitemos por amor ao debate sua tese. Na peça inicial teriam usado isso como mais um argumento para demonstrar a vilânia do ato e da instituição.

Percebeu? - Argumentos mesmo os "em tese" não podem prescindir de lógica.

Quanto a egos, sei lá eu, mas me falaram que acusados podem entrar com recursos. ademais ego por ego...se um membro se recusa a admitir erros ou não mais aceita o código que um dia votou cumprir, fica dificil em acusar ego dos outros sem antes olhar para o próprio.

Por fim, se você saiu porque não mais queria viver sob aquele código, obviamente agora vive sob outro; porque não faz sentido sair e manter as mesmas posturas e estrutura de crença. Isso posto, você agora pratica aquilo que antes condenava. Isso é um direito seu especialmente se estamos a falar não de ilicitos penais mas de coisas de natureza espiritual, moral, dogmas, sei lá eu. Logo, a conclusão me parece ser uma só: se saiu, porque a preocupação com aquilo que pensam ou acham de sua saída?

 

Este artigo revela bem, como qualquer pessoa, por mais instruída que seja, ainda assim, pode cair nas argumentações falaciosas de um qualquer culto religioso. A questão da desassociação, não se pode aceitar apenas, sob a premissa, que um pecador impenitente deve ser expulso de uma comunidade religiosa por não cumprir as leis a que se comprometeu cumprir aquando da sua adesão. Também não é de estranhar que um membro que um membro que renuncie voluntariamente a uma religião, seja visto com maus olhos pelos seus anteriores companheiros de fé.

Nada disto está em discussão neste processo. O que está em discussão neste processo é a legitimidade que uma qualquer organização religiosa tem, em impôr a seus membros, o isolamento social e a ostracização completa ou parcial (no caso das famílias), de um membro que seja expulso ou que deseje sair.

Ora se um dos mais fundamentais direitos humanos é o de escolher livremente ter uma religião ou não, e o de a qualquer momento abandoná-la sem sofrer quaisquer descriminação, não é de direito um estado democrático fazer valer esse direito aos seus cidadãos?

Ou então, podemos aceitar que a religião está acima de quaisquer direitos fundamentais do homem, bastando acenar com a Bíblia, ou melhor, a intrerpretação da mesma.

Poderíamos assim aceitar, por exemplo, que qualquer grupo religioso cristão que afirme que os cristãos podem ter escravos, visto que o NT não expressa condenação da escravatura, o faça.

Ou poderemos por exemplo, permitir que alguém crie qualquer outra prática, desde que ela usa a Bíblia como base, mesmo que para isso, arranja textos bíblicos fora do contexto ou os deturpe na ânsia de basear a sua argumentação.

No caso da forma como se pratica a desassociação entre as TJ, os textos usados são tirados fora do seu contexto e manipulados, conforme se pode constatar nalgumas postagens que aqui já foram colocadas.

Quando se defende uma doutrina que promove e impõe o corte de vínculos familiares, de amizade e sociais, está-se bem mais perto de defender as doutrinas dos extremistas islâmicos e de outros grupos religiosos que espalham o ódio e o terror, contra aqueles que não possuem as mesmas ideologias.

Sim, qual a base para aceitar a prática ostracizadora das TJ, da excomunhão e ao mesmo tempo, criticar as práticas de grupos extremistas como os talibãs e outros grupos extremistas islâmicos?

Não se baseia tudo no mesmo? Ódio contra aqueles que não pensam como nós ou não seguem a nossa ideologia?

Argumentar de ânimo leve, como se faz neste artigo, em defesa de uma prática que leva a distúrbios psicológicos graves como a profunda depressão, tendências suicídas ou até mesmo à morte, é no mínimo irresponsável.

Ninguém questiona o direito que as TJ têm de expulsar um membro ou de considerarem alguém que desejou sair, com maus olhos. O problema é até que ponto esta prática é imposta.

Quando uma mãe, pai, filho, filha, irmão, irmã, se sente compelido a limitar ao máximo a associação com um familiar que saiu porque quis ou porque foi expulso, porque a diretiva da sua religião assim o exige, não é isso condenável?

Se uma pessoa, que se tornou TJ porque na altura não conhecia a fundo verdades escondidas sobre a história dessa religião ou ainda não tinha conhecimento suficiente sobre as incoerências da mesma e decide sair, deve ser ostracizada?

Talvez a maior parte dos leitores não saibam, mas uma marca indelével das seitas (cults em inglês), segundo os especialistas na área, é a diabolização dos ex-membros. A Igreja da Cientologia pratica isto. O Mormonismo faz o mesmo. Diversos outros cultos ditos religiosos fazem a mesma coisa.

Para quê? Para que os que ainda permanecem na religião tenham medo dos ex-membros e os considerem como demónios ou filhos do Diabo. É claro que o objetivo, é que os membros não tenham contato com os ex-membros, podendo assim ficar a conhecer verdades por detrás desses cultos religiosos.

Aconselho a todos a procurarem saber mais lendo livros sobre este assunto. Um livro excelente é o de Steve Hassan: "Combatting Cult Mind Control".

 

Estou eu aqui a defender assunto que não me afeta, por amor ao debate e porque o post foi gerado a partir de um comentário meu, enfim...

Volto a repetir: pelo que li e me falaram nada vi de tão maléfico que seja necessário demandas judiciais. Ainda mais a que li, porque busquei a peça inicial na internet e pelo teor da mesma.

Me parece que a premissa básica do caso é que membros da instituição que quebram as regras e não se arrependem, mantendo uma postura de oposição a instituição ou por outra que publicamente reconhecem não querer fazer mais parte da dita instituição, ficam a mercê das consequências de suas próprias decisões.

Quem lê ou ouve a turminha do contra, tem a impressão que são um bando de loucos, ignorantes ou uma quadrilha pronta a vender a alma dos inocentes ao diabo. Os que conheço são pessoas normais, inteligentes, sãos como qualquer um de nós comentaristas deste blog com a diferença que possuem uma visão do futuro e dos assuntos religiosos bem diferente da maioria.

A meu sentir, dada a quadra que ora vivemos, a frouxidão moral da sociedade e a liderança errática das religiões é que na comparação, fazem deste grupo em questão, "ortodoxos ao extremo"; quando talvez, apenas talvez, sua rigidez moral devesse ser o padrão.

A igreja catôlica por exemplo defende a castidade dos solteiros e condena o uso de preservativos, sabe-se lá porque, já que a biblia pouco ou nada fala no assunto. Ora a defesa da castidade em si, já que se trata de uma religião cristã faz todo o sentido; mas a crítica veemente contra a camisinha e métodos contraceptivos fazem de sua pregação um anacronismo. O resultado é que jovens catôlicos em sua grande maioria simplesmente dão de ombros a cantilena da igreja e por sua vez para a questão da castidade, resultando em um discurso vazio e uima liderança fraca, pelo menos de seus adeptos.

A guisa de exemplo, quem dera esse mecânismo da desassociação fosse imposta ipsis leteris na classe política. Haveria a tão sonhada renovação para melhor.

 

 

 

 

Prezado Sr. Marco A:

     O Sr. se esforçou tanto em não dizer besteira que acabou esquecendo de que a "teoria" é bem diferente da prática, principalmente quando nesta prática encontramos o fator humano, imperfeito, caprichoso, para lidar com uma situação tão séria! - A princípio é fácil julgarmos um cidadão que sai cambaleando da porta de um Motel ... principalmente quando "ouvimos falar", sim, foi meus amigos que me contarão!!... a verdade pode ser bem diferente! - Uma histórinha? ... não, um caso real! - O cidadão além de estar sofrendo um enfarte e ter procurado sem êxito o primeiro lugar como ajuda (sem êxito), ainda teve que passar pelo constrangimento de uma comissão judicativa onde pessoas "falaram" o que viram e o que "entenderam" . Lhe digo com conhecimento de causa, coisa que você está longe de ter, que só quem passa pela situação é conhece todas as nuances do que envolve ser desassociado ou mesmo, querer simplesmente se dessociar, fato para o qual valem as mesmas leis, por mais que não se entenda o por quê!

Sim, apesar de toda a dita "preocupação", você disse muita besteira! ... 

 

Eu é que escrevo besteira?

Não conheço realmente o dia-a-dia, mas alguem tendo infarto resulta no mínimo em entrada em hospital, atestados médicos e medicamentos. Acho que só isso bastaria para evitar o citado "constrangimento". Nem vou me ater a detalhes.

 

Jeová é um Deus santo. Ele não tolera o pecado deliberado da parte dos que afirmam adorá-lo. O apóstolo Pedro escreveu aos cristãos: “Tornai-vos santos em toda a vossa conduta, porque está escrito: ‘Tendes de ser santos, porque eu sou santo.’” (1 Pedro 1:15, 16) Portanto, desassociar pecadores não-arrependidos defende o nome santo de Deus; mostra amor por esse nome. — Note Hebreus 6:10.

Significa isso que o cristão que sucumbe à fraqueza ou tropeça em pecado grave é automaticamente expulso da congregação? De modo algum! Jeová não é um ditador frio. Ele é misericordioso e compreensivo. Lembra-se de que somos imperfeitos. (Salmo 103:14) Reconhece que “todos pecaram e não atingem a glória de Deus”. (Romanos 3:23) Deus providenciou ajuda espiritual na congregação, de modo que, se um cristão der “um passo em falso” ou mesmo cometer um pecado sério, ele pode ser amorosamente ‘reajustado’ num espírito de brandura. (Gálatas 6:1) Se aceitar os conselhos da Palavra de Deus e demonstrar tristeza sincera e arrependimento genuíno, a pessoa que se desviou do caminho da justiça poderá ser ‘sarada’ espiritualmente. — Tiago 5:13-16.

Mas, se um cristão batizado cometer um erro grave e todos os esforços para restaurá-lo forem inúteis? Em outras palavras, que dizer se ele obstinadamente se recusar a corrigir o seu proceder pecaminoso?

Mantém segura a congregação

A Bíblia ordena aos cristãos: “[Cessai] de ter convivência com qualquer que se chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso, ou idólatra, ou injuriador, ou beberrão, ou extorsor, nem sequer comendo com tal homem.” — 1 Coríntios 5:11.

É essa lei bíblica dura e rebaixadora? Considere: quando um criminoso endurecido é colocado na cadeia por violar a lei, é isso considerado duro ou frio? Não, porque o público tem o direito de preservar a paz e a segurança da comunidade. Na verdade, durante sua prisão o criminoso fica na condição de desassociado da sociedade acatadora da lei.

Similarmente, a congregação cristã tem bons motivos para expulsar de seu meio transgressores não-arrependidos. Por quê? Porque ela tem de ser um refúgio contra predadores imorais e outros praticantes deliberados do pecado.

Sabendo que “um único pecador pode destruir a muito bem”, o apóstolo Paulo ordenou a concrentes: “Removei o homem iníquo de entre vós.” (Eclesiastes 9:18; 1 Coríntios 5:13) Essa ação impede que o pecador espalhe a corrupção na congregação e protege a boa reputação dela. — Note 1 Timóteo 3:15.

Por conseguinte, a desassociação é um ato de amor porque defende o nome santo de Deus e protege a congregação da influência corrompedora do pecado. Demonstra amor pelo transgressor, encorajando-o a arrepender-se e ‘dar meia-volta, a fim de que seus pecados sejam apagados e venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová’. — Atos 3:19.

 

Coloquei no fora de pauta um movimento no Rio Grande da Atea,uma campanha para tentar diminuir o preconceito e visões pré concebidas sobre os ateus,como eu.Ja vi neste blog diversas manifestações.citações de vária religiões.mas ao que parece este tipo de discussão não é de intresse do blog,apesar de ter vários frequentadores atues,e não vi ainda discussão sobre este tema,Me pereoem os evangélicos,católicos e outros,mas é uma questão que tem relevancia,e gostaria de ve-la em discussão,para que possamos colocar nossa posição.

 

Quando se fala em Testemunhas de Jeová é preciso ter em mente que elas são um grupo extremamente centralizado.É preciso fazer diferença entre o fiel comum e o "corpo governante" (grupo de homens que tomam a dianteira entre as Testemunhas de Jeová), que fica em Nova Iorque. É do corpo governante que saem as diretrizes e os ensinos para os aderentes. E o corpo governante, usando de manipulação linguística e de técnicas de lavagem cerebral faz com que o fiel absorva os ensinamentos como se fossem dele próprio. Por exemplo, uma Testemunha de Jeeová é ensinada a não dizer: "Minha religião não permite", mas dizer:"Minha consciência não permite", eximindo a liderança de qualquer reponsabilidade legal. Também, as TJ são ensinadas a evitarem ao máximo o contato com pessoas que não são do grupo, isolando-se mentalmente do mundo e, sim, quando alguém sai por vontade própria ou é expulso (mesmo que não tenha cometido "pecado"), outros não podem nem cumprimentá-lo. Se uma TJ estiver comendo em uma mesa e uma ex TJ se sentar, a TJ vai embora. Isso causa uma devastação na vida de muita gente, porque não tem amigos no "mundo" e pedeu todos os amigos (e parentes) que são TJ. Muitas vezes, as TJ não admitem isso para quem não é do grupo para não espantar possíveis conversos. A literatura delas também traz linguagem dúbia, às vezes em forma de conselho ou sugestão, mas quem está lá dentro sabe que é uma norma. Tudo isso é feito para proteger o Corpo Governante (e seus interesses financeiros). Por isso, a ação judicial não é contra o fiel comum (que muitas vezes é boa pessoa e não percebe que é manipulado), que tem o direito de falar ou não com quem quiser, mas contra a cúpula, que cria uma armadilha para quem se torna TJ e não se importa em dividir amigos e famílias para manter os seus próprios interesses. Não se enganem, a WatchTower Society é uma empresa multinacional com muitos recursos, que abusa do povo e do sentimento religioso para tirar muito lucro.

 

É como eu disse...convivo com amigos que são testemunhas de jeová e são pessoas de grande cárater. Não tenho como afiançar como as coisas ocorrem no Ceará, mas se eu for tomar como exemplo os que conheço, a turminha do contra apenas faz direito ao "juris esperneandi".

A mesma turminha posta comentários com ctrl c e v de textos escritos por gente que foi e deixou de ser da religião ou porque não correspondeu ao código de conduta exigido ou porque não quis mais fazer parte a décadas. Dá pra imaginar que se a opinião fosse favorável ainda estariam lá. Como não estão, o porrete é baixado sem dó, valendo incluso um julgamento moral por conta de intenções de se fazerem isso ou aquilo e ilações pelas motivações, pelo que li, sempre as mais nefandas e funestas.

O que aliás é bem o perfil de qualquer militância mais ensandencida, como se vê nos posts de temas politicos, epecialmente chegando perto de eleições.

Salvo engano um deles, citado no comentário como tendo copyright de texto que foi transcrito faz parte do processo objeto deste post aberto pelo MP, como depoente.

Como disse, fui lá no site buscar o processo pra ler.

E acho bastante interessante que o MP para abrir um processo resolva faze-lo após ouvir 3 pessoas que são oposição ao grupo religioso, pelo que se vê numa simples busca na internet, mas não consta um depoimento sequer de alguem da religião ou representante do mesmo e para o MP, bastaria um convite para ouvir o "outro lado". Eu mesmo em minha atividade profissional já fui convidado para esclarecer dúvidas de promotores em assuntos ligados a área aonde atuo profissionalmente, prestando consultoria gratuita para o MP. Ai seria o caso de ponderar do porque o MP não ter feito essa análise séria mas baseou-se apenas na turminha da oposição.

E é claro, vem e usam o post para fazer a apologia do seu credo.

Sei lá eu o que aconteçe com a cabeça de certas pessoas. O processo cita um filme europeu baseado segundo dizem lá em um fato real para provar prejuizos da chamada desassociação. Guardadas as devidas proporções seria o caso de usar o filme "tropa de elite" e abrir ação penal contra o governador do RJ, claramente personalizado no enredo...convenhamos...

O MP fala na desassociação como ato secreto. Queriam o quê? Anuncio em diário oficial tornando pública uma situação que as vezes é unicamente particular da pessoa como um adultério? Pelo que entendi e já escrevi o processo é razoavelmente complexo com direito a defesa e o contraditório e solicitação de recursos. Mas o MP na peça inicial faz querer parecer que voltou-se nos tempos dos Borgias ou da inquisião espanhola.

O MP cita inclusive uma comparação que bate com a explicação que fiz a partir do que entendi do processo. Dizem que um pedófilo arrependido pode não ser desassociado; mas um sujeito que é desassociado é tratado como pária. Ao que parece o MP cita justamente o que entendi. O cerne da questão está no quesito "arrependimento". As pessoas não são julgadas e uso o próprio exemplo dado pelo MP pelo que fizeram mas pelo que podem vir a fazer. Se um adepto não se arrepende é porque é praticante e se é praticante há de repetir o mau feito cedo ou tarde. Ou seja um pedófilo usando o exemplo dado estaria na mesma condição se não se arrependesse.

É o que infiro do peça inicial, do que li na internet e do que perguntei aos meus amigos.

É como disse antes. O sujeito fica todo dodoí porque supostamente é tratado com desdem pelo anteriores colegas de fé. Ato contínuo junta-se a pessoas que fazem oposição ao grupo religioso, e torna-se heroi da resistência para os mesmos; e quer ser recebido pelos anteriores coleguinhas que são considerados idiotas cegos e manipulados pelo novo grupo de apoio,  como se nada tivesse ocorrido. Faz sentido?

 

 

 

 

Quero expressar meu respeito ao colunista por sua coragem em defender a verdade nesse caso, mesmo sabendo que fazer isso significa expor-se a inevitáveis pedradas. Quanto aos que atiram pedras, quer se apercebam disso quer não, empenham-se por uma causa perdida, porque estão lutando contra Deus. Que chance podem ter? Eu também sempre estou disposto a pagar o preço por defender a verdade. Sou poeta-trovador e expresso minha crença nessa trova:

Deus campeia a humanidade

procurando quem prefira

os açoites da verdade

aos afagos da mentira!

 

Meu querido,

São fatos históricos documentados que as testemunhas de Jeová desconhecem, porque a elas não é dado o direito de conhecer. Leve ao conhecimento dos anciãos e proponha uma discussão franca sobre o que está escrito nesses artigos. Faça isso você que diz não ser Testemunha de Jeová. Não, não leve aos anciãos leve aos seus amigos testemunhas com os quais você se deixou emprenhar pelos ouvidos e peça respostas. Eles irão te recomendar a não querer saber desse material apostáta. E se você insistir eles vão se afastar de você. Acha que estou mentindo, então tente.

Você postou no seu comentário elevado à categoria de post as razões que levam uma Testemunhas de Jeová ser desassociada pelos critérios da Torre como se fossem as únicas razões existentes, o que não é verdade. 

Se hoje você pegar toda literatura produzida por Charles Taze Russel e defender entre as testemunhas aquilo que seu primeiro presidente ensinava no final do século XIX e começo do século XX, você será desassociado. Mais de 90% do ensino de Russel não é aceito pelas testemunhas de Jeová na atualidade.

Em que parte da bíblia diz que alguém pode ser desassociado por ensinar aquilo que Russel ensinava e as testemunhas aceitavam no passado e hoje não aceitam mais? A Torre de Vigia apostatou dos ensinamentos de Russel.

J.F.Rutherford construiu uma mansão a que chamou de Bete Sarin, a casa dos príncipes, para receber os profetas do passado. Ensinou que eles ressucitariam em 1925 para viverem como príncipes aqui na terra. Esta predição mostrou-se mentirosa como tantas outras afirmações feitas pela Torre de Vigia. Diga para uma testemunha de Jeová que Rutherford era um mentiroso para ver se ela não se afasta de você e deixará de falar contigo. Se você for testemunha diga na congregação que ele era um mentiroso para ver se você não será desassociado.

Você está defendendo o que não conhece. Seus colegas testemunhas de Jeová não conhecem a religião a que pertencem. Não sabem como funciona, como as decisões são tomadas, como essas doutrinas resultaram na morte de pessoas inocentes, como familias inteiras foram levada à ruina financeira por acreditarem em falsas profecias, como jovens deixaram de cursar a faculdade para buscarem uma vida melhor acreditando em predições mentirosas. Não sabem como são debatidas as questões dentro do corpo governante. Não sabem que haviam membros do corpo governante envolvidos com homossexualismo, com alcoolismo. Não sabem que o primeiro presidente da Torre de vigia era divorciado da esposa e não por questões de adultério( única base bíblica permitida para o divórcio) e sim por incompatibilidade de gênio, que J. F. Rutherford era alcólatra inveterado que membros do corpo governante mal se falavam um com o outro, que se quer tinham tempo para estudar a bíblia, não sabem dos casos de pedofilias escondidos pela Torre de Vigia e que depois tornaram-se objeto de documentário na BBC, não sabem da situação no México que fez a Torre de Vigia abdicar de sua condição de religião para preservar seu patrimônio material por meio de um arranjo fajuto. esta situação fez as testemunha de Jeová passarem quase 50 anos anos sem usar a bíblia, o louvor a adoração a Deus, não por proibição das autoridades mexicanas, mas por escolha do Corpo Governante que preferiu os bens materiais da Torre no México do que o uso da palavra de Deus nas reuniões, preferiu os bens materiais ao canto de louvor em adoração a Deus, preferiu os bens materiais a ter que pregar a palvra de porta a porta identificados como testemunhas de Jeová. Emfim não conhece as testemunhas de jeová nem 90% daquelas que estão associadas a Torre de Vigia. 

Agora se quiser conhecer, para melhor discutir, então leia as obras Crise de Consciência e Em Busca de Liberdade Cristã de Raymond Franz sobrinho de Frederick W Franz ex-presidente da Torre de Vigia. Raymond foi membro do corpo governante por nove anos e desassociado por divergências doutrinárias. Faleceu o ano passado.

