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Thomaz Bastos: "Imprensa tomou partido no mensalão"

Tal qual se perguntou aqui no blog ao Ministro Ayres Brito, também aqui é necessário saber: em que mundo vive Márcio Thomaz Bastos? Quer dizer então que "a imprensa tomou um pouco de partido nessa questão do mensalão"? Só um pouco Dr. Márcio? ah, que bom que foi só um "pouco" e não foi muito, nem foi escancaradamente não é mesmo?

Do blog do Josias de Souza

Márcio Thomaz Bastos: ‘Imprensa tomou partido no mensalão; ênfase dada a jugamento é errada’ 

“A grande imprensa tomou um pouco de partido nessa questão do mensalão”, disse o advogado Márcio Thomaz Bastos. “Ela elevou a um ponto simbólico muito forte esse mensalão que vai ser julgado [do PT], deixando de lado os outros mensalões [do PSDB de Minas e do DEM de Brasília].”

Thomaz Bastos discorreu sobre o tema numa entrevista televisiva à repórter Mônica Bergamo e ao sociólogo Antonio Lavareda. Pode ser assistida aqui. Durou 34min17s. O mensalão entrou na conversa aos 18min04s.

Ex-ministro de Lula e defensor de um ex-dirigente do Banco Rural que compõe o rol de 38 réus do mensalão, Thomaz Bastos declarou-se “a favor da liberdade de imprensa” e contra “o controle social” da mídia. Porém…

O advogado afirmou que a imprensa “deve ser criticada quando erra”. E, na opinião dele, “essa ênfase que está se dando a esse julgamento [da ação penal do mensalão] parece errada.”

Ele disse que já advogou “dos dois lados” –“Tanto já defendi casos em que tinha a opinião publica e publicada a meu favor, é uma delícia você fazer isso, como já enfrentei a contramaré. Já fui o sujeito que estava absolutamente na minoria, pegando a mão do réu no fim da escada, quando ele já estava crucificado.”

Acha que a influência da mídia sobre os tribunais “é uma questão que tem que ser examinada e tem que ser revolvida no Brasil.” Citou um par de exemplos: “Esse julgamento dos pais que mataram a menina [o caso Isabella Nardoni, que resultou na condenação, em 2010, de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá] , é exemplo típico de um julgamento que não houve, isso foi um justiçamento.”

“Aquele outro caso mais antigo, da Daniela Perez [filha da autora de telenovelas Daniela Perez, assassinada em 1992], quando houve uma pressão enorme… Então, o julgamento se torna um não-julgamento. O julgamento se torna uma farsa.”

Perguntou-se a Thomaz Bastos: acha que isso está ocorrendo no mensalão? E ele: “Não, não estou querendo dizer [isso]. Tenho medo que ocorra. Tenho medo que haja uma publicidade opressiva, como dizia o Nélson Hungria. Será que é possível fazer um julgamento com uma publicidade opressiva em cima?”

Recordou-se ao ex-ministro que, num país como o Brasil, em que os acordos de gabinete por vezes prevalecem sobre os autos, a vigilância da imprensa é importante. Ele concordou: “Acho fundamental a vigilância da imprensa…” Mas só até certo ponto: “Agora, algumas vezes ela [a mídia] erra. No caso Nardoni, por exemplo, eu acho que foi um erro terrível.”

Acrescentou: “Nesse caso da Daniela Perez, em que eram dois os réus, se um deles fosse inocente ou menos culpado que o outro, não fazia diferença. É uma máquina que vai empurrando tudo. É como se fosse uma tragédia grega. Tudo já aconteceu. Só vai fazer a encenação e chancelar o veredicto que já aconteceu lá atrás. Isso é a negação da Justiça.[...]”

Perguntou-se a Thomaz Bastos também como se sente no papel de advogado de defesa de Carlinhos Cachoeira e de um réu do mensalão. “É um desafio muito estimulante”, ele respondeu.

Acredita que sua atuação ajuda a potencializar “um valor constitucional que também é importante se queremos implantar no Brasil um Estado democrático de direito, que é o direito de o sujeito ser ouvido antes de ser condenado.”

Evocou um célebre compositor popular: “É como dizia Herivelto Martins, o marido da Dalva de Oliveira: primeiro é precico julgar para depois condenar. E no Brasil tem havido uma inversão muito forte disso.”

Repisou: “Eu tenho defendio gente na contramáre com alguma frequência. E acho que o direito de defesa acaba sendo desprezado, acaba correndo riscos. E a gente tem que procurar fazer valer ele de todo jeito, porque é uma coisa fundamental, tão importante quanto a liberdade de imprensa.”

Instado a comentar o contraste entre sua atividade atual e a imagem de ex-ministro da Justiça, chefe da Polícia Federal, Thomaz Bastos afirmou: “Fui advogado durante 50 anos. Aí, parei quatro [anos] para ser ministro da Justiça. Saí de lá faz cinco anos. Voltei a fazer o que eu fazia.”

Comparou-se a outros ex-ministros: “É como os ministros da Saúde que saem e voltam a operar, como o Adib Jatene; como os ministros da Educação que saem e vão ser reitores; como os ministros de Fazenda, que vão trabalhar no mercado de capitais. Por que só eu não posso?”

Não considera adequado que confudam o advogado com seus clientes. “Acho que isso não faz o menor sentido. Quanto mais complexa, quanto mais sofisticada é uma sociedade, maior é o número de papéis que você pode exercer.”