 

“Ponha um cretino fundamental em cima da mesa e você manda ele falar, ele dá um berro e, imediatamente, milhares de outros cretinos se organizam, se arregimentam e se aglutinam. O cretino fundamental raspava a parede da sua humildade e na consciência d

Fico revoltado com esse bando de idiotas q dão Ctrl+C Ctrl+V de textos existentes em sites de apóstatas, ou sites dedicados a levantar difamação contra as testemunhas de Jeová. Os mesmos acham mesmo que as testemunhas de Jeová são idiotas, que não tem acesso a internet  que não estudam, ou não tem inteligência pra pesquisar os assuntos que esses babacas inventam e colocam como 'coisas que as testemunhas de jeová não sabem'.... é lamentável... Não sabem nem o que estão falando, vêem lá um texto falando sobre algum assunto, ou que supostamente 'desmascara' as testemunhas de jeová, e sem nem sequer fazer uma breve pesquisa sobre o assunto, dá um Ctrl+C, Ctrl+V e sai postando como se fosse verdade absoluta. Acordem!

Me lembra alguns jornalistas que alguns dias atrás cairam numa (outra) falsa notícia, quando 'inventaram' um artigo falando que o Amin Khader havia falecido (http://aporrada.com.br/v2011/2011/07/11/amin-khader-ensina-o-que-e-jorna...), e poucos minutos depois, mesmo sem nenhuma confirmação, já estampava capas de diversos sites de notícias....

 

Caro cidadão esquiber:

Eu fui atrás da informação, porque normalmente neste blog, eu sou minoria nas opiniões. Achei que o vice-presidente cometeu um crime casando com uma mulher tão mais jovem e fui massacrado nos posts. No post "delatando" um complô da veja contra garrafas de água, o comentário feito virou post e apanhei novamente.

Quando vejo unanimidades começo a ficar com a pulga atrás da orelha e me pergunto: será assim mesmo? - Quando aquele francês ex-presidente do FMI foi preso e todo mundo, rigorosamente todo mundo bateu sem piedade me perguntava se a coisa não teria outra versão e mal comparando lembrei do caso da escola base se não engano no nome, cujos donos foram massacrados como pedófilos e nada era verdade. E a midia em peso voltou-se contra eles sem dó ao que parece com exceção do Nassif que estava na FSP na época.

As explicações dadas e o que li me convenceram que a coisa não é tão ruim quanto pintam, mas ai vem a turminha militante da causa oposicionista e despeja um monte de coisas antigas e que não guardam relação ao tema em questão. E tudo baseado no quê? - baseado no que este ou aquele contam e ninguem faz o que fazem com o alvo da oposição, que é colocar em dúvida qual a intenção, a motivo e os interesses.

Até porque todo mundo em maior ou menor grau e por motivos diferentes seleciona e segrega suas amizades ao longo do tempo. Perguntem aos comentaristas ao lado de quem teriam prazer em tirar uma foto: Serra ou Dilma. - Qual dos dois sendo possivel seria convidado a jantar em sua casa?

Não sei de onde tiram a idéia que tudo que alguem em oposição fala é a essência da verdade e o alvo da "denúncia" em geral é a fonte de todo o mal. É ridiculo.

Isso ocorre em qualquer lugar. Vejam lá os sites que se oferecem a mostrar a verdade que a midia malvada esconde por exemplo. Ou as centenas de sitios "provando" teorias conspiratórias sem contar os já hours-concours sitios sobre vida extraterrestre.

Estou pessoalmente pouco me lixando pra essas baboseiras apresentadas como a "verdade"  sobre esse grupo religioso. Se o sujeito não quer mais acreditar nos dogmas ensinados ou não compartilha mais da mesma fé, vá viver sua vida e deixe os outros viverem a sua.

Agora, quando alguem voluntáriamente aceita e ingressa em um grupo organizado e depois de um tempo, começa a agir fora das regras que foram estabelecidas, passa por um processo disciplinar e mantendo a postura de confronto é expulso; esse alguem tem duas opções: ou se readapta ao grupo ou monta o seu proprio e não encha a paciência dos outros.

O sujeito ficou melindrado porque é considerado indigno de amizade, de companhia, de dizer um oi; teria que me provar por a + b que ele não escolhe seus amigos e pessoas de sua convivência. E vou um pouco mais longe; se está tão melindrado porque não voltou pra religião mas resolveu fazer campanha contra?

O sistema judiciário está atolado de processos sem sentido e esse é mais um desses e volto a questão principal: Porque o MP tão cioso de ouvir todos os lados de uma questão, não possui uma unica informação do chamado outro lado da causa; mas é um libelo da turminha do contra?

Essa me parece é a questão de cerne e que me levou a escrever.

O resumo da ópera me parece claro: a religião atacada está passando pelo seguinte dilema: "Explicações são inuteis, porque os amigos, delas não necessitam e os inimigos, nelas não acreditam"

O resto é tro-ló-ló ideológico e religioso.

 

 

 

 

Bem que eu tentei comentar, mas o ex quibe não deixou.

Estou me sentindo um ex pastel...

 

 As Testemunhas de Jeová e o Ocultismo

“Uma verdade apresentada pelo próprio Satanás é tão verdadeira quanto uma verdade declarada por Deus.... Aceite a verdade onde quer que a encontre, não importa o que ela contradiga.”

- Torre de Vigia de Sião, Julho de 1879

 

Índice

  1. Introdução

  2. Russell e a Maçonaria

  3. A Cruz Coroada

  4. A Armadura dos 'Cavaleiros Templários'

  5. A Lâmpada Oriental

  6. O 'Disco Solar Alado'

  7. Os Selos da Sociedade

  8. A Torre

  9. Russell e as Pirâmides

  10. Russell e os Astros

  11. Contatos Imediatos com o Mundo Espiritual

  12. O Caso Goodrich

  13. Os Casos Greber e Thompson

  14. Frenologia e Fisiognomia

  15. Os Poderes da Mente

  16. Fetiches Demoníacos

  17. Imagens Subliminares

  18. Conclusão

 

Introdução

A obra Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo (2000 - Editora Vida), da autoria de G. Mather e L. Nichols, define 'ocultismo' como "o que está além da esfera do conhecimento empírico; o sobrenatural; o que é secreto ou escondido". Em seguida, classifica o estudo do ocultismo em três áreas distintas: (1) Espiritismo; (2) Cartomancia e (3) Magia. Vemos, pois, que trata-se de um conceito bem abrangente, sendo ainda objeto de discussão - acalorada, às vezes - o englobamento dessa ou daquela crença na definição ora proposta.

Não é tarefa fácil determinar historicamente o surgimento das crenças ocultistas. Sabemos, no entanto, que elas remontam aos primórdios da civilização humana, milhares de anos atrás. Uma das chamadas maravilhas do mundo antigo, a grande pirâmide egípcia de Quéops (2600 AC), no vale dos reis, é o mais expressivo monumento ocultista de que se tem notícia. As pirâmides representavam a crença egípcia na vida além-túmulo e o culto delas - ao contrário do que pensam muitos - não restringiu-se ao antigo Egito. A civilização Maia, na América Central, também notabilizou-se por suas enormes pirâmides de pedra, na região de El Mirador (400 AC). A influência das pirâmides sobre a cultura humana não terminaria por aí. Diversas seitas floresceram em torno delas e a pirâmide continua a ocupar lugar de destaque em inúmeras sociedades esotéricas até nossos dias.

A essa altura, é provável que o leitor esteja a se perguntar que relação pode haver entre o ocultismo e as Testemunhas de Jeová - questionamento mais do que justificável se considerarmos a política atual da Sociedade Torre de Vigia no que pertine às crenças e práticas ocultistas. A edição de 15/3/1984 da revista A Sentinela, pp. 28 e 29 (em inglês), diz:

"O Dilúvio obrigou os anjos desobedientes a se desmaterializarem e, agora separados da santa organização de Jeová, eles tornaram-se uma organização demoníaca invisível, sob o comando de Satanás (Efésios 6: 12) A fim de controlar a humanidade, eles usam espiritismo, necromancia, astrologia e outros meios ocultos. Embora incapazes de assumir forma humana novamente, eles freqüentemente tomam posse de pessoas, animais e coisas inanimadas tais como fetiches."

À base das palavras acima, o leitor naturalmente concluiria que em nenhum momento da história do movimento religioso conhecido como 'Testemunhas de Jeová' poder-se-iam encontrar quaisquer vestígios de crenças ou práticas ligadas ao ocultismo. Afinal de contas, o artigo acima condena expressamente tais coisas como estando inexoravelmente ligadas ao demonismo. Freqüentemente, as publicações das Testemunhas mencionam passagens bíblicas (tais como 2 Coríntios 6: 17) alusivas a práticas 'impuras', inaceitáveis entre os cristãos - deixando transparecer que estas jamais tiveram lugar entre seus membros. Contudo, tem sido realmente assim? Estiveram os líderes da Sociedade Torre de Vigia sempre a salvo de conceitos oriundos daquilo que hoje classificam como 'demoníaco'? Mais que isso, forneceu alguma vez o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová - a seu rebanho - "alimento espiritual" contaminado com crenças ocultistas? Estas certamente não são questões de pouca relevância. Uma retrospectiva histórica lançará uma luz sobre esse tema.

 

Russell e a Maçonaria

Início

Segundo a obra mencionada no início deste artigo, a Maçonaria é a maior fraternidade "secreta" do mundo. Em um artigo de 1993, J. Scotch Horrell afirmou haver, naquele ano, cerca de seis milhões de maçons no mundo, aproximadamente o mesmo número de Testemunhas de Jeová, embora estes últimos - talvez em função de seu proselitismo de casa em casa - sejam hoje bem mais familiares à população em geral. Sabe-se que alguém se torna maçom apenas por ocasião de um elaborado ritual de iniciação e que só os membros dessa "irmandade" têm acesso à sua liturgia. A instituição orgulha-se de ter tido, entre seus adeptos, ilustres figuras da história, tais como D. Pedro I, George Washington, Voltaire, Beethoven, Napoleão Bonaparte, bem como importantes personagens da poesia. Segundo uma vertente histórica, a Maçonaria teria sido fundada na Inglaterra, em 1717, por um sacerdote anglicano e um huguenote (como eram chamados os protestantes na França), o que explicaria o fato de encontrarmos, entre os maçons, membros de denominações protestantes. Deveras, o vínculo histórico entre a Maçonaria e o protestantismo culminaria em um cisma na Igreja Presbiteriana do Brasil, em 1903, nascendo a Igreja Presbiteriana Independente - representativa dos setores protestantes contrários à Maçonaria.

O fundador do movimento "Estudantes da Bíblia" (mais tarde, 'Testemunhas de Jeová'), Charles T. Russell (1852-1916) cresceu em um ambiente presbiteriano, conhecendo diversos dos conceitos místicos comuns a sua época e cultura. Tomando-se isso em conta e considerando-se que a Maçonaria se diz supra-religiosa, é natural perguntar: teria o 'pastor' herdado uma formação religiosa sincrética - produto da atmosfera protestante norte-americana do século 19? Por enquanto, trata-se apenas de uma especulação, a qual os fatos históricos haverão de confirmar ou negar. Vejamos...

No início do século 20, Russell proferiu um exótico discurso intitulado - "Quem Pode Conhecer os Segredos de Deus?". No decorrer deste, ele declarou:

"... porque desejo chamar sua atenção para o fato de que o próprio Deus Todo-Poderoso é fundador de uma sociedade secreta... Ao longo da Era do Evangelho tem existido uma Igreja externa de Deus e outra Igreja verdadeira que estava oculta. O mundo já viu a Igreja externa, porém não a oculta... esta magnífica sociedade secreta que o Senhor organizou..."

Para aqueles que têm intimidade com os conceitos maçônicos tais palavras soam bastante familiares. Muito embora a Maçonaria, na atualidade, negue ser uma sociedade secreta, ainda assim admite o caráter sigiloso de seus símbolos e do reconhecimento mútuo dos membros de sua 'irmandade' ao redor do mundo. Ademais, não se pode negar o fato de que, ao público em geral, a Maçonaria é vista como uma instituição fechada ou secreta - exceto para os iniciados. Dessa forma, o termo 'sociedade secreta' dificilmente ajustar-se-ia ao vocabulário cristão, sendo mais facilmente associado ao jargão maçônico. Teria Russell escolhido tais palavras ao acaso? Ou as teria tomado emprestadas da Maçonaria?

Obviamente, não seria imparcial cogitar uma ligação entre uma pessoa e uma entidade tendo como base apenas uma expressão isolada - a qual poderia não passar de mera metáfora ou força de expressão. Se a declaração acima servisse de alicerce único para estabelecer uma linha de conexão entre Russell e a Maçonaria - sem dispor de outros indícios a apoiar tal hipótese - estaríamos diante de uma inconsistência notável. Todavia, não é este o caso. Prossigamos em nossa tarefa de reconstituir fatos passados.

Em Novembro de 1913, Russell proferiu outro discurso - não em uma congregação (ou 'eclésia', como chamavam-na) - mas na sede maçônica de Pasadena -California, no qual emitiu as enigmáticas palavras:

"Estou muito contente em ter esta oportunidade particular de dizer umas palavras sobre algumas coisas de comum acordo com nossos amigos maçons, pois estamos falando em um edifício consagrado à Maçonaria, e porque, ademais, nós também somos maçons. Eu sou um Franco-maçom livre e aceito... Eu creio que todos somos... Não vou falar nada contra a maçonaria... De fato, alguns de meus melhores amigos são maçons e eu reconheço que há certas verdades preciosas que são sustentadas em parte por nossos amigos maçons."

Proferir tais palavras hoje, da tribuna de uma congregação das Testemunhas de Jeová, acarretaria conseqüências gravíssimas - o orador seria levado a uma reunião judicativa e suas palavras seriam prontamente contestadas do púlpito. Contudo, na época e lugar em que Russell se encontrava, seriam perfeitamente aceitáveis. Como vimos, diversas pessoas eram (e muitas ainda são) simultaneamente membros de denominações protestantes e da Maçonaria. Portanto, não precisamos presumir que o 'pastor' estivesse meramente lançando mão de uma força de expressão criada, talvez, para 'ganhar' a confiança da assistência. A própria expressão usada por ele - "livre e aceito" - faz parte do jargão maçônico, indicando que ele estava muito bem familiarizado com esta instituição. De fato, Russell parecia apenas revelar mais uma faceta de sua complexa personalidade, sendo ele próprio, se não um 'iniciado' em sentido pleno, no mínimo, um simpatizante da Maçonaria, como muitos outros de seu tempo. Era comum. Isso explicaria facilmente a razão de ele não ter tido qualquer escrúpulo em proferir as palavras acima diante de uma atenta assistência. Não havia razões para "tropeço"- quer para os maçons quer para os próprios seguidores de Russell.

O pronunciamento do 'pastor' diante da comunidade maçônica não foi um evento secreto. Ao contrário, acha-se registrado, em sua inteireza, no compêndio 1913 Convention Report [Relatório da Convenção de 1913] dos 'Estudantes da Bíblia'.

O Relatório da Convenção de 1913 - conteúdo embaraçoso

O discurso de Russell diante dos maçons contém palavras que vão muito além do que a Testemunha de Jeová mediana - hoje em dia - poderia suportar sem sofrer sérios abalos na fé que abraçou. Extraímos um trecho particularmente impressionante:

Tradução:

´É assim... O Grande Mestre Artífice da nossa Alta Ordem de Maçons Livres e Aceitos, o Senhor Jesus Cristo, lançou a fundação de tudo; como a bíblia diz, Outra fundação nenhum homem pode lançar que não aquela que está lançada, Jesus Cristo. Ele tem a fundação da alta e aceitável maçonaria, e tudo o que pertence a ela."

Diante das graves implicações da declaração acima, dificilmente uma Testemunha de Jeová hoje daria crédito a esta evidência - preferindo supor que se trata de uma fraude - até porque jamais ouviu uma só palavra ou leu uma só linha sobre esse discurso na literatura recente da Sociedade Torre de Vigia. É compreensível que aja assim, pois a maioria dos adeptos sequer conhece o compêndio acima citado e muito dificilmente teria acesso a algum exemplar remanescente dele após quase 90 anos. Por outro lado, a organização central parece preferir mantê-los em ignorância. É justamente tal lacuna que este artigo pretende preencher.

A tese segundo a qual o movimento dos 'Estudantes da Bíblia' era, em certa medida, herdeiro das crenças maçônicas não é nova. Ela já serviu de base para a publicação de um livro - The Watchtower and the Masons ('A Torre de Vigia e os Maçons'), de Fritz Springmeier, no qual o autor traça um curioso paralelo entre as duas entidades:

* Ambas usam o nome Jeová (ou um termo equivalente), embora a Maçonaria não se refreie de utilizar outros nomes.

* Ambas usam o termo 'Grande Arquiteto' (ou 'Projetista'), embora a Maçonaria dê mais ênfase a este termo.

* Ambas crêem que um Deus cedeu poder a um deus menor.

* Ambas crêem em uma vida futura para a humanidade - uma Idade Dourada (por acaso, antigo nome da revista Despertai!).

* Ambas enfatizam a contínua revelação ('novas luzes').

Poderíamos acrescentar aos pontos acima a existência de símbolos comuns às duas entidades, conforme veremos mais adiante. Outros autores consideram o movimento dos 'Estudantes da Bíblia' como nascido da fusão dos princípios e símbolos maçônicos com as idéias escatológicas do Adventismo anglo-americano. Examinaremos também esta hipótese.

Uma Testemunha de Jeová da atualidade - cremos - estaria pouco inclinada a considerar a análise do autor acima citado. Todavia, um exame minucioso dos símbolos usados ao longo do tempo pela Sociedade Torre de Vigia, bem como algumas de suas crenças, nos ajudarão a responder a uma pergunta crucial: tais símbolos ou crenças negam ou confirmam a hipótese de Russell ter sido um maçom? E, caso ele o tenha sido, que impacto isso teria sobre a vida de uma Testemunha de Jeová hoje?

Convidamos o leitor a nos acompanhar nessa jornada.

 

A Cruz Coroada

Início

Apenas nos anos 90, a Sociedade Torre de Vigia trouxe ao conhecimento de sua comunidade atual alguns dos símbolos utilizados pela organização ao longo de sua história. A publicação Proclamadores - encarregada dessa missão - expõe, na p. 200, um deles: a cruz coroada, presente em diversas publicações das Testemunhas até 1931. O livro classifica-a de 'símbolo decorativo', do qual a instituição abriu mão supostamente após o entendimento de que as ações - antes dos símbolos - deveriam identificar o cristão e após a 'descoberta' de que Cristo morreu em uma estaca única, não em uma cruz. Mas, tratava-se apenas de uma inocente "decoração"?

A partir deste momento, examinaremos as ocorrências da cruz coroada na simbologia de diferentes instituições, ao mesmo tempo em que buscaremos determinar a origem deste e de outros símbolos 'decorativos' empregados pelas Testemunhas de Jeová em seus primórdios.

Observemos as gravuras abaixo:

 

As três figuras representam claramente o símbolo há pouco mencionado - a cruz coroada. A primeira foi obtida da capa de uma revista A Sentinela de 1911, a segunda, do Fotodrama da Criação (1914) e a terceira é a foto de um adorno em forma de broche, comum naquele tempo. Os ramos em volta do símbolo não existiam no princípio, tendo sido introduzidos posteriormente (a partir de 1895) como representativos da 'dedicação'. Por volta dessa época, ao se exibir a cruz coroada, também eram comuns as palavras 'Sem cruz, não há coroa!". Isto significava que, sem a aceitação de que Cristo morreu por nós na cruz, tampouco a pessoa seria contada digna de ser herdeira dele como um dos 144.000 escolhidos. Os então 'Estudantes da Bíblia' costumavam portar o broche como símbolo de sua "unção". Todavia, segundo um membro da Grande Loja Maçônica da Pensilvânia-EUA, a cruz e a coroa representam a união entre igreja e estado. Por outro lado, a obra The Masonic Report ["O Relatório Maçônico"], de C. F. McQuaig (1976, p. 34), afirma que, na verdade, a cruz coroada tem para os maçons um significado fálico (sexual).

Façamos agora uma análise comparativa entre os símbolos cultivados por sociedades místicas diversas e aqueles usados pelas Testemunhas de Jeová ao longo de sua história. Conforme vimos, caso uma pessoa comparecesse a uma apresentação do 'pastor' Russell em 1914, veria à sua frente a cruz coroada na tela do "Fotodrama", tal qual exibida acima. Se, mais tarde, a mesma pessoa entrasse em um templo maçônico - lá mesmo, na Pensilvânia - encontraria o seguinte cenário:

Púlpito da Grande Loja Maçônica do rito de York - Pensilvânia (EUA)

Queira o leitor observar a figura no alto do palco, entre os lustres. Parece-lhe familiar? Não há dúvida de que se trata do mesmíssimo símbolo encontrado nas publicações e nos slides do 'pastor' Russell. Seria apenas uma coincidência - um ornamento comum a uma época - ou tal símbolo faz parte da liturgia maçônica? A resposta pode ser facilmente obtida da própria Maçonaria. Observemos as ilustrações abaixo:

As duas primeiras gravuras foram obtidas de sites franco-maçônicos americanos tradicionais, praticantes do assim chamado rito de York (pois há também o rito 'escocês'). A terceira gravura provém de uma loja maçônica italiana. Além da cruz coroada, vemos representadas a 'cruz de Constantino' (com a célebre declaração "Com este símbolo vencerás") e as espadas medievais. Examinemos agora duas fotos obtidas, respectivamente, do site oficial e de um CD dos antigos 'Estudantes da Bíblia', dos quais originaram-se as Testemunhas de Jeová:

Indiscutivelmente, o símbolo em questão é o mesmo - a cruz coroada. Isto significa que os atuais 'Estudantes da Bíblia' continuam fiéis à sua origem. A seguir, fornecemos o emblema maçônico de uma loja do rito de York:

Repare o leitor que, ao centro do emblema, encontramos, mais uma vez, a cruz coroada, à frente do compasso, das espadas e do triângulo. Como a Maçonaria é bem anterior ao nascimento de Russell, é lógico que ele copiou o símbolo e o adaptou ao seu movimento religioso. Contudo, como obteria permissão ou faria jus a isso? Uma forma poderia ser - tendo obtido o mais alto grau da Maçonaria. Todavia, ela não é a única entidade a fazer uso deste e de outros símbolos. Examinemos também os símbolos de uma outra sociedade mística, os Rosacruzes. Há uma polêmica quanto à sua real origem. Uma corrente histórica atribui o nome da ordem ao seu suposto fundador, Christian Rosenkreutz (1378-1484). Cronologicamente, porém, a ordem Rosacruz é mencionada pela primeira vez na Alemanha, no século 12. Eis alguns de seus símbolos:

Aqui, mais uma vez, distinguimos a cruz coroada. Em face do exposto, não nos resta senão concluir que ela NÃO é apenas o 'símbolo decorativo' que a Sociedade Torre de Vigia menciona no livro Proclamadores, mas trata-se de um emblema do mais profundo teor esotérico, místico e espiritualista. E não é exclusivo da Maçonaria ou do Rosacrucianismo, mas tem papel destacado também na feitiçaria e em seitas místicas menores. Para exemplificar, encontramos um interessante achado na capa de um dos livros de Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da "Igreja da Ciência Cristã" - surgida no mesmo país do movimento de Russell e apenas dois anos antes do nascimento da Sociedade Torre de Vigia. Assim como o 'pastor', ela também foi membro da Igreja Congregacional, antes de fundar a sua própria. Eis o símbolo a que nos referimos:

Novamente surge a cruz coroada diante de nossos olhos. Ao redor dela - em vez dos ramos da Torre de Vigia ou do brasão da Maçonaria - há uma faixa com as inscrições "Curar os Doentes", "Levantar os Mortos", "Limpar os Leprosos" e "Expulsar Demônios". Concluímos, assim, que cada instituição preservou o símbolo básico da cruz e da coroa, complementando-o com adereços mais adequados à sua corrente ideológica. Em outras palavras, os 'modismos' da cultura em que se encontram os fundadores de movimentos religiosos incorporam-se à liturgia por eles criada, gerando pontos em comum entre as diversas instituições nascidas de uma mesma época e em um mesmo país, ainda que defendam ideologias distintas, até mesmo conflitantes. Esta tese é consistente com o fato de os diversos movimentos religiosos que ramificaram a partir do Adventismo norte-americano - entre eles, o de Russell - terem herdado de seu 'tronco' original a mesmíssima simbologia. Desse modo, indagamos: não deveria afligir a consciência de uma Testemunha de Jeová sincera o fato de o fundador de sua religião e diversos místicos - entre eles, Mary Baker Eddy - terem, por assim dizer, 'bebido da mesma fonte'?

 

A Armadura dos 'Cavaleiros Templários'

Início

A cruz coroada não constitui o único símbolo místico adotado pelas Testemunhas de Jeová. Na verdade, estamos apenas no início de nossa jornada. Chamamos agora a atenção do leitor para o topo da capa de A Sentinela de 15/7/1930 (em espanhol):

O leitor poderá ver uma gravura similar na p. 88 do livro Proclamadores. Vemos, à esquerda, nossa velha conhecida, a cruz coroada, e, à direita, um elmo medieval à frente de armas - uma espada, um machado e um bastão. Não é difícil determinar a origem deste símbolo. Trata-se de um emblema da Ordem dos Cavaleiros Templários - a sociedade medieval que supostamente deu origem à Maçonaria. Em uma visita a dois sites dos Cavaleiros Templários - inclusive o do Tennessee - EUA ( http://www.korrnet.org/f&am/kt.htm ), encontramos as seguintes figuras:

Chamamos a atenção do leitor também para o símbolo maçônico abaixo:

Vemos uma rara representação da cruz coroada e da armadura medieval juntas num mesmo emblema (entre elas, a conhecida "cruz de Constantino"). Assim como a Maçonaria, o 'pastor' Russell usava ambas - elas apareciam na capa de seu principal periódico, a conhecida revista A Sentinela. O símbolo da armadura representa altas honrarias maçônicas - o mais alto nível do rito de York e o 33o. Grau do rito escocês, os quais indicam que o indivíduo atingiu o conhecimento total e o domínio total do rito. Corresponde à máxima glória à qual um maçom pode almejar. Teria Russell alcançado o título de 'venerável'?

É difícil crer que um leigo tivesse tanta familiaridade com estes símbolos esotéricos e sua profunda relevância na liturgia de sociedades místicas e religiosas. É, deveras, estranho que se selecione como 'decoração' o conjunto dos mais gloriosos símbolos esotéricos ao mesmo tempo em que se nega um vínculo com as instituições que lhes deram origem. Por outro lado, se admitirmos a iniciação de Russell na Maçonaria - conforme expresso por ele próprio - tudo fica muito claro. Prossigamos em nossa incursão pelos significativos símbolos já usados pela Sociedade que ele fundou...

 

A Lâmpada Oriental

Início

Trataremos agora de um símbolo bem menos conhecido entre as Testemunhas de Jeová, porém não menos importante. O 'pastor' Russell produziu, entre os anos de 1886 e 1904, seis volumes de uma obra denominada Millennial Dawn ('Aurora do Milênio) - mais tarde chamada Studies in the Scriptures ('Estudos das Escrituras'). Estes compêndios tinham, para os então 'Estudantes da Bíblia' significado análogo ao que o 'Livro de Mórmon', de Joseph Smith (1805-1844), tem para os Mórmons ou os escritos de Helen Gould White (1827-1915), para os Adventistas do Sétimo Dia. Tal obra era sua 'bússola' espiritual, seu guia para o entendimento correto das escrituras sagradas. Isto é facilmente comprovado pela simples consulta a um artigo na edição de A Sentinela de 1/12/1916, segundo o qual ninguém poderia entender a Bíblia sem a orientação desses livros - 'Estudos das Escrituras' - e que a leitura exclusiva deles era preferível à leitura direta da Bíblia.

Pois bem, o leitor poderá encontrar uma foto da coleção do 'pastor' Russell na p. 52 do livro Proclamadores. Aqui reproduzimos o volume 3, ao mesmo tempo em que solicitamos ao leitor que procure reparar em cada detalhe da capa do livro:

Concentremo-nos na figura abaixo do título Thy Kingdom Come - consiste em uma lâmpada oriental sobre uma Bíblia. Será mais um símbolo 'decorativo'? A um leigo, talvez. Contudo, em outra visita a um site dos Rosacruzes, fizemos mais uma interessante descoberta:

Sim, eis novamente o símbolo da lâmpada oriental, também encontrado na Maçonaria. É usado como simples adorno? Longe disso! Trata-se de um símbolo de iniciação, relacionado à expressão "A luz vai aumentando graças ao Livro Sagrado" - palavras, aliás bem familiares às Testemunhas de Jeová, de acordo com sua aplicação de Provérbios 4: 18. Este entendimento serve de alicerce para a tese das assim chamadas 'novas luzes', ou seja, as mudanças doutrinárias bruscas observadas ao longo da história deste movimento religioso.

Mais uma vez constatamos a notável familiaridade de Russell com os símbolos esotéricos da Maçonaria. Seria apenas uma coincidência?

O 'Disco Solar Alado'

Início

Há pouco mencionáramos a obra 'Estudos das Escrituras', da autoria de Russell. Em 1917, foi lançado um volume póstumo intitulado The Finished Mistery ('O Mistério Consumado'), obtido das anotações do 'pastor' e elaborado por Clayton Woodworth - ninguém menos que o editor da famosa revista Golden Age ('A Idade de Ouro'), predecessora da mundialmente conhecida Despertai!. O leitor poderá encontrar a foto dessa obra na p. 88 do livro Proclamadores. Com a mudança de nome - de 'Aurora do Milênio' para 'Estudos das Escrituras' - também houve alterações na capa. Neste momento, pedimos, mais uma vez, a atenção do leitor para os detalhes encontrados nela:

Observamos, no centro da capa, o 'disco solar alado'. Ele se encontrava na capa de todos os volumes de 'Estudos das Escrituras', tendo sido adotado pela Sociedade Torre de Vigia por volta de 1911. Na própria gravura do livro Proclamadores, mencionada acima, o leitor poderá observar a obra Pastor Russell´s Sermons ('Sermões do Pastor Russell '), a qual também continha o símbolo de que ora tratamos. O que poderia ser? Outro símbolo 'decorativo'? Absolutamente não! Na verdade, o 'disco alado' é uma representação egípcia do deus-sol Amon-Rah. Contém algum significado para as entidades que estudamos até agora? A resposta é sim. Eis algumas imagens colhidas dos templos rosacruzes e maçônicos:

À esquerda e à direita, vemos duas representações do 'disco solar alado', juntamente com as iniciais "AMORC" - Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz. Ao centro, um amuleto maçônico exibindo o mesmíssimo símbolo esotérico. Suas raízes remontam à mitologia egípcia, sendo posteriormente incorporado à mitologia babilônica com representativo da deidade de nome Ahura Mazda. Os 'Estudantes da Bíblia' remanescentes preservam tal símbolo até a atualidade, fiéis que são à doutrina russellita. Além dos maçons, dos rosacruzes e dos russellitas, os adoradores de "Lúcifer" também vêem no disco alado grande significado. Examinemos a trajetória de um deles...

Edward A. Crowley (1875-1947) - mais conhecido como Aleister Crowley - um inglês que tornou-se famoso por sua obra ocultista Thelema, entrou em contato com a Maçonaria no início do século 20, tendo exercido forte influência sobre ela. Fascinado pelo esoterismo desde tenra idade, ele veio a tornar-se uma espécie de ícone entre os promotores do ocultismo. Até hoje seu nome é símbolo de mistério e magia. Crowley era, entre outras coisas, adepto do rosacrucianismo e satanista declarado, tendo estabelecido ordens místicas que persistem até a atualidade. Certas bandas de rock pesado têm, nas últimas décadas, expresso publicamente sua submissão espiritual a ele e retratam seus símbolos nas capas dos discos. Coube a ele consagrar o culto ao 'disco solar alado' nos templos que freqüentava, assim como coube a Russell introduzir o mesmo símbolo na comunidade dos 'Estudantes da Bíblia'. Na liturgia maçônica, Crowley é considerado como 'filho espiritual de Albert Pike ', tendo sido um dos fundadores da "Ordem Templária do Oriente". Segundo um membro da "Ordem Rosacruz", o símbolo do deus Amon-Rah - cultivado pelo místico inglês - representa um caminho de êxito para as 'obras' da entidade, estando presente em todos os seus templos. Pelo visto, os rosacruzes não eram os únicos, pois os 'Estudantes da Bíblia' também davam destaque a ele em sua literatura. Muito embora o 'pastor' Russell e o 'mago' Crowley jamais tenham se conhecido pessoalmente, é bastante significativo e, ao mesmo tempo, inquietante - para uma Testemunha de Jeová - que eles compartilhassem, na mesma época, o gosto por certos símbolos ocultistas. Ambos eram fascinados pelos segredos egípcios.

Aleister Crowley - pontos em comum com C.T. Russell

Transportemo-nos agora para os tempos do ministério de Russell. Caso um leitor dos livros dele visitasse um templo Rosacruz - ou mesmo a sala egípcia da Grande Loja Maçônica da Pensilvânia - teria diante de si um cenário familiar:

O visitante, ao fitar o símbolo na parte superior deste altar, provavelmente lembrar-se-ia de já tê-lo visto em algum lugar. De fato, encontrava-se na capa de seu exemplar de 'O Mistério Consumado', o qual talvez estivesse conduzindo sob o braço. 'Como foi parar lá?', talvez se perguntasse. Bem, sabe-se que o 'disco solar alado' não pode ser usado indiscriminadamente por qualquer pessoa, sem permissão expressa. Afinal de contas, é um símbolo mais cultivado do que a própria cruz coroada, sendo exclusivo daqueles que alcançam o mais elevado nível espiritual da Ordem Rosacruz. Teria Russell selecionado tais símbolos ao acaso? Ou as informações obtidas até aqui são mais consistentes com a hipótese de alguém plenamente iniciado nos ritos esotéricos?

Até mesmo na atualidade, ainda restam vestígios deste passado comprometedor. Observemos a foto abaixo:

Reconhece o leitor o símbolo no centro desta fachada? Sim, é o 'disco solar alado'. Mas o que isso tem a ver com as Testemunhas de Jeová hodiernas? Bem, trata-se de um antigo cinema, em Queens - N. York, adquirido pela Sociedade Torre de Vigia e o qual tem servido por anos como salão de assembléias. Raymond Franz, ex-membro do corpo governante das Testemunhas de Jeová, menciona - em sua obra In Search of Christhian Freedom [Em Busca de Liberdade Cristã] (1999), pp. 274 e 275 - um curioso incidente relacionado com esse edifício:

"Eu me recordo que quando a Sociedade Torre de Vigia adquiriu um antigo cinema em Queens, New York, para uso como salão de assembléias, o cinema era cheio de antigos motivos egípcios... Quando a Sociedade restaurou o prédio, todos esses itens permaneceram intocados... Após alguns anos, uma irmã da República Dominicana... ficou chocada com os símbolos pagãos e expressou-me seu desapontamento, dizendo que ela nunca teria aprendido o significado dessas coisas se não fosse das próprias publicações da Sociedade... Eu me senti obrigado a escrever para o Presidente Knorr... [Ele] veio ao meu escritório e discutiu a matéria, dizendo que eram simples decorações... eu disse a ele que... nós tínhamos a obrigação de nos preocupar com o efeito adverso sobre outros, pois, se nós estabelecemos um padrão específico para as pessoas, então elas têm o direito de esperar que nós próprios vivamos segundo ele... Como eu já tinha percebido em tantos casos, os estridentes apelos às Testemunhas 'nas fileiras' , subitamente, tornavam-se capazes de grande afrouxamento quando os interesses da própria organização estavam envolvidos."

O depoimento acima é bastante revelador. Primeiro, mostra que os dirigentes da Sociedade estavam plenamente cientes da existência, no edifício adquirido para servir como local de reuniões cristãs, de muitos símbolos pagãos - os mesmíssimos usados pela organização no passado e agora repetidamente condenados em sua literatura. Segundo, que nada fizeram para removê-los por ocasião da restauração do prédio e, terceiro, que insistiam na frágil tese da 'decoração', a mesma utilizada para justificar o envolvimento das Testemunhas de Jeová, por décadas, com símbolos hoje classificados como 'satânicos'.

 

Os Selos da Sociedade

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Em nossa jornada pela simbologia da Sociedade Torre de Vigia, passaremos a examinar seus selos oficiais, pois também neles encontramos indícios de influências ocultistas. Ei-los:

O selo à esquerda foi criado por Russell, em 1884, e o segundo selo foi adotado pelo terceiro presidente da Sociedade, Nathan H. Knorr, em 1956. Ambos constam basicamente de uma coroa circular em volta de uma torre de castelo medieval com uma paisagem ao fundo. No primeiro, a paisagem é de um nascer do sol no deserto e no segundo, uma região montanhosa sob um céu nublado. A faixa externa contém a razão social da entidade. A cercadura externa foi reforçada no segundo selo, dando-lhe um aspecto serrilhado. Agora, atentemos para os detalhes: no segundo selo, os dois pontos em forma de sol separando a inscrição Zion's Watch Tower e Tract Society foram substituídos por uma pequena estrela de cinco pontas - também conhecida como pentagrama. Trata-se de um antigo e conhecido símbolo ocultista, também venerado pela Maçonaria. Alguns têm sugerido que os triângulos pequeninos da cercadura poderiam ser uma alusão às pirâmides, tão apreciadas pelo fundador da entidade. Como a piramidologia foi abandonada em 1928 - conforme veremos, mais adiante - não se pode afirmar categoricamente que esta tenha sido a razão para a escolha dos adereços. Todavia, achamos conveniente consultar os selos das ordens esotéricas, a fim de avaliar se há similaridades. Vejamos:

O selo da esquerda pertence à Grande Loja Francesa (GLF), o do centro, à Grande Loja Nacional Francesa (GLNF) e o da direita, à Grande Loja Mista Universal (GLMN). Vemos que o aspecto é similar em certos detalhes: todos apresentam o pentagrama em diversas disposições, sendo que o terceiro o exibe exatamente na mesma posição em que ele aparece no segundo selo da Sociedade Torre de Vigia. O selo do centro exibe um escudo medieval com três torres de castelo. Examinemos agora o selo do Grande Colégio dos Ritos:

Vemos que a cercadura é idêntica ao do selo da Sociedade. Seria apenas uma coincidência? Certos símbolos de instituições francesas exibem até hoje alguns elementos oriundos dos ritos maçônicos, pois foram criados sob forte influência dos francomaçons. Desse modo, é razoável perguntar: em que se inspiraram os criadores dos selos da Sociedade Torre de Vigia?

A Torre

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Ela é a própria marca registrada das Testemunhas de Jeová, pois consta de seu selo e publicações até hoje e faz parte de seu próprio nome como instituição oficial - Sociedade Torre de Vigia. A entidade possui um logotipo em forma de torre, cabendo sanções civis sobre aqueles que o utilizarem sem sua permissão. Trata-se de apenas mais um símbolo 'decorativo', sem qualquer conexão com o paganismo? A resposta é, novamente, não! Os autores da publicação Proclamadores reconhecem que o uso religioso da torre é muito anterior a Russell:

"A expressão Torre de Vigia não é exclusividade dos escritos de Russell nem das Testemunhas de Jeová. George Storrs publicou um livro na década de 1850 intitulado The Watchtower... [A Torre de Vigia...]. Esse nome foi também incorporado no título de vários periódicos religiosos..." - Proclamadores, p. 48

O autor citado nesta nota - George Storrs - foi amigo pessoal e colaborador do 'pastor' Russell, tendo exercido grande influência sobre ele (conforme é admitido na mesma obra, em um quadro da página 46). Também é digno de nota que Storrs tenha sido uma das figuras mais importantes do Adventismo norte-americano, bem como adepto da Ordem Rosacruz. Embora não sejam citadas, as publicações dos Rosacruzes e dos Maçons certamente estão entre os 'periódicos religiosos' mencionados pelo livro Proclamadores - fato que facilmente poderia passar despercebido pelo leitor desta lacônica nota de rodapé. Por exemplo, vejamos o que diz a obra Dicionário da Franco-Maçonaria (Daniel Ligou - 1987 - página 1181, em espanhol):

"Torre de Vigia - Símbolo próprio da franco-maçonaria de pedra (torre redonda) e de madeira (torre quadrada ou poligonal)... A Torre representa a Palavra e tem um significado especialmente radiante. A luz brota de maneira circular e em todos os planos..."

Curiosamente, o texto acima parece descrever com precisão o facho de luz que emana da torre de vigia representada na capa da revista A Sentinela por cerca de 40 anos (de 1891 a 1391). Castelos e torres medievais - juntamente com armaduras - também fazem parte dos símbolos templários, conforme mostram algumas ilustrações, colhidas de sites ligados ao tema. É importante lembrar que a Ordem Templária é considerada precursora da Maçonaria. Observemos as figuras abaixo:

Vemos, à esquerda, a figura de um cavaleiro lendário em meio a uma paisagem sombria, onírica, com um castelo medieval ao fundo (site dos cavaleiros templários); no centro, a capa de A Sentinela de 15/7/1930, consistindo na gravura de uma torre medieval - também em um cenário sombrio, com janelas em forma de cruz -, e à direita, um brasão franco-maçônico no qual estão representadas diversas torres de vigia, em um padrão quase idêntico ao da capa da revista. Mera coincidência? Observemos agora duas outras figuras:

À esquerda, o logotipo atual da Sociedade Torre de Vigia; à direita, as ruínas de um castelo templário, na Itália. É possível, a esta altura, negar a grande similaridade entre certos símbolos esotéricos (medievais e maçônicos) e aquele adotado pela organização central das Testemunhas de Jeová e mantido (com algumas alterações) até hoje? Um passatempo bem comum entre nós, o jogo de xadrez, também tem sua origem nos temas medievais: rei, rainha, bispo, cavalo e, naturalmente, a torre. Nesse caso, de quem o 'pastor' Russell teria tomado emprestados o símbolo e o nome 'torre de vigia' - dos Adventistas ou dos Maçons? Ele aparentava ter intimidade com ambos.

Russell e as Pirâmides

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Russell era homem extremamente criativo. Todavia, não foi original em muitas de suas idéias e superstições. Um exemplo clássico era sua fascinação por pirâmides. De quem a teria herdado? Bem, há duas fontes em potencial: o Adventismo e as sociedades esotéricas. Examinemos cada uma...

As pirâmides eram objeto de estudo por parte dos Adventistas, no século 19. Em 1876, o professor C. Piazzi Smyth - um astrônomo e piramidólogo anglo-israelita - publicou um artigo sobre a piramidologia no periódico Bible Examiner, de George Storrs, o associado de Russell que mencionáramos há pouco (Proclamadores, p. 46). Algum tempo depois, o próprio Storrs escreveu artigos sobre esse tema no periódico Herald of Life and the Coming Kingdom [Arauto da vida e da Vinda do Reino]. Não é difícil deduzir que ele e o 'pastor' compartilharam o estudo dessa matéria, pois o próprio Russell, dedicaria, em 1897, todo o capítulo 10 do volume III de Studies in the Scriptures [Estudos das Escrituras] ao significado das medidas da Pirâmide de Gizé quanto ao cumprimento das profecias bíblicas. Já publicamos uma foto dessa obra neste artigo, no tópico 'A Lâmpada Oriental'.

O livro Proclamadores, na p. 201, faz uma confissão do envolvimento de Russell com a piramidologia, muito embora procure atenuar a importância do fato por classificá-lo como um simples 'pensamento' dele por 'apenas' 35 anos. Mas, era realmente assim - um 'pensamento'? Ou era uma doutrina fundamental? Afinal, quanto destaque se deu à piramidologia no movimento das Testemunhas de Jeová - em um período, durante o qual se diz que Jesus Cristo estava a examiná-lo e aprová-lo? Este é o nosso próximo enfoque.