Lançou no ar um repto: “Enquanto estive no ministério da Justiça, eu desafio que alguém me aponte a defesa de um interesse privado. Eu tive uma lealdade às instituições e ao presidente da República. Agora não, voltei a ser o que eu era: um defensor dos interesses privados, do direito de defesa, da liberdade das pessoas. Quero ter liberdade para poder defender a liberedade dos outros. Esse é o meu papel. Estou absolutamente tranquilo em relação a isso.”

Considera-se o protagonista de “uma cruzada” pela valorização do direito de defesa. “Se comigo acontece isso, que sou um advogado com 55 anos, um advogado que todo mundo mais ou menos conhece, imagine com um pobre de um recém-formado, coitado, que vai enfrentar um juiz e o juiz resolve que o cliente dele é culpado e tenta impedir o exercício do direito de defesa. Acho que isso tem que ser brigado fortemente. A OAB tem que entrar com mais força nessa luta, porque é fundamental para o país, para a democracia e para o Estado Republicano.”

Nesse ponto, a entrevista escorregou de novo para o mensalão. Inquirido sobre suas expectativas em relação ao julgamento, Thomaz Bastos disse: “Eu tenho absoluta convicção de que o Supremo vai fazer um julgamento técnico, um julgamento levando em conta o que existe dentro das provas.”

Voltou a falar do “peso que a imprensa tem na opinião pública e do peso que a opinião pública e a imprensa têm nos julgamentos.” Disse que a influência é maior nas sentenças proferidas pelos tribunais de júri e pelos juízes singulares. Mas realçou que os tribunais superiores não estão livres do fenômeno.

“O juiz lê jornal, assiste televisão. O juiz não é marciano, mora na Terra, no Brasil. Realmente, essa é uma questão que volta, que é recorrente. [...] Agora mesmo eu estou vivendo um caso que, se não fosse uma defesa, o réu já estava fuzilado sem apelação e sem possibilidade de defesa.”

Que caso? O caso de Carlinhos Cachoeira. “Tivemos que ir ao Supremo duas vezes e ao TRF, em Brasília, várias vezes. Inclusive para impedir uma audiência na qual ele já estaria, com certeza, condenado se essa audiência tivesse havido desse jeito. Num processo de 100 volumes, com uma denúncia de 200 páginas, queriam fazer debates orais de 15 minutos, 20 minutos.”

Como ministro da Justiça, Thomaz Bastos influiu na indicação de pelo menos seis dos 11 ministros que integram o quadro atual do STF. Perguntou-se a ele se realmente acredita que esse colegiado pode sujeitar-se às pressões da mídia e da opinião pública.

Thomaz Bastos respondeu assim: “Todo mundo sofre influência.” Ponderou: “Acredito piamente que o Supremo vai fazer julgamento equilibrado e técnico.” Revelou uma ponta de receio: “Mas que sofre influência… E essa influência em si não é um mal. A publicidade opressiva é um mal, mas a influência sobre o juiz, o que ele lê de manhã, o que ele conversa com a mulher, ajuda ele a fazer um juízo.”

O problema, declarou Thomaz Bastos, é “quando se começa a martelar, a oprimir, todo mundo de um lado só. [...] Aí é uma coisa que torna perigoso o julgamento.” Voltou a relativizar: “Não no Supremo. O Supremo, na minha opinião, é infenso a isso. O Supremo Tribunal brasileiro tem uma história brilhante. Ele não se derrotou, não se curvou mesmo em momentos difíces da história do Brasil.”

Voltou a martelar: “A imprensa tem uma dificuldade muito grande de se criticar, de aceitar que ela possa ter defeitos. Então, imagino que, num julgamento como esse do mensalão, [...] há a influência, sem dúvida. Mas essa influência, em relação ao Supremo, chega muito esbatida, vem muito de longe, porque eles são homens experimentados, são homens preparados, são homens probos e homens capazes de fazer um julgamento técnico e que se aproxime o mais possível da justiça.”

Ministro na época em que o mensalão explodiu, em 2005, Thomaz Bastos engrossou o coro dos que consideram equivocada a decisão do STF de marcar para 1o de agosto o início do julgamento. “Haverá consequências eleitorais, sem dúvida, dependendo de como o julgamento ocorre. Não acredito que tenha sido uma boa solução fazer esse julgamento antes da eleição.”

O ex-ministro, voz respeitável, está coberto de razão na defesa que faz do sacrossanto direito de defesa dos réus. O usufruto do contraditório não pode e não deve ser negado nem ao mais indefensável dos bandidos.

Impossível deixar de reconhecer, porém, a ironia da cena: uma pessoa que até ontem respondia pela pasta da Justiça agora comparece às varas e aos tribunais para se contrapor ao trabalho da Polícia Federal que se jacta de ter reaparelhado para combater a corrupção. No caso de Cachoeira, até o amigo Lula, em privado,  considerou esquisito.

No mais, convém não perder de vista que a Constituição não diferencia o direito de defesa dos réus do direito do cidadão de ter livre acesso às informações. Se um juiz julga pelos jormais, de costas para os autos, não faz jus à toga. Deve-se bloquear o magistrado, não o fluxo das notícias.

Recorde-se, por oportuno, que o caso do mensalão provavelmente nem existiria não fosse o trabalho da imprensa. São decorridos sete anos desde que os malfeitos foram pendurados nas manchetes. Só agora o julgamento vai começar. Imagine-se o que sucederia se a imprensa não imprensasse.

Desnecessário lembrar, de resto, que, quando o julgamento ocorre no júri ou na sala de um juiz singular, a legislação brasileira assegura aos réus condenados mais de 40 recursos. A imprensa, obviamente, erra. Mas num sistema assim, tão permissivo, se uma sentença injusta não for reformada nas instâncias superiores, o erro do Judiciário se sobrepõe a qualquer equívoco que o noticiário possa cometer.