Conforme mencionáramos anteriormente, foi apenas na última década do século 20 que a Sociedade Torre de Vigia exumou alguns capítulos embaraçosos de sua história, por meio da obra Proclamadores (1993) - ainda assim, de uma forma bastante sucinta e por meio de eufemismos, como já comentamos. Entretanto, após o tema 'piramidologia' ser continuamente esmiuçado na internet - em forma de denúncias - a organização julgou conveniente abordar mais uma vez o 'romance' entre Russell e as pirâmides. Ante a impossibilidade de negar os fatos, amplamente apoiados em provas documentais, criou-se uma versão piedosa dos mesmos, colocados em um contexto de 'purificação espiritual'. Vejamos o que diz este curioso artigo em A Sentinela de 1/1/2000, p.9 :

"Em 1886, quando C. T. Russell publicou um livro que passou a ser chamado 'O plano Divino das Eras', este livro continha uma tabela relacionando as eras da humanidade com a Grande Pirâmide do Egito. Pensava-se que este monumento do faraó 'kufu' [Quéops] fosse a coluna mencionada em Isaías 19: 20... Que relação podia ter uma pirâmide com a Bíblia? Ora, por exemplo, pensava-se que o comprimento de certas passagens na Grande Pirâmide indicava o tempo do começo da 'Grande Tribulação' de Mateus 24: 21, conforme se entendia então. Alguns Estudantes da Bíblia ficaram absortos em medir certos detalhes da pirâmide para descobrir assuntos tais como o dia em que iriam para o céu!"

Mais uma vez os autores preferem a palavra 'pensamento', ao invés de 'ensino' ou 'doutrina'. Também o sujeito das orações é omitido ou obscurecido em alguns trechos pelas expressões "pensava-se" ou "entendia-se" - um recurso já consagrado pelas publicações das Testemunhas de Jeová ao abordarem partes indesejáveis de sua história. Quem 'pensava'? Quem 'entendia'? A resposta é uma só - A ORGANIZAÇÃO! E não só entendia como ensinava.

Vejamos agora a tabela à qual o artigo se refere:

Conforme mostra a figura, Russell criou um elaborado diagrama esotérico para a interpretação das profecias bíblicas. Ele pode ser visto na p. 162 do livro Proclamadores. Curiosamente, o texto ao redor da figura faz referência a ela sem dar uma só palavra sobre o significado do desenho em forma de pirâmide. Deveras, seria embaraçoso fazê-lo, pois nada representa tão bem a fusão da escatologia adventista com os símbolos maçônicos quanto esta tabela.

O artigo de janeiro de 2000 faz referência ao primeiro volume de 'Estudos das Escrituras', publicado em1886, o qual continha o diagrama acima. Em 1897, o recém-lançado terceiro volume - Venha o Vosso Reino - foi mais longe ainda, chamando a Pirâmide de Quéops de 'Testemunha de Jeová' (p. 320), mais de 30 anos antes de J. F. Rutherford - o sucessor de Russell - ter adotado este nome para os então 'Estudantes da Bíblia'. Todavia, o fascínio pelas pirâmides não pararia por aí. Em 1915, foi publicada pela organização uma obra de 438 páginas, quase homônima ao volume 1 -- The Divine Plan of Ages as Shown in the Great Pyramid ("O Plano Divino das Eras Como Mostrado na GRANDE PIRÂMIDE") -- provavelmente de autoria de Morton Edgar -- uma edição de visual mais atraente do que o primeiro volume de Russell e totalmente inspirada no livro dele. Eis a capa:

Aqui, novamente, distinguimos a figura de uma pirâmide. Seria justificável o lançamento de mais um livro sobre o tema, caso se tratasse apenas de um 'pensamento' individual de Russell? A propósito, o estudo das pirâmides estava entre as 'verdades preciosas' em comum com os 'irmãos maçons', diante dos quais o 'pastor' discursou em 1913.

Em 1914, se uma pessoa comparecesse ao 'Fotodrama da Criação' (Proclamadores, pp. 56 e 57), veria, em um dos slides, a seguinte imagem:

Trata-se da esfinge egípcia, tendo ao fundo a Grande Pirâmide de Gizé. A essa altura, desnecessário é frisar a importância destes monumentos para o 'pastor' Russell. Caso a pessoa, em seguida, entrasse em um templo Rosacruz ou maçônico, se depararia com o seguinte cenário:

Percebe o leitor a similaridade? Não parecem as duas imagens provir de um mesmo ambiente? No entanto, a primeira imagem era exposta ao público como 'alimento espiritual' oriundo do cristianismo, livre de contaminações pagãs.

Até mesmo na arquitetura da Sociedade Torre de Vigia podemos encontrar indícios de seu passado envolto em piramidologia. Observemos a foto abaixo:

Este prédio foi construído em 1927 por J. F. Rutherford . Se repararmos bem, notaremos, no alto da fachada, uma série de adornos em forma de pequenas pirâmides. Seria apenas uma coincidência?

Para concluirmos este tópico, apresentaremos a prova definitiva do profundo envolvimento de Russell com a piramidologia. Trata-se de seu túmulo:

Este maciço monumento em forma de pirâmide jaz ao lado dos restos mortais de C. T. Russell há mais de 80 anos. Contém o nosso já conhecido símbolo da cruz coroada, bem como o nome 'Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados'. Saberia o leitor identificar as edificações ao fundo? Pois trata-se do grande complexo maçônico de Pittsburgh. Ao que tudo indica, não poderia haver vizinhança mais apropriada.

Uma pirâmide de pedra era, inquestionavelmente, uma homenagem honrosa para o 'pastor' Russell, pois, em vida, nenhum outro objeto esotérico exerceria tanto magnetismo sobre ele, tendo-o motivado, inclusive, a viajar milhares de quilômetros para conhecer pessoalmente a Grande Pirâmide de Gizé . Eis as fotos dessa tour mística, realizada em 1912:

Na primeira foto, vemos Russell e sua comitiva defronte ao grande monumento egípcio - a 'bíblia de pedra' como era chamado. Na segunda foto, o 'pastor' recebe ajuda ao escalar os degraus da Grande Pirâmide. Após sua peregrinação a este lugar 'sagrado', ele aproveitou a ocasião para proferir seu célebre discurso "Uma Testemunha de Deus - a Grande Pirâmide do Egito" - publicado em A Sentinela de junho de 1912. Suas palavras devem ter tido forte efeito sobre aqueles de seu tempo. Russell apegou-se ferrenhamente a tal crença até sua morte, em 1916. O monumento fúnebre no Cemitério Rosemont (em Pittsburgh) preservou no tempo a 'marca registrada' do russellismo, resistindo até hoje como prova insofismável dela.

Ante o peso das evidências, a organização defende-se por enfatizar que abandonou a piramidologia em 1928 - o que é verdade. Contudo, é difícil aceitar - de acordo com a doutrina atual das Testemunhas de Jeová - que, durante o assim chamado período de inspeção de Jesus Cristo (1914 - 1918), tenha ele dado seu 'carimbo' de aprovação aos 'Estudantes da Bíblia', fazendo 'vista grossa' a um envolvimento tão patente com aquilo que a organização hoje chama de 'satânico'.

Russell e os Astros

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A postura do 'pastor' Russell para com a astrologia era um tanto contraditória. Muito embora não a advogasse explicitamente - e até a contestasse - ainda assim, lançou mão, em certas ocasiões, de um linguajar tipicamente astrológico. Não era uma coisa rara entre os adventistas, com os quais Russell associou-se regularmente. Um exemplo clássico desse período se encontra na revista Zion's Watchtower [Torre de Vigia de Sião] de 1/5/1903, págs. 130 e 131 (em inglês):

Nós questionamos seriamente todas as declarações da astrologia; ainda assim, o que se segue - qualquer que seja a fonte das sugestões, até mesmo do próprio adversário - parece marcadamente verdadeiro quanto às nossas expectativas baseadas na Palavra do Senhor. Apenas por essa razão nós o publicamos como segue:... Quando Urano e Júpiter se encontrarem no signo benigno de Aquário em 1914, a era há muito prometida terá tido um belo começo na obra de libertar os homens na busca de sua própria salvação e assegurará a realização final dos sonhos e ideais de todos os poetas e sagas da História."

Aqui, vemos o uso das posições astrológicas como instrumento de persuasão quanto à correção dos cálculos de Russell, os quais apontavam para a presença de Cristo desde 1874 e para 1914 como a data do 'fim do mundo'. É também digno de nota que o 'pastor', mesmo reconhecendo que tais declarações podiam provir do 'adversário' - presumivelmente, o diabo - ainda assim, tenha se sentido à vontade para publicá-las simplesmente por estarem em sintonia com suas 'expectativas'. Nesse caso, indagamos: se o leitor examinasse um artigo falando do "signo benigno de Aquário" e das posições de 'Urano' e 'Júpiter', teria alguma dúvida quanto à natureza do assunto? Não encontramos tais expressões até hoje nos horóscopos? Entretanto, isso não é tudo...

Caso uma pessoa comparecesse ao 'Fotodrama da Criação', veria o seguinte quadro:

Neste slide vemos representadas todas as posições do zodíaco. Elas serviam como reforço para as previsões futurísticas de Russell. Na verdade, a escatologia dos 'Estudantes da Bíblia' consistia em um 'tripé' - as profecias bíblicas, as medidas da pirâmide e as posições dos astros. O fascínio por estes últimos não terminaria aí.

O 'pastor' já havia publicado, anos antes, seu terceiro volume da série 'Estudos das Escrituras'. Nele, Russell citava Joseph Seiss, um pastor luterano - adepto da piramidologia e da astrologia - o qual publicou, em 1877, a obra O Milagre em Pedra ou a Grande Pirâmide do Egito. A citação dizia:

"Alcyone, então, tanto quanto a ciência tem sido capaz de discernir, pareceria ser 'o trono da meia-noite', no qual todo o sistema de gravitação tem sua base central e de onde o Todo-Poderoso governa o universo.".

Qual o significado dessas palavras? Vejamos...

Em 1915, a revista Zion's Watchtower de 15 de junho (p. 185) publicou um artigo mais pormenorizado sobre o tema:

"... a Ciência Declara que há um Centro muito mais poderoso, ao redor do qual estes incontáveis milhões de sóis giram, acompanhados por seus planetas e satélites. Este grande Centro parece estar associado com as Plêiades, particularmente com Alcyone, a estrela central desse renomado grupo. Por essa razão, tem se sugerido que Plêiades pode representar a Residência de Jeová, o lugar de onde Ele governa o universo. Este pensamento dá nova força à pergunta que o Todo-Poderoso fez ao patriarca Jó: ' És tu que atas as doces influências de Plêiades, ou soltas os laços de Órion? Podes fazer sair as constelações do zodíaco em suas estações?' - Jó 38: 31,32 Parece haver menos estrelas no Norte do que em qualquer outra parte dos céus. De modo que o Norte parece ter recebido uma posição muito proeminente... Nas Escrituras, o Norte parece associado bem de perto ao governo de Jeová sobre a terra."

O artigo acima refere-se à crença de que Deus habitava uma estrela - Alcyone - a qual pertencia à constelação de Plêiades. Além disso, um ponto cardeal - o Norte - recebia igual destaque. Como vimos, Russell não foi nada original, tendo tomado emprestadas as idéias de um pastor luterano - Joseph Seiss - o qual, por sua vez, as obteve de um escritor anterior a ele, Piazzi Smyth, já mencionado em nosso artigo. É interessante que Russell recorresse à Bíblia a fim de reforçar essas teorias. Causou-lhe, sem dúvida, enorme empolgação a determinação do 'endereço' de Deus. Anos à frente, em 1925, a edição de 15 de agosto da revista A Idade de Ouro [atualmente Despertai!] afirmaria que a cidade celestial de Sião também estava associada à estrela principal de Plêiades.

"Plêiades" - a 'casa' de Jeová?

O sucessor de Russell - J. F. Rutherford - herdou de seu mestre o gosto pelos astros. Uma prova disso foi o artigo que ele lançou já na edição de 10 de setembro de 1924 de A Idade de Ouro [atualmente Despertai!], pp. 793 e 794, o qual dizia:

"... a posição de Plêiades ao tempo da conclusão da Grande Pirâmide do Egito, a 'Testemunha de Pedra de Deus', é uma proeminente característica desta construção no centro da terra do Egito. Por essa e outras razões, os 'Estudantes da Bíblia' têm boa razão para crer que na região de Plêiades está localizado o trono de Jeová Deus... Se algum lugar no espaço, dentro de Plêiades, é o trono de Deus, então esse grupo é merecedor de nosso mais reverente estudo."

Aqui são endossadas as idéias do mesmíssimo autor que Russell destacara em seus artigos - Joseph Seiss. Pelo visto, a empolgação com os corpos celestes continuava de vento em popa na sede dos 'Estudantes da Bíblia'.

Muito embora Rutherford levasse ainda mais quatro anos para discernir o que outras instituições cristãs há muito percebiam - o caráter profano da piramidologia - o 'reverente estudo' em torno de Plêiades perduraria por mais trinta anos - até 1953, quando uma publicação da Sociedade Torre de Vigia admitiu que ver uma estrela como o 'trono de Deus' poderia levar a uma 'veneração' pelos corpos celestes. Dessa forma, mais um capítulo embaraçoso da história das Testemunhas de Jeová era selado - mas não para sempre.

Toda essa excitação em torno dos astros, por mais de meio século, remete-nos à passagem bíblica em Deuteronômio 4: 19:

"Quando levantares os olhos para o céu, e vires o sol, a lua, as estrelas, e todo o exército dos céus, guarda-te de te prostrar diante deles e de render um culto a esses astros..."

 

Contatos Imediatos com o Mundo Espiritual

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Sem dúvida, o dia 31 de outubro de 1916 caiu como uma bomba sobre a comunidade de 'Estudantes da Bíblia'. Naquela data fatídica, seu mestre C. T. Russell exalou o último suspiro a bordo de um trem no Texas. Segundo o livro Proclamadores, p. 64, um clima de profundo pesar e desorientação abateu-se sobre os membros da Sociedade Torre de Vigia. Era compreensível, pois, conforme diz o próprio livro, "durante toda sua vida Russell tinha sido 'a Sociedade' ". De fato, durante décadas o 'pastor' exerceu um autêntico 'papado' entre seus seguidores. Além de ser o acionista majoritário da Sociedade - portanto, a maior autoridade civil - sua palavra era, em questões doutrinais, sempre a última. Por anos, sua literatura alimentou a crença de que ele era o 'servo fiel e prudente' de Mateus 24: 45. Menos de dois meses após sua morte, a edição de 1/12/1916 de A Sentinela, p. 357, reafirmava tal crença, sendo que sua reimpressão, p. 6159, foi mais longe ainda, comparando Russell ao apóstolo Paulo. Não eram palavras precipitadas ou emitidas sob forte emoção, pois, sete anos mais tarde, a edição de 1/3/1923 ratificou tais idéias, chamando o 'pastor' de 'escolhido'. Perante tais declarações, não é de admirar que surgisse um desmedido culto de personalidade em torno da pessoa de Russell. Evidentemente, um rebanho órfão, carente da figura de seu líder, precisava de um consolo. Este não tardaria a vir.

Já no ano seguinte ao óbito de Russell - 1917 - a famosa publicação The Finished Mistery [O Mistério Consumado], em suas páginas 144 e 256, trouxe as emocionantes palavras:

“Este verso (Revelação 8:3) mostra que, embora o Pastor Russell tenha transposto a cortina [ou morrido], ele ainda está dirigindo cada aspecto do trabalho de colheita... Nós sustentamos que ele supervisiona... o trabalho a ser feito”

Perceba o leitor que o texto não faz uso de retórica. O autor não diz que o "ânimo", o "espírito empreendedor" ou a "coragem" do falecido estavam entre os 'Estudantes da Bíblia' ou que estes se entregavam ao seu ministério com o mesmo "zelo", "diligência" ou "à moda de seu líder". Não, o comentário é feito no tempo presente e na terceira pessoa - 'ele' está, 'ele' supervisiona. E não foi uma declaração isolada. No mesmo ano, a edição de 1 de novembro de A Sentinela (p. 6161, reprints] ratificaria esta crença:

“Então nosso querido Pastor, agora em glória [morto], está, sem dúvida alguma, manifestando profundo interesse no trabalho de colheita, e Deus lhe permite exercitar uma forte influência em razão disso.”

Aqui vemos palavras praticamente idênticas, no mesmo tempo e na mesma pessoa. Não Deus, mas Russell 'está manifestando profundo interesse'. Não sua mensagem, mas ele exerce 'forte influência'. Cremos que o texto não deixa margem para se evocar o uso de uma metáfora. Nem seria preciso, pois, ambas as declarações estavam de pleno acordo com a crença da época, de que Russell, imediatamente após sua morte, seria arrebatado ao seio de Jesus Cristo, afinal ele era um 'escolhido'. Uma prova concreta disso pode ser vista até hoje na inscrição gravada em seu monumento fúnebre em forma de pirâmide:

Ao lado do tradicional símbolo da cruz coroada, os dizeres - Risen with Christ ["Levantado com Cristo"]. Portanto, o entendimento era: Russell vivia no plano espiritual e exercia influência direta nas ações da comunidade de 'Estudantes da Bíblia'. Nesse caso, um Testemunha de Jeová poderia se perguntar: qual é, essencialmente, a diferença entre essa crença e a crença espírita de que os mortos estão ativos no mundo espiritual e participam nas atividades dos vivos? Ou a crença católica de que os 'santos' podem intermediar entre os cristãos e Deus?

Este não é o único incidente envolvendo a Sociedade Torre de Vigia e as crenças relativas ao mundo dos espíritos. Seu segundo presidente - J. F. Rutherford - teve uma gestão marcada por reviravoltas doutrinárias e artigos polêmicos, alguns dos quais provocaram sucessivos 'rachas' no movimento, o que suscitou a mudança de nome da entidade para 'Testemunhas de Jeová', em 1931. Rutherford, gradualmente, transferiu para si, senão o prestígio, no mínimo, a autoridade que por anos era exclusiva do falecido 'pastor'. Deveras, durante sua presidência, coube apenas a ele a prerrogativa de legislar sobre questões doutrinais maiores. O compêndio The Messenger ["O Mensageiro"], de 21/7/1931, estampou fotos de Rutherford e, no rodapé, o título de 'líder visível' dos 'Estudantes da Bíblia', uma honraria que só não superava a de seu antecessor. Coube a ele a tarefa de negar a crença anterior sobre as 'atividades' do morto Russell:

"Ninguém da companhia do templo seria tão tolo ao ponto de concluir que algum irmão (ou irmãos) que em alguma época esteve entre eles, e o qual morreu e foi ao céu, está agora instruindo os santos na terra e dirigindo-os em sua obra." -Jehovah (1934), p. 191 (em inglês)

Aparentemente, a organização chocava-se agora frontalmente com os ensinos que ela própria advogou fervorosamente, anos antes. Se os 'Estudantes da Bíblia' tinham sido 'tolos', quem os induzira a agir assim? Contudo, este entendimento não permaneceria para sempre incólume. Em 1989, a publicação Revelation - Its Grand Climax is at Hand! ["Revelação - Seu Grande Clímax Está Próximo!"], p. 125, afirmaria:

"É apropriado que, então, aquele entre os 24 anciãos, representando ungidos já no céu, instigasse o pensamento de João... (Revelação 7: 13, 14a) Sim, aquele ancião poderia encontrar a resposta e dá-la a João. Isto sugere que os ressuscitados do grupo dos 24 anciãos podem estar envolvidos na comunicação de verdades divinas atualmente."

Ao que tudo indica - desde 1989 - considerar que alguém que morreu e foi ao céu esteja se comunicando com os vivos não é mais tão 'tolo' assim...

A exemplo de seu antecessor, Rutherford era homem de mente fértil. Coube a ele introduzir não só o nome, como a maioria das crenças atuais das Testemunhas de Jeová, diversas delas em choque frontal com o que ensinava o 'pastor' Russell. De onde provinha tal 'conhecimento'? Deixemos que o próprio Rutherford responda:

"O Juiz Rutherford fala, não a opinião dele, nem a de ninguém." - A Idade de Ouro de 28/3/1934, p. 396

"Sem dúvida, o Senhor usa seus anjos para fazer com que a verdade seja publicada em A Sentinela... Certamente, Deus guia seu povo pactuado por usar os santos anjos para levar sua mensagem a ele. - A Sentinela de 1/2/1935, p. 41

Esta declaração apresenta um nítido contraste com o ensino que o Espírito Santo - não os anjos - serviria de 'ajudador' aos cristãos (João 14: 26). Bem deixemos, novamente que o próprio Rutherford explique o ponto:

"Por seu espírito, o espírito santo, Jeová Deus guia ou lidera seu povo até um certo tempo, e assim ele fez até o tempo em que 'o confortador' foi retirado... em 1918." - Preservação (1932), pp. 193 e 194

"...1918... naquele ano o Senhor Jesus chegou ao templo de Jeová Deus. O espírito santo, o qual tinha sido o guia do povo de Deus, tendo cumprido suas funções, foi retirado..." - Salvação (1939), pp. 216 e 217

"Ao invés dos servos serem impelidos à ação pela operação do espírito santo como ajudador, as Escrituras parecem ensinar claramente que o Senhor instrui seus anjos sobre como agir e eles agem sob a supervisão do Senhor, conduzindo o restante na terra no que diz respeito à linha de ação a tomar. - A Sentinela de 1/9/1930, p. 263

"Estes anjos são invisíveis aos olhos humanos e estão lá para levar as ordens do Senhor. Indubitavelmente, eles primeiro ouvem a instrução que o Senhor lança ao seu restante e então os mensageiros invisíveis passam tal instrução ao restante." - Vindicação III (1932), p. 250

"Deus usa anjos para instruir seu povo agora na terra" - A Idade de Ouro de 8/11/1933, p. 69

Estava claro - os anjos serviam agora de mediadores entre Deus e a Sociedade Torre de Vigia. Até 1930, a organização ensinava que apenas o espírito santo podia prover o entendimento das escrituras, porém, desse ano em diante, a iluminação supostamente provinha dos anjos. Contudo, QUEM estava à frente dos ensinos que eram divulgados naquele tempo? Quem os redigia? A resposta é uma só - J. F. Rutherford. Isso não se pode negar, pois todos os livros dessa época levam a assinatura dele. Somos obrigados a deduzir, então, que os anjos revelavam as 'verdades' a ele e apenas a ele. Como prova deste ponto, vejamos o que dizia a revista A Idade de Ouro de 2 de Setembro de 1931, p. 793:

"Todo leitor de A Idade de Ouro sabe que nós consideramos os livros do Juiz Rutherford os mais importantes do mundo."