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Ele diz que, se um médico é Ministro da Saúde e depois volta a operar e um educador é Ministro da Educação e depois volta a ser reitor, por que ele não pode voltar a advogar perante o STF? Que comparação ridícula! A diferença é que, enquanto foi Ministro da Justiça e eminência parda do governo Lula, M.T. Bastos indicou mais da metade dos atuais Ministros de Tribunais Superiores em atividade no Brasil hoje. E agora ele recebe 15 milhões (que se sabe) para defender um dos maiores corruptos do Brasil perante os juízes que ele próprio nomeou. Como comparar esse tráfico de influência com um médico que volta a operar ou um professor que volta a dar aula? É muita cara de pau!

 

Uai, o Josias de Sousa virou fonte confiável? Credo em cruz!

 

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"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", Geraldo Vandré.

O Thomaz Bastos esta como balança de um lado defende um bicheiro que tinha como laranja a Construtora Delta que tem várias obras no Brasil inclusive em Sao Paulo e muitas obras do governo Federal (PAC) que ate hj não sei o que foi feito tem o PAC 1 - PAC 2 e vai ter o PAC3 .Informação que não se encontra nem no PIG  e nem nos  blogues, não se tem noticia quem fez ou terminou o que , só é dito que 99% do PAC 1 (Projeto Executivo) esta pronto mais as obras concluidas são quais ?.

Do outro lado tem a turma de Goias com governador, juiz,senador e etc. Acho que ele fica controlando as informações pois se gritar pega ladrão  "não fica um meu irmão". Para um Sr. de 76 anos que profissionalmente já fez de tudo na vida, podia morrer com mais dignidade,mas 15 milhões ressucita qualquer alma e da vida eterna a muito corrupto neste pais.

 

E o valerioduto - pai do "mensalão" - que ocorreu cinco anos antes, que ninguém cobra seu julgamento? Só mesmo um idiota ou algumém com má fé para não perceber a diferença de tratamento. Ambos os casos precisam ser julgados e quem deve, ser condenado e os inocentes que sejam liberados dessa tortura.

 

Bastos tem razão quando a imprensa, em certos casos, cria um clima de pré julgamento, de linchamento. A lembrança do casal Nardoni é exemplar. Somente indiciado, o casal foi exposto pela mídia algemado e insultado, quase linchado diante das câmeras de TVs e com a leniência da polícia dp do governo do estado de São Paulo. A imprensa silenciou a respeito dessa conduta e do julgamento. Em meia hora, sob a orientação ou presidência do juiz que julgava, o juri chegou a conclusão. Levaram em conta o clamor popular, quando não deveriam. Ninguém da chamada imprensa investigativa lembrou que o policial responsável pela primeira varredura ,  se matou depois ao ser preso como envolvido com gangue de pedofilia. Essa gangue não poderia estar ligado ao crime? Mas o promotor responsável não se preocupou com esse aspecto. E a mídia também não. No caso do mensalão, enfatiza-se apenas os indiciados que têm ligações com o PT. E os outros? E o ex-governador Azeredo, do PSDB? A imprensa "esquece".

 

    Esse aí, por mais que tenha razão, perdeu a moral pra falar de qualquer coisa relativa ao bem público. Se estivesse passando fome, até seria compreensível, mas, como não é o caso... Melancólico, pra dizer o mínimo!

    "Perguntou-se a Thomaz Bastos também como se sente no papel de advogado de defesa de Carlinhos Cachoeira e de um réu do mensalão. 'É um desafio muito estimulante', ele respondeu". (...) "Instado a comentar o contraste entre sua atividade atual e a imagem de ex-ministro da Justiça, chefe da Polícia Federal, Thomaz Bastos afirmou: 'Fui advogado durante 50 anos. Aí, parei quatro [anos] para ser ministro da Justiça. Saí de lá faz cinco anos. Voltei a fazer o que eu fazia'.”

     Cada um se agarra ao estímulo que mais lhe convém. A preocupação primeira com o interesse público? Um parêntesis que durou apenas 4 anos de uma longa vida! Este corte tão incisivo entre o público e o privado se não for meio esquizofrênico, ao menos, é o que parece. Gostaria mesmo de saber se o ex-ministro estaria tão "absolutamente tranquilo" e com tanta disposição para defender interesses mui particulares, sem um contrato de milhões de reais a embolsar.

 

"Tomou partido", como assim?


Essa mídia das cinco famiglias é partido de oposição desde sempre e o histórico pronunciamento de Dona Judith confirma que, pelo menos em relação a isso, não faltaram com a verdade. 


Mas que são hilários, ah, isso eles são. 


Não é que, segundo a Folha, vão repaginar Zé Bolinha e pretendendo-no mais jovem, resolveram calçá-lo de sapatênis, pode?  

 

"Todavia, penso como o Dr. Thomaz Bastos: o STF é composto por cidadãos responsáveis...". Responsáveis mas acossados por "alguma coisa muito feia" que deve ter sido flagrada pelo ARAPONGA JAIRO, levado pelo Gilmar pra dentro do Tribunal! Nada mais poderia explicar o silêncio e a inação quanto aos desmandos do Gilmar e o comportamento de alguns ministros quanto ao julgamento desse Processo: o Levandovscki "renunciando" ao comando do TSE e de presidir as eleições municipais desse ano pra acelerar o julgamento; o Ayres Brito propondo até o cancelamento das "sagradas" férias julhinas, quando o Hemisfério Norte (quentinho!) costuma receber alguns ministros e seus netinhos; o Fux "vendo" a "opinião pública(?)" precionando o Tribunal por esse julgamento, etc. Tô com pena dos Réus e dos estagiários de Direito que estudaram os autos e vão pirar sem entender nada das sentenças. Até onde se pôde conhecer dos autos, quase nenhum dos réus deveria ser condenado a pena de restrição de liberdade. Mas, pra agradar à "OPINIÃO PUBLICADA", que decidirão os "pares" de GIMAR MENDES (parece que só dez poderão votar, então são cinco pares) que atuarão no julgamento? Dá dó dessa Nação com um judiciário desse!  

 

Embora saber perfeitamente  que  todos( sem exceção)  tem direito  a ampla defesa, ver Dr. Marcio Tomaz Basto  ao lado de Cachoeira me causou   um mal estar,  constrangimento. É  a minha opinião, o meu sentimento.

Quanto  ao mensalão,  se existiu, todos os  envolvidos já  foram punidos pela mídia marrom ou PIG.

 

Não participo do grupo que defende  quem quer que seja no mensalão do PT.

Mas as palavras do Thomaz Bastos estão corretas ao afirmar que o Supremo está pressionado pela imprensa para julgar o mensalão do PT, esquecendo do mensalão do PSDB de Minas, onde tudo começou e do mensalão do DEM de Brasília, posterior ao do PT. 

Mais correto seria levar a julgamento os 3 mensalões, refletindo igualitariamente na imprensa e no Judiciário tudo a respeito, não livrando a cara de ninguém não caracterizando partidarização no julgamento, seja pela imprensa ou pelo Supremo.

Também a questão levantada que o Thomaz Bastos não poderia ser advogado de defesa do contraventor está mais ligada à partidarização por ele ter sido Ministro do Lula. Se fosse antiético defender o Cachieira, não haveriam advogados de defesa para crimes hediondos, latrocínios ou para traficantes (cujo dinheiro é igualmente ilícito). Com a palavra os advogados e a OAB! 

 

Já vi dúzias de análises sobre o porque do PIG estar nessa sanha toda com o julgamento do mensalão. Muitos se perguntam para que isso, já que os fatos vieram a público em 2005, e isso não impediu a reeleição de Lula e nem a eleição de Dilma. Ao contrário, os dois continuam extremamente populares, e boa parte dessa popularidade já foi transferida ao PT. E assim sendo, qual a utilidade política desse julgamento?

Outros afirmam que a oposição midiática quer impedir que o PT se torne um partido com forte expressão municipal, conquistanto centenas e centenas de municípios, ultrapassando o PMDB por margem muito larga, e praticamente extinguindo a base municipal da oposição.

Há os que acham que é puro despeito preconceituoso, uma espécie de vendetta requentada, uma vingança vil e reles, que servirá para acalmar seus fígados, mas não mudará o processo político substancialmente.

Pois do alto de minha empáfia eu digo: estão todos errados. O julgamento do mensalão, no plano da direita nacional (com apoio discreto da internacional), é o fulcro sobre o qual se assentará a alavanca golpista.

Se o STF inocentar os réus, não passará um minuto da proclamação do resultado antes que as trombetas apocalípticas comecem a soar: Vendidos, Corruptos, Chantageados, Amiguinhos do Lula, e quantos epítetos encontrarem para fazer crer ao público que seus jornaleiros (sic) sabem mais, tanto do processo quanto do Direito, do que os ministros do Supremo.

Se o Supremo os condena, soam também as trompas de guerra: Está provada a corrupção suprema! Esse partido é o demônio corruptor que emporcalha a nação! E vão por aí, com o mesmo fito. Tudo o que querem é por na cabeça do povo que eles sempre tiveram razão - Lula é ladrão.

E antes que sejam fechadas as urnas, antes que o PT se espraie sobre imensa base municipal do país, penetrando na medula política do Estado, lá estará, à la Honduras, a bandeira da honestidade e da defesa das instituições mais uma vez patrocinando uma quartelada no Brasil. Com direito a Lula e Dilma no papel de Manuel Zelaya...

 

é a palavra do advogado dos réus, e ele percebeu que a maré está ruim, deve estar arrumando uma desculpa para dizer que a pressão da imprensa esta interferindo no STF e assim justificar a derrota no tribunal!

o Marcio esta cobrando milhões de reais do Cachoeira e ninguém sabe de onde vem a grana para paga-lo, e os mensaleiros, estão tendo algum desconto?

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

"Marcio esta cobrando milhões de reais do Cachoeira e ninguém sabe de onde vem a grana para paga-lo, e os mensaleiros, estão tendo algum desconto?":

Alguem por favor abaixe os 30 dinheiros do Blaya pra o que ele merece...

Tem mais, Blaya.  Toda vez que voce ta por perto as 1-estrelinhas se multiplicam menos.  Ja notou isso?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Blaya, que eu saiba ele é advogado de defesa de apenas um dos 39.


E diria que a entrevista é mais no sentido de justificar a defesa do queda d'água e uma possível derrota neste caso.

 

"Recorde-se, por oportuno, que o caso do mensalão provavelmente nem existiria não fosse o trabalho da imprensa. São decorridos sete anos desde que os malfeitos foram pendurados nas manchetes. Só agora o julgamento vai começar. Imagine-se o que sucederia se a imprensa não imprensasse."

Josias não trabalhou na Folha, por acaso. O mensalão teve sua origem nas tramoias  de Roberto Jefferson e na contribuição dos  arapongas   de Cachoeira e seu inestimável parceiro Demóstenes.