Fariam sentido tais palavras se as Testemunhas de Jeová não cressem que os escritos de seu presidente provinham de uma fonte superior, sobrenatural? Estava ou não envolvida a comunicação com o mundo espiritual?

J. F. Rutherford - comunicação com 'anjos'?

Vemos assim que Rutherford afirmava não ter a iluminação do Espírito Santo desde 1918, ficando inteiramente dependente da comunicação de anjos. Tais fatos têm levado alguns críticos do movimento das Testemunhas de Jeová a considerar que as declarações de Rutherford faziam dele - conscientemente ou não - um médium espírita, afinal de contas, a comunicação com anjos é parte integrante da liturgia do espiritismo, o qual vê os anjos como espíritos superiores, iluminados. Todavia, o livro Proclamadores, p. 708, diz:

"Aqueles que compõem a única genuína organização cristã hoje não recebem revelações angélicas nem inspiração divina... Jeová os conduz ou guia a esse entendimento por meio de seu espírito santo."

Em outra publicação (Despertai! de 22/5/1971, p. 28, em inglês), a organização acrescenta:

"Sim, a Bíblia mostra que não há apenas anjos bons, mas também iníquos."

Todas essas contradições certamente suscitam as seguintes questões:

a) Se o espírito santo - de acordo com a doutrina atual das Testemunhas de Jeová - é o responsável pela revelação da palavra de Deus e, tendo Rutherford declarado que este mesmo espírito havia sido removido desde 1918, então quem guiou a Sociedade Torre de Vigia entre os anos de 1918 e 1942?

b) Se foram anjos que transmitiram informações ao segundo presidente da organização, então que espécie de anjos eram esses - os 'bons' ou os 'iníquos'?

c) Se atualmente é o espírito santo que guia a Sociedade Torre de Vigia, mas - de acordo com os artigos da década de 30 - ele havia sido removido em 1918, então por que ele se retirou e quando foi que retornou?

d) Afinal, quem era Rutherford - um iluminado, um lunático ou um impostor?

Declarações exóticas não eram exclusividade do segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia. Nesse respeito, ele tinha companhia à altura, a saber, a pessoa a quem ele nomeou para editor da revista A Idade de Ouro em 1919 - o Sr. Clayton Woodworth, o qual tinha um passado envolto em comunicações com espíritos e possessões demoníacas. Como sabemos disso? Pelo próprio depoimento dele, registrado no compêndio 1913 Convention Report [Relatório da Convenção de 1913], mencionado no início deste artigo:

" Eu gostaria de falar a vocês sobre uma coisa que eu certamente jamais pretenderia mencionar nesta convenção. Eu presumo que todos vocês tenham feito o voto; talvez alguns não o tenham feito... Então meus problemas começaram. Eu comecei a orar e a lutar ao meu próprio modo com as Escrituras. Após alguns meses, as Escrituras aparentemente começaram a abrir-se... Houve um tempo, durante cinco noites consecutivas em que eu não dormia; daí, chegou um tempo em que a tensão era demais; minha mente ficou desequilibrada e eu fiquei diretamente sob a influência de espíritos maus, tanto que, por três dias, eu estava completamente sob controle demoníaco, tanto quanto a Sra. Eddy estava quando ela escreveu 'Ciência e Saúde'.

Tais palavras certamente teriam forte impacto sobre a assistência se hoje fossem proferidas em um daqueles depoimentos pessoais realizados nas assembléias das Testemunhas de Jeová. Não era diferente em 1913 - isto pode-se perceber pela relutância inicial de Woodworth em prosseguir relatando sua experiência. A Sra. Eddy que ele menciona é Mary Baker Eddy - a fundadora da Igreja da Ciência Cristã, a qual também adotava o símbolo da 'cruz coroada'. Pois bem, teria C. Woodworth se 'curado' de suas experiências 'demoníacas' após sua conversão ao movimento 'Estudantes da Bíblia'? Embora uma Testemunha de Jeová hoje prefira crer que sim, faria bem em considerar o que o linguajar dele na literatura da organização parece sugerir. Vejamos, por exemplo, o estranho comentário dele no livro The Finished Mistery ['O Mistério Consumado'], em 1917:

"Tem você profunda apreciação por esta obra? Está você convencido que ela é do Senhor - preparada sob sua orientação? Tem você, cuidadosamente e com oração, lido os comentários em Revelação 7:1? Então agarre-se à verdade, a qual é propósito de Deus conceder brevemente às mentes de muitos de seus pequeninos até que se abra um campo de batalha, no qual os anjos caídos serão julgados, e a maneira com que enfrentaremos os testes provará nosso merecimento por coroas, ao mesmo tempo em que provará que estes espíritos desobedientes não são merecedores de vida em plano algum. Isso é algo com o qual alguns, mas não muitos, estão familiarizados... sem uma experiência real é praticamente impossível conceber a intensidade de tais lutas... a base do cérebro é presa com em um torno. Interpretações da Escritura, ingênuas, mas desencaminhadoras além de descrição, são projetadas dentro da mente como água que sai de uma mangueira. Visões podem ser experimentadas, maravilhosas iluminações da mente como que por uma suave, mas gloriosa neblina esverdeada ou amarelada. Sugestões sedutoras podem ser feitas, de acordo com as circunstâncias do ambiente. Ofertas de inspiração podem ser feitas. O privilégio de dormir pode ser retirado por dias a fio. Tudo isso com o objetivo de forçar o desgraçado a, pelo menos, uma insanidade temporária... a mente pode ser invadida por pensamentos desprezíveis além da conta. Então lembrem-se do voto."

É difícil supor que alguém, em pleno gozo de suas faculdades mentais e completamente sóbrio, emitisse os comentários acima sem por em dúvida sua sanidade ou condição mental. De fato, as palavras de Woodworth parecem psicodélicas e realmente atestam a natureza de suas experiências pessoais. Como uma Testemunha de Jeová receberia hoje tais palavras se fossem publicadas em um artigo de A Sentinela? Considerá-las-ia como normais, próprias do cristianismo ou prontamente as identificaria como contaminadas com ocultismo?

Os comentários de Woodworth sobre Revelação 7:1 são, na verdade, uma referência a artigos do 'pastor' Russell, publicados em exemplares de A Sentinela - datados de 1911 e 1914 - e diziam respeito aos dramáticos acontecimentos previstos para aquela época. Uma das citações dizia:

"Há apenas um modo, tanto quanto podemos discernir, pelo qual esses anjos caídos podem ter um julgamento, consistindo em ter uma oportunidade mais ampla para pecar, se assim desejarem, ou uma oportunidade para mostrar, caso desejem, que eles estão fartos do pecado e querem retornar à harmonia com Deus... chegamos à conclusão de que o julgamento desses anjos caídos está em um futuro próximo; talvez já tenha começado para alguns." - O Mistério Consumado (1917), p. 124

A doutrina acima é realmente bombástica, pois abre uma perspectiva inimaginável para o cristianismo ortodoxo - a reabilitação de demônios!

C.J. Woodworth - 'Possessões demoníacas'???

 

Há um episódio que ilustra bem a crença de Woodworth em 'demônios honestos'. Trata-se de um compêndio desconhecido para a maioria das Testemunhas de Jeová hoje em dia - Angels and Women [Anjos e Mulheres], de J. G. Smith, enfaticamente recomendado pela edição de 30/7/1924 de A Idade de Ouro. Consiste, na verdade, em uma revisão de uma obra psicografada em 1878. 'Psicografado' é um termo do vocabulário espírita utilizado para designar um texto ditado por espíritos e escrito por meio de um médium. O revisor da obra era um 'Estudante da Bíblia', identificado - na p. 702 da revista - apenas como "um amigo pessoal do Pastor Russell e que estava próximo a ele em seu trabalho". O texto diz:

" 'ANGELS AND WOMEN' é o título de um livro recém-lançado. É uma reprodução e revisão da novela 'Seola', a qual foi escrita em 1878, e que trata de condições anteriores ao dilúvio. O Pastor Russell leu esse livro com muito interesse e pediu a alguns dos irmãos que lessem por causa de sua notável harmonia com o relato das Escrituras sobre os filhos de Deus no sexto capítulo de Gênesis."

O que o autor do artigo acima deixou de revelar diz respeito precisamente à origem do livro. Vejamos o que dizia seu prefácio:

"O revisor deste livro é de opinião que o manuscrito original foi ditado para a mulher que o escreveu por um dos anjos caídos, o qual desejava retornar ao favor divino."

Anjos e Mulheres - Obra psicografada

A doutrina de Russell sobre 'anjos caídos retornando ao favor divino' começava a dar frutos. O editor de A Idade de Ouro - C. Woodworth - aderiu tenazmente a este ensino. Este fato, aliado ao seu passado místico, tornou a nomeação dele um fator decisivo na contaminação da literatura da Sociedade Torre de Vigia, décadas à frente, com crenças ocultistas. Deveras, além do endosso a uma obra psicografada, diversas 'terapias' esotéricas - como as 'Reações Eletrônicas de Abrams ', a osteopatia e outras - 'povoaram' diversos números da revista da qual ele era editor-chefe, A Idade de Ouro.

Não tardariam a surgir questionamentos por parte dos leitores das publicações da Sociedade contra aquilo que entendiam como promoção do demonismo. A edição de 3/12/1924 de A Idade de Ouro publica uma interessante troca de correspondências entre a Sociedade e um de tais leitores descontentes. Entre outras coisas, ele dizia:

"Eu fiz algumas indagações e foi-me dito que ['Anjos e Mulheres'] era um livro que um anjo caído ditou a uma mulher, demonstrando o desejo de retornar à harmonia com Deus e que o Pastor Russell aprovou o livro. Eu nunca tinha ouvido falar deste livro antes. Já que nós devemos evitar tudo o que se relacione ao espiritismo, eu gostaria de saber com certeza se o livro tem sua aprovação..." - W. S. Davis, Los Angeles, California

Agora a organização não podia mais afirmar que não sabia da origem do livro. Vejamos a resposta da redação de A Idade de Ouro:

"Quanto a ser uma violação do juramento ler este livro, tal idéia não merece consideração. Não seria mais errado lê-lo do que ler 'O que as Escrituras Dizem sobre o Espiritismo' ou 'Falando com os Mortos', pois estes dois livros falam bastante do que os espíritos maus fazem. Muitos têm obtido bastante benefícios a partir da leitura de 'Anjos e Mulheres' porque este ajuda a adquirir uma visão mais clara sobre como Satã logrou anjos e a raça humana, causando estrago entre homens e anjos. O livro ajuda a ter um melhor entendimento da organização do diabo."

Cremos que as palavras acima dispensam comentários adicionais e servem como poderoso argumento contra as seguintes palavras:

"Já que não praticamos espiritismo, estamos livres da dominação dos demônios" - A Sentinela de 15/3/1992, p. 20

É o caso de perguntar - da dominação dos demônios maus ou dos 'honestos'?

 

O Caso Goodrich

Início

Nem sempre os leitores insatisfeitos da publicação A Idade de Ouro foram tão solícitos. Sabe-se de, pelo menos, um episódio que teve graves conseqüências. Trata-se do caso de Roy Goodrich, uma zelosa Testemunha de Jeová que, durante a era Rutherford, combateu obstinadamente o endosso da Sociedade Torre de Vigia a 'terapias' e dispositivos, os quais, segundo o entendimento dele, estavam inexoravelmente ligados ao ocultismo. Tudo começou nos anos 20, quando a edição de 22/4/1925 (p. 454) de A Idade de Ouro apresentou a seguinte matéria:

"...A Biola Eletrônica de Rádio, a qual significa vida renovada por ondas de rádio ou elétrons. A Biola automaticamente diagnostica e trata doenças pelo uso de vibrações eletrônicas."

As primeiras décadas do século 20 foram marcadas pelo charlatanismo em assuntos médicos. Toda sorte de 'geringonça milagrosa' ou 'terapia revolucionária' ocupava as páginas da imprensa. Foi a 'era de ouro' dos charlatões e 'magos'. Convidamos o leitor a aprofundar-se nessa matéria visitando o endereço http://www.geocities.com/torredevigia/medicos.htm . Pois bem, o artigo acima citado representa o endosso da Sociedade Torre de Vigia a uma das terapias esotéricas em moda naquela época. Já na edição de 2/2/1921 (p.260) de A Idade de Ouro, Clayton Woodworth atribuía a descoberta do elemento radium à revelação dos 'anjos caídos' de que já tratamos neste artigo. Neste artigo, ele chega a afirmar - referindo-se aos demônios - que "até os mentirosos falam, às vezes, a verdade". A seguir, na edição de 23 de junho do mesmo ano (pp. 606 e 607), deu ampla publicidade a uma tal 'almofada rádio-solar', com a qual Rutherford havia se tratado com êxito de uma pneumonia. A partir daí, instalou-se uma busca febril pela nova 'máquina' - chamada 'osciloclasto', 'dinamizador' ou 'biola'. Seu inventor, Albert Abrams, lançou a pitoresca teoria das 'Reações Eletrônicas de Abrams' - ou ERA, como ficou conhecida. O dispositivo baseado nessa 'teoria' supostamente era capaz de diagnosticar doentes em exame direto ou à distância, pelo uso de uma foto, uma amostra de sangue e coisas assim. Algo semelhante à hidroscopia - uma prática ainda comum em certas partes do mundo, na qual a pessoa, fazendo uso de um pedaço de madeira em forma de 'Y', tenta captar as 'vibrações' dos lençóis freáticos e localizar água subterrânea.

Albert Abrams - para a ciência, um charlatão,

para a Torre de Vigia, um sábio

A partir de 1928, após familiarizar-se com a ERA, Roy Goodrich concluiu tratar-se de puro ocultismo, tais como as pranchetas Ouija, e iniciou uma campanha solitária contra os dispositivos baseados nesta teoria pseudo-científica e - segundo ele - demoníaca. Isto lhe custaria sua excomunhão. Em sua obra Demonismo e a Torre de Vigia (1969), ele relata sua experiência:

"Por quase dois anos eu tinha tentado ser ouvido pelo Juiz Rutherford ou por alguém na sede central, para pararem com a promoção do demonismo na revista 'A Idade de Ouro' e por representantes da Sociedade; o tipo de coisa - descobri - à qual pioneiros 'fracos' estava aderindo... Tudo o que eu tinha conseguido era uma repreensão do juiz Rutherford... Da convenção da Filadélfia, em novembro de 1929, eu viajei para Brooklyn com o objetivo definido de conseguir uma audiência com o Juiz. Após breves cumprimentos e formalidades, [ele] falou: 'Bem, irmão Goodrich, o que você tem em mente?'; quando eu mencionei o nome 'Abrams', ele exaltadamente respondeu: -'Foi para isso que você veio até aqui?!' Com igual força e entusiasmo, eu repliquei, 'Já chega, senhor!!! O que, em sua opinião, é mais perigoso para os ungidos de Deus: o espiritismo ou o alumínio?' "

Aqui, Goodrich estava se referindo à famosa campanha da Sociedade Torre de Vigia contra o alumínio, empreendida nos anos 20 e 30. Ele via uma estranha lógica em uma organização que, mesmo contra todas as evidências científicas, atribuía ao uso do alumínio em utensílios de cozinha toda sorte de moléstia, e, ao mesmo tempo, aprovava e recomendava o uso de dispositivos cientificamente inócuos e claramente ligados ao ocultismo.

Ao final desta audiência - prossegue o relato - o 'juiz' aceitou o desafio e ditou a sua secretária uma carta para ser entregue a Clayton Woodworth, informando-o de que o irmão Goodrich iria escrever um artigo sobre a ERA, omitindo nomes e lugares, o qual seria publicado em A Idade de Ouro. A matéria saiu na edição de 5/3/1930. Nela, ele declara:

"Neste artigo, fornecerei provas de que a 'Máquina de Diagnóstico do Dr. Albert Abrams' nada mais é do que uma complexa prancheta 'Ouija'; que esta dita máquina de diagnóstico não poderia ser usada para diagnosticar doenças, a menos que seu operador seja um médium espírita." (p.355)

Mais adiante, ele classifica tal dispositivo de 'esperto instrumento do Inimigo' e 'impostura pseudocientífica de puro demonismo' (p. 361). Para provar seu ponto, ele descreve toda uma suposta 'consulta' com um 'especialista' ao qual muitos 'pioneiros' estavam recorrendo e chama a atenção dos leitores para os passos místicos do tal 'tratamento', como mandar alguém escrever seu nome em um pedaço de papel enquanto o 'terapeuta' tenta captar as 'vibrações' do paciente. Estava-se diante de uma estranha 'máquina' que 'lia' saliva ou sangue com a mesma facilidade que um nome. O autor do artigo atacou desdenhosamente aquilo que ainda era endossado pela Sociedade Torre de Vigia. Goodrich conclui seu protesto, dizendo: "Já é mais do que tempo para os 'Estudantes da Bíblia' reconhecerem e rejeitarem este laço espírita de Satã!"

Os anos não tardariam a desmascarar Albert Abrams - sua máquina não passava de pura fraude e os 'diagnósticos' obtidos jamais provieram do emaranhado de fios que ele criou. Se houve outra fonte - a fantasia dos adeptos ou a comunicação com forças ocultas - caberia a cada um estabelecê-la, de acordo com suas convicções pessoais. Entretanto, pergunte-se o leitor: se uma pessoa lhe pedisse para escrever um nome em um pedaço de papel e tentasse captar suas 'vibrações', consideraria tal 'terapeuta' como um profissional médico ou um místico?

A resposta da Sociedade veio em A Idade de Ouro de 30/4/1930 (p.483), na pessoa de uma adepta da ERA e da 'osteopatia' (também desmascarada como fraude), a 'Dra.' Mae J. Work. Na introdução, Clayton Woodworth declara que a palavra dela teria caráter definitivo:

" 'A Idade de Ouro' solicitou à Dra. Mae J. Work que respondesse ao artigo, e a resposta aqui é fornecida. Isso vai encerrar a controvérsia, tanto quanto interessa a esta revista."

A 'Dra.' Mae não refutou os argumentos de Goodrich - disse apenas que o que ele presenciou nada tinha a ver com a verdadeira 'teoria' do Dr. Abrams ; que havia pessoas inescrupulosas fazendo mal uso dela; que o dispositivo que ela usava era ligado a uma tomada e que realmente produzia uma quantidade mensurável de energia. Assim, a Sociedade Torre de Vigia, pelo menos por algum tempo, 'salvava' o caráter 'científico' da ERA perante a comunidade de 'Estudantes da Bíblia', os quais continuaram consumindo o produto.

Em seu livro, Roy Goodrich expressa a opinião de que o objetivo de Rutherford era fazê-lo cair em descrédito, pois não houve tréplica e o prestígio da 'Dra.' Mae em 'Betel'- mesmo estando totalmente equivocada - pesou contra ele. Além do aparelho fraudulento de Albert Abrams, ela também abraçou a pitoresca cruzada contra o alumínio e chegou a anunciar que o câncer era causado por ele, podendo ser curado pela ERA. Os conselhos 'médicos' da 'Dra.' Mae não merecem ser discutidos...

A história ainda não tinha acabado. Nos anos 40, chegou ao conhecimento de Roy Goodrich que as 'terapias' baseadas na ERA estavam em pleno uso na sede de 'Betel', desta vez administradas pelo Dr. M. A. Howlett no atendimento a um 'betelita' chamado Chester Nicholson. Sua metodologia era a mesmíssima que Goodrich já havia denunciado, anos antes. Dessa vez, ele enviou cartas ao próprio Dr. Howlett, aos diretores e ao presidente Nathan Knorr. A resposta de Howlett foi lacônica: "O senhor, evidentemente, está mal informado quanto à minha ligação com a ERA. Nada sei sobre ela e nunca a usei. Não existe tal coisa em 'Betel' ". Em 9 de junho de 1943, Goodrich enviou nova correspondência a Howlett, informando-o que, desde 1922, os dispositivos da ERA eram, de fato usados na sede da Sociedade, pela 'Dra.' Mae, a autora da réplica em A Idade de Ouro ; que, tendo ele ingressado em 'Betel' bem antes disso, era um absurdo dizer que jamais ouvira falar de tal coisa. A essa altura, Goodrich acreditava que o Dr. Howlett não falara a verdade. Assim, enviou correspondência, também datada de 9 de junho, ao presidente Knorr. Em um trecho de sua réplica a Howlett , Goodrich diz:

"...Com todo respeito, então, irmão Howlett, a lógica inescapável dos fatos é que seu cartão postal a mim corresponde a uma das duas coisas, a saber: (1) Uma mentira potencialmente maliciosa ou (2) uma admissão perante o Senhor de que está praticando demonismo e tentando se 'safar'... um médium espírita em 'Betel' só pode ser uma pessoa 'insana'." - Trecho impresso na obra 'Bethel Rides the Broom', de Roy Goodrich

As cartas aos diretores e ao presidente foram igualmente duras em seus termos. O resultado era previsível - Roy Goodrich foi desassociado ("excomungado"). A Sociedade Torre de Vigia jamais se retratou publicamente pelo seu endosso a fraudes científicas e crenças ocultistas. Curiosamente, cerca de uma década mais tarde, ela começou a publicar artigos críticos à ERA, contendo as mesmas conclusões às quais Goodrich tinha chegado anos antes e pelas quais havia sido desassociado. Naturalmente, nenhum crédito foi conferido a ele. Poderíamos chamar isso de 'percepção tardia'???