A finalidade,todos  calvos de saberem, era a deposição de Lula e alijamento do PT da vida nacional,por um loooongo tempo.

Pergunta-se: o zêlo da imprensa    vai até onde? A ponto de   sugerir o impedimento de Gilmar Mendes na  corte? Conter seus editoriais e matérias  pedindo condenação sumária de José Dirceu? Sustar  a  vergonhosa  campanha ,que já se esboça ,contra ministros,supostamente simpáticos à imparcialidade,como Lewandosky?

 

Também pode-se recordar, por oportuno, que talvez o mensalão não chegasse ao STF se os minstros não tivessem com a faca da imprensa em seus excelentíssimos pescoços.

Sim, porque me parece que a peça de denuncia do procurador Antonio Fernando foi toda feita baseada em páginas de jornais e revistas (Veja, com certeza).

Até o número de denunciados foi sob medida para o júbilo do pig. Eram 40, evidentemente para dar de bandeja para o pig a piada pronta: "Lula e seus 40 ladrões".

Os dois que foram enfiados lá só para isso, já saíram há muito tempo dada a fragilidade da denuncia. Agora são 38, mas deu tempo para o pig fazer a festa emcima "dos quarenta mensaleiros"

 

Juliano Santos

É muito triste a gente ver uma "democracia" dividida acerca da legitimidade de um julgamento! Suspeitas sobre a legitimidade do Poder Judiciário, jamais deveriam pairar sobre uma sociedade demococrática. Os responsáveis por esse estado de coisas, deveriam amargar umas boas décadas na cadeia. Imagino que, ao final desse "julgamento", a sociedade, tenha obrigação de voltar ao início e localizar os responsáveis pela descrença na estabilidade jurídica que tomou conta da nação. É, claro que a mídia tem uma parcela de culpa, gigantesca, ela criou o monstro e continua alimentando-o mas, quem o pariu tem que pagar o preço. Espero que os réus, após, o julgamento, dêem publicidade ao processo inteiro, independente, do resultado; a sociedade tem o direito de saber, quem foram os aliados da mídia nessa empreitada. A idéia em 2005 era derrubar o governo eleito e a intenção de perturbar o processo eleitoral vem seguindo, desde então. As pessoas que trabalharam para isso tem nome e os nomes estão no processo, muito provavelmente, baseando seus pareceres ou entendimentos em matérias do Cachoeira.

Concordo com o comentário que sugere a ação em bloco dos advogados dos réus. E tb acho que a sociedade tem que fazer sua parte. Se aceitarmos esse tipo de julgamento, uma vez, então será esse o tipo de julgamento que teremos daqui para frente. Eles são muito interessantes qdo um desafeto nosso está no banco dos réus já qdo é com a gente...

Ah, com realção ao paralelo entre a importância de um julgamento decente e a liberdade de imprensa; discordo do MTB, o um julgamento decente é, infinitamente, mais importante que liberdade de imprensa, pq o primeiro atinge a sociedade inteira e a segunda só atinge a meia dúzia que decide os julgamentos.

 

A grande mídia quer um grande embate nas ruas e terá... Desde o mensalão não ficou bem resolvido quem ficará a reboque na historia, sonham com seus editoriais e colunas ganhem as ruas acompanhadas da esquerda recalcada que se extremou no processo da recém democracia e rachou com a base de esquerda do país.

Se acham maiores que o povo que elege e toma as ruas quando necessário, falam por setores médios da sociedade e querem a tutela da plebe, sua contrariedade com os movimentos sociais os levam a dizer idiossincrasias, sobre Lula não precisa nem falar as fotos pós câncer são as mais usadas, vamos ver quem sugere melhor nessa avareza em imagens e textos na hora que o bicho pegar... Como diria os poetas da periferia “Se correr o bicho pega e se pegar é bicho solto”.

Ano de eleição e um receituário reacionários assinado nos manuais de redação, até que enfim vida nova na política, pena que alguns só sabem fazer política de escrivaninha virtual, não conseguem nem seguir as passeatas das comadres católicas ou fazem como elite portenha se aglutinarão nos bairros com o Morumbi ou a Barra da Tijuca pra fazer nosso panelaço... Venham para a dança! Finalmente.

 

Ninguém perguntou se o Cachoeira tem dinheiro lícito para pagar expensivos honorários?

 

Deve ser porque trinta moedas serão sempre trinta moedas, venham de onde vierem.

 

A semeadura é livre, mas a colheita obrigatória.

Aí é que está, ao Cachoeira processado por crime que envolve corrupção e ganho de dinheiro ilícito, é lícito perguntar, mas em nenhum lugar do mundo se cobra essa atitude do advogado do réu... Só o partidarismo explica essa "pergunta".

Um abraço.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Como já mencionei em:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/bastos-critica-pressao-da-impre...

.

entre o tomaz bastos falando e um porco *******, prefiro o porco, pois posso fazer esterco e adubar a terra.

esse elemento (tomaz bastos) é o representante máximo dos valores, porta-voz do ideário filosófico e político do psdb do pt, e como mencionei no link acima, ele não faz nada por caridade, por altruísmo.

tudo q ele fala, principalmente pela imprensa, me deixa com 2 pés atrás....

ainda não entendo como gente relativamente "inteligente" do blog cai no tipo de falácias e sofismas desse elemento (bastos).

vou voltar a coçar o nariz (estou brincando), q é mais importante q ficar lendo o q o bastos fala... É MUITA DESFAÇATEZ DELE (bastos)!!!

e, de novo,

"já q não podem (ainda) ENQUADRAR um elemento desse, pelo menos, faça-me o favor de não dar destaque!!!!