Os Casos Greber e Thompson

Início

J. Greber - médium espírita e ex-padre

Johannes Greber foi, por décadas, um padre católico até que, por volta dos 48 anos de idade, teve uma experiência mística que o impeliu na direção do espiritismo. Seu depoimento acha-se registrado em A Sentinela de 1/10/1956, p. 187, parágrafos 10 e 11:

"Diz Johannes Greber no prólogo da sua tradução do Novo Testamento, direitos autorais de 1937: 'Eu mesmo fui sacerdote católico, e até os quarenta e oito anos de idade nem mesmo tinha crido na possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos de Deus. Veio, porém, o dia em que dei voluntariamente o primeiro passo para tal comunicação, e tive a experiência de coisas que me abalaram até as profundezas de minha alma... Minhas experiências estão relatadas num livro... A Comunicação com o Mundo Espiritual: Suas Leis e Finalidades'... No prefácio do seu livro... Greber disse: 'O mais destacado livro espírita é a Bíblia.' Sob essa impressão, Greber esforça-se para fazer que sua tradução do Novo Testamento soe bem espírita... É bem claro que os espíritos nos quais o ex-padre Greber crê lhe ajudaram na sua tradução."

Repare o leitor a riqueza de detalhes com que a Sociedade Torre de Vigia descreve a trajetória de Greber, deixando bem claro qual a fonte de 'inspiração' dele em sua tradução do Novo Testamento. Conforme vemos no cabeçalho desse artigo, C. T. Russell - em uma edição de 1879 de sua revista Zion´s Watch Tower - disse, "uma verdade apresentada por Satanás é tão verdadeira quanto uma verdade declarada por Deus... Aceite a verdade onde quer que a encontre...". Trata-se de uma concepção de 'verdade' bastante incomum para um cristão. Até porque as Escrituras contêm relatos sobre Satanás falando ocasionalmente a verdade, porém sempre distorcendo-a com propósitos nefastos. Por exemplo, Lucas 4: 10 mostra o diabo citando de forma verdadeira o Salmo 91: 12, de modo a desencaminhar Jesus Cristo. Talvez os sucessores de Russell tenham se inspirado na filosofia de seu mestre de uma forma inesperada.

Cerca de seis anos após ter seus dados biográficos publicados em A Sentinela, J. Greber voltaria a freqüentar a literatura das Testemunha de Jeová, dessa vez, não pejorativamente, mas como uma autoridade em grego - evocada para dar apoio à forma da Sociedade Torre de Vigia traduzir o texto bíblico de João 1:1 em sua versão das escrituras, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (TNM), lançada na década de 50. Alvo de severas críticas por parte de muitos peritos em línguas mortas, seus editores puseram-se em busca de apoio para ela em tantas versões quanto possível, algumas vezes com o prejuízo da respeitabilidade das fontes escolhidas, no que diz respeito à sua erudição. A edição de 15/9/1962 de A Sentinela, p. 554 (em inglês), cita Greber como se ele fora um perito respeitável. Também nesse ano, a publicação A Palavra - Quem é Ela de acordo com João, p. 5, confirmaria este mesmo ponto de vista. Vejamos, agora, o que diz a publicação Certificai-vos de Todas as Coisas..., lançada em português em 1970 (1965, em inglês), p. 487:

"Certificai-vos..." - J. Greber citado como autoridade acadêmica

No texto acima, a obra de Greber - The New Translation and Explanation - é citada como apoio para a TNM na controversa passagem do evangelho de João. Obviamente, a organização o citou por ele ser anti-trinitarista - uma postura em comum com as Testemunhas de Jeová - desconsiderando a fonte da qual Greber obtinha sua interpretação das escrituras. Esta não foi a última vez que a organização recorreu a ele. No livro Ajuda ao Entendimento da Bíblia, lançado em português em1983 (1971, em inglês), p. 1245, lemos:

"Uma tradução feita pelo ex-sacerdote católico romano, Johannes Greber (ed. 1937) traduz a segunda ocorrência da palavra 'deus' na sentença como 'um deus'."

A obra Ajuda... nada mais é do que a sucessora da publicação Certificai-vos..., agora na forma de um extensivo dicionário bíblico, como seu lançamento noticiado na mídia. Era de se esperar que seus editores tivessem revisado detidamente a publicação anterior, de modo a incluir novas referências e a checar as antigas. Em outras palavras, a obra mais recente propunha-se a ser, em todos os sentidos, o aprimoramento da primeira. Seria uma oportunidade para os editores redimirem-se de qualquer equívoco. Mas não foi assim - a referência a uma obra reconhecidamente 'psicografada', o Novo Testamento de Greber, permanecia em voga, remetendo-nos aos tempos em que a revista A Idade de Ouro - sob a supervisão de Clayton Woodworth - recomendava a leitura de Anjos e Mulheres. Entretanto a história ainda não havia terminado...

Em uma seção Perguntas dos Leitores de A Sentinela de 1/10/1983, p. 31, vemos uma interessante explicação:

"Por que, nos últimos anos, A Sentinela não tem feito uso da tradução feita pelo ex-sacerdote católico, Johannes Greber? [Resposta] ...como indicado no prefácio da edição de 1980 de 'O Novo Testamento' de Johannes Greber, este tradutor confiou no 'Mundo Espiritual de Deus' para... traduzir passagens difíceis... 'A Sentinela' julgou impróprio fazer uso de uma tradução que tem tal vínculo estreito com o espiritismo."

A justificativa acima poderia ser plausível, caso a própria organização não tivesse - como vimos - publicado, em 1956, o conteúdo do prefácio da edição de 1937, onde Greber deixava claro que sua obra era 'psicografada'. Além disso, o primeiro uso da tradução dele distava apenas seis anos desde a primeira referência a ela, com as publicações de 1962, 1965 e 1971, tendo vigorado por cerca de duas décadas. Agora a organização menciona o prefácio da edição de 1980, como se jamais tivesse tido conhecimento daquela de 1937. Mas isso não foi tudo...

Em 20 de dezembro de 1980, a Sociedade Torre de Vigia enviou uma correspondência em papel timbrado, endereçada à Fundação Memorial Johannes Greber, confirmando o recebimento do Novo Testamento - edição de 1980 - e do livro Comunicação com o Mundo Espiritual de Deus, mencionado no artigo de 1956. Estranhamente, a mesma organização enviou a uma irmã de nome Helen McAllister - a qual havia solicitado o endereço da fundação acima mencionada - outra correspondência, datada de 21 de setembro de 1981, na qual afirma dispor apenas do endereço antigo, disponível na edição de 1937. Em 27 de setembro de 1982, outro leitor, Kurt Goedelman, enviou uma carta à organização expondo o caráter público e notório dos trabalhos mediúnicos de Greber, desde a década de 30, e confrontando a organização com o fato de ela fazer uso do Novo Testamento dele desde os anos 60. Nenhuma resposta chegou às suas mãos...

Recapitulemos os fatos até aqui:

  • Em 1956, a Sociedade Torre de Vigia lança uma matéria informando que o Novo Testamento de Greber - edição de 1937 - era uma obra 'psicografada', pois o autor era um médium espírita declarado.

  • Apenas seis anos mais tarde, em 1962, menciona sob luz favorável a obra dele - em A Sentinela e em um folheto - pois harmoniza-se com a tradução de João 1: 1 feita pelas Testemunhas de Jeová.

  • Em 1965, evoca novamente a mesma obra na publicação Certificai-vos... como apoio para a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas .

  • Em 1971, mantém a referência à tradução de Greber na publicação revisada e melhorada, Ajuda ao Entendimento da Bíblia.

  • Em 1980, faz um pedido da última edição do Novo Testamento de Greber e de seu livro Comunicação com o Mundo Espiritual, confirmando seu recebimento em carta timbrada.

  • Em 1981, responde a uma leitora afirmando que não possui a edição mais recente, mas apenas a antiga - de 1937 - na qual consta o endereço antigo.

  • Em 1983, afirma em Perguntas dos Leitores que parou de utilizar a tradução de Greber após tomar conhecimento que a obra era 'psicografada', na edição de 1980 - a mesma que negou possuir na correspondência a Helen McAllister.

À base dos eventos acima descritos, podemos estabelecer as seguintes hipóteses:

  1. Os redatores da Sociedade Torre de Vigia não são rigorosos na verificação das credenciais das fontes citadas, antes de usá-las em apoio de suas doutrinas. Isto põe em cheque a credibilidade de suas citações.

  2. Os redatores sabem da origem objetável das citações, mas, mesmo assim, as publicam para dar crédito às suas doutrinas. Isto põe em cheque sua honestidade.

  3. Os redatores faltam para com a verdade quando ela é danosa à reputação da organização. Isto seria parte da assim chamada "Estratégia Teocrática de Guerra" - mencionada em A Sentinela de 1/5/1957, p. 285 (em inglês) - um artifício que visa a confundir os 'opositores', ocultando-lhes a verdade.

Cremos que qualquer uma das três hipóteses acima depõe seriamente quanto à imagem moral daquela que sustenta ser "a única genuína organização cristã na atualidade". É claro, restaria ainda uma última hipótese, embora pouco provável - tudo não passaria de um engano, isto é, algum redator colocou por equívoco o nome de Johannes Greber na lista de referências sem consultar o artigo de 1956 - portanto, sem se assegurar de suas credenciais antes de publicar seu nome - e outros só copiaram a citação, repetindo o erro. Se isso for verdade, então cai por terra a tese - sustentada até hoje pela organização - de que tudo o que é publicado pela Sociedade Torre de Vigia é orientado pelo Espírito Santo e fornecido como 'alimento espiritual' puro e no 'tempo apropriado'. Insistir com essa teoria após tantas trapalhadas só resultaria em escárnio sobre o Espírito Santo, já que, sob 'orientação' dele, não se poderia chegar a erros crassos.

Em face das contínuas citações de Johannes Greber por parte da Sociedade Torre de Vigia, no tocante à tradução de João 1:1, achamos conveniente verificar se havia mais pontos em comum entre as doutrinas dele e aquelas divulgadas na era Rutherford, quando tanto Greber quanto o segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia estavam em plena atividade. A doutrina de Greber acha-se registrada em seu livro Comunicação com o Mundo Espiritual (1932) e as de Rutherford , na literatura que ele publicou de 1917 a 1942. Os resultados são surpreendentes:

a) Ambos diziam receber instruções do mundo espiritual - Greber, dos 'espíritos bons' e Rutherford, dos 'anjos'.

b) Ambos ensinavam que Deus tem um corpo e, portanto, não é onipresente (A Idade de Ouro de 16/1/1924, p. 253).

c) Ambos ensinavam que Deus não é onisciente, delegando a criaturas celestiais a incumbência de observar e registrar ações e características humanas (Consolação de 23/3/1938, p. 4).

d) Ambos rejeitavam totalmente a doutrina da trindade (Riquezas, 1936, pp. 185, 188).

e) Ambos ensinavam que Cristo foi a primeira criação de Deus (A Harpa de Deus, 1921, p. 98).

f) Ambos ensinavam que os anjos Miguel e Lúcifer eram irmãos (A Sentinela de 1/3/1932, p. 76).

g) Ambos ensinavam que há salvação para demônios (A Idade de Ouro de 9/5/1923, p. 508 e 30/3/1932, p. 390).

h) Ambos ensinavam que Cristo não ressuscitou em seu corpo carnal, mas materializou-se e apareceu àqueles que o seguiam (A Harpa de Deus, 1921, pp. 166-168).

i) Ambos rejeitavam completamente a doutrina do inferno de fogo (Criação, 1927, p. 273).

j) Ambos defendiam a tese de que houve uma adulteração do texto de Mateus 27: 52,53 (A Idade de Ouro de 17/4/1929, p. 478)

k) Ambos ensinavam que as verdades de Cristo foram obscurecidas e seriam restauradas no devido tempo (A Idade de Ouro de 21/8/1929, pp. 761, 762).

Tantas similaridades entre os ensinos de Rutherford - os quais ele dizia provirem dos 'anjos' - e os ensinos de Greber - os quais ele dizia provirem de 'espíritos bons' - levaram alguns investigadores da história da Sociedade Torre de Vigia a estabelecer a tese de que ambos - e não apenas Greber - eram médiuns, afinal de contas, diversos de seus ensinos básicos eram idênticos e oriundos - de acordo com as declarações deles próprios - do plano espiritual. Estariam recebendo 'instruções' da mesma fonte?

O livro Anjos e Mulheres (1924) e o Novo Testamento de Johannes Greber (1937) não são as únicas obras 'psicografadas' que foram endossadas pelas Testemunhas de Jeová. Em uma publicação menos conhecida, a Tradução Interlinear do Reino (1985), pp. 1139 e 1140, outra 'autoridade' em grego é mencionada como fonte de apoio para a tradução de João 1:1. Trata-se de John S. Thompson. Uma consulta à obra dele, The Monotessaron, or The Gospel History, According to the Four Evangelists (1829), revela que toda sua inspiração provinha do mundo espiritual. Mais um incidente com o ocultismo...

Até que ponto a Sociedade Torre de Vigia tinha consciência da mediunidade deste segundo autor, pode-se apenas conjeturar. Todavia, fica bem evidente que, na sôfrega busca por apoio à sua forma bastante peculiar de traduzir certos textos bíblicos, a organização 'atropelou' as credenciais de suas fontes de apoio e acabou por 'atolar' várias vezes no 'pântano' do ocultismo, ao qual, paradoxalmente, se diz contrária em todos os sentidos. É como se o 'fantasma' de um passado distante teimasse em retornar...

Frenologia e Fisiognomia

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Os dois termos acima dificilmente seriam familiares ao leitor. Ambos definem ciências ocultas - o primeiro define aquela que tenta determinar o caráter e as habilidades de uma pessoa pelos acidentes anatômicos do crânio, e o segundo define uma outra bastante similar, a qual julga as pessoas por seus traços faciais. A história da frenologia remonta ao século 18, quando foi criada por Franz Joseph Gall (1758-1828). Tanto a frenologia como a fisiognomia já foram totalmente desmascaradas, não havendo nelas qualquer caráter científico. Todavia, nos anos 20 e 30 não foram poucos os que se deixaram seduzir por elas. Entre estes, estavam os dirigentes da Sociedade Torre de Vigia. Uma edição de 1925 da revista A Idade de Ouro defendia a tese de que "o caráter de um homem pode ser descrito em termos de características faciais, o que se conhece como Fisiognomia, ou pelas características cranianas, uma área definida pelo termo científico de Frenologia". O artigo prosseguia afirmando que tais características contam "nossa história de vida" e, juntamente com as 'vibrações' do corpo, "mostram o que somos e não mentem". As 'vibrações' às quais o artigo se referiam estavam relacionadas à infame teoria do Dr. Albert Abrams, já estudada neste artigo. Desse modo, por combinar os 'princípios' da frenologia, fisiognomia e das 'Reações Eletrônicas de Abrams', os redatores da Sociedade Torre de Vigia produziram uma autêntica 'salada' de pseudociência com ocultismo.

Quase nenhuma Testemunha de Jeová hoje sabe que o fundador do movimento, C. T. Russell, submeteu-se ele próprio a 'exames' frenológicos, cujos resultados foram publicados na biografia dele, escrita por William Wisdom, em 1923. Nela, consta o testemunho de vários frenologistas atestando o papel fundamental de Russell à frente de sua organização. Um deles, de nome David Dall, examinou o 'pastor' em 30 de novembro de 1911 e chegou a um análise reveladora - Russell tinha uma grande cabeça e "um cérebro dotado com um grau incomum de atividade; uma região basilar inteira é acompanhada pela poderosa dotação da natureza moral, intelectual e espiritual". As pitorescas conclusões de Dall - conhecido como um 'notável cientista mental' - foram complementadas por um 'diagnóstico' segundo os 'princípios' da fisiognomia: "uma larga face, um nariz grande e largo, com amplas narinas", bem como olhos que " comunicam disposição e benevolência... como faculdade diretriz... manifestando-se em generosidade de sentimento a toda humanidade, profundo desejo pelo bem-estar de outros, combinando calor de simpatia com uma rara simplicidade de propósito".

Russell - uma 'grande cabeça'???

É realmente impressionante como um 'leitor de faces', a partir de um exame anatômico possa chegar a conclusões tão lisonjeiras. Mais impressionante ainda é que uma organização que se autodenomina "o único canal de comunicação entre Deus e a humanidade" tenha se deixado levar por tais sandices em uma época em que elas já tinham sido contestadas pela ciência. Há, contudo, um agravante: tais crendices tinham suas raízes tanto em uma interpretação equivocada da teoria da evolução das espécies - combatida pelas Testemunhas de Jeová - como na eugenia, a saber a crença no aprimoramento genético das raças. Diversos adeptos de doutrinas racistas assentaram suas teorias sobre os princípios da frenologia e da fisiognomia. Por exemplo, uma adepta da bruxaria, Sybil Leek, em sua obra intitulada Frenologia (1970), ressaltou os atributos da raça branca, tomando como base as medidas e características do crânio caucasiano. Sem dúvida, algumas de suas conclusões teriam soado como 'música' aos nazistas.

Um exame na literatura da Sociedade Torre de Vigia, durante as décadas de 20 e 30 revela o amplo destaque dado à frenologia e à fisiognomia. Vejamos, por exemplo, o que diz - A Idade de Ouro de 19/1/1921, pág. 224 (em inglês):

"O tamanho do nariz, e também o tamanho dos olhos, não são sem significado. Um homem de nariz pequeno não pode ter uma mente judicial, não importa que outras virtudes tenha. E um homem de nariz arrebitado não pode administrar justiça mais do que um buldogue pode ser pastor."

Outra edição da revista (5/7/1928) chegou a dizer, "que bênção seria se pais, mestres, educadores, médicos e outros, estivessem plenamente informados quanto à interpretação das formas físicas, da fisiognomia e, particularmente da Iridiagnose, de modo a que pudessem com, com muita antecedência, detectar doenças em evolução e assim tomar medidas em tempo hábil para preveni-las". Seria hilariante saber o que "pais, mestres, educadores e médicos" pensariam hoje de tais conselhos. Todavia, não percamos de vista o fato de que eles provieram de uma organização que se dizia a única detentora da iluminação divina para restabelecer "verdades" sobre os mais diversos aspectos da vida dos cristãos hodiernos. É, deveras, desconcertante que a 'direção' do espírito santo não a tenha impedido de ser levada, junto com muitos outros, na correnteza das superstições. Apenas em 1978, a Sociedade Torre de Vigia expressou formalmente - em sua literatura - a desaprovação da frenologia, sem, contudo, dar uma só palavra sobre o amplo destaque que concedeu, por décadas, a essa e outras fraudes ocultistas.

 

Os Poderes da Mente

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O 'pastor' Russell considerava a telepatia como um fenômeno real, muito embora não arriscasse um palpite sobre a natureza dela. Em uma reimpressão de A Sentinela, ele expressa seu ponto de vista:

"Quanto a como as preces de alguém podem beneficiar outro, não podemos saber. Não temos informação suficiente para filosofar sobre isso muito profundamente. Nós poderíamos conjeturar certas influências mentais provindo de uma pessoa para o outra, exatamente como sabemos de influências elétricas que procedem de uma estação para outra distante milhares de milhas. Os poderes da mente são algo não compreendido. Uma mente pode influenciar outra sem palavras, por algum poder telepático."

A relutância de Russell em assumir uma postura definida sobre a telepatia abriu campo para que seus seguidores prosseguissem investigando-a em busca de sua real natureza. Em 1925, a revista A Idade de Ouro - edição de 25 de fevereiro - publicou o artigo "O Poder da Mente", da autoria do Dr. A. P. Pottle. Em um trecho do artigo, ele diz:

"Está demonstrado que as substâncias químicas são muito lentas para permitir cálculos rápidos, e isso prova que o pensamento é conduzido por um sistema de vibração eletrônica. O Dr. Abrams foi o primeiro a demonstrar essa teoria por meio de um instrumento mecânico. Também explica aquilo que até agora se considerava o mistério da assim chamada telepatia, leitura de mentes e intuição feminina, dos quais o Pastor Russell falou em algumas ocasiões."

Aqui vemos, mais uma vez, o apoio expresso à teoria estapafúrdia do charlatão Albert Abrams, desta vez, elevando-a à condição de verdadeira 'pedra filosofal' - a descoberta que explicaria todos os fenômenos paranormais. Mais adiante, o autor separa inteiramente a 'técnica' de Abrams dos fenômenos demoníacos e alerta os leitores quanto ao perigo desses últimos. Não é de admirar que, uma vez tendo encontrado uma forma 'segura' de captar as 'vibrações' mentais - aquela que põe as pessoas a salvo das influências malignas - os redatores da Sociedade Torre de Vigia fossem tomados de um empolgação incomum pelas ondas de rádio. A ignorância deles não só serviu de combustível para a promoção de dispositivos inócuos, com muitos prejuízos ao bolso (foram anunciados ao preço de 35 dólares) e à saúde, como expôs a comunidade de 'Estudantes da Bíblia' à exploração de charlatões e místicos.

A edição de 1 de julho de 1925 de A Idade de Ouro (p. 631) publicou um artigo ainda mais curioso, intitulado "Cada Humano como um Aparelho de Rádio". Nele, Clayton Woodworth introduz:

"Nós estamos recebendo recortes intitulados, 'São as Ondas de Rádio Mentais uma Possibilidade?' e 'Retratos do vazio', os quais relatam as experiências de diversas pessoas em receber, com ou sem aparatos, quadros e mensagens que eles não conseguem explicar. Eu não tenho dúvida, é claro, de que os fenômenos aqui listados são, em larga medida, demoníacos, mas eu também estou seguro de que nem todos o são. De fato, este recorte esclareceu alguns mistérios para mim... os seres humanos por todo o universo serão capazes de conversar uns com os outros à vontade, instantaneamente, e sem instrumentos de qualquer sorte... todo ser humano é um embrião de estação de rádio..."

A ignorância científica de Woodworth, bem como sua crença incondicional nos ensinos de Russell certamente contribuíram para que ele endossasse algumas fraudes científicas de seu tempo. Nessa condição, era também pouco provável que ele conseguisse discernir a linha divisória entre ficção científica e ocultismo. É lamentável que ele, estando na posição de editor-chefe de uma publicação que era considerada um 'instrumento do Senhor' - publicada por uma organização 'messiânica' - atraísse muitos 'Estudantes da Bíblia' para o contato com aquilo que diziam repudiar, o ocultismo. Talvez isso nos ensine uma lição sobre o risco de alguém se por diante de homens para lhes obedecer, tornando-se, por conseqüência, 'escravo' deles (Romanos 6: 16).

É irônico que o poder de influir na mente de outros, entendido por 'Woodworth e Cia' como 'ondas de rádio', fosse exercido por eles próprios - não por estações 'virtuais' - mas pelo poder da palavra escrita. Talvez o único poder mental que tinham era o de convencer milhares a os acompanharem em seus delírios religiosos.

Fetiches Demoníacos

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Os redatores da Sociedade Torre de Viga parecem alimentar, há décadas, uma fascinação mórbida por espíritos iníquos. Fizemos uma retrospectiva, desde os tempos de Russell, Clayton Woodworth e J.F. Rutherford, na qual constatamos a publicação freqüente de matérias sobre os demônios e suas 'atividades'. As coisas não mudaram muito nesse respeito - o diabo ainda ocupa lugar de destaque na literatura da Sociedade Torre de Vigia. A figura dele tem sido utilizada como pretexto para explicar toda sorte de mazela - desde guerras, problemas econômicos, índices de criminalidade até o surgimento de setores descontentes com as doutrinas da instituição. Diferentemente de seu fundador, as Testemunhas de Jeová não pregam mais a salvação para demônios arrependidos nem ensinam que haja demônios 'honestos'. Ao contrário, afirmam taxativamente que toda e qualquer comunicação oriunda do plano espiritual na atualidade provém inexoravelmente de Satanás. O livro Conhecimento que Conduz à Vida Eterna (1995) afirma, na p. 112, o seguinte:

"Jeová enviou espíritos bons, ou anjos justos, para comunicar-se com alguns seres humanos antes de a Bíblia ser concluída. Desde que foi terminada, a Palavra de Deus dá aos seres humanos a orientação necessária... Ele não passa por alto sua Palavra sagrada dando mensagens a médiuns. Todas essas mensagens atuais do mundo dos espíritos vêm de espíritos iníquos."

Não se pode deixar de perceber o notável contraste entre a visão acima e os tempos em que o segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia alegava receber mensagens dos anjos. Isso levanta uma questão perturbadora: se, desde a conclusão das Escrituras Sagradas, por volta de 98 DC, Deus não mais envia quaisquer instruções aos seres humanos, então de onde provinham as revelações de Rutherford, as quais alimentaram as gráficas da organização por mais de vinte anos e fazem parte do atual corpo doutrinário da religião?

Na atualidade, as Testemunhas de Jeová entendem que, não só as mensagens mediúnicas propriamente ditas, mas toda e qualquer manifestação sobrenatural é, necessariamente, demoníaca - incluindo-se as manifestações carismáticas ou pentecostais, bem como quaisquer 'milagres' ou 'aparições' de 'santos'. Sua literatura contém diversos relatos de ex-pentecostais, ex-médiuns e ex-macumbeiros agora convertidos, os quais relatam experiências assustadoras de vozes, ruídos, possessões e fetiches demoníacos que tiveram de ser destruídos às pressas. Livros, fotos ou roupas que não queimavam, quadros ou amuletos quase indestrutíveis e coisas assim, povoam o imaginário das Testemunhas de Jeová. Por exemplo, ainda no livro Conhecimento..., p. 115, lemos:

"...um casal na Tailândia há muito tempo era molestado pelos demônios. Daí, eles se livraram de objetos relacionados com o espiritismo. Com que resultado? Ficaram livres dos ataques demoníacos e depois fizeram progresso espiritual.

A organização publicou diversos artigos sobre como lidar com objetos 'demonizados', visões e outras manifestações, chegando a 'diagnosticar' insônia, dores-de-cabeça e 'vozes' como provenientes de uma maldição sobre uma peça de roupa presenteada ou ornamentos, após cuja destruição, os 'sintomas' cessaram totalmente (A Sentinela de 1/12/1974, p.707-712; 15/4/1984, pp. 11-15; 15/8/1963, pp. 507-511). Também advogou a idéia de que os demônios praticam abuso sexual e levam pessoas à loucura (livro Conhecimento..., p. 114). Por outro lado, na publicação Despertai! de 22/8/1975, pág. 26 (em inglês), a Sociedade Torre de Vigia desaconselha a consulta a psiquiatras ou psicólogos, recomendando o uso da Bíblia para auxiliar pacientes com problemas psicológicos.

Com relação à destruição de objetos, a organização costuma fazer referência à passagem bíblica de Atos 19: 19, onde se narra que cristãos recém-convertidos queimaram seus livros de ocultismo. Todavia, o texto não diz que eles o fizeram em razão de algum poder emanar daqueles objetos. Tampouco relata que tenha havido alguma dificuldade para destruir tais itens. Aparentemente, as Testemunhas de Jeová ampliaram o sentido do texto de Atos, criando uma variada 'lista' de objetos a serem localizados e destruídos:

"...Isto inclui livros, revistas, vídeos, pôsteres, gravações musicais e objetos usados para fins espíritas. Estão incluídos também ídolos, amuletos e outras coisas usadas para dar proteção, e presentes recebidos de praticantes do espiritismo." - Livro 'Conhecimento que conduz...' (1995), p. 115

Note o leitor que a Sociedade recomenda a busca e destruição, não apenas dos objetos diretamente ligados ao ocultismo - ou usados em alguma liturgia - mas até mesmo um simples presente dado por alguém que professe o espiritismo, mesmo que o objeto em si nada tenha a ver com tais práticas. Em outras palavras, se um parente espírita vai a um shopping-center e compra um par de meias para presentear generosamente alguém, elas devem ser destruídas, pois podem servir de elo com os demônios. Tal atitude se assemelha de perto àquela dos religiosos da era medieval, à caça de bruxas. A organização cita os textos de Deuteronômio 7: 25,26 e 1 Coríntios 10: 21 como justificativa para esta doutrina. Entretanto, tais textos referem-se explicitamente a ídolos - objetos diretamente relacionados a uma prática condenável, a idolatria. Nenhuma das duas passagens citadas nem o relato de Atos 19: 19 atribuem qualquer propriedade maligna intrínseca a tais objetos. Ao contrário, o Salmo 115 retrata os ídolos como uma coisa inerte, sem poder algum, e Paulo, em 1 Coríntios 8:4 fala que 'o ídolo nada é'. Assim sendo, tais utensílios devem ser destruídos pelo que representam, e só. A superstição de sair à procura de objetos pessoais como fonte de fenômenos sobrenaturais está bem mais próxima do folclore religioso (Xamanismo) do que da fé cristã e, no caso da Sociedade Torre de Vigia, parece mais indicar vestígios da antiga fascinação dos redatores de A Idade de Ouro [atualmente Despertai!] por demônios, 'honestos' ou não.

Infelizmente, a 'espiritofobia' atualmente manifesta entre as Testemunhas de Jeová serviu para agravar o estado mental de pacientes psicologicamente abalados. Alguns, supondo estarem à mercê de demônios, saíram a destruir livros, rosários, cruzes, adornos e quaisquer objetos 'demonizados'. Os que obtiveram alívio - ainda que por fatores psicossomáticos - presumem agora que os objetos eram a causa, porém, os que não melhoram supõem que ainda resta algum fetiche a ser destruído - talvez um "presente recebido" - e, caso não o encontrem, seu estado mental poderá se agravar. Episódios assim induziram certos especialistas a estudar a ocorrência de perturbações mentais entre as Testemunhas de Jeová e alguns são de opinião que casos de depressão, neuroses e comportamento compulsivo ou esquizofrênico são mais comuns entre elas do que na população em geral. Algumas obras já foram publicadas nessa área, entre elas, Jehovah's Witnesses and the Problem of Mental Health [As Testemunhas de Jeová e o Problema da Saúde Mental], publicada, em 1992, pelo psiquiatra e ex-adepto das Testemunhas, Jerry Bergman. Outro especialista, Havor Montague, em seu trabalho The Pessimistic Sect's Influence on Mental Health: The case of Jehovah's Witnesses [A Influência Pessimista das Seitas na Saúde Mental: o caso das Testemunhas de Jeová], afirma que trabalhou com "muitos casos nos quais a sugestão de 'influência demoníaca' tinha sido o fator crucial para fazer a Testemunha neurótica piorar ao ponto de tornar-se completamente psicótica" (p. 144).

 

Mensagens Subliminares

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Na edição de A Sentinela de 1 de maio de 1984 (p.24, em espanhol), sob o título "Cuidado com a Música que Degrada", o autor declara:

"Também foram feitas gravações de mensagens antibíblicas, e até demoníacas, mediante uma técnica de gravar dissimuladamente de trás para frente, a qual vários grupos musicais utilizam... [uma] gravação popular, tocada ao contrário, traz a mensagem: 'Cantarei porque vivo com Satanás... É inevitável, meu doce Satanás." Supõe-se que as pessoas normalmente não toquem discos ao contrário. Porém, quando se escuta certo tipo de música, a mente fica exposta a sugestões impróprias e pode absorver idéias antibíblicas ou demoníacas... A mente desprevenida em sentido espiritual pode deixar a pessoa exposta às influência de demônios."

A partir dos comentários acima, a Sociedade Torre de Vigia demonstra que está bem a par da existência daquilo que se denomina 'mensagem subliminar', a qual consiste na introdução sutil de informação oculta em qualquer via de comunicação, seja som ou imagem. Na publicação Despertai! de 22 de setembro de 1994 (pp. 7-8), a organização volta a abordar o assunto, dessa vez atacando a música tipo 'rock pesado', classificando-a como um instrumento a serviço do satanismo. Na idade média acreditava-se que uma das características dos bruxos era a habilidade de falar de trás para frente. No século 20, a técnica de introduzir mensagens gravadas ao contrário na música (backward masking) é uma prática que data dos anos 60, tendo servido a diversos objetivos, desde simples brincadeira até propósitos escusos. Comenta-se que até os Beatles lançaram mão deste recurso (final da canção I´m so Tired, 1969). Na Bulgária, o uso de áudio com mensagens subliminares foi aplicado à aprendizagem de idiomas e matemática. Todavia, como dissemos, as mensagens subliminares não freqüentam apenas o áudio, mas também o vídeo. Alguns pesquisadores afirmam que o uso de figuras subliminares remonta ao renascimento, desde os afrescos da capela cistina, pintados por Miguelângelo. Elas também foram supostamente encontradas em diversas obras de artistas famosos. Até em anúncios publicitários modernos, há rumores do uso deste recurso. Diz-se que, na década de 50, os fabricantes de Coca-Cola introduziram imagens de seu produto - a uma duração de um trigésimo de segundo cada uma - em uma película cinematográfica exibida em New Jersey, o que supostamente resultou em um incremento de 58% nas vendas.

A forma como a mente humana reage a mensagens subliminares foi objeto de estudo de alguns médicos desde os tempos de Sigmund Freud - o conhecido 'pai da psicanálise'. Um contemporâneo dele, o Dr. Poetzle, realizou experimentos e registrou suas conclusões sobre o efeito das mensagens subliminares sobre o ser humano. Em 1957, a obra Hidden Persuaders [Persuasivos Ocultos] - de Vance Packard - deu grande destaque ao tema, sendo recebida inicialmente com certo ceticismo. Entretanto, alguns anos depois, a atitude do público mudou e, de lá para cá, muito já se escreveu sobre o tema. O assunto despertou o interesse de psicólogos e de autoridades. Muitos têm questionado a ética em aplicar tal recurso, já que, segundo se sabe, a mensagem captada de forma tão sutil, pelo subconsciente de cada um, poderia escapar ao senso crítico da vítima, transmitindo-lhe de forma eficaz idéias que ela, de outro modo rejeitaria.

O artigo de maio de 1984 de A Sentinela não seria o único daquele ano a tratar deste assunto. A edição de 1 de setembro (p. 20, em inglês) anunciou o seguinte:

"Até as publicações da Sociedade Torre de Vigia têm sido objeto de rumores - por exemplo, de que um dos artistas havia estado introduzindo secretamente figuras de demônios nas ilustrações, tendo sido subseqüentemente pego e desassociado... Certamente, o rumor a respeito das publicações da Sociedade foi danoso, bem como calunioso."

A matéria acima refere-se a denúncias - ou rumores, como prefere o autor - de que, em diversas figuras publicadas na literatura das Testemunhas de Jeová, podiam-se distinguir imagens subliminares, sutilmente introduzidas com algum propósito. Produto da imaginação de alguns ou não, o fato é que tais 'rumores' vieram de diversas partes do mundo. Trata-se de matéria polêmica, tendo, de um lado aqueles que afirmam que tudo não passa de coincidências e, do outro, os que sustentam que a freqüência com que se têm encontrado tais figuras é demasiado alta para deduzir que se trate de simples acaso. A organização não mais pronunciou-se sobre a questão. Todavia, em pelo menos alguns casos, o ceticismo cede lugar ao questionamento ou, pelo menos, a suspeita. Algumas figuras foram alteradas ao serem lançadas em exemplares de outras línguas ou foram reformuladas ao serem exibidas em outras publicações. 'Com qual finalidade?', pergunta-se. Outras ilustrações parecem adquirir formas fantasmagóricas, relacionadas ao ocultismo. Seria pura coincidência? É um tema aberto à discussão. Convidamos o leitor a visitar um endereço que trata detalhadamente deste curioso tema e tirar suas próprias conclusões. Trata-se de um site em espanhol - http://www.geocities.com/Athens/Ithaca/5974/subliminal1.html . Lá, um artigo, escrito originalmente em francês, disseca os fundamentos dessa área de estudo e contém farta galeria de fotos - aquelas que motivaram a discussão. A razão de mencionarmos tal assunto é por ele guardar estreita relação com o objeto de investigação deste artigo.

Conclusão

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É certo que toda Testemunha de Jeová hoje em dia busca - a exemplo dos membros de outras denominações cristãs - manter-se longe de qualquer forma de ocultismo, fazendo-o com sinceridade. Mas também é certo que a esmagadora maioria delas desconhece completamente o passado duvidoso de sua organização. Elas desconhecem a formação mística do fundador de seu movimento, C.T. Russell ; desconhecem seus vínculos com organizações esotéricas; desconhecem seu envolvimento com astrologia ; desconhecem sua doutrina sobre a salvação de demônios ; desconhecem seu envolvimento com frenologia e fisiognomia ; desconhecem seu túmulo adornado por uma pirâmide e ao lado de um complexo maçônico; desconhecem o teor de seus discursos junto à Pirâmide de Gizé e na Loja Maçônica de Pasadena ; desconhecem o significado dos diversos símbolos esotéricos utilizados pela organização ao longo de sua história; desconhecem o passado de possessões demoníacas do editor-chefe de uma das revistas da Sociedade Torre de Vigia; desconhecem a teoria da retirada do espírito santo em 1918; desconhecem a tese da comunicação com anjos; desconhecem o endosso de dispositivos inúteis e ligados ao ocultismo; desconhecem o endosso de obras 'psicografadas'; desconhecem, enfim, os mais graves episódios em que sua instituição esteve em pleno 'romance' com o oculto.

Tem sido política da Sociedade Torre de Vigia rejeitar instituições, folclore, símbolos, costumes ou tradições com base exclusiva em suas origens primitivas. Essa é a razão pela qual as Testemunhas de Jeová são impedidas de entrar em qualquer templo religioso que não o seu próprio ou de participar de celebrações como Natal, Dia das Mães ou dos Pais, Dia dos Namorados ou aniversários natalícios. O caráter fraterno dessas ocasiões não conta, é sobrepujado por sua 'origem'. Da mesma forma, as Testemunhas rejeitam associar-se à Cruz Vermelha ou quaisquer organizações filantrópicas que tenham uma origem, ainda que remota, questionável sob o ponto de vista de sua organização. Isso é visto, entre elas, como evidência do mais alto grau de pureza cristã. A organização enfatiza repetidamente esta filosofia. Todavia, tal mentalidade, se aplicada à risca, acabaria por lançar vitupério sobre as próprias Testemunhas de Jeová, pois, além do uso de símbolos como a torre de vigia (originalmente ligada ao ocultismo), elas também portam objetos como aliança de casamento - também de origem pagã. Na verdade, se fôssemos em busca da origem de cada termo ou utensílio do nosso cotidiano, muito freqüentemente os encontraríamos vinculados à cultura de nações ditas 'pagãs'. Se os rejeitássemos sistematicamente por este motivo, cada aspecto de nossa vida - de vocabulário a vestuário - seria sobrecarregado de restrições sem sentido, o que talvez inviabilizasse a vida em sociedade. Como diz Ray Franz, em sua obra In Search of Christhian Freeedom [Em Busca de Liberdade Cristã], p. 274:

"Muito é feito da 'origem pagã' de várias práticas e itens ligados a alguns feriados. Ainda assim,sendo realísticos, qualquer significado 'pagão' que possam ter tido, este já desapareceu há muito tempo... os dias da semana envolvem nomes de objetos pagãos de adoração, o sol, a lua, e deuses e deusas... O mesmo se dá com os nomes dos meses. Mesmo assim, nós hoje empregamos estes nomes sem a menor noção de sua 'origem pagã'. Na verdade, a maioria das pessoas estão totalmente inconscientes de sua fonte 'pagã'. Isso é similarmente verdadeiro com respeito as várias decorações e costumes relacionados a muitos feriados. Enquanto coloca grande ênfase no fator 'origem pagã', a Sociedade Torre de Vigia simplesmente releva isso em outras áreas..."

As Testemunhas de Jeová não se apercebem de que, ao rejeitarem certas coisas com base exclusiva no critério da 'origem pagã', ao passo que deixam passar diversas outras, estabelecem aquilo que se convencionou chamar 'dois pesos e duas medidas'. Deveras, a organização parece instituir até hoje dois critérios - um para avaliar a si própria e outro para avaliar as demais instituições. Costumes populares - totalmente incorporados à cultura dos povos -, bem como denominações religiosas devem ser rejeitados por causa de sua origem pagã, mesmo que tal fonte há muito tenha sido esquecida. Por outro lado, a Sociedade Torre de Vigia, nascida do Adventismo do século 19, do esoterismo de Russell, da piramidologia, das mensagens 'angelicais' de Rutherford, das idéias surreais de Clayton Woodworth e da simbologia pagã da maçonaria e de outras sociedades esotéricas, deve ser aceita plenamente - sem se tomar em conta seu passado comprometedor e sua 'origem pagã'. Se seus adeptos não mostrassem para com ela mais benevolência do que ela própria tem para com outras denominações, dificilmente haveria hoje milhões de Testemunhas de Jeová pelo mundo. Certamente é um direito delas desconsiderar o passado de sua religião como é direito de milhões de membros de outras denominações religiosas desconsiderar o passado da religião delas. Todavia, entendemos que a ignorância do passado inexoravelmente compromete a lucidez da escolha, pois como perdoar se não se sabe o quê? Como avaliar se a decisão que se tomou - às vezes com conseqüências vitalícias - foi acertada se faltaram subsídios vitais para a sua formulação e a fonte que deveria prover tais subsídios, na verdade, obscureceu sua percepção?

Cremos que os fatos aqui expostos têm muito que ver com a vida de cada Testemunha de Jeová e talvez suas graves implicações induzam pessoas sinceras a reconsiderar sua postura diante da religião que abraçaram - até porque, cremos, relevantes fatos que teriam sido incorporados ao processo de conversão delas foram, até a leitura deste artigo, completamente omitidos ou 'pasteurizados' sob uma ótica piedosa e provincialista. Diversas questões - diante do que foi visto - deveriam vir à mente:

  • Teriam as verdades do primitivo cristianismo sido 'revividas' no final do século 19, por meio de uma organização infestada de paganismo, tradições mundanas e símbolos ocultistas?

  • Teria Cristo, ao observar todas as religiões do mundo, no período de 1914 a 1918, escolhido para representá-lo - dentre milhares - justamente uma que ensinava piramidologia, advogava o perdão para demônios, combinava cristianismo com astrologia, celebrava feriados supostamente pagãos, mantinha laços estreitos com a maçonaria e com seus símbolos místicos e induzia milhares a acompanhá-la em suas superstições antibíblicas?

  • Teria o Espírito Santo de Deus 'dirigido' uma organização que professava não ter, desde 1918, a sua iluminação?

  • Teria Cristo mantido sua bênção sobre a organização que o representava, enquanto ela "comia à mesa de demônios", endossando crenças e práticas ocultistas por mais de 50 anos?

  • Se um cristão sincero, tomando conhecimento da existência de tais práticas, 'tropeçasse' em sua fé e rejeitasse à organização, a quem caberia a responsabilidade - a Cristo ou à própria Sociedade Torre de Vigia?

  • Pode uma religião que 'brotou' de tal solo contaminado ser hoje a 'única genuína organização cristã'?

Estas são, certamente questões que merecem a mais relevante consideração. Jó 14: 4 diz: "Quem pode, de alguém impuro, produzir alguém puro? Nem sequer um." Cremos que, ante os fatos, o leitor já tem, por si mesmo, condições para avaliar com lucidez os pontos acima e discernir se a luz pode, afinal, provir da escuridão, pois o apóstolo João dizia:

"...Deus é luz e não há nenhuma escuridão em união com ele." - 1 João 1: 5

 

“Ponha um cretino fundamental em cima da mesa e você manda ele falar, ele dá um berro e, imediatamente, milhares de outros cretinos se organizam, se arregimentam e se aglutinam. O cretino fundamental raspava a parede da sua humildade e na consciência d

O envolvimento da Torre de Vigia com o NazismoCarta das Testemunhas de Jeová Para Adolf Hitler

Odracir

Há dias venho trabalhando na tradução de um documento que, creio, desfere um golpe certeiro e mortal na suposta idoneidade da Watchtower. Trata-se da carta (de bajulação) a Adolf Hitler, datada de 1933. De lá para cá são mais de 60 longos anos de esquecimento, tempo mais do que suficiente para os fatos serem esquecidos e encobertos ou, quando vêm à tona, "branqueados". A Torre de Vigia tem o hábito nada salutar de lançar pesadas críticas a outras religiões por sua conivência ou covardia perante os nazistas, ao passo que oculta o seu próprio passado.