AFFFF....!!!!"

 

"A imprensa, obviamente, erra. Mas num sistema assim, tão permissivo, se uma sentença injusta não for reformada nas instâncias superiores, o erro do Judiciário se sobrepõe a qualquer equívoco que o noticiário possa cometer".


Acontece, Sr. Josias, que, no caso "mensalão", o julgamento é em única e última instância, é definitivo, não cabe recurso.


Todavia, penso como o Dr. Thomaz Bastos: o STF é composto por cidadãos responsáveis (pelo menos a maioria deles) e jamais vai julgar influenciado pela mídia. Porém, se  julgamento não for calcado nas provas existentes no processo, podemos rasgar a nossa Carta Magna e voltarmos aos tempos dos homens das cavernas e começarmos a fazer justiça com as próprias mãos.

 

Lourdes Catão, socialite carioca e confessa adúltera, confirmou o que todos já sabemos: “Acho que o AÉCIO É o melhor, MAIS DO NOSSO LADO... Dilma não pode ser reeleita de jeito nenhum’’. 

Ia dizer exatemente isso, caro Gilson. O STF não é a ultima instância? Se houver justiçamento por pressão da opinião publica(da) já era, babau.

Quanto ao seu otimismo em relação aos ministros não darem bola para o pig, não sei não. Um deles, o Lewandovsky admitiu que votou com a "faca no pescoço" ao aceitar a denuncia do "mensalão".

Sendo que a faca continua no pescoço, ou pior, já pode ser considerada uma peixeira, o que garante que agora seria diferente?

 

Juliano Santos

Quero ver a cara desta mídia quando José Dirceu for absolvido no STF. Parabéns, Dr. Marcio! Já estou até simpatizando com o Carlinhos Cachoeira. Se o PIG o codnena, ele deve ser um bom sujeito.

 

Eles não condenam o Cachoeira, até pouco tempo eram seus sócios, pelo contrário, a se tirar pelo noticiário se chaga a "conclusão" que a CPMI não é do Cachoeira, mas da DELTA/PAC, mas a máfia tem seu próprio "código de honra" tirado de coletivos de animais canibais : foi pego, aguente sozinho, se vai morrer, eu ajudo a te devorar!

 

Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto

Marcio Tomás Bastos sabe que a imprensa não age por idealismo, claro que o que a move é puramente o dinheiro. Aliás, não seria este também seu motivo para defender ricos criminosos?

 

A semeadura é livre, mas a colheita obrigatória.

Interessante é ver os comentários "aprovados" lá no blog do "digno" jornalista (lá meu email é bloqueado desde o dia em que afirmei, firme, mas educadamente, que o "digno" jornalista havia produzido um texto que ajudava Daniel Dantas na época dos habeas corpus dados pelo 'supremo' do Supremo). Todos que ali comentam aparentemente nem leram o texto, apenas achincalham Bastos por exercer sua profissão, e ter sido ministro de Lula, governo e pessoa que os "habitués" do pedaço "ditabrando" simplesmente detestam com a irracionalidade que só o preconceito e a ignorância explicam.

Bastos foi um ótimo ministro da justiça por 4 anos, durante esse período teve comportamento pessoal totalmente republicano, e como lembra no texto é advogado a mais de 50 anos, tendo retornado à banca a mais de 5 anos. Agora parece que tem que explicar até de onde vem o dinheiro que lhe pagam, como se algum advogado em algum lugar do mundo tivesse essa obrigação...

Essa gente escancara o raciocínio preconceituoso e ignorante, quando cobra dos petistas, comportamentos e responsabilidades que não cobra de outros, sempre a indignação seletiva. Nunca vou esquecer da responsabilização da queda de um avião ao presidente do Brasil, caso único no mundo... Como são imundos!

Um abraço.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Perfeito, Serjão. Infelizmente, não é só lá no blog do "jornalista" que a indignação seletiva, o preconceito e a ignorância campeiam. Embora em menor número, até aqui se vê esse tipo de canalhice. E o presidente não foi acusado de derrubar apenas um avião, foram dois. Se no caso da TAM Lula foi chamado de "assassino" em letras garrafais na capa da imunda folha, no caso da Gol foi acusado iniretamente por toda a mídia, por supostos problemas na Anac.

 

Não é só no blog do Josias, Sérgio, isso acontece em todos os blogs do UOL... eles comungam da opinião que a área de comentários devem corroborar a opinião do analista da empresa, e essa "aprovação" é conseguida custe o que custar, mesmo que para isso se censurem comentários educados e se liberem outros agressivos e caluniosos, mas o penso que pode acontecer coisa pior, não posso provar, mas acredito que a própria equipe de moderadores fabrique alguns comentários para validar a análise.

 

Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto

O Dr. Thomaz Bastos está certo. A mídia está totalmente engajada em "julgar" o mensalão antes da hora. Duvido que qualquer um destes jornalistas tenha lido os autos e avaliado as provas acostadas neles. o grau de leviandade e hipocrisia é enorme.

 

Fico triste em ver o grau de cinismo e desonestidade de nossos jornalões e revistas, com exceções - poucas infelizmente. 

 

 

Antes da hora???Você acha que cinco anos é pouco tempo?Ah, talvez você, como os mensaleiros, gostariam que o julgamento acontecesse daqui a uns 20 ou 30 anos, aí os crimes estariam prescritos e a impunidade reinaria, acertei???