Está ela até mesmo a fazer uma campanha mentirosa de exposição de sua entidade como opondo-se a Hitler desde o princípio, quais mártires em campos de concentração, por meio de vídeos ("triângulos roxos"). De fato, muitas TJ foram enviadas a tais campos. Todavia esta é apenas uma parte da história, pois o Corpo Governante estremece só em pensar na possibilidade de a parte oculta deste episódio vir a público.

Mesmo as pobres vítimas da STV não têm qualquer conhecimento de que a sua organização também tentou, a exemplo de outras religiões, apaziguar Hitler por fazer-lhe "cócegas nos ouvidos", com expressões de apoio e lisonjas ao "führer", bem como ataques à Grã-Bretanha, aos Estados Unidos e aos judeus. Muitos não sabem que, na verdade, os líderes da STV tentaram "lamber as botas" dos nazistas e que, Rutherford, após breve visita a Alemanha, partiu de volta à América, deixando a "raia miúda" entregue à própria sorte, a defender com sua vida uma integridade organizacional que não existia. Estes pobres coitados -- juntamente com judeus, ciganos, comunistas, homossexuais e dissidentes, entre estes pessoas de outras religiões, que a STV não gosta de mencionar -- foram lançados aos campos de concentração, pagando, ignorantes, com sua dor, o preço do mito, do grande mito que é a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.

Passo a expor, na íntegra o conteúdo da tal carta, bem como comentários sobre o mesmo. Vejam, por si mesmos QUEM de fato é a STV. Eu enumerei os parágrafos de 1 a 25, de modo a facilitar a consulta do leitor.

A carta mostra alguns pontos flagrantemente comprometedores para quem professa ser o "escravo fiel e discreto", escolhido por Deus desde 1919, portanto, 14 anos ANTES da publicação desta infame carta. Vamos a eles:

1) A "sociedade" estranhamente, no parágrafo 2, chama os clérigos católicos de "cristãos" e não de "cristandade", como é costumeiro encontrar em sua literatura ao atacar outras religiões. Este inesperado e subreptício "ecumenismo" dificilmente se harmonizaria com a doutrina da única religião verdadeira, os únicos e autênticos cristãos, separados do "mundo" (João 15:18, 19) e de "Babilônia" (Apocalipse 17:5).

2) Nos parágrafos 7 e 8, a "sociedade" se diz extremamente amigável à Alemanha, afirmação que não seria de se estranhar caso não proviesse de uma organização que se diz apolítica, não distinguindo as pessoas por nação, raça ou etnia. Por outro lado, ataca os Estados Unidos (irônicamente, o seu país-sede), a Igreja Católica e os judeus, chamando a estes dois últimos de perseguidores de seu trabalho, num discurso, sem dúvida, bem agradável aos nazistas, os quais pretendiam exterminar os judeus da face da terra e dominar o mundo. A Torre de Vigia não teve aqui a coragem de informar aos nazistas que, para Deus, "não há nem judeu nem grego, não há nem escravo nem homem livre..." (Gálatas 3:28), mas que, "..em cada nação, o homem que teme [a Deus] e que faz a justiça lhe é aceitável" (Atos 10:35) Adicionalmente, queira notar o leitor que a própria STV afirma que sua organização tomou uma posição CONTRA (e não neutra) a propaganda desfavorável à Alemanha naquele período, reconhecidamente "negro" de sua história. Não incorre tal afirmação em uma violação do princípio da "neutralidade cristã"?

3) Nos parágrafos 14 e 15, A STV diz que NÃO HÁ DIVERGÊNCIAS ENTRE SEUS OBJETIVOS E OS OBJETIVOS DO GOVERNO NAZISTA. Chega, inclusive, ao ponto de classificar os princípios de Hitler como "elevados ideais". Embora, num linguajar altamente dúbio, ela mencione ideais "apolíticos" e "religiosos", é difícil para alguém com um mínimo de honestidade para com a História, dizer que ideais nazistas são estes que se harmonizam com o pensamento de Cristo. A "sociedade", no entanto, não parece aqui encontrar dificuldade em harmonizar Hitler e Jesus Cristo. Ademais, ela não pode, em sua defesa, alegar desconhecer os objetivos do Terceiro Reich à aquela altura, pois, cerca de uma década antes (1923), Hitler e os Nazis tentaram um golpe de estado, sendo que Hitler, durante o período em que esteve na prisão, escreveu seu livro "Mein Kampf" ("Minha Luta"), que é a própria "bíblia" do nazismo, disponível a quem quisesse tomar conhecimento dele. Era a STV ignorante destes fatos? A história mostra que não, pois, mais adiante a própria STV menciona parte do estatuto nazista.

4) No parágrafo 16, a STV centra o seu ataque agora à Grã-Bretanha, em especial à Inglaterra, apesar de neste país não ter havido perseguição à sua entidade, a exemplo do que acontecia àquela época na Alemanha. A despeito de se dizer "neutra" em assuntos políticos e "separada do mundo", a Torre de Vigia acusa a Inglaterra e os Estados Unidos de tratarem injustamente a Alemanha e de imporem-lhe pesados "fardos". Pode-se classificar estas declarações como expressão da assim chamada "neutralidade cristã"? Deve o leitor notar que ela própria afirma que, "quer em sentido financeiro, POLÍTICO ou católico romano", o conteúdo de seus livros é dirigido contra os "opressores" do povo alemão, ou seja, os Estados Unidos e a Inglaterra.

5) No parágrafo 18, a STV expressa a decisão de seus próprios membros de se submeter às proibições impostas pelo governo, na suposição de que Hitler logo mudaria o decreto. Uma posição bastante estranha se considerarmos o princípio de "obedecer a Deus como governante antes que aos homens" (Atos 5:29) Estariam os cristãos a temer os nazistas antes que a Deus? Deveriam os verdadeiros cristãos obedecer, ainda que só por um tempo, ordens contrárias à sua consciência?

6) No parágrafo 20, a STV afirma que o documento entitulado "Declaração de Fatos" foi lido perante os 5.000 congressistas e aprovado UNANIMEMENTE. Apesar de, no anuário de 1975, ser dito que muitos irmãos discordaram do teor deste documento, relata-se que, mesmo assim, providenciaram que fosse distribuído aos milhões. Por que razão não protestaram e exigiram um esclarecimento dos fatos? Seria por temor de Hitler? (em breve, exporei a íntegra deste documento também altamente comprometedor)

7) No parágrafo 21, a carta classifica de "JUSTOS" os princípios do partido nazista, os quais ela própria passa a transcrever nos parágrafos 22 e 23, mostrando NÃO desconhecer os objetivos do Terceiro Reich. Deve o leitor notar que tais princípios exaltam a raça germânica e expressam o mais puro anti-semitismo. Aqui, a STV não teve sequer o cuidado de omitir, ao menos, a segunda parte do estatuto nazista, onde se faz um ataque preconceituoso e criminoso contra o povo judeu. No afã de ser agradável a Hitler, os "homens de Brooklyn" acabaram por converter-se, na prática, ao nazismo, seja por endossarem a glorificação da raça ariana, seja por endossarem o anti-semitismo.

8) No parágrafo 24, não considerando suficiente o endosso do estatuto nazista, a Watchtower pede para ser julgada, primariamente, pela Bíblia e, secundariamente, pelo programa nazista, como se fosse possível a harmonia entre estes dois compêndios. Ora, o que pode haver em comum entre o cristianismo e o nazismo? Não é um a negação do outro? Na prática, isto é o mesmo que alguém pedir para ser julgado, em parte, pela palavra de Deus e, em parte, pela palavra de Satanás.

9) Finalmente, no parágrafo 25, a Watchtower despede-se do "führer" com lisonjas, dizendo-se desejosa de ter a aprovação dele. Em nenhum trecho desta carta, seguiu ela o exemplo dos hebreus Sadraque, Mesaque e Abednego (Daniel 3:13-18), os quais, diante do poderoso rei da Babilônia, negaram-se a cumprir o seu decreto, mesmo ao preço de suas vidas. Em nenhuma parte deste documento, tiveram os "homens de Brooklyn" a bravura de mostrar o conflito óbvio entre os ensinos de Cristo e o programa do partido nazista. Fizeram isto por receio? Jesus Cristo disse:

"Todo aquele que ficar envergonhado de mim e das minhas palavras, nesta geração adúltera e pecaminosa, deste o Filho do homem também se envergonhará, quando chegar na glória de seu Pai, com os santos anjos." (Marcos 8:38)

Assim sendo, conforme afirmou o professor James Penton, em sua carta à Watchtower, a STV praticou prostituição espiritual, a exemplo das irmãs Oolá e Oolibá, mencionadas por um profeta bíblico. Seria exagero classificar tal documento como "fornicação espiritual com o nazismo"?

É também digno de nota que o conteúdo desta carta, bem como da "declaração de fatos", é tão devastador para a "organização", que ela jamais o expõe por inteiro em sua literatura, limitando-se à publicação apenas de um trecho do parágrafo 7 e omitindo as partes mais comprometedoras. Como o outro documento (a declaração de fatos) alcançou distribuição em larga escala, não sendo possível sua ocultação, ela tratou de "sanear" o episódio por culpar o Sr. Balzereit, o qual redigiu a carta juntamente com o próprio Rutheford. O curioso é que, além de não apresentar provas de tal fato, ela ainda afirma não ter sido a primeira vez que esta pessoa "amainava" o conteúdo de declarações da STV às autoridades. Estranho é que tal pessoa, diante de tais acusações, ainda estivesse de fato, a ocupar posição de direção da sede na Alemanha. De sobremaneira estranho, tendo em vista que tais designações são supostamente feitas sob a orientação do Espírito Santo.É também, da mesma forma, intrigante que ela não tivesse providenciado em tempo hábil a supressão de tal documento espúrio nem tenha emitido nenhuma nota pública dando a conhecer tal suposta "fraude". Sabe-se ser típico das grandes corporações lançar a responsabilidade por seus atos condenáveis a pessoas individuais, a atos isolados, eximindo-se, assim, da culpa por tais atos. Seria este o caso? Os leitores poderão ler a íntegra desta tentativa de "branqueamento" da história no Anuário de 1975.

Eis o conteúdo da famigerada carta, um conteúdo claramente anti-semita e hostil à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos e, no entanto, bastante "simpático" à Alemanha nazista. Tirem suas conclusões...

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Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados,
Ramo Alemão, Wachtturmstrasse 1-19,
Magdeburg/Alemanha: Postsch 4042
Telefone, Magdeburg 405 56, 405 57, 405 58

Caro Chanceler,

[1] Em 25 de Junho de 1933, no Sporthalle Wilmersdorf, em Berlim, houve uma conferência de aproximadamente 5.000 Estudantes da Bíblia (Testemunhas de Jeová), representando diversos milhões de alemães que são amigos e seguidores deste movimento por muitos anos. O objetivo desta conferência, à qual compareceram representantes de todas as comunidades de estudantes da Bíblia da Alemanha, foi encontrar meios e formas de informar ao Chanceler, bem como a outras altas autoridades do Reich alemão e o governo de seus países individuais do que se segue:

[2] Em diversas partes do país, ações estão sendo tomadas contra uma corporação de sérios cristãos, homens e mulheres, que tem no cristianismo positivo o seu fundamento. Tais ações só podem ser descritas como perseguição de cristãos contra outros cristãos, já que as acusações -- as quais tem levado a tais ações contra nós -- provêm primariamente de clérigos, especialmente católicos, e são inverídicas.

[3] Estamos absolutamente convencidos da imparcialidade das autoridades do governo que lidam com esta situação. Ainda assim, concluímos que o conteúdo de nossa literatura e o propósito de nosso movimento são amplamente mal interpretados em razão das acusações dirigidas a nós por nossos opositores religiosos e que poderiam resultar em um ponto de vista deturpado. Isto também poderia se dever ao volume de nossa literatura e a alta sobrecarga de trabalho sobre os respectivos funcionários.

[4] Por esta razão, os assuntos discutidos na conferência foram expostos na forma de uma declaração da Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, a fim de informá-lo, Sr. Chanceler, bem como as altas autoridades do Reich Alemão e seus países, com um documento, do fato de que os Estudantes da Bíblia da Alemanha têm apenas um objetivo em seu trabalho, a saber, conduzir as pessoas de volta a Deus e ser testemunhas do nome de Jeová, o altíssimo, o pai de Nosso Senhor e redentor aqui na terra, Jesus Cristo.

[5] Estamos convencidos de que o Sr. Chanceler não permitirá que tais atividades sejam perturbadas. As congregações dos Estudantes da Bíblia da Alemanha e seus membros são, em geral, conhecidos como respeitáveis defensores do Altíssimo e zelosos estudantes da Bíblia. As autoridades policiais locais deverão atestar o fato de que os Estudantes da Bíblia têm de ser contados dentre os elementos do país e seu povo que são conhecidos pelo seu amor e apoio à ordem. Sua única missão é conduzir os corações humanos a Deus.

[6] A Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (situada em Magdeburg / Alemanha) é o centro organizador da missão dos Estudantes da Bíblia.

[7] A sede de Brooklyn da Sociedade Torre de Vigia é -- e sempre tem sido -- extremamente amigável à Alemanha. Em 1918, o presidente da sociedade e sete membros da diretoria nos Estados Unidos, foram sentenciados a 80 anos de prisão, por motivo de que o presidente se recusou a permitir que duas revistas nos Estados Unidos, as quais ele editava, fossem usadas para fazer propaganda de guerra contra a Alemanha. Estas duas revistas, "A Sentinela" e "Estudante da Bíblia" (mensal), foram as únicas revistas nos Estados Unidos que se recusaram a publicar propaganda anti-germânica e, por esta razão, foram proibidas e suprimidas na América durante a guerra.

[8] Da mesma maneira, no curso dos meses recentes, o conselho de diretores de nossa sociedade não apenas recusou engajar-se em propaganda contra a Alemanha, mas até tomou posição contra isto. A declaração anexa assinala este fato e enfatiza que as pessoas na liderança de tal propaganda de horror nos Estados Unidos (homens de negócios Judeus e católicos) são também os mais severos perseguidores do trabalho de nossa sociedade e seu conselho de diretores. Esta e outras declarações destinam-se a repudiar a injuriosa acusação de que os Estudantes da Bíblia são apoiados pelos judeus.

[9] A conferência de 5.000 delegados recebeu a declaração do governador em Magdeburg com grande satisfação, o qual disse não se poder provar que haja qualquer relação entre os Estudantes da Bíblia e os Comunistas ou Marxistas, como foi declarado por nossos opositores religiosos (o que quer dizer que tais declarações não passam de injúria). Uma reportagem de imprensa no Magdeburg Daily News n.º 104, de 5 de Maio de 1933, diz:

[10] "A declaração do governo referente à ocupação da sede dos Estudantes da Bíblia: O departamento de Imprensa emitiu a seguinte informação: 'A Ocupação da propriedade da Sociedade dos Sérios Estudantes da Bíblia em Magdeburg foi suspensa em 29 de Abril, já que nenhum material que confirmasse as atividades comunistas foi encontrado'.

[11] Outra reportagem no Magdeburg Daily News n.º 102, de 3 de Maio de 1933, diz:

[12] "O escritório dos Estudantes da Bíblia informou-nos que as ações tomadas contra a Sociedade Torre de Vigia e a Sociedade dos Estudantes da Bíblia foram abolidas. Toda a propriedade foi devolvida já que uma ampla revista resultou em que nada pode ser afirmado contra esta sociedade, seja por atividades políticas ou criminosas. Também concluiu-se que ambas as sociedades são de natureza absolutamente apolítica e religiosa. A pedido, o governo confirmou a correção de tais declarações."

[13] A conferência de 5.000 delegados enfatizou que, em face destas circunstâncias, considerou aquém de sua dignidade até mesmo defender-se, no futuro, de quaisquer acusações desonrosas sobre atividades marxistas ou mesmo comunistas. Tal injúria refutada de nossos opositores religiosos indubitavelmente carrega o sinal da competição religiosa. O objetivo deles é sufocar um proclamador honesto por meios repulsivos ao invés de pelo uso da palavra de Deus.

[14] A conferência de 5.000 delegados também afirmou -- como expresso na declaração -- que os Estudantes da Bíblia da Alemanha estão lutando pelos mesmos elevados objetivos éticos e ideais, os quais o governo nacional do Reich Alemão proclamou no que se refere à relação dos humanos com Deus, isto é: a honestidade do ser criado em relação ao seu criador.

[15] A conferência chegou à conclusão de que não há quaisquer divergências entre os Estudantes da Bíblia da Alemanha e o governo nacional do Reich Alemão. Ao contrário, em relação aos objetivos puramente religiosos e apolíticos e o empenho dos Estudantes da Bíblia, pode-se dizer que estão em pleno acordo com os objetivos idênticos do governo nacional do Reich Alemão.

[16] Em razão do suposto linguajar áspero de nossa literatura, alguns de nossos livros foram banidos. A convenção de 5.000 delegados salientou que o conteúdo de nossos livros que foram desaprovados referiam-se apenas a circunstâncias no Império Mundial Anglo-americano e que este -- especialmente a Inglaterra -- deve ser responsabilizado pela Liga das Nações, pelo tratamento injusto e pelos fardos impostos à Alemanha. As coisas ditas no espírito acima mencionado são, desta forma, dirigidas -- quer em sentido financeiro, político ou Católico Romano -- contra os opressores do país e do povo alemão, não contra a Alemanha combatendo estes fardos. De modo que esta proscrição (contra a literatura dos Estudantes da Bíblia) não faz sentido.

[17] Em algumas partes do país os Estudantes da Bíblia são proibidos até mesmo de se reunirem para orações e serviços religiosos e, por muitas semanas, esperam por uma solução para esta situação, a qual é sufocante para suas vidas religiosas. Sobre esta situação, foi expresso o seguinte:

[18] "Nós queremos viver de acordo com a proibição a nós imposta, pois estamos confiantes de que o Sr. Chanceler e o alto governo irão suspender tal proibição -- a qual força dezenas de milhares de homens e mulheres cristãos ao martírio que só pode se comparar ao dos primitivos cristãos -- após terem obtido entendimento da real situação."

[19] Finalmente, a conferência de 5.000 delegados expressou que tanto os Estudantes da Bíblia quanto Organização Torre de Vigia são pela manutenção da ordem e da segurança dentro do estado, bem como pela promoção dos elevados ideais do governo nacional no campo da religião. A fim de dar a conhecer tais coisas ao Sr. Chanceler e às outras altas autoridades do Reich, os sentimentos acima expressos de forma resumida foram expostos em detalhes na declaração anexa.

[20] A Declaração anexa foi lida pelo secretário aos 5.000 delegados da conferência dos Estudantes da Bíblia. Ela foi aprovada unanimemente e adotada com a instrução de se enviar uma cópia simples da mesma, juntamente com este relato da conferência, ao Sr. Chanceler e todos os outras altas autoridades do governo do Reich e seus países.

[21] Isto é feito com o mais respeitoso apelo de que o pedido expresso na declaração, seja recebido com favor: Ou seja, que uma comissão composta por nossos membros tenha a oportunidade de, pessoalmente, explicar a verdadeira situação ao próprio Sr. Chanceler ou ao ministro de assuntos internos. Alternativamente, pedimos ao Sr. Chanceler que designe uma comissão de homens que não tenham qualquer preconceito religioso contra nós -- homens que não tenham interesses profissionais religiosos, mas que estejam apenas interessados em aderir aos justos princípios como foram estabelecidos pelo próprio Chanceler -- para investigar nossa situação imparcialmente. Os princípios mencionados referem-se ao parágrafo 24 do programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (partido nazista), que diz:

[22] "Nós reclamamos a liberdade de todas as denominações religiosas dentro do estado, conquanto que elas não ponham o próprio estado em perigo ou violem os valores morais da raça germânica.

[23] O partido, como tal, representa o ponto de vista do cristianismo positivo sem estar ligado a qualquer denominação particular. Ele luta contra o espírito judeu-materialista de dentro e de fora do país e está convencido de que uma recuperação duradoura de nosso povo só pode provir de dentro para fora."

[24] Estamos plenamente convencidos de que, uma vez tenhamos sido julgados imparcialmente, com base, primeiro, na palavra de Deus e, segundo, nos parágrafos acima mencionados, o governo nacional da Alemanha não encontrará qualquer razão para impedir nossos serviços religiosos e atividades missionárias.

[25] Ansiosos por sua gentil aprovação, a qual esperamos receber em breve, desejamos afirmar nossa mais alta estima ao honorável Sr. Chanceler.

Sinceramente,

Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados

Sugiro a cada um que se torne um proclamador, conforme diz a própria sociedade, mas um proclamador destes fatos, os quais deveriam ser de domínio público e não podem ser classificados de calúnia, pois o documento tem a chancela da própria Watchtower.

 

“Ponha um cretino fundamental em cima da mesa e você manda ele falar, ele dá um berro e, imediatamente, milhares de outros cretinos se organizam, se arregimentam e se aglutinam. O cretino fundamental raspava a parede da sua humildade e na consciência d

Sou ateu, agnóstico ou seja lá qual for a denominação de quem não acredita em Deus, mas também não desacredita. Enfim, o fato é que não tenho a bendita fé.

Ainda assim, pelo que pude conhecer, considero as Testemunhas de Jeová a síntese de uma religião séria, profunda e com princípios.

Se eu acreditasse em Deus, seria uma Testemunha de Jeová.