 

Assim... Tipo o MENSALÃO TUCANO DO AZEREDO, o PAI dos MENSALÕES, feito sobremaneira com dinheiro PUBLICO em 1998 e até hoje não julgado e SEMPRE escondido pela mÍrdia bandida?

Cê tá é de brincadeira, né moço!

 

Concordo "ipsis literis" com o que o Dr. Bastos dissera, sobre o direito ao contraditório e ampla defesa.

Concordo igualmente com o fechamento da matéria, em que o jornalista opõe que, se não fosse a pressão da imprensa, esse julgamento nem sequer tardiamente seria revisto, sequer seria julgado. E isso é gancho para retornar ao discurso do Dr. Bastos.

Nossa gente, inculta, ignorante mesmo, sem visão periférica, de modo geral, vem sendo sistematicamente esbulhada em seus direitos (à Saúde, à Segurança, à Previdência, à Educação - principalmente), porque os recursos minguam, porque há desinteresse oficial em resolver essas dificuldades sociais.

MAS o desvio de recursos do Erário segue incólume!!!! 

Na verdade, esses prejulgamentos, para além de açodamentos da imprense, refletem a ânsia de nossa gente em ver o direito ser definido CLARAMENTE, em ver o culpado pagando suas faltas, em ver a Justiça realmente punindo culpados, para além de lhes garantir tranquilidade no julgamento. Isso não tem acontecido tão frequentemente, tão claramente. Nem em nível de STF, que me perdoe o colendo grupo lá instalado.

www.clubedepilantras.blogspot.com

 

"...Nossa gente..."

 

Nossa gente quem, cara pálida?.... tu e quantos mais?...  ou estas te referindo ao povo brasileiro?....

 

Flics

O ex-ministro sofre da desinformação daqueles que só recebem notícias através do JN ou da Veja. Para ele, a opinião pública é o que o PIG diz e pensa. Penso que a opinião pública, hoje, só poderia ser auferida através de uma pesquisa isenta, coisa que o Ibope ou Datafolha jamais fariam. 

No mais, acho que os advogados de defesa deveriam agir em bloco neste caso, inclusive peticionando, de imediato, a suspeição de Gilmar Dantas. Esse ministro já chamou todos os petistas de gângsteres e bandidos, o que então ele não deve pensar sobre aqueles que são réus no processo, independente de prova?

No mais, Zé Dirceu está certo. O povo, a CUT, os sindicatos, a UNE, devem agir, ir às ruas. Não é só Dirceu que estará sendo julgado com a faca na garganta dos ministros, é toda uma história de transformação do país.

 

Que que isso meu caro? Menos, menos. Devagar com o andor que o santo é de barro. 

De onde você tirou essa estória de que "está sendo julgado todo um período de transformação do país"? O julgamento se restringe ao STF aceitar ou não as peças de acusação contra 39 réus indiciados por crimes diversos. Nada mais do que isso. Não vamos agora elevar ao panteão dos heróis pessoas que agiram, segundo o que foi apurado, de forma contrária a Lei.

Aceito, sim, que há um clima de açodamento criado pela imprensa. Acato as evidências que o STF sucumbiu a essa pressões marcando o julgamento para agosto, às vésperas da eleições. Apreendo que esse caso está longe, muito longe, ser o maior escândalo de corrupção da história do país, uma hipérbole atiçada pela mídia para atingir o imaginário da população. Tudo isso é verdade.

Agora, querer sublimar o julgamento a esse ponto, aí é demais.

 

Querido Costa, v. me derrubou do cavalo! Veja só como até quem se informa à margem da midiona (ou da mírdia, como sugeriu um colega nosso que a chamássemos), como é meu caso, estava achando que o que ia ser decidido era se os tais mensaleiros sem mesada iam sair do supremo direto para a forca, a guilhotina ou o pelourinho.  Quer dizer que o que está em jogo é aceitar ou não como provas as supostas provas (por que sempre se fala no suposto crime e, no caso, jamais nas supostas provas, como matérias de Veja?). Ora, ora, tinha me esquecido e não me lembro que nenhum jornal tenha me lembrado. Suponhamos que os doutos togados admitam que as provas são provas. O que vai acontecer em seguida? Voltam todos para a instância em que estava seus casos?

 

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"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", Geraldo Vandré.

Perfeito, JB.

Esse julgamento não tem nada a ver com o governo.

A população não está nem ai para isso.

Nas ruas se comenta sobre as quedas nos juros, as vezes até sobre a crise na europa, mas sobre mensalão nada, isso ai ja ta devidamente esquecido.

Defendamos apenas um julgamento justo, fora isso é problema dos réus, serem condenados ou absolvidos.

 

@DanielQuireza

Não caro Spok, ele sabe a diferença entre opinião pública e opinião do pig, veja:

“Tanto já defendi casos em que tinha a opinião publica e publicada a meu favor"

 

Juliano Santos

Juliano, e defender o Cachoeira, íntimo do Policarpo e de seus arapongas tidos agora por jornalistas investigativos significa que ele é contra ou a favor da grande imprensa, pautada  inúmeras vezes pelo PIG do qual é integrante?

 

 

O que um advogado não faz para defender o seu cliente. Triste é por se tratar de um ex-ministro da justiça, nitidamente ferindo a democracia com essa fala.

 

mais um addendum para melhorar a discussão...

o colega Cesar colocou um bom ponto de vista para essa discussão...

sab, 09/06/2012 - 14:43 - Cesar Muniz

Esses advogados criminalistas são hoje parte essencial das complexas organizações criminosas que se formam para desviar dinheiro público. A importância desses senhores para a manutenção dessas quadrilhas é tanta e seus ganhos na defesa dessas quadrilhas é tão elevado, que eles se tornaram verdadeiros sócios do crime organizado. A revelação dos honorários de R$15 milhões cobrados pelo Sr. Thomaz Bastos para defender o Sr. Cachoeira desnuda essa relação incestuosa. A receita do sucesso para o crime organizado no Brasil está dada. Basta desviar bastante dinheiro, de preferência algo da ordem de centenas de mihões de reais. Quando o criminoso é pego basta contratar um desses figurões a peso de ouro e eles conseguirão mantê-los impunes ou sujeito a penas brandas. Para isso irão explorar todas as brechas disponíveis no anacrônico código penal brasileiro e também suas redes de influência sobre o judiciário, o executivo e a mídia. Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Bermudes, Toron, Malheiros, Mariz de Oliveira e tantos outros se transformaram em sócios do crime organizado. Fico apavorado quando vejo esses senhores palpitando sobre as reformas do código penal, ora em curso no Congresso Nacional. Afinal o que eles defendem é um código penal que possa dar cabo a escalada de criminalidade que hoje impera ou, simplesmente estão a defender a criação de mais brechas na legislação para poderem manter seus clientes impunes e com isso conseguir valorizar e maximizar seus ganhos de honorários?

em: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/bastos-critica-pressao-da-impre...
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>>>> e para os colegas (de qquer profissão), q não acham nada de mais ganhar dinheiro se associando ao lado criminoso, podre, bandido, da sociedade, desde q "não infrinja a lei", tenho uma boa proposta q vai fazer vcs ganharem uma boa grana a mais...

PRESTE ATENÇÃO PARA A OPORTUNIDADE:
prostituição não é ilícito... então, q tal sua mulher e filha trabalharem nisso e ganhar um extra, afinal "Não existe ilícito penal no caso. O que ele(a) vai receber é fruto do próprio trabalho. Nada mais".

PERFEITO, NÃO?

(SODOMA E GOMORRA É LOGO AQUI!!! Nelson Rodrigues, Mário Andrade tinham razão... bem típico do brasileiro médio... "lavando bem, q mal tem?" e "achado não é roubado!")

 

Bruce,

depois q eu falo q o elemento (ainda não enquadrado, o tal de bastos) é o porta-voz dos valores"éticos" (éticos? onde?) do psdb do pt (tipow... cardozo, hibernardo, dirceu, greenhalgh, palofi entre outros "iluminados"), onde os fins justificam os meios e tudo certo: LAVOU, TÁ NOVO! (eu, por ex., não acho!)

olha a cara de felicidade do bastos e cara de "não estou nem aí" do little charles waterfall... talvez dure pouco... adoro máscaras caindo!!!!

.

>>>>Procurador pede que Ministério Público investigue Thomaz Bastos<<<<
(ENGRAÇADO... não lembro de ter visto ESTA notícia aqui no blog... )

FELIPE BÄCHTOLD | DE PORTO ALEGRE

Um procurador regional da República no Rio Grande do Sul encaminhou ao Ministério Público Federal em Goiás uma representação pedindo investigação sobre a origem do dinheiro pago pelo empresário Carlinhos Cachoeira ao seu advogado, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.

O documento, produzido pelo procurador Manoel Pastana, afirma que pode ter havido lavagem ou receptação culposa de dinheiro obtido por meio de crime.

Na representação, Pastana cita reportagens veiculadas na mídia que afirmam que Thomaz Bastos receberá R$ 15 milhões pela defesa de Cachoeira.

O procurador escreve que o empresário está com bens bloqueados e não tem renda "lícita" para justificar legalmente os pagamentos. Diz que o recebimento de honorários pode "configurar, em tese, ilícito penal".

Para Pastana, o pagamento ao ex-ministro pode permitir "que Cachoeira tire proveito do produto do crime" e que "recursos sujos passem a circular como capitais limpos, ganhos em atividade regular de advocacia".

O procurador também afirma que a contratação de um ex-ministro da Justiça para o caso ofende "a moral e a ética".

OUTRO LADO

O ex-ministro, em nota, disse repudiar as "ilações" do procurador regional e que o questionamento é "um retrocesso autoritário" e uma "tentativa de intimidação".

Afirma ainda que Pastana confunde réu e advogado de defesa, o que configura um "abuso do direito de ação". Também fala que nunca foi questionado dessa maneira em sua carreira e que a remuneração segue o estabelecido no Código de Ética da Advocacia.
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em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1097386-procurador-pede-que-ministeri...

 

Não existe ilícito penal no caso.

O que ele vai receber é fruto do próprio trabalho. Nada mais.

 

Quanta ignorância (ou hipocrisia?)! Ser advogado e defender acusados, criminosos ou não, em causas referentes a qualquer um dos códigos das leis brasileiras, é ferir qual democracia? Com uma afirmação primária (e partidária?) dessas fica claro que o Sr. nem sabe o que são instituições ou democracia.

Um abraço.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

"Nitidamente ferindo a democracia ..." ???? Onde e pque ???

 

Ele foi cordial. A grande imprensa não tomou "um pouco" de partido, ela já está totalmente partidarizada há muito tempo. O PIG, e seus comparsas, perderam completamente a noção de como se faz um bom jornalismo. Atualmente, eles não informam mais, fazem sim campanha partidária. Uma vergonha. Hipócritas.


P.S.: Parabéns ao ex-Ministro pela corajem que teve em expor a verdade, já que essa máfia demotucana persegue todos que vão contra seus interesses.